América do Sul Brazil

SÃO PAULO: LOLLAPALOOZA 2017

No último fim de semana aconteceu em São Paulo a sexta edição do evento mais aguardado do ano, o Lollapalooza. Eu, que até então fui em todas as edições, dei um pulo no Autódromo de Interlagos e faço aqui meu balanço desta edição.

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O Lolla (para os íntimos, rs) foi idealizado pelo Pharrell Perry, o vocalista do Jane’s Addiction – que inclusive se apresentou na edição brasileira de 2012 – em 1991 numa versão itinerante. Mas foi só em 2005, que surgiu a versão que conhecemos hoje – um festival dividido em dois dias, durante o fim de semana – em Chicago, nos EUA.

Atrações musicais

Esse ano, o line-up do lolla ficou assim:

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foto: Lollapalooza

Honestamente, de todas as edições aqui do Brasil, achei esse lineup o mais confuso. Apesar de ter adorado saber que Metallica viria, achei que não “ornou” muito com o resto das atrações. Achei o segundo dia menos mainstream e mais balanceado, apesar de não concordar com o fato de terem colocado Duran Duran à luz do dia.

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O que eu assisti + opinião sincera 

Posso dizer que, claramente, esse foi o Lolla que vi menos shows e que tinha menos atrações que me interessavam.

Sábado

Cheguei por lá quase 16h da tarde – meu recorde até então, que sempre estive plantada esperando a abertura dos portões. E a minha explicação pra essa mudança de comportamento é uma só: não tinha nada que realmente me interessasse antes das 19h30. Em outras palavras: só fui mesmo pra ver Metallica e The XX. Ponto.

Posso dizer que gostei mais do The XX do que do Metallica – não sei se porque já estava o bagaço em pessoa ou porque senti falta de alguns clássicos.

Como estava lá bem antes do XX, aproveitei também pra dar um pulo no show de Tegan&Sara, que foi morno, mas animou o pessoal que estava por lá.

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Tegan and Sara (25/3)

No sábado, minha decepção foi não ter visto todo o Chainsmokers, Como era no mesmo horário do Metallica, era inviável vê-lo inteiro, mas os últimos 20 minutinhos que consegui assistir, me deixou com um gostinho de quero mais.

Domingo

Tava mais animadinha pro domingo! Tão mais animadinha, que diferentemente do dia anterior, cheguei lá junto com a abertura dos portões: ao meio dia.

Vi Céu, Jimmy Eat World, Duran Duran, MO e um pedacinho de Melanie Martinez. Por causa do cansaço e de uma bela dor de cabeça, não consegui ver The Weeknd e, como já tinha visto Stokes outras duas vezes, não quis ficar dessa vez.

Apesar da superlotação e da dificuldade de conseguir enxergar qualquer coisa, Duran Duran valeu o dia.

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Céu (26/03)

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E você já ouviu a playlist do blog? Tem Chainsmokers (que tocou no sábado) e várias outras bandas incríveis! Clique aqui e ouça já!

O que fazer além da música

Sim, nem só de música vive um festival. Atrações radicais dignas de parque de diversões, lojinhas e muita comida estão na lista:

Espaço de Patrocinadores

Espaço Skol: Área da Skol onde dava para pegar um chopp, escrever, grafitar e ver os shows em frente ao palco Skol numa área bem privilegiada.

Espaço Chevrolet Ônix: Área com o brinquedo mais radical do festival: O kamikaze (sim, aquele que deixa você de cabeça pra baixo), além de tatuadores e desenhistas fazendo arte no rosto de quem passasse por lá e claro, exposição do Chevrolet Ônix

#FINDYOURMAGIC AXE: Próximo ao Palco AXE, outro brinquedo fez a diversão de quem adora uma aventura, o “Se joga 2.0”, uma queda livre de alguns poucos segundos, suficientes para fazer os que tem medo de altura suar litros.

 

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foto: divulgação

Outros Espaços de Apoiadores:

Fusion Shuffle:  Bar criado pela Fusion para customização dos drinks.

Ray-Ban Playback Battle: Batalha de dublagem (mediada pela Penélope Nova).

Prevent Senior Body Painting Neon Galactic Glow: Pintura (com muito glitter) feita pelos make-up artists do espaço.

Espaços Lollapalooza

Lolla Lounge: Área (mais do que exclusiva) que você pode comprar ao adquirir os ingressos, e além de transfer com meeting point exclusivo, tem bar, banheiro, comidinhas e vista privilégiada para vários palcos (também ponto fácil de encontrar todos os artistas que estiverem no Lolla).

Chef’s Stage: Espaço de alimentação, com diversas opções de comidinhas adaptadas por chefes renomados (leia mais abaixo)

Lolla Market: Esqueceu alguma coisa em casa? Quer só um souvenir? Não seja por isso, de chapéus a meias, passando por acessórios, roupas e até tatuagem, você consegue comprar quase tudo aqui.

Lolla Store: Loja oficial do Lollapalooza, com camisetas de bandas e souvenirs com a logomarca.

Comida

Nesse quesito, você tem opções para todos os gostos/bolsos. A alimentação estava divida por todo o festival nas áreas próximas aos palcos, com bar e quitutes simples (hot dog, batata frita, espetinho). Havia também alguns ambulantes que passam vendendo esses mesmos quitutes (+churros, pipoca e sorvete). Na área próxima ao palco Skol, dispuseram alguns food trucks, como opções mais gourmetizadas de junk food (hamburgueres, milkshake e batatinhas), além de tapioca, temaki e suco natural. Ainda, você podia encontrar outros foodtrucks numa área próxima ao Chef’s Stage com mais opção de junk (hamburguer, pizza, etc), e algumas opções mais diferenciadas, como polenta com ragu e comida mexicana.

