ÁFRICA DO SUL: 4 DIAS EM JOANESBURGO

Voos diretos, muita história e as facilidades de uma cidade grande: O porquê de não deixar Joanesburgo fora do seu roteiro na África do Sul

Leia também: ÁFRICA DO SUL – UM RESUMO

Joanesburgo – ou Joburg, como é carinhosamente chamada pelos africanos – é a maior cidade da África do Sul e possivelmente a mais (ingratamente) ignorada pelos turistas que passam pelo país. Por ser o hub das aeronaves na porção sul do continente africano, muita gente acaba ficando pelo aeroporto mesmo, sem a menor vontade de conhecer mais da cidade, afinal, por que perder tempo com um lugar tão caótico quanto São Paulo, NYC e outras capitais pelo mundo?

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Joburg vista de Soweto

Aproveitando o voo direto de São Paulo e a minha conexão entre outros destinos que viajei na África*, dei uma chance a essa metrópole onde está grande parte história do país.

*Todos os voos que peguei durante a viagem na África saíram de Joanesburgo, o que meu obrigou a passar por lá cinco vezes. No entanto, só consegui aproveitar a cidade na primeira e na última parada, quando fiquei dois dias em cada.

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Localização de Joanesburgo na África do Sul | Imagem: Google Maps

Como chegar

Há voos diretos saindo diariamente de São Paulo pela South Africa Airways e pela Latam.

O voo dura cerca de 10 horas.

Clique aqui para saber sobre visto e imigração

Quanto tempo

Eu separaria de três a quatro dias na cidade – é o tempo suficiente para visitar as principais atrações.

Clima

O clima na África do Sul é subtropical, equivalente ao do sul do Brasil. Em Joanesburgo, mais especificamente, por causa da altitude, pode fazer bastante frio no inverno (entre julho e setembro), podendo chegar bem próximo a zero graus Celsius. No verão as temperaturas são  amenas,  entre 20 e 30 graus, com bastante chuva.

Transporte

Esse é um tópico importante! A cidade é grande e você não conseguirá fazer muito à pé.

City Sightseeing: O famoso ônibus hop on / hop off de dois andares (já falei dele em outros carnavais). Se você tem poucos dias na cidade, é uma opção interessante, uma vez que as distâncias em Joburg costumam ser grandes.

Metrô: Recebe o nome de Gautrain e não tem muitas estações, mas é uma opção barata para sair do aeroporto, por exemplo, em direção aos principais bairros

Táxi: Só peguei uma vez, no trajeto Aeroporto – Sandton e custou R600.

Uber: O jeito mais fácil e barato para se locomover – funciona bem em toda a cidade.

Segurança

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Bairro de Sandton | Imagem: Divulgação Wikipedia Commons

Minha grande preocupação em Joanesburgo era com relação à segurança, afinal ouvi muitas reclamações nesse quesito. Chegando lá, vi que pode não ser o lugar mais seguro do mundo, mas não há muito para se preocupar também – nada muito diferente do que vivemos nas grandes capitais do Brasil, por exemplo. As recomendações básicas de segurança são as mesmas: evitar andar sozinho à noite, carregue objetos valiosos a mostra e mantenha os pertences sempre próximos ao corpo.

Onde ficar

Conforme mencionei o tópico segurança acima, sugiro os bairros de Sandton, Melrose e Rosebank.

The Winston Hotel ★★★★

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Divulgação: Hotel Winston

Ao chegar na África do Sul, minha primeira parada foi o Winston, um hotel boutique bem charmosinho que fica na “divisa” de Rosebank com Melrose, uma área de classe média (bem) alta, diga-se de passagem. Fiquei duas noites por lá e desses dias, passei bastante tempo no hotel, já que o voo de 11h e um belo jetlag de 5h me pegaram de jeito. Já no check-in, por volta do meio dia, fui surpreendida bem positivamente por um café da manhã cortesia à la carte, servido no quarto – acho que pela minha cara, o cansaço e a fome estavam bem claros, rs. O quarto já estava pronto (apesar do horário do check-in ser oficialmente às 15h) e depois de comer e tomar um banho puder dormir a tarde inteira.

Um dos pontos mais altos não só deste hotel, mas dos serviços na África é o bom humor e educação das pessoas, fiquei impressionada!

Quarto

Os quartos se dividem nas categorias Courtyard range, Superior range e Deluxe range e fiquei na última categoria, a mais simples de todas, no térreo, de frente para a piscina. Apesar de ter ficado num piso baixo, o silêncio era impressionante e qualidade do sono foi muito boa. Minha única queixa foi para os travesseiros, que achei um pouco alto demais (para o meu gosto), mas que foram facilmente substituídos pelo staff quando solicitei.

Lindamente decorado – como o resto do hotel – a categoria deluxe tem cama king size, ventilador de teto/ar condicionado, cofre, tv, máquina de café (com cápsulas), chaleira elétrica, frigobar, água cortesia e uma pequena área de trabalho. No banheiro, ducha potente separada da banheira e amenities L’Occitane, robe e chinelos.

Áreas comuns

Na área externa, o hotel tem uma linda piscina – que deve funcionar mais como decoração já que o tempo de Joanesburgo não costuma ser dos mais quentes – jardim, e no segundo piso, uma pequena biblioteca. Para quem estiver de carro, o estacionamento está disponível gratuitamente.

Restaurante

Dividido em duas áreas, o restaurante propriamente dito e o bar, as refeições no hotel são um espetáculo à parte. Comida deliciosa, com muita opção de pratos locais e um atendimento para lá de especial. Além do café da manhã (incluso), usei o restaurante principal para jantar duas vezes e não me arrependo. Alias, recomendo muitíssimo o Toffee Pudding de sobremesa, um misto de pudim e bolo cheio de caramelo com sorvete de baunilha como acompanhamento: indescritível!

Um ponto negativo para o hotel é com certeza a falta de academia, que pode ser suprida com um voucher comprado por RAD30 na recepção para um day pass em uma academia que fica nas cercanias.

A internet é gratuita em todas áreas do hotel e funciona relativamente bem.

Outro hotel boutique bem legal que tive a chance de conhecer foi o Saxon, uma opção mais luxuosa, para quem procura um pouco mais de conforto.

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Diárias a partir de R$700,00

Hilton Sandton ★★★★

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Divulgação | Imagem: Hilton Sandton

Sandton é o bairro mais empresarial de Joburg. É por lá que a maioria das empresas ficam e não à toa, tem um Hilton. Confesso que só escolhi o Hilton pela localização, mas a verdade é que as instalações são ótimas, além daquele estilão de hotel americano, cheio de funcionalidades, funcionários prestativos e serviço que, dificilmente, irá decepcionar.

Quarto 

Há três categorias principais de quartos: Guest room, Suites e Executive rooms. Fiquei na primeira, a Guest room, um quarto bem básico de 32m2. O que eu normalmente gosto dos Hilton pelo mundo é a estação de trabalho no quarto, que tende a ser espaçosa e bem funcional, e com esse quarto não foi diferente. Além disso, a facilidade de ter máquina de chá e café – que parece ser uma tendência nos hotéis sul-africanos – ajuda muito quem, como eu, não acorda ou dorme sem um bom chá. O banheiro também é ótimo, com uma bancada da pia bem grande (perfeita para quem precisa dividir) e chuveiro e banheira separados. Outros itens relevantes são: cofre, frigobar e chinelos. Uma coisa que eu odeio: carpete no quarto – mas se você não tem rinite, talvez seja um detalhe a desconsiderar.

