África

ÁFRICA DO SUL: UM RESUMO

Depois de quase um mês na África do Sul, o que não faltam são histórias sobre um dos lugares mais impressionantes que já estive.

Depois de quase um mês na África do Sul, o que não faltam são histórias sobre um dos lugares mais impressionantes que já estive.

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Sáfari| Pôr do sol no Kruger

Já começo dizendo que se você já esteve na África do Sul e não se apaixonou, provavelmente tem alguma coisa errada com você. E se nunca foi, eu darei uma série de motivos pelos quais você não pode deixar a África fora da sua bucket list.

Por que África?

Temos muito mais em comum com a África do que a simples Pangeia (sim, já estivemos geograficamente juntos há 200 milhões de anos). Um continente cheio de cores, de pessoas alegres, solicitas e educadas, comida boa (e barata) e uma opção para todos os tipos de viagem. Gosta de natureza? Tem. Gosta de vinícolas? Tem. Cidade grande? Tem também. Praia? Opa, claro que tem. De mochileiros aos adeptos a roteiros de luxo, tem uma África para todo mundo.  E falando em África do Sul então, o que não faltam são lugares maravilhosos com um custo bem baixo e voos diretos que saem do Brasil diariamente.

A figura de Mandela

É impossível pensar numa introdução à África do Sul sem citar a figura de Nelson Mandela. Claro que eu, você e todo mundo já ouvimos falar dele, mas entender a sua influência no país é uma coisa que eu só fui entender mesmo quando cheguei lá. Nomes de rua, praça, hotéis, escolas, no dinheiro… Por onde se passa tem uma foto do Mandela, militante e presidente do Partido político ANC – African National Congress – que entre outras causas lutava pelo fim do Apartheid*, foi condenado a prisão perpetua e libertado em 1990 após muitas negociações durantes os 27 anos que esteve em cárcere. A sua liberdade foi aclamada internacionalmente, vista pelas ações diplomáticas ao redor do mundo como um dos principais passos para um país livre. Dentro da África do Sul, 120 mil pessoas se reuniram no estádio de Soweto – Township onde Mandela cresceu – para escutar o seu primeiro discurso oficial uma semana após ser liberto.

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Robben Island | A prisão onde Mandela passou 18 anos de sua vida

A movimentação em torno da liberdade de Mandela e outros presos políticos no começo da década de 1990 levaram a mudança da constituição em 1993, o fim do apartheid no ano seguinte e sua eleição. Desde então, ele se tornou o pai da nação, tendo seu aniversário  e o primeiro dia de seu mandato como feriados nacionais, e o dia da sua morte um dos maiores lutos da África do Sul.

Para entender mais dessa história, visite:

  • Robben Island em Cape Town
  • Consititution Hill em Joanesburgo
  • Museu do Apartheid em Joanesburgo
  • Soweto em Joanesburgo

* O Apartheid foi um regime segregacionista que entre 1948 e 1994 separou a África do Sul entre brancos (descendência europeia) e não-brancos (incluía-se pessoas de “cor” – miscigenados – negros e asiáticos).  O regime claramente favorecia os brancos que tinham acesso aos melhores serviços e condições de vida. Durante esse período, criou-se diversas prisões políticas, nas quais toda e qualquer pessoa que discordasse do regime imposto pelo Estado era condenada, muitas vezes, por toda a vida. Da lista de detidos pelo governo, Mandela era considerado o número um, por causa de sua influência política diante à comunidade.

Bandeira

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Adotada em 1994, com o fim do Apartheid, leva o vermelho do sangue do povo, o azul do céu, o verde das florestas, o amarelo do ouro e por fim, branco e preto, a união das raças.

Informações úteis

Fuso horário: GMT -2, ou seja, 5h de diferença do horário de Brasília

Distância: 7500km – de São Paulo a Joanesburgo – ou, aproximadamente, 11h de voo.

Código (DDI) +027

Telefonia

Usei o chip local da MTN, que mais deu problema do que qualquer outra coisa, portanto recomendo as outras companhias (Vodaphone ou Virgin Mobile).

Paguei R10 pelo chip comprado na Edgars.

O pacote de 1GB de internet custava R49 por semana.

Gastronomia

Depois dos dias que passei por lá, diria que a culinária Sul-Africana, fortemente influenciada por outras cozinhas como a malaia, europeia e pelas inúmeras tribos, é prioritariamente carnívora. A maioria dos pratos tem algum tipo de carne, em especial as carnes dos animais locais de caça, como o kudu. Ser vegetariana não foi função das mais fáceis por lá, e acabei não experimentando muita coisa, mas se você quiser dar uma chance, os pratos mais encontrados por lá são:

Bobotie: Assado de carne. Mais especifica da culinária Cape Malay, influenciada pelos imigrantes malaios na região do Cabo.

Biltong: Carne desidratada de vários animais, normalmente vende em pequenos pacotes para comer como snack.

Chakalaka: Mistura de cenoura ralada, feijão, pimenta e molho, servido como acompanhamento.

Shakshuka: Mix de vegetais, feijões e ovos poché. É um prato típico do norte da África, mas se come bastante também na África do Sul, em especial no café da manhã.

Braai: Churrasco sul-africano com as carnes locais

Pap: À base de milho, uma espécie de polenta branca é servida como acompanhamento.

Ah, e não se esqueça que a África do Sul está entre os dez maiores produtores mundiais de vinho!

