RUTA PUCC: VIAGEM AO MUNDO MAIA

Quem vai ao sul do México precisa saber que há muito mais do que Cancún para se conhecer. É difícil resistir a essa pérola da Quintana Roo, mas se você se aventurar por outros lados da península de Yucatán, não vai se arrepender, principalmente se você se interessa pela cultura maia.

Nosso ponto de partida será Mérida, capital de Yucatán, uma cidade que, mais de uma vez, foi eleita como a melhor para se viver no México, e onde, de fato, reina a tranquilidade.

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Da rodoviária central de Mérida (localizada na Rua 69) sai um ônibus para uma rota turística chamada La Ruta Puuc, que passa por diversos parques arqueológicos repletos de monumentos maias. O único dia em que o passeio pode ser feito com esse ônibus é domingo, saindo às 8h da manhã e voltando às 4h da tarde.

Outras opções são alugar um carro e ser seu próprio guia, e a vantagem é que você faz o caminho no seu próprio tempo; ou contratar o passeio com alguma agência de viagem da cidade (há várias no centro, próximo ao ayuntamiento ou prefeitura).

Desde 2600 a.C.

Foi mais ou menos em 2600 antes de Cristo que os maias começaram a ocupar o México e outras área da América Central, como Belize e Guatemala. Esse povo chama a atenção pelo fato de ter desenvolvido língua e códices e ter altos conhecimentos de astronomia, inclusive construindo templos nos quais podem ser vistos jogos de luz e sombra durante os solstícios e equinócios.

Quanto à língua, quem visita o sul do México pode se deparar com algumas pessoas que ainda conversam em maia. E na Ruta Puuc muitas placas de informação são trilíngues (espanhol/maia/inglês).

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A ruína maia mais conhecida talvez seja Chichén Itzá, que também fica em Yucatán, a mais ou menos 130 km de Mérida, por isso ela não entra na Ruta Puuc (é mais fácil de ser visitada se você estiver em Cancún).

La Ruta Puuc

Os sítios arqueológicos que fazem parte dessa rota são Uxmal (o mais impressionante, com uma pirâmide gigante e muitas outras construções), Kabah, Sayil, X-Lapak, Labná, Oxkintok, Grutas de Calcehtok e Grutas de Loltún. Bem fácil de pronunciar, né?

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Alguns são gratuitos, em outros o preço da entrada varia de 50 a 150 pesos mexicanos (1 BRL = +/- 5 MXN). Se você der sorte e tiver um bom espanhol, não vão perceber que você é estrangeiro, e você conseguirá entrar de graça ou pagando menos ao se passar por mexicano (já que eles nem olham seu documento para se certificar; comigo só olharam em uma das atrações).

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Dica: quem for com o ônibus deve ficar muito atento para não ser deixado para trás! Ele faz paradas de mais ou menos 30 min em cada sítio, exceto em Uxmal, que é o maior e por isso a visita dura mais tempo. Volte no horário informado pelo motorista, pois não o vi muito preocupado em conferir se todas as pessoas do passeio estavam de volta ao ônibus para prosseguir a viagem.

Cenotes, maravilhas naturais

O único ponto em que a Ruta Puuc deixa a desejar é que ela não passa por cenotes. Mas a sorte de quem vai para Mérida ou Cancún é que há muitos pela região, e fica fácil visitar pelo menos algum deles.

Um cenote é um poço de água doce que os maias chamavam de “dzonot”. Eles acreditavam que essas águas eram “portais” para chegar a outro mundo, por isso tratavam os cenotes como locais sagrados.

Quem estiver em Mérida pode dar um pulinho em um sítio arqueológico chamado Dzibilchaltun, onde fica o cenote Xlakah (fica na estrada rumo à praia Progreso). Esse cenote é de superfície, completamente aberto, mas não deixa nada a desejar aos cenotes que ficam em grutas. A cor azul esverdeada da água é impressionante, e o melhor de tudo é que se pode nadar, um alívio se você visitar a região entre maio e agosto, já que a primavera e o verão no sul do México são tao quentes como no Brasil.

