HOSPEDAGEM EM BUENOS AIRES

Já estive em Buenos Aires algumas vezes e já vivi as mais diversas experiências de hospedagem.

Leia também: Sugestões de hospedagem mundo afora

Uma das vantagens de viajar muito para um mesmo lugar, é que além de eu poder falar da cidade com um pouco mais de propriedade, posso comentar também um ponto mais do que fundamental que é: onde dormir. Pensando nisso, nesta edição do #sleeepin vou compartilhar com vocês as  experiências que tive no último ano e dar algumas dicas essenciais para evitar cair em uma roubada.

A mais recente:

Semana passada me hospedei em Palermo para uma épica experiência de viagem, daquelas que tudo dá errado. Documentei essa epopeia aqui.

Desta vez, fiquei no hotel Mine, um hotel boutique, assim como quase todos os outros no bairro. Hotel Boutique é um conceito, que geralmente integra algumas características, como: ser um hotel menor, ter o atendimento mais personalizado, estar bem conectado com pequenos detalhes e experiências diferenciadas aos seus hospedes, além de ter um design moderno, com elementos de arte que agregue ao espaço.

Talvez por ser uma cidade que tem forte apego artístico e que preserva até hoje sua arquitetura do começo do século passado, toda inspirada nos prédios de Paris, Buenos aires é cheio desses.

Sempre prefiro passar minhas estadias mais longa em Buenos Aires em Palermo (tanto o Soho quanto o Hollywood) porque acho que se trata de um bairro jovem, alegre, com muita opção de gastronomia e entretenimento, mas que ao mesmo tempo foge do estresse das áreas comerciais, do turismo clássico (centro-san telmo) e que preserva bastante da arquitetura clássica (o que não acontece em Puerto Madero).

Sobre a minha experiência no Mine, já posso adiantar que foi super positiva:

  • O Staff bilíngue de verdade: Como sempre viajo com parte da família americana e que não fala uma palavra de espanhol, isso faz toda a diferença
  • O check-in e o check-out foram super rápidos e, inclusive, já sabiam até o nosso nome antes de passarmos pela porta (não sei como eles conseguem haha)
  • O hotel é lindo e todos os detalhes são super bem pensados
  • Como parte do atendimento personalizado, recebemos cartinha de boas vindas, chocolatinhos, welcome drinks e jornal em inglês todas as manhãs. ♥
  • A localização é maravilhosa e, ainda que longe do metrô, dá pra fazer tudo a pé. E mais importante: na mesma calçada, dois dos restaurantes mais amo (o Ninina e o Fifi)

Áreas comuns: 

  • Piscina com espreguiçadeira, protetor solar e água
  • Jardim com sofá
  • Sala de TV com mini biblioteca e DVDteca
  • Restaurante/bar
  • Wi-fi em todo o hotel
  • Guarda-chuva a disposição – que fez toda a diferença nos dias que estive em BsAs e que não parava de chover

Áreas comuns do hotel

Quarto:

quarto

O quarto era super espaçoso e tinha vista para a piscina. Só amor!

varanda
Acordar todo dia com essa vista
  • TV com DVD
  • Frigobar
  • Chaleira elétrica – para viciados em chá como eu ou para todos os outros argentinos que precisam preparar o mate, rs
  • Mesa
  • Banheiro com amenities, secador de cabelo e uma jacuzzi (sim, uma jacuzzi)
jacuzzi
Sim, uma jacuzzi

A única parte que não consigo opinar é com relação ao café da manhã, que não estava incluso na minha tarifa.

lustre
Detalhes do lustre da entrada

Diárias a partir de R$500 

Outras opções: 

No último tive algumas outras experiências. Foram elas:

Hilton Buenos Aires Hotel: O Hilton é daqueles hotéis que seguem o mesmo padrão (americano) de qualidade no mundo inteiro. Ou seja, é uma opção certeira se você gosta dos serviços. Está localizado em Puerto Madero, a área moderna (e mais cara) da cidade e é uma ótima opção se você está  na cidade a negócios ou se quer fugir um pouco do agito do centro ou do circuito Recoleta – Palermo.

Dazzler Hotel San Telmo: A rede Dazzler tem várias opções espalhadas pela América Latina, com hotéis de diversas categorias. O Dazzle San Telmo que, na verdade, fica no centro, se enquadra num quatro estrelas. É um ótimo custo benefício, porque além de quartos confortáveis e espaçosos, fica muito próximo a estações de metrô e serviços. Infelizmente, à noite, o centro não é muito seguro e fica bem morto, já que é uma área bem comercial. Por outro lado, é bem tranquilo pegar um táxi/uber e se deslocar para áreas mais boêmias como Palermo ou Recoleta.

