[FAMILY TRIP] RIO PARA INICIANTES

Comecei outubro viajando: durante vinte dias, eu e minha família passamos pelo Brasil, Argentina e Uruguai. Nesta série, mostro o lado mais turístico e o que não se pode passar em branco em sua primeira viagem a esses países.

Como tem muita coisa para contar da viagem, os posts virão separados. Sobre a nossa primeira parada, a cidade do Rio de Janeiro, já tem outras  informações neste link.

Verdade seja dita: muitas vezes deixamos passar boa parte das atrações turísticas clássicas quando moramos em uma cidade. Isso se explica, em partes, porque quando vivemos em algum lugar, deixamos de lado o senso de turista para tornarmos moradores. Mesmo não morando no Rio, conheço tão bem e já passei tantos dias pela cidade, que simplesmente ignoro a maioria dos lugares que os turistas lotam.

Com a vinda da família para o Brasil, fui obrigada a deixar meu comodismo de lado e me esforçar para colocar em prática uma lista de desejos talvez muito grande para apenas cinco dias.

Leia mais: O roteiro de viagem pela América do Sul com a família

Esse post é um resumo de por onde passamos e quais são as informações essenciais no quesito entretenimento carioca para turistas*.

Pão de Açúcar

O que você precisa saber: Apesar de turístico, esse é um passeio delicioso e que indico para todo mundo. A vista lá de cima é linda e ainda dá para parar no restaurante ou em alguma das lanchonetes para comer/beber alguma coisa.

Melhor horário de visita: Pôr do sol

Quanto custa: Adultos* – R$ 80,00; Moradores do RJ/ Crianças de 06 a 12 anos/ Jovens de 13 a 21 anos – R$ 40,00; Crianças menores de 06 anos – Grátis

*Meia entrada disponível

Cristo Redentor

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O que você precisa saber: Por ser o lugar mais visitado do Brasil, muito provavelmente você não conseguirá uma boa foto. Para aumentar as chances, vá pela manhã, horário que costuma ser mais vazio e mais viável de conseguir ingressos.

Para poupar tempo, compre os ingressos com antecedência pela internet.

Melhor horário de visita: Pela manhã, ao abrir.

Quanto custa: R$75 (alta temporada); R$62 (baixa temporada); R$24,50 (Idoso brasileiro), R$49 (de 5 a 11 anos).

Jardim Botânico

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O que você precisa saber: Um passeio imperdível para conhecer mais sobre a fauna e flora brasileira. Não deixe de atravessar a rua e tomar um café na deliciosa cafeteria La Bicyclette.

Melhor horário de visita: Qualquer horário

Quanto custa: R$15,00*

*Meia entrada disponível

Santa Tereza

O que você precisa saber: Se prepare para encontrar muita ladeira pelo caminho, mas chegando lá em cima terá uma das vistas mais lindas do Rio. Vários (bons) restaurantes ficam por ali também, faça reserva para o jantar ou Happy Hour e garanta o pôr do sol.

Melhor horário de visita: Fim da tarde

Quanto custa: Grátis

Lapa

O que você precisa saber: O bairro mais boêmio do Rio, é também onde fica a famosa Escadaria Selaron e os Arcos da Lapa. Se quiser visitá-los, vá no fim da tarde e emende com o Happy Hour.

Melhor horário de visita: Fim da tarde/ Noite

Quanto custa: Grátis

Centro

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O que você precisa saber: Perfeito para quem gosta de história e arquitetura. O MAR (Museu de Arte do Rio) e o Museu do Amanhã estão por ali, no Pier Mauá. Evite andar sozinho por lá à noite e cuidado com seus pertences durante todo o dia.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Aterro do Flamengo

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O que você precisa saber: Na Baía de Guanabara, conta com a Marina da Glória, o MAM (Museu de Arte Moderna), pista de skate e dança. Aos domingos fecha para carros, ótimo para passar a tarde.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Quanto custa: Grátis

Copacabana

O que você precisa saber: Diariamente, a partir das 18h, acontece a feira no canteiro central que vende quase tudo. Emende com um lanche no pôr do sol no Forte de Copacabana, na Confeitaria Colombo (aberta até às 19h).

Melhor horário de visita: Fim da tarde/ noite

Quanto custa: Grátis

Barra da Tijuca

O que você precisa saber: É longe, rs. Isso é o que mais se escuta dos próprios cariocas, já que o trânsito até lá é sempre tão caótico que pode demorar muito. Para quem está hospedado na Zona Sul ou no Centro, recomendo tirar um dia para ir para a Barra e ficar por lá. Curta o dia de praia e emende com um dos ótimos restaurantes da região.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Quanto custa: Grátis

Ipanema

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O que você precisa saber: Um dos bairros mais populares no Rio, perfeito para quem quer ficar o dia na praia, almoçar ou jantar em um bom restaurante e ainda emendar um bar/balada durante à noite.

Melhor horário de visita: Qualquer horário

Quanto custa: Grátis

*Clique nas atrações para ver a localização

Para ler mais sobre América do Sul, clique aqui.

ORLANDO: 8 DICAS PRÁTICAS

Orlando, nos Estados Unidos é, muitas vezes, o primeiro destino do viajante internacional e as tarifas aéreas, com preços cada vez mais atrativos, tornam cada dia mais possível realizar o sonho de conhecer o Mickey pessoalmente, rs.

Está de malas prontas e completamente perdido? Prepare o checklist e aproveite o melhor da sua viagem.

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Seguro de saúde

Acho que é a maior e melhor lição que você tirar deste texto: NÃO SAIA DE CASA (PARA NENHUM LUGAR NO MUNDO) SEM COBERTURA! E este não poderia deixar de ser porque, além da paz que faz ter um seguro, os EUA são um dos lugares mais caros do mundo para contratar uma assistência particular. E sim, qualquer coisa pode acontecer, com qualquer e ninguém quer começar as férias já no prejuízo, né?

Prepare o bolso

Muita gente tem a impressão que os americanos vão à Disney toda a semana, mas isso não passa de um GRANDE mito. Visitar os parques é extramente caro e até hoje me impressiono quando escuto que fulano passou uma semana em Orlando e fez um parque por dia. Primeiramente, porque haja disposição e logo em seguida, porque É CARO! E quando me refiro ao preço, vale lembrar que além da entrada, tem alimentação, alguns serviços adicionais (como aluguel de carrinho de bebê) e claro, lembrancinhas (pelo menos uma orelha de Mickey você acabará comprando!).

Aluguel de carro

Uma das coisas mais negativas (pelo menos para mim, que odeio dirigir) é precisar de carro em quase todos os destinos americanos. Orlando não foge à regra: tudo é muito longe e espalhado. A boa notícia é que, em geral, se paga muito pouco para alugar um veículo muito bom. Ponha isso na conta e se estiver viajando com mais gente, só dividir.

Aeroporto

Uma das coisas que mais me impressionou no Aeroporto Internacional de Orlando (MCO) a última vez que estive por lá, com certeza foi a desorganização e demora dos procedimentos. Como as coisas são complicadas! A mala por exemplo, após a retirada na esteira, volta para uma inspeção numa espécie de “check in secundário” e demora pelo menos mais uma hora para ser recolhida. Sem falar os MILHARES de turistas perdidos fazendo com que fique tudo ainda mais difícil. Não seja essa pessoa: siga os passos clássicos (imigração, check-in e recolhimento de bagagens) de acordo com as orientações de um oficial e  facilite a sua vida e a do coleguinha.

América que fala português

Faltou nas aulas de inglês e está com medo de sair do Brasil? Por aqui isso não será um problema! Ainda que brasileiros estejam no mundo todo, Orlando é uma cidade recordista no quesito turistas tupiniquins. E isso é tão sabido, que TODO mundo fala português no aeroporto, parques e algumas lojas.

Conheça os arredores

Uma boa é intercalar o clássico roteiro de compras e parques com os arredores como a cidade de planejada de Walt Disney, Celebration; os Parques Estaduais da Flórida; um passeio pelos famosos airboatsou dar uma pulo no mar em Tampa.  – se quiser ir mais longe: Miami está logo ali, a 380km.

Leia também: Airboat Ride em Inverness, Florida.

Compras

Loja por aqui é o que não falta e com preços infinitamente melhores do que os encontrados no Brasil. Faça uma lista antes de tudo o que precisa e separe um dia ou dois para fazer as compras por localização, afinal não compensa tanto assim viajar para só para comprar (embora muita gente discorde).

Dica: Lembre-se de considerar o câmbio do dia e ver se o item (também disponível no Brasil) vale mesmo a pena ser comprado

Parques

Você não chegou até aqui por nada: chegou a hora de finalmente conhecer o Mickey! Além da Disney propriamente dita, Orlando também é famosa pelo Sea WorldUniversal e Busch Gardens.  O que visitar vai depender do tempo/dinheiro que estão envolvidos na sua viagem. Separe os parques por interesse e distância, se possível se hospede próximo ou dentro dos parques, comece as visitas o mais cedo possível e lembre-se de intervalar os dias com atividades na cidade. Nas pausas, descanse!

Leia também: Planeje a sua viagem para os EUA 

MENDOZA ALÉM DO VINHO

Cidade, montanha e esportes radicais: O potencial de Mendoza, na Argentina, é altíssimo e vai muito além dos seus vinhedos. Aqui, mostro a infinidade de possibilidades e o meu (enxuto) roteiro de quatro dias

Considerada a Oitava Capital Mundial do Vinho, Mendoza está pertinho do Chile e aos pés das Cordilheiras dos Andes. Muito de sua fama vem do turismo, o que faz com que todos os locais saibam receber muito bem.

Mais visitada por brasileiros, europeus e norte-americanos do que por argentinos, fez sua fama graças ao vinho, herança da massiva imigração européia no século 19.

É um destino completo: mescla urbano e natureza e uma gastronomia sem igual. Já pensou em aproveitar um dos muitos feriados que temos no Brasil para dar um pulinho  logo ali?

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Maipú, Mendoza (AR)

Como chegar

Avião: Voo  direto de São Paulo pela GOL e LATAM.
Outras opções são com conexões em Santiago, Buenos Aires ou Cordoba

Carro: Alugando um carro, dá para emendar uma viagem a Córdoba ou a Santiago do Chile. Para os que tem mais tempo, uma alternativa é dirigir de Buenos Aires (1000km).

Ônibus: Diversas empresas fazem esse trecho sendo a mais barata a Central Argentino.

Leia também: [Parte II] Córdoba: As serras

Clima

Desértico – pouca chuva (200mm), verão ameno, inverno bem frio. Grande parte da irrigação do solo vem do degelo dos Andes e isso fica bem claro ao se notar as grandes canaletas que atravessam a cidade com essa função (abaixo).

buraco nas ruas
Cuidado para não tropeçar na calçada e cair no buraco, rs 

Outro detalhe a se considerar é que, assim como o seu vizinho Chile, está em uma área de atividade tectônica e frequentemente é abalada por sismos e terremotos.

O que fazer

O roteiro se divide pela cidade e seus Cassinos, restaurantes e Parques; o turismo de aventura, (trekking, rafting, ski) e claro, o enoturismo.

Bodegas

Bodega é o nome em espanhol dado às vinícolas.

O enoturismo é o protagonista em Mendoza e não é à toa. É nesta região que são produzidos aproximadamente 70% de todo o vinho nacional (os outros 30% se dividem entre os departamentos do norte – La Rioja, San Juan e Salta).

São mais de 1200 bodegas, sendo quase impossível não encontrar uma do agrado até de quem não gosta de vinho.

Em sua grande maioria, as bodegas se dividem nas regiões de Maipú, Luyan de Cuyo e Valle de Uco.

A melhor época para visitar é próximo à colheita, em fevereiro/março. No primeiro sábado de março acontece a famosa Festa Nacional da Vendímia que agita ainda mais a capital do vinho.

vinhedos vistandes
Da minha seleção, visitei (todas em Maipú):

VISTANDES
Pouco procurado e de produção mais artesanal e de menor escala, o vinho produzido aqui só comercializado na própria bodega ou exportado ao México e a Alemanha. A visita garante uma exclusiva chance de degustação. Um diferencial: também é cultivada a uva Torrontés, originalmente espanhola.

vistandes

LA RURAL
Diferentemente da bodega anterior, aqui é produzido o vinho Rutini, largamente exportado ao Brasil e facilmente comprado em qualquer lugar da Argentina. A bodega que era casa do seu fundador, o sr. Rutini no século 19, hoje foi vendida a um banco Argentino e opera paralelamente à RUTINI WINES. Por se tratar de um grande conglomerado e bem conhecida, a visita estava lotada quando a fiz, o que foi um ponto super negativo, além de ter achado todas as explicações meio superficiais. Um diferencial: É nesta bodega que fica o Museo del Vino, um dos mais completos da Argentina. A visita guiada pela bodega passa pelo museu que preserva elementos originais do século 16 e mostra a história da Argentina Colonial por seus objetos.

museo del vino

FAMÍLIA ZUCCARDI
De todas bodegas essa é a que tem a maior estrutura: vinhedos e restaurantes conversam entre si em um imenso terreno que produz o vinho Zuccardi, também facilmente encontrado na Argentina. O restaurante oferece um menu exclusivo, harmonizado com os principais vinho da casa. Um diferencial: Além dos vinhos, também produz azeites e servem degustação de seus três azeites no almoço: provavelmente os mais gostosos que você provará nessa vida.

familia zuccardi

DICAS PRECIOSAS PARA VISITAÇÃO:

  • Não alugue carro, contrate uma agência – Por razões óbvias: álcool e direção não combinam em nenhum lugar do mundo.
  • Priorize a reputação da bodega – Em geral as pessoas escolhem visitar as bodegas que produzem um vinho que já é conhecido. Eu mesma caí nesse erro e alerto que não é porque você gosta de determinado vinho que o tour/guia/vinicola valerá a pena. Como existem muitas opções, a agência é essencial para ajudar na escolha.
  • Faça visitas intercaladas – Mesmo que você seja um grande amante de vinhos, usar todos os seus dias na cidade para visitar bodegas pode ser um pouco fatigante. Intercale os dias de visitação com as outras atrações que a região oferece e, na minha opinião, não gaste mais do que três dias em vinhedos. Lembre-se: você terá a chance de experimentar bons vinhos em praticamente todos os restaurantes em Mendoza.