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Para mais opções de lugares que contam com essa belezinha da natureza, você pode optar por explorar os que existem na região de Valladolid (são pelos menos 5). Essa cidade fica próxima à Mérida (aproxidamente 160 km).

A experiência de visitar as construções maias é marcante, pois esse é um daqueles lugares em que você fica se questionando como a humanidade foi capaz de desenvolver tanta coisa em tempos tão remotos. E se você conseguir ir a um cenote, prepara-se para perder o fôlego com a beleza.

 

BELÉM E O DIA DOS NAMORADOS

A poucos dias do Dia dos Namorados, resolvi reviver a minha comemoração do ano passado e contar um pouco mais de um lugar pouco óbvio para passar essa data: Belém do Pará.

Leia também: Rota romântica e o sul do país

A primeira coisa que percebi ao procurar destinos “românticos”, é que todos os blogs apontavam para lugares não muito originais. Como em junho está esfriando aqui no Centro-Sul do Brasil e no nordeste é temporada de chuva, vi que ir para o Norte seria uma boa opção se estivesse procurando algum lugar quente e seco, em pleno outono. Por fim, escolhi Belém, no Pará, porque além de ser um lugar que sempre quis ir, as passagens estavam bem baratas para o  fim de semana do dia 12.

Como era a minha primeira empreitada por lá e teria apenas 3 dias, pensei num roteiro bem compacto, que não saísse muito do centro da cidade e que me permitiria visitar os lugares mais especiais (e também turísticos) da cidade. O que eu posso adiantar desses dias? Que foram mágicos e que quero voltar ao Pará o mais breve possível!

Sobre a cidade 

Belém do Pará é a capital do Estado do Pará, primeiro da região norte, fazendo divisa com a região nordeste (Maranhão) e Centro-Oeste (Mato Grosso) e se divide em porção continental e nas ilhas ao redor (39 ilhas ao total).

Fundada em 1616, é a porta de entrada para a Floresta Amazônica – de onde inclusive saem barcos que ancoram em Manaus – e no século XIX foi palco da cabanagem, uma das revoluções populares mais importantes para o país.

Leia também: Hotel de selva: A experiência

De clima extremamente úmido (frequentemente ultrapassando 90%), é a capital mais chuvosa do país. O extremo calor também é característico com temperaturas quase sempre acima de 30 graus.

No segundo domingo de outubro presencia-se um dos eventos mais importantes para o catolicismo no país, o Círio de Nazaré. Uma procissão de mais de 3km que há mais de dois séculos faz romeiros atravessarem a cidade homenageando Nossa Senhora de Nazaré, mãe de Jesus.

Se você (e seu par) são do tipo que adoram aventura, cultura e gastronomia, Belém tem tudo isso por um preço bem acessível. Bons hotéis não costumam ter diárias que ultrapassam R$400 e o valor por km do táxi é de R$3,03 na bandeira 2. Por ser uma capital, existem opções de gastronomia e entretenimento variadas e vôos diários de diversas partes do país. A aventura fica por conta da Floresta Amazônica, onde você pode conhecer superficialmente em um dos passeios peça própria cidade ou ir mais a fundo, pegando um barco e navegando por cerca de  6 dias.

Seu acesso é extremamente simples pelo Aeroporto Internacional Val-de-Cans com operação pelas companhias Azul, Map, GOL, LATAM, TAP, Sete e Surinam.

Onde ficar

Na minha estada de 2 noites, fiquei no Grand Mercure Belém, que fica na Avenida Nazaré, por onde passa o Círio e que, para os amantes de futebol, está na frente da sede do maior time do estado, o Paysandu.