Holiday Inn Ezeiza: Supresa boa, o Holiday Inn superou minhas expectativas. Isso porque, apesar de já ter me hospedado em outros hotéis da rede, sempre achei o preço pouco atrativo para os serviços que eles oferecem. Apesar de ter ficado por aqui por apenas uma noite, achei o atendimento (que é bilingue de verdade – coisa rara em BsAs), os serviços (room service, café da manhã e shuttle) muito bons. A localização é bem estratégica: é o hotel mais perto do aeroporto de EZE (uns 5 minutos de carro), numa área que realmente não tem nada pra fazer, o hotel é ponto de encontro de pessoas que estão em uma longa conexão ou tiveram algum cancelamento. No meu caso, passei a noite por lá porque meu voo saia as 7h da manhã e não queria madrugar para ir ate Ezeiza, que caso você não saiba, fica a uma hora (sem trânsito) do centro da capital.

L’hotel Palermo: Hotel Boutique super lindo e muito bem localizado. Os serviços são ótimos – tem chá e água saborizada a disposição 24h por dia, o café da manhã uma delícia e o staff, mega atencioso.  Talvez a minha infelicidade tenha sido o quarto que fiquei. Passei um fim de semana neste hotel e por ser uma área MUITO movimentada, não consegui dormir porque o barulho era insuportável. Tinha até gente com corneta embaixo da minha janela às 4 da manhã! JURO! Se você se hospedar por aqui, minha sugestão é ficar num quarto com vista para o jardim ou para os fundos.

Para ler mais sobre a Argentina, clique aqui.

Para mais reviews de hotéis e opções de hospedagem, clique aqui.

SÃO PAULO: GRAFITE + BECO DO BATMAN

Muitas são as teorias quanto à origem do grafite em São Paulo, mas não importa se você decide considerar a opinião dos acadêmicos ou as lendas urbanas, o fato é que esta forma de arte é vista na cidade desde os anos 80.

O debate sobre considerar o grafite arte ou vandalismo é antigo, mas constantemente presente para quem vive nos grandes centros urbanos. A pichação, comumente acompanhada de frases de protestos, insultos e assinaturas de gangues é considerada uma agressão degradante a paisagem. A distinção entre ela e o grafite é extremamente importante para a expansão do aceite e produção desta arte.

Pode-se dizer que a consolidação do grafite como produto artístico é reflexo do como cada gestão pública lida com estas intervenções urbanas. Para termos uma ideia de como o processo é longo e demorado, solicitações para realizar intervenções na avenida 23 de Maio eram feitas desde a administração de Jânio Quadros (1986-1989), mas foram somente autorizadas no fim da gestão de Fernando Haddad (2016).

Neste contexto de ilegalidades e permissões, temos que mencionar os eventos mais recentes: Em janeiro deste ano, como parte do programa “São Paulo Cidade Limpa”, o novo prefeito João Dória Jr. anunciou que seriam apagados os painéis presentes na avenida 23 de Maio. Nesta mesma ação, a Secretaria da Cultura de São Paulo afirmou que pretende criar uma área para a produção de murais, a ser chamado de “grafitódromo”. Segundo a mesma, a inspiração da proposta vem de Wynwood, um bairro em Miami que abriga diversos grafites e todo um esquema de comercialização de produtos licenciados para viabilizar o negócio.

Para o prefeito, assim como a arte fica nos museus, o grafite também deve ficar em “lugares adequados”. Em oposição, para o artista plástico Jaime Prades, a criação deste espaço específico constitui uma visão paternalista que impõe o que considera ‘certo’, logo, o grafite torna-se errado, tendo que ser contido e controlado.

Tem-se conhecimento de que os grafites, por estarem expostos à luz, chuva e demais fatores naturais, ou até mesmo serem danificados por ações humanas, devem passar por reparos e ajustes. Mas mesmo que em condições precárias, cobrir as obras com tinta cinza não parece a resposta mais correta.

É claro – e necessário – que este assunto seja ainda muito debatido, como muito já vem sendo desde o início das ações, por políticos, artistas e população local. Encontrar o equilíbrio entre a liberdade criativa, as leis e a expectativa dos moradores será um grande aliado para a prosperidade desta arte.