Fiz toda visitação com a Nossa Mendoza, que como já sugere o nome, está super preparada para receber brasileiros. Mais do que recomendado!

Montanhas

Visitar os Andes é um must do! São paisagens maravilhosas e a chance de ficar aos pés da maior montanha da América do Sul, o Aconcágua!

estrada ruta 7
Mendoza – Chile: Pela Ruta 7 

O paredão dos Andes separa a Argentina do Chile em paisagens que vão se modificando pelo caminho.

O trajeto pode ser feito por agência ou por conta própria. Por comodidade, aluguei o carro na Hertz, no centro de Mendoza.

A estrada é bem fácil: Ruta 7 na direção Chile. De qualquer forma, vale a pena prestar atenção às questões de segurança, já que acidentes são comuns por ali, seja por ultrapassagens proibidas ou fenômenos da natureza como deslizamentos de terra e nevascas.

No inverno o uso de correntes nas rodas é mandatório e a Polícia local fica bem alerta.

Se puder planejar, visite durante o verão, quando as chances de pegar todas estradas abertas é maior.

Mochileiros: A empresa responsável pelo trajeto de ônibus é a Andesmar

E não se esqueça de levar comidinhas e água, já que não existem muitas conveniências pelo caminho. Roupas de frio também são essenciais: a temperatura chega a zero no verão e a altitude difere 3000m de Mendoza.

A viagem dura cerca de 2:30 e pode ser feita como um bate-volta.

PARADAS

Além da estrada em si ser linda, algumas paradas são estratégicas pelo caminho.

Potrerillos: A 65km está o povoado de Potrerillos, que vale uma rápida parada no mirante da estrada para admirar a Represa de Potrerillos. Inaugurada em 2001, com água azul turquesa proveniente do Rio Mendoza, é responsável pela produção de 60% de energia consumida pelos locais.

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Represa de Potrerillos ao fundo

Uspallata: Primeira “grande cidade” pelo caminho, normalmente é onde se almoça. Há outros serviços como posto de informação turística, posto de gasolina, banco, farmácia e pousadas.

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Praça Central e Informações Turísticas em Uspallata 

Puente del Inca: Distante apenas 3km da entrada do Parque Provincial do Aconcágua, é um pequeno povoado que ficou famoso pela formação rochosa homônima. Por ali é possível fazer um lanche rápido, visitar lojinhas de artesanato/roupas e fotografar a ponte.

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Puente del Inca: No inverno também  se pode observar a formação de estalactites. 

Importante: Por questões de segurança,  a estrada que leva à ponte está fechada, assim como o acesso à mesma que pode ser vista através de um mirante.

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Feira de produtos locais em Puente del Inca

Aconcágua: Montanha mais alta com mais de 8000m, pode ser acessado pelo Parque em uma visita simples ao mirante, pela trilha de 3km que leva Laguna Los Horcones ou ainda, em expedição de semanas que leva ao seu cume.

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O Parque do Aconcágua costuma estar aberto entre novembro e fevereiro, mas isso é bem variável. Durante a minha ida na primeira semana de novembro, enfrentei uma nevasca no meio do caminho e não pude chegar lá.

Clique aqui para acompanhar o prognóstico de neve e abertura/fechamento do parque.

Cristo Redentor de los Andes: Um pouco mais a frente do Parque, está em Las Cuevas a estátua do Cristo Redentor. A estrada, sinuosa e de terra não é muito recomendada em veículos convencionais e normalmente fecha com o mal tempo.

Para esquiar

Na mesma ruta, Los Penitentes está a 180km do centro da capital, no povoado de Las Heras. Mais ao sul (4h de Mendoza), está Las Leñas como uma alternativa a Bariloche.

Gastronomia

O que não falta em Mendoza são bons restaurantes. A maioria deles ficam dentro das bodegas ou na região central da cidade.

Por onde passei:

Para comprar vinhos: Winery e Sol y Vino

Onde ficar

Existe basicamente duas opções de hospedagem: na cidade ou no campo.

Se você prefere a paz do campo, uma boa opção é o hotel The Vines, no Valle do Uco, famoso pelos vinhedos e pelo restaurante do famoso chefe Francis Mallmann, o Siete Fuegos.

Outras opções são: o Termas Cacheuta Hotel e Spa, em Cacheuta, região famosa pelas águas termais, as cabanas do Vista Calma em Porterillo com vista para a represa ou o Ayelen, em Los Penitentes, perfeito para esquiar.

Para quem quer aproveitar os arredores de dia e agitada cidade à noite, recomendo o Park Hyatt, onde me hospedei durante esses quatro dias.

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Foto: Park Hyatt Mendoza (Divulgação)

Já havia me hospedado anteriormente no Hyatt em San Antonio, no Texas e por se tratar de um hotel de rede, o serviço é bem semelhante.

Leia também: Texas e os Cowboys

Hotel, Spa & Cassino 

Instalado em um casarão bem em frente à principal praça da cidade, a Plaza Independencia, a infra-estrutura do hotel não deixa à desejar.

Anexo, há um Cassino integrado que funciona das 10:00 às 6:00, uma galeria de arte e o Spa Kaua (com piscina, academia, sauna e hidromassagem) e Business Center no Mezanino. O estacionamento é gratuito para 60 veículos e a parte gastronômica dispõe de cinco restaurantes: Bistro M – restaurante principal; Grill Q – Churrascaria tradicional; Las Terrazas – Lobby bar, que também oferece Afternoon Tea diariamente a partir das 17:00; Uvas Lounge – Bar da piscina e Âmbar Living – bar dentro do Cassino.

Da seleção oferecida pelo hotel, utilizei apenas o Bistro M e o room service para café da manhã todos os dias.

Nota: Assim como a maioria das redes norte-americanas, o café da manhã do Hyatt geralmente não é incluso. Há uma tarifa diferenciada que inclui café da manhã, porém como não era meu caso, fiz a minha seleção personalizada e solicitei por room service pelas manhãs.

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Área da piscina (Park Hyatt)
cassino
Cassino (Park Hyatt)

O wifi é gratuito e liberado dentro de todas as áreas do hotel.

Quartos

Standard, Deluxe, Suite ou View.

Fiquei no Standard King (36 metros quadrados) com vista para o interior do hotel. Achei o quarto OK, cama king bem confortável, mini bar super recheado e estação de trabalho completa, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o banheiro. Nunca vi um banheiro tão grande, JURO que metade do quarto era banheiro, haha.

E foi no banheiro que também tive uma surpresa ótima: os amenities! Eles eram todos personalizados pelo próprio hotel com extrato de vinho. Uma delicadeza que amamos!

Na área do banheiro também está o closet, cofre, banheira e ducha.

Saiba mais: Para uma experiência personalizada, contate o Concierge.

Park Hyatt Mendoza ★★★★★
Chile 1124 – Mendoza/ Argentina – Tel: +54 261 441 1234

O que levar na mala

Independentemente da época do ano, leve um tênis bem confortável para as caminhadas e esportes (não necessariamente bota de trekking), vestido clássico (para os jantares), óculos de sol, um casaco de frio e muito hidratante (corporal e labial).

Custo Geral: $$$ (moderado)

[FAMILY TRIP] ONDE COMEMOS NO RJ

:: Comecei outubro viajando: durante vinte dias, eu e minha família passamos pelo Brasil, Argentina e Uruguai. Nesta série, mostro o lado mais turístico e o que não se pode passar em branco em sua primeira viagem a esses países. ::

Como tem muita coisa para contar da viagem, os posts virão separados. Sobre a nossa primeira parada, a cidade do Rio de Janeiro, já tem outras  informações neste link.

Como já mencionei anteriormente, por se tratar de uma cidade grande, é possível economizar (ou não) com a alimentação. Seja saindo para comer em restaurantes mais simples, preparando as refeições em casa ou no hotel, ou ainda aproveitando o melhor da gastronomia local em refinados restaurantes, há opções para todos os bolsos.

Leia mais: Lugares para comemorar uma data especial no RJ.

A ideia aqui é compartilhar por onde estive com a minha família e desde já aviso que são lugares bem turísticos. Ah, e claro, nem todos eles são vegan friendly, já que uma boa carne faz parte da cultura brasileira.

Sua primeira vez no Brasil e não sabe por onde começar? Segue abaixo o meu TOP 5 para iniciantes.

Casa da Feijoada: Não tem como vir ao Brasil e não provar uma boa feijoada. Nossa herança africana, o prato mais brasileiro dos pratos, tem tudo o que a gente mais gosta: carne e feijão. E os acompanhamentos também não fazem feio: arroz, polenta frita, couve, farofa, torresmo… Uma imersão nos sabores brasileiros. O lugar é lindo e a comida é boa e bem servida, mas infelizmente tive um infortuno durante a minha visita: nosso cartão foi trocado por um dos garçons que tentou nos aplicar um golpe de US$8mil. Infelizmente, só percebemos a troca quando chegamos em casa e fomos contactados pelo banco que precisaria confirmar a transação para efetuá-la. Desde então, parte do nosso dia foi destinado a ir à delegacia, cancelar o cartão e etc. Aparentemente esse tem sido um crime comum nos restaurantes cariocas, portanto, fiquem espertos!

UPDATE: A Casa da Feijoada já se pronunciou e se colocou a disposição para acompanhar as investigações juntamente à Polícia do Rio de Janeiro.

Fogo de Chão: A marca, originalmente brasileira, atualmente faz parte de um conglomerado americano. De qualquer forma, não deixa passar em branco as raízes do fogo de chão, uma técnica originalmente gaúcha de se fazer churrasco. Por um preço fixo, se tem direito a um FARTO buffet de saladas e diversos cortes de carne à vontade. Devo dizer que mesmo eu não comendo um pedacinho de carne sequer (afinal, sou vegetariana), saí de lá bem satisfeita com o buffet. Dica: a vista para a Marina é a coisa mais linda! Acho que vale a visita tanto para o almoço quanto para o jantar.

AprazívelO Aprazível divide opiniões: tem quem ame, tem quem ache que a comida não é tudo isso. Eu amo (e inclusive já dei essa dica aqui). Adoro a entrada de palmito, as saladas, as massas a a sobremesa de cupuaçu. Mas acho que é importante lembrar que a fama do restaurante é, acima de tudo, pela vista. Do alto de Santa Tereza, se vê tudo. Dica: Reserve o primeiro horário do jantar (18:00) para apreciar o pôr do sol enquanto espera pela comida.

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Amo esse palmito de entrada no Aprazível

Plage Café: Dentro do famoso Parque Lage (antiga residência colonial), o Plage Café é destino certeiro dos apreciadores de um bom brunch. Aos domingos, o Café oferece um Menu especial, repleto de pães, ovos, frios, geléias, iogurte e frutas. A recomendação é um brunch por casal, porém pedimos dois brunchs para seis pessoas e ainda sobrou! Dica: Não chegue muito tarde, costuma lotar e não aceita reservas.

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Brunch no casarão do Parque Lage

Garota de Ipanema: Local onde foi escrita a famosa canção de Tom e Vinicius. Localizado numa famosa esquina em Ipanema (Prudente de Moraes com a rua homônima, Garota de Ipanema) é ótimo para um happy hour ou um jantar mais casual. O forte aqui são os petiscos, dentre eles a carne grelhada na mesa, e os chopes.

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Leia mais:  Roteiros pela América do Sul.

RIO: UMA INTRODUÇÃO

:: Comecei outubro viajando: durante vinte dias, eu e minha família passaremos por Brasil, Argentina e Uruguai. Nesta série, mostro o lado mais turístico e o que não pode passar em branco na sua primeira viagem a esses países. ::

Não é à toa que o Rio de Janeiro é o destino mais conhecido de estrangeiros no Brasil. A cidade reúne (muito democraticamente) montanha, praias e cidade, o que basicamente significa ter muita coisa para fazer e sempre com uma vista de tirar o fôlego.

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Vista da Lagoa Rodrigo de Freitas

Está indo ao Rio pela primeira vez? Dá uma olhada nesse guia super básico sobre a capital carioca.

Como chegar: 

Avião: Existem duas opções de aeroportos – O Santos Dumont, que administra voos domésticos e está localizado na região central da cidade e o Galeão, que fica na Ilha do Governador, a 17 km do Centro (aproximadamente 40 min) e recebe voos de todo o mundo.

Navio: O porto está localizado na região central, no Pier Mauá, e foi eleito diversas vezes como o melhor da América Latina. De lá, saem e chegam grandes navios diariamente. Para consultar a programação, clique aqui.

Ônibus: A rodoviária municipal recebe ônibus de todo o país. Para consultar linhas e horários, clique aqui.

Carro: A 450km de São Paulo, a viagem dura cerca de 5h30 pela via Dutra.

Clima:

Costumo de dizer que o clima do Rio varia entre quente, muito quente e insuportável, rs. Os locais chamam de “frio” (que normalmente ocorre entre maio e agosto) temperaturas ao redor de 20°C, rs.

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Setembro no Rio: sol e calor “moderado”.

Durante o verão (entre dezembro e fevereiro) os termômetros ficam ao redor dos 40°C e a sensação térmica pode chegar a 50°C. Nessa época também temos a alta temporada (férias, feriados e Carnaval), contribuindo para que a cidade fique lotada. Se possível, fuja!

Chuvas podem acontecer durante todo o ano, mas são mais frequentes no verão – dia de intenso calor com fortes chuvas no final da tarde/começo da noite.

O povo:

Nascidos no Rio são conhecidos como carioca, palavra de origem tupi que significa casa do homem branco (referência à colonização).

Segurança:

Assim como no resto do Brasil, é melhor não bobear: evite andar nas ruas durante a noite, pegar táxi na rua (prefira os aplicativos), mantenha seus pertences próximo ao corpo e não saia às ruas com muito dinheiro e passaporte.

Se precisar registrar uma ocorrência durante a estadia, existe no bairro do Leblon uma delegacia direcionada aos turistas, onde o atendimento pode ser feito em outras línguas.

DEAT – Delegacia de Apoio ao Turista – R. Humberto de Campos, 315 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22430-190

Transporte:

Transporte público

O transporte público é composta basicamente por ônibus e metrô. Para validar integrações e economizar, vale a pena fazer um RioCard.

Dica extra: Uma opção para economizar saindo dos aeroportos ou da rodoviária, é o ônibus executivo conhecido como Frescão. A linha 2018 (Galeão-Alvorada) é a responsável por esse trajeto por R$16,00 (valor da tabela de 2017).