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Babyleston | Vinhedo em Paarl
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Groot | Vinhedo em Constantia

Gorjeta: Assim como no Brasil, a gorjeta vem especificada na conta e normalmente é em 10%. Para guias e mensageiros de hotel, é de bom grado dar gorjeta, mas não é malvisto não dar.

Reservas: Nos melhores restaurantes, a reserva é mandatória e requer o pagamento de uma taxa para segurar a mesa, que é reembolsada no fechamento da conta final no estabelecimento. Alguns restaurantes oferecem um cancelamento reembolsável com 48h de antecedência, mas é bom se organizar para evitar perder dinheiro – eu, por exemplo, precisei pagar R1500 quando reservei o Luke Dale-Roberts em Joanesburgo, imagina o prejuízo se não tivesse ido?

Supermercados

Alugou apartamento ou quer só comprar umas coisinhas para deixar na bolsa?

Os mais fáceis de encontrar são o Spar, Pick and Pay e o Woolworths, uma loja enorme de departamento que também vende comida.

Moeda

A moeda nacional é o Rand (abrevia-se R ou ZAR).

Numa conversão simples, R$1,00 = R4,00 (2018).

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Rands | Mandelas por toda parte

Visto e imigração

Brasileiros podem permanecer por 90 dias no país sem necessidade de visto prévio. São indispensáveis o passaporte válido e o Certificado de Vacinação da Febre Amarela.

Clique aqui para saber como fazer seu Certificado Internacional de Vacinação.

Aeroporto

O aeroporto Internacional OR Tambo (JNB) é onde tudo acontece e muito provavelmente você terá que passar por ele, seja para viajar dentro da África do Sul ou para outros países do sudeste africano. É considerado o Aeroporto mais seguros do mundo – eles checam mesmo os documentos e informações umas 10 vezes entre o check-in e o avião – e por sorte tem uma ótima estrutura de restaurantes, salas VIP e hotel, caso sua conexão seja longa.

Para saber mais sobre esse e outros aeroportos na África, clique aqui

Também passei pelo Aeroporto de Cape Town (CPT) rapidamente e pelo Aeroporto de Hoedspruit (HDS) na região do Kruger – que na verdade é um aeroporto militar e o menor que já pousei na vida!

Onde ficar

Passei por várias hospedagens durante o mês, foram elas: 

Em Joanesburgo

Em Cape Town

Airbnb

No Kruger

AM Lodge

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AM LODGE | Minha casinha dos sonhos no meio do Kruger

Playlist

Para se animar enquanto faz as malas, escute a nossa playlist no Spotify clicando aqui.

Leituras recomendadas

Para baixar antes de viajar

A lista de aplicativos que mais usei na África:

  • Orderin: Para pedir delivery de comida
  • Voice Map: Guia de várias atrações não só na África, mas no mundo todo. Você baixa a atração e pode ir ouvindo a história do lugar, dos quadros (se estiver no museu) e por aí vai.
  • Fly SAA: Comprei todas as passagens pela South Africa Airways. Eles vendem também de companhias parceiras por um preço mais em conta. Ex: Mango e South Africa Express
  • South Africa: Guia de turismo oficial do país
  • Dineplan: A maioria dos restaurantes usam o Dineplan para fazer reservas.
  • Culture Trip: Ótima fonte de pesquisa de coisas não-óbvias para fazer, lugares para visitar e bons restaurantes para se aventurar.
  • My MTN: Usei o chip da MTN (não recomendo), mas vale para qualquer operadora que você escolher.

E alguns dos que sempre uso:

  • App in the Air: Sincroniza todas as informações da sua viagem na mesma interface. Algumas funcionalidades são pagas.
  • Google Trips: A mesma função do App in the air, mas totalmente gratuito. Uso os dois porque apesar do App in the air ser mais completo, às vezes ele não sincroniza.
  • Airbnb: Para encontrar apto/quartos.
  • Flight Stats: Para conferir o status dos voos.
  • Google Maps: Ótimo para fazer download da cidade e poder se locomover off-line.
  • Unit Convert: Para converter em reais ou dólares o preço das coisas
  • Google Voice: Para ligações internacionais

Curiosidades

  • Em absolutamente todas as casas/hotéis que fiquei, o interruptor da luz do banheiro fica do lado externo.
  • A tomada é modelo três pinos e a voltagem é 220v.
  • Assim como no Brasil, há flanelinhas ajudando você a estacionar na rua em troca de gorjeta.
  • Os vendedores de souvenir – especialmente em Joanesburgo – são extremamente insistentes, e às vezes até vão sair te perseguindo até você olhar a barraca/produto deles.
  • O país tem 11 línguas oficiais e todo mundo (que conheci) fala ao menos três.
  • Nem sempre você entenderá o inglês deles – o sotaque é forte.
  • Uma das heranças da colonização inglesa, é a direção do lado direito. O mais estranho é o fato que as faixas são sempre ao contrário também – facilitando atropelamentos já que estamos sempre esperando o carro vir do lado contrário.
  • Apesar de Joanesburgo ser a maior cidade do país com quase 4 milhões de habitantes, ela não é a capital. Na verdade, a África do Sul tem três capitais: Pretória (capital administrativa), Cidade do Cabo (capital legislativa) e Bloemfontein (capital judiciária).

Para saber mais sobre a minha viagem à África, clique aqui.

 

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