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PARA AMAR CAPE TOWN E NEM TANTO

Os prós e os contras da cidade mais badalada da África do Sul

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Antes de viajar para a África do Sul, a coisa que mais ouvi foi “você precisa conhecer Cape Town, não tem como não se apaixonar por aquela cidade”. E claro, fui mais uma vítima, caí de amores. Mas uma coisa que me incomodou um pouco antes de viajar, enquanto ainda procurava saber mais do dia-a-dia da cidade – sim, sou dessas turistas que adora viver a cidade como morasse lá de verdade – foi o excesso de elogios pela cidade. Entendo, não é para menos, a cidade é linda mesmo. Mas será que quem vive lá não tem nada a reclamar? Com mais de três milhões de habitantes vindos do mundo inteiro, conversei com alguns locais e tirei minhas próprias conclusões do melhor e do pior de Cape Town.

Para amar

Geografia

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Não tem como não sorrir em um lugar cercado de montanhas e com praias lindas por todas as partes. Me sentia engolida – no bom sentido – toda vez que percebia onde estava. O céu mais azul do que qualquer outro verão por aí e o pôr do sol mais sutil. Para amar cada segundo.

Meio Europa, meio Califórnia

meio europa

De todos os lugares que estive pela África, posso afirmar que foi em Cape Town que encontrei uma cidade mais organizada, limpa e com uma cara de primeiro mundo. Apesar da geografia lembrar muito o Rio de Janeiro, senti uma vibe mais Califórnia, com muita vida ao ar livre e comida saudável.

Infraestrutura

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Uma das vantagens de estar em uma cidade grande é poder contar com uma infraestrutura igualmente desenvolvida – e nesse quesito Cape Town não decepciona. São milhares de opções de entretenimento, gastronomia, transporte, hospitais e por aí vai.

Restaurante

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Como se come bem! Além da culinária local, que sofreu bastante influência asiática – em especial a cozinha Cape Malay – se encontra todos os tipos de gastronomias, desde as mais econômicas até restaurantes premiadíssimos (como o Test Kitchen). Os meus bairros preferidos para comer bem foram o De Waterkant, Greenpoint e Camps Bay.

Custo de vida

custo de vida

A cidade mais cara e mais turística da África do Sul consegue ser imensamente mais barata que São Paulo e com um custo benefício que compensa mais do que qualquer viagem para a Europa.

Pessoas

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Uma das cidades mais miscigenadas do mundo! É difícil de acreditar que a pouco mais de duas décadas a população vivia totalmente segredada pelo regime do apartheid. E por onde se passa, se vê sorrisos. Ah e os imigrantes, eles são muito bem recebidos, tá? Tanto que a comunidade brasileira não para de crescer (posso me mudar para lá também?) rs.

Nem tanto

Trânsito

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Acho que desde o primeiro momento que pisei na cidade, foi a coisa que mais me chamou atenção. Parte do problema também deve ter sido um reflexo da alta temporada, mas uma cidade sem metrô e com tanta acontecendo por toda a parte, é quase impossível não pegar o carro para se locomover, e aí, já viu. Fiquei chocadíssima quando demorei uma hora e meia para ir de Green Point até o Jardim Botânico em Kirstenboch – Detalhe: sem trânsito, demora-se 15 minutos para percorrer essa distância de 13km.

Clima

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Uma das minhas principais escolhas para eleger Cape Town como minha casa na África do Sul no verão, com certeza foram os famosos dias ensolarados com vista para o mar. O problema é que o clima é totalmente instável na região – e pelo que me contaram, é bem pior durante o outono e a primavera. Mesmo durante os dias quentes e ensolarados, era bem comum se deparar com temperaturas na casa dos 16°C à noite. Ah e sobre os ventos então, não sei nem o que dizer…oh lugar que venta! Com certeza não foi à toa que os navegadores nomearam o sul da Península como Cabo das Tormentas.

Falta d’água

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Só fui me dar conta do fator água quando já estava em solo africano. Como Cape Town foi a minha última parada no sudeste africano, encontrei muita gente pelo caminho me advertindo para “tomar longos banhos antes de chegar lá”. Pode ser que, dependendo de quando você está lendo esse texto, essa informação não faça mais sentido, mas em fevereiro de 2018 Cape Town enfrentou a maior seca dos últimos 100 anos! A falta de chuva nos anos anteriores levou a cidade a racionar para manter os baixos reservatórios ativos. Apesar das casas não sofrerem tanto (tinha agua normalmente no Airbnb que fiquei), avisos por toda parte me manteve alerta com relação à economia. Nos estabelecimentos públicos, a maioria das torneiras ficavam fechadas e o sabonete foi substituído pelo álcool gel.

Os turistas

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Prepare-se para encontrar turistas por toda a parte, e nem sempre eles serão generosos. Várias vezes tive que engolir gente cortando filas quilométricas em algum monumento, desperdiçando água mesmo com as placas por toda a parte não nos deixando esquecer sobre a seca e atrapalhando a circulação dos locais. Em resumo: nada diferente do que encontramos em qualquer outra cidade muito turística.

Para saber mais sobre a minha viagem à África, clique aqui.

3 comments on “PARA AMAR CAPE TOWN E NEM TANTO

  1. É a cidade africana que mais sonho em visitar! Obrigado pela partilha e por me fazer querer lá ir o mais rápido possível 🙂

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