RESTAURANTES INESQUECÍVEIS

Uma dos meus programas preferidos é conhecer novos restaurantes, enquanto viajo ou mesmo dentro da minha própria cidade.

Algumas ocasiões pedem um lugar mais especial, seja ele conhecido pelas estrelas michellin, pela vista, pelo atendimento…

Leia também:

Foodies pelo mundo, uni-vos! 

LATIN’S AMERICA´S 50 BEST RESTAURANTS – Caso esteja de passagem pela América Latina, não deixe de conferir a seleção preparada pela revista Restaurant dos melhores restaurantes da região. Para saber mais, clique aqui.

A minha seleção dos favoritos onde estive recentemente são:

São Paulo

DOM: Restaurante mais famoso do Brasil, sempre marcando presença na listas dos melhores do mundo. O chefe Alex Atala é famoso por ser pioneiro em extrair elementos tradicionais do Brasil e transformá-los em alta gastronomia. Prepare-se para experimentar de tudo um pouco (incluindo formiga, rs) e prepare também o bolso.

Menu: Requintado, com sabores exóticos do norte do Brasil.

Comi: Menu degustação vegetariano

THE WORLD´S BEST RESTAURANTS – O D.O.M. é no nosso representante na lista dos melhores restaurantes do mundo. Clique aqui e conheça a lista.

MANÍ: Restaurante principal da rede (que inclui também o Maní Manioca e a Padoca do Maní), comandado por Helena Rizzo e Daniel Girondo, aposta em culinária orgânica e pratos locais revisitados, os famosos biscoitos de polvilho servidos no couvert mostram bem isso. Acho imprescindível conhecer pelo menos uma vez na vida. É o meu restaurante preferido dessa lista e da vida toda.

Menu: Brasileiro, com opções à la carte ou menu degustação.

Comi: Menu degustação

MANACÁ: Fora da capital, o Manacá está na Praia de Camburi, em São Sebastião. Com um menu à la carte, o restaurante está bem escondidinho pela natureza, numa viela a 200m do mar. Para chegar lá, do estacionamento uma van busca os clientes e os leva até a entrada do restaurante. Um antro de paz para aquele almoço preguiçoso depois de uma manhã de praia.

Menu: Frutos do mar – com opção vegetariana.

Comi: Refogado de vegetais à Tailandesa e arroz basmati

Para ler mais sobre São Paulo, clique aqui

Rio de Janeiro

OLYMPE: Do estrelado chefe Claude Troigros, o que mais gosto do Olympe é a forma que a cozinha francesa é apresentada, deliciosa e simplista. O Menu degustação é uma ótima forma de experimentar várias preparações que estão também no menu convencional. O ambiente é intimista, luz baixa, poltrona confortável e atendimento primoroso.

Menu: Francês com opção degustação ou à la carte

Comi: Menu degustação

LASAÍ: Sempre que amigos estrangeiros me pedem uma sugestão de um bom restaurante de comida brasileira, sugiro o Lasaí. Apesar de o chefe Rafa Costa e Silva ter feito escola no exterior, ele gerencia com maestria um menu tipicamente brasileiro – e quando falo tipicamente, me refiro ao cotidianamente. Isso é, ao contrário do DOM que tem uma culinária brasileira mais exótica, por aqui pratos simples como pão de queijo e goiabada aparecem bem combinados entre si. Além do mais, todos os alimentos frescos saem diretamente da horta para a mesa.

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Menu: Brasileira – degustacão

Comi: Menu degustação

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NYC

PER SE: Recentemente citei o Per Se na minha ida a NYC (aqui) e foi com certeza um dos restaurantes mais especiais (e caros que já fui). Tem uma vista maravilhosa para a Columbus Circus e um atendimento tão primoroso que eu fiquei até com vergonha de tanta educação em um só lugar. Vá se você tem tempo (são muuuitos pratos), dinheiro e não quer perder essa experiência primorosa por nada.

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Menu: Apenas menu degustação – Culinária italiana/francesa/americana.

Comi: Menu degustação vegetariano

Para ler mais sobre NYC, clique aqui

Jose Ignacio – Uruguai

PARADOR LA HUELLA: Também na lista dos melhores restaurantes da América do Sul, está localizado em Jose Ignacio, próximo a Punta del Este, no Uruguai. Em clima praiano descontraído e nada afetado, um staff bonito e bem humorado, serve clássicos da culinária uruguaia (muita carne) com o pé na areia (literalmente). Confesso que achei o nível de ruído um pouco alto, talvez pelo intenso movimento + música. Uma alternativa é reservar um horário mais próximo ao fim do dia – a reserva do almoço vai até às 16h – ótimo para aquela “almojanta” depois de um dia de sol e praia.

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Menu: Uruguaio com boas opções de drinks

Comi: Gaspacho e vegetais grelhados

Para ler mais sobre José Ignacio, clique aqui.

Belém do Pará

REMANSO DO BOSQUE: Fui parar no Remanso do Bosque porque sou APAIXONADA pela culinária do norte do Brasil e o trabalho por aqui é tão bem feito que eles estão na lista dos melhores restaurantes da América Latina.

Menu: Regional – Norte do Brasil – com lojinha de produtos locais na saída.

Comi: Menu degustação

Para ler mais sobre Belém do Pará, clique aqui.

 

 

 

NA FLORESTA: PANTANAL

:: Recentemente estive na Amazônia e publiquei as minhas impressões de como foi ficar hospedada em um hotel na selva. Viajei ao Pantanal em novembro/2016, mas acho que vale a pena um review para quem está procurando uma região no Brasil para se aventurar poder comparar as opções disponíveis::

Para ler sobre a experiência do Jungle Lodge na Amazônia, clique aqui.

O Pantanal

Maior planície inundável do planeta, o Pantanal tem 150.000 km² de área e se divide popularmente em Pantanal do norte e do sul, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, respectivamente. A biodiversidade é intensa, com alto número de répteis, peixes e aves.

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Como chegar

O Aeroporto Internacional de Cuiabá recebe diariamente voos da Azul, Gol, Latam, Passaredo, Avianca e ASTA, vindos das principais capitais do Centro-Sul do Brasil.

Do aeroporto à região de Poconé, porta de entrada do Pantanal, são cerca de 130km (aproximadamente 3h) que podem ser percorridos de:

  • Transfer: Opção mais cômoda, porém cara. Quando estive no Araras, o transfer do hotel saia por R$223 por trecho/por pessoa, ou seja: praticamente R$1000,00 para um casal. Achei bem caro e por isso resolvemos alugar um carro, que é completamente inútil durante a estadia, já que todos os passeios são feitos com nas jardineiras do próprio hotel.
  • Carro alugado: Alugamos pela Localiza uma Renault Sandero por quatro dias e o valor total foi a metade do valor do transfer do hotel, além da vantagem de ter flexibilidade de horários. Recomendo FORTEMENTE que se alugue um carro alto e com tração 4×4 porque a estrada é bem precária. Para se ter uma ideia, mesmo com meu namorado sendo um excelente motorista, tivemos dois pneus furados, um deles na volta, e quase perdemos o voo!

Transpantaneira

A primeira parte dos atrativos da viagem pelo Pantanal começa na estrada. A Transpantaneira (ou MT-060) é uma longa reta não-asfaltada que vai de Poconé a Porto Jofre, tem 150km de distância e é um ótimo pólo de observação de animais. É incrível a quantidade de jacarés, andando tranquilamente por ali, pássaros passando baixinho e uma vegetação impressionante.

jacarés pela estrada
Muuuuuitos jacarés pela estrada

transpantaneira

Quanto tempo

Viajei durante o feriado nacional de Proclamação da República (15/nov) e fiquei quatro dias e três noites no Pantanal e uma noite em Cuiabá.

Achei suficiente, não ficaria nem mais e nem menos.

Clima

Dividido entre seco (abril a setembro) e chuvoso (outubro a março) com temperaturas são altas durante todo o ano.

Mosquitos

Caso sua passagem pelo Pantanal seja no período de chuvas, é importante salientar que ocorre a proliferação de mosquitos nessa época. Nunca vi tantos mosquitos na minha vida – nem em Ilhabela. Use sempre blusa de manga comprida e calças largas e grossas (mulheres, não usem leggings: os mosquitos picam por cima de calças justas, JURO). Além de repelentes, usei tela de proteção para o rosto e camisa jeans todos os dias e ainda assim, voltei com muitas picadas. É altamente recomendável levar pomada antialérgica e antialérgico via oral.

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O kit de sobrevivência na mata!

Onde ficar

Assim como comentei no post da Amazônia, ficar dentro da reserva ecológica que se visita faz toda a diferença no aproveitamento da viagem e por isso, escolhi o Araras Eco Lodge.

Araras Eco Lodge

Localizada na cidade de Poconé, a pousada possui 19 quartos com ar-condicionado, chuveiro quente e amenities regionais, piscina, sala de leitura, loja, restaurante e bar.

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Entrada do hotel

O Araras Eco Lodge faz parte da Associação de hotéis Roteiros de Charme que reúne 70 hotéis com propostas ecológicas, aliados a hotelaria de luxo.

Aqui no blog tem post contando a minha estadia em outro hotel da rede Roteiros de Charme. Clique aqui para ler sobre a viagem a Gramado e o hotel Estalagem St Hubertus. 

Como funciona

Pensão: O valor do pacote incluí alimentação completa –  Café da manhã (6h-7:30), almoço (11:00 – 12:30), chá da tarde (3:00-3:30) e jantar (19:00-20:30).  Os pratos são bem diversificados, servidos em estilo buffet e com opções veganas.

Passeios: São três passeios diários entre as refeições com pausas no hotel durante os horários mais quentes (entre as 10:00 e 15:00).

O pacote para 3 noites com passeios e pensão completa inclusa para um casal custou R$5000,00 (valor em Novembro/2016 – incluindo a taxa de preservação ambiental).

Atrativos

Estar no Pantanal é ter a chance de conviver com diversas espécies. Diferentemente da Amazônia, a vegetação é rasa e espaça, facilitando muito a observação de animais. Dos passeios oferecidos pelo hotel, tivemos a chance de fazer caminhada ecológica matinal e noturna, safáris fotográficos, passeios de barco, torres de observação, cavalgada e luau.

canoagem
Canoagem
vista pantanal da torre
Vista de uma das torres de observação

 

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Muitas capivaras pelo caminho

Outras opções:

SESC: Opção bem mais barata e que atende bem as necessidades básicas no Pantanal, alguns amigos me recomendaram o hotel do SESC – Hotel Porto Cercado – que também fica em Poconé.

Custo geral: $$$(moderado)

39h EM NYC

Leia ouvindo a playlist do Spotifyclique aqui.

New York City é uma das minhas cidades preferidas no mundo. Por sua localização estratégica, muita gente passa por lá em conexão e quer aproveitar o máximo da cidade em pouco tempo.

central park II

 

empire state I

Na minha última ida à cidade em 2016 fiquei apenas dois dias – cheguei sábado às 6h e saí às 21h do domingo – e consegui fazer muita coisa (e ainda dormir bem) durante a minha estadia.

A viagem 

Voei direto de São Paulo (GRU) a NYC (JFK), numa rota que dura quase dez horas.  Como tanto a ida quanto a volta foram feitos em voos noturnos em business class, economizei com hotel e consegui dormir bem. De qualquer forma, acho importante considerar o cansaço, já que para a maioria das pessoas não é tão fácil dormir em aviões.

Clima

O clima é um fator super importante a se considerar na hora de planejar a sua ida a NYC. As temperaturas só são realmente agradáveis (acima de 20 graus) durante julho e setembro. Nos meses de inverno (dezembro a março), a sensação térmica pode chegar a -20 graus Celsius. Quando fui no começo de março, as temperaturas oscilavam entre 0 e 5 graus.

Locomoção

NYC é uma das poucas cidades dos Estados Unidos que tem um transporte público eficiente. A malha metroviária é extensa e eficiente e comprando o metrocard, você faz várias viagens por um preço bem razoável.

A Laura Peruchi tem uma série ótima de como utilizar o metrô.

Como não saí muito da região que estava, fiz praticamente tudo andando e peguei duas curtas corridas de táxi em Manhattan e uma mais longa, até o JFK na volta ao Brasil (estava super atrasada, então não quis arriscar o metrô).

Saindo do aeroporto

No JFK tem um metrô chamado AirTrain, que usei para ir a Manhattan, com direção à Jamaica Station, desembarcando na estação 57, a mais próxima do meu hotel. No vídeo abaixo, a Laura conta com mais detalhes o funcionamento:

Do aeroporto também dá para utilizar serviços de shuttle, táxi e Uber.

Onde se hospedar

Para quem não planeja ficar muito tempo, mas que dormirá na cidade, minha dica é ficar o mais central possível, evitando assim o uso de transportes e otimizando o tempo.

Passei a minha única noite no Park Central, que fica na sétima avenida com a 56, perfeito para andar até a quinta avenida ou até o Central Park.

O hotel é super confortável e apesar de não incluir café da manhã, não faltam opções de restaurantes ao redor, como o Starbucks que fica ao lado da entrada. Como não tem frigobar no quarto, sugiro que não se compre nada que necessite de refrigeração.

Diárias a partir de R$600

O que fazer 

O que não falta é coisa para fazer em NYC, principalmente quando o assunto é cultura e gastronomia. Acho importante ter em mente qual roteiro você quer fazer, pensando se é a sua primeira vez na cidade, se quer focar nos pontos turísticos, etc. No meu caso, fiz algumas coisas clássicas que ainda não tinha feito – tipo, ir a Times Square e subir no Empire States, combinadas com alguns programas mais relax, sem sair muito da região onde estava hospedada.

Se você tem mais tempo, sugiro muito dar um pulo também em Chelsea e em Williansburg, no Brooklyn.

Dia 1: Sábado

Café da manhã no Norma’s: Depois de quase dez horas de voo, metrô para chegar no hotel e um frio de zero graus (mais de trinta graus de diferença da temperatura que estava em São Paulo), merecia um café da manhã dos deuses, e o Norma não fez feio. Dentro do Le Parker Meridien, o restaurante serve café da manhã e almoço e olha, comi tanto que só fui lembrar de ter fome lá pelo fim da tarde, rs.

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Garçom, mais comida por favor? @Norma’s

MoMA: Localizado entre a quinta e a sexta avenida, e pertinho do meu hotel, o Museu de Arte Moderna de NY é um prato cheio para os admiradores de arte contemporânea. Com um acervo super bacana, sempre tem mostras interessantíssimas acontecendo e performances agendadas, além de um calendário de cursos imperdíveis.  Entre um andar e outro, aproveite para tomar um cafezinho no restaurante do segundo piso e não deixe de visitar a lojinha na saída.

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Warhol no MoMA

La Bonne Soupe: Depois de subir e descer os andares do MoMA, voltei para o hotel, tirei um cochilo e fui “almojantar” no La Bonne Soupe. O lugar, confesso que me surpreendeu. De estilo bistrô, com preços bem interessantes, achei no Foursquare enquanto procurava uma recomendação de pratos quentinhos e substanciosos. Comi sopa, salada e pãezinhos e tomei um suco por menos de US$30, ou seja, vale a pena.

Empire State Building: Começo de noite e por que não ter uma vista privilegiada de NY? Do octogésimo sexto andar, são tantas luzes e tanto prédio, que é aquela hora que a gente se toca que realmente está na Big Apple. É o observatório a céu aberto mais alto de NYC e nem preciso dizer que um dos pontos turísticos mais concorridos, né?

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Do observatório do Empire State

Quinta Avenida – Já que estava por ali, para ir ao Empire State, aproveitei para dar uma caminhada nesta que é uma das principais ruas de NYC, pegar um bagel em um dos cafés, tirar algumas fotos e visitar uma das minhas farmácias preferidas no mundo, a Duane Reade.

Times Square – E depois de tentar (sem sucesso), tickets com desconto para espetáculos na Broadway, continuei batendo mais perna, desta vez pela Times Square, tirando fotos e mais fotos e claro, dando um pulinho na loja da M&M para comprar um montão de docinhos.

times square

Dia 2: Domingo

Brunch no Boathouse: Uma vez nos EUA, uma das experiências que recomendo a todo turista, é experimentar o tradicional brunch aos finais de semana. Localizado dentro do Central Park, a vista é de tirar o fôlego, e a comida, de comer rezando. É bem mais barato que o Norma’s, porém igualmente delicioso.

