NYC sem roteiro

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E então chegou setembro, e lá vai eu, novamente, atrás de alguma aventura para comemorar meu mês preferido, o começo da primavera no Brasil (e do outono, aqui nos  EUA) e claro, meu aniversário.

Confesso que depois de 30 anos morando em São Paulo, mudar para a Florida me deixa, quase que constantemente, com a sensação de que estou sempre de férias. Por isso, o meu desejo desse ano era ir algum lugar aqui nos EUA que mais me lembrasse minha home town. E lá fui eu, para NY de novo.

Clima

Essa foi minha primeira vez em NY no verão. Por ser fim da estação, a temperatura estava bem amena (entre 20 e 25 graus), sem chuva.

Como o clima oscila muito em NY, especialmente em meia estações, é sempre bom ficar atento aos aplicativos na semana da viagem!

O que fazer

Coisa para fazer é o que não falta em NYC. Como já estive lá outras vezes, pulei várias atrações do roteiro clássico. Fiz também várias pausas super necessárias e, ainda assim,  caminhei cerca de 10km por dia!

Se você tem mais tempo ou é a sua primeira vez, mudando o ritmo dá para fazer MUITO mais!

E esse foi meu itinerário:

Quinta-feira (Dia 1): CHEGADA
A ideia era chegar no fim da tarde/começo da noite, deixar as coisas no hotel e sair para jantar. Porém, uma conexão demorada e as obras no aeroporto LaGuardia mudaram meus planos. Cheguei no hotel em Midtown já perto da meia-noite, exausta. Tomei banho e dormi.

Sexta-feira (Dia 2): UPPER EAST SIDE 
Acordei morrendo de fome, e pedi room service para o café da manhã. Apesar da imensa oferta de cafeterias e restaurantes ao redor, a fome e a preguiça falaram mais alto. Já no fim da manhã, parti para a minha primeira aventura: o Guggenheim. Sou fã da coleção de arte da família e essa era a atraçao que mais queria visitar. Sendo assim, coloquei como a primeira da viagem para riscá-la logo da lista. O preço da entrada é bem amargo (US$25), mas tive uma surpresa ótima ao descobrir que o meu cartão de crédito (Chase) dava direito a um par de ingressos. Comecei o dia economizando 50 dólares, yay!

Depois de muitas horas no museu, a fome bateu e me dei conta que já passava das três. Paramos Le Pain Quotidien (clichê que eu amo!), na unidade da Madison Ave e de lá, segui para o hotel andando.

Do hotel só saí 2 horas depois para jantar e, sem destino, acabei a noite num restaurante grego maravilhoso que, por sorte, ficava na rua do hotel. O local? Kellari Taverna.

Ao contrário do dia anterior, comecei o dia cedinho. Acordei e andei até a Blue Bottle Coffee. Peguei algumas coisinhas e fui comer no Bryant Park, que fica do outro lado da rua. Uma hora depois, vendo a cidade acontecer, segui para a NY Public Library, que fica colada no Bryant. A biblioteca tem tours gratuitos diários, mas no dia que fui, já estavam lotados. Se você realmente tem interesse em fazer o o tour, recomendo chegar cedo (abre às 10).

Em seguida, foi hora de partir pro Chelsea. De todo esse roteiro, a única coisa que tinha planejado era um tour guiado nas galerias da região após o almoço, por isso, a sabia que sábado era dia de Chelsea. Comecei pelo sempre lotado Chelsea Market, onde a escolha do dia foi mediterrâneo no restaurante Miznon. Fechei o almoço com um cafezinho no Starbucks Reserve, uma cafeteria conceito da rede, que funciona também como restaurante e loja.

galleries

De lá, hora do tour. As galerias escolhidas pela guia mudam sazonalmente, mas naquela semana as escolhidas foram: David Zwirner, Tania Bonakdar, Sikkema Jenkins, Lehmann Maupin e Hauser & Wirth.

O tour teve duração de duas horas e achei mega corrido. Também achei as explicações um pouco superficiais. Fiz pelo Airbnb Experiences, mas acho que da próxima vez fecharei com uma agência mais especializada.

Ainda no Chelsea, subi no High Line e andei até o fim (ou começo?!) dele, terminando no The Vessel.

vessel
O Vessel é uma obra de arte interativa. Trata-se de uma escadaria em espiral no meio do novo complexo Hudson Yards, que conta também com um shopping, um museu, condominios de luxo e restaurantes.
É possível subir gratuitamente no The Vessel, mas confesso que depois de um dia inteiro andando, me faltou coragem para encarar 2500 degraus. Preferi sentar na próxima ao Pier 78, recuperar o fôlego e assistir ao pôr do sol.

Já de volta ao hotel e sem muita coragem de ir longe para comer, andei até a Little Brazil, rua cheia de restaurantes brasileiros e jantei no Ipanema. Coxinha, salada de palmito e estrogonofe com batata palha é luxo para quem mora fora.

Domingo (Dia 4): SOHO + WEST VILLAGE

Quando acordei, decidir combinar o West Village e o Soho no mesmo dia. Achei bem audacioso, mas possível, então fui. Como já era esperado, andei MUITO, mas também senti que fiz bastante coisa. A começar pelo Apartamento de Friends.

Em seguida, mais uma série que amo: o apartamento da Carrie Bradshaw de Sex and the City.

 

 

 

A partir daí, só andei. Fui meio que me perdendo pelas ruelas. Que delícia de dia!
Almocei já no fim da tarde no Ceci, restaurante italiano bem mais ou menos, no Midtown.
Hora de voltar pro hotel, se arrumar e ir para a Broadway. Depois de várias tentativas de conseguir ingressos com desconto (tanto pelo site da TKTS quanto pela loteria),  comprei ingresso convencional (cerca de 150 doláres/cada), para ver The Book of Mormons. Amei.
Saindo do musical, fiz uma parada para reabastecer na loja da M&M’s, que fica logo ao lado, e saí correndo da Times Square – odeio muvuca.
Já passava das 10 quando voltei de vez pro hotel, pedi pizza no room service e comi com M&M’s. Saudável.

Segunda-feira (Dia 5): DIA LIVRE
Era meu aniversário e queria ter um dia livre e devagar, assim como eu, rs. Claro que não foi difícil encontrar alguma coisa para fazer. Depois de um café rápido no Gregory’s (eles tem várias opções veganas!), voltei ao Chelsea.
Queria muito visitar a Biennal no Whitney, mas estava com um leve medo de lotação/falta de ingresso. Fui mesmo assim e para minha sorte, estava até bem vazio.

whitney

Algumas horas depois no museu, saí para um brunch em plena segunda-feira (isso sim é um luxo!). No Bubby’s, peguei uma mesa do lado de fora para curtir o NY e escapar do barulho todo que fazia do lado de dentro. De sobremesa? Fui para o Gansevoort Market pegar um sorvetinho. Amo.
Ainda pelas bandas do Chelsea, uma parada tecnológica no Samsung 837, pop-up da Samsung com vários lançamentos. Amo tecnologia e achei bem estratégico, uma vez que estou reformando minha casa e vi várias coisas que me interessaram.

brunch

Saindo da região, peguei o metrô e desci no Washington Square Park para alguns minutos sem fazer nada, seguida de uma visita rapidinha pela NYU, que não fica muito longe.
De volta ao hotel e sem coragem de sair novamente, jantei delivery do By Chloe, restaurante vegano que eu amo!

Terça-feira (Dia 6): COMPRAS 

O  voo de volta era só à noite, mas sabia que estaria suficientemente cansada para fazer algo muito complicado. Como estava hospedada super pertinho da Quinta Avenida, deixei esse dia para as compras.
Tive uma manha bem devagar, com direito a café da manhã na cama, e só deixei o hotel na hora do almoço.
Neste dia, comi tanto no café, que pulei o almoço.
Na Quinta Avenida, fui na COS, &Other Stores, Uniqlo, Saks e Muji.

EXTRA: Outras coisas que amo em NYC e não fiz

  • MOMA: meu museu preferido, estava em reforma e reabriu agora em outubro- Rooftops: Vários bares abrem seus rooftops durante o verão.
  • Brooklyn: Fiquei só em Manhattan, mas adoro atravessar a ponte, principalmente para visitar brechós.
  • Smithsonian Design Museum: fica no Upper East e quase ao lado do Guggenheim. Não conheço e cogitei visitar no primeiro dia, mas acabou não dando tempo.
  • Little Italy: Ótimo para almoçar. Durante o meu tempo na cidade estava acontecendo o Festival de São Genaro e o bairro inteiro estava lotado. Como comentei anteriormente, odeio muvuca, rs.

Onde se hospedar

A cada viagem que faço a NY fico mais certa que o deslocamento é o tópico mais complicado na cidade. Por isso, se você quer aproveitar o melhor da cidade, se hospede nas ilhas de Manhattan ou Brooklyn. Em Manhattan sempre fiquei em Midtown, pela comodidade e grande oferta de hotéis. Agora, se você não ama tanto um burburinho, talvez bairros menos turísticos, como Chelsea ou Tribeca, sejam melhores. Dessa vez, fiquei no Sofitel. A localização é imbátive, dá para fazer muita coisa andando! Outro detalhe importante: a rede faz parte do grupo Accor, perfeito para acumular uns pontinhos ou ainda se hospedar com descontos.
Por ali, também recomendo o Park Lane e o Mandarin Oriental.

Referências

Se assim como eu, você já esteve em NYC algumas vezes e misturar o turismo clássico com atividades locais, sugiro essas referências abaixo, que usei bastante enquanto estava na cidade meio que sem saber (ou como) fazer.

Leia Mais sobre os Estados Unidos aqui

PRIMEIRA VEZ EM LAS VEGAS

Quanto tempo, onde ir e o que comer na capital americana do entretenimento.

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Casamento em Las Vegas

vegas sunset

Capital americana do entretenimento ou Disney para adultos, Las Vegas é a cidade mais kitsch que já visitei. Um contraste entre a ostentação americana e a dolce vita – Onde turistas oscilam entre letreiros luminosos que dão vida às longas noites e as piscinas de luxuosos hotéis, principal refresco para a ressaca e para os dias que são, quase sempre, bem quentes.

Localizada aos pés do deserto Mojave e próxima à fronteira dos estados de Utah, Arizona e Califórnia, é cercada de paisagens naturais maravilhosas, fazendo com que seja um ótimo destino para uma roadtrip.

Como chegar

No momento, não há voos diretos do Brasil. A melhor opção é voando direto de American Airlines para Los Angeles – ótima ideia incluir as duas cidades no roteiro. Ademais, Delta voa com conexão em Atlanta, Copa conecta no Panamá, e uma opção mais longa é a com a United, descendo primeiro em Chicago.

Quanto tempo ficar

Um fim de semana longo, bem planejado é mais do que suficiente. Se for esticar para o Grand Canyon, 5 dias é o ideal.

Melhor época para visitar

Para quem vai na primavera/verão, espere o clássico de Vegas: dias de calor na piscina do hotel. Já no inverno, por estar localizada no meio do deserto, faz frio de dia e de noite, e caminhar fica menos impossível. Viajei em fevereiro, e além de não precisar lidar com uma Vegas superlotada, peguei até neve – um evento comum no inverno nas montanhas das cercanias, mas super raro na cidade, mas que se você tiver sorte, pode acontecer.

Transporte

Para curtir apenas a Strip, vale a pena caminhar ou investir em Uber. Agora, se o plano é viajar para as montanhas, ir até a Califórnia ou dar um pulinho no Arizona, aluguel de carro é a melhor e mais conveniente solução. Os preços de aluguel de carro costumam ser bem em conta – aluguei o meu por 30 dólares a diária – e a maioria dos hotéis tem uma locadora própria disponível.

Atenção: Na hora de alugar, vale a pena ficar esperto sobre a política da locadora, que em Vegas costuma ser bem restrita. Evite pagar por milhas e tente retornar o carro no mesmo lugar que ele foi alugado – eu tentei devolver no aeroporto e o preço da diária praticamente dobrou.  

O que fazer

Jogar

Sim, pode ser a sua primeira vez, mas você já deve imaginar que a coisa que os turistas mais fazem é jogar. Sinto que esse é um hábito mais americano – tanto eu quanto meus amigos brasileiros temos pavor de perder dinheiro, ainda mais com a atual cotação do dólar – porém, acho que pelo menos conhecer os cassinos é um exercício válido. Para se arrepender menos, selecione uma quantia pequena de dinheiro que esteja confortável para gastar e aproveite. Gosto bastante desse artigo da CNN que lista cada os melhores cassinos por categoria.

cassino

Conhecer hotéis

Protagonistas quando o assunto é Las Vegas, o papel dos hotéis vai muito além da hospedagem. É neles que ficam concentrados os cassinos, os melhores restaurantes e as melhores lojas. Mesmo que não se hospede em um dos hotéis clássicos (como o Bellagio, Caesar ou Wynn), eles são paradas obrigatórias. Quanto à hospedagem, orçamento, nível de barulho e localização devem ser prioridade. Quer fugir do óbvio? O jornal inglês The Guardian tem uma lista com os alternativos mais interessantes de Vegas.

venetian

Assistir a um show

Vegas não ganhou o título de capital do entretenimento à toa. Com o cair da noite, são tantos shows que é difícil escolher um só. Em sua maioria disponíveis em hotéis, você pode escolher entre comédia, esportes, teatro, música, casas de strip tease (ótimas para dar umas risadas com as amigas na despedida de solteira), ou um dos muitos shows do Cirque du Soleil. Eu assisti o O, espetáculo aquático do Cirque du Soleil no Bellagio.

Visitar um museu inusitado

Verdade seja dita: quase ninguém vai à Las Vegas pretendendo ir ao museu. Mas, se tiver com um tempinho extra e quiser aprender mais sobre a cidade, o Neon Museum é uma ótima escolha para ir à noite. De dia, visite o Erotic Heritage Museum, e se surpreenda com as inesperadas histórias americanas.

Caminhar (e fotografar)

Você pode alugar um carro antigo ou marcar um passeio de limusine, mas nada supera andar a pé pela Strip, a rua mais famosa de Las Vegas. Prepare a sola do sapato – afinal, são mais de 6km de comprimento. Comece pela famosa placa de Welcome to Las Vegas e saia sem destino. Além da Strip, a Fremont Ave, no centro de Vegas, já foi estrela no passado e hoje continua valendo à pena a visita, em especial com um tour noturno guiado.

strip

Comer muito

Restaurantes não faltam em Vegas, e para todos os gostos. Se dinheiro não é uma questão, o É do chefe José Andres ou a SteakHouse do Gordom Ramsay são ótimas escolhas. Se o plano é partir para um dos famosos buffets, o Wynn tem um brunch maravilhoso no restaurante que é inspirado no clássico Alice no país das maravilhas. Quer um docinho? A rede Milk Bar (que tem os meus cookies favoritos) está no Cosmopolitan. Fora do burburinho da Strip, o Bootlegger serve comida italiana desde 1949. O orçamento está apertado? Tacos el Gordo ou o premiado Ping Pang Pong no hotel Gold Coast.

comendo

Vegas de cima

É verdade que Vegas tem tanta informação visual que chega a ser “poluída”. Que tal dar uma pausa e ver tudo de cima? Quase todos os hotéis tem um rooftop ou restaurante que proporciona uma boa vista aérea – A Voodoo Steakhouse, por exemplo, combina churrascaria e balada. Que tal jantar na torre Eiffel? No hotel Paris você pode, sem nem precisar ir à França. Gosta de aventura? É no hotel Linq que está a maior roda gigante do mundo, a High Roller. O observatório mais clássico? O Stratosphere.

Compras

Assim como qualquer cidade americana, é fácil de encontrar grandes marcas na cidade, além de fácil acesso aos supermercados e lojas de conveniências. Se o intuito da sua viagem é aproveitar os bons preços, uma ida até o Outlet Premium pode ser uma ideia. Se o plano é curtir a região da Strip, praticamente todos os hotéis tem boas lojas. Para compras de luxo, o Bellagio e o Wynn são boas alternativas. Souvenirs estão por todas as partes, mas a ABC é um grande conglomerado de tudo o que você pode querer. Fã de vintage? Meus favoritos são Vintage Vegas Antiques, Buffalo Exchange, Patina Decor, Glam Factory Vintage e claro, a casa de penhor Gold and Silver Pawn, famosa pelo programa de TV homônimo.

pawn shop

Conhecer os arredores

Como dito na introdução desse post, uma das grandes vantagens de Vegas é a sua localização. Para quem tem alguns dias de férias, vale a pena aproveitar os Parques Nacionais americanos, super preservados e de fácil acesso. O Red Rocks, pode ser facilmente visitado em um bate e volta – fica há aproximadamente 40 minutos. Também em Nevada, separe uns minutinhos para apreciar a escultura do artista Sueco Ugo Rondidone, Seven Magic Mountains, o único ponto de cor que você enxerga na estrada. Se vier de Los Angeles, visite o Death Valley, parte do deserto Mojave considerado o lugar mais quente dos EUA. Esticadinha até Utah? O Zion National Park é um must do. Clássico combo Nevada + Arizona? Sedona, capital nacional dos spas, e o Grand Canyon, não tem erro.

red rocks

Se casar

Clichê, eu sei. Mas se você é “o diferentão” da turma, e não quer uma cerimônia qualquer, Las Vegas pode ser uma ótima escolha. Eu contei aqui como fui parar em Las Vegas e, de última hora, arranjei meu próprio casamento.

casamento

Dicas extras

  • Tips: as famosas caixinhas são tradição nos EUA e não devem ser negligenciadas. Em Las Vegas, especialmente, seja generoso com os serviços de alimentação ou spa (uma caixinha justa é 20% do valor do serviço) e turismo (guias).
  • Atrações com animais: Em muitos hotéis, há atrações que incluem animais – que vão de flamingos a golfinhos. Vale lembrar que a condição que esses animais são mantidos é, em geral, desconhecida, e que muitos dele estão totalmente fora do seu habitat natural (lembre-se: poucas espécies sobrevivem naturalmente no deserto). Eu sempre desencorajei esse tipo de atividade, então, leve tudo isso em consideração antes de montar seu roteiro.

Custo geral $$$(moderado)

Antes de viajar aos Estados Unidos, clique aqui para mais informações.

NATAL ECONÔMICO EM NOVA YORK

5 dicas para você curtir o feriado mais iluminado do ano sem gastar muito.

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Se é a sua primeira vez na cidade, um roteiro clássico: 39 horas em NYC

Eu já estive em Nova York algumas vezes, mas visitar a cidade em dezembro sempre me pareceu um sonho distante, especialmente quando a minha vontade era inversamente proporcional ao meu orçamento. Quando minha família veio me visitar aqui nos Estados Unidos, eles deixaram o roteiro bem aberto para fazermos o que eu achasse melhor na primeira vez deles na terra do Tio Sam, mas uma coisa, deixaram claro que não poderia ficar de fora: visitar Nova York e ver as luzes do natal. Bem, daí para frente o sonho não era só meu, rs.

thais natal

No começo fiquei meio relutante, já que o orçamento da turma não era dos maiores, mas não desisti, e estou aqui para provar que é possível aproveitar o melhor da Big Apple na época mais iluminada (e cara), sem precisar decretar falência ao voltar das férias.