Transporte particular

UBER, CABIFY e 99POP funcionam bem em toda a área metropolitana, assim como os táxis.

Para evitar qualquer golpe em táxis, sempre recomendo solicitá-los por aplicativos e nunca parar um veículo na rua.

Dica extra: Durante a Family Trip contratei uma van com motorista, afinal estávamos em seis pessoas e seria bem complicado depender sempre de dois táxis. Foi MUITO difícil achar um preço justo com qualquer agência e já estava quase desistindo quando um amigo me recomendou os serviços do Joselito! RECOMENDO MUITO! A van é nova e ele super prestativo. Apesar de não falar inglês, o Joselito também presta serviço com o um guia bilíngue. Para entrar em contato com ele, clique aqui.

Alimentação:

Por ser uma cidade grande, dá para encontrar de tudo. Vou fazer um post contando mais sobre os restaurantes que visitamos na viagem, mas para os ansiosos, já tem post disponível com os meus preferidos (aqui).

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Quer ter a típica experiência carioca? Vá a praia e peça um mate (chá escuro gelado) com biscoito Globo (biscoito de polvilho).

Hospedagem: 

Tem de tudo e para todos os bolsos.

Já fiquei:

Hostels:

Hotéis:

Airbnb:

  • Ipanema: Apartamento que fiquei durante a atual viagem! Enorme, comportou bem o grupo, a uma quadra da praia e pertinho do bar Garota de Ipanema.
  • Leblon: Fiquei com meu namorado no reveillon neste apto de dois quartos no Leblon, que é a melhor locação para quem gosta de comer bem, já que está cercado de restaurantes bons, e ao mesmo tempo, de sossego (trata-se de uma área residencial)

Observação: Em brevepost detalhado falando de hospedagem durante a Family Trip. Aguardem!

Curiosidades:

  • Ao contrário do que muitos turistas pensam, o Carnaval não acontece apenas no Rio, e sim simultaneamente em todo o país, durante quatro dias.
  • Apesar da fama de Copacabana, outras praias são mais propicias para banho, como a desconhecida Prainha, famosa entre os surfistas.
  • Nem só de praia a cidade é feita: Uma das capitais do país, o Centro está cheio de história que vale a pena ser desvendada.
  • O Cristo Redentor, ponto turístico mais visitado, é extremamente lotado em qualquer época do ano e horário, e provavelmente, você não conseguirá uma boa foto por lá.
  • Os corpos que desfilam pelas praias da zona sul são inacreditáveis: é MUITA boa forma junta!

Para ler mais sobre o Rio de Janeiro, clique aqui

 

 

[Family Trip] VIAJANDO COM A FAMÍLIA

Na maioria das vezes, costumo viajar sozinha ou com mais uma pessoa, mas no começo desse ano, recebi uma missão: planejar uma viagem de 20 dias pela América do Sul para minha família americana, que além de não falar uma palavra de português / espanhol, faria a primeira viagem para o hemisfério sul.

Para ler mais sobre América do Sul, clique aqui.

Devo confessar que na empolgação (afinal também viajaria junto), subestimei o desafio e verdade seja dita: foi mais complicado do que pensava.

Nosso roteiro:

A viagem começaria na cidade do Rio de Janeiro, onde nos encontraríamos, seguiria para Búzios, Foz de Iguaçu, Buenos Aires e Colonia Del Sacramento.

panorama

Cogitamos incluir o Chile, mas ficaria inviável para o curto tempo que teríamos disponivel.

Duração:

20 dias – Incluindo o tempo em trânsito.

O grupo:

6 pessoas, misto.

O que levar em conta:

  1. Viajar em grupo sempre é mais complicado do que sozinho. É importante conhecer bem as preferências de cada um.
  2. Muitas vezes, organizar uma viagem assim significa abrir mão dos próprios gostos. Eu por exemplo, fujo de lugares muito turísticos, mas não poderia não levar estrangeiros ao Cristo Redentor estando no Rio de Janeiro.
  3. É importante confirmar e reconfirmar todos os passeios, voos e hotéis, já que imprevistos podem acontecer.
  4. A homogeneidade do grupo: no nosso caso, por exemplo, temos duas idosas, impossibilitando programas noturnos muito longos ou negligenciand as pausas durante o dia.
  5. Faça um roteiro que envolva todos (crianças, adultos e idosos).
  6. Comida é um negócio sério: cheque todas as restrições alimentares.
  7. Por fim: tente se divertir. Parece óbvio, mas quando se está a frente do planejamento de uma viagem, o estresse é tanto que às vezes parece ser impossível aproveitar também.

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No momento, a viagem está em andamento e, obviamente, renderá bons posts.

Para acompanhar em tempo real, clique aqui.

INHOTIM: SEM LIMITES PARA A ARTE

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste último post, conto como foi visitar Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo. ::

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Inhotim é um daqueles lugares que você tem que ir antes de morrer. Sério. Se você não tem ideia do que eu estou falando, trata-se APENAS do maior museu a céu aberto do mundo – e um dos maiores de arte contemporânea.

A história do lugar é magica: uma antiga fazenda, onde o seu proprietário, apaixonado por arte e com um belo acervo de arte contemporânea, resolveu dar vida a uma ideia: construir naquela propriedade, um misto de parque e museu. Pode parecer ambicioso, mas o plano deu muito certo.

Curiosidade: O nome Inhotim surge da abreviação de Timot (Tim) – um aristocrata inglês que vivia na área – e o prefixo Nhô (usado como referência a “Senhor” no dialeto local.

Como chegar 

Distante apenas 45km de nova Lima – região metropolitana de BH onde me hospedei (leia mais aqui), o jeito mais fácil de chegar é alugando um carro. A viagem dura cerca de uma hora e meia, devido à estrada bem sinuosa.

Para quem está mochilando, uma ótima opção é contratar o transfer do próprio Instituto que sai de BH (do hotel Holiday Inn ou da Rodoviária). A empresa responsável é a Saritur e custa R$66 (ida e volta).

Onde ficar 

A cidade de Brumadinho, onde Inhotim está localizado, é pequena e tem uma crescente infra-estrutura hoteleira. Na minha primeira vez por lá, fui sozinha e me hospedei no único hostel que encontrei, o Hostel 70, e fui super bem recebida (a dona foi até me buscar no Aeroporto de Confins por R$50).

Para quem viaja acompanhado e quer mais conforto, a melhor opção é se hospedar em BH. Desta vez fiquei em Nova Lima, que é distante do Centro de BH, mas mais próxima de Brumadinho.

Quem quer passar mais de um dia na cidade, pode optar por ficar em uma das pousadas parceiras na região (veja aqui).

Onde comer 

Inhotim tem dois restaurantes (Tamboril e Oiticica) e um café (Café do Teatro). Além de uns quiosques na entrada. Recomendo levar lanchinhos para fazer durante o dia (talvez até um “mini piquenique” na grama) e utilizar o serviço local apenas a refeição principal. Meu restaurante preferido é o Tamboril, um dos mais centrais, localizado no setor amarelo. O serviço funciona através de buffet e inclui sobremesa por R$79. Já o Oiticica é um restaurante self-service com um preço mais em conta: R$43/ Kg.

Dica: tente chegar no restaurante o mais cedo possível, costuma encher e as filas são desanimadoras. Sem falar que ninguém quer perder muito tempo no restaurante quando se tem toda Inhotim para conhecer

O que fazer

A visita ao Instituto pode ter um viés artístico ou botânico, isso porque além de museu, a propriedade é considerada um Jardim Botânico.

Museu de Arte Contemporânea

Não precisa ser nenhum grande conhecedor de arte para contemplar o acervo de Inhotim. Como já diz o nome, trata-se de um museu de arte contemporânea, logo esqueça todo aquele conceito de arte estática que você ouviu falar antes. Aqui, as obras são feitas não só para serem vistas, mas sentidas, cheiradas, tocadas… Há uma aproximação clara entre o público e o artista, que deixa tudo mais leve.

O acervo está disposto pelo parque e por galerias e existem inúmeros percursos a serem feitos (vide mapa abaixo). Obviamente eu sugiro que se veja tudo, mas como cada um tem seu tempo, se tiver que escolher recomendo sem pestanejar as galerias da Adriana Varejão e do Tunga.

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Primeiro piso da galeria da Adriana Varejão
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Logo na entrada: Oiticica pelo caminho
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Narcissus Garden: Obra da estrelada artista japonesa Yayoi Kusama

Jardim Botânico 

Uma coisa que pouca gente sabe é que além de Museu, Inhotim também é considerado um Jardim Botânico. Isso porque são mais de cinco mil espécies, devidamente identificadas e de maneira intencionalmente posicionadas.

O paisagismo é maravilhoso!

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Da cor da água à disposição das plantas: tudo milimetricamente pensado!

Dica: Não esqueça seu chapéu, protetor solar e garrafinha de água (há bebedouros espalhados pelo Instituto para refil).

mapa inhotim
Mapa: Clique na imagem para ampliar

Inhotim é super democrático e recebe bem todos os públicos-alvo. Eu amo esse vídeo da Lu Ferreira que levou a filha para passear por lá:

Quanto tempo 

Para olhar tudo com bastante calma, serão necessários ao menos 3 dias. Mas, se você não tem todo esse tempo disponível, separe ao menos um dia no seu roteiro para a visita a Inhotim.

Visitas guiadas: Diariamente são oferecidas visitas guiadas temáticas dentro do Instituto. Basta se informar na recepção – as vagas são limitadas.

Informações adicionais:

Horário de funcionamento:

Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

Ingressos:

Terça, quinta, sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 44,00 (inteira)
Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita*
Fechado às segundas-feiras

Para ler mais sobre Minas Gerais, clique aqui

MARAGOGI: O CARIBE BRASILEIRO

No último fim de semana embarquei na minha primeira aventura balzaquiana: completar 30 anos em Maragogi (AL), o Caribe brasileiro.

Todos os anos faço o possível para passar o meu aniversário próxima à natureza. Morando em São Paulo, essa decisão é definitiva na hora de começar “meu ano novo particular” com o pé direto. Ano passado viajei às Chapadas dos Veadeiros e foi uma das experiências mais energizadoras da vida. Neste ano, só tinha certeza que queria estar próxima ao mar e o destino me levou a Maragogi, a estrelada cidade em Alagoas, mundialmente conhecida como o “Caribe Brasileiro”.

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Praia particular para a aniversariante em Maragogi (AL)

Como chegar:

A 120 km de Recife e a 130 km de Maceió, Maragogi está a 2h de distância de ambas as capitais,  não importando muito em qual aeroporto pousar. Para quem vai com mais tempo, recomendo descer em Recife, já que há mais opções culturais na capital pernambucana, assim como na vizinha, Olinda. E para quem só quer saber de praia, ainda dá para emendar com Carneiros e Porto de Galinhas. Uma última razão: o Aeroporto de Guararapes (Recife) oferece maior estrutura e mais voos, o que além de nos dar mais opções de horários, costuma também resultar em preços mais amigáveis.

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A estrada entre Recife e Maragogi é a coisa mais linda!

Clima: 

Assim como no resto do nordeste, o clima é de calor o ano inteiro! Se puder escolher, vá entre setembro e fevereiro, quando chove menos.

Na minha viagem, em meados de setembro, a temperatura variou entre 23 e 30 graus, mas a sensação térmica é agradável já que venta MUITO!

Onde ficar:

Contrariando todas as estatísticas que levam os turistas às Salinas de Maragogi, o melhor resort do Brasil, queria mesmo era começar meu ano novo longe de badalação e famílias, na maior calmaria possível.

E na busca do meu refúgio encontrei um hotel boutique dos mais intimistas onde já fiquei na vida: o Praiagogi. A descrição usada pelos donos como o menor hotel de charme de Alagoas, não deixa dúvidas: são apenas seis suítes, exclusiva para adultos e um aconchego tão grande que mais parece que você está em uma casa cercado de amigos e família.

Dica: A pousada é super popular entre casais em lua de mel!

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Praiagogi: vista aérea

Logo na chegada, uma boa surpresa: fomos recebidos com espumante pela Fernanda, a dona da pousada, que gentilmente nos conduziu a todos os espaços da pousada, nos levou à praia, explicou sobre a maré e nos deixou no quarto já com um presente: uma garrafa de vinho e um cartão como cortesia ao meu aniversário.

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E por falar em quarto: UAU! Parecia que tinha caído no Pinterest, rs. Pequeno, aconchegante, simples e super, mas super bem decorado.

Todos os espaços milimetricamente pensados: o banheiro ao fundo, separado por uma porta de vidro (não se preocupem, a privada fica totalmente isolada por uma parede de concreto ao canto), diversas fontes de iluminação – incluindo luzes embaixo da cama – e varanda com rede, separada pela porta azul turquesa linda de viver.

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Coisa linda de viver essa porta!

Dentro do próprio quarto há também uma garrafa de água cortesia, uma máquina de Nespresso e diversas cápsulas (o consumo de duas delas são também cortesia), mini bar com bebidas cobradas à parte, TV/DVD e amenities L’Occitane.

Na área comum, há wi-fi gratuito, uma pequena biblioteca e DVDteca, piscina com borda infinita e muitas espreguiçadeiras.

area externa
Na varanda do quarto
biblioteca
Área de lazer comum: livros e DVDs

Tudo isso com um restaurante incrível, ótimo atendimento e essa vista:

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Recomendo MUITÍSSIMO a pousada para quem quer curtir o nordeste na maior paz e ser muitíssimo mimado por todo o staff!

Tanta exclusividade tem seu preço: os poucos quartos esgotam rapidamente! Recomendo fazer a reserva com a maior antecedência possível – para esse ano, por exemplo, eles já estão lotados!

Diárias a partir de R$760,00 (com café da manhã e jantar).

O que fazer

Galés de Maragogi 

Maragogi é famosa pelas águas cristalinas e piscinas naturais. Grande parte do sucesso vem da maior formação de corais do brasil, as Galés. Esse com certeza é o passeio mais tradicional da região.

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Imagem: Wikipedia

Ao lado da Praiagogi, sai um catamarã diariamente com direção às Galés, numa viagem que dura cerca de meia hora. Chegando lá, são mais uma hora, uma hora e meia de aproveitamento. Há aluguel de snorkel para quem quiser fazer.