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Típico brunch aos domingos  no Boathouse

Central Park: Se você está indo a NYC pela primeira ou pela décima vez, sempre acho que ir ao Central Park é imperdível. Amo ficar lá, andando, sem fazer nada. Ou comprar um café, sentar e ficar observando a movimentação… Eu nunca canso! E sem falar que é uma das poucas coisas que se pode fazer gratuitamente. Acho que só não recomendo ir ao Central Park nos meses de inverno, caso contrário, não deixe de passar por lá.

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MET: Um dos mais impressionantes museus do mundo, o Metropolitan tem um acervo incomparável. A ala de História Antiga, principalmente grega, é de morrer de amores. E a arquitetura do lugar não faz feio. Com certeza é um lugar que merece mais tempo, mas para quem, assim como eu, ama arte, tem que ir em algum momento da vida.

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História Antiga no MET

Per Se: E para encerrar o fim de semana em NYC, fui jantar no famoso restaurante comandando pelo chefe Thomas Keller. O Per Se é um restaurante americano que usa técnicas da cozinha francesa em um menu de nove passos (com opção vegetariana). Com três estrelas Michellin, é considerado um dos melhores do mundo e reservas são mandatórias. Com certeza, uma experiência inesquecível (US$375/ por pessoa).

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Columbus Circle, vista da janela do Per Se

Para ler mais sobre os Estados Unidos, clique aqui

HOTEL DE SELVA: A EXPERIÊNCIA

Quando o assunto é “selva”, o Brasil não faz feio. É aqui que fica, além da maior parte da Amazônia, a maior planície inundável do mundo, o Pantanal e também a Mata Atlântica, que percorre praticamente toda a faixa litorânea.

Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e o maior bioma do Brasil, fragmentada em nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname.

Só para se ter uma ideia da variedade, só de formigas são mais de 10000 espécies!

O clima é equatoriano, dividido entre seco e chuvoso. Altas temperaturas são comuns durante todo o ano e a umidade é alta (mesmo durante a seca).

O que é um Hotel de Selva? 

Hotel de Selva, ou Jungle Lodge, é um hotel que está localizado dentro da floresta e alia conforto à aventura.

Esse tipo de hotel existe no mundo todo – na África por exemplo, vários parques ecológicos tem hotéis exclusivos. Aqui no Brasil, estive em acomodações deste tipo em Foz de Iguaçu, no Pantanal e agora, na Amazônia.

Amazon EcoPark Jungle Lodge 

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São tantos hotéis de selva com tantas propostas diferentes, que é bem difícil de escolher qual o melhor.

O Juma é um hotel de luxo, a Pousada Uacari é flutuante…

Mas no fim, escolhi o EcoPark porque:

  • É um dos hotéis com maior infraestrutura dentro da Floresta Amazônica – são cerca de 70 quartos, restaurante, piscinas naturais e praia privativa
  • Distância: a maioria dos hotéis de selva ficam bem afastados de Manaus – cerca de duas horas de barco ou mais – o que inviabilizaria minha viagem de apenas 4 dias., enquanto que o Ecopark está localizado em um dos afluentes do Rio Negro, o Rio Turumã-Açu, bem pertinho da capital.
  • Transporte: Por estar a curta distância de Manaus, saindo do aeroporto o deslocamento é feito de carro até uma marina privativa – cerca de dez minutos – e depois de lancha – mais trinta minutos, totalizando apenas quarenta minuto de distância.
  • Flexibilidade de horários: Dos hotéis que encontrei, o EcoPark foi o único em que poderia solicitar um transfer em horários personalizados – todos os outros tem horários fixos e, em geral, saem bem cedinho pela manhã o que para mim seria impossível, já que meu avião pousou na cidade às 14h.

Por aqui, a sensação é que estamos no exterior, são tantos sotaques e gente de tantos lugares diferentes, que até o mais local do local (também conhecido como caboclo) arrisca algumas palavras em inglês.

Quartos:

Separados em pequenas cabanas de madeira, os quartos são divididos nas categorias tradicional, superior e superior plus, sendo a última a única com televisão.

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Os quartos são simples, mas funcionais. Estar no meio da floresta e ainda ter cama, ar condicionado e chuveiro quente, é um luxo.

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A recepção disponibiliza também secador de cabelo e cofres.

Pacotes:

Os pacotes são de uma a três noites e incluem transfer, passeios e pensão completa. A agenda de passeios costuma variar, mas normalmente as opções são caminhada ecológica, Floresta dos Macacos, visita à “casa do caboclo”, pescaria, focagem noturna e fenômeno do Encontro das Águas. Há também passeios pagos a parte, como nadar com os botos.

Valor do pacote para uma noite / por pessoa: a partir de R$1035,00 – Inclui alimentação, passeios e transfer.

Atividades:

Por não ser minha primeira vez em um hotel de selva, aproveitei os poucos dias para descansar, curtir a natureza e fiz apenas alguns passeios oferecidos.

Trekking: Acho a caminhada em meio à floresta um dos passeios mais legais. A Amazônia oferece tanta diversidade que é indispensável uma visita guiada para entendê-la.

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Passeios noturnos: Diariamente há saídas noturnas para pescaria e focagem. Como a maioria dos animais têm hábitos noturnos, quando escurece é mais fácil de vê-los. Nos dias que estive por lá, encontramos alguns jacarés – mas mais do que os animais, acho rejuvenescedor estar em uma canoa, no meio da floresta, no escuro, só ouvindo os sons da natureza.

Floresta dos macacos: O EcoPark tem um projeto de preservação de macacos resgatados do tráfico ilegal. São cerca de 20 animais em reabilitação em uma pequena ilha a cinco minutos de barco do hotel. A visita é breve e acontece quando eles estão sendo alimentados. Após reabilitados, os animais são liberados.

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As atividades variam de acordo com a estação. Como muitos passeios são feitos por via fluvial, dependendo do nível dos rios, se tornam inviáveis.

Não fiz mas queria ter feito:

Encontro das águas: Quando o Rio Negro encontra o Solimões, a fusão não é imediata, devido às diferentes temperaturas, densidades e alcalinidades dos rios, e é aí onde o fenômeno acontece. Depois de 6km, eles finalmente se unem resultando no rio com o maior volume do mundo: o Rio Amazonas.

Infelizmente não tive tempo, pois era um passeio que durava o dia inteiro, mas ouvi muitos elogios dos colegas que foram. Mesmo que você não esteja num hotel de selva, há muitas agências que fazem o passeio saindo de Manaus, já que o encontro acontece na região do Parque Janauari, bem próximo à capital.

Na época de chuvas (de janeiro a junho – quando o rio está mais cheio) o fenômeno fica mais nítido e é mais fácil avistar os animais.

O que comer

Uma das minhas atividades preferidas na região norte do Brasil com certeza é comer. A culinária local é exótica não somente para os estrangeiros, mas também para a maioria dos brasileiros. É tanta comida deliciosa que, muito provavelmente, me esquecerei de mencionar algumas delas, mas se você está com viagem marcada para a a Amazônia, não deixe passar em branco:

  • Frutas: Poderia escrever um livro sobre o assunto – há quem já teve essa ideia, inclusive, olha aqui – já que sou encantada por esse tópico. Prove a maior quantidade de sabores que conseguir, prometo que não irá se arrepender. Dentre as minhas preferidas estão: cupuaçu, graviola e açaí (que são mais comumente encontradas no resto do país), buriti, bacuri e taperebá.
  • Peixes: Prove as preparações com algumas espécies locais, como piranhas, tambaquis e pirarucus.
  • Tucupi: Molho feito a partir da mandioca que é base para várias preparações como Pato no Tucupi ou Tacacá (abaixo).
  • Tacacá: Uma espécie de sopa, feita com caldo de tucupi – molho à base de tapioca – normalmente leva também jambu e camarões.
  • Jambu: Planta típica com um aspecto que lembra o agrião. É normalmente usadoa em caldos e quando mastigado deixa uma leve sensação de dormência na língua devido o seu amargor.
  • X-caboquinho: Um sanduíche simples, facilmente encontrado em Manaus e arredores: Pão, queijo, banana pacova (a.k.a. banana da terra) e tucumã (fruto alaranjado que tem um sabor/textura neutro, como um abacate)
  • Guaraná Baré: Em toda parte do Brasil tem um Guaraná tradicional – refrigerante feito à base de um fruto brasileiro. No Amazonas, o Guaraná Barê é o regional – produzido atualmente pela Antártica.
  • Balas de Castanhas do Pará e Cupuaçu: Chamam de bala mas é quase um chocolate. Pode ser recheado com Castanhas do Pará (Brazilian nuts) ou Cupuaçu (meu favorito).

Para ler mais sobre o Brasil, clique aqui.

Custo geral: $$$(moderado)

 

ORGANIZANDO A VIDA DO VIAJANTE FREQUENTE

Viajar é uma delícia e eu amo, mas já parou para pensar na confusão que pode virar a vida de um viajante frequente? Mudanças bruscas de temperatura/altitude, ar condicionado de avião, fuso horário… São muitos fatores que claramente tiram nosso corpo da rotina e que podem nos debilitar.

As dicas abaixo são para viajantes frequentes mas obviamente se aplicam muito bem a qualquer viajante.

1) Tenha um checklist

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Parece óbvio, mas ter um checklist faz tudo ficar mais fácil. Entre uma viagem e outra, você não precisa ficar fazendo listas e mais listas para checar se não está esquecendo nada: o checklist já está pronto! Claro que para algumas viagens requerem uma atenção especial, mas ter um checklist do básico já poupa bastante tempo (acredite).

2) Programa de milhas em dia

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Para quem viaja muito de avião (ou não), é sempre importante lembrar de registrar todos os voos no Programa de Fidelidade. Se puder escolher, sempre viaje com a mesma aliança e esteja sempre atualizado sobre as vantagem da sua associação. Alguns cartões de crédito também oferecem vantagens especiais.

As principais alianças são: One World, Star Alliance e SkyTeam 

3) Deixe a necessaire de viagem pronta

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Infelizmente, não podemos deixar a mala sempre pronta, já que cada viagem é única e requer ajustes, mas com certeza você pode ter uma necessaire sempre pronta. Para isso, mantenha todos os seus produtos em travel sizes. Eu sou super adepta do travel light, mas acho que não dá pra economizar quando o assunto é necessaire. Tente levar tudo o que você usa no dia-a-dia (em travel size) e talvez alguns extras , já que naturalmente sua pele e cabelo irão sofrer alterações.

4) Faça check-in com antecedência

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A maioria das companhias abre o check-in online entre 72h e 48h antes do voo. Além de poupar um tempão em filas intermináveis no aeroporto, se programar para fazer o check-in antes de sair de casa pode garantir uma assento mais interessante – lembre-se que próximo ao meio o avião chacoalha menos – e quem sabe ainda garantir aquele upgrade para a business class.

Se a ideia é tentar aquele upgrade, não espere o check-in: quanto antes, melhor. Logo depois de comprar a passagem, já peça para entrar na lista – as chances são maiores.

A GOL está oferecendo check-in por reconhecimento facial: mais uma facilidade, já que nem sempre os aplicativos das companhias funcionam bem.

5) Entretenimento sempre

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Poucas coisas são piores que do que passar horas e horas sentada numa máquina voadora sem ter nada para fazer. Se você, assim como eu, morre de medo de avião, esse ócio é mais uma oportunidade para sofrer de pânico dentro de aviões. A menos que você seja daquela rara espécie que dorme (naturalmente) antes do avião decolar e só acorda quando já pousou, melhor usar esse tempo útil em rota e em conexões para adiantar algum trabalho, ler, ouvir música ou até jogar alguma coisa que distraia a mente.

6) Mantenha os documentos em dia

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Manter um arquivo digital e físico com os principais documentos é mais do que essencial para evitar dores de cabeça de última hora. Após a compra da passagem, confirme a necessidade de visto para entrada no país, mantenha uma cópia autenticada do passaporte, e compre um plano de saúde internacional. O certificado de vacinação contra febre amarela está sendo solicitado em vários destinos, devido ao aumento de casos recentes no país, então não espere comprar a passagem: tome a vacina mesmo que não tenha nada em mente para um futuro próximo – ela deve ser tomada com dez dias de antecedência e dura dez anos.

Clique aqui para saber como fazer seu certificado de vacinação.

Ah, e não menos importante: coloque todos esse itens numa bolsinha/carteira destinada a isso.

7) Inclua chá na sua mala

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Eu sei que não é todo mundo que toma/gosta de chá, mas é sempre importante ter alguns saches na bolsa. Isso porque quando viajamos, saímos da rotina, o que é péssimo pro corpo, e a chance de você ter dor de cabeça, problemas gastroentestinais ou de sono, são altos. Imagina se você, que viaja com frequência for tomar um remédio toda vez que se sentir indisposto? Tem um monte de chá que dá um alívio quase que imediato e ainda dá aquela abraçada no corpo por dentro. Meus escolhidos? Sempre tenho comigo boldo, camomila e hortelã (no mínimo) e calculo um sache de cada por dia.

8) Mantenha um kit básico de medicamentos

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Eu sei que acabei de falar que devemos evitar medicação (e mais ainda, automedicação) ao máximo, mas em alguns casos, medicamentos se tornam necessários. Converse com seu médico sobre uma farmácia básica (antialérgicos, antiinflamatorios, analgésicos e tudo o que seja recomendado) para uma emergência. Eu, por exemplo, sou asmática e super alérgica, e apesar de ter tudo sempre controlado, mantenho esse tipo de remédio na bolsa). Ah, e não se esqueça de carregar a medicação com você na bagagem de mão, talvez seja necessário ainda em trânsito. E lembre-se de sempre checar com a companhia aérea as exigências de receita médica.

9) Pelo amor de Deus, beba água.

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Tão batido quanto usar protetor solar, mas sério: beba água. Se manter hidratado faz toda a diferença na saúde em qualquer lugar, no avião então, nem se fala. Se você é como eu que as vezes perde o apetite, enjoa ou qualquer coisa do gênero, tente pelo menos se manter muuuito hidratado. A diferença que a ingestão de água faz é mágica.

10) Snacks. por favor.

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Já é mais que sabido que comida de avião não é das melhores e atualmente, muitas companhias já nem oferecem mais lanches gratuitamente em voos domésticos. Para evitar problemas, carregue sempre algum lanchinho – não precisa ser nada elaborado, mas qualquer coisa é melhor que nada. Confesso que em voos nacionais, por não ter restrição de líquidos, muitas vezes levo até suco, chá (já pronto) e sopa (sim, sou dessas).

11) Fuso horário: o que fazer?

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Eu sou provavelmente a pior pessoa para dar dicas de fuso porque sinto muito quanto viajo – a partir de duas horas de diferença, sempre fico meio perdida, mau-humorada e sem sono ou com sono demais. Dando uma googlada, existem milhares de dicas, mas a verdade é que nem sempre conseguimos chegar um dia (ou vários dias) antes para fazer o ajuste. A única dica que posso dar é: mantenha uma alimentação equilibrada, tome banhos de sol, beba muita água e evite cochilos.

12) Deixe a casa impecável

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A ideia aqui é sair de casa com tudo nos trinques e quando voltar, encontrar uma sensação de paz, e não um pesadelo. Não adianta achar que viajando estamos fugindo de tudo: uma hora sempre voltamos para casa. E sim, ninguém quer chegar de viagem cansado e ter que arrumar a casa. Limpe a geladeira, tire todo o lixo, feche os registros, mantenha os móveis abertos para ajudar na circulação e encontre alguém para ficar com uma cópia das chaves para alimentar os pets, regar as plantas e entrar em caso de emergência.

Leia também:

  • O Pinterest tá cheio de checklists para você não esquecer nada. Escolha seu favorito e baixe aqui.
  • Viciada em cosméticos e ainda assim quer viajar só com a mala de mão? A Estee abriu a necessaire super recheada e ainda assim, compacta.
  • A StarAlliance foi eleita a melhor aliança do ano pela consultoria especializada Skytrax.
  • A revista Casa e Jardim listou os 20 itens essenciais para manter a casa segura enquanto você viaja.

 * Imagens extraídas do Pixebay

Para mais dicas úteis, clique aqui

O QUE É QUE O PORTO TEM?

Essa cidade lusitana foi eleita o Melhor Destino Europeu em 2017 (prêmio que já tinha ganhado duas vezes), mas, apesar de Portugal estar na moda entre os brasileiros, tem muita gente que não sabe nada sobre o Porto.