Áreas comuns

O hotel é bem amplo e tem uma estrutura ótima para viajantes a trabalho: o business center ocupa um andar praticamente inteiro! No entanto, quem está a passeio se mantem entretido com a ótima piscina no térreo, com a quadra de tênis e com a academia, supercompleta. O estacionamento também está disponível e conta com mais uma facilidade: uma locadora da Hertz. Se quiser alugar o carro, você pega e devolve no próprio hotel.

O Hilton Honors, programa de fidelidade do Hilton, permite vários upgrades além de facilidades como check-in e escolha de quarto pelo celular antes de chegar no hotel.

Restaurantes

São 4 restaurantes: o bar da piscina, Faces (restaurante para refeições rápidas no Lounge), Lotus (grill e sushi bar) e o Tradewinds (restaurante principal onde é servido o jantar e café da manhã). As refeições são boas e super bem servidas em todos eles, mas meu destaque vai mesmo para o café da manhã, que pode ser pago a parte ou incluído na hora da reserva – esses hotéis americanos têm essa coisa chata de quase nunca ter café da manhã incluso na tarifa do quarto.

A internet é ótima e funciona bem em todo o hotel.

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Diárias a partir de R$400,00

Protea Hotel by Marriot – OR Tambo Airport ★★★

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Divulgação | Imagem: Protea Hotels

Parte da rede Marriott, essa foi a principal razão para eu ter escolhido ficar duas vezes neste hotel entre as minhas conexões (hello, starwood!)*. O padrão de qualidade é o mesmo no mundo todo e o preço não é tão abusivo, como a maioria dos hotéis próximos a aeroportos. Além disso, o hospede tem à disposição o serviço de transfer de/para o aeroporto a cada meia hora, sem nenhum custo adicional. Para quem tem uma conexão mais longa e quer ficar com conforto perto do aeroporto, o Protea é a minha sugestão.

* Starwood Preferred Guests (SPG) é o programa de fidelidade que recentemente se uniu à Marriott – que até então tinha um programa próprio (Marriott Rewards) – e engloba além dos hotéis da rede Marriott mais onze marcas. 

Quarto

Há três categoria de quartos, que se distinguem basicamente pelo tamanho. São elas (do maior para o menor): Bedroom Suite, First Class Deluxe e Business Class Room. Fiquei duas vezes na First e o ponto alto do quarto com certeza foi o conforto da cama! Realmente não dava vontade de sair dali. Por outro lado, o tamanho do quarto e do banheiro deixam a desejar. Este último, me lembrou bastante os do Ibis Budget, os quais a área do chuveiro e da pia são integrados ao quarto – aqui, separados apenas por uma cortina. De resto, uma pequena estação de trabalho facilita bastante a vida de quem precisa de um cantinho para responder os e-mails e se a fome apertar no meio da noite, o frigobar do quarto está ali, bem ao lado da máquina de café/chá.

Áreas comuns

O que mais achei interessante aqui foi a arquitetura do prédio, que é toda industrial, com paredes de cimento e muito ferro nas estruturas principais. A piscina é ótima – apesar de não ser aquecida e nunca estar muito quente em Joburg e a academia, localizada no subsolo, é pequena, mas funciona bem. O ponto alto deste hotel é o restaurante, que foge bastante do menu hambúrguer/spaguetti de todos restaurantes de hotel.  Na recepção, água, chá e café são disponibilizados gratuitamente 24h por dia.

A internet é gratuita em todas áreas do hotel e funciona relativamente bem.

Importante: No Aeroporto Internacional há 2 hotéis Protea: um dentro do terminal internacional, somente para passageiros em trânsito (dentro da área de embarque) que leva o nome de Protea Hotel OR Tambo Transit e um do lado de fora do aeroporto, há 2 minutos do Terminal 2. Caso faça a reserva com antecedência, verifique qual a melhor opção: no caso do primeiro, é necessário que você esteja vindo de um destino internacional e indo para um destino internacional, apenas conectando em Joanesburgo; já o segundo, você poderá chegar por um terminal e sair por outro, inconveniências, já que ele não está dentro do aeroporto.

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Diárias a partir de R$300,00

City Lodge Hotel – OR Tambo Airport ★★★

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Divulgação| Imagem: City Lodge

Outro hotel que usei para as muitas conexões que fiz na cidade. A rede City Lodge, assim como a Protea, está presente em toda a África do Sul e passei uma noite por lá antes de ir para Seychelles – a minha conexão era de 23h.

Diferentemente do Protea, não é necessário pegar o Shuttle para chegar neste hotel que está localizado no estacionamento do desembarque.

Uma alternativa semelhante de um hotel de trânsito um pouco melhor – pelo dobro do preço – e ainda assim localizado dentro da área do aeroporto é o Intercontinental.

Quarto

Os quartos são todos padronizados, espaçosos, com cama pequena – tamanho queen – e não muito confortável. Uma estação de café e chá está à disposição para uso gratuito, mas não há frigobar.  Já no banheiro, uma vantagem em relação ao Protea: ele é amplo e fechado, dando total privacidade.

Áreas comuns

Por ser um hotel de trânsito, o serviço das áreas comuns é bem básico e só tem o necessário: academia, business center, e restaurante. Usei apenas o restaurante que achei bem mediano, mas quebra um galho. A parte boa é que como o hotel está dentro do aeroporto, facilmente você acessa qualquer outro serviço do JNB.

A internet é bem sentimental, funciona bem de vez em quando.

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Diárias a partir de R$350,00

Curiocity Hostel

Para uma experiência diferenciada de hospedagem, indico o Hostel Curiocity, que embora não tenha me hospedado, ouvi críticas bem positivas e, ao mesmo tempo que é uma opção mais econômica, está bem no centro do bairro de Maboneng, região cercada de antigos galpões de fábricas, totalmente revitalizado (e seguro), mais conhecido por ter se tornado o point hipster de Joburg.

O que fazer

Não se engane se alguém disser que não tem nada para fazer em Joanesburgo!

Compras: Para quem tem interesse em fazer compras na África do Sul, recomendaria Joanesburgo, pela grande oferta e consecutivamente, preços menores, especialmente em itens típicos ou souvenirs – o African Art Craft Market, é uma ótima pedida. Artigos de luxo e necessidades, o Rosebank Mall e o Sandton City Centre, dois grandes shoppings próximos às regiões hoteleiras, têm de sobra. Se você, como eu, é do tipo que prefere mesmo investir em comidas/bebidas locais, não esqueça de levar para casa um bom vinho ou uma garrafa de Amarula – ambos podem ser comprados em qualquer liquor shop – ou ainda parar em um dos supermercados para fazer o carregamento de Rooibos, o famoso chá sul-africano. Gosta de joalheria e tem um dinheiro extra para investir? A África do Sul é a maior produtora de diamantes do mundo, vale a pena dar uma olhada.

Museu do Apartheid: Se você tiver pouco tempo na cidade e tiver que escolher fazer apenas uma coisa, eu diria para ir ao Museu do Apartheid. É uma ótima forma de começar a sua jornada pela África do Sul entendendo melhor como foi o regime do Apartheid que existiu até pouco tempo e ainda permanece na memória do país. O museu é enorme e completíssimo, há milhares de painéis interativos, além de um restaurante, uma lojinha (com um ótimo acervo de livros) e algumas máquinas de snack, para quando uma descansada entre uma sala e outra. Recomendo pelo menos 3h para ficar por ali.