Apesar de ser super popular, eu acabei não indo às Galés por várias razões:

  • Falta de tempo: tinha apenas dois dias e gastaria uma manhã apenas para visitar os corais
  • Os passeios acontecem quando a maré está bem baixa, o que em Alagoas significa estar no barco por volta das 7 da manhã!
  • Os barcos saem sempre lotados e se você não nada (meu caso), fica bem difícil conseguir uma boa foto
  •  Dependendo da luminosidade e das chuvas, o mar não fica tão cristalino como vemos nas fotos. Como havia chovido bastante na semana anterior, o mar estava bem mais escuro do que o normal.

Para consultar a Tábua de Marés, clique aqui

De qualquer forma, quero muito voltar com mais tempo para fazer a visita e quem estiver de malas prontas com destino à Alagoas, acho que vale a pena agendar. Os preços variam entre R$80 e R$150.

O que comer: 

Generalizações são muito complicadas quando se fala em comida nordestina. Isso porque ainda que existam elementos comum, o Nordeste é composto por nove estados, cada um com sua singularidade.

A culinária no Alagoas é marcada pelos Frutos do Mar!

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Risoto de frutos do mar do Restaurante Tuyn

Se estiver no nordeste não deixe de provar os clássicos:

  • Tapioca
  • Carne seca
  • Queijo de coalho
  • Bolo de rolo
  • Rapadura

Restaurante Tuyn 

Como estávamos em uma praia privativa e sem a menor coragem de sair de lá, fizemos as refeições no restaurante da própria pousada, o Tuyn. Além da comodidade, o restaurante está classificado como um dos melhores de Maragogi e oferece várias opções sem lactose e vegetarianas.

Os pratos que pedimos foram:

  • Badejo com arroz e purê de banana
  • Risoto de Frutos do Mar
  • Risoto de Ervas
  • Pizza de mussarela de búfala, pesto e tomatinhos
  • Delícia de Morango
  • Muitos sucos e água de coco
pizza com vista
Pizza com uma bela vista!

Tudo estava impecável!

Na noite do meu aniversário, ganhei de sobremesa um bolo de chocolate incrível! Nem gosto muito de chocolate, mas esse bolo estava tão bom que comi quase inteiro, rs.

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Vale lembrar que o café da manhã e o jantar já estão inclusos na diária!

E o café da manhã é servido a qualquer hora: acordou, eles oferecem uma cesta de pães e bolos (acompanhado por manteiga, geleia, mel e frios), um prato de frutas e as bebidas e qualquer adicional são pedidos sem custo à la carte – Pedi tapioca, ovo mexido, suco e café.

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Muito, muito pão no café da manhã, rs

E todos os dias no fim da tarde também é servido como cortesia um cafezinho com bolo.

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O maior capricho no café da tarde

Resumindo: difícil passar fome por aqui, rs

Custo geral: $$$(moderado)

UM DIA EM OURO PRETO

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste terceiro post, conto como foi meu dia em Ouro Preto, uma das cidades históricas de MG.. ::

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Uma das mais cidades mais visitadas em Minas Gerais, Ouro Preto foi a estrela da Mineração no Brasil no século 19. Nomeada inicialmente de Vila Rica, após a independência do Brasil ganhou ares de cidades se tornando a capital de Minas Gerais até 1897, quando Belo Horizonte assumiu esse posto.

Seu nome não é à toa. No século 18, o que mais se achava por aqui era Ouro. E dos bons! E tanta preciosidade a transformou naquela época na maior cidade do Brasil. Junto a Mariana, Congonhas, Sabará e Tiradentes, Diamantina e São João Del Rei, Ouro Preto faz parte do complexo de cidades históricas de MG, que lideraram não só o Ciclo do Ouro no Brasil, mas também a Inconfidência Mineira, a arquitetura (tipicamente barroca) e seu subsequente desenvolvimento literário (o arcadismo).

Tombada pela UNESCO como Patrimônio Nacional desde 1980, atualmente é rota de todo tipo de turista, dona de um dos maiores carnavais do Brasil, festa junina e festival de inverno.

Mas não se admire com os números. Ouro Preto permanece intimista e compartilha até certo provincianismo com seus (apenas) 70 mil habitantes. Você pode passar uma tarde ou uma semana por aqui, o roteiro e a apreciação serão diferentes, mas se você é do tipo que não perde uma boa história por nada, não deixe de passar.

Dica: Recomendo fortemente que a visita a qualquer cidade histórica de MG seja feita com o acompanhamento de um guia.

 

Como chegar

Ouro Preto está localizada a 100km de Belo Horizonte. Dá para ir:

De carro: Alugando um carro a partir de Belo Horizonte, são aproximadamente duas horas de viagem.  É o jeito mais cômodo, você ganha conforto e liberdade para fazer seu próprio horário e quem sabe, combinar a viagem com outras cidades históricas.
De ônibus: a rodoviária fica um pouco afastada do centro, mas de la é bem fácil pegar um táxi e chegar ao hotel. Quem faz o trajeto saindo de Belo Horizonte é a Pássaro Verde.
De Transfer: existem diversas empresas que fazem essa visita como day tour, a partir de Belo Horizonte ou combinada com outros passeios. A UAI Turismo tem pacotes personalizados que podem atender quem tem pouco tempo ou uma necessidade específica.

Se puder, faça o Caminho Velho pela Estrada Real. São 710km (boa parte sem asfalto), saindo de BH em direção a Paraty. Esse caminho foi aberto para que os Tropeiros pudessem seguir do Rio de Janeiro em busca de ouro em Minas.

Onde ficar

Opções de pousadas e hostels não faltam por aqui. Minha sugestão é se hospedar próximo à Praça Tiradentes, que é basicamente onde tudo acontece. Acabei ficando no Solar do Rosário, um casarão lindo, com mais de um século de história, mas que fica um pouco mais afastado (1km da Praça).

O hotel, cinco estrelas, além de quartos confortáveis, conta com duas piscinas, academia, cobertura com vista panorâmica, restaurante e wi-fi (que funciona bem).

Apesar do inconveniente da distância (afinal é muita ladeira para subir, rs), não posso me queixar da infra-estrutura e atendimento do local.

Diárias a partir de R$360 (com café da manhã)

Dica: Localizada a apenas 300m da Praça Tiradentes, outra opção belíssima de hospedagem é o Grande Hotel Ouro Preto, desenhado pelo Niemeyer.

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Por ser uma das cidades mais turísticas de Minas Gerais, Ouro Preto costuma lotar nos feriados e alta temporada (férias). Se puder, evite essas datas. Eu viajei no meio de um feriado nacional e confesso que as ruas super lotadas me incomodaram um pouco.

Onde comer

Como já falei no post anterior, o que não falta são bons lugares com boa comida em Minas Gerais.

Clique aqui para saber mais sobre a culinária mineira

Restaurante Conto de Réis: Fiz duas refeições aqui! A opção no almoço é buffet, super bem servido de comidas típicas. O feijão tropeiro e o pão de queijo daqui são imperdíveis e a vista, coisa de outro mundo. O único contra são as filas: se prepare, porque costuma lotar. É inviável ir sem reserva.  

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Vista do restaurante

Chocolates Ouro Preto: Parada obrigatória para provar a produção de chocolates, e claro, levar para casa. Eles também funcionam como café, sendo uma ótima parada de frente à Praça para quando a fome aperta no meio da tarde.

Frutos de Goias: Essa foi a única sorveteria que vi, e claro que fui provar. Funciona por kilo, self service e assim como sugere o nome, tem vários sabores tipicamente brasileiros.

O que visitar

Praça Tiradentes: Como já citei anteriormente, este é um bom ponto de partida. Tudo acontece ao seu redor. Não deixe de fotografar a bela estátua Tiradentes, que dá nome à praça.

Museu da inconfidência: Um dos movimentos precursores que levariam à posterior independência do Brasil, a Inconfidência tem um papel protagonista na história da região e do país. É imprescindível a visita para entender Ouro Preto e, claro, a icônica figura de Tiradentes.

Igreja NS do Pilar: A Igreja mais central da cidade, tem uma arquitetura (e um altar) de tirar o fôlego. É possível visitar também o museu que fica na sacristia e traz representações de Arte Sacra para nenhum museólogo botar defeito.

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Igreja Sao Francisco de Assis: Mais uma criação barroca, se diferencia por ser uma das grandes obras de Aleijadinho, que escupiu toda a fachada.

Ainda que seja completamente possível visitar os pontos principais de Ouro Preto em um dia, recomendaria pelo menos um fim de semana para aproveitar a cidade com mais calma.

Compras

Para quem gosta de comprinhas, não pode perder a oportunidade de passear pelas lojinhas localizadas nos entorno da Praça Tiradentes. Além das tradicionais cachaças, a região é famosa pelos quartzo rosa e azul. Não faltam joalherias e os preços são bem em conta. Para quem quer trazer uma lembrancinha mais simples, recomendo a Rocalha Artesanatos.

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Ladeiras e mais ladeiras

Para mais dicas de Minas Gerais, clique aqui

ENTENDA: DESASTES NATURAIS

Impossível ignorar as notícias e imagens de destruição que tomaram conta do mundo na última semana devido aos estragos causados pelo Furacão Irma.

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Barbuda após a passagem do Furacão Irma – Fonte: CNN

Com isso, muita gente fica apreensiva em planejar as férias nesse período, mas antes de mais nada, vamos entender como esses fenômenos ocorrem e por que, talvez você, como turista, não precise se preocupar tanto assim.

Para classificar a intensidade do furacão, utiliza-se a escala Saffir-Simpson, que varia varia de um a cinco, de acordo com a imagem baixo.

Coast Guard San Juan crews prepare for Hurricane Irma
Fonte: US Department of Defense

Furacão, Tufão, Ciclone ou Tornado.

A nomenclatura pode causar um pouco de confusão, mas furacão, tufão, ciclone e tornado são eventos distintos cuja ocorrência varia.

O ciclone é uma tempestade, formada nos Oceanos, com ventos fortes, que geralmente causa redemoinhos. Para cada localização específica, o ciclone recebe um nome diferente. Quando ocorre no Pacífico recebe o nome de tufão, e no Oceano Atlântico, furacão. Ambos são mais propensos à ocorrência no período que vai de maio a novembro.

O tornado, também se forma a partir de chuvas, mas normalmente ocorrem em áreas continentais (veja mais no vídeo abaixo).

Rota de furacões

A Hurricane Season (ou época de furacões) se inicia no primeiro dia de junho e termina no primeiro dia de novembro. Mesmo durante esse período, a possibilidade de ocorrência de furacões altamente destrutivos é remota, por isso, não deixe de planejar uma viagem só porque está na temporada. Saiba que caso ocorra algo no meio da suas férias, há possibilidade de evacuação e as companhias aéreas irão reorganizar os voos.

Curiosidade: Os furacões recebem nomes para que sejam facilmente lembrados. Estes, são intercalados entre nomes femininos e masculinos e todos os furacões mais destrutivos tem o nome arquivado, não podendo ser repetido.

No Atlântico, boa parte do Caribe, Golfo do México e Sudoeste dos Estados Unidos são atingidos.

As ilhas que estão fora da rota de furação pertencem a porção mais austral do caribe e para quem não quer arriscar, uma boa seria ir para as ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curação).

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Rota do furacão Irma – Fonte: The Guardian

Para classificar a intensidade do furacão, utiliza-se a escala Saffir-Simpson, que varia varia de um a cinco, de acordo com a imagem baixo.

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Fonte: disasterpreparednesscourse.com

Desastres naturais nos EUA 

Todo o foco recente se voltou ao Sudoeste dos Estados Unidos, mais especificamente para a Florida, onde o Irma atingiu boa parte do Estado. Mas o país sofre esporadicamente também com terremotos e tornados. O infográfico abaixo (extraído do New York Times) mostra as áreas com mais risco de desastres naturais nos EUA.

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Clique para ampliar – Fonte: New York Times (30/04/11)

 Para mais dicas úteis, clique aqui.

UM FIM DE SEMANA EM BH

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste segundo post, trago meu roteiro para curtir o melhor da capital mineira num fim de semana. ::

Para ler os outros posts da série de Minas Gerais, clique aqui.

Não é a toa que Belo Horizonte é uma das capitais mais acolhedoras do país. O mineiro praticamente abre as portas para receber os turistas e transforma a experiência de qualquer viajante em um momento inesquecível. Não bastasse tanta gentileza, a culinária é um deleite, o clima é agradável e dentro do Estado as atrações vão desde cidades históricas à grande metrópole, passando por muita natureza e o maior museu a céu aberto do mundo.

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Precisa de mais razões para conhecer esse pedacinho (imperdível) de Brasil?

Como chegar

De localização privilegiada, BH está bem ao centro das outras capitais do sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória), sendo facilmente acessada por via rodoviária. Caso esteja planejando ir de avião, o Aeroporto Internacional de Confins (a 40km do Centro de BH) recebe voos de todo o país.
De lá, além de táxi e Uber, uma opção mais econômica é pegar o ônibus executivo Conexão Aeroporto, (a partir de R$12,25). As paradas são no Aeroporto da Pampulha, no Ipiranga, no Terminal de Betim e no Terminal Rodoviário de BH.

Onde ficar

A escolha da localização dependerá do propósito da sua viagem. O meu bairro preferido na capital mineira é o Savassi, que não fica muito distante do Centro, tem ótimas opções de compras e restaurantes e vida própria tanto de dia quanto de noite.

Neste post aqui contei tudo sobre o hotel boutique me hospedei na Savassi.

Transporte:

Além do Conexão Aeroporto, que utilizei numa viagem passada a Belo Horizonte, confesso que nunca precisei do transporte público. De qualquer forma, a malha rodoviária é larga, sendo possível se deslocar facilmente de ônibus e há também um curto trajeto no qual é possível se deslocar de metrô.

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Mapa do transporte público (2011) – BH Trans (clique para ampliar)

A empresa responsável pela operação é a BH Trans (clique aqui para consultar itinerários e horários).

Culinária

Não dá pra ignorar o tópico. Minas Gerais tem uma das culinárias mais tradicionais do país e se quiser experimentar de tudo um pouco, esteja preparado para ganhar uns quilinhos, já que a carne de porco, derivados de leite e muitos doces açucarados fazem parte do menu.