Quando pensamos em visitar a terrinha, logo vem à mente a capital, Lisboa. Neste post elenco algumas razões para visitar o Porto, já que ele desbancou (com todo merecimento) não só Lisboa, como muitas outras cidades que são consideradas super destinos na Europa.

Razão #1 – Preços super econômicos!

Portugal como um todo tem preços muito atrativos! E especificamente no Porto é possível aproveitar muito com pouco. Não é difícil encontrar restaurantes com menus completos a 5 euros, por exemplo (e quando digo completo me refiro a pão, sopa, prato principal e sobremesa ou café).

As hospedagens também são ótimas para o bolso dos viajantes. Quando visitei a cidade, em fevereiro de 2015, gastei míseros 60 euros em uma pensão para ficar em um quarto de casal com meu marido por 7 dias.

Leia também: Hospedagens pelo mundo

Não foram 60 euros por dia, e sim 60 euros pela semana toda! É claro que não havia café da manhã, nem almoço ou jantar, era apenas o quarto, mas mesmo assim valeu super a pena. Em uma busca rápida no Booking, é possível encontrar boas opções de hospedagem com diárias na faixa dos 100 reais por dia (em período de baixa temporada).

Outro ponto econômico diz respeito às atrações. Muitas delas são gratuitas ou com entradas a preço simbólico (1 ou 2 euros). A atração mais cara que visitei foi o Palácio da Bolsa, que na época valia 8 euros por pessoa e incluía visita guiada (em 3 línguas!) que durou mais de 1h, além da degustação de 2 taças de vinhos locais.

Com tudo isso, o que quero dizer é que no Porto você gasta pouco e consegue 1) comer bem, 2) arrumar um local estruturado e cêntrico para ficar e 2) conhecer vários pontos turísticos.

Razão #2 – Tem muita atração!

Apesar de ser uma cidade pequena para os parâmetros de um brasileiro, o Porto concentra diversas atrações turísticas, principalmente na região central e no bairro da Ribeira.

Abaixo, a lista dos pontos imperdíveis:

  • Sé do Porto
  • Palácio da Bolsa
  • Estação São Bento
  • Mercado do Bolhão
  • Rio Douro (bairro da Ribeira)
  • Ponte D. Luís I
  • Igreja de São Francisco
  • Livraria Lello
  • Palácio Epicospal
  • Igreja de Santa Clara
  • Igreja de São Lourenço
  • Museu Casa do Infante
  • Estádio do Dragão
  • Vila Nova de Gaia
  • Torre dos Clérigos
  • Praia do Carneiro

Só isso tá bom?

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A catedral da Sé, chamada por lá de Sé do Porto
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A estação São Bento é cheia de detalhes, como os azulejos azuis, que também estão presentes em outros monumentos da cidade

Razão #3 – O vinho do Porto e o rio Douro

Agora o nome Porto começa a aparecer na sua lembrança, né? Pois é, o famoso vinho do Porto vem dessa cidade portuguesa. Na verdade, vem da cidade vizinha, Vila Nova de Gaia, porém era pelo porto do Porto que o enviavam ao exterior, por isso que, apesar de Gaia concentrar as adegas, o vinho leva o nome da outra cidade.

O acesso a esse líquido sagrado é super fácil: basta atravessar a ponte Dom Luís I (que pode ser cruzada a pé, inclusive) e você já está em Gaia. Praticamente todas as bodegas da cidade oferecem, por alguns eurinhos, degustação dos vinho que vendem.

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Degustação de vinho é o que não falta na viagem

Quem decidir fazer  o “cruzeiro pelo rio Douro” (um passeio de barco de uns 30 minutos, que me custou 11 euros para 2 pessoas), pode ganhar como bônus da empresa de “cruzeiros” um vale para degustar vinho em alguma adega.

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A ponte D. Luís I e a cidade vizinha, Vila Nova de Gaia

Os enófilos de plantão que quiserem expandir a experiência podem buscar por passeios mais completos no Douro. Há alguns que levam os turistas rio acima, para que possam visualizar e até visitar as videiras que dão origem ao vinho do Porto.

Leia também: Mendoza além do vinho

Razão #4 – Harry Potter nasceu aqui!

Quem ama a saga HP, como eu, vai ficar emocionado de visitar o local onde nasceram os primeiros rascunhos dessa história mágica. A autora do livro, J.K. Rowling, morou na cidade, e foi lá que começou a dar forma aos livros.

Alguns locais que ela frequentava serviram para inspirar os cenários descritos nos livros. A Livraria Lello, por exemplo, considerada uma das mais bonitas do mundo, foi inspiração para as escadas que se movimentam em Hogwarts. Outro local que parece encantado, e que foi transpassado do imaginário da autora ao livro, é o Café Majestic, que também é premiado por sua beleza.

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Por dentro da belíssima Livraria Lello

Viu como o Porto tem muito a oferecer aos turistas? É raro conhecer alguém que não se encante por esse local. Por essas e outras que você pode apostar nesse destino quando planejar uma viagem à Europa.

 

 

[INSPIRAÇÃO] BLOGS DE VIAGEM

Muita gente me pergunta por onde começo minhas pesquisas antes de viajar e se sigo diariamente algum blog. Neste post, venho compartilhar meus favoritos [em inglês e em português] de gente que não só viaja, mas escreve muito bem sobre o tema.

Em português [PT]

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Amanda Viaja: Ex-agrônoma e atual blogueira, Amanda escreve também para o Estadão na coluna homônima Amanda Viaja. Seu estilo é mais sucinto e que vai além de roteiros: são diversos textos reflexivos, dicas e roteiros. Já recomendei o canal do Youtube dela aqui no blog algumas vezes, mas caso você não tenha visto, vale a pena se inscrever.

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lala rebelo

Lala Rebelo: Provavelmente o blog pessoal mais completo. Larissa (a.k.a Lala) tem uma didática incrível e fotos maravilhosas, tudo isso em post super bem detalhados. O instagram dela também SURREAL! Queremos todas ser Lala, rs

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Viaje na viagem: Atualizado com frequência, acho que o Viaje na Viagem é um dos blogs em português com mais informação recente. Já falei deles anteriormente aqui quando mencionei o Praiometro, um gráfico que mostra a pluviosidade e os melhores meses para viajar às melhores praias da América Latina.

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Carpe Mundi: Sempre atualizado e com roteiros incríveis, sempre que estou completamente sem ideia de destino para uma determinada situação, entro aqui.

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casa que viaja

Casa que viaja: Blog da Amanda Mormito, que alimentava o melhor guia de Buenos Aires (na minha opinião), o Buenos Aires para Chicas. O blog de Buenos Aires foi descontinuado, uma vez que Amanda migrou das terras porteñas para Cingapura e em seu novo blog, traz um monte de dicas espertas de destinos asiáticos.

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You must go: Minha descoberta recente, comecei acompanhando pelo Instagram e adoro os stories da Renata Araújo, jornalista por trás do blog. Confesso que as dicas de hotéis às vezes são meio inacessíveis ao público geral, afinal trata-se de conteúdo de luxo, mas ela sempre tem dicas ótimas de restaurantes, tópico que me interessa tanto quanto a viagem em si.

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RBBV: Rede de blog de viagens, reúne uma extensa coleção de posts para todos os destinos possíveis. Buscando por destino, aparece o blog que viajou e a data da viagem. É sempre minha primeira opção de busca quando estou completamente perdida e quero ter uma noção mais geral do lugar que estou indo.

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Em inglês [ING]

clumsy traveler

The clumsy traveller: Eu adoro o Instagram da Sebrin, e acho o máximo essa história de mulher viajando para tudo o que é lado, sem depender de ninguém e sem medo de cara feia, além do título em si já ser bem divertido (em português, a viajante atrapalhada).

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blondeabroad

The blonde abroad: A história da Kirsten é basicamente o sonho de todo mundo: Loira, bonita e rica, residente na Califórnia, com uma carreira bem-sucedida no mercado financeiro. Olhando de longe, parecia que ela já tinha tudo. Até que cansada, largou tudo isso, começou um blog e foi viajar pelo mundo. Hoje, um dos blogs de viagem mais premiados, ela dá dicas de viagem focando em solo traveler.

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points guy

The points guy: Você já pensou em viajar por aí gastando nada ou muito pouco, só com programas de fidelidade? Pois é, Brian Kelly não só pensou como materializou a ideia. Aqui, além das dicas básicas e notícias de viagem, você encontra também as melhores opções de voos/hotéis e tudo o que se tem direito através de programas de fidelidade.

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A-Luxury-Travel-Blog-Top-100-Travel-Sites

A luxury travel blog: Não sou muito fã de conteúdo de luxo porque gosto de viajar o mais barato possível, porém de vez em quando não faz mal a ninguém. No Luxury Travel Blog, todo o conteúdo do tipo está reunido, ou seja, tudo num lugar só!

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PARTE II: CÓRDOBA, AS SERRAS

:: No começo de julho visitei Córdoba, na Argentina e dividi minhas opiniões em dois posts: A cidade e as Serras. Nessa segunda parte, conto um pouco da minha experiência nas famosas Serras Cordobesas e como foi passar a noite em um dos hotéis mais lindos em que já estive. ::

Leia também: A cidade de Córdoba na Argentina

Como comentei no post anterior, apesar de ter achado a capital “mais do mesmo” e  ter ficado ligeiramente decepcionada, especialmente com a qualidade e atendimento dos serviços, me questionei sobre porque Córdoba é um destino tão popular dentro da Argentina.

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Durante muito tempo Córdoba foi muito mais famosa pelas Serras Cordobesas, isto é, as cidades montanhosas que ficam no interior da Província, do que pela capital em si. E eu entendi isso rapidamente quando peguei a estrada.

Como chegar

Acho que vale a pena alugar um carro, pois parte da graça dessa viagem, é poder ir parando nos vilarejos, tomando um café, tirando fotos pelo caminho. Caso a ideia seja um destino específico, como La Cumbrecita, é possível pegar um ônibus da Viação Pajaro Blanco em Villa General Belgrano.

Os vilarejos

Villa Carlos Paz: Amigos argentinos tinham me sugerido parar em Carlos Paz, mas a verdade é que, saindo da capital, não tinha ideia do que encontraria na minha primeira parada. De fato, há muito pouca informação sobre Carlos Paz e a região parece ser um refúgio dos próprios argentinos, já que está localizada a apenas 36km.

Logo na entrada, me espantei porque não pareceu uma vilinha, e sim uma cidade grande! Muito comércio e avenidas, até que fomos parar no lago San Roque e do nada, estávamos no meio da natureza. Por ali ocorrem diversas atividades no verão como canoismo, pescaria e passeios de barco. Por estarmos no inverno, a região estava completamente deserta.

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Seguimos sem entendermos muito os atrativos da cidade até que tcharan: o GPS nos levou a centro e bem, de repente me pareceu que estávamos em Punta del Este!

Muitas, mas muitas lojas e restaurantes e acho que é por ali que o agito acontece. Como estava bem cedo, aproveitamos para parar na Medialuna Calentitas (sim, uma casa de medialunas de…Punta del Este, rs) e tomar café da manhã.

O centro é tão mas tão turístico, que até wifi por lá é gratuito!

E antes de deixar a cidade, fizemos uma parada estratégica para comprar alfajores na fábrica da La Quinta. Nunca tinha experimentado o Alfajor cordobés e olha…MUITO melhor que os outras (sério!). Comprei apenas uma caixa e comi a caixa inteira em 2 dias na Serra, tanto que parei parei no free shop do aeroporto para comprar mais (obviamente com um preço bem menos vantajoso). Minha dica aqui é: Aproveite Carlos Paz para comprar MUITOS alfajores. Sim, tem várias fábricas e com preços bem mais atrativos do que na capital. Acho que vale a viagem, tipo, bate-volta, nem que seja pra comprar alfajor e almoçar…afinal, tão pertinho, não é mesmo?

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Na volta, fomos parados pela polícia rodoviária, e apesar de não estarmos fazendo nada de errado, fiquei apreensiva com a quantidade de postos policiais nas estradas de Córdoba.

Alta Gracia: A 36km de Córdoba, a segunda parada tinha apenas um objetivo: visitar a casa que Che viveu sua infância e adolescência. Nascido em Rosário, Che mudou-se com a família ainda bem pequeno para o interior de Córdoba porque, segundo os médicos, ele precisaria de ar das montanhas para seguir vivendo bem. Asmático crônico, por aqui ele ficou até ingressar na Universidade em Buenos Aires.  A casa que está super bem conservada, é claramente um grande atrativo ao turismo local e tem guias de visitação em diversas línguas.

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Na praça central tem wifi gratuito, uma feira local de artesanatos e algumas opções de cafés e restaurantes.

Villa General Belgrano: Casa da OktoberFest na Argentina, por algumas horas estivemos na Alemanha sem sair da Argentina. A região é uma espécie de Blumenau, com muitas comida argentina em casas alemãs (sim, difícil de entender rs). Paramos para um longo almoço no Cafe Rissen e compramos azeites. Se possível, evite visitar aos finais de semana, fomos num domingo e a cidade estava tão mas tão lotada que deu até vontade de sair dali. No mais, acho que não vale a parada se não for para comer.

Villa los Molinos: Apenas passei de carro por aqui, mas confesso que gostaria de ter ficado pelo menos uma noite. Bem no meio da Ruta 5, e a 90km da capital, tem um lago imenso artificial, chamado Dique Los Molinos, que viabiliza atividades de turismo. Pela estrada, há vários mirantes que rendem fotos maravilhosas  e alguns restaurantes com vista, sem esquecer os vários artesanatos, salames e queijos, vendidos em lojinhas ou nas estradas. Se você estiver indo a La Cumbrecita, se programe para, pelo menos, uma parada rápida na região.

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Calamuchita: A mais distante da capital, Calamuchita ou Valle de Calamuchita está a aproximadamente 150km de distância (ou 2h30min de carro). Cercada por montanhas e lagos e arquitetura européia, é famosa por abrigar a colina mais alta de Córdoba, o Cerro de Champaquí, pólo de turismo de aventura. Quando o assunto é comida, a região é famosa pela produção de berries, mais especificamente das frambuesas de Calamuchita.

La Cumbrecita: Localizado a 120km de Córdoba, esse pequeno vilarejo é considerado um dos mais românticos do país e destino certeiro de lua de mel. Conhecido como Pueblo Peatonal, leva esse nome por não ser permitida a circulação de carros em seu interior. Logo ao chegar, se avista vários guardas que cobraram o equivalente a 80 pesos argentinos para que seu carro seja estacionado na entrada e de lá, se segue a pé.

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Se você estiver hospedado em um dos hotéis da região, não é necessário pagar o estacionamento. Solicite um voucher no próprio hotel e apresente na entrada a um dos guardas de turismo.  Quando fui, não sabia desse detalhe, mas mostrei um email da reserva do hotel no meu celular e não precisei pagar.

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Dentre as atrações, milhares de restaurantes e lojinhas e trilhas fazem a fama do pueblo. Ah, e não se esqueça de usar sapatos bem confortáveis, já que não há asfalto e há grandes inclinações pelo trajeto.

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Por causa da curta distância (aproximadamente duas horas de carro), muita gente faz essa viagem como um bate-volta. Eu recomendo muito passar uma noite na cidade, que tem um clima todo especial e fica ainda mais romântica no inverno.

Dormindo em La Cumbrecita: O hotel dos sonhos

Acredito que grande parte da mágica da nossa viagem às Serras foi o hotel onde ficamos em La Cumbrecita. Como era aniversário do meu namorado, queria um lugar especial e o Casas Viejas parecia uma opção tranquila e afastada da lotação do centrinho.

Pois bem, o lugar superou (E MUITO) as nossas expectativas.

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O nosso primeiro desafio foi chegar lá. Sim, porque quando saímos do Centro de La Cumbrecita, tentamos ir por conta própria usando o GPS. Meus amigos, NÃO FAÇAM ISSO.

Por estar basicamente no meio do nada, o sinal do telefone não funciona e mais: você nunca vai achar esse hotel por conta própria e se o fizer, não conseguirá chegar com um carro convencional.

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Afastado a mais ou menos 3km do centro de La Cumbrecita, está literalmente, no meio de uma montanha. Sem estrada asfaltada, muita terra, neblina e neve, não tente ir por conta própria. Combine antecipadamente com o staff do hotel que horas você deseja que eles tem busquem na entrada do Centro. Você estaciona o carro lá, não paga e eles vão com um jeep buscar você.