Aqui vão algumas dicas como não extrapolar o orçamento enquanto aproveita o melhor da cidade!

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1) Hospedagem

Esse é, sem dúvidas, o grande encarecedor de qualquer viagem a Nova York! Sabendo que a cidade é formada por cinco regiões (Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e Staten Island), uma alternativa que encontrei – e que, com certeza, repetirei – foi ficar fora de Manhattan.  Eu sei que, especialmente para quem vai à cidade pela primeira vez, ficar em outra ilha, pode ser um pouco frustrante, já que é por lá que temos aquela imagem de filme.

nyc map

Contudo, ficar fora da área mais turística, além de “embaratecer” o roteiro, é uma ótima chance de conhecer mais o dia-a-dia dos locais.

Dessa vez, escolhi o Brooklyn, e apesar de ter sido minha primeira vez, super recomendo por inúmeras razões (além do preço):

Transporte fácil (ônibus, metrô, trem, ferry) por praticamente toda a ilha;

Distancia relativamente curta das principais atrações de Manhattan;

• A nova sensação hipster, o bairro de Williamsburg;

Barcleys Center – ginásio onde se encontra uma calendário ativo de atrações diversas;

• MUTOS restaurantes incríveis;

Próximidade com aeroporto de La Guardia;

• A Brooklyn Bridge – icone máximo da cidade.

brooklyn bridge agua

Me hospedei pelo Airbnb neste apartamento.

2) Transporte

O trânsito de NYC é sempre um caos, e se você, assim como eu, tem pavor de perder tempo dentro do carro, a melhor forma de se locomover pela cidade de é de metrô/trem. Não importa onde você se hospedará, as linhas atravessam toda a cidade e o custo-benefício é incrível, afinal, taxi em NY é uma experiência igualmente estressante e cara.

O preço do bilhete individual é US$3 com opções mais baratas para quem adquire o MetroCard.

subway nyc
Fonte: New York City Subway // clique para expandir

Outras opções de transporte entre ilhas: Bicicleta, ônibus ou  balsa.

Aplicativos de carro compartilhado: Já usei o Uber e o Lyft.

3) Alimentação

Se tem uma coisa que Nova York tem, é restaurante. Sair para comer já é, por si só, um programão para fazer na cidade. Eu, pessoalmente, não acho que substituir todas as refeições pelas famosas dollar menu (ou menu de um dólar, popular entre redes de fast food) uma boa saída. Claro, que economizar, você vai. Mas também vai perder grande parte da essência da cidade.

Se você está planejando ficar em hotel, uma coisa chata da maioria é o café da manhã quase nunca estar incluso – mais uma refeição para colocar na conta. Por outro lado, alugando um apartamento dá para se organizar com a cozinha e economizar alguns trocados com refeições simples, como o café da manhã ou aquele lanchinho da tarde.

Supermercados

Existem milhares de supermercados pela cidade para abastecer a dispensa/minibar assim que chegar. Eu amo o Whole Foods, porque além de ter várias opções mais naturebas, também serve um buffet de comida barata e super decente.

Outras redes mais em conta são k-mart, o Trade Joe, ou a loja de departamento Target. Para quem fica em New Jersey, tem o Walmart.

Por onde comi

Dessa vez, acabei elegendo como refeição principal o “almojanta” para fazer fora de casa, além de uns lanchinhos adicionais.

Blank Bistro: Esse café/bistrô no Brooklyn foi um achado incrível para quando estávamos voltando do píer. Serve desde bebidas maravilhosas com café, até comidinhas com uma pegada oriental. As opções de brunch também me pareceram ótimas para quem quer tomar uma café da manhã “mais encorpado” fora de casa.

Broccolino: Saindo do jogo de basquete no Barclay’s center, caímos em um italiano do outro lado da rua – às 22h, todo mundo morrendo de fome e frio, não houve tempo para pesquisar, rs. A comida é ok, a pizza do Adrienne’s é melhor, mas a carta de vinhos é ótima, então recomendaria mais para beber do que para jantar.

Cerveceria Havermeyer: Bom para happy hours, esse mexicano no Brooklyn tem um preço especial no fim da tarde, e mini tacos que vão bem com uma das muitas margueritas do cardápio. O lugar em si é bem simples, mas engana: nos assustamos quando vimos a conta de 100 dolares para 2 bebidas+ snacks!

Momofuku Milk Bar: Para quando aperta aquela vontade de comer um doce quentinho numa tarde de inverno, o melhor cookie da cidade fica aqui.

Friedsman’s lunch (Chelsea Market): O Chelsea Market é um mundo e opções de comida por lá não faltam. Como estava adepta do “almojanta”, parei no Friedsman’s para comer uma saladona e seguir a viagem! Uma das vantagens deste restaurante, além do menu com opções mais saudáveis, é uma área própria para os clientes – dependendo do horário, pode ser bem difícil achar uma mesa nas áreas comuns do mercado.

Adrienne’s Pizza Bar: Foi quando peguei mais frio + chuva na cidade que bateu aquela vontade de comer uma boa pizza. Amo o Roberta’s, mas estava longe demais para andar até lá e fiquei nesse pizza bar que encontrei pelo caminho. Não me arrependo em nada dessa escolha. A pizza é maravilhosa – a Old Fashioned serve bem quatro pessoas.

Ceia de natal

Está na cidade no dia 25? Alguns restaurantes como o Tavern on the Green, Nomad, Ferris e o Dirty French trazem boas opções para o feriado.

Pode extrapolar o orçamento do jantar na noite do dia 25? Se ainda tiver mesa (rs), o Per Se é uma escolha certeira!

4) Companhia Aérea

Algumas companhias locais, como a Spirit e a Southwest, são velhas conhecidas quando o assunto é voar com o orçamento apertado nos Estados Unidos. Ambas são conhecidas como low cost, pois como o próprio nome já diz, oferecem passagens por um custo reduzido.

Já tinha experimentado esse modelo na Europa, mas foi a minha primeira vez nos Estados Unidos. O voo entre Orlando e New Jersey custou pouco menos que US$150, comprado uma semana antes da viagem – o que é uma bela barganha, comparado com a mesma rota em empresas convencionais durante o mês de dezembro. Apesar de não ter amado a experiência – várias coisas deixam bastante a desejar  – recomendo contanto que;

• Você tenha tem pouca bagagem: pouca mesmo, só é permitido voar sem custo extra com uma mochila;

• Não se importe em descer num aeroporto mais afastado:  eu desci em Newark e o Uber até o Brooklyn custou cerca de US$65 por trecho;

• Esteja ok com o fato de que não é possível escolher o assento previamente sem custo adicional;

• Não faça questão de algumas mordomias a bordo: como serviço de bordo, entretenimento e poltrona regulável.

Lembrando que: só compre o voo quando tiver certeza que vai voar. No caso da maioria das low coasts, em especial da Spirit, qualquer alteração/ cancelamento causa, além de um transtorno imenso, zero reembolso. 

5) Passeios

Se também não é a sua primeira vez na cidade, uma boa notícia: várias atrações natalinas são gratuitas!

quinta avenida
Quinta avenida lotada em dezembro
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A famosa árvore do Rockfeller Center

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• Andar pela quinta avenida: As vitrines por aqui são a coisa mais linda do mundo! Macy’s, Saks, Tiffany, tem até shows! Respire fundo, enfrente a muvuca e vá.

Pista de patinação e árvore do Rockfeller: Além da tradicional pista de patinação (a qual não tive coragem de me arriscar), a árvore do Rockfeller Center costuma ser uma das mais fotografadas! A de 2018 tinha mais de 20m de altura!

• Feiras de natal: São várias feiras espalhadas pela cidade, com destaque para a Columbus Circle, Union Square e Bryant Park

Passeios temáticos de barco pelo rio Hudson

• Radio City Christmas Spectacular: O show de natal mais tradicional da cidade no Radio City Music Hall

Decoração de natal das casas: além das vitrines e lojas decoradas na quinta avenida, centenas de casas no bairro de Dyker Heights no Brooklyn preparam uma decoração (muitas vezes profissional) de natal! Vá no começo da noite para evitar grandes aglomerações.

Reveillon na Times Square: A virada de ano mais tradicional dos Estados Unidos!

Se é a sua primeira vez, clica aqui para ler mais sobre as outras atrações.

Inspirações

Pronto para sonhar com antecendência? Se inspire!

Assista:

Esqueceram de mim II, Chris Columbus

Sex and The City, Patrick King

Outono em Nova York, Joan Chen

Manhattan, Woody Allen

Leia:

Nova Iorque para mãos de vaca, Henry Bugalho

New York, New York, Inma López Silva (em espanhol)

Nova York do Iapoque ao Chuí, Tania Menai

Nova York econômica, Laura Peruchi

De Recife para Manhattan: Os judeus na formação de Nova York, Daniela Levy

Dicas extras

luzes natal

NY City Pass:  Se você também faz questão de visitar algumas atrações mais clássicas, vale a pena dar uma olhada nos city passes disponíveis – a economia de tempo e dinheiro compensam.

Clima: O fator clima está tão maluco em NY como no resto do mundo. Portanto, acompanhe a previsão nos dias que antecendem a viagem tanto para acertar na mala quanto para organizar o roteiro (acreditem: ninguém vai se sentir confortável passando o dia em atrações externas com temperaturas abaixo de zero!).

Natal atrasado: Se não der para passar o feriado em NYC, tudo bem. Você pode viajar no comecinho de janeiro e pagar mais barato ainda na passagem. As decorações ficam expostas até dia 6.

Para ler mais sobre os Estados Unidos, clique aqui

PARA AMAR CAPE TOWN E NEM TANTO

Os prós e os contras da cidade mais badalada da África do Sul

Leia também:

CAPE TOWN – COMO NÃO SE APAIXONAR?

ÁFRICA DO SUL – UM RESUMO

Antes de viajar para a África do Sul, a coisa que mais ouvi foi “você precisa conhecer Cape Town, não tem como não se apaixonar por aquela cidade”. E claro, fui mais uma vítima, caí de amores. Mas uma coisa que me incomodou um pouco antes de viajar, enquanto ainda procurava saber mais do dia-a-dia da cidade – sim, sou dessas turistas que adora viver a cidade como morasse lá de verdade – foi o excesso de elogios pela cidade. Entendo, não é para menos, a cidade é linda mesmo. Mas será que quem vive lá não tem nada a reclamar? Com mais de três milhões de habitantes vindos do mundo inteiro, conversei com alguns locais e tirei minhas próprias conclusões do melhor e do pior de Cape Town.

Para amar

Geografia

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Não tem como não sorrir em um lugar cercado de montanhas e com praias lindas por todas as partes. Me sentia engolida – no bom sentido – toda vez que percebia onde estava. O céu mais azul do que qualquer outro verão por aí e o pôr do sol mais sutil. Para amar cada segundo.

Meio Europa, meio Califórnia

meio europa

De todos os lugares que estive pela África, posso afirmar que foi em Cape Town que encontrei uma cidade mais organizada, limpa e com uma cara de primeiro mundo. Apesar da geografia lembrar muito o Rio de Janeiro, senti uma vibe mais Califórnia, com muita vida ao ar livre e comida saudável.

Infraestrutura

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Uma das vantagens de estar em uma cidade grande é poder contar com uma infraestrutura igualmente desenvolvida – e nesse quesito Cape Town não decepciona. São milhares de opções de entretenimento, gastronomia, transporte, hospitais e por aí vai.

Restaurante

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Como se come bem! Além da culinária local, que sofreu bastante influência asiática – em especial a cozinha Cape Malay – se encontra todos os tipos de gastronomias, desde as mais econômicas até restaurantes premiadíssimos (como o Test Kitchen). Os meus bairros preferidos para comer bem foram o De Waterkant, Greenpoint e Camps Bay.

Custo de vida

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A cidade mais cara e mais turística da África do Sul consegue ser imensamente mais barata que São Paulo e com um custo benefício que compensa mais do que qualquer viagem para a Europa.

Pessoas

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Uma das cidades mais miscigenadas do mundo! É difícil de acreditar que a pouco mais de duas décadas a população vivia totalmente segredada pelo regime do apartheid. E por onde se passa, se vê sorrisos. Ah e os imigrantes, eles são muito bem recebidos, tá? Tanto que a comunidade brasileira não para de crescer (posso me mudar para lá também?) rs.

Nem tanto

Trânsito

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Acho que desde o primeiro momento que pisei na cidade, foi a coisa que mais me chamou atenção. Parte do problema também deve ter sido um reflexo da alta temporada, mas uma cidade sem metrô e com tanta acontecendo por toda a parte, é quase impossível não pegar o carro para se locomover, e aí, já viu. Fiquei chocadíssima quando demorei uma hora e meia para ir de Green Point até o Jardim Botânico em Kirstenboch – Detalhe: sem trânsito, demora-se 15 minutos para percorrer essa distância de 13km.

Clima

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Uma das minhas principais escolhas para eleger Cape Town como minha casa na África do Sul no verão, com certeza foram os famosos dias ensolarados com vista para o mar. O problema é que o clima é totalmente instável na região – e pelo que me contaram, é bem pior durante o outono e a primavera. Mesmo durante os dias quentes e ensolarados, era bem comum se deparar com temperaturas na casa dos 16°C à noite. Ah e sobre os ventos então, não sei nem o que dizer…oh lugar que venta! Com certeza não foi à toa que os navegadores nomearam o sul da Península como Cabo das Tormentas.

Falta d’água

hand sanitizer

Só fui me dar conta do fator água quando já estava em solo africano. Como Cape Town foi a minha última parada no sudeste africano, encontrei muita gente pelo caminho me advertindo para “tomar longos banhos antes de chegar lá”. Pode ser que, dependendo de quando você está lendo esse texto, essa informação não faça mais sentido, mas em fevereiro de 2018 Cape Town enfrentou a maior seca dos últimos 100 anos! A falta de chuva nos anos anteriores levou a cidade a racionar para manter os baixos reservatórios ativos. Apesar das casas não sofrerem tanto (tinha agua normalmente no Airbnb que fiquei), avisos por toda parte me manteve alerta com relação à economia. Nos estabelecimentos públicos, a maioria das torneiras ficavam fechadas e o sabonete foi substituído pelo álcool gel.

Os turistas

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Prepare-se para encontrar turistas por toda a parte, e nem sempre eles serão generosos. Várias vezes tive que engolir gente cortando filas quilométricas em algum monumento, desperdiçando água mesmo com as placas por toda a parte não nos deixando esquecer sobre a seca e atrapalhando a circulação dos locais. Em resumo: nada diferente do que encontramos em qualquer outra cidade muito turística.

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CAPE TOWN: COMO NÃO SE APAIXONAR?

Praia, natureza e cidade: com um pé no Atlântico e outro no Pacífico, depois de conhecer Cape Town você provavelmente vai querer ficar lá para sempre.

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África do Sul – Um resumo

África do Sul – 4 dias em Joanesburgo

Diria que Cape Town é um Rio de Janeiro com alma californiana. É definitivamente um país dentro da África do Sul e não é estranho, que talvez por essas e outras razões também seja a cidade mais turística do país. É uma cidade ensolarada, de gente jovem e almas gentis, que faz você se sentir em casa em meio a tanta miscigenação (e que bom!).

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É a capital legislativa do país e casa de quase 3 milhões de pessoas, vindas de toda parte do mundo – e hello, claro, brasileiros são comuns por aqui.

A duas horas de voo de Joanesburgo, está localizada na região do Cabo, ao sudoeste da África do Sul.

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Localização | Imagem: Google Maps

Como chegar

Ainda não existem voos diretos do Brasil e, assim como a maioria dos destinos na África do Sul, uma conexão em Joanesburgo será necessária.

De São Paulo, a South Africa Airways e a LATAM tem voos diretos ao Aeroporto Internacional OR Tambo com aproximadamente 10 horas de duração.

Visto e imigração

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Transporte

O trânsito na cidade não é dos melhores e você gastará muito tempo e energia alugando um carro. Eu recomendo uma hospedagem próxima ao centro e o uso de uber (que funciona super bem) para visitar qualquer atração mais distante. Se você estiver com pouco tempo, o ingresso de dois dias do ônibus City Sightseeing faz a função tanto de transporte quanto de guia. Para visitar as atrações fora da cidade (como as winelands ou a região de Cape Peninsula), aí sim recomendo o aluguel de carro.

Clima

O clima em Cape Town é bem…instável. Durante todo ano venta muito e não é incomum as oscilações climáticas no decorrer do dia. No verão, entre dezembro e março, as temperaturas são agradáveis, mas faz um friozinho pela manhã – entre 16°C e 28°C. Já no inverno, entre junho e setembro, além do termômetro baixar, as fortes chuvas são comuns.

Gastronomia

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Quanto tempo 

Eu fiquei duas semanas e não foi fácil administrar tudo o que eu queria fazer – especialmente quando o tópico era gastronomia. Ainda assim, como a maioria das pessoas não tem todo esse tempo, eu recomendaria pelo menos uma semana.

O que fazer

Cuidado o FOMO (fear of missing out, ou medo de estar perdendo alguma coisa) vai te pegar! Tem tanta, mas tanta coisa para fazer em Cape Town, que me sentia constantemente ansiosa para fazer tudo! Fiz tudo o que gostaria em 2 semanas? Claro que não, e você provavelmente também não conseguirá fazer, mas aqui vai os destaques da cidade e por onde passei – em alguns lugares, mais de uma vez.  

Table Mountain: Cape Town é rodeada por montanhas, e a Table Mountain é a mais icônica, aquela que todo mundo – até quem tem menos tempo – sobe para tirar foto. Recebe esse nome porque tem seu cume reto, se assemelhando a uma mesa. É fácil de chegar ao topo com o teleférico, mas imagino que deve ser incrível fazer a trilha – tive preguiça e não fiz, confesso.

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Jardim Botânico: O maior Jardim Botânico da África e um dos maiores do mundo, é realmente impressionante a diversidade que se encontra por aqui. Por ser mais afastado – fica localizado em Stellenboch, a uma meia hora do centro – dá para se sentir no interior. É um ótimo lugar para fazer piqueniques e se estiver visitando durante a primavera, não deixe de procurar as Proteas, plantas símbolo do país.

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V&A Waterfront: Um complexo bem turístico, mas que é uma delícia de passar umas horas. Tem um shopping imenso, cheio de opções para compras, um aquário bom para levar as crianças e vários passeios de barco, mas o que eu gostei mesmo foram dos restaurantes e das lojinhas de souvenir, espalhadas por toda parte.

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Castle of Good Hope: O castelo mais antigo do país, construído no século 17, ainda está ativo – dependendo da hora, você verá a troca da guarda. Transformado em museu, recomendo visitar com um dos tours guiados que acontecem diariamente.