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Gold Reef City: Uma “cidade”, como sugere o nome, com parque de diversões, opera, hotel e Cassino.

Soweto: Durante o Apartheid, a população negra tinha menor acesso às terras, e por não poder se misturar com a população branca, acabou isolada em Townships, comunidades autossuficientes no subúrbio das grandes cidades. Abreviação de South Western Townships, é a maior Township da África do Sul, com aproximadamente 2 milhões de pessoas, e responsável por ter desempenhado um papel essencial na luta contra o regime segregacionista, uma vez que vários líderes políticos cresceram ali. É interessante notar o contraste que existe, desde favelas a casas de classe média alta da população que enriqueceu e permaneceu. A rua mais famosa, a Vilakazi, é ponto turístico por ser a única no mundo onde dois ganhadores do Nobel viveram – Mandela e Tutu. É seguro e você pode ir por conta própria, mas a ida com um guia será uma experiência muito mais enriquecedora. Não deixe de visitar a Casa onde Mandela passou maior parte da sua vida e o museu Hector Pieterson, uma homenagem ao estudante morto nas manifestações que buscavam igualdade no sistema educacional entre negros e brancos.

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Constitution Hill: Uma prisão por onde Mandela e Gandhi passaram durante o Apartheid. Não fui, mas também sugiro ir com um guia, porque se tem uma coisa que esse lugar deve ter, é história.

Johannesburg Art Gallery: Um dos maiores acervos de arte Africana do continente. Do prédio ao acervo, é um programa imperdível para os amantes de arte e o melhor: a entrada é gratuita.

Arts on Main: Em Maboneng, região central da cidade que foi recentemente revitalizada e agora é um reduto hipster, além de restaurantes, lojas independentes e galeria, está o Arts on Main, que é uma combinação de tudo isso em um só lugar. O espaço conta com um restaurante ótimo, o Canteen, uma livraria alternativa, a David Krut Bookshop e, aos domingos, a área externa do Arts on Main recebe o Market on Main, um mercado local que vende um pouquinho de tudo.

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Nelson Mandela Square: Um grande complexo de compras, com Centro de Informações turísticas, teatro e a razão pelo qual a maioria dos turistas vão até lá: uma imensa estatua do Mandela, onde todo mundo acaba tirando uma foto.

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Nos arredores

Se você tem um pouco mais tempo para um bate e volta

The Lion Park: Rola uma grande propaganda em torno desse parque, que fica em Hartbeespoort, cerca de 40km do centro de Joanesburgo. Trata-se de uma maneira viável de ver os animais africanos sem precisar ir a um safari propriamente dito, os quais costumam ser distantes e caros. Mas, na verdade, O que acontece aqui é que se trata de um zoológico, e eu não fui, simplesmente por não apoiar a prática –  ainda mais depois de ter tido a chance de passar quase 10 dias fazendo safaris e vendo animais livre, leve, soltos e felizes. De qualquer forma, se você pode não compartilhar das mesmas filosofias que eu, e esse pode ser um passeio possível estando em Joburg.

Craddle of Humankind: Que a espécie humana começou na África você deve ter aprendido na escola, mas uma coisa que provavelmente não te ensinaram é que um dos maiores sítios arqueológicos do mundo – com mais de 40% dos fósseis dos nossos ancestrais – fica a uma hora de Joanesburgo.

Pretoria: Capital administrativa da África do Sul, distante 60km de Joanesburgo, Pretoria tem alguns museus de história e o imperdível Union Buildings, sede da presidência. Agora, se você está procurando por uma boa razão mesmo, sugiro o premiado restaurante Mosaic, que fica dentro do hotel de luxo The Orient. E por falar em experiências luxuosas, é de Pretoria que sai o Blue Train em direção a Cape Town, uma viagem de um dia e meio em um dos trens mais luxuosos do mundo.

Gastronomia

Em toda a minha passagem pela África, achei Joanesburgo um dos melhores lugares para comer. Os ares de metrópole, cheia de gente ocupada, faz com que a maior diversão da população seja aproveitar as delicias da gastronomia.

Little Addis: Minha primeira refeição em Joanesburgo foi aqui. Imagina, eu tinha acabado de passar 11h acordadas em um voo noturno, sofrendo com um jetlag de 5 horas e morrendo de fome, mesmo ainda sendo hora do café da manhã no Brasil. Fui parar em Maboneng, bairro hipster, e tive que me decidir entre comida etíope ou café da manhã judeu (no Eat Your Heart Out). Escolhi a primeira opção e não me arrependo, foi uma das melhores refeições que fiz durante toda a viagem e o melhor: dois pratos e duas bebidas por 10 dólares! A comida é etíope e super temperada e além de algumas carnes, tem opções vegetarianas incríveis. Pedi a meia porção do prato vegetariano e foi mais do que suficiente, só peça o preto cheio se estiver em mais de 3 pessoas.

Marble: Tudo passa pelo Grill – esse é o conceito que define o restaurante, que claro, tem muitas carnes como carro-chefe. O que causa estranhamento, entretanto, são as (poucas, confesso) boas opções vegetarianas, especialmente na entrada, como a combinação de aspargos com avocado grelhado e as beterrabas assadas na brasa. De prato principal, o risoto – que também é a única opção vegetariana – é uma delícia. Faça reserva antes, costuma ser cheio, mas se for de última hora, o bar comporta bem os clientes.

Luke Dale Roberts: Uma das minhas tristezas em Cape Town foi não ter conseguido ir ao Test Kitchen, o restaurante mais famoso da cidade e que – pasmem – precisa reservar com pelo menos dois meses de antecedência. Quando soube que o mesmo chefe tem outros três restaurantes, não perdi tempo ao reservar o Luke Dale-Roberts, em Joanesburgo. E nossa, que experiência incrível! Mesmo recém-chegada de Seychelles e super cansada, fiquei impressionada com a cozinha autoral! O menu é degustação e pode ser de 5 ou 8 pratos, com harmonização de vinho ou chá. Pedi o menu vegetariano com harmonização de chás e estava incrível! O restaurante cobra uma (salgada) taxa de reserva, que deve ser feita pelo menos duas semanas antes da visita.

Tashas: Espalhado por várias cidades do país, esse café é daqueles lugares perfeitos para uma refeição rápida (e saudável) ou um brunch mais elaborado. Gostei bastante porque tem muitas opções de saladas funcionais e pratos vegetarianos/veganos, além de all day breakast.

Dw 11-13: Mais um da seleção de fine dining, não fui, mas ouvi tantos comentários positivos que resolvi indicar. Fica dentro do Dunkel Shopping, próximo ao bairro de Melrose, e também funciona com menu degustação. Abre tanto para o almoço quanto para o jantar.

The Restaurant: Totalmente fora do circuito turístico, é o restaurante do hotel onde passei as minhas primeiras noites na cidade, o The Winstor, em Rosebank. O bairro em si tem muitos restaurantes bacanas – os quais não consegui ir por falta de disposição – mas me surpreendi tão positivamente com a comida desse hotel boutique, que super indico para quem está passando por ali e quer provar uma comida africana, mas bem muito feita. O toffee pudding, sobremesa inglesa facilmente encontrada na África do Sul, é a melhor pedida no The Restaurant – Comi três vezes em duas noites.