Mas toda essa conversa torna importante destacar um espaço que pode até vir ser chamado de “galeria à céu aberto”, ou Beco do Batman, como é mais conhecido. De surgimento espontâneo, entre vielas do bairro da Vila Madalena, zona Oeste da cidade, muros e paredes são cobertos por diversos desenhos e chamam a atenção dos paulistanos e turistas. Com uma pegada muito semelhante à região de Wynwood mencionada anteriormente, é parada obrigatória se você curte street art de verdade!

Processed with VSCOcam with m3 preset

Ao que tudo indica, na década de 80, o desenho de um homem-morcego feito em uma das paredes incentivou estudantes de arte plásticas que moravam por lá a também registrarem seus trabalhos (Posteriormente até sendo usado como referência para o nome do local – Homem Morcego/Batman). Com influências cubistas e psicodélicas, os muros cinzas e sujos ficaram no passado.

O processo de renovação dos grafites chama a atenção e é exemplo de manutenção e ocupação de espaço público. A constante qualidade e rotatividade das obras atrai o público, que retorna com frequência para conferir as novidades. As disputadíssimas paredes são administradas pela comunidade e artistas, que sempre retocam ou renovam os desenhos, mantendo a qualidade e o charme.

Img 5

Processed with VSCOcam with m3 preset

Este passeio é melhor aproveitado sendo feito a pé. Podendo ser visitado todos os dias, a dica é programar para conhecê-lo entre segunda e sexta-feira, evitando os dias mais cheios, para apreciar os murais com mais calma. E não se esqueça: faça muitas fotos… Na sua próxima visita talvez os desenhos sejam outros!

Como chegar: Beco do Batman – Acesso pelas ruas Gonçalo Afonso e Medeiros de Albuquerque, Bairro Vila Madalena – São Paulo

Fontes:BBC e Veja SP

 

BUENOS AIRES E O ELTON JOHN QUE NÃO ACONTECEU

Na última sexta-feira, peguei a minha malinha e embarquei para mais uma aventura no país do doce de leite. E olha, dessa vez foi uma aventura mesmo!

buenos collage
Minha Buenos Aires

Eu quase posso dizer que absolutamente tudo deu errado, mas no fim deu certo.

Vocês sabem como funciona né?

Buenos Aires para mim (e para muitos brasileiros) não é mais novidade, afinal, o turismo na capital é intenso. Uma cultura totalmente diferente, muita comida boa e câmbio quase sempre favorável, ajuda bastante nesse intercâmbio. O que acontece é que depois de repetidas idas para a capital porteña, sempre rola aquele desespero do que fazer.

comidinhas buenos
Na dúvida, melhor comer

Desta vez, tive um desafio ainda maior: o que fazer (além de comer) em Buenos na chuva. E quando eu falo chuva, não é garoa. Com planos de ficar uns 4 dias na cidade, posso dizer que 3 deles foram de chuvas intensas.

Uma das razões, inclusive, de fazer essa viagem, era assistir Elton John e James Taylor juntinhos – sim, não consegui vê-los em São Paulo – e por fim, o show foi cancelado por causa da…CHUVA.

chuva buenos
A maior chuva que você respeita

Abaixo, segue uma listinha de passeios clássicos e não tão óbvios para se fazer em BsAs nos dias de chuva.

Para comer

Fiquei hospedada em Palermo – que já é um adianto na hora de pensar em comida. Isso porque a região é super famosa pelos bares e restaurantes. Tem alguns cantinhos que são imperdíveis e sempre dou um pulo quando estou em Palermo. São eles:

Fifi Almacén: Meu cantinho preferido para encontrar comida saudável com MUITA opção vegana/vegetariana. Os sucos são maravilhosos! Desta vez, pedi uma arepa que estava de tirar o fôlego, super quentinha e macia. Só amor!

Full City Cafe: Café colombiano que faz você se sentir em qualquer lugar, menos na Argentina haha. O menu, os garçons e praticamente todos os clientes adotaram o inglês como primeira língua. Os cafés são deliciosos, assim como todos os acompanhamentos.

full city.jpg
Café para todos os gostos no Full City

Ninina Bakery: Uma das padarias mais lindas que já estive nessa vida ♥! A decoração é maravilhosa, e se isso não fosse suficiente, eles tem um dos melhores brunchs que já experimentei nos últimos meses (e olha que vou a brunchs todos os finais de semana!). Ah, uma vantagem indiscutível: eles ficam aberto até 1am! Ótimo para quando você está indo dormir mas lembra que sempre tem espaço para mais uma medialuna.

brunch ninina
O brunch do Ninina

 

Entre a região de Palermo e Villa Crespo fica a Plaza Armenia, região onde se instalam diversos restaurantes armênios na cidade. Buenos Aires é na América Latina a cidade que mais recebeu imigrantes armênios no século passado. Essa pode ser uma ótima oportunidade de passear pela região e comer a comida local.