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Lion’s Head: Mas uma das montanhas que todo mundo adora ir para fazer a famosa trilha. Eu acabei não tendo tempo de fazer, mas para quem adora Trekking, vale a ida no comecinho do dia ou no fim da tarde, acompanhada de um guia – são aproximadamente 1h30 para chegar ao topo.

Robben Island: Ilha onde está a prisão por onde diversos presos políticos passaram e onde Mandela ficou mais tempo em cárcere, hoje é abriga uma pequena comunidade de pouco mais de 100 pessoas e um museu, que reconta as histórias (de terror), vivida pelos presos do Apartheid. O barco que leva para a ilha sai diariamente em diversos horários, mas vive cheio, então é melhor comprar os ingressos pela internet com alguma antecedência.

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Bo Kaap: O bairro todo colorido foi casa de escravos e hoje abriga grande parte da população islâmica de Cape Town. Cheio de lojinhas e com um Spice Market bem interessante, você pode ir por conta própria ou se juntar a um dos dois tours guiados que acontecem diariamente às 14:00 e às 16:20.

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Signal Hill: Uma das montanhas que cercam a cidade, a Signal Hill é conhecida por ser um ótimo point para observar o pôr do sol com uma vista incrível. É mais fácil de chegar do que os outros picos da cidade (de carro, uber, ou até mesmo com o ônibus City Sightseeing) e não exige grandes caminhadas para conseguir um lugar privilegiado.

Museu de Arte Contemporânea: Inaugurado em 2017, o Zeitz MOOCA tem um dos maiores acervos de arte contemporânea da África do Sul, somado a uma arquitetura de deixar qualquer um boquiaberto. Por ser relativamente novo, o museu está passando por constantes melhorias, mas vale muito a pena visitar e se juntar a um dos tours guiados, oferecidos pelos curadores.

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Company’s Garden: Um parque na região central, cheio de verde e ótimo para um break entre uma atração e outra. Leva esse nome por ser o jardim (garden) mais antigo do país, datado do século 17, onde os europeus costumavam plantar produtos para abastecer os navios que por ali chegavam.

Mergulho com os tubarões: A água gelada é um dos grandes atrativos dos tubarões brancos, que aparecem aos montes na costa da África do Sul. Um dos “esportes” bem comum é a Cage Diving (ou mergulho dentro de uma gaiola). Eu claramente não tive coragem de fazer isso, mas meu namorado fez e (tirando o frio), ele adorou.

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Praias: Está viajando no verão e quer perder uns dias pelas praias? Camps Bay é a minha favorita. É a praia onde tudo acontece, com bons restaurantes, gente jovem e muito agito. Quer sossego? Que tal se hospedar em Clifton, um dos metros quadrados mais caros do país?! Gosta de surfar? Do outro lado, ali no Pacífico, Muizenberg atrai turistas de toda a parte do mundo. Porém, não custa nada lembrar: A praia é para curtir da areia, porque as águas são congelantes e ironicamente, mais frias no verão do que no inverno – devido às correntes de degelo da Antártica.

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Experiências

Em algumas cidades do mundo, o Airbnb oferece experiências – atividades propostas pelos próprios moradores como forma de emergir na cultura local de um jeito nada óbvio. Cape Town é uma dessas cidades e tive duas experiências por lá.

História do apartheid através de um Tour guiado pelo District 6: Se você não tem a oportunidade de passar pelo museu do Apartheid em Joanesburgo (leia mais aqui), passear pelo District 6, um bairro cheio de história e que ainda traz muitos resquícios do período, é mandatório para não passar ileso a essa história tão recente do país.

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Yoga e Brunch em Lllandulo Beach: Definitivamente, uma das coisas mais legais que fiz em Cape Town! A Christi, instrutora de Yoga, oferece essa aula em uma casa linda com vista para o mar e em seguida, serve um brunch maravilhoso – um dos melhores que já comi na vida!  Ela comanda também a Hello Happiest, especializada em aulas e retiros. Juro que saí de lá querendo voltar todo dia.

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Fora da cidade

West Coast National Park: Se tem uma coisa que tem na África do Sul é Parque Nacional, e claro, é impossível ir em todos. Mas, para fugir do agito turístico dos principais parques e ainda pegar uma estrada em direção ao norte (enquanto todo mundo está indo ao sul), o West Coast é uma ótima alternativa para passar o dia, fazer piquenique ou só sentar para observar os lindos lagos!

Winelands: A África do Sul está entre os dez maiores produtores de vinho do mundo e a região do Cabo é famosa por produzir boa parte deles. Ao redor de Cape Town, existem as Winelands (ao pé da letra, Terras do Vinho) sendo que regiões mais visitadas são Paarl, Stellenboch, Franschhoek, Durbanville e Constantia. Essa última bem pertinho do centro da cidade (cerca de 20 minutos) tem a vinícola mais antiga do país, a Groot Constantia. Já em Paarl, a parada na vinícola Babylonstoren é tão obrigatória quanto almoçar no restaurante deles, o Babel, um antro de comida orgânica e um paraíso tanto para os vegetarianos quanto para os amantes de carne de caça (mas faça reserva antes). Ah, e se sobrar um tempo na cidade, não perca o Afrikaans Museum, ótimo para entender um pouco mais da origem da língua mais falada na região, e o Afrikaans Language Monument, ótimo para fotos.

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Cape Peninsula: Basicamente, Cape Península é o nome da região que vai em direção ao sul e contornando toda a costa até a pontinha do país, e é o passeio que todo mundo tira um dia para fazer enquanto está em Cape Town. Apesar do Cabo da Boa Esperança ser o acirrado lugar para tirar fotos – ali tem uma famosa plaquinha – sugiro perder mais tempo em Cape Point, um observatório ao livre que é de tirar o folego. Ah e não exclua do seu roteiro a parada em Simon’s Town, uma cidadezinha simpática onde estão os famosos pinguins africanos.

Não esqueça de levar um casaco, costuma fazer frio na região mesmo no verão!

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Adote um Pinguim: a SANCCOB é a única ONG certificada da região que resgata e reabilita pinguins selvagens. Você pode contribuir adotando um pinguim ou sendo um voluntário!

Onde ficar

O jeito mais prático que encontrei para me sentir como parte da cidade foi alugando um apartamento em um dos bairros mais charmosos da cidade, De Waterkant. Localizado no CBD (ou Central Business District, como é chamada a região central da cidade), é uma ótima escolha para quem, assim como eu, adora explorar cafés e restaurantes, e ainda fica a uma distância caminhável do Waterfront. Outras opções de bairros interessantes para o mesmo propósito são Gardens e Green Point.

Vai ficar menos tempo na cidade ou quer ter a comodidade de estar em um hotel? Eu escolheria um desses:

Cape GraceHotel cinco estrelas no Waterfront, é lindo de doer. Uma ótima opção para quem tem pouco tempo na cidade: De lá é fácil de acessar as principais atrações e ao mesmo tempo, nos dias que você não quiser ir longe, dá para se manter entretido com as atrações do Waterfront.

Mount Nelson: O hotel mais tradicional de Cape Town – e provavelmente o mais luxuoso também. Pertence ao grupo inglês Belmond, e talvez por isso tem o high tea mais estrelado da cidade. Fica no Gardens, uma região que, como já disse antes, é ótima para comer bem.

The President: Uma das paradas do ônibus City Sightseeing em Sea Point, um dos bairros mais jovens e descolados da cidade, tem quatro restaurantes e um serviço de ioga fazendo a alegria de quem busca uma atmosfera mais leve e ainda confortável em Cape Town.

The Twelve Apostles: Era impossível não notar esse hotel toda vez que passava de carro por Camps Bay. Além da vista privilegiada e de um aclamado spa, ainda tem alguns serviços únicos, como piqueniques para as mais diversas ocasiões – com essa vista, fiquei morrendo de vontade, confesso.

Quanto custa

O custo-benefício de Cape Town é inacreditável. Uma cidade onde se come (e bebe) muito bem e por muito pouco, o transporte (Uber, mais especificamente) é barato e as hospedagens variam, com opções para todos os bolsos.

Custo geral $$ (barato)

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ROTEIRO EM SÃO PAULO – CENTRO

A região central de SP, conhecido como Centrão ou Centro da Cidade é uma área que engloba os bairros da Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, República, Liberdade, Sé e Santa Cecília.

Como é sabido, as distâncias em São Paulo – assim como seu trânsito – são imensas, o que muitas vezes dificulta a vida do turista inexperiente. Pensando nisso, levantei as principais atrações que podem ser visitadas as pé, sem grandes dificuldades, compreendendo basicamente a Sé e a República.

Leia mais: Conheça mais roteiros urbanos em outras cidades

A maioria dos passeios são de graça (ou muito baratos) e há opções de gastronomia para todos os bolsos. Então, por que não dar uma chance ao Centrão?

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Centro de São Paulo – Imagem: SP-Turismo (clique para ampliar)

Passeios

Praça da Sé + Igreja da Sé: Não se pode negar que, apesar do ambiente hostil, marcado por mendigos e não muito seguro, a Praça da Sé é um cartão postal. Nela, visitar a Igreja da Sé é um to do. Uma das principais construções góticas no Brasil, há visitas guiadas para conhecer a cripta. Em frente à Catedral, não deixe de ver o marco zero da cidade.

Caixa Cultural: Bem pertinho da Praça da Sé, o prédio mantido pela Caixa tem exposições temporárias imperdíveis e o mais importante: gratuitas.

Mosteiro de São Bento: O mosteiro em si, é lindo. Mas a minha parada é sempre para visitar a padaria do mosteiro. Ao entrar, vire à esquerda, num pequeno balcão onde são vendidos pães e bolos feitos pelos monges e o imperdível pão de mel (não deixe de levar)!

CCBB: O prédio do Centro Cultural Banco do Brasil é lindo, e merece a visita. Além do mais, a agenda cultural é extensa, e quando não gratuita, é bem barata. No primeiro andar, um café e a lojinha para a merecida pausa na visita.

Pateo do Collegio: Local onde aconteceu a primeira missão jesuítica no século 16, hoje é aberto à visitação o complexo que integra tanto a Igreja quanto o Museu Anchieta.

BM&F Bovespa: Pelo Centro também fica a bolsa de valores que comanda o Brasil. Além da visitação, são oferecidos diversos cursos gratuitos de economia doméstica e investimentos que merecem ser feitos.

Edifício Copan: Projetado por Niemeyer na década de 50 e de enorme relevância à arquitetura nacional, hoje é um dos cartões-postais da cidade.

Edifício Matarazzo: Também conhecido por Banespinha, por ter sido sede do banco Banespa, atualmente sedia a Prefeitura de São Paulo. Mediante agendamento, há visita guiada que conta a história do prédio e conduz o turista a um (inesperado) jardim suspenso no último andar.

Edificio Martinelli: O prédio mais alto da América Latina por muito tempo, continua sendo um dos mirantes de São Paulo. Infelizmente, encontra-se fechado para visitação no momento.

Teatro Municipal: Um dos prédios mais imponentes do Centro, se puder, não deixe de assistir um espetáculo. Se não, programe a sua visita guiada – ela dura uma hora e acontece diariamente de terça a sábado.

Compras

25 de Março: A rua mais famosa de São Paulo vende absolutamente de tudo! De roupa, a tapetes, passando por coisas de cozinha e eletrônicos. Eu, particularmente, amo para comprar acessórios (bijouterias, bolsas de praia e chapéus). Antes de ir, vale uma passada pelo site para ver a oferta de lojas e produtos e ir com destino certo, poupando tempo e energia.

Dica: No mês de dezembro as lojas da 25 tem o horário estendido e funcionam inclusive aos finais de semana. Porém, se possível, evite! É nessa época do ano que os arredores se tornam intransitáveis. Se não tiver jeito e precisar ir de qualquer forma, tente aproveitar as manhãs, quando está menos cheio.

Shopping 25 de Março: Para os que não gostam de bater perna ao ar livre, uma alternativa na região da 25 é o Shopping homônimo. Com duas unidades (na própria Rua 25 e na Rua Barão de Duprat), mais parece uma galeria, com corners que vendem de tudo.

Galeria Pagé Se o assunto é telefonia e eletrônicos, o lugar é aqui. Na esquina da rua 25 de Março, 170 lojas trazem todas as novidades do setor por preços bem convidativos.

Shopping Light: Ao lado da Estação Anhangabaú do metrô, o prédio histórico que ficou conhecido por ser o Mappin nos anos 90, se reconfigurou no clássico formato de shopping, com lojas e praça de alimentação. No mesmo prédio está uma das sedes da Polícia Federal e alguns outlets, como o da Nike.

Galeria do Rock: Apesar do nome, dos cinco andares + subsolo, apenas dois são, de fato, dedicados ao Rock ‘n Roll, ainda assim, não desmerecendo a visita. Trata-se, provavelmente, do maior local dedicado a objetos de rock. De roupas a CDs raríssimos, se acha de tudo, e melhor, por um preço ótimo!

Rua Santa Efigênia: Próxima à Galeria do Rock, na região da República, a Rua Santa Efigênia é o paraíso dos eletrônicos, aparelhos musicais e acessórios para vídeo games. Deve-se tomar cuidado com as lojas que não emitem/nota e garantia e sempre pedir um descontinho extra na hora da compra.

Gastronomia

Quando o assunto é comida, São Paulo nunca decepciona, e com o centro não é diferente: de italiano a peruano, passando por cafeterias e bares, tem opção para todos os gostos (e bolsos).

$(muito barato), $$(barato), $$$(moderado), $$$$(caro), $$$$$(muito caro)

Bar Brahma ($$$): o famoso que fica na tal esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João. Serve petiscos, lanches e aos sábados, uma famosa feijoada com samba toma conta do quarteirão.

Terraço Itália ($$$$$): Localizado no Edifício Itália, o segundo prédio mais alto de SP (165m), é tradicionalíssimo para comida italiana e jantares românticos com São Paulo de fundo. Reserve com antecedência.

Bar da Dona Onça ($$$): No térreo do Copan e com um cardápio de pratos e petiscos brasileiros muito bem trabalhados, tem um menu de caipirinhas de fazer inveja. Tudo isso num ambiente super descolado. Funciona do meio dia à meia noite: não poderia ser mais paulistano.

Esther Rooftop ($$$$): Mais um mirante merece atenção. No edifício Esther, na República, tem a cozinha autoral de Oliver Anquier, que dessa vez revisita pratos tipicamente brasileiros.

Paribar ($$): Bar descolado, com boas comidinhas e que funciona o dia inteiro. Tem um bônus importante: um brunch completíssimo das 10 às 17h, todos os domingos.

Café Girondino ($$$): Café, restaurante e bar – a tradicional casa que fica pertinho do Mosteiro é minha parada obrigatória para comer uma coisinha quando estou na região. Todos os pratos são deliciosos e bem servidos, mas guarde espaço para a sobremesa: o arroz doce (com toque de limão) é dos deuses!

Rinconcito Peruano ($): Tradicional casa de comida peruana com preço justo e muito visitado pelos imigrantes andinos. Para quem quer comida simples, mas bem feita.

Hamburgueria do Sujinho ($): Filial da tradicional hamburgueria da Consolação, o espaço do centro é menor, com o mesmo cardápio. Em geral, as porções são bem servidas e o hamburguer veggie é ótimo! Não deixe passar também a maionese verde e as batatinhas. Vá preparado e leve dinheiro: eles não aceitam cartão.

Casa Mathilde ($): Doceria portuguesa, como se pode imaginar, tem no longo balcão MUITAS opções de doces amanteigados e cheios de gema na composição. Para  acompanhar, a cafeteria serve cafés, chás e alguns salgados.

Mercado Municipal ($$): Comida por aqui não falta, seja nos restaurantes ou nas muitas barraquinhas de comida. Vá com fome e prove as frutas que são oferecidas enquanto caminha e para arrematar a visita, vá de sanduíche de mortadela ou pastel de bacalhau, no famoso Hocca Bar.

Leia mais: Gastronomia completa em São Paulo: comprar e comer

Vida Noturna

Sim, também tem (boas) festas no Centro.

Cambridge Hotel: Primeira casa da Gambiarra e anfitrião da famosa festa Gay, a Ursound, o Cambridge tem festas para públicos diversos em uma extensa agenda de eventos.

Club Caravaggio: a festa mais famosa aqui é a Trash 80’s, aos sábados, e que como sugere o nome, tem música retrô dançante.

Love Story: Uma das mais famosas, antigas e democráticas casas de São Paulo, tem festa eletrônica quase todos os dias e um público bem diverso.

Alberta 3: Com uma pegada mais Rock ‘n Roll e público mais descolado, aqui é ótimo para aqueles dias que você está procurando comer um petisco enquanto dança Franz Ferdinand. Da lista, é a minha favorita.

Trackers: Com festas variadas, que vão do Jazz ao Rock Progressivo, às vezes tem música ao vivo.

Dica: As agendas de balada em São Paulo oscilam bastante. Mantenha-se informado pelo site/Facebook das casas.

Transporte

O roteiro acima é todo pensado para ser feito à pé, mas não se iluda: é praticamente impossível ir a todos os lugares em um só dia. Por isso, recomendamos 3 dias (ou mais) para conseguir visitar tudo.

O Centro é muito privilegiado quanto ao acesso via transporte público: muitas linhas de ônibus vindas de praticamente todas as zonas de SP e algumas estações de metrô (Linha vermelha – Sé, Anhangabaú e República e Linha azul – Sé e São Bento).

Leia mais: Como se locomover em São Paulo

Um jeito de tornar tudo ainda muito mais fácil e barato é fazer o Bilhete Único, o cartão de transporte paulistano. Com ele, é possível integrar viagens gratuitamente ou com desconto (no caso de ônibus + metrô/ trem).

Leia mais: Bilhete Único para turistas

Uma alternativa ao transporte convencional é utilizar a Linha Turismo. Recém lançado, o ônibus de dois andares funciona como os demais disponíveis em grandes metrópoles do mundo (hop on/ hop off). Por R$40, a linha dá direito a 24h de uso, podendo entrar e sair em qualquer parada durante esse tempo, sendo o primeiro embarque na Luz, em frente ao Parque da Luz, diariamente.  Há áudio-guias em português, inglês e espanhol.

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Itinerário da Linha Turismo SP – Foto: Veja SP

Horários:

Dias úteis e sábados: saídas às 9h, 12h40 e 16h

Domingos e feriados: saídas às 10h, 13h40 e 17h

Hospedagem

Se você está querendo explorar ao máximo o Centro, uma boa opção é se hospedar por lá. Contudo, lembre-se que durante a noite, deve-se evitar a locomoção à pé, afinal a maioria dos estabelecimentos estão fechados e a as ruas ficam desertas.