Quanto custa

África do Sul tem um custo benefício maravilhoso! Não compare os custos de uma cidade grande como São Paulo com os de Joanesburgo. Além da moeda deles ser bem desvalorizada com relação à nossa, é bem fácil comer, se hospedar e se locomover com um orçamento de mochileiro. Quer luxo? Também tem e bastante 😉

Custo Geral: $$(barato)

Para saber mais sobre a minha viagem à África, clique aqui.

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UM FIM DE SEMANA EM BH

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste segundo post, trago meu roteiro para curtir o melhor da capital mineira num fim de semana. ::

Para ler os outros posts da série de Minas Gerais, clique aqui.

Não é a toa que Belo Horizonte é uma das capitais mais acolhedoras do país. O mineiro praticamente abre as portas para receber os turistas e transforma a experiência de qualquer viajante em um momento inesquecível. Não bastasse tanta gentileza, a culinária é um deleite, o clima é agradável e dentro do Estado as atrações vão desde cidades históricas à grande metrópole, passando por muita natureza e o maior museu a céu aberto do mundo.

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Precisa de mais razões para conhecer esse pedacinho (imperdível) de Brasil?

Como chegar

De localização privilegiada, BH está bem ao centro das outras capitais do sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória), sendo facilmente acessada por via rodoviária. Caso esteja planejando ir de avião, o Aeroporto Internacional de Confins (a 40km do Centro de BH) recebe voos de todo o país.
De lá, além de táxi e Uber, uma opção mais econômica é pegar o ônibus executivo Conexão Aeroporto, (a partir de R$12,25). As paradas são no Aeroporto da Pampulha, no Ipiranga, no Terminal de Betim e no Terminal Rodoviário de BH.

Onde ficar

A escolha da localização dependerá do propósito da sua viagem. O meu bairro preferido na capital mineira é o Savassi, que não fica muito distante do Centro, tem ótimas opções de compras e restaurantes e vida própria tanto de dia quanto de noite.

Neste post aqui contei tudo sobre o hotel boutique me hospedei na Savassi.

Transporte:

Além do Conexão Aeroporto, que utilizei numa viagem passada a Belo Horizonte, confesso que nunca precisei do transporte público. De qualquer forma, a malha rodoviária é larga, sendo possível se deslocar facilmente de ônibus e há também um curto trajeto no qual é possível se deslocar de metrô.

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Mapa do transporte público (2011) – BH Trans (clique para ampliar)

A empresa responsável pela operação é a BH Trans (clique aqui para consultar itinerários e horários).

Culinária

Não dá pra ignorar o tópico. Minas Gerais tem uma das culinárias mais tradicionais do país e se quiser experimentar de tudo um pouco, esteja preparado para ganhar uns quilinhos, já que a carne de porco, derivados de leite e muitos doces açucarados fazem parte do menu.

Alguns itens não dá pra deixar em branco:

Lacticínios: Minas é uma das maiores produtoras de leite e boa parte da sua culinária vem de lactícinios. O queijo de Minas, famoso por ser branquinho e bem curado (salgado), está por toda parte, assim como o doce de leite (o Viçosa é o meu preferido #ficadica) e, claro, o pão de queijo.
Cachaças: Carro-chefe da nossa famosa caipirinha, Minas tem as melhores cachaças do Brasil. Para os apreciadores, o Mercado Municipal está cheio de opções (e degustação) de todos os tipos.
Feijão: Outra iguaria amada pelos brasileiros, o feijão faz parte de vários pratos mineiros, entre eles o tutu de feijão – um feijão bem amassadinho com farinha – e o feijão tropeiro, que é a mistura do feijão com farinha, carne de porco e às vezes, ovo.

Restaurantes

Alguns dos meus queridinhos em BH são:

 

Para almoçar

Café com Letras: Localizado dentro do CCBB, ótimo para dar um pausa na visita daquela exposição mais longa. Não bastasse a localização, o menu é ótimo, e tem desde pratos clássicos da culinária brasileira e italiana, até lanches para os que não querem perder muito tempo. A lista de opções veganas também não faz feio! E o mais importante: tudo com um precinho super digno.

Para a sobremesa

Lullo Gelato: Meu sorvete preferido em BH, não poderia deixar essa dica passar em branco. A fila é sofrida, mas o sorvetinho cremoso, com uma casquinha quentinha feita na hora, é uma bela recompensa!

Chá da tarde

Chacomigo: Como não sou muito fã de café, sempre que viajo dou uma olhada nas casas de chá e o Chacomigo além de ter esse nome divertido, está localizado em Santo Antonio numa casinha super gracinha e com mais de vinte opções de chás a serem combinados com os quitutes, igualmente deliciosos.

Para quando bate a fome no meio do dia

Pão de queijaria: Ir até Minas Gerais e não comer (muito) pão de queijo chega a ser um desacato. Para quem procura uma versão revistada de um aperitivo tão clássico, a Pão de Queijaria oferece vários “sanduíches” de pão de queijo, nos mais diversos sabores. Para os menos aventureiros, a versão clássica também é uma delícia e eles vendem pacotes congelados, perfeito para levar para casa (e continuar comendo).

Para ir a dois

Glouton: Um dos restaurantes mais famosos da cidade e com uma pegada ao mesmo tempo sofisticada e descolada, o restaurante localizado do ladinho da Praça da liberdade, serve pratos contemporâneos com muitos ingredientes locais (o queijo produzido na Serra da Canastra é figurinha carimbada em vários pratos do menu) e uma bela carta de vinhos para harmonização. Não é dos mais baratos, confesso, mas vale a pena para quem procura uma noite para lá de especial.

Percebi que praticamente todas as minhas sugestões estão a uma distância caminhável da Savassi. Tá aí mais um motivo para se hospedar lá!

O que fazer

A falta de mar transformou Belo Horizonte em uma capital boêmia e, sobretudo, feita para ser aproveitada ao ar livre. São muitas as opções para a vivenciar a cidade do lado de fora, desde passeando pelas praças e parques até apreciar uma cervejinha na área externa de muitos dos botecos.

Perto da Savassi

Centro Cultural Banco do Brasil: Com certeza o meu museu preferido em BH. Sempre tem alguma coisa acontecendo (exposição, teatro, música) e o melhor: de graça!

Memorial de Minas Gerais: Em um casarão lindo de frente à Praça da Liberdade, é imperdível para quem quer conhecer um pouquinho mais da história de MG.

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Praça da Liberdade: O nome não faz jus ao que esse espacinho verde no meio da Savassi representa. Um misto de praça, parque, pista de cooper, tem de tudo por aqui. Crianças correndo, vendedores de coco e pipoca…e tudo isso cercado de coqueiros e belíssimos prédios de instituições culturais. Merece muito a visita!

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Mercado Municipal: Tem dois passeios culturais que amo: visitar casas de célebres que foram transformadas em museus e mercados locais. No Brasil, o meu mercado preferido é o de Belém (tem post aqui), mas por Minas ter uma culinária tão peculiar, acho que vale bastante a visita (principalmente para os malucos por doce de leite).