Como não sabíamos disso, ficamos dando voltas pela região até termos a fantástica ideia de voltar ao Centro e pedir ajuda. O pessoal do turismo de La Cumbrecita ligou para o hotel e meia hora depois, eles estavam lá, socorrendo a gente.

Já no jeep e pegando a estrada para o hotel, entendemos porque o motorista demorou 30 minutos para dirigir 3km haha.

Até aí pode estar parecendo uma péssima ideia a nossa hospedagem, mas não.

O hotel, super exclusivo, tem apenas 6 quartos, restaurante para refeições (já que obviamente você não vai querer sair de lá pra nada) e um spa que nos recebeu com uma massagem gratuita.

Agora segura esse quarto, essa vista, essa vida.

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O quarto tem uma calefação super eficiente – são três aquecedores e uma lareira – frigobar, varanda externa com balanços e varanda interna com hidromassagem. O banheiro foi o único “ponto negativo” do quarto, já que além de pequeno, não tem aquecimento e água do chuveiro demora MUITO para aquecer (algo totalmente aceitável, lembrando mais uma vez que estávamos no meio do nada).

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As refeições no restaurante também estavam deliciosas, e é servida em 3 passos: entrada, prato principal e sobremesa. Avisei logo no check-in sobre minha restrição alimentar, e o chefe preparou uma opção vegetariana sem nenhum problema.

Quanto ao café da manhã, achei bem mais simples – apenas algumas opções de pães, frutas e bebidas quentes. Fica aí minha crítica ao hotel, que acho que poderia oferecer também opções mais saudáveis como cereais, iogurtes e ovos/omeletes.

No mais, só tenho a agradecer a maravilhosa estadia e todo o staff, super atencioso.

Ah, e não menos importante: eles aceitam cachorros 😉

Diárias a partir de R$750,00 

Leia mais: Planejando a sua viagem para a Argentina

 

 

 

SÃO PAULO: FAVORITOS DE FÉRIAS 

Apesar de morar em São Paulo, quase não fico aqui e quando estou na cidade, estou ocupada #paulistanos haha. Nas minhas quatro semanas de férias, consegui 10 dias inteirinhos para não fazer nada na cidade. Como sou super inquieta e a capital paulista, assim como eu, não pára nunca, aproveitei para encontrar amigos, explorar novos lugares e voltar aos favoritos e claro, descansar um pouquinho.

É impossível acompanhar tudo o que acontece em São Paulo, mas vamos ao que eu consegui fazer:

Parque do Povo • Av. Henrique Chamma, 420 – Chácara Itaim • Um desses oásis no meio da Selva de Pedra. Ali entre a Marginal Pinheiros e a Avenida Cidade Jardim, ótimo para praticar esportes, levar as crianças, fazer picnic, ou deitar na grama e não fazer nada (minha atividade predileta).

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Brechós: Sou rata de brechó e amo (tanto que escrevi sobre os meus preferidos aqui). Fiz compras no Capricho à toa [Rua Heitor Penteado, 1096 – Casa 8 – Sumarezinho], Brechó Faria Lima [Av. Brg. Faria Lima, 2355 – 28 – Jardim Paulistano], no Enjoei e  no Dinossauro.

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Brechó Capricho à Toa

25 de marçoRua 25 de março – Centro • Famosa pelas lojas e barraquinhas, aqui se encontra quase tudo! Como a 25 vive lotada e eu não tenho muita paciência, gosto de ir em julho (atualizar o estoque de bijoux) e em dezembro (comprar lembrancinhas de natal, coisas de praia para as férias de verão e fantasias de carnaval). Acho imperdível passar na chapéus 25, numa loja indiana (amo as cangas e vestidos) e nas lojinhas de bijoux (não tenho uma favorita, vou andando e vendo o que me interessa). Importante lembrar que muitas lojas não aceitam cartão, então leve dinheiro em espécie.

Retrô Hair • R. Augusta, 902 – Cerqueira César • Outra coisa que não tenho muita paciência é para cuidar do meu cabelo, mas como estou em transição capilar, aproveitei para atualizar o corte. O Edu do Retrô Hair cuida do meu cabelo a mais de uma década. Super recomendo, mas se quiser ir, agende com antecedência porque ele é disputado, rs. Ah e vale lembrar que o salão também é lindo e torna aquela ida ao cabeleireiro bem mais agradável.

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Festival Fartura • Jockey Club de São Paulo: Av. Lineu de Paula Machado, 1075   No fim de semana de 15 e 16 de junho aconteceu no Jockey o Festival Fartura, um espaço com comidinhas de diversas partes do Brasil com pratos de até R$30.

Casa Cor • Jockey Club de São Paulo: Av. Lineu de Paula Machado, 1075  Entre 23 de maio e 23 de julho realizou-se, também no Jockey, a Casa Cor 2017. O espaço é uma imensa feira anual de design e decoração com espaços idealizados por renomados arquitetos e decoradores, que nos traz as principais tendências no setor. Eu que AMO decoração saí de lá de queixo caído e uma nova pasta no Pinterest repleta de inspirações.

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Um dos espaços da Casacor 2017

Restaurantes

O que não falta em São Paulo é lugar para comer – e comer bem. Confesso que esse clima de férias me deixou meio preguiçosa e não quis sair muito do meu quadrado. Mas tudo bem, porque o meu quadrado é um dos bairro que mais gastronômicos de São Paulo, o Itaim Bibi.

Nino Cucina • R. Jerônimo da Veiga, 30 – Jardim Europa • Restaurante badalado de comida italiana no Itaim, tento ir desde que abriu, sem sucesso, e só consegui uma mesa num fim de semana dessa vez porque reservei com 2 meses de antecedência. Achei os preços bons e a comida ok, mas existem milhares de outros restaurantes italianos bem mais gostosos e menos complicados.

Nattu • R. Clodomiro Amazonas, 473 – Vila Nova Conceição • Nunca tinha reparado nesse canto tão próximo de casa que o Foursquare (#ficadica) me recomendou. Um restaurante orgânico, com bastante opções veganas, sem glúten e lactose. Pedi uma sopa de cabotiá com pão sem glúten e meu namorado ficou com a moqueca veggie, ambos estavam bem gostosos. Ah, o menu de sucos e drinks também é bem atrativo.

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Jamie’s Italian • Av. Horácio Lafer, 61 – Itaim Bibi • Vou tanto nesse restaurante que nem sei o que dizer dele. Amo o spaguetti a la Norma (tão simples e tão bom) e o Brownie e Pannacota de sobremesa. Acho que define bem o que eu chamaria de Confort Food – ótimo para aqueles dias de TPM ou friozinho.

Cafés

Adoro um cafezinho e aproveitei várias tardes livres que tive esse mês para parar por alguns segundos em cafeterias, ler um livro e pensar na vida.

Leia também: Começando o dia em São Paulo

Le Pain Quotidien • Rua Pais de Araújo, 178 – Itaim Bibi • Várias vezes parei na unidade do Itaim Bibi! Amo a torta de pistache, o chá de hortelã e o cappuccino.

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Chá da tarde no Le Pain Quotidien

Urbe R. Antônio Carlos, 404 – Consolação • Misto de café e bar, na Antonio Carlos, na região do Baixo Augusta, vive lotado! Evite os horários de pico, pegue uma mesa ou sente-se no balcão e peça um drink, um café, um petisco e aproveite mais um dia de férias!

Athenas • R. Augusta, 1449 – Consolação • Na rua Augusta, encontrei um grupo de amigos para botar o papo em dia, beber um vinho e comer muitos quitutes. Eles também têm opções para almoço/lanche rápido e vários cafés.

Caffe Ristoro • Av. Paulista, 37 – Paraíso • Instalado no jardim da Casa das Rosas (leia mais aqui), é maravilhoso ficar aqui num dia de sol, tomando um cafezinho, conversando, lendo e curtindo a vida.

Mr baker • R. Pedroso Alvarenga, 655 – Itaim Bibi • Provavelmente a cafeteria que mais vou em São Paulo por ser do lado de casa e ter pães maravilhosos, sempre que tenho um pouco mais de tempo tomo café da manhã lá.

 

 

PASSEIO POR UM DIA – IPIRANGA

Se tiver um dia livre e quiser aproveitar algum cantinho da cidade, vou deixar um roteiro aqui para você!

O bairro do Ipiranga é cheio de histórias, e alguns monumentos espalhados pelo bairro podem contar um pouquinho delas.

Inicie o passeio indo ao Parque da Independência, ao lado do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (mais conhecido como Museu do Ipiranga). Mesmo fechado para reformas, a construção de 1895 é bela e imponente, e está em frente a uma área de 21 mil m² projetados pelo paisagista belga Arsenius Puttemans, inspirado nos jardins do Palácio de Versalhes. Neste local, aproveite para fazer uma caminhada, andar de skate, descansar na sombra e apreciar a vista.

Se quiser se manter conectado ao passado do bairro, a dica é fazer uma parada para lanchar no Hambúrguer do Seu Oswaldo. Tradição nesta cada não falta! A receita do cheese-salada clássico (elaborada a mais de 50 anos) é mencionada em diversos cantos da cidade, e muito gostosa! Curta sentar no balcão, conversar com os funcionários e saber um pouco mais sobre o segredo do molho de tomate fresco produzido na casa. Tudo é muito simples, e pelo o que me lembro, só aceitam pagamentos em dinheiro.

Ainda li por perto, se estiver acompanhado de crianças, pode ser interessante visitar o Aquário de São Paulo. Destaca-se por ser o maior da América Latina e apresentar cerca de 300 espécies de animais. O custo dos ingressos é alto, então vale conferir se há promoções e pacotes especiais, principalmente neste período de férias.

Para outras atrações diversificadas, vale visitar o Sesc Ipiranga. Sempre menciono o quanto gosto destes espaços, e sei que alguma atividade interessante posso encontrar por lá: teatro, música, dança e oficinas são exemplos. Como sempre, conferir a programação com antecedência pode fazer a diferença!

Se desejar fazer apenas uma paradinha para um mini snack, minha sugestão é conhecer a Damp Sorvetes. Longe de ser como os gelatos cada vez mais populares pela cidade, mas ainda com custo elevado, a casa foi fundada no bairro na década de 70 por amigos italianos e oferece centenas de sabores, dos tradicionais aos mais exóticos, para quem quiser se aventurar. Para se manter no clima Imperial, prove o sabor “O Sorvete do Príncipe”, de chocolate branco belga com avelãs.

Se quiser curtir um fim de noite bem paulistano, que tal uma pizza? A rede Sala VIP, conhecida pelo delivery em vários pontos da cidade, tem um espaço muito bonito e aconchegante por aqui. O salão é grande, mas não deixa de ser intimista e permitir que o cheirinho bom de forno à lenha fique no ar.

Recentemente a página online da Revista Veja São Paulo listou “25 motivos para amar o Ipiranga”. Passe lá para conferir outras curiosidades e dicas.

Mais informações:

Aquário de São Paulo

Rua Huet Bacelar, 407.

Aberto todos os dias, das 9h às 19h (bilheteria e entrada permitida até às 17h).

Hambúrguer do Seu Oswaldo

Rua Bom Pastor, 1659.

Segunda a Sábado, das 12h às 22h.

Sesc Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822

Terça a Sexta, das 7h às 21h30 / Sábado, das 10h às 21h30 / Domingo e Feriado, das 10h às 18h30.

Damp Sorvetes

Rua Lino Coutinho, 983

Aberta todos os dias, das 10h às 20h.

Sala VIP Pizzaria

Rua Cisplatina, 195.

Terça a Domingo, das 18h30 às 24h.

CÓRDOBA [PARTE I]: A CIDADE

:: Estive em Córdoba, Argentina, semana passada e vou dividir as dicas em dois post: a cidade e as serras (hello, Eça de Queirós, haha) ::

Para ler na íntegra a segunda parte desse post, clique aqui.

A cidade

Com quase 1,5 milhões de habitantes, Córdoba é a segunda maior cidade da Argentina e capital da Província homônima. Apesar do tamanho, não espere Buenos Aires. De cunho bem mais intimista, a região foi marcada pelo domínio jesuítico a partir do fim do século XVI, mais especificamente da Ordem Religiosa Companhia de Jesus, que esteve presente também em outros pontos da América com intuito da catequização, por meio da fé e do saber.

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Igrejas por todas as partes
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Arquitetura cheia de história

Como chegar

Localizada a 700km de Buenos Aires, Córdoba fica bem no meio do caminho entre a capital da Argentina e Mendoza. É uma parada estratégica se você estiver viajando de carro pela Argentina.

Se não, saindo do Brasil você pode voar sem conexões partindo do Rio de Janeiro ou São Paulo.

Rio de Janeiro: GOL ou Aerolíneas Argentinas

São Paulo: LATAM.

Voos com conexão costumam ser mais baratos e geralmente a escala é em Buenos Aires.

Clima

Tende a ser extremo: muito quente e chuvoso no verão e muito frio e seco no inverno [com possibilidade de neve]. Por sofrer influência das correntes do Pacífico e da Antártica, venta bastante o ano inteiro.

Durante a minha estadia (começo de julho), a temperatura esteve entre 8 e 16 graus, com uma leve (e atípica) garoa.

O povo

Por ser uma cidade universitária (a Universidade mais antiga da Argentina e uma das mais antigas da América Latina – UNC – fica aqui), é uma cidade jovem. Apesar da empatia da maioria dos locais, senti deveras hostilidade dos serviços locais (garçons, staff do hotel e turismo no geral).

Transporte

Não experimentei o transporte público na cidade, mas ouvi dizer que as linhas de ônibus atendem bem a locomoção.

Taxi funciona bem, UBER ainda não chegou à cidade.

Onde ficar

Centro x Nueva Cordoba: Cordoba tem dois “centros hoteleiros” principais, que são os bairros de Nueva Cordoba e o Centro.

Apesar de ser mais bonitinho, tranquilo e com bons restaurantes, eu não recomendaria Nueva Cordoba para quem está indo pela primeira vez. Isso porque, a maioria das atrações turísticas está no centro e arredores, ou seja, se hospedando no Centro você faz quase tudo a pé e só pega táxi quando quiser ir jantar em um bairro mais afastado.

Windsor Hotel & Tower

Passei duas noites no Windsor, por ser central e ter todos os serviços de um hotel de luxo.

Localizado num casarão antigo a 200m da Plaza San Martin, marco da cidade e início do roteiro turístico clássico, o Windsor desponta (de acordo com o TripAdvisor) como uma das melhores opções de hospedagem na cidade.

Porém, ao chegarmos já nos deparamos com a primeira má-notícia em Córdoba: Após o check-in, subimos para o quarto e não conseguimos passar mais de 2 minutos lá dentro. O quarto 114 era todo de carpete e parecia que tinha morrido alguém lá dentro de tão horrível que estava o cheiro. Voltamos à recepção e trocamos nosso quarto sem problemas – apesar da antipatia do staff. Meu namorado criou a teoria que eles oferecem esse quarto a todos que chegam para ver que vai ficar no “quarto zuado” hahaha.

O quarto – dessa vez o definitivo – era dividido em antessala, com mesa de jantar, frigobar e sofá-cama, banheiro e quarto. No quarto, cama confortável, armários com roupões, e um serviço até então inédito para mim: concierge de travesseiros. Sim, eles deixam na cama dois modelos de travesseiros e um menu com mais 5 tipos e, caso você não se adapte com os modelos na cama, pode ligar sem custo e solicitar um outro modelo.

quarto windsor

Quanto ao que era oferecido pelo hotel, o básico: Concierge, estacionamento, wifi, piscina, restaurante/bar e academia. Acredito que de todos os serviços do hotel, o mais interessante é o restaurante/room service.  O restaurante do hotel, o Sibaris, é considerado o melhor do Centro e um dos melhores de Córdoba. Pedi room service no dia que cheguei e na noite seguinte, jantei no restaurante e em ambas as situações a comida estava maravilhosa (e com opções para celíacos e vegetarianos – algo extremamente difícil de achar na Argentina).

Vale lembrar que o Windsor é um hotel de 4, e não 5 estrelas.