Algumas opções de hospedagem (com preços variados), são:

Novotel Centro ★★★★

Marabá Hotel ★★★

São Paulo Hostel Downtown

Para quem quer aproveitar o Centro, mas não abre mão de uma noitada, sugiro a hospedagem na Vila Madalena ou no Jardins. Ambos possuem metrô e fácil acesso ao Centro e, de noite, uma vida noturna agitadíssima.

Segurança

Parece óbvio, mas vale a lembrança: evite se locomover a pé à noite, portar objetos de valor, falar/mexer ao celular e usar mochilas. Mantenha todos os pertences junto ao corpo e evite sair pelo Centro após escurecer.

Se necessário, procure ajuda do Posto Policial mais próximo ou a Delegacia de Apoio ao Turista.

DEATUR – DELEGACIA ESPECIALIZADA EM ATENDIMENTO AO TURISTA

R. Cantareira, 390 – Centro, São Paulo – SP – Tel: (11) 3120-4417

Leia mais: O que fazer em São Paulo

 

[FAMILY TRIP] RIO PARA INICIANTES

Comecei outubro viajando: durante vinte dias, eu e minha família passamos pelo Brasil, Argentina e Uruguai. Nesta série, mostro o lado mais turístico e o que não se pode passar em branco em sua primeira viagem a esses países.

Como tem muita coisa para contar da viagem, os posts virão separados. Sobre a nossa primeira parada, a cidade do Rio de Janeiro, já tem outras  informações neste link.

Verdade seja dita: muitas vezes deixamos passar boa parte das atrações turísticas clássicas quando moramos em uma cidade. Isso se explica, em partes, porque quando vivemos em algum lugar, deixamos de lado o senso de turista para tornarmos moradores. Mesmo não morando no Rio, conheço tão bem e já passei tantos dias pela cidade, que simplesmente ignoro a maioria dos lugares que os turistas lotam.

Com a vinda da família para o Brasil, fui obrigada a deixar meu comodismo de lado e me esforçar para colocar em prática uma lista de desejos talvez muito grande para apenas cinco dias.

Leia mais: O roteiro de viagem pela América do Sul com a família

Esse post é um resumo de por onde passamos e quais são as informações essenciais no quesito entretenimento carioca para turistas*.

Pão de Açúcar

O que você precisa saber: Apesar de turístico, esse é um passeio delicioso e que indico para todo mundo. A vista lá de cima é linda e ainda dá para parar no restaurante ou em alguma das lanchonetes para comer/beber alguma coisa.

Melhor horário de visita: Pôr do sol

Quanto custa: Adultos* – R$ 80,00; Moradores do RJ/ Crianças de 06 a 12 anos/ Jovens de 13 a 21 anos – R$ 40,00; Crianças menores de 06 anos – Grátis

*Meia entrada disponível

Cristo Redentor

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O que você precisa saber: Por ser o lugar mais visitado do Brasil, muito provavelmente você não conseguirá uma boa foto. Para aumentar as chances, vá pela manhã, horário que costuma ser mais vazio e mais viável de conseguir ingressos.

Para poupar tempo, compre os ingressos com antecedência pela internet.

Melhor horário de visita: Pela manhã, ao abrir.

Quanto custa: R$75 (alta temporada); R$62 (baixa temporada); R$24,50 (Idoso brasileiro), R$49 (de 5 a 11 anos).

Jardim Botânico

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O que você precisa saber: Um passeio imperdível para conhecer mais sobre a fauna e flora brasileira. Não deixe de atravessar a rua e tomar um café na deliciosa cafeteria La Bicyclette.

Melhor horário de visita: Qualquer horário

Quanto custa: R$15,00*

*Meia entrada disponível

Santa Tereza

O que você precisa saber: Se prepare para encontrar muita ladeira pelo caminho, mas chegando lá em cima terá uma das vistas mais lindas do Rio. Vários (bons) restaurantes ficam por ali também, faça reserva para o jantar ou Happy Hour e garanta o pôr do sol.

Melhor horário de visita: Fim da tarde

Quanto custa: Grátis

Lapa

O que você precisa saber: O bairro mais boêmio do Rio, é também onde fica a famosa Escadaria Selaron e os Arcos da Lapa. Se quiser visitá-los, vá no fim da tarde e emende com o Happy Hour.

Melhor horário de visita: Fim da tarde/ Noite

Quanto custa: Grátis

Centro

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O que você precisa saber: Perfeito para quem gosta de história e arquitetura. O MAR (Museu de Arte do Rio) e o Museu do Amanhã estão por ali, no Pier Mauá. Evite andar sozinho por lá à noite e cuidado com seus pertences durante todo o dia.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Aterro do Flamengo

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O que você precisa saber: Na Baía de Guanabara, conta com a Marina da Glória, o MAM (Museu de Arte Moderna), pista de skate e dança. Aos domingos fecha para carros, ótimo para passar a tarde.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Quanto custa: Grátis

Copacabana

O que você precisa saber: Diariamente, a partir das 18h, acontece a feira no canteiro central que vende quase tudo. Emende com um lanche no pôr do sol no Forte de Copacabana, na Confeitaria Colombo (aberta até às 19h).

Melhor horário de visita: Fim da tarde/ noite

Quanto custa: Grátis

Barra da Tijuca

O que você precisa saber: É longe, rs. Isso é o que mais se escuta dos próprios cariocas, já que o trânsito até lá é sempre tão caótico que pode demorar muito. Para quem está hospedado na Zona Sul ou no Centro, recomendo tirar um dia para ir para a Barra e ficar por lá. Curta o dia de praia e emende com um dos ótimos restaurantes da região.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Quanto custa: Grátis

Ipanema

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O que você precisa saber: Um dos bairros mais populares no Rio, perfeito para quem quer ficar o dia na praia, almoçar ou jantar em um bom restaurante e ainda emendar um bar/balada durante à noite.

Melhor horário de visita: Qualquer horário

Quanto custa: Grátis

*Clique nas atrações para ver a localização

Para ler mais sobre América do Sul, clique aqui.

MENDOZA ALÉM DO VINHO

Cidade, montanha e esportes radicais: O potencial de Mendoza, na Argentina, é altíssimo e vai muito além dos seus vinhedos. Aqui, mostro a infinidade de possibilidades e o meu (enxuto) roteiro de quatro dias

Considerada a Oitava Capital Mundial do Vinho, Mendoza está pertinho do Chile e aos pés das Cordilheiras dos Andes. Muito de sua fama vem do turismo, o que faz com que todos os locais saibam receber muito bem.

Mais visitada por brasileiros, europeus e norte-americanos do que por argentinos, fez sua fama graças ao vinho, herança da massiva imigração européia no século 19.

É um destino completo: mescla urbano e natureza e uma gastronomia sem igual. Já pensou em aproveitar um dos muitos feriados que temos no Brasil para dar um pulinho  logo ali?

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Maipú, Mendoza (AR)

Como chegar

Avião: Voo  direto de São Paulo pela GOL e LATAM.
Outras opções são com conexões em Santiago, Buenos Aires ou Cordoba

Carro: Alugando um carro, dá para emendar uma viagem a Córdoba ou a Santiago do Chile. Para os que tem mais tempo, uma alternativa é dirigir de Buenos Aires (1000km).

Ônibus: Diversas empresas fazem esse trecho sendo a mais barata a Central Argentino.

Leia também: [Parte II] Córdoba: As serras

Clima

Desértico – pouca chuva (200mm), verão ameno, inverno bem frio. Grande parte da irrigação do solo vem do degelo dos Andes e isso fica bem claro ao se notar as grandes canaletas que atravessam a cidade com essa função (abaixo).

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Cuidado para não tropeçar na calçada e cair no buraco, rs 

Outro detalhe a se considerar é que, assim como o seu vizinho Chile, está em uma área de atividade tectônica e frequentemente é abalada por sismos e terremotos.

O que fazer

O roteiro se divide pela cidade e seus Cassinos, restaurantes e Parques; o turismo de aventura, (trekking, rafting, ski) e claro, o enoturismo.

Bodegas

Bodega é o nome em espanhol dado às vinícolas.

O enoturismo é o protagonista em Mendoza e não é à toa. É nesta região que são produzidos aproximadamente 70% de todo o vinho nacional (os outros 30% se dividem entre os departamentos do norte – La Rioja, San Juan e Salta).

São mais de 1200 bodegas, sendo quase impossível não encontrar uma do agrado até de quem não gosta de vinho.

Em sua grande maioria, as bodegas se dividem nas regiões de Maipú, Luyan de Cuyo e Valle de Uco.

A melhor época para visitar é próximo à colheita, em fevereiro/março. No primeiro sábado de março acontece a famosa Festa Nacional da Vendímia que agita ainda mais a capital do vinho.

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Da minha seleção, visitei (todas em Maipú):

VISTANDES
Pouco procurado e de produção mais artesanal e de menor escala, o vinho produzido aqui só comercializado na própria bodega ou exportado ao México e a Alemanha. A visita garante uma exclusiva chance de degustação. Um diferencial: também é cultivada a uva Torrontés, originalmente espanhola.

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LA RURAL
Diferentemente da bodega anterior, aqui é produzido o vinho Rutini, largamente exportado ao Brasil e facilmente comprado em qualquer lugar da Argentina. A bodega que era casa do seu fundador, o sr. Rutini no século 19, hoje foi vendida a um banco Argentino e opera paralelamente à RUTINI WINES. Por se tratar de um grande conglomerado e bem conhecida, a visita estava lotada quando a fiz, o que foi um ponto super negativo, além de ter achado todas as explicações meio superficiais. Um diferencial: É nesta bodega que fica o Museo del Vino, um dos mais completos da Argentina. A visita guiada pela bodega passa pelo museu que preserva elementos originais do século 16 e mostra a história da Argentina Colonial por seus objetos.

museo del vino

FAMÍLIA ZUCCARDI
De todas bodegas essa é a que tem a maior estrutura: vinhedos e restaurantes conversam entre si em um imenso terreno que produz o vinho Zuccardi, também facilmente encontrado na Argentina. O restaurante oferece um menu exclusivo, harmonizado com os principais vinho da casa. Um diferencial: Além dos vinhos, também produz azeites e servem degustação de seus três azeites no almoço: provavelmente os mais gostosos que você provará nessa vida.

familia zuccardi

DICAS PRECIOSAS PARA VISITAÇÃO:

  • Não alugue carro, contrate uma agência – Por razões óbvias: álcool e direção não combinam em nenhum lugar do mundo.
  • Priorize a reputação da bodega – Em geral as pessoas escolhem visitar as bodegas que produzem um vinho que já é conhecido. Eu mesma caí nesse erro e alerto que não é porque você gosta de determinado vinho que o tour/guia/vinicola valerá a pena. Como existem muitas opções, a agência é essencial para ajudar na escolha.
  • Faça visitas intercaladas – Mesmo que você seja um grande amante de vinhos, usar todos os seus dias na cidade para visitar bodegas pode ser um pouco fatigante. Intercale os dias de visitação com as outras atrações que a região oferece e, na minha opinião, não gaste mais do que três dias em vinhedos. Lembre-se: você terá a chance de experimentar bons vinhos em praticamente todos os restaurantes em Mendoza.

Fiz toda visitação com a Nossa Mendoza, que como já sugere o nome, está super preparada para receber brasileiros. Mais do que recomendado!

Montanhas

Visitar os Andes é um must do! São paisagens maravilhosas e a chance de ficar aos pés da maior montanha da América do Sul, o Aconcágua!

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Mendoza – Chile: Pela Ruta 7 

O paredão dos Andes separa a Argentina do Chile em paisagens que vão se modificando pelo caminho.

O trajeto pode ser feito por agência ou por conta própria. Por comodidade, aluguei o carro na Hertz, no centro de Mendoza.

A estrada é bem fácil: Ruta 7 na direção Chile. De qualquer forma, vale a pena prestar atenção às questões de segurança, já que acidentes são comuns por ali, seja por ultrapassagens proibidas ou fenômenos da natureza como deslizamentos de terra e nevascas.

No inverno o uso de correntes nas rodas é mandatório e a Polícia local fica bem alerta.

Se puder planejar, visite durante o verão, quando as chances de pegar todas estradas abertas é maior.

Mochileiros: A empresa responsável pelo trajeto de ônibus é a Andesmar

E não se esqueça de levar comidinhas e água, já que não existem muitas conveniências pelo caminho. Roupas de frio também são essenciais: a temperatura chega a zero no verão e a altitude difere 3000m de Mendoza.

A viagem dura cerca de 2:30 e pode ser feita como um bate-volta.

PARADAS

Além da estrada em si ser linda, algumas paradas são estratégicas pelo caminho.

Potrerillos: A 65km está o povoado de Potrerillos, que vale uma rápida parada no mirante da estrada para admirar a Represa de Potrerillos. Inaugurada em 2001, com água azul turquesa proveniente do Rio Mendoza, é responsável pela produção de 60% de energia consumida pelos locais.

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Represa de Potrerillos ao fundo

Uspallata: Primeira “grande cidade” pelo caminho, normalmente é onde se almoça. Há outros serviços como posto de informação turística, posto de gasolina, banco, farmácia e pousadas.

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Praça Central e Informações Turísticas em Uspallata 

Puente del Inca: Distante apenas 3km da entrada do Parque Provincial do Aconcágua, é um pequeno povoado que ficou famoso pela formação rochosa homônima. Por ali é possível fazer um lanche rápido, visitar lojinhas de artesanato/roupas e fotografar a ponte.

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Puente del Inca: No inverno também  se pode observar a formação de estalactites. 

Importante: Por questões de segurança,  a estrada que leva à ponte está fechada, assim como o acesso à mesma que pode ser vista através de um mirante.

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Feira de produtos locais em Puente del Inca

Aconcágua: Montanha mais alta com mais de 8000m, pode ser acessado pelo Parque em uma visita simples ao mirante, pela trilha de 3km que leva Laguna Los Horcones ou ainda, em expedição de semanas que leva ao seu cume.

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O Parque do Aconcágua costuma estar aberto entre novembro e fevereiro, mas isso é bem variável. Durante a minha ida na primeira semana de novembro, enfrentei uma nevasca no meio do caminho e não pude chegar lá.

Clique aqui para acompanhar o prognóstico de neve e abertura/fechamento do parque.

Cristo Redentor de los Andes: Um pouco mais a frente do Parque, está em Las Cuevas a estátua do Cristo Redentor. A estrada, sinuosa e de terra não é muito recomendada em veículos convencionais e normalmente fecha com o mal tempo.

Para esquiar

Na mesma ruta, Los Penitentes está a 180km do centro da capital, no povoado de Las Heras. Mais ao sul (4h de Mendoza), está Las Leñas como uma alternativa a Bariloche.

Gastronomia

O que não falta em Mendoza são bons restaurantes. A maioria deles ficam dentro das bodegas ou na região central da cidade.

Por onde passei:

Para comprar vinhos: Winery e Sol y Vino

Onde ficar

Existe basicamente duas opções de hospedagem: na cidade ou no campo.

Se você prefere a paz do campo, uma boa opção é o hotel The Vines, no Valle do Uco, famoso pelos vinhedos e pelo restaurante do famoso chefe Francis Mallmann, o Siete Fuegos.

Outras opções são: o Termas Cacheuta Hotel e Spa, em Cacheuta, região famosa pelas águas termais, as cabanas do Vista Calma em Porterillo com vista para a represa ou o Ayelen, em Los Penitentes, perfeito para esquiar.

Para quem quer aproveitar os arredores de dia e agitada cidade à noite, recomendo o Park Hyatt, onde me hospedei durante esses quatro dias.

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Foto: Park Hyatt Mendoza (Divulgação)

Já havia me hospedado anteriormente no Hyatt em San Antonio, no Texas e por se tratar de um hotel de rede, o serviço é bem semelhante.

Leia também: Texas e os Cowboys

Hotel, Spa & Cassino 

Instalado em um casarão bem em frente à principal praça da cidade, a Plaza Independencia, a infra-estrutura do hotel não deixa à desejar.

Anexo, há um Cassino integrado que funciona das 10:00 às 6:00, uma galeria de arte e o Spa Kaua (com piscina, academia, sauna e hidromassagem) e Business Center no Mezanino. O estacionamento é gratuito para 60 veículos e a parte gastronômica dispõe de cinco restaurantes: Bistro M – restaurante principal; Grill Q – Churrascaria tradicional; Las Terrazas – Lobby bar, que também oferece Afternoon Tea diariamente a partir das 17:00; Uvas Lounge – Bar da piscina e Âmbar Living – bar dentro do Cassino.

Da seleção oferecida pelo hotel, utilizei apenas o Bistro M e o room service para café da manhã todos os dias.

Nota: Assim como a maioria das redes norte-americanas, o café da manhã do Hyatt geralmente não é incluso. Há uma tarifa diferenciada que inclui café da manhã, porém como não era meu caso, fiz a minha seleção personalizada e solicitei por room service pelas manhãs.

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Área da piscina (Park Hyatt)
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Cassino (Park Hyatt)

O wifi é gratuito e liberado dentro de todas as áreas do hotel.

Quartos

Standard, Deluxe, Suite ou View.

Fiquei no Standard King (36 metros quadrados) com vista para o interior do hotel. Achei o quarto OK, cama king bem confortável, mini bar super recheado e estação de trabalho completa, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o banheiro. Nunca vi um banheiro tão grande, JURO que metade do quarto era banheiro, haha.

E foi no banheiro que também tive uma surpresa ótima: os amenities! Eles eram todos personalizados pelo próprio hotel com extrato de vinho. Uma delicadeza que amamos!

Na área do banheiro também está o closet, cofre, banheira e ducha.

Saiba mais: Para uma experiência personalizada, contate o Concierge.

Park Hyatt Mendoza ★★★★★
Chile 1124 – Mendoza/ Argentina – Tel: +54 261 441 1234

O que levar na mala

Independentemente da época do ano, leve um tênis bem confortável para as caminhadas e esportes (não necessariamente bota de trekking), vestido clássico (para os jantares), óculos de sol, um casaco de frio e muito hidratante (corporal e labial).

Custo Geral: $$$ (moderado)

RESTAURANTES INESQUECÍVEIS

Uma dos meus programas preferidos é conhecer novos restaurantes, enquanto viajo ou mesmo dentro da minha própria cidade.

Algumas ocasiões pedem um lugar mais especial, seja ele conhecido pelas estrelas michellin, pela vista, pelo atendimento…

Leia também:

Foodies pelo mundo, uni-vos! 

LATIN’S AMERICA´S 50 BEST RESTAURANTS – Caso esteja de passagem pela América Latina, não deixe de conferir a seleção preparada pela revista Restaurant dos melhores restaurantes da região. Para saber mais, clique aqui.

A minha seleção dos favoritos onde estive recentemente são:

São Paulo

DOM: Restaurante mais famoso do Brasil, sempre marcando presença na listas dos melhores do mundo. O chefe Alex Atala é famoso por ser pioneiro em extrair elementos tradicionais do Brasil e transformá-los em alta gastronomia. Prepare-se para experimentar de tudo um pouco (incluindo formiga, rs) e prepare também o bolso.