O hotel do grupo Accor tem ótima infra-estrutura, com piscina, restaurante, bar e room-service 24h, além do café da manhã incluído na diária. No quarto, uma coisa que me chamou a atenção foram os amenities, feitos com produtos regionais e alguns livros e quadros com imagens e histórias da cidade.

Passeios imperdíveis

Cidade Velha: Com arquitetura barroca diretamente influenciada pelo italiano Antonio Landi que ali habitou no começo do século XVIII, a Cidade Velha é um deleite para os olhos de amantes de artes. Por ali, além das construções ficam vários museus, teatros e Igrejas que precisarão de pelo menos um dia da sua atenção. Minha sugestão é percorrer as ruas sem um roteiro definido, deixando-se levar pelos encantos da região.

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Museu Histórico do Estado do Pará

Mercado Ver-o-Peso: Com certeza a minha atração preferida em Belém! Fundado há 388 anos, continua em operação diariamente vendendo produtos de hortifrutti e artesanato local. É uma viagem à gastronomia amazonense, cheia de cores e cheiros. Não se intimide e pergunte tudo o que quiser aos solícitos vendedores. Eles são ótimos explicando o que é cada coisa e dando receitas locais. Uma curiosidade: o local apesar de turístico, também segue frequentado por locais e vende anualmente cerca de 30 toneladas de açaí por ano

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Cores e diversidade no Mercado Ver-o-Peso

Forte do Presépio – Forte localizado na Cidade Velha, foi construído no mesmo ano da fundação de Belém para proteger a cidade de ataques de estrangeiros e hoje preserva também um museu para promover um pouco da história da colonização européia na região da Amazônia.

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Cidade Velha no caminho para o Forte

Mangal das Garças: Um parque privado que reúne fauna e flora locais, além de restaurante e observatórios. A foto abaixo é do Farol, que apesar da fila, do calor e do valor adicional de R$10, vale a pena ser visitado. A vista é de tirar o fôlego!

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Do alto no Mangal das Garças

Catedral Metropolitana de Belém: Situada na Cidade Velha, e também de arquitetura barroca, é a Igreja mais antiga da cidade.

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Catedral Metropolitana de Belém

Passeio de Barco – Fiz esse passeio pela Valeverde, que saí da Estação das Docas no fim da tarde e dura cerca de uma hora percorrendo a Baía do Guajará ao pôr do sol. No passeio, alguns pontos turísticos avistados são explicados pelo guia, mas acho que o ponto alto mesmo do passeio é a apresentação de dança que acontece no barco. O Pará, além do famoso tecnobrega (olá, Calypso), é conhecido por um ritmo ainda mais tradicional: o Carimbó, que mistura elementos indígenas e africanos. Durante a apresentação, muita música e tanta giração que você vai se perguntar como alguém consegue dançar daquele jeito, num barco, sem passar mal rs.

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Vista do barco no fim de tarde

O vídeo abaixo mostra um pouquinho do Carimbó:

O que comer

Para quem não conhece a culinária do norte do Brasil, tão peculiar e difícil de descrever, não sabe o que está perdendo! Hoje em dia eu arrisco dizer que é a minha preferida no Brasil e muito desse amor começou no Pará. Foi por lá que provei pela primeira vez sabores tão amazônicos como Tucupi, Tacacá, Jambu e Bacuri.

Por aqui tudo é um espanto aos desavisados, desde a forma como o açaí é consumido – totalmente sem açúcar e com farinha – até a variedade de frutas e peixes. É um encanto e eu provavelmente não sou a pessoa mais indicada para dar maiores detalhes. Confesso que durante essa viagem comi muita coisa que nem sabia o que era – e que continuo sem saber – mas tudo era maravilhoso. Meu namorado, tão encantado quanto eu, pedia para colocar cupuaçu em tudo: no sorvete, no suco, no chocolate…

Acho que o melhor lugar para ter o primeiro contato com tanta coisa é o Mercado Ver-o-Peso, que comentei anteriormente.