Diárias a partir de R$370,00

Quorum Hotel & SPA

Minha estadia no Quorum foi de última hora: A LATAM me fez perder o voo e precisei passar mais uma noite na cidade. Esse é o hotel mais próximo do Aeroporto (aproximadamente 1,5km) e tem uma ótima infraestrutura (diga-se de passagem, melhor que a do Windsor). Ainda que esteja localizado no meio do nada, tem um Centro Empresarial ao lado, com lanchonete, restaurante e caixa eletrônico. Dentro do hotel, além de uma área de golf e tênis, tem também academia, piscina, spa e restaurante. Usei o spa e os preços eram bem atrativos e o serviço muito bom. No restaurante, o café da manhã era bem servido e o jantar também (embora tenha pedido uma salada que estava estranha). Quanto ao quarto, apesar de localizado no térreo, o nível de ruído foi baixíssimo e a cama super confortável. O banheiro era ENORME!

Diárias a partir de R$460,00

O que fazer

Plaza San Martin: Cartão-postal da cidade, a praça leva o nome do General San Martin, um dos líderes da independência de países latinos (Argentina, Chile e Peru) contra a Espanha. Aqui você encontra também a Catedral de Córdoba, o Cabildo e ponto de partida do ônibus de turismo (leia mais abaixo).

header

City Tour: Saindo da Plaza San Martin num trajeto de aproximadamente 1h30 com duas paradas curtas, o ônibus de turismo modelo inglês da década de 60 acompanha um guia com explicações durante a viagem. Infelizmente, não há audioguia ou tradução para outro idioma, inviabilizando o entendimento de estrangeiros. Também não gostei muito da parte que não se pode descer e pegar o ônibus em outro ponto, então não sei se faria de novo.

city tour bus

Catedral de Córdoba: Imponente Igreja localizada na Plaza San Martin, datada do começo do século XVIII e com estilo neoclássico, carrega diversas heranças dos jesuítas à cidade.

catedral de cordoba

A presença dos jesuítas na região de Córdoba entre os séculos XVI e XVIII deixou muita história, e claro, diversas Igrejas. Não consegui visitar todas, mas existe um Circuito Jesuítico que lista todas as Instituições a serem visitas na Capital e arredores. Clique aqui para saber mais (em espanhol).

Cabildo de Córdoba: Cabildos eram prédios com iniciativas públicas e o de Córdoba funcionou como sede do Governo e como sede da Polícia. O prédio colonial do século XVII hoje funciona como museu (gratuito) e Centro de Informações Turísticas.

Calle Peatonal: Primeira rua fechada para pedestres da Argentina, atravessa o centro com diversas lojas de roupas, calçados, presentes e restaurantes. Ah, e claro, como toda boa rua do Centro: muita gente (aqui vale o aviso: cuidado com bolsa, carteira, dinheiro e celular!).

Manzana Jesuítica: Parte do Complexo Jesuítico de Córdoba, a Manzana é uma imponente construção em estilo barroco e neoclássica, datada do século XIX e declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2000.

manzana

Mercado de la Ciudad: Mercado público no Centro com produtos locais. Ótima parada para conhecer mais de alguns produtos típicos da culinária argentina.

Casa Naranja: Centro Cultural de iniciativa privada da operadora Naranja, que realiza ampla programação gratuita de artes.

casa naranja

Campus da Universidade Nacional de Córdoba: Fundada no século XV, A UNC é a Universidade mais antiga da Argentina e uma das mais antigas da América do Sul. Se pode conhecer mais da história por meio dos tours que eles disponibilizam em espanhol e em inglês.

Parque Sarmiento: Toda cidade que se preze tem um belo parque para chamar de seu, e em Córdoba não é diferente. Com muito verde, rosedais e largos artificiais, teve paisagismo assinado por Carlos Thays e é um ótimo passeio em dias mais quentes.

Nueva Cordoba: Bairro onde fica a sede da UNC e onde muitos estudantes elegeram para chamar de casa. Por ser um bairro jovem, tem muitas opções de entretenimento noturna e bons restaurantes, formando com seu vizinho, o bairro Guemes, um pólo gastronômico.

Onde comer

Como fiquei pouco tempo na cidade, acabei não visitando todos os locais que gostaria. Fiz duas refeições no próprio restaurante do hotel, em um café (que não me lembro o nome) e a última no Gran Vidreo.

Sibaris: Restaurante do hotel Windsor (onde fiquei) e eleito o melhor da região central, o cardápio é variado com muitas carnes e algumas opções de massas. A carta de vinho também é bem interessante. O preço é alto, mas vale a pena.

Gran Vidreo: Dentro de uma galeria de arte, esse restaurante tem um cardápio voltado pra alimentação saudável e com MUITA opção vegetariana. O preço é OK para quem mora em São Paulo, mas acho que acima da média em Córdoba.

almoco gran vidreo
Almoço e cafezinho na Galeria Gran Vidreo

Queria ter ido:

El papagayo: Restaurante mais sofisticado em Nueva Cordoba e que dificilmente se consegue uma mesa, é protagonista na renovação do bairro e da gastronomia local. O menu é degustação e variado – dependendo da época e dos produtos da estação.

Gordó: Instalado na Galeria Barrio, o ponto alto aqui é o vinho. Extenso menu com diversas harmonizações. Como aqui em casa somos grande apreciadores da enogastronomia, ficamos bem interessados e só não fomos porque na noite que teríamos livres, o frio tomou conta da cidade e era inviável sair.

Tribeca: No bairro Guemes, uma espécie de Vila Madalena cordobesa, o Tribeca é uma destilaria que também oferece bons petiscos, música e um belo bar.

Percepção geral

Córdoba apesar de linda e cheia de história não me cativou tanto. Não sei se voltaria sem propósito, só para turistar. Por outro lado, a cidade é ponto de partida para as Serras, que são das paisagens mais lindas da Argentina e, muitas vezes, desconhecidas dos brasileiros.

Custo geral: $$(barato)

Para ler mais dicas quentes sobre a Argentina, clique aqui.

INVERNO EM CURITIBA

Comecei meu mês de Julho em Curitiba, onde fiquei por uma semana, e como já conhecia a cidade, aproveitei também um fim de semana para visitar Morretes e Antonina (clique aqui para ler mais).

Desta vez, além de trabalhar, aproveitei para conhecer alguns cantinhos que não tinha ido ainda, mas ao mesmo tempo, levei meu namorado para dar uma volta no roteiro básico da cidade.  Ou seja, esse post vale tanto para quem já conhece a cidade quanto para quem está indo pela primeira vez!

Sobre a cidade

Curitiba é a capital do Paraná e com quase dois milhões de habitantes, ocupa o posto de oitava capital no país. É famosa pela baixa taxa de analfabetismo, a melhor educação pública do país, um sistema de transporte eficiente com o maior biarticulado do mundo e muitos parques, o que a torna também uma cidade extremamente arborizada. Também é conhecida como a capital mal-humorada, devido a fama dos seus moradores – eu particularmente, nunca tive nenhuma experiência desagradável com nenhum local, muito pelo contrário.

O que fazer

Jardim Botânico: Definitivamente o cartão-postal da cidade, se você está indo pela primeira vez, não pode deixar de conhecer. Os jardins são lindos e a estufa, uma obra à parte. Em um dia bonito, é garantia de boas fotos.

jardim botanico head

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Ópera de Arame: Um teatro lindo,  todo construído em metal (de onde vem o nome), sobre um lago e com uma vegetação de cair o queixo. Também faz parte do to do obrigatório do turista em Curitiba. No subsolo funciona um café e do outro lado da rua, várias lojinhas vendem artesanatos, souvenir e os famosos chips de banana, que eu amo. Logo ao lado,  tem outro lugar lindo mas que normalmente é fechado ao público, a Pedreira Paulo Leminski, uma pedreira desativada e que vira e mexe é palco de grandes shows – Pearl Jam, por exemplo, já se apresentou ali.

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Museu do Olho: O Museu Oscar Niemeyer ou Museu do Olho (como ficou conhecido por causa do seu formato), foi inaugurado em 2002 e tem sempre uma programação bacana. Se estiver por lá, aproveite a lojinha e o restaurante e não esqueça a máquina fotográfica – como tudo que Niemeyer fez, é de ficar boquiaberto.

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Parque Tanguá: O que não falta é parque em Curitiba! A cidade é conhecida pelos milhares de Bosques, Parques e Praças espalhados por toda a cidade, mas acabei escolhendo o Tanguá por ser um dos poucos que não conhecia. Como estive por lá numa quarta-feira, a calma e a tranquilidade que passa estar ali tomando um cafezinho e olhando o horizonte, é impagável. Ele fica bem afastado e talvez valha a pena combinar com uma ida à Opera do Arame.

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Mercado Municipal: Amo visitar os Mercados dos lugares que viajo, principalmente os Municipais. Acho que é um ótimo jeito de conhecer um pouco mais sobre a cultura do lugar através da gastronomia e mais importante: dos produtores locais. Essa foi a minha primeira vez no Mercado Municipal de Curitiba e o que mais me chamou a atenção foi a organização – O Mercado é super limpo, com todas as bancas super bem organizadas, zero barulho, nenhum cheiro estranho e vários restaurantes bacanudos. Infelizmente tinha acabado de almoçar, mas a minha sugestão é que você escolha um dos diversos restaurantes que tem por lá e faça a refeição antes de começar a visita.

Sabe todos os produtos de banana que comentei no post de Morretes e Antonina? Praticamente todos eles podem ser encontrados aqui! Ótima oportunidade de conhecer produtos típicos litorâneos sem precisar deixar a capital.

Centro: É no Centro que várias atrações culturais estão concentradas, como a Biblioteca Pública, a Feira do Largo da Ordem (que acontece aos domingos), a Catedral, o prédio da UFPR e o Museu de Arte Contemporânea. Na minha manhã livre, aproveitei para visitar o prédio do Sesc, a rua das Flores – uma rua reservada para pedestres que recebeu esse nome por causa dos canteiros floridos do século passado, alguns permanecendo até hoje.

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Se você quer aproveitar o melhor de Curitiba sem carro, a Linha Turismo é um ônibus de dois andares, que passa pelos principais pontos turísticos da cidade. O roteiro de 45km dura cerca de três horas e você pode pegar o ônibus em qualquer ponto. Atenção: Não opera às segundas-feiras. Para mais informações, clique aqui.

Onde comer

Curitiba é um paraíso gastronômico! Com diversas colônias europeias instaladas por ali, se encontra quase todo tipo de gastronomia.

Café do Paço: Ótimo para começar o dia, esse café que também funciona como escola, tem diversos blends de café e muitas opções de comidinha delícia. Fica no lindo prédio do SESC Paço da Liberdade, no Centro, que até 1966 abrigou o gabinete dos prefeitos da Cidade.

Mary Ann Apple Factory: Há um burburinho em Curitiba em torno das famosas maças caramelizadas já conhecidas nos EUA. Tomei conhecimento deste lugar por uma amiga e por coincidência conheci os donos numa festa que fui na cidade. Infelizmente não consegui visitar o espaço e provar as famosas maças, mas só ouvi elogios!

Madero: Acho que tem mais Madero em Curitiba que Mc Donalds, rs. Sério, tem muitos! Meu namorado é super fã da hamburgueria e sempre vai aqui em São Paulo e eu nunca tinha ido. Numa noite fria de domingo, rumamos ao Centro para conhecer a primeira casa e experimentar O MELHOR HAMBÚRGUER DO MUNDO. Como sou vegetariana, é muito difícil um hambúrguer me agradar, e sinceramente, não gostei muito do que comi no Madero, De qualquer forma, se você come carne, recomendo a experiência. Adorei o couvert, a pupunha assada de entrada e as batatinhas.

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O hambúrguer vegetariano do Madero

Osteria Capitolina: Amigos locais nos levaram até esse restaurante, que julgam ser um dos mais italianos de Curitiba e que não está em Santa Felicidade – um bairro italiano dentro da cidade. O local é super família, e o dono, um romano, trabalha em conjunto com a sua mulher, uma brasileira, e recebem pessoalmente cada cliente. A comida é uma delícia e o menu super bem servido. Minha sugestão: vá com MUITA fome, porque se come MUITO por aqui (MUITO MESMO). Super recomendo a burrata e o Nhoque ao pesto. E na saída, uma grapa e aquele cafezinho esperto!

Porcini Trattoria: Mais um italiano, desta vez na região do Batel, onde me hospedei. Diferentemente da Osteria, o local é bem mais requintado, porém segue-se comendo bem. A carta de vinhos é generosa e o Nhoque que provei aqui estava delicioso (apesar de um pouco apimentado para o meu gosto). Já a lasanha do meu namorado, acho que ficou a desejar, apesar de linda estava super gordurosa.

porcini
Porcini: Um dos muitos gnochis que comi em Curitiba

GreenGo: Refeição vegetariana de bastante qualidade e super bem servida no Batel. Experimentei o falafel com salada e arroz negro e estava uma delícia, e com um preço super acessível. Outra recomendação que tive de amigos locais foi o Gorilla Strong, que acabou de abrir na mesma região, mas que infelizmente não consegui ir.

Quintana Café e Restaurante: Esse café no Batel também serve almoço das 11h às 14h e tem como tema o escritor gaúcho Mario Quitana. No local, além super bem decorado, o restaurante divide espaço com livros e  uma lojinha. O almoço tem várias opções saudáveis e serve muito bem pessoas com restrições alimentares.

Passion du Chocolat: Localizada dentro do Shopping Patio Batel, é conhecida pelos famosos macarrons. Como amo o docinho francês, fui lá experimentar e de fato, vale a pena (apesar dos salgados R$7 por unidade).

Hard Rock Cafe: Famoso no mundo inteiro, a unidade de Curitiba é a única no Brasil – talvez por Curitiba também ser conhecida como a Capital do Rock. Pessoalmente, não acho a comida “grandes coisas”, mas o ambiente é legal para encontrar os amigos para uns drinks e quem sabe comprar uma lembrancinha na lojinha (se você estiver ostentando muito).

Botanique: Verdadeiro achado na região mais central, o Botanique é uma casa de plantas que acabou de abrir e que também funciona como restaurante, café e bar. A comida é deliciosa, super fresh e muito vegan friendly! O cardápio é inspirado na cozinha espanhola, com diversas adaptações. De noite, a carta de drinks entra em cena e transforma o estiloso espaço em bar.

botanique

:: Eu sou vegetariana e todas as minhas sugestões gastronômicas aqui no blog têm opções sem carne. Também sinalizo sempre que existe opções vegan, lac free e gluten free :: 

Onde ficar  
Claro que a localização depende do propósito da sua viagem, mas acredito que se a ideia for turistar, uma boa região é a do Batel.
Quality Hotel
Apesar de diversas opções no bairro, optei ficar no Quality porque o custo benefício me pareceu justo.
Localizado na Alameda Dom Pedro (uma rua sem saída), no Batel, o hotel tem um staff super atencioso, quarto confortável, restaurante no primeiro piso e academia e piscina no rooftop.

cafe da manha
Café da manhã bem servido no Quality
rooftop hotel
Rooftop do Quality

Nas tarifas, que giram em torno de R$300, está incluso café da manhã e estacionamento.

Pros
Localização – Bairro Batel super bem servido de serviços e restaurantes.
Quarto – Bom espaço, cama confortável.
Banheiro: Ótimo espaço, amenities Natura e boa ducha.
WI-FI: Precisei muito de internet nos dias que estive hospedada aqui e em nenhum momento ela deixou de funcionar (AINDA BEM!)
Café da manhã – Sortido, com opção de omelete e tapioca feitos na hora, vários sucos e muitos pães.


Contras
Nível de ruído – Mesmo estando em uma rua super silenciosa, tive a impressão que as paredes eram de papel! Ouvia-se tudo dos quartos ao lado e acima, o que me incomodou um pouco, já que tive que passar algumas tardes no quarto trabalhando.
Sistema de aquecimento – Não consegui ajustar o aquecimento diretamente no quarto e o sistema central do hotel me parece que ficava desligado durante o dia.
Restaurante – Apesar do café da manhã ser ótimo, jantei uma noite no restaurante (às segundas-feiras eles têm um buffet de sopas por um preço bem justo) e me decepcionei bastante. Apesar de boas opções a comida estava super salgada! Depois disso, confesso que fiquei com medo de pedir serviço de quarto e acabei saindo ou pedindo delivery em todas as outras refeições.

Ficaria no Quality novamente?
Acredito que não. Apesar do staff atencioso e do quarto confortável, o barulho e o frio que passei (Curitiba não é brincadeira em Julho) deixaram bastante a desejar. Quanto à localização, existem várias outras opções no Batel, como o Mercure, o Transamérica ou o hypado Nomaa


Custo geral: $$(barato)

PASSEIO POR UM DIA – VILA MARIANA

A Vila Mariana é um bairro enorme, e muito antigo. Super tradicional, sofreu muitas transformações na última década, mas nunca deixou de ser uma região versátil e diversificada.