Menu: Requintado, com sabores exóticos do norte do Brasil.

Comi: Menu degustação vegetariano

THE WORLD´S BEST RESTAURANTS – O D.O.M. é no nosso representante na lista dos melhores restaurantes do mundo. Clique aqui e conheça a lista.

MANÍ: Restaurante principal da rede (que inclui também o Maní Manioca e a Padoca do Maní), comandado por Helena Rizzo e Daniel Girondo, aposta em culinária orgânica e pratos locais revisitados, os famosos biscoitos de polvilho servidos no couvert mostram bem isso. Acho imprescindível conhecer pelo menos uma vez na vida. É o meu restaurante preferido dessa lista e da vida toda.

Menu: Brasileiro, com opções à la carte ou menu degustação.

Comi: Menu degustação

MANACÁ: Fora da capital, o Manacá está na Praia de Camburi, em São Sebastião. Com um menu à la carte, o restaurante está bem escondidinho pela natureza, numa viela a 200m do mar. Para chegar lá, do estacionamento uma van busca os clientes e os leva até a entrada do restaurante. Um antro de paz para aquele almoço preguiçoso depois de uma manhã de praia.

Menu: Frutos do mar – com opção vegetariana.

Comi: Refogado de vegetais à Tailandesa e arroz basmati

Para ler mais sobre São Paulo, clique aqui

Rio de Janeiro

OLYMPE: Do estrelado chefe Claude Troigros, o que mais gosto do Olympe é a forma que a cozinha francesa é apresentada, deliciosa e simplista. O Menu degustação é uma ótima forma de experimentar várias preparações que estão também no menu convencional. O ambiente é intimista, luz baixa, poltrona confortável e atendimento primoroso.

Menu: Francês com opção degustação ou à la carte

Comi: Menu degustação

LASAÍ: Sempre que amigos estrangeiros me pedem uma sugestão de um bom restaurante de comida brasileira, sugiro o Lasaí. Apesar de o chefe Rafa Costa e Silva ter feito escola no exterior, ele gerencia com maestria um menu tipicamente brasileiro – e quando falo tipicamente, me refiro ao cotidianamente. Isso é, ao contrário do DOM que tem uma culinária brasileira mais exótica, por aqui pratos simples como pão de queijo e goiabada aparecem bem combinados entre si. Além do mais, todos os alimentos frescos saem diretamente da horta para a mesa.

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Menu: Brasileira – degustacão

Comi: Menu degustação

Para ler mais sobre o Rio, clique aqui

NYC

PER SE: Recentemente citei o Per Se na minha ida a NYC (aqui) e foi com certeza um dos restaurantes mais especiais (e caros que já fui). Tem uma vista maravilhosa para a Columbus Circus e um atendimento tão primoroso que eu fiquei até com vergonha de tanta educação em um só lugar. Vá se você tem tempo (são muuuitos pratos), dinheiro e não quer perder essa experiência primorosa por nada.

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Menu: Apenas menu degustação – Culinária italiana/francesa/americana.

Comi: Menu degustação vegetariano

Para ler mais sobre NYC, clique aqui

Jose Ignacio – Uruguai

PARADOR LA HUELLA: Também na lista dos melhores restaurantes da América do Sul, está localizado em Jose Ignacio, próximo a Punta del Este, no Uruguai. Em clima praiano descontraído e nada afetado, um staff bonito e bem humorado, serve clássicos da culinária uruguaia (muita carne) com o pé na areia (literalmente). Confesso que achei o nível de ruído um pouco alto, talvez pelo intenso movimento + música. Uma alternativa é reservar um horário mais próximo ao fim do dia – a reserva do almoço vai até às 16h – ótimo para aquela “almojanta” depois de um dia de sol e praia.

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Menu: Uruguaio com boas opções de drinks

Comi: Gaspacho e vegetais grelhados

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Belém do Pará

REMANSO DO BOSQUE: Fui parar no Remanso do Bosque porque sou APAIXONADA pela culinária do norte do Brasil e o trabalho por aqui é tão bem feito que eles estão na lista dos melhores restaurantes da América Latina.

Menu: Regional – Norte do Brasil – com lojinha de produtos locais na saída.

Comi: Menu degustação

Para ler mais sobre Belém do Pará, clique aqui.

 

 

 

39h EM NYC

Leia ouvindo a playlist do Spotifyclique aqui.

New York City é uma das minhas cidades preferidas no mundo. Por sua localização estratégica, muita gente passa por lá em conexão e quer aproveitar o máximo da cidade em pouco tempo.

central park II

 

empire state I

Na minha última ida à cidade em 2016 fiquei apenas dois dias – cheguei sábado às 6h e saí às 21h do domingo – e consegui fazer muita coisa (e ainda dormir bem) durante a minha estadia.

A viagem 

Voei direto de São Paulo (GRU) a NYC (JFK), numa rota que dura quase dez horas.  Como tanto a ida quanto a volta foram feitos em voos noturnos em business class, economizei com hotel e consegui dormir bem. De qualquer forma, acho importante considerar o cansaço, já que para a maioria das pessoas não é tão fácil dormir em aviões.

Clima

O clima é um fator super importante a se considerar na hora de planejar a sua ida a NYC. As temperaturas só são realmente agradáveis (acima de 20 graus) durante julho e setembro. Nos meses de inverno (dezembro a março), a sensação térmica pode chegar a -20 graus Celsius. Quando fui no começo de março, as temperaturas oscilavam entre 0 e 5 graus.

Locomoção

NYC é uma das poucas cidades dos Estados Unidos que tem um transporte público eficiente. A malha metroviária é extensa e eficiente e comprando o metrocard, você faz várias viagens por um preço bem razoável.

A Laura Peruchi tem uma série ótima de como utilizar o metrô.

Como não saí muito da região que estava, fiz praticamente tudo andando e peguei duas curtas corridas de táxi em Manhattan e uma mais longa, até o JFK na volta ao Brasil (estava super atrasada, então não quis arriscar o metrô).

Saindo do aeroporto

No JFK tem um metrô chamado AirTrain, que usei para ir a Manhattan, com direção à Jamaica Station, desembarcando na estação 57, a mais próxima do meu hotel. No vídeo abaixo, a Laura conta com mais detalhes o funcionamento:

Do aeroporto também dá para utilizar serviços de shuttle, táxi e Uber.

Onde se hospedar

Para quem não planeja ficar muito tempo, mas que dormirá na cidade, minha dica é ficar o mais central possível, evitando assim o uso de transportes e otimizando o tempo.

Passei a minha única noite no Park Central, que fica na sétima avenida com a 56, perfeito para andar até a quinta avenida ou até o Central Park.

O hotel é super confortável e apesar de não incluir café da manhã, não faltam opções de restaurantes ao redor, como o Starbucks que fica ao lado da entrada. Como não tem frigobar no quarto, sugiro que não se compre nada que necessite de refrigeração.

Diárias a partir de R$600

O que fazer 

O que não falta é coisa para fazer em NYC, principalmente quando o assunto é cultura e gastronomia. Acho importante ter em mente qual roteiro você quer fazer, pensando se é a sua primeira vez na cidade, se quer focar nos pontos turísticos, etc. No meu caso, fiz algumas coisas clássicas que ainda não tinha feito – tipo, ir a Times Square e subir no Empire States, combinadas com alguns programas mais relax, sem sair muito da região onde estava hospedada.

Se você tem mais tempo, sugiro muito dar um pulo também em Chelsea e em Williansburg, no Brooklyn.

Dia 1: Sábado

Café da manhã no Norma’s: Depois de quase dez horas de voo, metrô para chegar no hotel e um frio de zero graus (mais de trinta graus de diferença da temperatura que estava em São Paulo), merecia um café da manhã dos deuses, e o Norma não fez feio. Dentro do Le Parker Meridien, o restaurante serve café da manhã e almoço e olha, comi tanto que só fui lembrar de ter fome lá pelo fim da tarde, rs.

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Garçom, mais comida por favor? @Norma’s

MoMA: Localizado entre a quinta e a sexta avenida, e pertinho do meu hotel, o Museu de Arte Moderna de NY é um prato cheio para os admiradores de arte contemporânea. Com um acervo super bacana, sempre tem mostras interessantíssimas acontecendo e performances agendadas, além de um calendário de cursos imperdíveis.  Entre um andar e outro, aproveite para tomar um cafezinho no restaurante do segundo piso e não deixe de visitar a lojinha na saída.

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Warhol no MoMA

La Bonne Soupe: Depois de subir e descer os andares do MoMA, voltei para o hotel, tirei um cochilo e fui “almojantar” no La Bonne Soupe. O lugar, confesso que me surpreendeu. De estilo bistrô, com preços bem interessantes, achei no Foursquare enquanto procurava uma recomendação de pratos quentinhos e substanciosos. Comi sopa, salada e pãezinhos e tomei um suco por menos de US$30, ou seja, vale a pena.

Empire State Building: Começo de noite e por que não ter uma vista privilegiada de NY? Do octogésimo sexto andar, são tantas luzes e tanto prédio, que é aquela hora que a gente se toca que realmente está na Big Apple. É o observatório a céu aberto mais alto de NYC e nem preciso dizer que um dos pontos turísticos mais concorridos, né?

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Do observatório do Empire State

Quinta Avenida – Já que estava por ali, para ir ao Empire State, aproveitei para dar uma caminhada nesta que é uma das principais ruas de NYC, pegar um bagel em um dos cafés, tirar algumas fotos e visitar uma das minhas farmácias preferidas no mundo, a Duane Reade.

Times Square – E depois de tentar (sem sucesso), tickets com desconto para espetáculos na Broadway, continuei batendo mais perna, desta vez pela Times Square, tirando fotos e mais fotos e claro, dando um pulinho na loja da M&M para comprar um montão de docinhos.

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Dia 2: Domingo

Brunch no Boathouse: Uma vez nos EUA, uma das experiências que recomendo a todo turista, é experimentar o tradicional brunch aos finais de semana. Localizado dentro do Central Park, a vista é de tirar o fôlego, e a comida, de comer rezando. É bem mais barato que o Norma’s, porém igualmente delicioso.

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Típico brunch aos domingos  no Boathouse

Central Park: Se você está indo a NYC pela primeira ou pela décima vez, sempre acho que ir ao Central Park é imperdível. Amo ficar lá, andando, sem fazer nada. Ou comprar um café, sentar e ficar observando a movimentação… Eu nunca canso! E sem falar que é uma das poucas coisas que se pode fazer gratuitamente. Acho que só não recomendo ir ao Central Park nos meses de inverno, caso contrário, não deixe de passar por lá.

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MET: Um dos mais impressionantes museus do mundo, o Metropolitan tem um acervo incomparável. A ala de História Antiga, principalmente grega, é de morrer de amores. E a arquitetura do lugar não faz feio. Com certeza é um lugar que merece mais tempo, mas para quem, assim como eu, ama arte, tem que ir em algum momento da vida.

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História Antiga no MET

Per Se: E para encerrar o fim de semana em NYC, fui jantar no famoso restaurante comandando pelo chefe Thomas Keller. O Per Se é um restaurante americano que usa técnicas da cozinha francesa em um menu de nove passos (com opção vegetariana). Com três estrelas Michellin, é considerado um dos melhores do mundo e reservas são mandatórias. Com certeza, uma experiência inesquecível (US$375/ por pessoa).

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Columbus Circle, vista da janela do Per Se

Para ler mais sobre os Estados Unidos, clique aqui

SÃO PAULO: FAVORITOS DE FÉRIAS 

Apesar de morar em São Paulo, quase não fico aqui e quando estou na cidade, estou ocupada #paulistanos haha. Nas minhas quatro semanas de férias, consegui 10 dias inteirinhos para não fazer nada na cidade. Como sou super inquieta e a capital paulista, assim como eu, não pára nunca, aproveitei para encontrar amigos, explorar novos lugares e voltar aos favoritos e claro, descansar um pouquinho.

É impossível acompanhar tudo o que acontece em São Paulo, mas vamos ao que eu consegui fazer:

Parque do Povo • Av. Henrique Chamma, 420 – Chácara Itaim • Um desses oásis no meio da Selva de Pedra. Ali entre a Marginal Pinheiros e a Avenida Cidade Jardim, ótimo para praticar esportes, levar as crianças, fazer picnic, ou deitar na grama e não fazer nada (minha atividade predileta).

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Brechós: Sou rata de brechó e amo (tanto que escrevi sobre os meus preferidos aqui). Fiz compras no Capricho à toa [Rua Heitor Penteado, 1096 – Casa 8 – Sumarezinho], Brechó Faria Lima [Av. Brg. Faria Lima, 2355 – 28 – Jardim Paulistano], no Enjoei e  no Dinossauro.

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Brechó Capricho à Toa

25 de marçoRua 25 de março – Centro • Famosa pelas lojas e barraquinhas, aqui se encontra quase tudo! Como a 25 vive lotada e eu não tenho muita paciência, gosto de ir em julho (atualizar o estoque de bijoux) e em dezembro (comprar lembrancinhas de natal, coisas de praia para as férias de verão e fantasias de carnaval). Acho imperdível passar na chapéus 25, numa loja indiana (amo as cangas e vestidos) e nas lojinhas de bijoux (não tenho uma favorita, vou andando e vendo o que me interessa). Importante lembrar que muitas lojas não aceitam cartão, então leve dinheiro em espécie.

Retrô Hair • R. Augusta, 902 – Cerqueira César • Outra coisa que não tenho muita paciência é para cuidar do meu cabelo, mas como estou em transição capilar, aproveitei para atualizar o corte. O Edu do Retrô Hair cuida do meu cabelo a mais de uma década. Super recomendo, mas se quiser ir, agende com antecedência porque ele é disputado, rs. Ah e vale lembrar que o salão também é lindo e torna aquela ida ao cabeleireiro bem mais agradável.

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Festival Fartura • Jockey Club de São Paulo: Av. Lineu de Paula Machado, 1075   No fim de semana de 15 e 16 de junho aconteceu no Jockey o Festival Fartura, um espaço com comidinhas de diversas partes do Brasil com pratos de até R$30.

Casa Cor • Jockey Club de São Paulo: Av. Lineu de Paula Machado, 1075  Entre 23 de maio e 23 de julho realizou-se, também no Jockey, a Casa Cor 2017. O espaço é uma imensa feira anual de design e decoração com espaços idealizados por renomados arquitetos e decoradores, que nos traz as principais tendências no setor. Eu que AMO decoração saí de lá de queixo caído e uma nova pasta no Pinterest repleta de inspirações.

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Um dos espaços da Casacor 2017

Restaurantes

O que não falta em São Paulo é lugar para comer – e comer bem. Confesso que esse clima de férias me deixou meio preguiçosa e não quis sair muito do meu quadrado. Mas tudo bem, porque o meu quadrado é um dos bairro que mais gastronômicos de São Paulo, o Itaim Bibi.

Nino Cucina • R. Jerônimo da Veiga, 30 – Jardim Europa • Restaurante badalado de comida italiana no Itaim, tento ir desde que abriu, sem sucesso, e só consegui uma mesa num fim de semana dessa vez porque reservei com 2 meses de antecedência. Achei os preços bons e a comida ok, mas existem milhares de outros restaurantes italianos bem mais gostosos e menos complicados.

Nattu • R. Clodomiro Amazonas, 473 – Vila Nova Conceição • Nunca tinha reparado nesse canto tão próximo de casa que o Foursquare (#ficadica) me recomendou. Um restaurante orgânico, com bastante opções veganas, sem glúten e lactose. Pedi uma sopa de cabotiá com pão sem glúten e meu namorado ficou com a moqueca veggie, ambos estavam bem gostosos. Ah, o menu de sucos e drinks também é bem atrativo.

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Jamie’s Italian • Av. Horácio Lafer, 61 – Itaim Bibi • Vou tanto nesse restaurante que nem sei o que dizer dele. Amo o spaguetti a la Norma (tão simples e tão bom) e o Brownie e Pannacota de sobremesa. Acho que define bem o que eu chamaria de Confort Food – ótimo para aqueles dias de TPM ou friozinho.

Cafés

Adoro um cafezinho e aproveitei várias tardes livres que tive esse mês para parar por alguns segundos em cafeterias, ler um livro e pensar na vida.

Leia também: Começando o dia em São Paulo

Le Pain Quotidien • Rua Pais de Araújo, 178 – Itaim Bibi • Várias vezes parei na unidade do Itaim Bibi! Amo a torta de pistache, o chá de hortelã e o cappuccino.

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Chá da tarde no Le Pain Quotidien

Urbe R. Antônio Carlos, 404 – Consolação • Misto de café e bar, na Antonio Carlos, na região do Baixo Augusta, vive lotado! Evite os horários de pico, pegue uma mesa ou sente-se no balcão e peça um drink, um café, um petisco e aproveite mais um dia de férias!

Athenas • R. Augusta, 1449 – Consolação • Na rua Augusta, encontrei um grupo de amigos para botar o papo em dia, beber um vinho e comer muitos quitutes. Eles também têm opções para almoço/lanche rápido e vários cafés.

Caffe Ristoro • Av. Paulista, 37 – Paraíso • Instalado no jardim da Casa das Rosas (leia mais aqui), é maravilhoso ficar aqui num dia de sol, tomando um cafezinho, conversando, lendo e curtindo a vida.

Mr baker • R. Pedroso Alvarenga, 655 – Itaim Bibi • Provavelmente a cafeteria que mais vou em São Paulo por ser do lado de casa e ter pães maravilhosos, sempre que tenho um pouco mais de tempo tomo café da manhã lá.

 

 

PASSEIO POR UM DIA – IPIRANGA

Se tiver um dia livre e quiser aproveitar algum cantinho da cidade, vou deixar um roteiro aqui para você!

O bairro do Ipiranga é cheio de histórias, e alguns monumentos espalhados pelo bairro podem contar um pouquinho delas.

Inicie o passeio indo ao Parque da Independência, ao lado do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (mais conhecido como Museu do Ipiranga). Mesmo fechado para reformas, a construção de 1895 é bela e imponente, e está em frente a uma área de 21 mil m² projetados pelo paisagista belga Arsenius Puttemans, inspirado nos jardins do Palácio de Versalhes. Neste local, aproveite para fazer uma caminhada, andar de skate, descansar na sombra e apreciar a vista.

Se quiser se manter conectado ao passado do bairro, a dica é fazer uma parada para lanchar no Hambúrguer do Seu Oswaldo. Tradição nesta cada não falta! A receita do cheese-salada clássico (elaborada a mais de 50 anos) é mencionada em diversos cantos da cidade, e muito gostosa! Curta sentar no balcão, conversar com os funcionários e saber um pouco mais sobre o segredo do molho de tomate fresco produzido na casa. Tudo é muito simples, e pelo o que me lembro, só aceitam pagamentos em dinheiro.