Dos restaurantes, não fui a muitos mas um deles me conquistou. A noite do dia dos namorados não poderia ter sido mais especial: jantar no Remanso do Bosque, que está na lista dos 50 melhores da América Latina pela revista Restaurant. Com elegância e delicadeza, o chefe Thiago Castanho incorporou no cardápio todos os ingredientes locais, com opções à la carte ou menu degustação. Apesar do preço ser bem mais alto do que o encontrado normalmente em Belém, é totalmente pagável. O espaço do restaurante também é lindo e acomoda bem tanto casais, quanto grupos maiores. Na saída, uma lojinha com alguns produtos locais, os quais não resisti e trouxe para casa. Esse é um dos To Do’s obrigatórios em Belém!

E você, já tem planos para o próximo dia 12/06? 

 

NOVIDADE – JAPAN HOUSE em São Paulo

No mês passado foi aberto um novo super espaço que integra cultura, artes, gastronomia, tecnologia, informação e atividades ao público. Combinação incrível, não é? São Paulo é privilegiada por ser a primeira cidade a receber a JAPAN HOUSE (unidades em Londres e Los Angeles serão inauguradas ao final de 2017 e 2018, respectivamente).

O edifício, que chamou atenção (pelo menos a minha!) durante todo o seu período de construção, foi projetado pelo arquiteto Kengo Kuma. A fachada é composta por peças de madeira encaixadas umas nas outras, dando origem a uma trama sem o uso de nenhum prego ou parafuso. Por si só uma obra a ser admirada, está localizada no início da Avenida Paulista, e é mais um presente para a cidade.

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Fachada impressionante projetada por Kengo Kuma

Os três pavimentos abrigam café, loja com produtos “Made in Japan”, biblioteca, jardim, área para exposições, salas para palestras, aulas reuniões e workshops, e restaurante do chef Jun Sakamoto.

Criado e financiado pelo governo japonês, o espaço surge para promover elementos genuínos da cultura japonesa para a comunidade internacional. Segundo a página virtual do projeto, deseja-se proporcionar “um intercâmbio intelectual entre Japão e o resto do mundo, capaz de produzir grandes oportunidades e atrair visitantes para novas experiências e atividades”.

A enorme comunidade japonesa que migrou a São Paulo e seus descendentes, são responsáveis por muitos aspectos da diversidade desta cidade e é com muita alegria que temos que receber uma instalação como esta. Na avenida mais paulista de todas, a Japan House chega para agregar ainda mais conhecimento e informações sobre a cultura milenar deste povo.

Como costuma acontecer por aqui, toda novidade vem acompanhada de muito interesse, movimento e filas. Se o desejo é visitar com mais tranquilidade, a sugestão é aguardar a passagem da onda de euforia.

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Detalhe da obra de Chikuunsai Tanabe na exposição de abertura “Bambu – Histórias de um Japão

Avenida Paulista, 52 – Bairro Paraíso

Terça a Sábado, das 10h às 22h / Domingos e feriados, das 10h às 18h (Confira no site os horários específicos de cada setor e programação).

Você sabia que aos domingos a Avenida Paulista é aberta apenas para pedestres? Que tal aproveitar para visitar a Japan House? Clique aqui e saiba mais!

Como chegar: A melhor opção é através do transporte público: diversas linhas de ônibus passam por lá e está bem próximo da Estação Brigadeiro do Metrô (Linha 2 – Verde).

Telefone (11)3285-3734

Top 3: PRAIAS EM SÃO PAULO

Leia também: Roteiros em São Paulo

Viver em São Paulo é uma delícia, mas tem horas que tudo que a gente precisa é de um tempo perto da natureza, seja para reunir os amigos e farrear, seja para só sair um pouco da loucura do dia a dia e descansar.

Um país e imenso como o Brasil e tão próximo à linha do Equador, tem lá suas vantagens e uma delas é o clima agradável durante todo o ano e a possibilidade de poder escolher o tipo de aventura que queremos experienciar, independentemente da estação.