Mais afastado

Pampulha: Região que tem como cartão postal a Lagoa da Pampulha. Com 18km de extensão, este complexo é com certeza um dos grandes atrativos da cidade. No seu entorno, parque de diversão, hostels e restaurantes. À sua margem, muitos Niemeyers: o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e a Igreja de São Francisco de Assis. Para essa visita, reserve pelo menos uma tarde, tem bastante coisa boa para ver por aqui.

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Mineirão: Programa imperdível para quem gosta de futebol, o estádio que sediou a copa do Mundo em 2014 oferece visitas guiadas diariamente. Confira o calendário antes de viajar e se possível, se programe para ver uma partida. Inesquecível!

 

CANADÁ: NIAGARA E ARREDORES

:: Na última semana de agosto, cruzei todo o continente americano para passar uma curtíssima temporada no Canadá. Foram apenas quatro dias, nos quais visitei algumas regiões da Província de Ontário, a partir de Toronto. Dividi minha experiência em dois textos: minhas primeiras impressões e a visita a Niagara. ::

Para ler as minhas primeiras impressões do Canadá, clique aqui.

 Como chegar:

A 130km de Toronto, o lado canadense de Niagara Falls é bem fácil de ser acessado.

Carro: O jeito mais fácil e cômodo, você faz seu próprio horário e se sobrar tempo, ainda conhece os outros atrativos da região.

Ônibus: Opção mais economica, a Greyhound faz o trajeto do Terminal Central de Toronto até a Niagara com tarifas que começam em $13,00.

Planeje sua viagem: O valor das tarifas de ônibus oscilam bastante e comprando pela internet há uma tarifa especial com desconto. 

Trem: Saindo de Toronto, a Via Rail desembarca na Estação Niagara ($36 CAD). Os horários variam e é possível comprar com antecedência pelo site.

Atenção: Adultos até 25 anos tem desconto na compra da passagem!

Tours: Para quem procura uma opção “guiada” e sem precisar se preocupar muito com os atrativos, uma opção um pouco menos em conta são os diversos tours oferecidos por agências.

A cidade de Niagara 

O lado canadense de Niagara, também conhecido como Município de Niagara, é a região que abriga e dá nome às Cataratas e a cidade homônima (Niagara Falls).

Existem duas cidades de Niagara Falls: uma do lado Canadense, em Ontario, e uma do lado americano, em New York.

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Niagara Falls: 

Maior atração da província de Ontario, as Cataratas do Niagara (ou Niagara Falls) estão localizadas na fronteira entre os Estados Unidos e Canada e podem ser visitadas a partir de qualquer um desses países.

Apesar de não impressionar tanto pelo tamanho, as quedas d’água são surreais!

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Há basicamente duas formas de passar pela experiência:

A pé: Toda a área é murada e você pode visitar gratuitamente.

De barco: Para os mais aventureiros, o passeio de barco é oferecido pela Hornblower, com diversas opções de horários e experiências, a partir de $25.

Uma coisa que me chamou bastante a atenção é que as Cataratas estão cercadas de entretenimento numa espécie de “Las Vegas canadense”. Muitas luzes, restaurantes, redes de hotéis e cassinos cercam as quedas, o que pode ser um pouco decepcionante para quem espera uma atração tipicamente da natureza (como acontece na Victoria Falls ou nas Cataratas de Iguaçu, onde o acesso é não é tão simples e o verde predomina na paisagem).

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A famosa roda gigante: Niagara Skywheel

Arredores 

Os arredores são tão promissores (talvez, ainda mais) do que a própria Niagara Falls. Se você está com tempo, não deixe de fazer esse turismo mais “alternativo”, mas não menos interessante.

Niagara on the Lake: Um dos lugares que tinha certeza que queria passar durante a minha viagem ao Canadá era Niagara on The Lake. Às margens do Lago Ontario (um dos cinco lagos que fazem parte da região dos Granges Lagos), parece uma cidade cenográfica, cheia de casinhas perfeitas, restaurantes e lojinhas de souvenir. Para chegar, pegue a a Niagara Parkway, que também recebe o nome de Scenic Route, por ser uma das estradas mais lindas, EVER! Só o caminho já vale a pena, mas caso tenha tempo, não deixe de se hospedar no hotel mais antigo da região, o Prince of Wales, perfeito para uma viagem a dois.

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Dia de sol em Niagara on the Lake

 

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A famosa esquina do hotel Prince of Wales

Vinhedos: Com certeza um dos passeios que mais valem a pena, fiquei com muita vontade de me hospedar por ali e fazer uma vinícola por dia. De clima favorável e à margem do Lago Ontario, a região de Niagara, tanto do lado canadense quanto do lado americano, é grande produtora de vinhos tanto frutados quanto branco e tinto. Se passar de carro por essa região já é um deleite, imagina fazer uma degustação!

olive tasting
Degustação de azeites em Oliv.

No blog da Gaby (aqui) tem um post bem explicativo com sugestões de acordo com seu perfil.

Hamilton (CA): A 70km de Toronto, uma das possíveis rotas até Niagara Falls passa pela quarta maior cidade da província (mais de 500 mil habitantes). Hamilton foi apelidada como “Waterfall Capital of the World” (Capital mundial das cachoeiras) por ter mais de 100 cachoeiras espelhadas pela cidade! Se estiver à procura de uma experiência menos turística, uma boa opção é parar por aqui para apreciar.

Buffalo (USA): Já fora do Canada, mas bem pertinho da fronteira, Buffalo está no Estado de Nova Iorque e sim, o nome tão familiar, apelidou as famosas asinhas de frango, bufallo wings. Além de provar a iguaria na sua própria casa, Buffalo é uma ótima parada para fazer compras. Com preços mais convidativos do que os canadenses, vale parar por ali e conhecer os Outlets da região. Lembrando que para chegar nos EUA, você precisará atravessar a Rainbow Bridge, e claro, ter um visto americano válido.

PARQUES ESTADUAIS DA FLÓRIDA

A maioria das pessoas associam o estado da Flórida, nos Estados Unidos, quase que automaticamente à Disney ou Miami, mas você sabia que por ali também existe mais de cento e cinquenta Parque Estaduais?

Que tal estender a sua viagem e desfrutar da natureza, seja fazendo trilha, um passeio de barco ou até mesmo um piquenique?

Localização

Localizada ao sul, com mais de 170 mil km² de extensão e mais de vinte milhões de pessoas, a Florida é o terceiro estado mais populoso dos Estados Unidos.

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Clima

Como descrevi acima, a Florida é um estado relativamente grande e o clima varia, sendo que ao sul é tropical, mais próximo do que estamos acostumados no Brasil, com calor praticamente o ano inteiro e verão mais chuvoso e ao centro-norte, subtropical, com bastante calor no verão e inverno frio (em torno de dez graus).

Programe sua visita para as estações intermediárias, onde o turismo é reduzido, as passagens são mais baratas e o clima se torna confortável. Se possível, evite viajar no período que vai de junho a setembro,  já que além do alto calor, o Estado é rota dos famosos furacões de verão.

Atrativos: 

Com a predominância do clima quente e muita umidade, a vegetação nos parques é de maioria pantanosa. A fauna é diversa e incluí peixes-boi, coiotes, esquilos, viados e o mais famoso de todos: o jacaré.