Ainda li por perto, se estiver acompanhado de crianças, pode ser interessante visitar o Aquário de São Paulo. Destaca-se por ser o maior da América Latina e apresentar cerca de 300 espécies de animais. O custo dos ingressos é alto, então vale conferir se há promoções e pacotes especiais, principalmente neste período de férias.

Para outras atrações diversificadas, vale visitar o Sesc Ipiranga. Sempre menciono o quanto gosto destes espaços, e sei que alguma atividade interessante posso encontrar por lá: teatro, música, dança e oficinas são exemplos. Como sempre, conferir a programação com antecedência pode fazer a diferença!

Se desejar fazer apenas uma paradinha para um mini snack, minha sugestão é conhecer a Damp Sorvetes. Longe de ser como os gelatos cada vez mais populares pela cidade, mas ainda com custo elevado, a casa foi fundada no bairro na década de 70 por amigos italianos e oferece centenas de sabores, dos tradicionais aos mais exóticos, para quem quiser se aventurar. Para se manter no clima Imperial, prove o sabor “O Sorvete do Príncipe”, de chocolate branco belga com avelãs.

Se quiser curtir um fim de noite bem paulistano, que tal uma pizza? A rede Sala VIP, conhecida pelo delivery em vários pontos da cidade, tem um espaço muito bonito e aconchegante por aqui. O salão é grande, mas não deixa de ser intimista e permitir que o cheirinho bom de forno à lenha fique no ar.

Recentemente a página online da Revista Veja São Paulo listou “25 motivos para amar o Ipiranga”. Passe lá para conferir outras curiosidades e dicas.

Mais informações:

Aquário de São Paulo

Rua Huet Bacelar, 407.

Aberto todos os dias, das 9h às 19h (bilheteria e entrada permitida até às 17h).

Hambúrguer do Seu Oswaldo

Rua Bom Pastor, 1659.

Segunda a Sábado, das 12h às 22h.

Sesc Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822

Terça a Sexta, das 7h às 21h30 / Sábado, das 10h às 21h30 / Domingo e Feriado, das 10h às 18h30.

Damp Sorvetes

Rua Lino Coutinho, 983

Aberta todos os dias, das 10h às 20h.

Sala VIP Pizzaria

Rua Cisplatina, 195.

Terça a Domingo, das 18h30 às 24h.

PASSEIO POR UM DIA – VILA MARIANA

A Vila Mariana é um bairro enorme, e muito antigo. Super tradicional, sofreu muitas transformações na última década, mas nunca deixou de ser uma região versátil e diversificada.

Abrigando um dos maiores hospitais públicos da cidade, aliado à Escola Paulista de Medicina, e sendo um eixo importante ao restante da Zona Sul, o bairro apresenta ainda grande ocupação residencial (não tantas casas como antigamente), escritórios, clínicas e consultórios médicos e escolas.

Mas há cantinhos especiais espalhados por este bairrão, e espero poder te mostrar como aproveitar um dia por aqui.

Acesse facilmente a região desembarcando na Estação Santa Cruz (Linha 1 – Azul). Com a estética das primeiras estações de metrô inauguradas na cidade, a estação é pequena e passa por grandes obras no momento (fará conexão com a Linha 5 – Lilás, ainda em construção) e a saída é no interior do Shopping Metrô Santa Cruz.

Caminhe até a Casa Modernista e visite o enorme jardim e a primeira construção moderna da cidade. Para apaixonados por arquitetura, ou apenas curiosos, é super interessante percorrer a casa e entender a conexão entre cômodos, a forma de ocupa-los e a ligação dos ambientes internos com os externos.

Para a hora do almoço, o Lagoa Tropical é a minha sugestão. Um dos restaurantes vegetarianos mais antigos da cidade, o esquema funciona com buffet a preço fixo, incluindo sobremesa e sucos, à vontade. Mas não rejeite a ideia apenas por ser vegetariano, por favor! Aqui o cardápio e os sabores encantam: as receitas são diversificadas e interessantes, além de oferecer muitas opções para saladas, acompanhamentos e beliscos. Nunca comi receitas com PTS (a tal Proteína de Soja) tão gostosas quanto às daqui (o bolo de carne e o quibe com abóbora são divinos, úmidos e saborosos na medida certa!). Mesmo se você curtir muito uma carne, se acomode em uma mesa na varanda e dê uma chance a este lugar tão querido pelos moradores locais. Dica: durante a semana o horário de almoço é concorrido por quem trabalha por lá (mas ninguém fica mais de uma hora), mas aos domingos há espera, sempre. Tenha paciência e aproveite os petiscos dispostos na porta enquanto aguarda ser chamado.

Se apreciar bons petiscos, minha dica é conhecer o Veloso Bar. Se você gosta de coxinha, este é o paraíso! Considerada a melhor coxinha da cidade, pode ser pedida em porção de 6 unidades, ou individualmente, e acompanha um delicioso molinho de pimenta. Os drinks também são variados e muito apreciados. Abre para almoços apenas aos sábados e domingos, tendo o happy hour como foco nos outros dias.

Para curtir o dia, vou indicar a Cinemateca Brasileira. Dedicada ao estudo, defesa e divulgação do desenvolvimento da arte cinematográfica brasileira, este espaço promove atividades culturais, acadêmicas e científicas com o intuito de permitir a contemplação da filmografia brasileira e internacional. Sempre há algo interessante acontecendo por lá, desde pequenas exposições, oficinas, mostras de cinemas e debates. Muita arte, cultura e educação.

No mundo do delivery, comer uma pizza fora de casa pode custar caro, mas no Bráz Quintal isto nem deve doer na consciência! Umas das melhores pizzas da região, e de São Paulo, a casa faz parte do Grupo Bráz, mas nesta unidade o ambiente é todo mais que especial. A casa ocupada tem estilo de fazenda, com pé direiro altíssimo, mesas largas, iluminação charmosa e um quintal estonteante, que por se destacar tanto está até no nome. No frio pode ser desconfortável sentar-se na área externa, mas é tão encantador, que eu faria este esforço.

Recentemente a página online da Revista Veja São Paulo listou “25 motivos para amar o bairro de Vila Mariana”. Passe lá para conferir outras curiosidades e dicas.

Mais informações:

Casa Modernista

Rua Santa Cruz, 325.

Entrada gratuita.

Terça a Domingo, das 9h às 17h.

Lagoa Tropical

Rua Borges Lagoa, 406.

Segunda à Sexta, das 11h30 às 15h.

Domingo, das 11h30 às 16h.

Cinemateca Brasileira

Aberta todos os dias. Confira na página online os diferentes horários para cada setor.

Veloso Bar

Rua Conceição Veloso, 54.

Terça a Sexta, das 17h30 às 24h30.

Sábado, das 12h30 às 24h30.

Domingo, das 16h às 22h30.

Bráz Quintal

Rua Gandavo, 447

Domingo a Quarta, das 18h30 às 24h.

Quinta, das 18h30 às 24h30.

Sexta e Sábado, das 18h30 às 1h30.

TOP 3: BRECHÓS EM SÃO PAULO

Comprar em brechó é uma economia não só para o bolso, mas também para o planeta. Em tempos de reaproveitamento e moda sustentável, passar uma tarde com as amigas no brechó além de ser uma delícia, é uma ótima estratégia para poupar o bolso em tempos de crise.

São Paulo com certeza é o melhor lugar para isso!

Líder na quantidade/qualidade de brechós no país, se você está de passagem ou mora por aqui e está com um tempinho livre, chegou a sua chance! Sou super adepta e listo abaixo os meus favoritos nesse TOP 3:

  • Capricho à toa: As definições de brechó foram (definitivamente) atualizadas! A ideia aqui é o brechopping, uma casa enorme na Vila Madalena com três andares, vários provadores, artigos infantis, femininos e masculinos e até uma cafeteria. Desde roupas usadas com preços ótimos (tipo 5, 10 reais naquela brusinha), até produtos de grife, passando por muita coisa nova (ainda com etiqueta), tudo devidamente organizado por tamanho, cor e setor. Se puder, vá durante a semana, porque mesmo o espaço sendo grande, costuma lotar e aí dá aquele desânimo de entrar no provador para experimentar tudo (o número de peças que se pode levar ao provador é limitado a dez).
  • B. Luxo: Esse é daqueles para você que está em busca de antiguidades e que pode ostentar um pouquinho mais. Localizado na Rua Augusta, o espaço é lindo, super bem decorado e é o melhor lugar para encontrar peças de alta costura vintage por um preço mais acessível (longe de ser barato).

    Dica extra: Ainda na Rua Augusta, a Galeria Ouro Fino é antro de  alguns bons brechós no estilo vintage-chic. Se estiver com a tarde livre, aproveite para dar uma garimpada por lá também.

  • Brechó Faria Lima: Menor e menos conhecido que os anteriores, fica dentro de uma galeria na Avenida Faria Lima, em frente ao Shopping Iguatemi. Conheci porque é bem próximo da minha casa e de tanto passar na frente, um dia tomei coragem e entrei. Apesar de pequeno, a curadoria é ótima e o Instagram deles está sempre atualizado com as novas aquisições. O estilo aqui é mais contemporâneo e com preços bem amigáveis. É possível fazer bons achados de marcas tanto nacionais quanto importadas. Na minha última visita, por exemplo, comprei um sapato da Saks por R$30, praticamente novo.

Todos os meus favoritos aceitam dinheiro e cartões de débito e crédito.

Dicas para garimpar:

Vá com tempo:

Não adianta ir com pressa, tire uma tarde, coloque uma roupa confortável e vá. Indo sem tempo, você acabará frustada, achando que não tem nada que preste no seu tamanho.

Leve uma lista

Como em qualquer outra loja, as tentações são grandes e se você sair pegando tudo que serve/gosta, a chance do tiro sair pela culatra e a economia ir por água abaixo, é grande. Anote tudo o que pretende comprar com detalhes (ex. calça preta cintura alta skinny) e se não achar o que está na lista, não compre.

Prove

Como as roupas são de diferentes procedências (marcas, países e etc), as modelagens também são diferentes. Se encontrou o que estava procurando mas acha que não serve, dê uma chance, prove! Sempre podemos nos surpreender (tanto positivamente quanto negativamente).

Invista em acessórios

Para muitas pessoas, comprar roupa em brechó ainda é muito complicado. Minha dica se você não sabe por onde começar é investindo em acessórios. Eles são fáceis de provar, levantam qualquer produção e, em geral, são os itens mais baratos.

Dica bônus: Brechó Online

Se você não mora em São Paulo ou ainda é iniciante na arte de garimpar em brechó, uma dica é começar com o brechó online. Dentre os mais famosos, comprar no Enjoei dá aquela sensação de loja online que é ótima para quem está começando. E o melhor: se ao receber você perceber que a peça não era exatamente aquilo tudo que você esperava, você consegue devolver em até 7 dias e ser 100% reembolsado.

Para conhecer a minha lojinha do Enjoei, clique aqui.

 

 

TOP 3 – PARA PASSEAR NA AVENIDA PAULISTA

A Avenida Paulista, muito mencionada sempre quando se fala da cidade de São Paulo, pode parecer muito grande e não ser bem aproveitada por quem deseja passear por lá.

Com a mistura de muito trabalho, lazer e cultura, pode-se até dizer que é um dos pontos turísticos mais paulistanos exatamente por integrar estes três elementos – que são marcos da identidade da capital – de forma tão natural e harmônica.

Em qualquer momento do dia, a Avenida, que conecta diversas regiões, estará repleta de movimento, nas calçadas, nas ruas, na ciclovia e nas lojas. A dica é curtir o agito, diurno e noturno, percorrendo à pé, admirando edifícios, parques, museus e galerias.

Apaixonada por este trecho da cidade (apesar de muitos considerarem clichê), admiro a união entre história, arquitetura, arte e espaço público que se faz tão presente no local.

Sempre com atrações especiais e novidades para serem exploradas, é um desafio definir apenas alguns pontos, mas para otimizar (e diferenciar) seu passeio, listo TRÊS DICAS de lugares que merecem estar na sua programação quando vier conhecer a Avenida Paulista:

MASP – Museu de Arte de São Paulo

Para muitos, símbolo mais marcante da Avenida por sua imponência, beleza e charme. Sua história e arquitetura se mesclam e propõem ao visitante uma experiência completa: desbravar e ocupar o espaço público, e entreter e educar pela arte exposta.

Com um acervo próprio e exposições temporárias, a visita é especial não só pelos diversos andares, mas também pela vista privilegiada e livraria.

Antes ou depois, reserve um tempinho para curtir o vão livre do Masp, um dos espaços mais democráticos da cidade, capaz de nos fazer sentir grandiosos e parte viva da cidade.

Café, restaurante e loja também podem completar seu passeio.

LIVRARIA CULTURA – Conjunto Nacional

Dentro de um edifício multifuncional, a livraria ocupa grande espaço da galeria térrea, e é um ambiente muito agradável e aconchegante. A estrutura e decoração são incríveis e nos convidam à percorrer os pavimentos e corredores em busca de muitos livros, podendo sentar em qualquer cantinho e iniciar a leitura. Fique à vontade, conheça o café e aproveita algumas horinhas gostosas por lá.

PARQUE TRIANON

Um respiro no meio da “selva de pedra”, o terreno, de quase 50 mil m² é ocupado por uma vegetação densa de Mata Atlântica e repleta de espécies exóticas e animais silvestres. Curioso saber que um lugar assim existe no meio de um espaço tão urbano, não é?

Aproveite toda esta natureza inesperada para fazer uma pausa tranquila, respirar um ar puro e relaxar um pouquinho antes de seguir seu caminho.

 

Mais informações:

MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO

Avenida Paulista, 1578

Terça-feira – Domingo 10h às 18h (Bilheteria aberta até 17h30)

Quinta-feira 10h às 20hs (Bilheteria aberta até 19h30)

Ingressos: R$ 30,00 (Gratuito às terças-feiras).

LIVRARIA CULTURA

Avenida Paulista, 2073

Segunda-feira – Sábado 9h às 22h / Domingo e Feriado 11h às 20h

PARQUE TRIANON

Avenida Paulista, altura nº 1500

Aberto todos os dias 6h30 às 17h30

Está visitando a Avenida Paulista num domingo? Tem post sobre a Paulista Aberta, uma iniciativa da Prefeitura para incentivar o pedestre e humanizar a cidade. Clique aqui e saiba mais.

JULHO E O MÊS MAIS COMPLICADO PARA TIRAR FÉRIAS

Sim, metade do ano já se foi. E amanhã, além de ser o dia que você estava esperando para ler a previsão do mês de Susan Miller, é também (muito provavelmente) o dia que começam as suas férias (ou que costumavam começar, na remota infância).

inverno em bsas 2011
Inverno na capital argentina em 2011: pode não parecer, mas a temperatura no dia dessa foto era de seis graus Celsius

Odeio dar notícia ruim, mas a gente cresce e descobre que julho só é o pior mês para tirar férias. E explico com fatos:

1) É o único mês que o planeta inteiro está de férias – ou seja, é alta temporada em todos os destinos.

2) E o que significa alta temporada? Sim, altos preços.

3) Além dos altos preços, se você como eu não é muito chegado em muvuca, esse também é um péssimo mês para ficar naquele resort family friendly.

4) E as temperaturas? No hemisfério norte, um calor do cão. No hemisfério sul, um frio congelante. Na região central? Temporada de furacões.

Mas se ainda assim essa é a única época do ano que  você consegue uns diazinhos, bora focar na solução, e não no problema. E aqui vão algumas sugestões:

No hemisfério Norte (verão) – Agora pode ser o momento de visitar aquele país super frio que é inviável ir fora do verão. Vale a pena ficar ligado nas passagens: normalmente os valores chegam a dobrar nesta época do ano.

América do Norte: As opções aqui são inúmeras, mas como tudo nos Estados Unidos está caro e/ou lotado nessa época, que tal fazer uma roadtrip pelo Canadá e terminar lá no Alasca? Além de ser uma maneira mais econômica de se locomover (e de dormir, já que sempre há opções de campings pelo caminho).  Chegando no Alasca, milhares de atividade ao ar livre e sol durante praticamente 24h por dia estão à espera.

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Paisagem de tirar o fôlego no Alasca – Foto: Michael Deyoung 
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Verão na Disney em 2015: Magic Kingdom lotado e um calor sofrível

América Central: Por aqui, é temporada de furacão em praticamente todos os destinos do Mar do Caribe. Ainda que não seja garantido que você presenciará um furacão nessa época, eles são bem prováveis e podem estragar toda a viagem, sem falar que quando não tem furacão, tem chuva na maior parte do tempo. Uma solução nesse caso para quem não abre mão do Caribe, é recorrer a um país que não esteja na rota dos furacões: Barbados, por exemplo. A ilha onde nasceu Rihanna está cheia de praias maravilhosas e por ser somente uma ilha (diferentemente das Bahamas, por exemplo), você consegue percorrê-la toda de carro.

Europa: Que destinos europeus como a Península Ibérica e o Mediterrâneo são hot destinations em julho, não é segredo para ninguém. Mas que tal fugir das super lotações das praias europeias e tentar um destino menos óbvio? Regiões mais ao norte como Groenlândia, Islândia e a Escandinávia se tornam inviáveis de visitar durante grande parte do ano, mas é no verão que ocorre o degelo em boa parte desses países e que as temperaturas ficam mais amenas – ainda que longe do verão que conhecemos, por aqui elas variam entre zero e quinze graus. Os dias são super longos e em algumas regiões o sol dura a noite inteira! Como existem poucos aeroportos que fazem essa rota, minha sugestão é começar pela Escandinávia (Copenhagen tem opções de voo tanto para Islândia quanto para a Groenlândia).

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Verão: época de baleias nas águas da Groenlândia – Foto: Magnus Elander

Ásia: Um dos destinos mais desejados, viajar para o Sudeste Asiático nessa época pode ser uma furada. Isso porque a Ásia tem as monções mais fortes do planeta, que são ventos sazonais que podem provocar fortes tempestades, alagamentos e etc. Na Tailândia, por exemplo, julho é o pior mês para se visitar. Japão, Coréia do Sul e China também devem ser deixados para estações intermediárias (primavera e outono). Mas como o continente é imenso, algumas regiões são mais tranquilas em junho, como Bali, Cingapura e Malásia.

Hemisfério sul (inverno) – Apesar de ser inverno, a temperatura é “suportável” na maioria dos destinos mais populares.

Brasil: Por aqui, grande parte do país continua quente – basicamente o país inteiro do Rio de Janeiro pra cima. O problema: na costa, que engloba parte do sudeste e o nordeste, chove muito. Muito pelo contrário, o Centro-Oeste é super seco e ainda que seja difícil respirar em algumas partes (tipo, Brasília e seus 15% de umidade relativa), é uma ótima época para visitar Bonito ou o Pantanal. Mas, se você gosta de frio, o sul está cheio de destinos lindos (como a Serra Gaúcha e Catarinense) e dependendo do ano, ainda corre o risco de nevar – embora seja difícil de imaginar neve no Brasil, às vezes acontece (só não vale esperar neve nível Groenlândia). Agora, o imperdível do Brasil em julho, na minha opinião, é o norte. Apesar de ser uma região que chove muito, é em meados de julho a época que chove menos e é considerado “verão” no Pará, por exemplo. Escrevi um post sobre Belém (clique aqui para ler) e acho que todo mundo deveria ir e conhecer, além da capital, outras belezas no Estado como Alter do Chão.