Alguns itens não dá pra deixar em branco:

Lacticínios: Minas é uma das maiores produtoras de leite e boa parte da sua culinária vem de lactícinios. O queijo de Minas, famoso por ser branquinho e bem curado (salgado), está por toda parte, assim como o doce de leite (o Viçosa é o meu preferido #ficadica) e, claro, o pão de queijo.
Cachaças: Carro-chefe da nossa famosa caipirinha, Minas tem as melhores cachaças do Brasil. Para os apreciadores, o Mercado Municipal está cheio de opções (e degustação) de todos os tipos.
Feijão: Outra iguaria amada pelos brasileiros, o feijão faz parte de vários pratos mineiros, entre eles o tutu de feijão – um feijão bem amassadinho com farinha – e o feijão tropeiro, que é a mistura do feijão com farinha, carne de porco e às vezes, ovo.

Restaurantes

Alguns dos meus queridinhos em BH são:

 

Para almoçar

Café com Letras: Localizado dentro do CCBB, ótimo para dar um pausa na visita daquela exposição mais longa. Não bastasse a localização, o menu é ótimo, e tem desde pratos clássicos da culinária brasileira e italiana, até lanches para os que não querem perder muito tempo. A lista de opções veganas também não faz feio! E o mais importante: tudo com um precinho super digno.

Para a sobremesa

Lullo Gelato: Meu sorvete preferido em BH, não poderia deixar essa dica passar em branco. A fila é sofrida, mas o sorvetinho cremoso, com uma casquinha quentinha feita na hora, é uma bela recompensa!

Chá da tarde

Chacomigo: Como não sou muito fã de café, sempre que viajo dou uma olhada nas casas de chá e o Chacomigo além de ter esse nome divertido, está localizado em Santo Antonio numa casinha super gracinha e com mais de vinte opções de chás a serem combinados com os quitutes, igualmente deliciosos.

Para quando bate a fome no meio do dia

Pão de queijaria: Ir até Minas Gerais e não comer (muito) pão de queijo chega a ser um desacato. Para quem procura uma versão revistada de um aperitivo tão clássico, a Pão de Queijaria oferece vários “sanduíches” de pão de queijo, nos mais diversos sabores. Para os menos aventureiros, a versão clássica também é uma delícia e eles vendem pacotes congelados, perfeito para levar para casa (e continuar comendo).

Para ir a dois

Glouton: Um dos restaurantes mais famosos da cidade e com uma pegada ao mesmo tempo sofisticada e descolada, o restaurante localizado do ladinho da Praça da liberdade, serve pratos contemporâneos com muitos ingredientes locais (o queijo produzido na Serra da Canastra é figurinha carimbada em vários pratos do menu) e uma bela carta de vinhos para harmonização. Não é dos mais baratos, confesso, mas vale a pena para quem procura uma noite para lá de especial.

Percebi que praticamente todas as minhas sugestões estão a uma distância caminhável da Savassi. Tá aí mais um motivo para se hospedar lá!

O que fazer

A falta de mar transformou Belo Horizonte em uma capital boêmia e, sobretudo, feita para ser aproveitada ao ar livre. São muitas as opções para a vivenciar a cidade do lado de fora, desde passeando pelas praças e parques até apreciar uma cervejinha na área externa de muitos dos botecos.

Perto da Savassi

Centro Cultural Banco do Brasil: Com certeza o meu museu preferido em BH. Sempre tem alguma coisa acontecendo (exposição, teatro, música) e o melhor: de graça!

Memorial de Minas Gerais: Em um casarão lindo de frente à Praça da Liberdade, é imperdível para quem quer conhecer um pouquinho mais da história de MG.

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Praça da Liberdade: O nome não faz jus ao que esse espacinho verde no meio da Savassi representa. Um misto de praça, parque, pista de cooper, tem de tudo por aqui. Crianças correndo, vendedores de coco e pipoca…e tudo isso cercado de coqueiros e belíssimos prédios de instituições culturais. Merece muito a visita!

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Mercado Municipal: Tem dois passeios culturais que amo: visitar casas de célebres que foram transformadas em museus e mercados locais. No Brasil, o meu mercado preferido é o de Belém (tem post aqui), mas por Minas ter uma culinária tão peculiar, acho que vale bastante a visita (principalmente para os malucos por doce de leite).

Mais afastado

Pampulha: Região que tem como cartão postal a Lagoa da Pampulha. Com 18km de extensão, este complexo é com certeza um dos grandes atrativos da cidade. No seu entorno, parque de diversão, hostels e restaurantes. À sua margem, muitos Niemeyers: o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e a Igreja de São Francisco de Assis. Para essa visita, reserve pelo menos uma tarde, tem bastante coisa boa para ver por aqui.

pampulha
Mineirão: Programa imperdível para quem gosta de futebol, o estádio que sediou a copa do Mundo em 2014 oferece visitas guiadas diariamente. Confira o calendário antes de viajar e se possível, se programe para ver uma partida. Inesquecível!

 

HOSPEDAGEM EM BELO HORIZONTE

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste primeiro post, trago sugestões de hotéis e como foi a hospedagem em dois lugares diferentes dentro da mesma cidade. ::

Para curtir BH

Royal Savassi Boutique HotelR. Alagoas, 699, Savassi – Belo Horizonte ★★★★

Savassi é um dos meus bairros preferidos em Belo Horizonte. Cheio de bares, restaurantes e serviços em geral, também está bem próximo à região central e a poucos minutos de diversas atrações turísticas, como a Praça da Liberdade.

Um dos poucos hotéis boutique do bairro, o Royal Savassi tem uma decoração toda especial, aliada a conforto e um ótimo restaurante no térreo, o Amadeus, que também abre diariamente para o público externo. A comida é deliciosa, inclusive no room service, coisa rara em hotéis, e com certeza foi um grande diferencial na hora da reserva: eles estão escalados como o melhor café da manhã em BH nesta faixa de preço no Booking.

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Na área comum, academia, Jacuzzi e sauna estão à disposição, assim como um Centro de Convenções no primeiro piso, ótimo para quem está à procura de um espaço bacana para eventos e reuniões. Só achei que ficou faltando um serviço de spa, mas fica a sugestão para o hotel.

royal savassi - foto royal savassi
Foto: Divulgação Hotel Royal Savassi

Já no quarto, cama confortável (com muuuitos travesseiros), wi-fi gratuito, frigobar, cofre, secador de cabelo, ducha potente e amenities e toalhas Trussardi.

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Quarto Standard Duplo

Diárias a partir de R$200 (com café da manhã)

Para curtir os arredores de BH

Mercure Lagoa dos Ingleses: Av. Princesa Diana, 440 – Alphaville – Nova Lima ★★★★

Ainda desconhecida dos turistas, Nova Lima está a 30 km de distância do centro de BH e é um reduto de paz e luxo dentro na área metropolitana. O prestígio da região chegou junto com a instalação do Alphaville, empreendimento que instalou condomínios de luxo e serviços por ali. Apesar de não estar muito próximo da cidade ou aeroporto de Confins (74km), o Mercure Lagoa dos Ingleses é uma ótima opção para visitar os arredores, como Inhotim (a 45km do hotel).

Antigo Caeser Business, o hotel recebe esse nome por estar ao lado da Lagoa dos Ingleses, área particular dentro do Alphaville, que também conta com um shopping de serviços e restaurantes em frente ao hotel.

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Lagoa dos Ingleses

Ao contrário do Royal Savassi, o Mercure é um hotel da rede Accor e oferece um serviço standard, com café da manhã bom (mas não excepcional) e room service com opções mais limitadas.

Além da Lagoa, que tem pista de corrida e aluguel de bicicleta, se hospedar aqui é um belo incentivo para se exercitar também dentro do hotel, que tem uma piscina considerável, quadra de tênis e academia.

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Foto: Divulgação Accor Hotels

Os quartos são espaçosos, extremamente limpos, com wi-fi gratuito (que muitas vezes funcionava com capacidade bem limitada), cofre, frigobar, ducha e amenities próprios (o shampoo 2 em 1 deixa bastante a desejar).

Recomendo para quem quer fazer o circuito das cidades históricas e/ou Inhotim, sem precisar passar pela cidade.

Observação: A região de Nova Lima é mais fria que a capital, Belo Horizonte (4°C a menos, aproximadamente).

Diárias a partir de R$370 (com café da manhã)

 

 

TOP 3: CAFÉ DA MANHÃ NOS EUA

Uma coisa é certa: difícil visitar os Estados Unidos Unidos e não voltar com uns quilinhos a mais. É tanta coisa gostosa (e açucarada), que não é fácil se controlar.

Algo que sempre me chamou muito a atenção é a predileção por café da manhã salgado, diferentemente do café típico francês, por exemplo, no qual as estrelas principais são as geleias e confeitaria.

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Meu café da manhã no Texas: Hash browns, omelete, torradas, geleias, chá, suco e parfait de iogurte

Cafe da manhã x Brunch

A palavra surge da combinação das palavras breakfast (café da manhã) e lunch (almoço), e a ideia é que seja uma refeição mais tardia que o café, misturando pratos das duas refeições. Ao contrário do que muita gente pensa, no dia a dia os americanos não tomam um café da manhã super completo como vemos em filmes. Muitos, inclusive, se satisfazem com um café e um bagel comprado no caminho do trabalho.

Já no brunch, é o momento no qual amigos e famílias se reúnem aos finais de semana, algo como o nosso tradicional “almoço de domingo” no Brasil. Normalmente acontece a partir das 11 da manhã e vai até o meio da tarde. É sempre iniciado com uma mimosa (combinação de espumante com suco de laranja, seguido por pães, ovos, batatas, bacon, salmão, salada, panquecas, waffles, sucos e cafés.

Clique aqui para conhecer meus brunchs preferidos em NYC

O almoço normalmente é “pulado” e a próxima refeição, o jantar, começa bem cedo – a partir das 17h (contei mais sofre essa tradição do jantar no fim da tarde aqui).

Os favoritos

Batatas: Hash Brown e  Roasted Potatoes

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A primeira vez que cheguei numa cadeia de hotéis norte-americanos, fora dos Estados Unidos, me choquei com a quantidade de batatas no buffet. Provei e me apaixonei instantaneamente, tanto que sempre faço aqui em casa aos finais de semana. A batata é assada, servida com uns temperinhos que combinam perfeitamente com omelete e bacon! Uma variação bastante popular e que também amo, são os hash browns. Estes, são as batatas raladas, modeladas como se fossem pequenas panquecas e grelhadas no azeite.

Breakfast Burrito

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Achei excêntrico. A primeira vez que ouvi falar de breakfast burrito, foi na California, região bastante influenciada pela culinária mexicana. Basicamente é uma massa de burrito recheada com ovos, queijo e bacon, mas que pode sofrer variações (abacate e feijão preto, por exemplo). Confesso que gosto do mais simples possível, apenas com ovos e queijos, mas o limite para o recheio é o céu.

Quer aprender a fazer? Olha essas sugestões do Buzzfeed!

Berries

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Blueberry, strawberry, raspeberry, blackberry… Os países do norte são um prato cheio para quem ama essas frutinhas, tão raras e caras no nosso querido Brasil. Nas compotas, panquecas, muffins ou in natura servidas com iogurte e granola (o famoso parfait), elas estão por todas as partes! Uma dica de passeio imperdível para quem for ficar por mais tempo nos EUA, é passear pelas farmer’s markets (feira livre), que acontecem na rua uma vez por semana e comprar frutas, bacon e ovos, frescos e orgânicos, direto do produtor.

Para mais curiosidades sobre os Estados Unidos, clique aqui.

CANADÁ: NIAGARA E ARREDORES

:: Na última semana de agosto, cruzei todo o continente americano para passar uma curtíssima temporada no Canadá. Foram apenas quatro dias, nos quais visitei algumas regiões da Província de Ontário, a partir de Toronto. Dividi minha experiência em dois textos: minhas primeiras impressões e a visita a Niagara. ::

Para ler as minhas primeiras impressões do Canadá, clique aqui.

 Como chegar:

A 130km de Toronto, o lado canadense de Niagara Falls é bem fácil de ser acessado.

Carro: O jeito mais fácil e cômodo, você faz seu próprio horário e se sobrar tempo, ainda conhece os outros atrativos da região.

Ônibus: Opção mais economica, a Greyhound faz o trajeto do Terminal Central de Toronto até a Niagara com tarifas que começam em $13,00.

Planeje sua viagem: O valor das tarifas de ônibus oscilam bastante e comprando pela internet há uma tarifa especial com desconto. 

Trem: Saindo de Toronto, a Via Rail desembarca na Estação Niagara ($36 CAD). Os horários variam e é possível comprar com antecedência pelo site.

Atenção: Adultos até 25 anos tem desconto na compra da passagem!

Tours: Para quem procura uma opção “guiada” e sem precisar se preocupar muito com os atrativos, uma opção um pouco menos em conta são os diversos tours oferecidos por agências.

A cidade de Niagara 

O lado canadense de Niagara, também conhecido como Município de Niagara, é a região que abriga e dá nome às Cataratas e a cidade homônima (Niagara Falls).

Existem duas cidades de Niagara Falls: uma do lado Canadense, em Ontario, e uma do lado americano, em New York.

cidade de niagara

Niagara Falls: 

Maior atração da província de Ontario, as Cataratas do Niagara (ou Niagara Falls) estão localizadas na fronteira entre os Estados Unidos e Canada e podem ser visitadas a partir de qualquer um desses países.

Apesar de não impressionar tanto pelo tamanho, as quedas d’água são surreais!

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Há basicamente duas formas de passar pela experiência:

A pé: Toda a área é murada e você pode visitar gratuitamente.

De barco: Para os mais aventureiros, o passeio de barco é oferecido pela Hornblower, com diversas opções de horários e experiências, a partir de $25.

Uma coisa que me chamou bastante a atenção é que as Cataratas estão cercadas de entretenimento numa espécie de “Las Vegas canadense”. Muitas luzes, restaurantes, redes de hotéis e cassinos cercam as quedas, o que pode ser um pouco decepcionante para quem espera uma atração tipicamente da natureza (como acontece na Victoria Falls ou nas Cataratas de Iguaçu, onde o acesso é não é tão simples e o verde predomina na paisagem).