Mencionar praia ao falar de SP pode parecer esquisito, mas não é. São Paulo é cercada de centenas de praias maravilhosas e que se dividem em litoral sul – mais pertinho, cerca de uma hora da capital – ou litoral norte, que na minha opinião além de ter praias melhores, tem um leque de opções imenso que agrada tanto gregos quanto troianos.

No Top 3 de hoje, trazemos uma seleção de praias para diferentes ocasiões no Litoral Norte para você programar seu fim de semana rapidinho.

Maresias – Diversão com amigos

Com certeza a praia mais animada do Litoral, a fama de Maresia se deve às milhares opções de hospedagem – que vão de hostel a pousadas de luxo – muitos restaurantes e a balada mais animada do litoral, o Sirena.

O mar, nem tão calmo assim, atrai surfistas de todas as partes. É definitivamente aquele tipo de praia para ver e ser visto – point de paquera e muita azaração.

Praia da Baleia – Sossego com a família

Qual a primeira coisa que vem na sua cabeça ao ler Praia da Baleia?

Isso, ele mesmo: Nissim Ourfali

Entre Juquehy e Maresias, a região da Baleia apesar de ser bem tranquila e bem caracterizada pelos casas e condomínios de luxo onde famílias passam os finais de semana, é bem próxima a diversos restaurantes localizados nas praias vizinhas – como o premiado Manacá.

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Entrada do Restaurante Manacá, na vizinha Camburi

Com mar calmo, água morna e pouquíssimos – ou nenhum – ambulante na praia, essa pode ser a sua melhor opção se estiver atrás de sossego com comodidade. A viagem da capital até aqui leva um pouco menos de três horas e hotéis são raros na região, então talvez a melhor opção seja procurar um airbnb.

Ilhabela – Natureza levada a sério

Gosta de trilhas, natureza, praia, tudo junto? Ilhabela é o seu lugar. Esse arquipélago a pouco mais de três horas de viagem tem tudo isso e um pouco mais. Formado por um conjunto de 14 ilhotas, e com 84% do território pertencente ao Parque Estadual, o que não vai faltar por aqui é verde. Na alta temporada a região fica lotada de jovens que procuram aventura. Por aqui também se vê boa gastronomia, a exemplo do Marakuthai da chefe Renata Vanzetto que nasceu aqui. Para chegar, só de balsa (que sai de São Sebastião). O imperdível? A trilha até a praia de Castelhanos, seja ela feita a pé ou por um dos milhares jipeiros espalhados por aqui

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Natureza sem fim

MEMORIAL DAY NOS EUA

O último fim de semana aqui nos Estados Unidos foi prolongado. Isto porque na última segunda-feira de maio é comemorado o Memorial Day, um feriado nacional, no qual homenageamos os soldados americanos mortos em guerra.

Leia também: Costumes norte-americanos

Leia também: Thanksgiving – Desvendando o feriado americano

A história

A história deste dia parte da guerra civil norte-americana, mais precisamente da cidade de Waterloo em NY.  Para homenagear os soldados mortos na guerra, familiares costumavam visitar os túmulos nos cemitérios e após um mandato do General John A. Loganno, o dia 30 de maio deveria marcar a data que a cidade seria decorada para referenciar a homenagem, dando inicio ao que feriado que inicialmente se chamava Decoration Day. A razão da escolha da data não se sabe ao certo, mas existem duas hipóteses: a primeira, é que esse seria o dia que não haveriam batalhas, e a segunda (e minha preferida) é que essa data era o auge da primavera, o que faria com que as flores usadas nas decorações florescessem. Em 1966 o Estado de NY reconheceu a cidade como berço do Memorial Day – existe até um museu por lá – E em 1971 o feriado tornou-se federal e então passou a chamar-se Memorial Day.