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Belém do Pará no Dia dos Namorados de 2016

Dica extra: Sempre que vou para um destino de praia na América Latina, checo o praiomêtro do blog Viaje na Viagem. Normalmente, eles acertam as previsões de chuva!

América do Sul: Saindo de São Paulo e do RJ, vira e mexe aparece promoção de última hora para Buenos Aires, Montevidéu e Santiago. Além de ser uma ótima chance de conhecer essas capitais, você pode aproveitar cidades próximas, como Colonia del Sacramento (no Uruguai) ou visitar uma estação de ski em Valle Nevado (cerca de uma hora de Santiago).  Outra sugestão se você conseguir passagens baratas é visitar o Machu Picchu, no Peru – de maio a setembro é época de seca na região, e na última semana de junho ainda rola a festa Inti Raymi, uma cerimônia Inca/Andina de adoração ao Deus Sol (Inti).

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Colonia del Sacramento: Paz e simpatia no Uruguai

Para acompanhar promoções de último minuto, sempre acompanho os posts do Melhores Destinos e do Viajando Barato Pelo Mundo

África: Essa é a melhor época para fazer um safári! Isso porque ainda que de manhã possa fazer mais frio, as temperaturas são mais suportáveis e o tempo, seco. O destino mais fácil de se chegar, África do Sul (com voos diretos pela South African Airways e pela LATAM) sempre entra em promoção em meados de maio, com datas que normalmente vão do fim de maio até agosto, muito provavelmente porque claramente não é a melhor época do ano para pegar praia. Mas não encane: se tiver a oportunidade de ir nessa época, vá. O país é enorme e com certeza não faltaram atividades (além do safári que já mencionei).

Oceania: É durante o inverno no hemisfério sul que acontece um dos espetáculos mais incríveis da natureza: a aurora austral. Trata-se de uma interação entre a existência de um campo magnético na Terra e o vento solar, e um dos lugares para sua observação é na Nova Zelândia. E se você estiver por lá, aproveite para visitar também uma das muitas estações de ski. 

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Muitas luzes na aurora austral – Foto: Common Wikimedia

Julho está batendo à porta e esse é o melhor período para planejar outra data complicadíssima: o réveillon. A Amanda (do blog Amanda Viaja) fez um vídeo recentemente dando dicas maravilhosas de como se organizar para o fim do ano. Dá uma olhada:

E falando em fim de ano, você já sabe para onde ir em dezembro? Também estou aceitando sugestões! 😉

 

BELÉM E O DIA DOS NAMORADOS

A poucos dias do Dia dos Namorados, resolvi reviver a minha comemoração do ano passado e contar um pouco mais de um lugar pouco óbvio para passar essa data: Belém do Pará.

Leia também: Rota romântica e o sul do país

A primeira coisa que percebi ao procurar destinos “românticos”, é que todos os blogs apontavam para lugares não muito originais. Como em junho está esfriando aqui no Centro-Sul do Brasil e no nordeste é temporada de chuva, vi que ir para o Norte seria uma boa opção se estivesse procurando algum lugar quente e seco, em pleno outono. Por fim, escolhi Belém, no Pará, porque além de ser um lugar que sempre quis ir, as passagens estavam bem baratas para o  fim de semana do dia 12.

Como era a minha primeira empreitada por lá e teria apenas 3 dias, pensei num roteiro bem compacto, que não saísse muito do centro da cidade e que me permitiria visitar os lugares mais especiais (e também turísticos) da cidade. O que eu posso adiantar desses dias? Que foram mágicos e que quero voltar ao Pará o mais breve possível!

Sobre a cidade 

Belém do Pará é a capital do Estado do Pará, primeiro da região norte, fazendo divisa com a região nordeste (Maranhão) e Centro-Oeste (Mato Grosso) e se divide em porção continental e nas ilhas ao redor (39 ilhas ao total).

Fundada em 1616, é a porta de entrada para a Floresta Amazônica – de onde inclusive saem barcos que ancoram em Manaus – e no século XIX foi palco da cabanagem, uma das revoluções populares mais importantes para o país.

Leia também: Hotel de selva: A experiência

De clima extremamente úmido (frequentemente ultrapassando 90%), é a capital mais chuvosa do país. O extremo calor também é característico com temperaturas quase sempre acima de 30 graus.

No segundo domingo de outubro presencia-se um dos eventos mais importantes para o catolicismo no país, o Círio de Nazaré. Uma procissão de mais de 3km que há mais de dois séculos faz romeiros atravessarem a cidade homenageando Nossa Senhora de Nazaré, mãe de Jesus.

Se você (e seu par) são do tipo que adoram aventura, cultura e gastronomia, Belém tem tudo isso por um preço bem acessível. Bons hotéis não costumam ter diárias que ultrapassam R$400 e o valor por km do táxi é de R$3,03 na bandeira 2. Por ser uma capital, existem opções de gastronomia e entretenimento variadas e vôos diários de diversas partes do país. A aventura fica por conta da Floresta Amazônica, onde você pode conhecer superficialmente em um dos passeios peça própria cidade ou ir mais a fundo, pegando um barco e navegando por cerca de  6 dias.

Seu acesso é extremamente simples pelo Aeroporto Internacional Val-de-Cans com operação pelas companhias Azul, Map, GOL, LATAM, TAP, Sete e Surinam.

Onde ficar

Na minha estada de 2 noites, fiquei no Grand Mercure Belém, que fica na Avenida Nazaré, por onde passa o Círio e que, para os amantes de futebol, está na frente da sede do maior time do estado, o Paysandu.

O hotel do grupo Accor tem ótima infra-estrutura, com piscina, restaurante, bar e room-service 24h, além do café da manhã incluído na diária. No quarto, uma coisa que me chamou a atenção foram os amenities, feitos com produtos regionais e alguns livros e quadros com imagens e histórias da cidade.

Passeios imperdíveis

Cidade Velha: Com arquitetura barroca diretamente influenciada pelo italiano Antonio Landi que ali habitou no começo do século XVIII, a Cidade Velha é um deleite para os olhos de amantes de artes. Por ali, além das construções ficam vários museus, teatros e Igrejas que precisarão de pelo menos um dia da sua atenção. Minha sugestão é percorrer as ruas sem um roteiro definido, deixando-se levar pelos encantos da região.

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Museu Histórico do Estado do Pará

Mercado Ver-o-Peso: Com certeza a minha atração preferida em Belém! Fundado há 388 anos, continua em operação diariamente vendendo produtos de hortifrutti e artesanato local. É uma viagem à gastronomia amazonense, cheia de cores e cheiros. Não se intimide e pergunte tudo o que quiser aos solícitos vendedores. Eles são ótimos explicando o que é cada coisa e dando receitas locais. Uma curiosidade: o local apesar de turístico, também segue frequentado por locais e vende anualmente cerca de 30 toneladas de açaí por ano

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Cores e diversidade no Mercado Ver-o-Peso

Forte do Presépio – Forte localizado na Cidade Velha, foi construído no mesmo ano da fundação de Belém para proteger a cidade de ataques de estrangeiros e hoje preserva também um museu para promover um pouco da história da colonização européia na região da Amazônia.

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Cidade Velha no caminho para o Forte

Mangal das Garças: Um parque privado que reúne fauna e flora locais, além de restaurante e observatórios. A foto abaixo é do Farol, que apesar da fila, do calor e do valor adicional de R$10, vale a pena ser visitado. A vista é de tirar o fôlego!

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Do alto no Mangal das Garças

Catedral Metropolitana de Belém: Situada na Cidade Velha, e também de arquitetura barroca, é a Igreja mais antiga da cidade.

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Catedral Metropolitana de Belém

Passeio de Barco – Fiz esse passeio pela Valeverde, que saí da Estação das Docas no fim da tarde e dura cerca de uma hora percorrendo a Baía do Guajará ao pôr do sol. No passeio, alguns pontos turísticos avistados são explicados pelo guia, mas acho que o ponto alto mesmo do passeio é a apresentação de dança que acontece no barco. O Pará, além do famoso tecnobrega (olá, Calypso), é conhecido por um ritmo ainda mais tradicional: o Carimbó, que mistura elementos indígenas e africanos. Durante a apresentação, muita música e tanta giração que você vai se perguntar como alguém consegue dançar daquele jeito, num barco, sem passar mal rs.

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Vista do barco no fim de tarde

O vídeo abaixo mostra um pouquinho do Carimbó:

O que comer

Para quem não conhece a culinária do norte do Brasil, tão peculiar e difícil de descrever, não sabe o que está perdendo! Hoje em dia eu arrisco dizer que é a minha preferida no Brasil e muito desse amor começou no Pará. Foi por lá que provei pela primeira vez sabores tão amazônicos como Tucupi, Tacacá, Jambu e Bacuri.

Por aqui tudo é um espanto aos desavisados, desde a forma como o açaí é consumido – totalmente sem açúcar e com farinha – até a variedade de frutas e peixes. É um encanto e eu provavelmente não sou a pessoa mais indicada para dar maiores detalhes. Confesso que durante essa viagem comi muita coisa que nem sabia o que era – e que continuo sem saber – mas tudo era maravilhoso. Meu namorado, tão encantado quanto eu, pedia para colocar cupuaçu em tudo: no sorvete, no suco, no chocolate…

Acho que o melhor lugar para ter o primeiro contato com tanta coisa é o Mercado Ver-o-Peso, que comentei anteriormente.

Dos restaurantes, não fui a muitos mas um deles me conquistou. A noite do dia dos namorados não poderia ter sido mais especial: jantar no Remanso do Bosque, que está na lista dos 50 melhores da América Latina pela revista Restaurant. Com elegância e delicadeza, o chefe Thiago Castanho incorporou no cardápio todos os ingredientes locais, com opções à la carte ou menu degustação. Apesar do preço ser bem mais alto do que o encontrado normalmente em Belém, é totalmente pagável. O espaço do restaurante também é lindo e acomoda bem tanto casais, quanto grupos maiores. Na saída, uma lojinha com alguns produtos locais, os quais não resisti e trouxe para casa. Esse é um dos To Do’s obrigatórios em Belém!

E você, já tem planos para o próximo dia 12/06? 

 

Paulista aberta: Vamos aproveitar o domingo?

Fim de semana chegando e com as temperaturas amenas de outono, a gente só quer saber de ficar perambulando por aí, ainda mais quando o fim de semana chega.

A Avenida Paulista, cartão postal de São Paulo e primeira parada de praticamente todos os turistas, está aberta desde 2015 – mesmo período que foi entregue a ciclovia que atravessa a avenida. O projeto se concretizou na gestão no antigo prefeito Fernando Haddad e só formalizou um pedido antigo de grande parte da população. Existem até alguns movimentos que seguem na luta para manter a avenida aberta aos domingos.

A ideia principal de fechar o tráfego de carros é humanizar mais a cidade, integrando a população que pode caminhar ou andar de bike e lembra um pouco o movimento que já acontece em outras cidades, como no Rio de Janeiro.

Se você tem um domingo livre mas não sabe muito bem por onde começar, aqui vão algumas sugestões.

paulista

Como já dizia a velha piada, a Paulista começa no Paraíso e termina na Consolação. Descendo na Estação Paraíso, a primeira coisa a ser avistada é a Catedral Nossa Senhora do Paraíso, sede episcopal da Eparquia Melquita de São Paulo da Igreja Greco-Católica no Brasil.

Seguindo, a primeira parada, logo ao lado do Shopping Paulista é a Japan House. Recém inaugurado, o centro cultural traz atrações sobre a cultura japonesa e além de exposições, tem biblioteca, restaurante, café e algumas pop up stores, tudo isso num prédio lindão projetado pelo arquiteto Kengo Kuma.

japan house
Japan House

Atravessando a rua está a Casa das Rosas, um complexo cultural com uma programação incrível – dê uma olhadinha no site para ver o que está acontecendo agora – e com um café delicioso, o Caffè Ristoro. Pegue uma mesinha externa e desfrute do dia acompanhado com um docinho da patisserie.

casa das rosas
Casa das Rosas

Andando ainda pelo mesmo lado da calçada, a poucos metros a frente, vê-se o Itaú Cultural.

Quer dar uma olhada em livros e eletrônicos? Só continuar andando e na mesma calçada você pode visitar a FNAC, que fica no subsolo.

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Estátua viva

Bora atravessar a rua e curtir um cineminha? No prédio da Gazeta, além do Teatro, o cine Reserva Cultural tem o melhor do cinema alternativo.

Você chegou na estação Trianon MASP! Ótimo, quer ver uma exposição ou ir passear no parque? Quer fazer os dois? Dê um pulinho no MASP e assim que acabar a exposição, não deixe de conferir a feirinha de antiguidades que acontece sempre no vão livre. Atravesse a rua e aproveite uma paz no meio da Paulista: é o Parque Trianon. Aos domingos, diversas barracas ainda vendem diversas comidas em frente ao parque!

masp
MASP

Achou que era o único parque na região? Se enganou! Poucos passos a frente, está o Parque Mario Covas, um pouco menor que o Trianon mas igualmente agradável para uma uma voltinha aos domingos. Essa também é uma ótima sugestão se você estiver passeando com o pet.

Está em dúvida se quer assistir um show, ir ao teatro ou a mais uma exposição? A FIESP tem tudo isso e mais um pouco! Cada domingo, uma programação musical diferente que acontece em frente ao prédio, além de exposições no primeiro andar e no subsolo, teatro e claro, um bom cafezinho, dessa vez na Patisserie Douce France.

Importante:  A Estação Paulista, não fica na Paulista como o nome sugere e sim, na Consolação. Já a Estação Consolação, essa sim, está na Paulista (na altura do número 2000).

Andando mais um pouquinho você chegará na Estação Consolação, a última da Paulista. Por lá o agito é garantido! De um lado da avenida, a Rua Augusta, point dos descolados da cidade com inumeras atrações culturais, restaurantes, bares e baladas, do outro, o Jardins. O metro quadrado mais caro da cidade, além de luxuosas residências, tem opções de restaurantes que não acaba mais. Por ali você também verá o Conjunto Nacional que abriga uma das maiores livrarias do país, a Livraria Cultura; o Instituto Cervantes, centro de ensino de língua espanhola que sempre traz alguma programação especial aberta ao público e mais ao fim da Paulista, o Caixa Belas Artes, um cinema super antigo e que é conhecido pelos eventos super originais, como o Noitão, que traz temas diversos durante a madrugada de sexta-feira.

Spotify: Passeando por São Paulo e quer uma trilha sonora? Clica aqui para ouvir a nossa playlist exclusiva 🙂

Ufa! Quanta coisa! Se você não sabe por onde começar, tem um resumão abaixo! Faça a sua listinha e boa diversão!

Resumindo…

Arte e Cultura 

Japan House – Endereço: Av. Paulista, 52 – Telefone: (11) 3090-8900

Casa das RosasGrátis – Av. Paulista, 37, Paraíso (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 3285-6986.

Reserva Cultural – Av. Paulista, 900 – Cerqueira Cesar (entre as estações Trianon e Brigadeiro do metrô) –  (11) 3287-3529

Itaú CulturalGrátis – Av. Paulista, 149 – Bela Vista (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 2168-1700.

MASP – R$ 15 (meia-entrada para estudantes) ; grátis para menores de 10 anos e idosos. – Av. Paulista, 1578 – Cerqueira César (em frente à estação Trianon-MASP do metrô) – (11) 3251-5644.

Instituto Cervantes – Avenida Paulista, 2439 – 1º Andar, Cerqueira César – (11) 3897-9600

Caixa Belas Artes  – Rua da Consolação, 2423 – Consolação (próximo à estação Paulista, da linha verde) – (11) 2894 5781.

Gastronomia

America – Av. Paulista, 2295 – Bela Vista – (11) 5644-2222

Johnny Rockets – Av. Paulista,  1.230 – 4º. Andar – (11) 3595-1493

Bella Paulista – Aberto 24h – Rua Haddock Lobo, 354 – Cerqueira Cesar (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3214-3347.

Gopala Hari – Culinária indiana por preços acessíveis e ótimo para vegetarianos – R.Antônio Carlos, 429 – Consolação – (11) 3283-1292

Jiquitaia – Culinária contemporânea feita com ingredientes brasileiros, ótimo para o almoço – R. Antônio Carlos, 268 – Consolação – (11) 3262-2366

Mestiço – Culinária tailandesa com um toque brasileiro –  R. Fernando de Albuquerque, 277 – Consolação – (11) 3256-3165

SujinhoHamburgueria super acessível e deliciosa. A Pamela Domingues tem um vídeo maravilhoso – R. da Consolação, 2078 – Consolação – (11) 3154-5207 – ATENÇÃO: Não aceita cartões, pagamento em dinheiro. 

Capim Santo – Alameda Min. Rocha Azevedo, 471 – Jardins – (11) 3089-9500

Rubayat ParaísoPara os fãs de churrasco de qualidade – Alameda Santos, 86 – Cerqueira César, São Paulo – (11) 3170-5100

Spot – Descolado, ótimo para jantar e para uns bons drinks – Alameda Ministro Rocha Azevedo, 7255 – (11) 3283-0946

Compras

Shopping  Patio Paulista – Rua Treze de Maio, 1947 – Bela Vista (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 3191-1101.

Livraria Cultura  – Av. Paulista, 2.073 – Cerqueira César (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3170-4033.

Shopping Center 3 –  Av. Paulista, 2064 – Consolação (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3285-2823.

Fnac –  Av. Paulista, 901 – Bela Vista (entre as estações Trianon e Brigadeiro do metrô) – (11) 2123-2000.

Shopping Cidade de São Paulo – Av. Paulista, 1230 – Bela Vista – (11) 3595-1230

Feira de Antiguidades do MASP – Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista

Hotéis

Tivoli São Paulo – Mofarrej – Alameda Santos, 1437, Jardins – (11) 3146-5900
L’Hotel PortoBay São Paulo – Al. Campinas 266, Jardim Paulista – (11) 2183-0500
Renaissance – Alameda Santos, 2233 – Cerqueira César – (11) 3069-2233

Meliá Paulista – Av. Paulista, 2181 – Consolação – (11) 2184-1600

 

Hotel Emiliano – Rua Oscar Freire, 384 – Jardim Paulista – (11) 3069-4369

 

Parques

Parque Mario CovasGrátis – Av. Paulista, 1853, Jardim Paulista

Parque Tenente Siqueira Campos – Trianon – Grátis – Rua Peixoto Gomide, 949, Cerqueira César (em frente à estação Trianon do metrô) – (11) 3289-2160.