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Jacarés: símbolos na entrada do parque

Onde ir:

Próximos a Orlando:

  • Wekiwa Springs State Park
  • Blue Spring State Park
  • De Leon Springs State Park
  • Hontoon Island State Park
  • Lake Louisa State Park
  • Lake Griffin State Park
  • Tosohatchee Wildlife Management Area

Próximos a Miami:

  • Oleta River State Park
  • Hugh Taylor Birch State Park
  • John D. MacArthur Beach State Park
  • Bill Baggs Cape Florida State Park
  • Everglades National Park

Encontre um Parque Estadual clicando aqui

Withlacoochee State Forest

A terceira maior floresta da Flórida, fica na área central do estado, e recebe esse nome graças a um indianismo que em inglês corresponderia a algo como “rio torto”, sinalizando bem o curso do rio homônimo que cruza o parque.

Possui duas trilhas para caminhada, área para piquenique e a opção de atravessá-la de rio, passeio oferecido por diversas empresas.

Aproveitei para passar o dia em família e fazer o passeio de airboat, oferecido pela Wild Bill’s.

Wild Bill’s: Saindo de Inverness, região central, o passeio de airboat atravessa a reserva de Withlacoochee e dura aproximadamente uma hora. A principal atração são os jacarés, que estão por todo lado, mas o silêncio, a vegetação e os pássaros são igualmente interessantes.

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Airboat: barco movido a hélice

O airboat por si só já é uma atração. Ele consegue entrar pelos pântanos, passar por áreas estreitas e, em regiões abertas, anda super rápido, fazendo manobras pelo rio. Daí o nome do lugar se chamar “wild” (selvagem, em português).

Devido ao intenso barulho do motor, todos os passageiros recebem um fone de ouvido para ficarem mais confortáveis durante a viagem. As explicações dadas pelo guia, todas em inglês, acontecem quando o barco está parado e se torna possível ouvir alguma coisa.

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De qualquer forma, o passeio é super agradável e recomendado para todas as idades. E quem enjoa, não precisa se preocupar porque os rios são super calminhos.

parque

Os preços variam durante o dia (US$35 – criança e US$45 adulto) e noite (US$45 – criança e US$60 adulto), sendo que só é permitida a visita de maiores de três anos. Há também a possibilidade de fechar um barco privativo (US$300 para 6 pessoas).

É necessário reservar com antecedência por telefone.

Para mais curiosidade sobre os Estados Unidos, clique aqui

COMO SE LOCOMOVER EM SÃO PAULO

São Paulo não é para amadores, mas também é bem menos pior do que parece. Nasci, me criei e vivi boa parte da minha vida aqui e nesses meus quase trinta anos, fiz muitos amigos estrangeiros e acompanhei muitos amigos de outros estados se mudando para a capital. E por quê?

De ritmo frenético, barulhenta e às vezes caótica, São Paulo é uma das poucas cidades do mundo que sabe receber tão bem, que muitas vezes quem por aqui chega, não sai mais.

Infelizmente, todos as cidades têm o seu calcanhar de Aquiles, e para mim, o mais sofrido em SP é a locomoção, e a lógica é bem simples: muita gente, espalhada por 1.521 km² e pronto, se instaurou o caos. Mas, pensando nisso, escrevi esse “mini-guia” introdutório para facilitar a vida do transeunte na Selva de Pedra.

Entendendo São Paulo

A cidade de São Paulo é a maior da América Latina e uma das maiores megalópoles do mundo. Ao total, são mais de doze milhões de pessoas que desfilam em ritmo frenético, 24h por dia, 7 dias por semana. Popularmente é divida pelos locais por zona sul, norte, leste, oeste e centro. Há ainda as cidades que cercam a capital e que juntas, correspondem à Região Metropolitana (ver mapa abaixo).

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Fonte: Emplasa

Como toda grande cidade, sofre com o trânsito e excesso de carros e como alternativa, instaurou-se o rodízio de carros na área delimitada abaixo:

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Foto: São Paulo Turismo

Por possuir longas distâncias e um relevo diverso (a região da zona oeste, por exemplo, possui muitas ladeiras), muitas vezes é inviável fazer alguns percursos a pé. Pensando nisso, listo a seguir os meios de locomoção possíveis por aqui.

TRANSPORTE PÚBLICO

Alternativa mais barata (e muitas vezes mais rápida) de circular pela cidade.

Metrô: Método mais rápido de circulação, mas que infelizmente não cobre toda a cidade. Atualmente são seis linhas com um plano de expansão. Para os turistas, é altamente recomendável se hospedar numa região que tenha uma estação próxima. Elas estão sinalizadas e são bem fáceis de serem localizadas. Uma curiosidade bem paulistana: os locais utilizam as catracas do metrô como ponto de encontro.

Informações: 0800 77 07 722

Trens: Similar ao metrô, os trens operam com agilidade porém mais lentamente. Abrange uma área mais periférica da cidade e pode ser utilizado em baldeação com o metrô sem custo adicional.

Informações: 0800 05 50 121

Atenção: Tanto o trem quanto o metrô podem ter horários especiais e/ou estações desabilitada aos finais de semana. Mantenha-se informado entrando com frequência nos sites das operadoras responsáveis (Metrô e CPTM) ou baixando os apps disponíveis (aqui e aqui)


Mapa do Transporte Metropolitano – Clique na imagem para ampliar (Fonte: Metrô SP)
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Ônibus: É o modo mais democrático de circular pela cidade. Diferentemente da malha ferroviária, os ônibus atendem bem todas as regiões da cidade e operam 24h por dia (consulte as linhas noturnas disponíveis, elas podem variar). Com o advento do Bilhete Único, as linhas operam em distância menores, já que as baldeações não são cobradas quando realizadas em até duas horas. A empresa responsável por toda a operação é a SPTrans e pelo site deles é possível verificar as linhas em operação, áreas onde existem corredores de ônibus e informações sobre o Bilhete Único.

Informações: 156

Toda a região da Grande São Paulo é coberta pelo Bilhete Único. Saiba mais aqui.

TRANSPORTE PRIVADO

Ótima alternativa para curtas distâncias ou durante a noite.

Aplicativos: Modo mais seguro e rápido de andar pela cidade, baixe os aplicativos antes de começar seu roteiro. Vale ficar atento aos cupons de desconto que normalmente conseguem reduzir bastante a tarifa.

99táxisEasy: Possuem tanto táxis quanto carros particulares com uma tarifa mais em conta ou executiva.

Uber: Aplicativo mais popular de carros, com boas tarifas e muitos carros em circulação, o que reduz o tempo de espera. Aceita tanto cartão de crédito quanto dinheiro.

Cabify: Opção menos popular, mas com um serviço melhor do que o Uber. Funciona bem em dias de trânsito, já que não opera com tarifa dinâmica, diminuindo os custos para o passageiro.

Dica extra: Para comparar as tarifas de todos os aplicativos e conseguir cupons de desconto exclusivos, baixe o aplicativo VAH (disponível para Android e IoS)

Helicóptero: São Paulo é a cidade com o maior número de helicópteros registrados no mundo. São mais de quatrocentas aeronaves que atendem os endinheirados buscando fugir do tão caótico trânsito. Se esse não for seu caso, vale a pena também contratar o serviço para ter uma vista aérea por alguns minutos. A Helimarte oferece pacotes de horas e até o Cabify lançou o serviço no qual é possível solicitar via aplicativo, popularmente chamado de Cabifly.