Para comprar

Paul French Gallery: Uma casa conceito que, assim como uma galeria, está toda disponível à venda. Acho os utensílios para cozinha e decoração em geral, imperdíveis. Tem também uma Paul Gallery em Punta del Este (lá é a Paul Beach House) e eu desaconselho fortemente a visita: os preços são extremamente abusivos (umas 10x o valor das coisas da loja em Buenos Aires) e cobrados em dólar (como em praticamente todas as lojas de Punta).

Tealosophy: Para quem, assim como eu, ama chá, é uma visita mais que necessária. Você encontra todos os blends possíveis com uma explicação tão didática que qualquer leigo consegue aprender um pouco mais desse universo.

Kioskos: A cada esquina da cidade você encontra os famosos kioskos, que nada mais são que conveniências para você comprar um snack. Para quem adora compra alfajor, biscoitos e chocolates locais, é uma alternativa fácil e barata de trazer um docinho de souvenir para todo mundo.

milka
Paradinha no kiosko

Shoppings: Não sou muito fã de shoppings, mas dessa vez precisei dar um pulo em um para comprar umas coisas que tinha esquecido. Fui ao Alto Palermo e além de ser uma ótima opção por concentrar diversas marcas locais, também tem um Cinemark enorme, que é uma ótima opção para matar umas horas chuvosas e de brinde, praticar o español.

Artsy:

O bairro por si só já é pra lá de artístico. Gente tocando nas ruas, feiras e muitas (mas muitas) galerias. Dessa vez, não consegui ir em nenhuma, mas o passeio que sempre recomendo é a ida ao MALBA que por mais clichê que seja, sempre tem alguma coisa acontecendo. Dessa vez, a expo era do projeto canadense General Idea, mas o acervo está sempre à disposição com muita coisa legal de América Latina – Tarsila do Amaral, Frida, Diego Riviera, Oiticica, entre outros. A arquitetura também é linda e sempre me lembra um pouco do MOMA, em NYC.

Onde dormir

Existem diversas opções de onde passar a noite. Nas minhas experiências mais recentes (inclusive nesta última), fiquei na região de Palermo Soho, famosa pelos hotéis boutiques. Me hospedei no Mine e vou contar tudo no próximo post.

Blogs favoritos

Tem alguns blogs que sempre dou uma olhada antes de dar um pulinho ali em Buenos. São eles:

Buenos Aires para Chicas: Projeto da Amanda Mormito, brasileira que morou por uma década em Buenos Aires e conhece bem cada cantinho. O blog foi descontinuado em 2015 quando ela voltou para o Brasil. Atualmente, Amanda mora em Singapura e segue dando dicas de viagens no blog Casa que Viaja.

Aires Buenos: Blog do brasileiro Túlio Pires Bragança, que além de manter o blog super em dia, ainda tem um canal e um tour (que estou louca para fazer mas ainda não consegui)

Aquí me quedo:  Também idealizado pela comunidade brasileira em BsAs, desta vez pela brasileira Gisele Teixeira, jornalista que gerencia esse blog super completo que foi considerado de Interesse Cultural pela Legislatura Portenha em 2015. Sempre atualizado e com dicas bem completas, vale muito a pena para conhecer uma Buenos menos óbvia.

Custo geral: $$(barato)

SÃO PAULO: LOLLAPALOOZA 2017

No último fim de semana aconteceu em São Paulo a sexta edição do evento mais aguardado do ano, o Lollapalooza. Eu, que até então fui em todas as edições, dei um pulo no Autódromo de Interlagos e faço aqui meu balanço desta edição.

galera

O Lolla (para os íntimos, rs) foi idealizado pelo Pharrell Perry, o vocalista do Jane’s Addiction – que inclusive se apresentou na edição brasileira de 2012 – em 1991 numa versão itinerante. Mas foi só em 2005, que surgiu a versão que conhecemos hoje – um festival dividido em dois dias, durante o fim de semana – em Chicago, nos EUA.