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A famosa roda gigante: Niagara Skywheel

Arredores 

Os arredores são tão promissores (talvez, ainda mais) do que a própria Niagara Falls. Se você está com tempo, não deixe de fazer esse turismo mais “alternativo”, mas não menos interessante.

Niagara on the Lake: Um dos lugares que tinha certeza que queria passar durante a minha viagem ao Canadá era Niagara on The Lake. Às margens do Lago Ontario (um dos cinco lagos que fazem parte da região dos Granges Lagos), parece uma cidade cenográfica, cheia de casinhas perfeitas, restaurantes e lojinhas de souvenir. Para chegar, pegue a a Niagara Parkway, que também recebe o nome de Scenic Route, por ser uma das estradas mais lindas, EVER! Só o caminho já vale a pena, mas caso tenha tempo, não deixe de se hospedar no hotel mais antigo da região, o Prince of Wales, perfeito para uma viagem a dois.

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Dia de sol em Niagara on the Lake

 

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A famosa esquina do hotel Prince of Wales

Vinhedos: Com certeza um dos passeios que mais valem a pena, fiquei com muita vontade de me hospedar por ali e fazer uma vinícola por dia. De clima favorável e à margem do Lago Ontario, a região de Niagara, tanto do lado canadense quanto do lado americano, é grande produtora de vinhos tanto frutados quanto branco e tinto. Se passar de carro por essa região já é um deleite, imagina fazer uma degustação!

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Degustação de azeites em Oliv.

No blog da Gaby (aqui) tem um post bem explicativo com sugestões de acordo com seu perfil.

Hamilton (CA): A 70km de Toronto, uma das possíveis rotas até Niagara Falls passa pela quarta maior cidade da província (mais de 500 mil habitantes). Hamilton foi apelidada como “Waterfall Capital of the World” (Capital mundial das cachoeiras) por ter mais de 100 cachoeiras espelhadas pela cidade! Se estiver à procura de uma experiência menos turística, uma boa opção é parar por aqui para apreciar.

Buffalo (USA): Já fora do Canada, mas bem pertinho da fronteira, Buffalo está no Estado de Nova Iorque e sim, o nome tão familiar, apelidou as famosas asinhas de frango, bufallo wings. Além de provar a iguaria na sua própria casa, Buffalo é uma ótima parada para fazer compras. Com preços mais convidativos do que os canadenses, vale parar por ali e conhecer os Outlets da região. Lembrando que para chegar nos EUA, você precisará atravessar a Rainbow Bridge, e claro, ter um visto americano válido.

VISITANDO O CANADÁ: VISTO E PRIMEIRAS IMPRESSÕES

:: Na última semana de agosto, cruzei todo o continente americano para passar uma curtíssima temporada no Canadá. Foram apenas quatro dias, nos quais visitei algumas regiões da Província de Ontário, a partir de Toronto. ::

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Maior país da América do Norte, o Canadá está localizado ao norte dos Estados Unidos – único país que faz fronteira. É nessa região também que se encontra grande parte da população (Toronto, por exemplo, tem quase 3 milhões de habitantes), com economia mais desenvolvida e climas mais amenos.

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Imagem:Wikimedia Commons

Como chegar

Há voos diretos do Brasil, partindo de São Paulo com destino a Toronto (aproximadamente 12h de voo), pela Air Canada.

Outras opções são com conexões, normalmente nos EUA.

Vale lembrar que é necessário um visto americano válido para conexões nos EUA.

Visto

Recentemente, o Canadá facilitou bastante a vida do turista brasileiro ao “retirar” a obrigatoriedade do visto e permitir que entrássemos no país apenas com uma autorização facilmente emitida pelo viajante, o ETA (Eletronic Travel Autorization), que custa apenas $7 CAD.

Para mais informações sobre os vistos, visite o site do Canada Immigration and Citzenship (CIC), clicando aqui.

Tudo lindo, tudo ótimo, se não fosse por um detalhe: a tal autorização só é válida para entrada no país por avião. O visto convencional ainda é necessário para entrantes marítimos ou rodoviários.

Como precisei ir aos Estados Unidos e voltar de carro, fui atrás da burocracia convencional.

A verdade é que toda a informação disponível na internet é meio confusa e ultrapassada, e o site do Canadá é bem descritivo, mas peca em alguns aspectos.

De forma geral, o modo como o visto é processado é bem parecido com o modelo americano. Você entra no site, se cadastra, preenche alguns formulários e anexa alguns documentos (necessário scanner) e ao fim, paga uma taxa de $100 CAD. Fiquei bem assustada quando comecei o processo, mas a verdade é que é bem mais fácil do que parece. Com um pouco de organização, tudo dá certo. Se aprovado, é enviada uma notificação por email pedindo que o passaporte seja encaminhado ao CIC (por correio ou pessoalmente). E o mais importante: é tudo aprovado online e você não passa por nenhuma entrevista presencial.

Clique aqui para ver o passo a passo detalhado.

Ah, outro ponto importante: Em 10 dias já estava com o passaporte em mãos – do momento que submeti os formulários/documentos e paguei, até o momento que o recebi em casa com o visto. SUPER RÁPIDO!

Cruzando a fronteira

Durante a minha estadia no país, entrei e saí de avião e de carro – precisei ir também ao norte dos Estados Unidos. Em ambas as fronteiras não tive nenhuma complicação, mas o mais interessante está por vir: meu passaporte não foi carimbado em nenhuma das vezes! Fiquei bem apreensiva, porque sempre esperava um carimbo e ele nunca chegava e comecei a pensar que teria problemas ao sair do país, mas não, deu tudo certo. Procurei várias informações em vários veículos e não encontrei nenhuma resposta (alias, se alguém souber, pode me contar). Lembrando que, como comentei anteriormente, tenho um visto de turista de múltiplas entradas.

Idioma

Bilíngue: Inglês e francês.

Ainda que seja, de fato, falado apenas na província de Quebec, o francês está presente nas placas de todo o país, assim como em órgãos públicos e documentos oficiais.

Clima

O clima é bem variado, devido à dimensão do país, mas uma coisa é certa: pode fazer muito frio, especialmente no norte. Na regiões mais habitadas, ao sul, o verão é a época mais agradável para visitar, com temperaturas que passam dos trinta graus, na costa oeste, por exemplo. Ah, e vale lembrar que por estarem no hemisfério norte, o verão acontece entre junho e setembro!

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Imagem: Wikimedia Commons

Moeda

Dólar Canadense, que possui uma cotação um pouco menor do que o vizinho, Dólar Americano.

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Imagem: Wikimedia Commons

Para saber a cotação do dia, clique aqui.

Curiosidades

A rede local de cafeteria chama Tim Hortons, e serve além de café e acompanhamentos, alguns lanches.

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Existem vários banheiros públicos espalhados pelas cidades e além gratuitos são totalmente limpos – sério, os mais limpos que já conheci em vida!

Não importa em qual lugar da rua/avenida/rodovia você esteja: ao primeiro passo de ameaçar atravessar, todos os carros param.

As estradas são bem monótonas e as distâncias, imensas – Imagino quão longa não deve ser uma roadtrip que atravesse o país! Os postos de serviço não são muito próximos e as paradas sempre tem uma conveniência chamada On Route.

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Imagem: Wikimedia Commons

O povo é super receptivo, o que  provavelmente explica a quantidade de imigrantes que encontrei em Toronto. Muitos, muitos descendentes de árabe e indianos.

PS: Essas observações são da minha percepção em viagem na província de Ontario, mas acredito que muita coisa seja parecida no resto do país.

Lugares para visitar

  • Conheça a vida urbana nas grandes cidades: Toronto, Montreal, Vancouver e Calgary.
  • No inverno, veja a aurora boreal à noite na região noroeste, no entorno da cidade de yellowknife.
  • Observe os ursos polares na Great Bear Rainforest.
  • Visite a cidade de Niagara e as Cataratas.
  • Passei pela história de Old Town Lunenbourg – Patrimônio Mundial pela UNESCO
  • Sinta a natureza no primeiro Parque Nacional Canadense, o Banff, em Alberta.
  • E muito mais!

Se animou? No próximo post conto mais como foram meus dias e o roteiro em Ontario! 😉

MORANDO FORA

Com frequência escuto pessoas próximas dizendo que está cada dia mais difícil viver no Brasil por diversas razões, como segurança, desemprego e alto custo de vida.

Por outro lado, também é comum que muita gente, mesmo sem ter planos de ficar fora do Brasil por muito tempo, queira ter a experiência de conhecer e se integrar a uma nova cultura, seja para fazer um curso, aprender uma nova língua ou diversificar o currículo com uma expatriação.

Sempre amei viajar, e em 2012, resolvi juntar o útil ao agradável: viajei para Paris para um intercâmbio acadêmico e, paralelamente, melhorar o meu francês. Claro, estava empolgada e posso afirmar que foi uma das melhores experiências da minha vida.

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Primeiro dia em Paris (2012)

Quando conto essa história, todo mundo imagina a sorte que é acordar, olhando para a Torre Eiffel, sair por aí com uma baguete debaixo do braço, jantando pain au chocolat com champanhe. Clichês a parte, a vida não é bem essa – nem em Paris e em nenhum lugar do mundo.

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Juntando tudo isso, acho que é importante frisar que estar de saída, seja ela definitiva ou temporária, demanda alguns cuidados:

1) Objetivo

Acho que o primeiro passo do planejamento começa por entender o seu objetivo. A ideia é trabalhar, estudar, viajar? Por quanto tempo? Qual valor irá agregar ao seu futuro? Sozinho ou acompanhado?

2) Localização

Não importa para onde você esteja indo, sempre existirão coisas boas e coisas não tão boas assim. Pergunte a si próprio se o país que você planeja viajar atende bem as suas expectativas com relação à localização. Morar na Austrália pode não ser uma boa opção se você pensa em visitar a família com frequência no Brasil, fazer intercâmbio na Dinamarca pode ser complicado para quem não gosta de frio ou ir para os Estados Unidos pode ser bem frustante se você quer viajar para outros estados/países aos finais de semana.

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Uma das vantagens de morar na Europa: poder visitar vários lugares de trem, ônibus ou avião. Na foto, meu primeiro fim de semana fora de Paris, visitando o Castelo de Fontainebleau – na Île de France

3) Língua

Nem sempre é tão simples aprender uma nova língua e, ao mesmo tempo que pode ser um desafio, é essencial. Não são todos os lugares que todo mundo fala inglês como segunda língua, e a sensação de isolamento de não poder se comunicar é um grande motivo para tornar a sua mudança um fiasco.

4) Custo

Dinheiro não cresce em árvore e mesmo que você esteja indo trabalhar, é importante avaliar o custo de vida da região para não se surpreender no futuro. Ah, e sempre viaje com uma reserva de emergência – Alias, você deveria ter uma mesmo que não esteja planejando viajar tão cedo (clique aqui para saber mais).

Quer comparar o custo de vida entre as cidades? Clique aqui e conheça o Expatisan.

Além de mim, tanto a Gabi quanto a Mari, colaboradoras aqui do blog, já passaram/estão passando por experiências fora do Brasil.

“A primeira vez que morei fora foi por pouco tempo: 4 meses. Eu fui para o México fazer um intercâmbio profissional pela AIESEC. A experiência foi curta, mas bem intensa, principalmente por ser a primeira vez que vivia uma mudança desse tipo. As melhores lembranças que tenho são as amizades que fiz na cidade em que vivi (Aguascalientes): a hospitalidade do povo mexicano é realmente mágica. A maior dificuldade foi me adaptar à comida, que além de muito picante, era bem gordurosa e os horários das refeições são completamente diferentes do nosso (tudo bem mais tarde: café às 11h-12h, almoço às 16h, jantar depois das 21h).

A segunda experiência de morar fora estou vivendo agora, dessa vez na Espanha. O contexto é completamente diferente: vim pois meu marido ganhou uma bolsa de estudos no país, e, como ele tem nacionalidade espanhola, decidimos que era hora de executar esse plano que já tínhamos em mente. Faz um ano que estou na Espanha e o ponto mais difícil tem sido a integração. Como trabalhamos em casa, temos pouco convívio com as pessoas da cidade, fizemos poucos amigos por enquanto. Eu sinto falta de ter alguém para conversar e que entenda tudo o que digo, rs. A maior vantagem é a possibilidade de desfrutar de muitas coisas que não conseguíamos no Brasil, desde bons restaurantes, até produtos top de linha no supermercado, a facilidade de viajar para destinos encantadores ou mesmo de comprar artigos pessoais que antes eram inacessíveis.

As dicas práticas mais valiosas que posso dar para quem pretende morar fora são: 1) pesquise o funcionamento de tudo no país, conheça as principais leis e os comportamentos a evitar. Muitas vezes o que é permitido no Brasil pode ser proibido em outros lugares, e mesmo uma postura que parece simples no nosso país pode nos comprometer quando estamos em outro. Agora, a dica 2: traduza e legalize documentos que possam ser úteis ou necessários no país de destino, desde certidão de casamento, nascimento de filhos, se for o caso, certificados de estudos, comprovações de renda etc. Ter esses documentos no idioma local e reconhecidos legalmente ajuda a tocar a vida, você pode dar seguimento aos estudos, por exemplo, solicitar ou prolongar vistos de permanência e fazer muitos outros trâmites oficiais.”

(Gabriela Morandini – Colaboradora)

Saiba mais sobre a AIESEC clicando aqui

“Acho a expressão “morar fora” muito conveniente. De fato, é estar fora da sua zona de conforto, do seu espaço comum e das referências que construímos ao longo do tempo.

Pode ser complicado, mas também pode ser enriquecedor. Claro, estando sozinho nesta aventura, tudo triplica de tamanho, mas acho, de verdade, que o resultado é ainda mais fortalecedor como experiência.

Nas minhas três situações, breves porém intensas, diria que há em comum três etapas: desconforto, adaptação e comodidade. (Seria muito bom também atingir a fase “pertencimento”, mas passei a ter cada vez mais certeza de que esta sensação é exclusiva de nossa terra mãe).

Como adultos, o início exige concentração, observação e aprendizado. Entender alguns aspectos, como hábitos, cultura, rotina, linguagem (dominando, ou não, o idioma local, estrangeiros soam como estrangeiros) e preços (afinal, dinheiro não nasce em árvore!) demandam tempo e dedicação, mas quando mais absorvidos, fazem a confiança crescer. Na minha opinião, quando se está longe de tudo, este é um dos sentimentos mais agradáveis de se adquirir.