 

 

 

 

 

 

[SÃO PAULO] ITAIM BIBI ALÉM DO BUSINESS

Da série dos roteiros pela cidade, vamos começar a semana no bairro que muita gente começa mesmo a semana: Itaim Bibi.

Pólo comercial em São Paulo, nove em cada dez executivos trabalham por aqui. É aqui que fica a sede de praticamente todos os bancos e empresas de tecnologia (Facebook, Google, Linkedin, Twitter…) e que passam milhares de paulistanos diariamente.  Antes que você rapidamente comece a associar tudo isso a um trânsito caótico, gente estressada e muito prédio, viemos dizer que sim, é possível agregar valor até àquele cantinho de São Paulo que faz muita gente acordar cedo na segunda de manhã.

Gastronomia

Esse tópico é polêmico e merece muitos posts, isso porque o Itaim Bibi é um dos bairros mais gastronômicos da cidade (ao lado de Moema, Jardins e Vila Madalena). A seguir meus hotspots, muitos dos quais já apareceram aqui no blog em outras oportunidades. 

Café da manhã

Mr Baker: Provavelmente o lugar que mais frequento em São Paulo. Pelo menos umas três vezes na semana tomo café por aqui e é por aqui que paro quando no caminho para casa estou de bobeira e quero um café. O lugar é pequeno, mas aconchegante, os funcionários são ótimos, os pães uma delícia e o Wi-fi é gratuito e aberto (sim, não tem nem senha!). Precisa de mais?

Octavio Café: Pra quem gosta de café de verdade, esse é um MUST GO na cidade. O espaço, além de lindo, serve uma linha de café própria com diferentes torras, tem sempre uma exposição de arte no segundo andar, wi-fi grátis e o prédio por si só, é de ficar horas admirando. O ponto negativo? Desde o ano passado, eles não funcionam mais aos finais de semana, quando o espaço é reservado apenas para eventos. Adorava ir aos finais de semana, pedir um brunch e ficar divagando…#chateada

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Café e bolinho de banana

Frutaria São Paulo: Tá empenhado na dieta ou só quer tomar um café mais levinho? Pronto, achou seu lugar! Pet-friendly, com estacionamento de bikes e sempre uma opção saudável, a Frutaria é ótima tanto para o café, quanto para qualquer outra refeição. Super recomendo o açaí frutaria, uma versão sem açúcar mas não menos maravilhosa. Aos finais de semana, tem buffet também com um preço super honesto.

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Açaí da Frutaria

Almoço

Jamie’s Italian: Primeiro restaurante do chefe-estrela, é um dos meus preferidos por motivo de: o lugar é bem espaçoso e quase nunca tenho que esperar muito e além das massas maravilhosas, eles têm a melhor sobremesa de SP: o famoso brownie com caramelo salgado, pipoca e sorvete.

jamies

Vapiano: Primeira filial brasileira da rede alemã, é ótima porque combina praticidade com comida italiana, que é uma coisa que a gente ama. As refeições são servidas em estações de acordo com o tipo de prato (entrada, salada, massas e pizzas). Tem também uma estação-bar, com vários drinks, mas eu gosto mesmo dos chás gelados que eles fazem por lá.

vapiano
Um dos cardápios do Vapiano

Coco Bambu: A famosa rede de restaurantes e frutos do mar tem uma sede linda na Avenida Juscelino Kubtischek com três andares e vista para a cidade. Funciona bem para almoços e grandes grupos. Ah, e a comida, é claro, é maravilhosa!

Jantar

Cantaloup: Lugar lindo, atendimento ótimo e comida melhor ainda: combo perfeito para ter uma ótima noite. O lugar fica meio escondido atrás de uma fachada de madeira, pode ser um pouco complicado achar, mas fica bem na frente do Limonn. Ah, eles tem mesas bem grandes, então funciona para aquela reunião com a família/amigos também.

Marakuthai: Amo, amo, amo! Culinária tailandesa com ingredientes brasileiros, o menu é o mesmo que o do Jardins, com um ambiente mais descolado. Tem opções vegetarianas e panelinha de brigadeiro para a sobremesa que deixa qualquer um suspirando.

Pomodori: Ótimo para jantares mais intimistas, que pedem uma ocasião especial. Esse restaurante italiano fica numa esquina e apesar de pequeno, é lindo tanto por dentro quanto por fora. A carta de vinhos é ótima, não deixe passar a chance de harmonizar.

Lanches rápidos

Le Pain Quotidien: Padaria que está presente nos quatro cantos desse mundinho, mas que é uma ótima opção se você tá atrás de um almoço tardio ou se só quer um lanchinho mesmo. Sempre escolho uma das tartines, a sopa do dia e de sobremesa, o docinho de pistache e um café. Aos finais de semana, tem também menu de brunch.

Madureira Sucos: Como já entrega o nome, o carro chefe são os sucos – tem todas as combinações possíveis. Para combinar, os sanduíches e as sopas são ótimos e para o café da manhã, são diversas opções que você pode comer tanto no segundo andar quanto no balcão do térreo.

Havanna Café: Rede de alfajores argentina, o café recém inaugurado fica dentro da Livraria Saraiva.

Joy Juice: Outra casa de sucos, mas o que faz sucesso aqui são os wraps. Dá para escolher um do menu ou montar o seu e o mesmo esquema é o mesmo para as saladas. Ótima opção saudável.

Pão com Carne: Essa casinha na rua Joaquim Floriano faz o maior sucesso, vive com gente pelas calçadas. A ideia é simples: um menu de hambúrguer com poucas variações, para pegar e comer rapidinho em pé, por ali mesmo. Os preços são bem atrativos, vale a pena experimentar.

Santo Grão: Mais um dos lugares que mais frequento no Itaim. Um café fofo que, além de café e brunch aos finais de semana, serve pratos deliciosos. De picadinho a moqueca, uma das coisas que mais gosto aqui é o petit gateau de doce de leite, e claro, o cafezinho. Além da loja física, o delivery é ótimo: a comida chega super rápido e vem impecavelmente embalada e bem quentinha.

Sorvetes:

Le Botteghe Di Leonardo: Minha favorita, além dos mais diversos sabores, opções gluten free e lac free, eles tem um picolé para cachorro e área para os pets. Ah, cafezinhos e docinhos estão no menu também!

Cuordi Crema: Além dos sorvetes, servem café e docinhos. Os macarrons valem a pena, sempre compro uma caixinha e trago para casa.

Gelateria Parmalat: Pequena sorveteria que fica no Brascan, tem meu sorvete de leite preferido, cremoso e bem leve.

Davvero: Premiada sorveteria, tem o meu cone preferido: fininho e crocante. Os sorvetes cremosos são meus favoritos, com destaque para os sabores como Tiramissu e Cheesecake.

E mais…

Caso você esteja passeando por aqui às terças-feiras, saiba que ainda dá para comer aquele pastelzinho exxxperto com um caldo de cana na feira, que fica na rua Prof. Tamandaré Toledo, das 6h às 13h.

feira
Feira livre

Bares

Boteco São Bento: A unidade do Itaim do Boteco São Bento fica numa movimentada esquina (Leopoldo x João Cachoeira) e vive lotada! O bar funciona diariamente do meio dia às 2 da manhã, serve almoço, buffet de feijoada aos sábados, mas é a partir de quinta a noite que a coisa começa a pegar fogo. Para quem gosta de bar com uma pegada baladinha, à noite a música alta complica a vida de quem quer ir para o bar conversar, mas soa bem interessante para quem tá afim de paquera e agito.

Peppino: Nova empreitada dos donos do Nino Cucina, restaurante italiano que abriu ano passado e já é considerado um dos melhores da cidade, o bar se destaca como sendo o primeiro bar italiano da cidade. Abre de segunda a sábado para almoço e jantar e promete fugir do menu clássico, com drinks exclusivos e quitutes diferenciados.

Banana Café: Mais um lugar para quem gosta de fervo. Localizado no meio do Itaim, faz às vezes tanto de executivos, que no fim do dia procuram um happy hour animado, quanto dos jovens que estão atrás um esquenta antes da balada. O Banana, que era famoso nos anos noventa, reabriu e além da carta de drinks, se diferencia pela programação musical, sempre com um dj aumentando o barulho, rs.

Boteco Boa Praça: Recém aberto, confesso que nunca fui. O que chama a atenção aqui é a ideia de fazer um bar aberto, como se fosse uma praça mesmo. Arvores e luzinhas dão um ar todo especial ao lugar. Sempre que passo por lá, está lotado, seja aos finais de tarde, seja bem à noite. Do cardápio, destaque para o menu de cerveja, que ajuda a reafirmar as vezes de boteco do local.

Arte

Está atrás de inspiração artística? Vale visitar a Galeria Marilia Razuk, que reune a nata dos mais diversos artistas contemporâneos num mix que sempre dá certo. As exposições são ótimas!

Diversão

Cinema Kinoplex: Procurando um cineminha? No complexo Brascan, um shopping aberto, está um dos cinemas da rede Kinoplex, sempre com todos os lançamentos e salas VIP. Ah, e se você estiver por lá e quiser beliscar uma coisinha, vale a pena passar antes na Lojas Americanas que fica na rua Joaquim Floriano, já que a lanchonete do cinema não tem muita opção.

Parque do povo: Aquele dia de sol e você aí pensando em ir ao Ibirapuera? Saiba que entre os diversos outros parques da cidade, um deles fica aqui na região do Itaim. Cheio de verde, com quadras e pista de caminhada/corrida, o Parque do povo abriu em 2008 e é um oásis no meio do caos. Vale ficar atento à programação que é diferenciada aos finais de semana e sempre tem alguma coisa legal acontecendo. Se você está vindo de trem, melhor ainda: fica do ladinho da estão Cidade Jardim.

Compras

A rua João Cachoeira é o centro comercial mais conhecido por aqui. Uma seleção de lojas de tudo – roupas, calçados, eletrônicos, acessórios, supermercados e por aí vai – tudo no mesmo lugar. Começando na avenida Nove de Julho, a rua atravessa a fronteira de bairros e continua do outro lado da Avenida JK, na Vila Nova Conceição.

Transporte

Dá pra percorrer o bairro todo andando, mas se você estiver procurando uma experiência diferente, só pegar uma bike e aproveitar a ciclovia da Faria Lima, o Parque da Cidade ou ainda, em dias mais calmos, aproveitar as ruelas da região.

Dicas: Não se conteve com as sugestões acima e quer saber mais do bairro? Siga o Instagram do @seubibi e claro, o Instagram do @meetmeinsp. E não custa nada lembrar que clicando aqui você também tem trilha sonora pronta para a sua tarde na cidade 😉

PASSEIO POR UM DIA – BOM RETIRO

Tem um dia livre para curtir a cidade? Na minha opinião, não é preciso ser turista para se interessar por explorar uma região nova! Ainda mais em São Paulo! Por aqui, além de muitas áreas bacanas para serem conhecidas, toda hora surge algo novo ou reformulado que chama atenção.

Mas por conta do tamanho de Sampa, e para fazer render seu tempo livre, é importante mapear bem a área a ser visitada e definir os pontos a serem conhecidos levando em consideração deslocamento, horários de funcionamento e distâncias. Minha sugestão neste caso, e em demais grandes cidades que você for conhecer, é destinar um período (manhã, tarde ou noite) ou o dia inteiro para uma determinada região. Desta forma, você se descola uma única vez para o local e tira o maior proveito possível de lá.

Neste post, hoje, vou direcioná-lo a como aproveitar o Bairro Bom Retiro.

Além de ser uma das regiões comerciais mais importantes da cidade, o bairro é carregado de história. A dica é já dar início ao passeio usando o transporte público e acessando a área pela Estação da Luz. A construção, toda inspirada e com peças vindas da Inglaterra, é deslumbrante e repleto de detalhes artísticos na infraestrutura.

Logo em frente, como já mencionada algumas vezes neste blog, está localizada a Pinacoteca de São Paulo, o museu mais antigo da cidade. Aberto ao público das 10h às 18h, frequentar cedo pode garantir mais tempo e tranquilidade para circular pelas instalações.

Se desejar almoçar, você pode optar por conhecer um dos restaurantes gregos mais tradicionais da cidade. O Acrópoles, inaugurado em 1959, é uma casa pequenina e com decoração simples, mas sempre cheio de clientes apaixonados e comida autêntica e boa. Um dos charmes é fazer seu pedido direto para a equipe da cozinha: vá até aos fundos e escolha a delícia grega através de uma vitrine envidraçada. Aos fins de semana, por ter poucas mesas, a fila é grande e a espera exige um pouco de paciência.

Outro grande destaque é ceder algum tempo para conhecer as ruas de comércio de roupas: a mais famosa é a Rua José Paulino, mas nas ruas perpendiculares também são encontradas boas ofertas. Sede de muitas fábricas, as peças comercializadas por lá foram, por muitos anos, destinadas aos logistas através do atacado. Com o passar do tempo, a venda varejo começou a ganhar espaço, mas muitos ainda pensam que por lá os preços baratos representam má qualidade. Mas não vamos generalizar! Sim, como em todo comércio, a oferta é variada e é necessário atenção e bom senso ao comprar. Um ponto negativo ainda praticado em grande parte das lojas é não permitir a prova de roupas, dando como alternativa, em alguns casos, testar as peças por cima de suas próprias roupas.

Se estiver com apetite para um lanche da tarde, vale a pena conhecer a Casa Búlgara e os salgados típicos preparados pela proprietária imigrante e sua filha desde 1976. A especialidade é a bureka, uma espécie de rosquinha de massa folhada recheada (os sabores tradicionais são: queijo búlgaro – preparado na matriz, espinafre com queijo e carne com berinjela).

Para preencher seu dia com mais atrações, que tal conhecer o Sesc Bom Retiro? A dica é conferir as atrações com antecedência, muitas vezes gratuitas ou com preços camaradas, e se programar. Cinema, teatro, exposições, apresentações musicais e aulas interativas podem estar disponíveis.

Mais informações:

Pinacoteca de São Paulo

Praça da Luz, 02 – Bairro Luz

Visitas: Quarta a Segunda, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)

Ingressos: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia). Crianças até 10 anos e adultos maiores de 60 não pagam. Gratuidade aos sábados para todos.

Como chegar: Estação da Luz do Metrô e CPTM.

Telefone (11)3324-1000

Restaurante Acrópoles

Rua da Graça, 364- Bairro Bom Retiro

Aberto todos os dias, das 7h30 às 20h

Telefone (11)3223-4386

Casa Búlgara

Rua Silva Pinto, 356 – Bairro Bom Retiro

Segunda a Sexta, das 9h15 às 17h / Sábado, das 10h às 14h

Telefone (11)3222-9849

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185 – Bairro Bom Retiro

Terça a Sexta, das 9h às 20h30 / Sábado, das 10h às 18h30 / Domingo, das 10h às 17h30

Telefone (11)3332-3600

Madrid: paixão de pronto

Minha primeira vez em Madrid  foi tão rápida (2 dias) que aproveitei só um pouco de tudo que a capital espanhola tem para oferecer. Mesmo faltando muita coisa legal, o que vi foi suficiente para me encantar pela cidade! E é bom ficar com um gostinho de quero mais, porque aí você tem voltar.

Para quem quiser fazer um “intensivão” pela cidade, para dar conta de ver tudo que importa, acredito que uns 4 a 5 dias, pelo menos, são necessários.

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Mas vamos ao que interessa, as melhores atrações desse roteiro corrido.

Museu do Prado

Toda vez que eu pegava os livros de Artes ou História na escola e via aqueles lindos quadros que ilustravam as explicações, eu reparava que boa parte deles trazia na legenda a indicação “Museu do Prado, Madri, Espanha”. Eu então pensava: “esse museu deve ser o melhor do mundo, e deve ser enorme para caber todos esses quadros!”.

É por isso que o Prado foi uma das visitas programadas no roteiro. Fui na manhã do primeiro dia na cidade, e o museu foi a primeira parada. O ingresso custa 15 euros, justos, na minha opinião. O dia que fui havia pouca fila para comprar, talvez porque era inverno, uma época em que o turismo não é tão forte na cidade (mas mesmo assim tem bastante movimento!).

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Devo ter passado umas 3 horas percorrendo os corredores do museu, e não foi suficiente. Algumas salas ficaram de fora. Imagino que as pessoas fiquem muitas horas no Prado, já que há vários bancos espalhados pelo museu para você se recarregar enquanto vai de uma sala a outra.

Além de ver os mais renomados quadros dos mais renomados pintores, foi possível admirar diversos estudantes de Artes que reproduziam as pinturas em suas telas enquanto os transeuntes admiravam cada uma delas (a original, na parede, e a cópia, em desenvolvimento).

Dica: quem preferir visitar o museu de graça, pode optar pelo final do horário de funcionamento, quando não é necessário pagar nada para entrar (seg. a sexta das 18h às 20h e domingos e feriados das 17h às 19h).

Parque do Retiro

Esse é outro local em que você gasta facilmente uma infinidade de horas, principalmente nos dias em que a temperatura estiver mais agradável. Há quiosques com opções de comida e bebida, e muitíssimo espaço para um belo piquenique.

O Parque do Retiro é enorme, com muito espaço para caminhar e praticar esportes, com vários lagos (inclusive um bem grande, onde dá para passear de barquinho).

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Dentro do parque há dois museus: o belíssimo Palácio de Cristal, que abriga exposições temporárias e gratuitas, e o Palácio de Velázquez, que abriga exposições também temporárias, mas as curadas pelo Museu Reina Sofia. A entrada é gratuita.

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Palácio Cristal

Puerta del Sol

O centro de Madrid é genial! Diversos edifícios de arquitetura belíssima, muitos lugares para comer, lojas de souvenirs e todas as lojas de departamentos mais legais da Espanha, como El Corte Inglés, H&M, Zara, Primark etc.

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É nas imediações do metrô Puerta del Sol que o agito é maior, principalmente após às 20h, quando as pessoas começam a sair do trabalho. Os espanhóis têm o costume muito forte de passar no bar com os amigos, parceiros, até com os filhos, após o expediente.

Em grandes cidades, como Madrid e Barcelona, as lojas costumam ficar abertas até às 22h, principalmente no verão, e tudo contribui para um ambiente movimentado e cosmopolita.

Após as comprinhas pelas lojas do centro, vale a pena passar no Museu do Jamón, que fica por essa região. Esse é um dos poucos restaurantes originalmente espanhóis no meio de tantos estabelecimentos comandados por chineses, e nele é possível pagar barato para fazer um programa obrigatório para qualquer pessoa que visite a Espanha: comer jamón e tomar vinho!

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Museo del Jamon: parada gastronômica obrigatória!

Dica extra

Quem gosta de fazer compras e está se planejando para viajar à Espanha pode dar preferência à época das rebajas, que são as promoções (as de inverno são em jan/fev, e as de verão em agosto). Os preços diminuem de verdade e você acha roupa em loja boa por 1 euro!