Atrações musicais

Esse ano, o line-up do lolla ficou assim:

af_lolla17_poster_a3_lolladay_161020_sponsor
foto: Lollapalooza

Honestamente, de todas as edições aqui do Brasil, achei esse lineup o mais confuso. Apesar de ter adorado saber que Metallica viria, achei que não “ornou” muito com o resto das atrações. Achei o segundo dia menos mainstream e mais balanceado, apesar de não concordar com o fato de terem colocado Duran Duran à luz do dia.

palco lolla.jpg

O que eu assisti + opinião sincera 

Posso dizer que, claramente, esse foi o Lolla que vi menos shows e que tinha menos atrações que me interessavam.

Sábado

Cheguei por lá quase 16h da tarde – meu recorde até então, que sempre estive plantada esperando a abertura dos portões. E a minha explicação pra essa mudança de comportamento é uma só: não tinha nada que realmente me interessasse antes das 19h30. Em outras palavras: só fui mesmo pra ver Metallica e The XX. Ponto.

Posso dizer que gostei mais do The XX do que do Metallica – não sei se porque já estava o bagaço em pessoa ou porque senti falta de alguns clássicos.

Como estava lá bem antes do XX, aproveitei também pra dar um pulo no show de Tegan&Sara, que foi morno, mas animou o pessoal que estava por lá.

teganandsara
Tegan and Sara (25/3)

No sábado, minha decepção foi não ter visto todo o Chainsmokers, Como era no mesmo horário do Metallica, era inviável vê-lo inteiro, mas os últimos 20 minutinhos que consegui assistir, me deixou com um gostinho de quero mais.

Domingo

Tava mais animadinha pro domingo! Tão mais animadinha, que diferentemente do dia anterior, cheguei lá junto com a abertura dos portões: ao meio dia.

Vi Céu, Jimmy Eat World, Duran Duran, MO e um pedacinho de Melanie Martinez. Por causa do cansaço e de uma bela dor de cabeça, não consegui ver The Weeknd e, como já tinha visto Stokes outras duas vezes, não quis ficar dessa vez.

Apesar da superlotação e da dificuldade de conseguir enxergar qualquer coisa, Duran Duran valeu o dia.

ceu
Céu (26/03)

SpotifyLogo_625

E você já ouviu a playlist do blog? Tem Chainsmokers (que tocou no sábado) e várias outras bandas incríveis! Clique aqui e ouça já!

O que fazer além da música

Sim, nem só de música vive um festival. Atrações radicais dignas de parque de diversões, lojinhas e muita comida estão na lista:

Espaço de Patrocinadores

Espaço Skol: Área da Skol onde dava para pegar um chopp, escrever, grafitar e ver os shows em frente ao palco Skol numa área bem privilegiada.

Espaço Chevrolet Ônix: Área com o brinquedo mais radical do festival: O kamikaze (sim, aquele que deixa você de cabeça pra baixo), além de tatuadores e desenhistas fazendo arte no rosto de quem passasse por lá e claro, exposição do Chevrolet Ônix

#FINDYOURMAGIC AXE: Próximo ao Palco AXE, outro brinquedo fez a diversão de quem adora uma aventura, o “Se joga 2.0”, uma queda livre de alguns poucos segundos, suficientes para fazer os que tem medo de altura suar litros.

 

mapalollapalooza2017
foto: divulgação

Outros Espaços de Apoiadores:

Fusion Shuffle:  Bar criado pela Fusion para customização dos drinks.

Ray-Ban Playback Battle: Batalha de dublagem (mediada pela Penélope Nova).

Prevent Senior Body Painting Neon Galactic Glow: Pintura (com muito glitter) feita pelos make-up artists do espaço.

Espaços Lollapalooza

Lolla Lounge: Área (mais do que exclusiva) que você pode comprar ao adquirir os ingressos, e além de transfer com meeting point exclusivo, tem bar, banheiro, comidinhas e vista privilégiada para vários palcos (também ponto fácil de encontrar todos os artistas que estiverem no Lolla).

Chef’s Stage: Espaço de alimentação, com diversas opções de comidinhas adaptadas por chefes renomados (leia mais abaixo)

Lolla Market: Esqueceu alguma coisa em casa? Quer só um souvenir? Não seja por isso, de chapéus a meias, passando por acessórios, roupas e até tatuagem, você consegue comprar quase tudo aqui.

Lolla Store: Loja oficial do Lollapalooza, com camisetas de bandas e souvenirs com a logomarca.