O momento seguinte representa consolidar seu espaço na sua nova comunidade e retomar hábitos comuns, do dia a dia, que parecem simples e banais, mas fundamentais para o bem-estar (e, sinceramente, só notei quanto viver o “básico” é bom ao conseguir realizar estas simples tarefas). Fazer compras, usar o transporte público, cumprimentar vizinhos, se exercitar na praça e pedir comida por telefone são apenas alguns exemplos de atividades que me fortalecem diante da aventura de estar sozinha em lugar “não tão mais” estranho.

O final, e aí varia um pouco de quanto tempo você permanece neste lugar, é se sentir à vontade. “Cômodo” para mim é não ter mais tantos receios, reconhecer caminhos apenas olhando o nome de ruas ou pontos de referência e de algum modo, encontrar seu próprio ritmo em meio a tantas novidades e se sentir bem com aquilo que você construiu, sem fazer comparações com aquilo que você tinha antes.

Por mais sofrido que tudo até possa recer (não quero desanimar ninguém, é sempre muito bom, acreditem!), a experiência sempre parece chegar ao fim quando você, finalmente, se sente em “casa”.

E sei lá, talvez seja para ser assim. Você volta para a outra “casa”, percebe o quanto sentiu saudade… mas daí a saudade passa e você abre a internet e começa a planejar tudo de novo e o “novo” nunca soou tão gostoso.”

(Mariana Dualibi – Colaboradora)

Malas prontas? Convencido que essa será uma das melhores experiências da sua vida? 🙂

 

PARQUES ESTADUAIS DA FLÓRIDA

A maioria das pessoas associam o estado da Flórida, nos Estados Unidos, quase que automaticamente à Disney ou Miami, mas você sabia que por ali também existe mais de cento e cinquenta Parque Estaduais?

Que tal estender a sua viagem e desfrutar da natureza, seja fazendo trilha, um passeio de barco ou até mesmo um piquenique?

Localização

Localizada ao sul, com mais de 170 mil km² de extensão e mais de vinte milhões de pessoas, a Florida é o terceiro estado mais populoso dos Estados Unidos.

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Clima

Como descrevi acima, a Florida é um estado relativamente grande e o clima varia, sendo que ao sul é tropical, mais próximo do que estamos acostumados no Brasil, com calor praticamente o ano inteiro e verão mais chuvoso e ao centro-norte, subtropical, com bastante calor no verão e inverno frio (em torno de dez graus).

Programe sua visita para as estações intermediárias, onde o turismo é reduzido, as passagens são mais baratas e o clima se torna confortável. Se possível, evite viajar no período que vai de junho a setembro,  já que além do alto calor, o Estado é rota dos famosos furacões de verão.

Atrativos: 

Com a predominância do clima quente e muita umidade, a vegetação nos parques é de maioria pantanosa. A fauna é diversa e incluí peixes-boi, coiotes, esquilos, viados e o mais famoso de todos: o jacaré.

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Jacarés: símbolos na entrada do parque

Onde ir:

Próximos a Orlando:

  • Wekiwa Springs State Park
  • Blue Spring State Park
  • De Leon Springs State Park
  • Hontoon Island State Park
  • Lake Louisa State Park
  • Lake Griffin State Park
  • Tosohatchee Wildlife Management Area

Próximos a Miami:

  • Oleta River State Park
  • Hugh Taylor Birch State Park
  • John D. MacArthur Beach State Park
  • Bill Baggs Cape Florida State Park
  • Everglades National Park

Encontre um Parque Estadual clicando aqui

Withlacoochee State Forest

A terceira maior floresta da Flórida, fica na área central do estado, e recebe esse nome graças a um indianismo que em inglês corresponderia a algo como “rio torto”, sinalizando bem o curso do rio homônimo que cruza o parque.

Possui duas trilhas para caminhada, área para piquenique e a opção de atravessá-la de rio, passeio oferecido por diversas empresas.

Aproveitei para passar o dia em família e fazer o passeio de airboat, oferecido pela Wild Bill’s.

Wild Bill’s: Saindo de Inverness, região central, o passeio de airboat atravessa a reserva de Withlacoochee e dura aproximadamente uma hora. A principal atração são os jacarés, que estão por todo lado, mas o silêncio, a vegetação e os pássaros são igualmente interessantes.

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Airboat: barco movido a hélice

O airboat por si só já é uma atração. Ele consegue entrar pelos pântanos, passar por áreas estreitas e, em regiões abertas, anda super rápido, fazendo manobras pelo rio. Daí o nome do lugar se chamar “wild” (selvagem, em português).

Devido ao intenso barulho do motor, todos os passageiros recebem um fone de ouvido para ficarem mais confortáveis durante a viagem. As explicações dadas pelo guia, todas em inglês, acontecem quando o barco está parado e se torna possível ouvir alguma coisa.

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De qualquer forma, o passeio é super agradável e recomendado para todas as idades. E quem enjoa, não precisa se preocupar porque os rios são super calminhos.

parque

Os preços variam durante o dia (US$35 – criança e US$45 adulto) e noite (US$45 – criança e US$60 adulto), sendo que só é permitida a visita de maiores de três anos. Há também a possibilidade de fechar um barco privativo (US$300 para 6 pessoas).

É necessário reservar com antecedência por telefone.

Para mais curiosidade sobre os Estados Unidos, clique aqui

COMO SE LOCOMOVER EM SÃO PAULO

São Paulo não é para amadores, mas também é bem menos pior do que parece. Nasci, me criei e vivi boa parte da minha vida aqui e nesses meus quase trinta anos, fiz muitos amigos estrangeiros e acompanhei muitos amigos de outros estados se mudando para a capital. E por quê?

De ritmo frenético, barulhenta e às vezes caótica, São Paulo é uma das poucas cidades do mundo que sabe receber tão bem, que muitas vezes quem por aqui chega, não sai mais.

Infelizmente, todos as cidades têm o seu calcanhar de Aquiles, e para mim, o mais sofrido em SP é a locomoção, e a lógica é bem simples: muita gente, espalhada por 1.521 km² e pronto, se instaurou o caos. Mas, pensando nisso, escrevi esse “mini-guia” introdutório para facilitar a vida do transeunte na Selva de Pedra.

Entendendo São Paulo

A cidade de São Paulo é a maior da América Latina e uma das maiores megalópoles do mundo. Ao total, são mais de doze milhões de pessoas que desfilam em ritmo frenético, 24h por dia, 7 dias por semana. Popularmente é divida pelos locais por zona sul, norte, leste, oeste e centro. Há ainda as cidades que cercam a capital e que juntas, correspondem à Região Metropolitana (ver mapa abaixo).

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Fonte: Emplasa

Como toda grande cidade, sofre com o trânsito e excesso de carros e como alternativa, instaurou-se o rodízio de carros na área delimitada abaixo:

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Foto: São Paulo Turismo

Por possuir longas distâncias e um relevo diverso (a região da zona oeste, por exemplo, possui muitas ladeiras), muitas vezes é inviável fazer alguns percursos a pé. Pensando nisso, listo a seguir os meios de locomoção possíveis por aqui.

TRANSPORTE PÚBLICO

Alternativa mais barata (e muitas vezes mais rápida) de circular pela cidade.

Metrô: Método mais rápido de circulação, mas que infelizmente não cobre toda a cidade. Atualmente são seis linhas com um plano de expansão. Para os turistas, é altamente recomendável se hospedar numa região que tenha uma estação próxima. Elas estão sinalizadas e são bem fáceis de serem localizadas. Uma curiosidade bem paulistana: os locais utilizam as catracas do metrô como ponto de encontro.

Informações: 0800 77 07 722

Trens: Similar ao metrô, os trens operam com agilidade porém mais lentamente. Abrange uma área mais periférica da cidade e pode ser utilizado em baldeação com o metrô sem custo adicional.

Informações: 0800 05 50 121

Atenção: Tanto o trem quanto o metrô podem ter horários especiais e/ou estações desabilitada aos finais de semana. Mantenha-se informado entrando com frequência nos sites das operadoras responsáveis (Metrô e CPTM) ou baixando os apps disponíveis (aqui e aqui)


Mapa do Transporte Metropolitano – Clique na imagem para ampliar (Fonte: Metrô SP)
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Ônibus: É o modo mais democrático de circular pela cidade. Diferentemente da malha ferroviária, os ônibus atendem bem todas as regiões da cidade e operam 24h por dia (consulte as linhas noturnas disponíveis, elas podem variar). Com o advento do Bilhete Único, as linhas operam em distância menores, já que as baldeações não são cobradas quando realizadas em até duas horas. A empresa responsável por toda a operação é a SPTrans e pelo site deles é possível verificar as linhas em operação, áreas onde existem corredores de ônibus e informações sobre o Bilhete Único.

Informações: 156

Toda a região da Grande São Paulo é coberta pelo Bilhete Único. Saiba mais aqui.

TRANSPORTE PRIVADO

Ótima alternativa para curtas distâncias ou durante a noite.

Aplicativos: Modo mais seguro e rápido de andar pela cidade, baixe os aplicativos antes de começar seu roteiro. Vale ficar atento aos cupons de desconto que normalmente conseguem reduzir bastante a tarifa.

99táxisEasy: Possuem tanto táxis quanto carros particulares com uma tarifa mais em conta ou executiva.

Uber: Aplicativo mais popular de carros, com boas tarifas e muitos carros em circulação, o que reduz o tempo de espera. Aceita tanto cartão de crédito quanto dinheiro.

Cabify: Opção menos popular, mas com um serviço melhor do que o Uber. Funciona bem em dias de trânsito, já que não opera com tarifa dinâmica, diminuindo os custos para o passageiro.

Dica extra: Para comparar as tarifas de todos os aplicativos e conseguir cupons de desconto exclusivos, baixe o aplicativo VAH (disponível para Android e IoS)

Helicóptero: São Paulo é a cidade com o maior número de helicópteros registrados no mundo. São mais de quatrocentas aeronaves que atendem os endinheirados buscando fugir do tão caótico trânsito. Se esse não for seu caso, vale a pena também contratar o serviço para ter uma vista aérea por alguns minutos. A Helimarte oferece pacotes de horas e até o Cabify lançou o serviço no qual é possível solicitar via aplicativo, popularmente chamado de Cabifly.

Bicicletas: Procurando um meio barato, sustentável e saudável para se locomover? A Prefeitura recentemente revisitou algumas áreas com ciclovias (clique aqui para mais informações). Para alugar, só acessar o site do projeto Bike Sampa ou baixar o aplicativo. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito ou Bilhete Único. Ah, e claro, os principais parques da cidade também possuem aluguel de bike.

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Foto: Bike Sampa

Carro próprio: Super não indico essa opção para ninguém, turistas ou locais. O trânsito é complicadíssimo, estacionamentos públicos são raros e os privados, caríssimos. Acho que ter carro por aqui só compensa para quem mora MUITO afastado.

Para saber mais sobre São Paulo, clique aqui.

RESTAURANTES INESQUECÍVEIS

Uma dos meus programas preferidos é conhecer novos restaurantes, enquanto viajo ou mesmo dentro da minha própria cidade.

Algumas ocasiões pedem um lugar mais especial, seja ele conhecido pelas estrelas michellin, pela vista, pelo atendimento…

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Foodies pelo mundo, uni-vos! 

LATIN’S AMERICA´S 50 BEST RESTAURANTS – Caso esteja de passagem pela América Latina, não deixe de conferir a seleção preparada pela revista Restaurant dos melhores restaurantes da região. Para saber mais, clique aqui.

A minha seleção dos favoritos onde estive recentemente são:

São Paulo

DOM: Restaurante mais famoso do Brasil, sempre marcando presença na listas dos melhores do mundo. O chefe Alex Atala é famoso por ser pioneiro em extrair elementos tradicionais do Brasil e transformá-los em alta gastronomia. Prepare-se para experimentar de tudo um pouco (incluindo formiga, rs) e prepare também o bolso.

Menu: Requintado, com sabores exóticos do norte do Brasil.

Comi: Menu degustação vegetariano

THE WORLD´S BEST RESTAURANTS – O D.O.M. é no nosso representante na lista dos melhores restaurantes do mundo. Clique aqui e conheça a lista.

MANÍ: Restaurante principal da rede (que inclui também o Maní Manioca e a Padoca do Maní), comandado por Helena Rizzo e Daniel Girondo, aposta em culinária orgânica e pratos locais revisitados, os famosos biscoitos de polvilho servidos no couvert mostram bem isso. Acho imprescindível conhecer pelo menos uma vez na vida. É o meu restaurante preferido dessa lista e da vida toda.

Menu: Brasileiro, com opções à la carte ou menu degustação.

Comi: Menu degustação

MANACÁ: Fora da capital, o Manacá está na Praia de Camburi, em São Sebastião. Com um menu à la carte, o restaurante está bem escondidinho pela natureza, numa viela a 200m do mar. Para chegar lá, do estacionamento uma van busca os clientes e os leva até a entrada do restaurante. Um antro de paz para aquele almoço preguiçoso depois de uma manhã de praia.

Menu: Frutos do mar – com opção vegetariana.

Comi: Refogado de vegetais à Tailandesa e arroz basmati

Para ler mais sobre São Paulo, clique aqui

Rio de Janeiro

OLYMPE: Do estrelado chefe Claude Troigros, o que mais gosto do Olympe é a forma que a cozinha francesa é apresentada, deliciosa e simplista. O Menu degustação é uma ótima forma de experimentar várias preparações que estão também no menu convencional. O ambiente é intimista, luz baixa, poltrona confortável e atendimento primoroso.

Menu: Francês com opção degustação ou à la carte

Comi: Menu degustação

LASAÍ: Sempre que amigos estrangeiros me pedem uma sugestão de um bom restaurante de comida brasileira, sugiro o Lasaí. Apesar de o chefe Rafa Costa e Silva ter feito escola no exterior, ele gerencia com maestria um menu tipicamente brasileiro – e quando falo tipicamente, me refiro ao cotidianamente. Isso é, ao contrário do DOM que tem uma culinária brasileira mais exótica, por aqui pratos simples como pão de queijo e goiabada aparecem bem combinados entre si. Além do mais, todos os alimentos frescos saem diretamente da horta para a mesa.