Abrigando um dos maiores hospitais públicos da cidade, aliado à Escola Paulista de Medicina, e sendo um eixo importante ao restante da Zona Sul, o bairro apresenta ainda grande ocupação residencial (não tantas casas como antigamente), escritórios, clínicas e consultórios médicos e escolas.

Mas há cantinhos especiais espalhados por este bairrão, e espero poder te mostrar como aproveitar um dia por aqui.

Acesse facilmente a região desembarcando na Estação Santa Cruz (Linha 1 – Azul). Com a estética das primeiras estações de metrô inauguradas na cidade, a estação é pequena e passa por grandes obras no momento (fará conexão com a Linha 5 – Lilás, ainda em construção) e a saída é no interior do Shopping Metrô Santa Cruz.

Caminhe até a Casa Modernista e visite o enorme jardim e a primeira construção moderna da cidade. Para apaixonados por arquitetura, ou apenas curiosos, é super interessante percorrer a casa e entender a conexão entre cômodos, a forma de ocupa-los e a ligação dos ambientes internos com os externos.

Para a hora do almoço, o Lagoa Tropical é a minha sugestão. Um dos restaurantes vegetarianos mais antigos da cidade, o esquema funciona com buffet a preço fixo, incluindo sobremesa e sucos, à vontade. Mas não rejeite a ideia apenas por ser vegetariano, por favor! Aqui o cardápio e os sabores encantam: as receitas são diversificadas e interessantes, além de oferecer muitas opções para saladas, acompanhamentos e beliscos. Nunca comi receitas com PTS (a tal Proteína de Soja) tão gostosas quanto às daqui (o bolo de carne e o quibe com abóbora são divinos, úmidos e saborosos na medida certa!). Mesmo se você curtir muito uma carne, se acomode em uma mesa na varanda e dê uma chance a este lugar tão querido pelos moradores locais. Dica: durante a semana o horário de almoço é concorrido por quem trabalha por lá (mas ninguém fica mais de uma hora), mas aos domingos há espera, sempre. Tenha paciência e aproveite os petiscos dispostos na porta enquanto aguarda ser chamado.

Se apreciar bons petiscos, minha dica é conhecer o Veloso Bar. Se você gosta de coxinha, este é o paraíso! Considerada a melhor coxinha da cidade, pode ser pedida em porção de 6 unidades, ou individualmente, e acompanha um delicioso molinho de pimenta. Os drinks também são variados e muito apreciados. Abre para almoços apenas aos sábados e domingos, tendo o happy hour como foco nos outros dias.

Para curtir o dia, vou indicar a Cinemateca Brasileira. Dedicada ao estudo, defesa e divulgação do desenvolvimento da arte cinematográfica brasileira, este espaço promove atividades culturais, acadêmicas e científicas com o intuito de permitir a contemplação da filmografia brasileira e internacional. Sempre há algo interessante acontecendo por lá, desde pequenas exposições, oficinas, mostras de cinemas e debates. Muita arte, cultura e educação.

No mundo do delivery, comer uma pizza fora de casa pode custar caro, mas no Bráz Quintal isto nem deve doer na consciência! Umas das melhores pizzas da região, e de São Paulo, a casa faz parte do Grupo Bráz, mas nesta unidade o ambiente é todo mais que especial. A casa ocupada tem estilo de fazenda, com pé direiro altíssimo, mesas largas, iluminação charmosa e um quintal estonteante, que por se destacar tanto está até no nome. No frio pode ser desconfortável sentar-se na área externa, mas é tão encantador, que eu faria este esforço.

Recentemente a página online da Revista Veja São Paulo listou “25 motivos para amar o bairro de Vila Mariana”. Passe lá para conferir outras curiosidades e dicas.

Mais informações:

Casa Modernista

Rua Santa Cruz, 325.

Entrada gratuita.

Terça a Domingo, das 9h às 17h.

Lagoa Tropical

Rua Borges Lagoa, 406.

Segunda à Sexta, das 11h30 às 15h.

Domingo, das 11h30 às 16h.

Cinemateca Brasileira

Aberta todos os dias. Confira na página online os diferentes horários para cada setor.

Veloso Bar

Rua Conceição Veloso, 54.

Terça a Sexta, das 17h30 às 24h30.

Sábado, das 12h30 às 24h30.

Domingo, das 16h às 22h30.

Bráz Quintal

Rua Gandavo, 447

Domingo a Quarta, das 18h30 às 24h.

Quinta, das 18h30 às 24h30.

Sexta e Sábado, das 18h30 às 1h30.

TOP 3: BRECHÓS EM SÃO PAULO

Comprar em brechó é uma economia não só para o bolso, mas também para o planeta. Em tempos de reaproveitamento e moda sustentável, passar uma tarde com as amigas no brechó além de ser uma delícia, é uma ótima estratégia para poupar o bolso em tempos de crise.

São Paulo com certeza é o melhor lugar para isso!

Líder na quantidade/qualidade de brechós no país, se você está de passagem ou mora por aqui e está com um tempinho livre, chegou a sua chance! Sou super adepta e listo abaixo os meus favoritos nesse TOP 3:

  • Capricho à toa: As definições de brechó foram (definitivamente) atualizadas! A ideia aqui é o brechopping, uma casa enorme na Vila Madalena com três andares, vários provadores, artigos infantis, femininos e masculinos e até uma cafeteria. Desde roupas usadas com preços ótimos (tipo 5, 10 reais naquela brusinha), até produtos de grife, passando por muita coisa nova (ainda com etiqueta), tudo devidamente organizado por tamanho, cor e setor. Se puder, vá durante a semana, porque mesmo o espaço sendo grande, costuma lotar e aí dá aquele desânimo de entrar no provador para experimentar tudo (o número de peças que se pode levar ao provador é limitado a dez).
  • B. Luxo: Esse é daqueles para você que está em busca de antiguidades e que pode ostentar um pouquinho mais. Localizado na Rua Augusta, o espaço é lindo, super bem decorado e é o melhor lugar para encontrar peças de alta costura vintage por um preço mais acessível (longe de ser barato).

    Dica extra: Ainda na Rua Augusta, a Galeria Ouro Fino é antro de  alguns bons brechós no estilo vintage-chic. Se estiver com a tarde livre, aproveite para dar uma garimpada por lá também.

  • Brechó Faria Lima: Menor e menos conhecido que os anteriores, fica dentro de uma galeria na Avenida Faria Lima, em frente ao Shopping Iguatemi. Conheci porque é bem próximo da minha casa e de tanto passar na frente, um dia tomei coragem e entrei. Apesar de pequeno, a curadoria é ótima e o Instagram deles está sempre atualizado com as novas aquisições. O estilo aqui é mais contemporâneo e com preços bem amigáveis. É possível fazer bons achados de marcas tanto nacionais quanto importadas. Na minha última visita, por exemplo, comprei um sapato da Saks por R$30, praticamente novo.

Todos os meus favoritos aceitam dinheiro e cartões de débito e crédito.

Dicas para garimpar:

Vá com tempo:

Não adianta ir com pressa, tire uma tarde, coloque uma roupa confortável e vá. Indo sem tempo, você acabará frustada, achando que não tem nada que preste no seu tamanho.

Leve uma lista

Como em qualquer outra loja, as tentações são grandes e se você sair pegando tudo que serve/gosta, a chance do tiro sair pela culatra e a economia ir por água abaixo, é grande. Anote tudo o que pretende comprar com detalhes (ex. calça preta cintura alta skinny) e se não achar o que está na lista, não compre.

Prove

Como as roupas são de diferentes procedências (marcas, países e etc), as modelagens também são diferentes. Se encontrou o que estava procurando mas acha que não serve, dê uma chance, prove! Sempre podemos nos surpreender (tanto positivamente quanto negativamente).

Invista em acessórios

Para muitas pessoas, comprar roupa em brechó ainda é muito complicado. Minha dica se você não sabe por onde começar é investindo em acessórios. Eles são fáceis de provar, levantam qualquer produção e, em geral, são os itens mais baratos.

Dica bônus: Brechó Online

Se você não mora em São Paulo ou ainda é iniciante na arte de garimpar em brechó, uma dica é começar com o brechó online. Dentre os mais famosos, comprar no Enjoei dá aquela sensação de loja online que é ótima para quem está começando. E o melhor: se ao receber você perceber que a peça não era exatamente aquilo tudo que você esperava, você consegue devolver em até 7 dias e ser 100% reembolsado.

Para conhecer a minha lojinha do Enjoei, clique aqui.

 

 

TOP 3 – PARA PASSEAR NA AVENIDA PAULISTA

A Avenida Paulista, muito mencionada sempre quando se fala da cidade de São Paulo, pode parecer muito grande e não ser bem aproveitada por quem deseja passear por lá.

Com a mistura de muito trabalho, lazer e cultura, pode-se até dizer que é um dos pontos turísticos mais paulistanos exatamente por integrar estes três elementos – que são marcos da identidade da capital – de forma tão natural e harmônica.

Em qualquer momento do dia, a Avenida, que conecta diversas regiões, estará repleta de movimento, nas calçadas, nas ruas, na ciclovia e nas lojas. A dica é curtir o agito, diurno e noturno, percorrendo à pé, admirando edifícios, parques, museus e galerias.

Apaixonada por este trecho da cidade (apesar de muitos considerarem clichê), admiro a união entre história, arquitetura, arte e espaço público que se faz tão presente no local.

Sempre com atrações especiais e novidades para serem exploradas, é um desafio definir apenas alguns pontos, mas para otimizar (e diferenciar) seu passeio, listo TRÊS DICAS de lugares que merecem estar na sua programação quando vier conhecer a Avenida Paulista:

MASP – Museu de Arte de São Paulo

Para muitos, símbolo mais marcante da Avenida por sua imponência, beleza e charme. Sua história e arquitetura se mesclam e propõem ao visitante uma experiência completa: desbravar e ocupar o espaço público, e entreter e educar pela arte exposta.

Com um acervo próprio e exposições temporárias, a visita é especial não só pelos diversos andares, mas também pela vista privilegiada e livraria.

Antes ou depois, reserve um tempinho para curtir o vão livre do Masp, um dos espaços mais democráticos da cidade, capaz de nos fazer sentir grandiosos e parte viva da cidade.

Café, restaurante e loja também podem completar seu passeio.

LIVRARIA CULTURA – Conjunto Nacional

Dentro de um edifício multifuncional, a livraria ocupa grande espaço da galeria térrea, e é um ambiente muito agradável e aconchegante. A estrutura e decoração são incríveis e nos convidam à percorrer os pavimentos e corredores em busca de muitos livros, podendo sentar em qualquer cantinho e iniciar a leitura. Fique à vontade, conheça o café e aproveita algumas horinhas gostosas por lá.

PARQUE TRIANON

Um respiro no meio da “selva de pedra”, o terreno, de quase 50 mil m² é ocupado por uma vegetação densa de Mata Atlântica e repleta de espécies exóticas e animais silvestres. Curioso saber que um lugar assim existe no meio de um espaço tão urbano, não é?

Aproveite toda esta natureza inesperada para fazer uma pausa tranquila, respirar um ar puro e relaxar um pouquinho antes de seguir seu caminho.

 

Mais informações:

MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO

Avenida Paulista, 1578

Terça-feira – Domingo 10h às 18h (Bilheteria aberta até 17h30)

Quinta-feira 10h às 20hs (Bilheteria aberta até 19h30)

Ingressos: R$ 30,00 (Gratuito às terças-feiras).

LIVRARIA CULTURA

Avenida Paulista, 2073

Segunda-feira – Sábado 9h às 22h / Domingo e Feriado 11h às 20h

PARQUE TRIANON

Avenida Paulista, altura nº 1500

Aberto todos os dias 6h30 às 17h30

Está visitando a Avenida Paulista num domingo? Tem post sobre a Paulista Aberta, uma iniciativa da Prefeitura para incentivar o pedestre e humanizar a cidade. Clique aqui e saiba mais.

UM POUCO DA ARTE EM SÃO PAULO

Não sei se você reparou, mas o início do mês de Julho trouxe muita calmaria para a cidade. Pelo o que dizem, a razão são as férias escolares. Se são, ou não, menos carros, e pessoas, circulando no dia-a-dia eu não sei, mas que qualquer passeio fica mais gostoso, isso fica. Que tal aproveitar esta maré calma e fazer alguns programas bem bacanas?

“MODOS DE VER O BRASIL”

Pavilhão OCA, Parque do Ibirapuera

“O visitante vai encontrar um panorama da arte no Brasil. Vai poder entender um pouco mais da história dos próprios brasileiros a partir da arte”, segundo Paulo Herkenhoff, curador da mostra.

A exposição reúne trabalhos de artistas modernos e contemporâneos: 750 obras foram selecionadas num acervo de mais de 15 mil pertencentes ao Instituto Itaú Cultural.

Se você não conhece o edifício, não perca esta chance! Os quatro andares podem ser percorridos e admirados junto às obras. Inaugurado em 1954, em celebração aos 400 anos da cidade de São Paulo, o Pavilhão é mais um grande projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, e retrato de seus traços curvos, suaves e harmoniosos.

“Não é uma exposição para iniciados, para entendidos, é uma exposição para curiosos, para aquele que quer entender um pouco mais da produção artística e quer compreender melhor a história da arte realizada no Brasil”, explica Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

Avenida Pedro Álvarez Cabral, Portão 3

Em cartaz até 13 de agosto/2017

Terça a Domingo, das 9h às 18h

Entrada Gratuita

 

“O IMPRESSIONISMO E O BRASIL”

MAM – Museu de Arte Moderna, Parque do Ibirapuera

Destacando 70 obras produzidas de 1860 até 1930, a exposição enfatiza o artista Renoir, um dos percursores do impressionismo na França.

Uma linha do tempo apresenta aos visitantes a trajetória desta escola de arte no Brasil e no mundo. Destacam-se o impacto do intercâmbio artístico entre Rio de Janeiro e França e a importância da comercialização de novas tintas e demais materiais, permitindo que o objetivo dos artistas impressionistas fosse melhor alcançado.

Avenida Pedro Álvarez Cabral, Portão 3

Em cartaz até 27 de agosto/2017

Terça a Domingo, das 10h às 18h

Entrada R$ 6,00 / Gratuito aos Sábados

 

“TOULOUSE LAUTREC – EM VERMELHO”

MASP – Museu de Arte de São Paulo

O museu apresenta a mais ampla exposição dedicada ao artista Henri de Toulouse Lautrec, um dos mais importantes na virada do século 19, momento marcante para a arte moderna. Reunindo toda a sua produção, estão presentes obras desde seus primeiros anos, na década de 1880, até sua morte: 75 obras e 50 documentos.

A reunião dos trabalhos dá destaque a uma grande variedade de personagens: burgueses, boêmios, trabalhadores, dançarinas e demais artistas que habitavam Paris e que fizeram parte do vínculo afetivo e artístico de Toulouse Lautrec.

(Dica esperta: No mês de Julho, o museu notificou que estará também aberto às Segundas-feiras).

Avenida Paulista, 1578

Em cartaz até 1º de outubro/2017

Terça, Quarta, Sexta, Sábado e Domingo, das 10h às 18h / Quinta, das 10h às 20h

Entrada R$ 30,00 / Gratuito às Terças-feiras

MORRETES E ANTONINA DE TREM

Pouca gente sabe, mas é de Curitiba, no Paraná, que sai o único trem de luxo em circulação no Brasil.

No último fim de semana, aproveitei minha estada em Curitiba para conhecer Morretes e Antonina no Litoral Paranaense, nesta viagem cheia de história feita de trem.

Quem faz? 

Você pode optar em fazer essa viagem de trem por conta própria ou por agências. Várias empresas oferecem day tours, mas escolhi a Special Paraná porque o pacote me pareceu mais interessante.

Basicamente, inclui: pick up no hotel, passagem de ida de trem, café da manhã no trem e open bar de bebidas durante a ida, almoço típico em Morretes, deslocamento de carro em Morretes e Antonina e retorno de carro para Curitiba no fim do dia.

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O passeio pode ser feito em trem regular por R$269 ou em trem de luxo, como eu fiz, por R$439 – valores por pessoa em julho/2017.