Comida

Nesse quesito, você tem opções para todos os gostos/bolsos. A alimentação estava divida por todo o festival nas áreas próximas aos palcos, com bar e quitutes simples (hot dog, batata frita, espetinho). Havia também alguns ambulantes que passam vendendo esses mesmos quitutes (+churros, pipoca e sorvete). Na área próxima ao palco Skol, dispuseram alguns food trucks, como opções mais gourmetizadas de junk food (hamburgueres, milkshake e batatinhas), além de tapioca, temaki e suco natural. Ainda, você podia encontrar outros foodtrucks numa área próxima ao Chef’s Stage com mais opção de junk (hamburguer, pizza, etc), e algumas opções mais diferenciadas, como polenta com ragu e comida mexicana.

Chef’s Stage

insidechefsatge.jpg

Essa é a área “gastronômica” do evento, que reúne diversas barraquinhas de chefes conceituados que levam versões compactas de seus pratos famosos.

Achei todas bem parecidas (se não, iguais), às dos anos anteriores.

Das minhas escolhas no Chef’s Stage, provei nhoque ao sugo (nos dois dias, só porque nhoque é sempre a minha comida preferida), uma “mandioca rosti”, cafezinho, brownie, strogonoff e um mix de raizes fritas.

Além disso, ainda comi na área externa uma tapioca vegana – pior experiência da vida, levou 1h20min pra ficar pronta -, milkshake de ovomaltine, um milhão de sorvetes (perdi as contas, de verdade) e o tal do suco natural adoçado com caldo de cana (esse tomei várias vezes).

Transporte 

O Lolla já aconteceu no Jockey Club (na Cidade Jardim) e agora, acontece no Autódromo (em Interlagos). Para quem não é de São Paulo, falar de localização pode ser complicado. São Paulo é GIGANTE e quanto mais central as coisas são, melhor para todo mundo! Apesar do Autódromo ter um espaço maior e ser mais afastado da cidade – o que dá aquele clima de interior de outros grandes festivais (Coachella, Glastonburry, etc), pode ser bem complicado de chegar e mais ainda: complicado de sair.

autodromo
Autódromo de Interlagos

Existem basicamente as seguintes formas de chegar por lá e vou contar a minha experiência profissional em cada uma delas:

Carro: Você pode ir de carro e deixar o carro no estacionamento (por R$100). Eu nunca fui de carro (nem dirigindo e nem de carona) por diversas razões: além de não ser super barato ter que deixar o carro no estacionamento, você fica bem limitado – não pode tomar aquela cervejinha que todo mundo gosta – e ainda pega um belo de um trânsito pra sair do estacionamento. Agora, se você não bebe, vai dar carona (dividindo o valor) e ainda mora meio longe, pode ser uma opção válida.

Transporte público: Acho que a opção mais inteligente e barata. A região do autódromo tem bastante ônibus, para diversas partes da cidade (inclusive para metrôs da linha azul) e também tem a linha esmeralda de trem, a estação autódromo. Essa sempre foi a opção que usei em todas as edições passadas, principalmente o trem – que além de ser “rapidinho”, foge do trânsito. Sempre usava táxi/uber pra ir e trem pra voltar até alguma estação bem remota, onde eu conseguisse pegar outro táxi/uber. O problema: se prepare, principalmente na volta, seja ônibus ou seja de trem, saiba que o transporte na volta vai estar LOTADO.

Táxi/UBER: É a opção mais confortável de chegar e pode ser bem em conta também (se você não morar muito longe). O problema neste caso é sair do festival. Ainda não entendi porque a organização não montou um bolsão do UBER na saída (como tem em outros milhares festivais do mundo/ aeroportos). Já tentei pegar uber pra sair, e nunca consegui. Quanto ao táxi, se você sair um pouco mais cedo, talvez seja mais fácil.

Lolla Transfer: Opção até então inédita pra mim, depois de muitos anos sofrendo para sair do Autódromo meia-noite, já derrotada, esse ano comprei o Lolla Transfer nos dois dias (R$75/cada dia). Os transfers saem do WTC São Paulo (na região do Brooklin, que por sinal é super perto da minha casa) e vão direto para o Autódromo. Você compra com um horário marcado e na volta, pode pegar qualquer transfer. Eles saem do WTC de meia em meia hora (a partir das 11 da manhã) e voltam em horários marcados (Sábado: 20h30, 22h30, 00h30
e domingo: 20h30, 22h30, 23h30). Para mim, funcionou super bem, além do conforto, um bônus adicional é que você passa pela segurança numa entrada exclusiva (e sem filas!).