Bicicletas: Procurando um meio barato, sustentável e saudável para se locomover? A Prefeitura recentemente revisitou algumas áreas com ciclovias (clique aqui para mais informações). Para alugar, só acessar o site do projeto Bike Sampa ou baixar o aplicativo. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito ou Bilhete Único. Ah, e claro, os principais parques da cidade também possuem aluguel de bike.

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Foto: Bike Sampa

Carro próprio: Super não indico essa opção para ninguém, turistas ou locais. O trânsito é complicadíssimo, estacionamentos públicos são raros e os privados, caríssimos. Acho que ter carro por aqui só compensa para quem mora MUITO afastado.

Para saber mais sobre São Paulo, clique aqui.

INVERNO EM CURITIBA

Comecei meu mês de Julho em Curitiba, onde fiquei por uma semana, e como já conhecia a cidade, aproveitei também um fim de semana para visitar Morretes e Antonina (clique aqui para ler mais).

Desta vez, além de trabalhar, aproveitei para conhecer alguns cantinhos que não tinha ido ainda, mas ao mesmo tempo, levei meu namorado para dar uma volta no roteiro básico da cidade.  Ou seja, esse post vale tanto para quem já conhece a cidade quanto para quem está indo pela primeira vez!

Sobre a cidade

Curitiba é a capital do Paraná e com quase dois milhões de habitantes, ocupa o posto de oitava capital no país. É famosa pela baixa taxa de analfabetismo, a melhor educação pública do país, um sistema de transporte eficiente com o maior biarticulado do mundo e muitos parques, o que a torna também uma cidade extremamente arborizada. Também é conhecida como a capital mal-humorada, devido a fama dos seus moradores – eu particularmente, nunca tive nenhuma experiência desagradável com nenhum local, muito pelo contrário.

O que fazer

Jardim Botânico: Definitivamente o cartão-postal da cidade, se você está indo pela primeira vez, não pode deixar de conhecer. Os jardins são lindos e a estufa, uma obra à parte. Em um dia bonito, é garantia de boas fotos.

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Ópera de Arame: Um teatro lindo,  todo construído em metal (de onde vem o nome), sobre um lago e com uma vegetação de cair o queixo. Também faz parte do to do obrigatório do turista em Curitiba. No subsolo funciona um café e do outro lado da rua, várias lojinhas vendem artesanatos, souvenir e os famosos chips de banana, que eu amo. Logo ao lado,  tem outro lugar lindo mas que normalmente é fechado ao público, a Pedreira Paulo Leminski, uma pedreira desativada e que vira e mexe é palco de grandes shows – Pearl Jam, por exemplo, já se apresentou ali.

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Museu do Olho: O Museu Oscar Niemeyer ou Museu do Olho (como ficou conhecido por causa do seu formato), foi inaugurado em 2002 e tem sempre uma programação bacana. Se estiver por lá, aproveite a lojinha e o restaurante e não esqueça a máquina fotográfica – como tudo que Niemeyer fez, é de ficar boquiaberto.

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Parque Tanguá: O que não falta é parque em Curitiba! A cidade é conhecida pelos milhares de Bosques, Parques e Praças espalhados por toda a cidade, mas acabei escolhendo o Tanguá por ser um dos poucos que não conhecia. Como estive por lá numa quarta-feira, a calma e a tranquilidade que passa estar ali tomando um cafezinho e olhando o horizonte, é impagável. Ele fica bem afastado e talvez valha a pena combinar com uma ida à Opera do Arame.

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Mercado Municipal: Amo visitar os Mercados dos lugares que viajo, principalmente os Municipais. Acho que é um ótimo jeito de conhecer um pouco mais sobre a cultura do lugar através da gastronomia e mais importante: dos produtores locais. Essa foi a minha primeira vez no Mercado Municipal de Curitiba e o que mais me chamou a atenção foi a organização – O Mercado é super limpo, com todas as bancas super bem organizadas, zero barulho, nenhum cheiro estranho e vários restaurantes bacanudos. Infelizmente tinha acabado de almoçar, mas a minha sugestão é que você escolha um dos diversos restaurantes que tem por lá e faça a refeição antes de começar a visita.

Sabe todos os produtos de banana que comentei no post de Morretes e Antonina? Praticamente todos eles podem ser encontrados aqui! Ótima oportunidade de conhecer produtos típicos litorâneos sem precisar deixar a capital.

Centro: É no Centro que várias atrações culturais estão concentradas, como a Biblioteca Pública, a Feira do Largo da Ordem (que acontece aos domingos), a Catedral, o prédio da UFPR e o Museu de Arte Contemporânea. Na minha manhã livre, aproveitei para visitar o prédio do Sesc, a rua das Flores – uma rua reservada para pedestres que recebeu esse nome por causa dos canteiros floridos do século passado, alguns permanecendo até hoje.

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Se você quer aproveitar o melhor de Curitiba sem carro, a Linha Turismo é um ônibus de dois andares, que passa pelos principais pontos turísticos da cidade. O roteiro de 45km dura cerca de três horas e você pode pegar o ônibus em qualquer ponto. Atenção: Não opera às segundas-feiras. Para mais informações, clique aqui.

Onde comer

Curitiba é um paraíso gastronômico! Com diversas colônias europeias instaladas por ali, se encontra quase todo tipo de gastronomia.

Café do Paço: Ótimo para começar o dia, esse café que também funciona como escola, tem diversos blends de café e muitas opções de comidinha delícia. Fica no lindo prédio do SESC Paço da Liberdade, no Centro, que até 1966 abrigou o gabinete dos prefeitos da Cidade.

Mary Ann Apple Factory: Há um burburinho em Curitiba em torno das famosas maças caramelizadas já conhecidas nos EUA. Tomei conhecimento deste lugar por uma amiga e por coincidência conheci os donos numa festa que fui na cidade. Infelizmente não consegui visitar o espaço e provar as famosas maças, mas só ouvi elogios!

Madero: Acho que tem mais Madero em Curitiba que Mc Donalds, rs. Sério, tem muitos! Meu namorado é super fã da hamburgueria e sempre vai aqui em São Paulo e eu nunca tinha ido. Numa noite fria de domingo, rumamos ao Centro para conhecer a primeira casa e experimentar O MELHOR HAMBÚRGUER DO MUNDO. Como sou vegetariana, é muito difícil um hambúrguer me agradar, e sinceramente, não gostei muito do que comi no Madero, De qualquer forma, se você come carne, recomendo a experiência. Adorei o couvert, a pupunha assada de entrada e as batatinhas.

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O hambúrguer vegetariano do Madero

Osteria Capitolina: Amigos locais nos levaram até esse restaurante, que julgam ser um dos mais italianos de Curitiba e que não está em Santa Felicidade – um bairro italiano dentro da cidade. O local é super família, e o dono, um romano, trabalha em conjunto com a sua mulher, uma brasileira, e recebem pessoalmente cada cliente. A comida é uma delícia e o menu super bem servido. Minha sugestão: vá com MUITA fome, porque se come MUITO por aqui (MUITO MESMO). Super recomendo a burrata e o Nhoque ao pesto. E na saída, uma grapa e aquele cafezinho esperto!

Porcini Trattoria: Mais um italiano, desta vez na região do Batel, onde me hospedei. Diferentemente da Osteria, o local é bem mais requintado, porém segue-se comendo bem. A carta de vinhos é generosa e o Nhoque que provei aqui estava delicioso (apesar de um pouco apimentado para o meu gosto). Já a lasanha do meu namorado, acho que ficou a desejar, apesar de linda estava super gordurosa.