Se você optar por comprar a passagem individualmente, o site da Serra Verde vende todas as categorias (inclusive a luxo).

Como chegar

Estrada convencional: Se você estiver indo de carro, esse é o caminho mais rápido. Pela BR-277 a viagem dura pouco mais de uma hora.

Estrada da Graciosa: Conhecida como PR-410, seus 28km ligam o litoral a Curitiba pela Serra do Mar. Pelo caminho, seis mirantes (recantos) garantem a parada e fotos lindas. A estrada, apesar de linda (o nome não é por acaso), tem grande trechos de paralelepípedo e mais de 100 curvas, ou seja, não recomendada para dias chuvosos.

Trem Regular: O trem regular é usado na maioria das vezes como transporte de locais entre os municípios e obviamente é mais barato. Se a ideia é conhecer as cidades, independentemente da experiência, esse é o melhor meio de transporte para quem está visitando Curitiba e não quer alugar carro.

Ônibus: Outra opção para quem não está de carro em Curitiba e quer uma viagem mais rápida que a de trem, é ir de ônibus. Da Rodoviária de Curitiba até o litoral quem faz a viagem é a Viação Graciosa.

Trem de luxo: O Great Express Brazil é o primeiro trem de luxo em operação regular no Brasil e faz a viagem de apreciação que dura cerca de quatro horas entre Curitiba e Morretes. Essa foi a opção que eu escolhi para descer a Serra do Mar e conto (abaixo) um pouco mais da experiência.

Great Express Brazil: o trem de luxo

O Great Express Brasil é o único trem de luxo do Brasil. Operado pela Serra Verde Express, circula aos finais de semana numa viagem que dura cerca de quatro horas entre Curitiba e Morretes. A viagem atravessa a Mata Atlântica em trechos totalmente preservados e intocados (a Mata Atlântica é o bioma mais devastado do Brasil). O caminho é feito pela ferrovia Curitiba-Paranaguá, que é extremamente comercial, com trens de carga circulando a todo momento.

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Por dentro do trem de luxo

Como funciona 

O trajeto entre Curitiba e Morretes no trem de Luxo acontece aos sábados e domingos às nove da manhã (sim, é preciso madrugar, rs).

O trem conta com dois carros, sendo que cada carro tem bar e toiletes independentes. Durante a viagem, além do guia com preciosas explicações, é servido um café da manhã (pão, geleia, manteiga, croissant com frios, alfajor e bebidas) e durante todo o trajeto é open bar, ou seja, você pode solicitar o bar (água, café, chá, espumante, cerveja, suco, chá gelado, refrigerante) a qualquer momento.

Apesar de ser um trem de luxo e super bem decorado, confesso que achei que os assentos seriam mais confortáveis. Por ser uma viagem longa, todo mundo acaba tirando um cochilo em algum momento. De qualquer forma, a viagem é bem agradável e as paisagens, de tirar o fôlego.

Roteiro

A viagem começa na Rodoferroviária de Curitiba. De lá, a viagem demora cerca de quatro horas. Apesar da distância entre Curitiba e Morretes ser de apenas 70km, o trem atinge a velocidade máxima de 35km/h, fazendo várias paradas para fotografias no caminho. Logo no começo o guia deixa claro se tratar de uma viagem de apreciação, ou seja, coloque os celulares no modo avião (ou no modo trem como eles dizem aqui, rs) e curta a paisagem. Ah, e se você não vive sem 4G, já fique sabendo que não há nenhum sinal no trajeto e mesmo nas cidades de Morretes e Antonina tem pouquíssimo sinal em locais estratégicos.

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Uma das muitas paisagens pelo caminho da Serra do Mar

Parada no santuário do cadeado: A primeira parada é de cerca de 10 minutos no Santuário do Cadeado, que fica numa área chamada Caminho de Itupeva (na ferrovia Curitiba – Paranaguá), bem no meio da Mata Atlântica. A parada acontece por causa de um mirante, que proporciona lindas fotos no meio da Mata.

Morretes: Apesar de já ser considerada área litorânea, ainda não se vê mar em Morretes, que está a 8m do nível do mar.  No entanto, a cidade de arquitetura tipicamente portuguesa, é famosa pelas suas lojinhas de artesanato, MUITA banana (doce de banana, banana chips, cachaça de banana e as famosas balas de banana) e claro, pelo prato típico: o Barreado. Trata-se de um cozido de carne, que se come com farinha de mandioca e banana e que, claro, tem que experimentar. Da cidadezinha, além de todas as coisas com banana, os guias também encorajam a compra de artesanatos, já que a cidade vive basicamente do turismo. E eu, claro, não perdi a chance de experimentar também o sorvete de banana. Recomendo!

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Uma das muitas barraquinhas em Morretes
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Fim de tarde em Morretes

Antonina: Terceira e última parada, Antonina também tem uma arquitetura portuguesa toda especial e com uma linda vista para o oceano. Aqui, já no nível do mar, se vê o oceano, e por muito tempo também sediou o quarto maior porto do Brasil, já que está situada em uma extensa baía. Hoje todo o serviço fluvial foi transferido para Paranaguá e apesar da cidade não ter tantas opções de compra como em Morretes, é um ótimo cartão postal para fotografias e apreciação do mar.

Importante: As temperaturas em Antonina costumam oscilar entre 35 graus (verão) e 5 graus (inverno), porém o vento reduz ainda mais uns 5 graus a sensação térmica. Ou seja, se visitar no inverno, não esqueça o casaco!

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Antonina e o mar ao fundo
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Arquitetura colonial portuguesa e muita história em Antonina

Retorno: O retorno é feito de van, e a estrada é escolhida de acordo com as condições meteorológicas do dia. Quando fiz, dei a sorte que voltar pela Graciosa, numa viagem de aproximadamente duas horas. Infelizmente, como já estava anoitecendo, só consegui de fato ver a estrada nos primeiros trinta minutos. Se você estiver de carro e viajando no inverno, é recomendável sair do litoral antes das 17h, horário que começa a escurecer.

Leia também: Inverno em Curitiba

 

COSTUMES NORTE-AMERICANOS

Entre as minhas muitas idas e vindas aos Estados Unidos, alguma coisas sempre me chamaram a atenção.

Leia também: Memorial day nos EUA

Leia também: Thanksgiving: Desvendando o feriado americano

Alimentação

Porções gigantes: Essa é óbvia e é a primeira impressão que mais assusta qualquer estrangeiro: o tamanho das comidas. Tanto em restaurantes quanto no mercado, tudo é imenso. Um copo pequeno de refrigerante, por exemplo, pode passar de meio litro!

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Duas limonadas pequenas, por favor.

To go: Como a quantidade de comida em restaurantes, em geral, é imensa e interminável, a maioria dos estabelecimentos não só não se importam se você pedir para embalar o restante para viagem, como ainda oferecem embalagens “to go” quando sobra comida no prato e você não fala nada.

Reserva paga: Em restaurantes mais caros, você faz a reserva e caso cancele, paga uma multa. Esse sistema acontece não só nos Estados Unidos mas em alguns lugares do mundo, já que o cardápio nesse tipo de ambiente é bem limitado (muitas vezes a menu degustação) e fresco, e saber o número exato de pratos evita desperdício e prejuízo por parte do restaurante. Acho que aqui no Brasil existe algumas implicações legais (não sei ao certo, mas pelo código do consumidor acredito que você não pode pagar algo que não consumiu).

Temperos: Esse tópico pode gerar controvérsias, mas na minha opinião tem muita pimenta em qualquer comida. Nada contra, mas acho exagerado.

Comida adocicada:  Alguns alimentos tipicamente salgados para nós são bem adocicados, como o milho (que por sinal eu adoro) e o feijão (bleh!). Por outro lado, o abacate que sempre consumimos em versão doce aqui, só existe como acompanhamento salgado.

Dietas restritivas: Apesar de não ser um país conhecido por uma culinária requintada, devo admitir que eles facilitam muito a vida de quem segue dietas restritivas. Em praticamente qualquer mercado é muito fácil de encontrar alimentos gluten free, lac free, dietéticos, veganos/vegetarianos e orgânicos, bem sinalizados e com preços honestos.

Refeições principais: Claramente, o café da manhã é a refeição mais reforçada. Proteínas animais (bacon e ovos) e muito glúten (panquecas, waffles, muffins e hash browns) iniciam o dia do cidadão americano. O almoço, quando não é pulado, é uma refeição bem simples, como um sanduíche. Já o jantar, é um caso a parte: ele na verdade é um “almojanta”, e começa lá pelas cinco da tarde.

Obs: Aos finais de semana, a maioria substitui o café e o almoço pelo brunch, a partir das onze da manhã. O brunch é um café da manhã ainda mais reforçado, com uma carinha de almoço.

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Café da manhã em casa

Guardanapo: A função do guardanapo é limpar a boca/mãos, e nunca segurar o sanduíche – como nós fazemos.

Fast coffee: Sempre achei meio hipster essa coisa de sair andando por aí com um copo de café na mão, a la Starbucks.  Mas essa cultura do Fast Coffee está muito inserida no dia a dia dos americanos. Como por lá um copo grande de café fica em torno de US$2, a maioria sempre para em alguma cafeteria no caminho, pega o café e segue para o trabalho.

Lifestyle

Fila preferencial: Além das nossas já conhecidas filas preferenciais de gestante e deficiente, em vários estabelecimentos você tem um atendimento diferenciado ser for cliente fidelidade. Ah, e os idosos? Eles não têm preferência em lugar nenhum (nem filas e nem estacionamentos).

Elogios: Todo mundo elogia tudo! Não é raro estar andando e ser parado por um estranho que elogia sua roupa/cabelo/maquiagem. No dia-a-dia, toda tarefa completada é elogiada, isso se aplica também às crianças.

Pontualidade: Herança britânica que eu amo. Ah, e mais: tudo tem hora para começar e para terminar também.

Água:  Sentou na mesa, a água é free (a menos que você peça alguma água phyna – tipo Perrier, Evian, etc).

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A água vem de graça

Bebidas: Não só nos EUA, mas também grande parte do mundo, a oferta de bebidas, mais especificamente de sucos, é bem limitada. Se você pedir suco em algum lugar, provavelmente as opções serão maça, limão ou laranja.

Patriotismo: Sim, tem uma bandeira hasteada em toda esquina e em praticamente todas as casas. E todo mundo sabe (bem) a história do país e a geografia. Grande parte apesar de viajar muito dentro do próprio país, não só nunca viajou ao exterior como não tem nem passaporte.

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Geografia: Eles aprendem na escola que há sete continentes (isso mesmo, sete e não cinco): América do Norte, América do Sul, Europa, Asia, África, Oceania e Antártica. Ah, e sempre que você ouvir America, significa o país Estados Unidos, e não o continente.

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Hotéis

A maioria dos hotéis norte-americanos seguem padrões de qualidade em qualquer lugar do mundo. Uma coisa curiosa é que a maioria deles não tem café da manhã incluso na diária. Outra coisa que acho meio estranha é sempre ter uma máquina de gelo no corredor do andar.

Beleza

Salão de Beleza: Além de ser bem mais caro do que estamos acostumados a pagar em bons salões no Brasil, devo confessar que depilação e unha é uma coisa que a brasileira faz melhor que qualquer outro povo no mundo. Já precisei fazer a unha algumas vezes, e sempre me arrependi: paguei caro por um “meio serviço”, já que a limpeza é bem mais ou menos (sim, eu sei que não é saudável tirar cutícula, mas se não tiro fico com uma sensação de unha não-terminada). Depilação então, nem sei fale. Cabelo nunca tentei.

Utilizei serviços de salão em cidades grandes, como Austin, Los Angeles e NYC, mas imagino que em cidade menores deve ser ainda mais complicado.

Maquiagem: Maquiagem é sempre barata e a mulherada aproveita mesmo. Não é incomum vê-las SUPER maquiadas para fazer atividades básicas, como ir ao mercado ou à academia. Por outro lado, parece que toda essa arrumação se restringe ao pescoço para cima. O resto do look sempre traz uma calça moletom e/ou camiseta.

Babyliss: Uma coisa é certa quando o assunto é cabelo: nunca estamos felizes com o que temos. Em nenhum lugar do mundo. Muita gente nos EUA tem cabelo naturalmente liso – ao contrário do Brasil – e claro, sempre dão um jeito de enrolar. Todo mundo faz babyliss pra tudo! E mesmo quem tem cabelo afro, em geral prefere enrolar ao invés de alisar.

Papete: Acho engraçado porque faz parte do esteriótipo “típico de gringo”, mas é verdade: todo mundo adora uma papete. E não só para o verão: no inverno, saem de papete e meia. Acho meio estranho usar no inverno, mas confesso que é tão confortável que já caiu nas minhas graças e às vezes eu também adoto no verão.

Quer saber mais?

No fim de maio, passei o meu primeiro Memorial Day em terras americanas. Se depois de ler as minhas impressões sobre os costumes acima, clique aqui para ver como foi o meu feriado.

Para acessar todos os posts sobre os Estados Unidos, clique aqui

 

JULHO E O MÊS MAIS COMPLICADO PARA TIRAR FÉRIAS

Sim, metade do ano já se foi. E amanhã, além de ser o dia que você estava esperando para ler a previsão do mês de Susan Miller, é também (muito provavelmente) o dia que começam as suas férias (ou que costumavam começar, na remota infância).

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Inverno na capital argentina em 2011: pode não parecer, mas a temperatura no dia dessa foto era de seis graus Celsius

Odeio dar notícia ruim, mas a gente cresce e descobre que julho só é o pior mês para tirar férias. E explico com fatos:

1) É o único mês que o planeta inteiro está de férias – ou seja, é alta temporada em todos os destinos.

2) E o que significa alta temporada? Sim, altos preços.

3) Além dos altos preços, se você como eu não é muito chegado em muvuca, esse também é um péssimo mês para ficar naquele resort family friendly.

4) E as temperaturas? No hemisfério norte, um calor do cão. No hemisfério sul, um frio congelante. Na região central? Temporada de furacões.

Mas se ainda assim essa é a única época do ano que  você consegue uns diazinhos, bora focar na solução, e não no problema. E aqui vão algumas sugestões:

No hemisfério Norte (verão) – Agora pode ser o momento de visitar aquele país super frio que é inviável ir fora do verão. Vale a pena ficar ligado nas passagens: normalmente os valores chegam a dobrar nesta época do ano.

América do Norte: As opções aqui são inúmeras, mas como tudo nos Estados Unidos está caro e/ou lotado nessa época, que tal fazer uma roadtrip pelo Canadá e terminar lá no Alasca? Além de ser uma maneira mais econômica de se locomover (e de dormir, já que sempre há opções de campings pelo caminho).  Chegando no Alasca, milhares de atividade ao ar livre e sol durante praticamente 24h por dia estão à espera.

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Paisagem de tirar o fôlego no Alasca – Foto: Michael Deyoung 
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Verão na Disney em 2015: Magic Kingdom lotado e um calor sofrível

América Central: Por aqui, é temporada de furacão em praticamente todos os destinos do Mar do Caribe. Ainda que não seja garantido que você presenciará um furacão nessa época, eles são bem prováveis e podem estragar toda a viagem, sem falar que quando não tem furacão, tem chuva na maior parte do tempo. Uma solução nesse caso para quem não abre mão do Caribe, é recorrer a um país que não esteja na rota dos furacões: Barbados, por exemplo. A ilha onde nasceu Rihanna está cheia de praias maravilhosas e por ser somente uma ilha (diferentemente das Bahamas, por exemplo), você consegue percorrê-la toda de carro.

Europa: Que destinos europeus como a Península Ibérica e o Mediterrâneo são hot destinations em julho, não é segredo para ninguém. Mas que tal fugir das super lotações das praias europeias e tentar um destino menos óbvio? Regiões mais ao norte como Groenlândia, Islândia e a Escandinávia se tornam inviáveis de visitar durante grande parte do ano, mas é no verão que ocorre o degelo em boa parte desses países e que as temperaturas ficam mais amenas – ainda que longe do verão que conhecemos, por aqui elas variam entre zero e quinze graus. Os dias são super longos e em algumas regiões o sol dura a noite inteira! Como existem poucos aeroportos que fazem essa rota, minha sugestão é começar pela Escandinávia (Copenhagen tem opções de voo tanto para Islândia quanto para a Groenlândia).