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Menu: Brasileira – degustacão

Comi: Menu degustação

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NYC

PER SE: Recentemente citei o Per Se na minha ida a NYC (aqui) e foi com certeza um dos restaurantes mais especiais (e caros que já fui). Tem uma vista maravilhosa para a Columbus Circus e um atendimento tão primoroso que eu fiquei até com vergonha de tanta educação em um só lugar. Vá se você tem tempo (são muuuitos pratos), dinheiro e não quer perder essa experiência primorosa por nada.

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Menu: Apenas menu degustação – Culinária italiana/francesa/americana.

Comi: Menu degustação vegetariano

Para ler mais sobre NYC, clique aqui

Jose Ignacio – Uruguai

PARADOR LA HUELLA: Também na lista dos melhores restaurantes da América do Sul, está localizado em Jose Ignacio, próximo a Punta del Este, no Uruguai. Em clima praiano descontraído e nada afetado, um staff bonito e bem humorado, serve clássicos da culinária uruguaia (muita carne) com o pé na areia (literalmente). Confesso que achei o nível de ruído um pouco alto, talvez pelo intenso movimento + música. Uma alternativa é reservar um horário mais próximo ao fim do dia – a reserva do almoço vai até às 16h – ótimo para aquela “almojanta” depois de um dia de sol e praia.

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Menu: Uruguaio com boas opções de drinks

Comi: Gaspacho e vegetais grelhados

Para ler mais sobre José Ignacio, clique aqui.

Belém do Pará

REMANSO DO BOSQUE: Fui parar no Remanso do Bosque porque sou APAIXONADA pela culinária do norte do Brasil e o trabalho por aqui é tão bem feito que eles estão na lista dos melhores restaurantes da América Latina.

Menu: Regional – Norte do Brasil – com lojinha de produtos locais na saída.

Comi: Menu degustação

Para ler mais sobre Belém do Pará, clique aqui.

 

 

 

NA FLORESTA: PANTANAL

:: Recentemente estive na Amazônia e publiquei as minhas impressões de como foi ficar hospedada em um hotel na selva. Viajei ao Pantanal em novembro/2016, mas acho que vale a pena um review para quem está procurando uma região no Brasil para se aventurar poder comparar as opções disponíveis::

Para ler sobre a experiência do Jungle Lodge na Amazônia, clique aqui.

O Pantanal

Maior planície inundável do planeta, o Pantanal tem 150.000 km² de área e se divide popularmente em Pantanal do norte e do sul, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, respectivamente. A biodiversidade é intensa, com alto número de répteis, peixes e aves.

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Como chegar

O Aeroporto Internacional de Cuiabá recebe diariamente voos da Azul, Gol, Latam, Passaredo, Avianca e ASTA, vindos das principais capitais do Centro-Sul do Brasil.

Do aeroporto à região de Poconé, porta de entrada do Pantanal, são cerca de 130km (aproximadamente 3h) que podem ser percorridos de:

  • Transfer: Opção mais cômoda, porém cara. Quando estive no Araras, o transfer do hotel saia por R$223 por trecho/por pessoa, ou seja: praticamente R$1000,00 para um casal. Achei bem caro e por isso resolvemos alugar um carro, que é completamente inútil durante a estadia, já que todos os passeios são feitos com nas jardineiras do próprio hotel.
  • Carro alugado: Alugamos pela Localiza uma Renault Sandero por quatro dias e o valor total foi a metade do valor do transfer do hotel, além da vantagem de ter flexibilidade de horários. Recomendo FORTEMENTE que se alugue um carro alto e com tração 4×4 porque a estrada é bem precária. Para se ter uma ideia, mesmo com meu namorado sendo um excelente motorista, tivemos dois pneus furados, um deles na volta, e quase perdemos o voo!

Transpantaneira

A primeira parte dos atrativos da viagem pelo Pantanal começa na estrada. A Transpantaneira (ou MT-060) é uma longa reta não-asfaltada que vai de Poconé a Porto Jofre, tem 150km de distância e é um ótimo pólo de observação de animais. É incrível a quantidade de jacarés, andando tranquilamente por ali, pássaros passando baixinho e uma vegetação impressionante.

jacarés pela estrada
Muuuuuitos jacarés pela estrada

transpantaneira

Quanto tempo

Viajei durante o feriado nacional de Proclamação da República (15/nov) e fiquei quatro dias e três noites no Pantanal e uma noite em Cuiabá.

Achei suficiente, não ficaria nem mais e nem menos.

Clima

Dividido entre seco (abril a setembro) e chuvoso (outubro a março) com temperaturas são altas durante todo o ano.

Mosquitos

Caso sua passagem pelo Pantanal seja no período de chuvas, é importante salientar que ocorre a proliferação de mosquitos nessa época. Nunca vi tantos mosquitos na minha vida – nem em Ilhabela. Use sempre blusa de manga comprida e calças largas e grossas (mulheres, não usem leggings: os mosquitos picam por cima de calças justas, JURO). Além de repelentes, usei tela de proteção para o rosto e camisa jeans todos os dias e ainda assim, voltei com muitas picadas. É altamente recomendável levar pomada antialérgica e antialérgico via oral.

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O kit de sobrevivência na mata!

Onde ficar

Assim como comentei no post da Amazônia, ficar dentro da reserva ecológica que se visita faz toda a diferença no aproveitamento da viagem e por isso, escolhi o Araras Eco Lodge.

Araras Eco Lodge

Localizada na cidade de Poconé, a pousada possui 19 quartos com ar-condicionado, chuveiro quente e amenities regionais, piscina, sala de leitura, loja, restaurante e bar.

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Entrada do hotel

O Araras Eco Lodge faz parte da Associação de hotéis Roteiros de Charme que reúne 70 hotéis com propostas ecológicas, aliados a hotelaria de luxo.

Aqui no blog tem post contando a minha estadia em outro hotel da rede Roteiros de Charme. Clique aqui para ler sobre a viagem a Gramado e o hotel Estalagem St Hubertus. 

Como funciona

Pensão: O valor do pacote incluí alimentação completa –  Café da manhã (6h-7:30), almoço (11:00 – 12:30), chá da tarde (3:00-3:30) e jantar (19:00-20:30).  Os pratos são bem diversificados, servidos em estilo buffet e com opções veganas.

Passeios: São três passeios diários entre as refeições com pausas no hotel durante os horários mais quentes (entre as 10:00 e 15:00).

O pacote para 3 noites com passeios e pensão completa inclusa para um casal custou R$5000,00 (valor em Novembro/2016 – incluindo a taxa de preservação ambiental).

Atrativos

Estar no Pantanal é ter a chance de conviver com diversas espécies. Diferentemente da Amazônia, a vegetação é rasa e espaça, facilitando muito a observação de animais. Dos passeios oferecidos pelo hotel, tivemos a chance de fazer caminhada ecológica matinal e noturna, safáris fotográficos, passeios de barco, torres de observação, cavalgada e luau.

canoagem
Canoagem
vista pantanal da torre
Vista de uma das torres de observação

 

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Muitas capivaras pelo caminho

Outras opções:

SESC: Opção bem mais barata e que atende bem as necessidades básicas no Pantanal, alguns amigos me recomendaram o hotel do SESC – Hotel Porto Cercado – que também fica em Poconé.

Custo geral: $$$(moderado)

39h EM NYC

Leia ouvindo a playlist do Spotifyclique aqui.

New York City é uma das minhas cidades preferidas no mundo. Por sua localização estratégica, muita gente passa por lá em conexão e quer aproveitar o máximo da cidade em pouco tempo.

central park II

 

empire state I

Na minha última ida à cidade em 2016 fiquei apenas dois dias – cheguei sábado às 6h e saí às 21h do domingo – e consegui fazer muita coisa (e ainda dormir bem) durante a minha estadia.

A viagem 

Voei direto de São Paulo (GRU) a NYC (JFK), numa rota que dura quase dez horas.  Como tanto a ida quanto a volta foram feitos em voos noturnos em business class, economizei com hotel e consegui dormir bem. De qualquer forma, acho importante considerar o cansaço, já que para a maioria das pessoas não é tão fácil dormir em aviões.

Clima

O clima é um fator super importante a se considerar na hora de planejar a sua ida a NYC. As temperaturas só são realmente agradáveis (acima de 20 graus) durante julho e setembro. Nos meses de inverno (dezembro a março), a sensação térmica pode chegar a -20 graus Celsius. Quando fui no começo de março, as temperaturas oscilavam entre 0 e 5 graus.

Locomoção

NYC é uma das poucas cidades dos Estados Unidos que tem um transporte público eficiente. A malha metroviária é extensa e eficiente e comprando o metrocard, você faz várias viagens por um preço bem razoável.

A Laura Peruchi tem uma série ótima de como utilizar o metrô.

Como não saí muito da região que estava, fiz praticamente tudo andando e peguei duas curtas corridas de táxi em Manhattan e uma mais longa, até o JFK na volta ao Brasil (estava super atrasada, então não quis arriscar o metrô).

Saindo do aeroporto

No JFK tem um metrô chamado AirTrain, que usei para ir a Manhattan, com direção à Jamaica Station, desembarcando na estação 57, a mais próxima do meu hotel. No vídeo abaixo, a Laura conta com mais detalhes o funcionamento:

Do aeroporto também dá para utilizar serviços de shuttle, táxi e Uber.

Onde se hospedar

Para quem não planeja ficar muito tempo, mas que dormirá na cidade, minha dica é ficar o mais central possível, evitando assim o uso de transportes e otimizando o tempo.

Passei a minha única noite no Park Central, que fica na sétima avenida com a 56, perfeito para andar até a quinta avenida ou até o Central Park.

O hotel é super confortável e apesar de não incluir café da manhã, não faltam opções de restaurantes ao redor, como o Starbucks que fica ao lado da entrada. Como não tem frigobar no quarto, sugiro que não se compre nada que necessite de refrigeração.

Diárias a partir de R$600

O que fazer 

O que não falta é coisa para fazer em NYC, principalmente quando o assunto é cultura e gastronomia. Acho importante ter em mente qual roteiro você quer fazer, pensando se é a sua primeira vez na cidade, se quer focar nos pontos turísticos, etc. No meu caso, fiz algumas coisas clássicas que ainda não tinha feito – tipo, ir a Times Square e subir no Empire States, combinadas com alguns programas mais relax, sem sair muito da região onde estava hospedada.

Se você tem mais tempo, sugiro muito dar um pulo também em Chelsea e em Williansburg, no Brooklyn.

Dia 1: Sábado

Café da manhã no Norma’s: Depois de quase dez horas de voo, metrô para chegar no hotel e um frio de zero graus (mais de trinta graus de diferença da temperatura que estava em São Paulo), merecia um café da manhã dos deuses, e o Norma não fez feio. Dentro do Le Parker Meridien, o restaurante serve café da manhã e almoço e olha, comi tanto que só fui lembrar de ter fome lá pelo fim da tarde, rs.

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Garçom, mais comida por favor? @Norma’s

MoMA: Localizado entre a quinta e a sexta avenida, e pertinho do meu hotel, o Museu de Arte Moderna de NY é um prato cheio para os admiradores de arte contemporânea. Com um acervo super bacana, sempre tem mostras interessantíssimas acontecendo e performances agendadas, além de um calendário de cursos imperdíveis.  Entre um andar e outro, aproveite para tomar um cafezinho no restaurante do segundo piso e não deixe de visitar a lojinha na saída.

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Warhol no MoMA

La Bonne Soupe: Depois de subir e descer os andares do MoMA, voltei para o hotel, tirei um cochilo e fui “almojantar” no La Bonne Soupe. O lugar, confesso que me surpreendeu. De estilo bistrô, com preços bem interessantes, achei no Foursquare enquanto procurava uma recomendação de pratos quentinhos e substanciosos. Comi sopa, salada e pãezinhos e tomei um suco por menos de US$30, ou seja, vale a pena.

Empire State Building: Começo de noite e por que não ter uma vista privilegiada de NY? Do octogésimo sexto andar, são tantas luzes e tanto prédio, que é aquela hora que a gente se toca que realmente está na Big Apple. É o observatório a céu aberto mais alto de NYC e nem preciso dizer que um dos pontos turísticos mais concorridos, né?

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Do observatório do Empire State

Quinta Avenida – Já que estava por ali, para ir ao Empire State, aproveitei para dar uma caminhada nesta que é uma das principais ruas de NYC, pegar um bagel em um dos cafés, tirar algumas fotos e visitar uma das minhas farmácias preferidas no mundo, a Duane Reade.

Times Square – E depois de tentar (sem sucesso), tickets com desconto para espetáculos na Broadway, continuei batendo mais perna, desta vez pela Times Square, tirando fotos e mais fotos e claro, dando um pulinho na loja da M&M para comprar um montão de docinhos.

times square

Dia 2: Domingo

Brunch no Boathouse: Uma vez nos EUA, uma das experiências que recomendo a todo turista, é experimentar o tradicional brunch aos finais de semana. Localizado dentro do Central Park, a vista é de tirar o fôlego, e a comida, de comer rezando. É bem mais barato que o Norma’s, porém igualmente delicioso.

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Típico brunch aos domingos  no Boathouse

Central Park: Se você está indo a NYC pela primeira ou pela décima vez, sempre acho que ir ao Central Park é imperdível. Amo ficar lá, andando, sem fazer nada. Ou comprar um café, sentar e ficar observando a movimentação… Eu nunca canso! E sem falar que é uma das poucas coisas que se pode fazer gratuitamente. Acho que só não recomendo ir ao Central Park nos meses de inverno, caso contrário, não deixe de passar por lá.

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MET: Um dos mais impressionantes museus do mundo, o Metropolitan tem um acervo incomparável. A ala de História Antiga, principalmente grega, é de morrer de amores. E a arquitetura do lugar não faz feio. Com certeza é um lugar que merece mais tempo, mas para quem, assim como eu, ama arte, tem que ir em algum momento da vida.

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História Antiga no MET

Per Se: E para encerrar o fim de semana em NYC, fui jantar no famoso restaurante comandando pelo chefe Thomas Keller. O Per Se é um restaurante americano que usa técnicas da cozinha francesa em um menu de nove passos (com opção vegetariana). Com três estrelas Michellin, é considerado um dos melhores do mundo e reservas são mandatórias. Com certeza, uma experiência inesquecível (US$375/ por pessoa).

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Columbus Circle, vista da janela do Per Se

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