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INHOTIM: SEM LIMITES PARA A ARTE

Por dentro de um dos maiores museus de arte contemporânea do mundo.

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste último post, conto como foi visitar Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo. ::

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Inhotim é um daqueles lugares que você tem que ir antes de morrer. Sério. Se você não tem ideia do que eu estou falando, trata-se APENAS do maior museu a céu aberto do mundo – e um dos maiores de arte contemporânea.

A história do lugar é magica: uma antiga fazenda, onde o seu proprietário, apaixonado por arte e com um belo acervo de arte contemporânea, resolveu dar vida a uma ideia: construir naquela propriedade, um misto de parque e museu. Pode parecer ambicioso, mas o plano deu muito certo.

Curiosidade: O nome Inhotim surge da abreviação de Timot (Tim) – um aristocrata inglês que vivia na área – e o prefixo Nhô (usado como referência a “Senhor” no dialeto local.

Como chegar 

Distante apenas 45km de nova Lima – região metropolitana de BH onde me hospedei (leia mais aqui), o jeito mais fácil de chegar é alugando um carro. A viagem dura cerca de uma hora e meia, devido à estrada bem sinuosa.

Para quem está mochilando, uma ótima opção é contratar o transfer do próprio Instituto que sai de BH (do hotel Holiday Inn ou da Rodoviária). A empresa responsável é a Saritur e custa R$66 (ida e volta).

Onde ficar 

A cidade de Brumadinho, onde Inhotim está localizado, é pequena e tem uma crescente infra-estrutura hoteleira. Na minha primeira vez por lá, fui sozinha e me hospedei no único hostel que encontrei, o Hostel 70, e fui super bem recebida (a dona foi até me buscar no Aeroporto de Confins por R$50).

Para quem viaja acompanhado e quer mais conforto, a melhor opção é se hospedar em BH. Desta vez fiquei em Nova Lima, que é distante do Centro de BH, mas mais próxima de Brumadinho.

Quem quer passar mais de um dia na cidade, pode optar por ficar em uma das pousadas parceiras na região (veja aqui).

Onde comer 

Inhotim tem dois restaurantes (Tamboril e Oiticica) e um café (Café do Teatro). Além de uns quiosques na entrada. Recomendo levar lanchinhos para fazer durante o dia (talvez até um “mini piquenique” na grama) e utilizar o serviço local apenas a refeição principal. Meu restaurante preferido é o Tamboril, um dos mais centrais, localizado no setor amarelo. O serviço funciona através de buffet e inclui sobremesa por R$79. Já o Oiticica é um restaurante self-service com um preço mais em conta: R$43/ Kg.

Dica: tente chegar no restaurante o mais cedo possível, costuma encher e as filas são desanimadoras. Sem falar que ninguém quer perder muito tempo no restaurante quando se tem toda Inhotim para conhecer

O que fazer

A visita ao Instituto pode ter um viés artístico ou botânico, isso porque além de museu, a propriedade é considerada um Jardim Botânico.

Museu de Arte Contemporânea

Não precisa ser nenhum grande conhecedor de arte para contemplar o acervo de Inhotim. Como já diz o nome, trata-se de um museu de arte contemporânea, logo esqueça todo aquele conceito de arte estática que você ouviu falar antes. Aqui, as obras são feitas não só para serem vistas, mas sentidas, cheiradas, tocadas… Há uma aproximação clara entre o público e o artista, que deixa tudo mais leve.

O acervo está disposto pelo parque e por galerias e existem inúmeros percursos a serem feitos (vide mapa abaixo). Obviamente eu sugiro que se veja tudo, mas como cada um tem seu tempo, se tiver que escolher recomendo sem pestanejar as galerias da Adriana Varejão e do Tunga.

adriana varejao
Primeiro piso da galeria da Adriana Varejão
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Logo na entrada: Oiticica pelo caminho
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Narcissus Garden: Obra da estrelada artista japonesa Yayoi Kusama

Jardim Botânico 

Uma coisa que pouca gente sabe é que além de Museu, Inhotim também é considerado um Jardim Botânico. Isso porque são mais de cinco mil espécies, devidamente identificadas e de maneira intencionalmente posicionadas.

O paisagismo é maravilhoso!

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Da cor da água à disposição das plantas: tudo milimetricamente pensado!

Dica: Não esqueça seu chapéu, protetor solar e garrafinha de água (há bebedouros espalhados pelo Instituto para refil).

mapa inhotim
Mapa: Clique na imagem para ampliar

Inhotim é super democrático e recebe bem todos os públicos-alvo. Eu amo esse vídeo da Lu Ferreira que levou a filha para passear por lá:

Quanto tempo 

Para olhar tudo com bastante calma, serão necessários ao menos 3 dias. Mas, se você não tem todo esse tempo disponível, separe ao menos um dia no seu roteiro para a visita a Inhotim.

Visitas guiadas: Diariamente são oferecidas visitas guiadas temáticas dentro do Instituto. Basta se informar na recepção – as vagas são limitadas.

Informações adicionais:

Horário de funcionamento:

Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

Ingressos:

Terça, quinta, sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 44,00 (inteira)
Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita*
Fechado às segundas-feiras

Para ler mais sobre Minas Gerais, clique aqui

Paulista; Inquieta e curiosa, ama uma boa história. E olha que não faltam histórias para Menina Thais, que já fez intercâmbio, morou em um motorhome, teve um sabático e foi nômade pelo mundo.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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