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Verão: época de baleias nas águas da Groenlândia – Foto: Magnus Elander

Ásia: Um dos destinos mais desejados, viajar para o Sudeste Asiático nessa época pode ser uma furada. Isso porque a Ásia tem as monções mais fortes do planeta, que são ventos sazonais que podem provocar fortes tempestades, alagamentos e etc. Na Tailândia, por exemplo, julho é o pior mês para se visitar. Japão, Coréia do Sul e China também devem ser deixados para estações intermediárias (primavera e outono). Mas como o continente é imenso, algumas regiões são mais tranquilas em junho, como Bali, Cingapura e Malásia.

Hemisfério sul (inverno) – Apesar de ser inverno, a temperatura é “suportável” na maioria dos destinos mais populares.

Brasil: Por aqui, grande parte do país continua quente – basicamente o país inteiro do Rio de Janeiro pra cima. O problema: na costa, que engloba parte do sudeste e o nordeste, chove muito. Muito pelo contrário, o Centro-Oeste é super seco e ainda que seja difícil respirar em algumas partes (tipo, Brasília e seus 15% de umidade relativa), é uma ótima época para visitar Bonito ou o Pantanal. Mas, se você gosta de frio, o sul está cheio de destinos lindos (como a Serra Gaúcha e Catarinense) e dependendo do ano, ainda corre o risco de nevar – embora seja difícil de imaginar neve no Brasil, às vezes acontece (só não vale esperar neve nível Groenlândia). Agora, o imperdível do Brasil em julho, na minha opinião, é o norte. Apesar de ser uma região que chove muito, é em meados de julho a época que chove menos e é considerado “verão” no Pará, por exemplo. Escrevi um post sobre Belém (clique aqui para ler) e acho que todo mundo deveria ir e conhecer, além da capital, outras belezas no Estado como Alter do Chão.

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Belém do Pará no Dia dos Namorados de 2016

Dica extra: Sempre que vou para um destino de praia na América Latina, checo o praiomêtro do blog Viaje na Viagem. Normalmente, eles acertam as previsões de chuva!

América do Sul: Saindo de São Paulo e do RJ, vira e mexe aparece promoção de última hora para Buenos Aires, Montevidéu e Santiago. Além de ser uma ótima chance de conhecer essas capitais, você pode aproveitar cidades próximas, como Colonia del Sacramento (no Uruguai) ou visitar uma estação de ski em Valle Nevado (cerca de uma hora de Santiago).  Outra sugestão se você conseguir passagens baratas é visitar o Machu Picchu, no Peru – de maio a setembro é época de seca na região, e na última semana de junho ainda rola a festa Inti Raymi, uma cerimônia Inca/Andina de adoração ao Deus Sol (Inti).

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Colonia del Sacramento: Paz e simpatia no Uruguai

Para acompanhar promoções de último minuto, sempre acompanho os posts do Melhores Destinos e do Viajando Barato Pelo Mundo

África: Essa é a melhor época para fazer um safári! Isso porque ainda que de manhã possa fazer mais frio, as temperaturas são mais suportáveis e o tempo, seco. O destino mais fácil de se chegar, África do Sul (com voos diretos pela South African Airways e pela LATAM) sempre entra em promoção em meados de maio, com datas que normalmente vão do fim de maio até agosto, muito provavelmente porque claramente não é a melhor época do ano para pegar praia. Mas não encane: se tiver a oportunidade de ir nessa época, vá. O país é enorme e com certeza não faltaram atividades (além do safári que já mencionei).

Oceania: É durante o inverno no hemisfério sul que acontece um dos espetáculos mais incríveis da natureza: a aurora austral. Trata-se de uma interação entre a existência de um campo magnético na Terra e o vento solar, e um dos lugares para sua observação é na Nova Zelândia. E se você estiver por lá, aproveite para visitar também uma das muitas estações de ski. 

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Muitas luzes na aurora austral – Foto: Common Wikimedia

Julho está batendo à porta e esse é o melhor período para planejar outra data complicadíssima: o réveillon. A Amanda (do blog Amanda Viaja) fez um vídeo recentemente dando dicas maravilhosas de como se organizar para o fim do ano. Dá uma olhada:

E falando em fim de ano, você já sabe para onde ir em dezembro? Também estou aceitando sugestões! 😉

 

ROTA ROMANTICA E O SUL DO BRASIL

Diferentemente do ano passado, esse ano passei meu dia dos namorados no destino mais visitado por casais apaixonados no Brasil: a Serra Gaúcha. Foram 3 dias e 2 noites em Gramado com um pulinho em Canela, que fica ali do lado.

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Como chegar

Para chegar em Gramado, o caminho mais fácil é de avião, pousando em Porto Alegre (se você estiver fora do Estado). Do aeroporto, são 120km até Gramado – cerca de duas horas de carro – e o caminho mais simples é pela BR-116 e depois a 373.

Esse trajeto foi o que um amigo local me sugeriu, já que devido às chuvas, a qualidade das estradas poderia estar comprometida. Logo, não segui a sugestão do Google Maps e no fim, não sei e nem nunca saberei se fiz bom negócio, rs.

A primeira metade, chamada de Rota Romântica é bem bonita: muitas curvas e flores, realmente encantador. Quando saí da 116 fiquei bem impressionada com a qualidade das estradas, que são bem ruins. Metade do caminho não é asfaltado e como havia chovido muito durante a semana, vários trechos estavam interditados com deslizamentos. Uma recomendação pessoal se você for dirigir, é evitar ir à noite, já que além das estradas esburacadas e o risco de atolamento, a neblina é deixar qualquer um desesperado (não dá para ver nada mesmo ).

Uma alternativa para os mochileiros, é ir de ônibus. A Citral faz o trecho até a Serra e apesar de achar que ter um carro facilita bastante a locomoção por lá, vi que a Rodoviária de Gramado é bem no Centro, ou seja, indo de ônibus você conseguirá fazer visitar as principais atrações de Gramado à pé e pode chamar um táxi para ir a Canela.

Há também um ônibus de turismo (aqueles de dois andares) que faz paradas nos principais pontos turísticos em Gramado e Canela e é uma ótima saída para quem não quer dirigir. Para saber mais, clique aqui.

Caso esteja procurando algum serviço mais personalizado, é possível contratar um transfer ou carro particular com antecedência.

Clima

Por estar em uma zona temperada, o clima aqui é ameno no verão e bem frio no inverno com chuva durante todo o ano. Neblina e geada são frequentes à noite e em casos extremos, pode chegar a nevar.

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Esse azul do céu de gramado ❤

Durante os dias que estive em junho, a temperatura oscilou entre 3 e 14 graus Celsius.

Onde ficar

Existem milhares de opções de hospedagem na região e até a possibilidade de fazer um bate e volta de Porto Alegre. Eu me hospedei no Estalagem St Hubertus, que fica em Gramado.

O hotel é lindo, de frente ao Lago Negro e por ser Dia dos Namorados, já na entrada nos receberam com um espumante.

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Os amenities do banheiro eram todos L’Occitane (AMO!).

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E como cheguei tarde e cansada, pedi room service para o jantar (e estava tão bom que acabei pedindo room service nas duas noites seguintes também).

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Além do conforto do quarto, as áreas comuns do hotel são um charme a parte – Sala de leitura, sala de bilhar, mini biblioteca, sala de TV (SKY HDTV) e de jogos (cartas e xadrez, sala de reuniões (até 16 pessoas), trilha para caminhada em frente ao hotel, piscina térmica coberta e com cascata, sauna, equipamentos para ginástica: bicicleta e esteira e sala de lareira.

Ah e não menos importante: o wifi é gratuito e funciona bem tanto no quarto quanto nas áreas comuns.

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O café da manhã e o chá da tarde estavam incluídos na diária e diariamente, um pouco antes do jantar, deixavam uma térmica com água quente, saquinhos de chá e cookies no quarto.

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Chá da tarde
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Chá com bolacha no quarto todo dia antes de dormir  

Na última noite, fiz massagem e limpeza de pele no spa do hotel e foi uma delícia – além do preço super justo: R$245.

Na saída, o staff nos presenteou com uma foto do casal e uma sacolinha com água, palha italiana e um brinde.

Apenas o hotel mais atencioso no qual já me hospedei.

Diárias a partir de R$800,00.

Roteiro 

Basicamente dividi meu fim de semana em Canela (sábado) e Gramado (domingo).

Canela

Parque Estadual do Caracol: A atração mais visitada em Canela foi a minha escolhida para começar o fim de semana. A 7km do centro, o cartão postal é com certeza a Cascata do Caracol, uma queda d’agua de 131 metros. A trilha de acesso está interditada a alguns anos, mas você pode vê-la se fizer o passeio de teleférico. Custa R$42 por pessoa e estudantes não pagam meia (#chateada). O bondinho faz três paradas, sendo que a melhor fotografia é tirada na última (e mais próxima a queda). O Parque é lindo e vale o investimento!

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Mundo a Vapor: Parque/museu dedicado ao processo de maquinário no Brasil, em especial ao trem, aqui se visualiza em miniaturas todos as etapas da industrialização na primeira metade do século XX. O ingresso, no valor de R$30 também dá direito a um passeio de trem.

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Reino do Chocolate:  Espaço dedicado à história do chocolate, estava fechado quando visitei, porém tem uma loja IMENSA de chocolates Caracol, super tradicionais por lá. Ou seja, as compras de chocolate valeram a visita.

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Tanto em Gramado quanto em Canela o que não faltam são chocolateries. Pesquise antes uma marca e tipo de chocolate do seu agrado e dedique uma horinha do seu dia para ir a uma loja específica.

Gramado

Lago Negro: De frente ao hotel que estava hospedada, esse lago tem além de um Parque lindo ao arredor aonde os gaúchos se encontram para conversar e tomar um mate, uma pista de caminhada de 700m e diversas lojinhas com artesanato e comida típica. Fiz o passeio de 20 minutos de pedalinho por R$30 e voltei a ser criança.

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Le Jardin – Parque de Lavanda: O nome do local é um pouco injusto, uma vez que, diferentemente do que acontece nos Lavandários de Cunha, não vi nenhuma área só de lavandas e sim diversas flores e árvores. Apesar disso, o espaço é lindo e vale a visita, e na saída, uma loja vende cosméticos e produtinhos feitos com as flores por lá cultivadas.

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Rua Coberta e Arredores: Provavelmente o lugar mais visitado de Gramado, a rua Coberta é uma rua de 100 metros que, como diz o nome, é coberta e reservada para pedestres. No dia que fui, estava tendo a Feira do Livro de Gramado, com diversas tendas e uma banda tocando jazz ao fundo. Para quem quiser almoçar, vários restaurantes também estão na rua. Saindo de lá, dê uma volta pelo centrinho de Gramado, com várias lojinhas de roupa, comida, artesanato e muitos restaurantes.

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Gastronomia

A gastronomia local é maravilhosa e famosa pelo Café Colonial, uma espécie de Brunch, com bebidas quentes, sucos, muitos pães e bolos, tortas e doces. Outras iguarias facilmente encontradas são: vinho e suco de uva (já que a região também é conhecida por suas vinícolas) e queijos.

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Detalhe do Café Colonial do hotel

Como no hotel tanto o café da manhã quanto o chá da tarde estavam inclusos na diária, acabei fazendo poucas refeições fora, uma ótima pedida para economizar!

Em Gramado, a oferta de restaurantes é maior, já que muito do turismo rola em torno da gastronomia e as opções são fartas quando se trata de cozinha européia: restaurantes de comida suíça (e muito fondue), alemã e cantinas italianas estão por toda a parte.

Estes foram os restaurantes onde estive, todos em Gramado:

Cantina Pastasciutta: Almoço do primeiro dia, essa cantina é bem famosa por lá. Estava tão frio que eu só queria saber de comer uma massa bem quentinha e valeu a pena. O único porém é que a fila de espera às 16h era de 40 minutos, então acredito que mais cedo deve ser ainda mais concorrido. As massas são servidas para duas pessoas e tem a opção de pegar antepastos no buffet por um preço de R$11 por 100 gramas.

Alemanha Encantada: Esse lugar é um complexo com restaurante + loja + torre de Observação – chamada Torre da Princesa. Localizado em frente ao Lago Negro, o espaço tipicamente alemão, tem entrada gratuita tanto para o restaurante quanto para a loja e cobra R$8 para subir na Torre, que leva esse nome devido à Rapunzel que fica lá em cima recepcionando os turistas. Não subi na torre, mas parei no restaurante para provar o famoso Apfelstrudel, que estava bom, mas não maravilhoso. Ouvi dizer que o melhor da região é o do Castelinho, que fica em Canela. Quanto à comida, não provei mais nada, mas todos os pratos germânicos estavam com uma cara ótima e a carta de cervejas também me pareceu bem interessante.

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La Maison de La Fondue: Como já sugere o nome, o carro chefe aqui é o Fondue. São diversas opções, das quais algumas nunca tinha ouvido falar (tipo, Fondue de peixe) e alguns acompanhamentos clássicos da culinária suíça. Estar na Serra no inverno e não experimentar um Fondue é quase um pecado, dadas a oferta de restaurantes desse tipo. Acabei escolhendo este porque era o mais próximo de onde eu estava passeando e tinha uma boa pontuação no Foursquare. O tradicional é pedir o rodízio, mas como estava com o horário apertado, pedi o Fondue de queijo e alguns acompanhamentos. Confesso que não foi o melhor Fondue que comi na vida – em São Paulo, o Hannover e o Chalezinho são melhores. O preço fica na casa de uns R$150 por pessoa para o rodízio e uns R$90 por Fondue individual a la carte.

Custo geral: $$$(moderado)

TOP 3 – FERIADÃO NO SOFÁ PODE SER PRODUTIVO

Tem mais um feriadão chegando por aí e, muitas vezes, tudo o que queremos é relaxar: sem trânsito, filas, barulhos e multidão. Nestas horas, o melhor programa é ficar em casa.

Mas em 4 dias é possível fazer muita coisa! Quando a gente vive na correria, parece até um sonho ter este tempo sem compromissos, não é? Mas mesmo que você não esteja com ânimo para sair desta vez, ainda é possível fazer valer a pena seu tempo off.

Minha sugestão é manter a cabeça ocupada enquanto o corpo descansa. Vou indicar 3 seriados, disponíveis no NETFLIX, que são complexos, envolventes e que apresentam em comum temáticas sobre o comportamento humano (nada de super-heróis por aqui, só dramas bem pé-no-chão).

DOWNTON ABBEY

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Apaixonante e belíssima, a série dramática britânica apresenta um grupo de personagens incríveis (e elenco fantástico!) numa trama que se inicia na década de 1910. Percorrendo os anos e momentos históricos, vamos acompanhando o comportamento, e avanços da sociedade, paralelos aos caminhos das personagens.

A produção é fantástica: cenário, figurino e contextualização. Sim, é um história de época (e sei que muitos podem considerar isto um ponto negativo), mas não, por favor, não desanime por isso… (sou suspeita para falar, este aspecto torna tudo mais interessante para mim), mas a verdade é que tudo é muito bem realizado e não há nada de monótono.

Infelizmente só estão disponíveis as 5 primeiras temporadas (a 6ª, e última, ainda não).

MAD MEN

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Iniciada na década de 1950, nos Estados Unidos, este drama acompanha o personagem Don Drapes, publicitário bem sucedido em Manhattan, em sua trajetória profissional e pessoal.

Mais do que uma história, a série é um retrato (mais uma vez, belíssimo) de um recorte da história americana e mundial.

A produção também é fantástica, desde cenários, figurinos, arte e temáticas. Extremamente questionadoras e críticas, as 7 temporadas (todas disponíveis!) avançam em discussões políticas, sociais, econômicas, sexuais e familiares, apontando as ironias e hipocrisias da sociedade da época.

HOUSE OF CARDS

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Já na 5ª temporada (estreada recentemente), esta série política chocou o público com a ousadia e a trama pesada, agressiva e questionadora em relação à métodos políticos e sociedade.

No atual momento vivido não só pelo Brasil, mas pelo mundo todo, é muito interessante acompanhar a vida do político Frank Underwood, sua esposa Claire, e diversas outras personagens, diante de questões de poder, ética, valores, corrupção e comportamento.

Mais do que entretenimento, este seriado é tão bem contextualizado e escrito que se coloca como instrumento de reflexão dos fatos reais que estamos acompanhando.

A verdade é que, o que antes parecia só possível em seriados, tomou conta da vida real, e a cada episódio, quem assiste aguarda pelo momento em que a trama volte a aparentar ser ficção.

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