Preço 

Entramos num assunto polêmico. Ouvi muita, mas MUITA gente reclamando no preço. Para minha surpresa, quando cheguei lá no sábado, vi o autódromo mais lotado do que nunca, e sim, essa foi a edição recorde de lotação.

Os preços estavam mais ou menos assim (dependendo do lote):

Lollapass: R$920

Lollapass estudante: R$460

Lollalounge: Valor do ingresso + R$550/dia

Meu gasto com alimentação nos dois dias R$200

No meu caso, que paguei meia entrada tive um gasto total de R$810 (comida, ingressos e lollatransfer).importante .jpg

Essa edição foi “cashless”, ou seja, dinheiro não era usado como moeda de troca. O ingresso vinha em forma de pulseira, que deveria ser recado (em casa ou em algum dos postos no dia do evento), tornando-a assim pessoal e intransferível. Caso sobrasse algum crédito na pulseira, ao fim do evento, cada pessoa seria reembolsada.

relaxing area
Descanso nas redes ou nas cabanas

Vale a pena?

Sempre prefiro achar que música até quando é ruim é boa, então, na minha opinião, essa experiência de festival vale muito à pena. Por ter muuuitas opções, tem até aqueles que nem gostam tanto de música, mas vão para passear, provar uma gastronomia diferente, paquerar…Enfim, acho que todo mundo deveria ir neste tipo de evento, pelo menos uma vez na vida. Como já disse anteriormente, esse com certeza não foi meu Lolla preferido, mas mesmo assim, não me arrependo de ter ido.

diversidade.jpg

Posters.jpg

PUNTA PARA INICIANTES

Já estive em Punta várias vezes, mas resolvi reunir aqui o essencial para você que está de passagem pelo Uruguai e talvez, não tenha muito tempo.

Punta fica na região de Maldonado, no Uruguay, país que fica aqui do ladinho da gente, e que tem pouco mais de 3 milhões de pessoas. SIM. Difícil ser parâmetro para uma nação gigante como o Brasil.

puntalinda

Ao falar do Uruguay, resolvi não começar falando da capital, Montevideo, porque apesar da proximidade com o Brasil, ainda é um lugar que os brasileiros ficam relutantes em conhecer. Já ouvi muito “não tem nada pra fazer no Uruguay”, “Montevideo é para aposentados” e por aí vai. Claro, essas afirmações não são em vão. A população (assim como no resto do mundo) está envelhecendo e os jovens, vendo poucas oportunidades no pequeno país, acabam migrando para os países vizinhos. Em um outro post posso comentar da minha experiência na capital, mas vamos voltar ao foco.

Como muita gente ainda enxerga Punta como capital do entretenimento e luxo na América do Sul, vamos falar um pouco mais dessa cidade, que é muito mais do que mostra o programa do Amaury Jr.

Como chegar

Avião: O modo mais fácil é chegar via avião pelo aeroporto local, que fica na região de Maldonado,  há uns 20km do centro de Punta. Existem voos diários e diretos saindo do Brasil pela LATAM e pela Azul.
Carro: Uma opção mais em conta, é descer em Montevideo e dirigir ou pegar um ônibus até punta. Se você optar por alugar um carro e tiver mais tempo, separe um tempo para algumas paradas estratégicas no caminho como a Piriápolis e Punta Ballena
Barco: Você também pode optar pelo Buquebus. Saindo de Buenos Aires (com “conexão” em Colonia ou Montevideo) dura por volta de 5h, ou de Montevideo direto. É uma viagem supertranquila, você pode levar seu carro, tem lanchonete, bar e free shop.

Spotify: Quer deixar a sua viagem mais animada? Escute a nossa playlist exclusiva!

Clima

Bem típico uruguayo: calor suportável entre dezembro e março (entre 28 e 35 graus Celsius) e frio no resto do ano, atingindo o pico entre junho e julho (que pode chegar bem próximo a zero). E, independentemente da época, venta muito o ano inteiro.

Língua

Espanhol, com algumas variantes do espanhol falado na América Platina (Área que cobre Paraguay, Uruguay e Argentina).

O povo

Super amigável e receptivo, é com certeza um dos pontos altos da viagem. Você tem a sensação de estar numa vila, mesmo estando na capital. Em punta, tem mais um plus: por ser uma cidade que vive essencialmente no verão e de turismo, o atendimento em todos os estabelecimentos é muito bom também.

Transporte

A minha sugestão, caso você queira passar mais do que uma noite, é alugar um carro. Existem poucos táxis na região e o transporte público é bem escasso também. Se você se hospedar no centro, é possível fazer praticamente tudo a pé, mas o entorno da região também é lindo e é um desperdício pular algumas praias mais afastadas.