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Porcini: Um dos muitos gnochis que comi em Curitiba

GreenGo: Refeição vegetariana de bastante qualidade e super bem servida no Batel. Experimentei o falafel com salada e arroz negro e estava uma delícia, e com um preço super acessível. Outra recomendação que tive de amigos locais foi o Gorilla Strong, que acabou de abrir na mesma região, mas que infelizmente não consegui ir.

Quintana Café e Restaurante: Esse café no Batel também serve almoço das 11h às 14h e tem como tema o escritor gaúcho Mario Quitana. No local, além super bem decorado, o restaurante divide espaço com livros e  uma lojinha. O almoço tem várias opções saudáveis e serve muito bem pessoas com restrições alimentares.

Passion du Chocolat: Localizada dentro do Shopping Patio Batel, é conhecida pelos famosos macarrons. Como amo o docinho francês, fui lá experimentar e de fato, vale a pena (apesar dos salgados R$7 por unidade).

Hard Rock Cafe: Famoso no mundo inteiro, a unidade de Curitiba é a única no Brasil – talvez por Curitiba também ser conhecida como a Capital do Rock. Pessoalmente, não acho a comida “grandes coisas”, mas o ambiente é legal para encontrar os amigos para uns drinks e quem sabe comprar uma lembrancinha na lojinha (se você estiver ostentando muito).

Botanique: Verdadeiro achado na região mais central, o Botanique é uma casa de plantas que acabou de abrir e que também funciona como restaurante, café e bar. A comida é deliciosa, super fresh e muito vegan friendly! O cardápio é inspirado na cozinha espanhola, com diversas adaptações. De noite, a carta de drinks entra em cena e transforma o estiloso espaço em bar.

botanique

:: Eu sou vegetariana e todas as minhas sugestões gastronômicas aqui no blog têm opções sem carne. Também sinalizo sempre que existe opções vegan, lac free e gluten free :: 

Onde ficar  
Claro que a localização depende do propósito da sua viagem, mas acredito que se a ideia for turistar, uma boa região é a do Batel.
Quality Hotel
Apesar de diversas opções no bairro, optei ficar no Quality porque o custo benefício me pareceu justo.
Localizado na Alameda Dom Pedro (uma rua sem saída), no Batel, o hotel tem um staff super atencioso, quarto confortável, restaurante no primeiro piso e academia e piscina no rooftop.

cafe da manha
Café da manhã bem servido no Quality
rooftop hotel
Rooftop do Quality

Nas tarifas, que giram em torno de R$300, está incluso café da manhã e estacionamento.

Pros
Localização – Bairro Batel super bem servido de serviços e restaurantes.
Quarto – Bom espaço, cama confortável.
Banheiro: Ótimo espaço, amenities Natura e boa ducha.
WI-FI: Precisei muito de internet nos dias que estive hospedada aqui e em nenhum momento ela deixou de funcionar (AINDA BEM!)
Café da manhã – Sortido, com opção de omelete e tapioca feitos na hora, vários sucos e muitos pães.


Contras
Nível de ruído – Mesmo estando em uma rua super silenciosa, tive a impressão que as paredes eram de papel! Ouvia-se tudo dos quartos ao lado e acima, o que me incomodou um pouco, já que tive que passar algumas tardes no quarto trabalhando.
Sistema de aquecimento – Não consegui ajustar o aquecimento diretamente no quarto e o sistema central do hotel me parece que ficava desligado durante o dia.
Restaurante – Apesar do café da manhã ser ótimo, jantei uma noite no restaurante (às segundas-feiras eles têm um buffet de sopas por um preço bem justo) e me decepcionei bastante. Apesar de boas opções a comida estava super salgada! Depois disso, confesso que fiquei com medo de pedir serviço de quarto e acabei saindo ou pedindo delivery em todas as outras refeições.

Ficaria no Quality novamente?
Acredito que não. Apesar do staff atencioso e do quarto confortável, o barulho e o frio que passei (Curitiba não é brincadeira em Julho) deixaram bastante a desejar. Quanto à localização, existem várias outras opções no Batel, como o Mercure, o Transamérica ou o hypado Nomaa


Custo geral: $$(barato)

TOP 3 – FERIADÃO NO SOFÁ PODE SER PRODUTIVO

Tem mais um feriadão chegando por aí e, muitas vezes, tudo o que queremos é relaxar: sem trânsito, filas, barulhos e multidão. Nestas horas, o melhor programa é ficar em casa.

Mas em 4 dias é possível fazer muita coisa! Quando a gente vive na correria, parece até um sonho ter este tempo sem compromissos, não é? Mas mesmo que você não esteja com ânimo para sair desta vez, ainda é possível fazer valer a pena seu tempo off.

Minha sugestão é manter a cabeça ocupada enquanto o corpo descansa. Vou indicar 3 seriados, disponíveis no NETFLIX, que são complexos, envolventes e que apresentam em comum temáticas sobre o comportamento humano (nada de super-heróis por aqui, só dramas bem pé-no-chão).

DOWNTON ABBEY

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Apaixonante e belíssima, a série dramática britânica apresenta um grupo de personagens incríveis (e elenco fantástico!) numa trama que se inicia na década de 1910. Percorrendo os anos e momentos históricos, vamos acompanhando o comportamento, e avanços da sociedade, paralelos aos caminhos das personagens.

A produção é fantástica: cenário, figurino e contextualização. Sim, é um história de época (e sei que muitos podem considerar isto um ponto negativo), mas não, por favor, não desanime por isso… (sou suspeita para falar, este aspecto torna tudo mais interessante para mim), mas a verdade é que tudo é muito bem realizado e não há nada de monótono.

Infelizmente só estão disponíveis as 5 primeiras temporadas (a 6ª, e última, ainda não).

MAD MEN

mad men

Iniciada na década de 1950, nos Estados Unidos, este drama acompanha o personagem Don Drapes, publicitário bem sucedido em Manhattan, em sua trajetória profissional e pessoal.

Mais do que uma história, a série é um retrato (mais uma vez, belíssimo) de um recorte da história americana e mundial.

A produção também é fantástica, desde cenários, figurinos, arte e temáticas. Extremamente questionadoras e críticas, as 7 temporadas (todas disponíveis!) avançam em discussões políticas, sociais, econômicas, sexuais e familiares, apontando as ironias e hipocrisias da sociedade da época.

HOUSE OF CARDS

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Já na 5ª temporada (estreada recentemente), esta série política chocou o público com a ousadia e a trama pesada, agressiva e questionadora em relação à métodos políticos e sociedade.

No atual momento vivido não só pelo Brasil, mas pelo mundo todo, é muito interessante acompanhar a vida do político Frank Underwood, sua esposa Claire, e diversas outras personagens, diante de questões de poder, ética, valores, corrupção e comportamento.

Mais do que entretenimento, este seriado é tão bem contextualizado e escrito que se coloca como instrumento de reflexão dos fatos reais que estamos acompanhando.

A verdade é que, o que antes parecia só possível em seriados, tomou conta da vida real, e a cada episódio, quem assiste aguarda pelo momento em que a trama volte a aparentar ser ficção.

Quer mais sugestões? Clique aqui e veja mais recomendações de como viajar sem sair de casa!