Chef’s Stage

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Essa é a área “gastronômica” do evento, que reúne diversas barraquinhas de chefes conceituados que levam versões compactas de seus pratos famosos.

Achei todas bem parecidas (se não, iguais), às dos anos anteriores.

Das minhas escolhas no Chef’s Stage, provei nhoque ao sugo (nos dois dias, só porque nhoque é sempre a minha comida preferida), uma “mandioca rosti”, cafezinho, brownie, strogonoff e um mix de raizes fritas.

Além disso, ainda comi na área externa uma tapioca vegana – pior experiência da vida, levou 1h20min pra ficar pronta -, milkshake de ovomaltine, um milhão de sorvetes (perdi as contas, de verdade) e o tal do suco natural adoçado com caldo de cana (esse tomei várias vezes).

Transporte 

O Lolla já aconteceu no Jockey Club (na Cidade Jardim) e agora, acontece no Autódromo (em Interlagos). Para quem não é de São Paulo, falar de localização pode ser complicado. São Paulo é GIGANTE e quanto mais central as coisas são, melhor para todo mundo! Apesar do Autódromo ter um espaço maior e ser mais afastado da cidade – o que dá aquele clima de interior de outros grandes festivais (Coachella, Glastonburry, etc), pode ser bem complicado de chegar e mais ainda: complicado de sair.

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Autódromo de Interlagos

Existem basicamente as seguintes formas de chegar por lá e vou contar a minha experiência profissional em cada uma delas:

Carro: Você pode ir de carro e deixar o carro no estacionamento (por R$100). Eu nunca fui de carro (nem dirigindo e nem de carona) por diversas razões: além de não ser super barato ter que deixar o carro no estacionamento, você fica bem limitado – não pode tomar aquela cervejinha que todo mundo gosta – e ainda pega um belo de um trânsito pra sair do estacionamento. Agora, se você não bebe, vai dar carona (dividindo o valor) e ainda mora meio longe, pode ser uma opção válida.

Transporte público: Acho que a opção mais inteligente e barata. A região do autódromo tem bastante ônibus, para diversas partes da cidade (inclusive para metrôs da linha azul) e também tem a linha esmeralda de trem, a estação autódromo. Essa sempre foi a opção que usei em todas as edições passadas, principalmente o trem – que além de ser “rapidinho”, foge do trânsito. Sempre usava táxi/uber pra ir e trem pra voltar até alguma estação bem remota, onde eu conseguisse pegar outro táxi/uber. O problema: se prepare, principalmente na volta, seja ônibus ou seja de trem, saiba que o transporte na volta vai estar LOTADO.

Táxi/UBER: É a opção mais confortável de chegar e pode ser bem em conta também (se você não morar muito longe). O problema neste caso é sair do festival. Ainda não entendi porque a organização não montou um bolsão do UBER na saída (como tem em outros milhares festivais do mundo/ aeroportos). Já tentei pegar uber pra sair, e nunca consegui. Quanto ao táxi, se você sair um pouco mais cedo, talvez seja mais fácil.

Lolla Transfer: Opção até então inédita pra mim, depois de muitos anos sofrendo para sair do Autódromo meia-noite, já derrotada, esse ano comprei o Lolla Transfer nos dois dias (R$75/cada dia). Os transfers saem do WTC São Paulo (na região do Brooklin, que por sinal é super perto da minha casa) e vão direto para o Autódromo. Você compra com um horário marcado e na volta, pode pegar qualquer transfer. Eles saem do WTC de meia em meia hora (a partir das 11 da manhã) e voltam em horários marcados (Sábado: 20h30, 22h30, 00h30
e domingo: 20h30, 22h30, 23h30). Para mim, funcionou super bem, além do conforto, um bônus adicional é que você passa pela segurança numa entrada exclusiva (e sem filas!).

Preço 

Entramos num assunto polêmico. Ouvi muita, mas MUITA gente reclamando no preço. Para minha surpresa, quando cheguei lá no sábado, vi o autódromo mais lotado do que nunca, e sim, essa foi a edição recorde de lotação.

Os preços estavam mais ou menos assim (dependendo do lote):

Lollapass: R$920

Lollapass estudante: R$460

Lollalounge: Valor do ingresso + R$550/dia

Meu gasto com alimentação nos dois dias R$200

No meu caso, que paguei meia entrada tive um gasto total de R$810 (comida, ingressos e lollatransfer).importante .jpg

Essa edição foi “cashless”, ou seja, dinheiro não era usado como moeda de troca. O ingresso vinha em forma de pulseira, que deveria ser recado (em casa ou em algum dos postos no dia do evento), tornando-a assim pessoal e intransferível. Caso sobrasse algum crédito na pulseira, ao fim do evento, cada pessoa seria reembolsada.

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Descanso nas redes ou nas cabanas

Vale a pena?

Sempre prefiro achar que música até quando é ruim é boa, então, na minha opinião, essa experiência de festival vale muito à pena. Por ter muuuitas opções, tem até aqueles que nem gostam tanto de música, mas vão para passear, provar uma gastronomia diferente, paquerar…Enfim, acho que todo mundo deveria ir neste tipo de evento, pelo menos uma vez na vida. Como já disse anteriormente, esse com certeza não foi meu Lolla preferido, mas mesmo assim, não me arrependo de ter ido.

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Paulista; Inquieta e curiosa, ama uma boa história. E olha que não faltam histórias para Menina Thais, que já fez intercâmbio, morou em um motorhome, teve um sabático e foi nômade pelo mundo.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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