Onde ficar

Dessa vez, diferentemente das outras, resolvi ficar em hotel. Escolhi o 20 Hotel pela localização e preço. Fica entre as ruas 27 e 20 (daí que vem o nome) e é relativamente novo. No Tripadvisor vi pouquíssimas resenhas e resolvi me arriscar pelo que o próprio site do hotel mostrava. Não me arrependi. Os quartos apesar de pequenos são bem espaçosos e claros e o serviço do hotel é ótimo. O café da manhã é bem simples, típico uruguayo (cheio de medialunas que amo tanto <3) e farto. Ah, um detalhe importante: tem estacionamento gratuito.

hotel 20
20 Hotel – Foto: divulgação

Outra hospedagem em Punta, que já usei diversas vezes, é Airbnb – normalmente sai mais em conta e tem muita opção disponível.

Quer sossego? Corre pra Jose Ignacio! Uma das minhas regiões favoritas no litoral uruguayo, a área é famosa por abrir casas de famosos que querem fugir da agitação de Punta. As opções de hotéis em Jose Ignacio são super limitadas, então se joga no Airbnb!

joseignacio
A 30km de Punta, Jose Ignacio é só amor

Tá rico e quer conforto? Duas opções ótimas: O famoso Conrad, que fica à beira-mar, bem no meio do fervo e o Fasano Las Piedras, que fica mais afastado, para quem quer uma experiência de luxo e natureza, ao mesmo tempo.

conrad
Conrad Hotel & Casino

O que comer 

Da culinária uruguaya, alguns itens não podem ficar de fora. São eles:

Chivito: O prato mais tradicional, na verdade é um sanduíche gigante que tem tudo dentro. O mais próximo que temos disso é o famoso x-tudo brasileiro. Existe em diversas versões (até vegetariana).

chivito uruguayo
Chivito, o X-tudo uruguayo

Medialuna: Croissant com uma caldinha de açucar (NHAMI)
Buñuelos: São bolinhos fritos, bem parecidos com os nossos bolinhos de chuva, mas por lá eles também existem em versões salgadas.
Alfajores e Dulce de leche: Famosos em toda a região platina, parece óbvio, mas não é. Não deixe de provar todas as variações possíveis. Meus favoritos? O Alfajor caseiro de Maicena e Vauquitas, um docinho de doce de leite argentino, mas fácil de ser encontrado no Uruguay.
Heladeria Freddo: Temos aqui no Brasil também, mas se estiver no verão em Punta, não deixe essa chance passar! Em quase todas as esquinas tem um Freddo!

comidaempunta

Curiosidade: Apesar da culinária uruguaya ser bastante popular pela sua carne, o Uruguay, muito diferentemente da Argentina, tem opções vegetarianas de quase todos os pratos em quase todos os lugares mais turísticos.

Os restaurantes

Na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina da revista Restaurant, o Uruguay tem dois no ranking, ambos na região de Maldonado: um em Punta e outro em Jose Ignacio. Em Punta, o La Bourgogne ocupa a posição 46 da lista com culinária tipicamente francesa e em Jose Ignacio, o classificado em 23, é o Parador La Huella. Nesta minha última visita, tive a chance de dar um pulo em Jose Ignacio para um late lunch e foi uma experiência bem inesquecível.  

parador casa pueblo
Restaurante pé na areia em Punta del Este

As opções? Além de carne, obviamente, vegetais e gaspacho de entrada e drinks!

Outra opção também fora da cidade, é a paradinha estratégica na Casapueblo, que fica em Punta Ballenas. O hotel-museu tem um restaurante delicioso que vale um almoço, o Las Terrazas.

casapueblo
Casapueblo

No meu caso, foi mais uma pitstop para um lanchinho no caminho para Punta.

lanchinho casapueblo
Lanchinho à beira-mar

Quanto custa

Para os padrões sul-americanos, Punta está um pouco acima da média nos quesitos hospedagem, alimentação, etc. Ainda assim, por estar muito próxima ao Brasil e ter voos relativamente baratos, não é uma viagem impossível de fazer. Sempre há opções mais em conta, principalmente com relação à hospedagem. Uma dica, se você gosta mais de sossego é se hospedar em Jose Ignacio (que também é mais barata) ou ainda em Montevideo (e fazer um bate-volta até o litoral).

Custo:  $$$(moderado)