A tradição

Diferentemente de feriados mais formais, como o dia de Ação de Graças, o Memorial Day é bem tranquilo. Como acontece no fim da primavera, as temperaturas tendem a estar mais agradáveis e todo mundo aproveita que sempre cai na segunda-feira para ter um fim de semana prolongado com família e amigos, fazendo atividades ao ar livre.

Dica extra: Sempre sugiro que é bom evitar viajar em feriados nacionais ou domingos, porque na maioria dos países, vários estabelecimentos estão fechados ou funcionam em horário especial.  Por aqui, feriado ou não, o comércio abre em peso praticamente no mesmo horário que em todos os outros dias. E mais: em algumas lojas, ainda dá para encontrar algumas promoções especiais (tanto online quanto na loja física) – eu, por exemplo, consegui bons descontos na Best Buy.

O resumo do meu dia

Quando soube que teríamos um jantar especial na segunda-feira, não imaginei que ele começaria às 3 da tarde! Sim, os americanos têm uma mania muito engraçada de jantar entre às 17h e às 19h. Particularmente, acho que isso acontece porque o almoço por aqui não é algo indispensável como no Brasil, então eles engolem qualquer coisa no começo da tarde e chegam no fim do dia, obviamente, morrendo de fome.

Logo, a primeira coisa que fiz depois do café da manhã foi correr para o mercado com o resto da família para comprar umas coisinhas e começar a preparar o “jantar”. As aspas servem para dizer que não se trata só do jantar, mas sim de vários petiscos que beliscamos durante todo o dia na beira da piscina.

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Patriotismo no Supermercado

Outra coisa bem característica daqui é que todo mundo ajuda em tudo! Mesmo a minha sogra sendo super empenhada na cozinha, todo mundo poe a mão na massa – e acho isso incrível porque não sobrecarrega para ninguém e no fim da festa a casa não tá um caos.

Pontualmente às 3 da tarde, todos os convidados estavam aqui – outra coisa bem diferente do Brasil – e ficamos batendo papo na piscina, tomando cerveja e beliscando até quase 6 da tarde. O tempo estava maravilhoso e aqui na região de Tampa a temperatura chegou a 36 graus na tarde de segunda!

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Nada mal para uma segunda-feira

Por fim, fomos à churrasqueira preparar os hambúrgueres e salsichas para os sanduíches que comemos com saladas. Todo o processo é bem informal: cada um pega seu prato, e monta seu próprio lanche. Como já estamos próximos do verão e a noite só chega lá pelas 21h, depois de comer, continuamos na piscina, jogando baralho e tomando sorvete.

Adoraria ter tirado vááárias fotos, mas o dia estava tão agradável e a conversa tão boa que só queria mesmo era saber de ficar na piscina, rs.

Leia também: Roteiros para os Estados Unidos

 

TOP 3 – Doçuras imperdíveis em São Paulo

Sempre destaco a diversidade paulistana em meus textos, e é claro que a gastronomia não fica de fora.

Destas vez vou dar destaque às mini delícias que encontramos por aí. Difícil selecionar apenas 3, mas tentei equilibrar estilos e sabores.

1)  Não podia ser diferente: o brigadeiro! Amado por todos (eu, sinceramente, não confio em quem não goste!), tem presença obrigatória em qualquer celebração de aniversário que se preze. Mas você já deve ter notado que, de uns tempos para cá, ele vem também dando às caras em diversas outras ocasiões, e em muitos estilos.

Para muitos, não há a possibilidade de um brigadeiro ser ruim, mas eu discordo desta posição. A combinação de sabores e a qualidade dos produtos faz grande diferença no resultado final.

Para não correr risco algum, vá até a “Maria Brigadeiro” e se entregue de olhos fechados. Pioneira na produção de brigadeiros artesanais, fundada em 2007, a ideia introduzida pela marca foi uma das responsáveis pela popularização e comercialização deste docinho tão brasileiro da forma que encontramos atualmente.

Mas não tenha preconceitos ou pense que é mais um exemplo de “gourmetização”. Sim, sabemos que este fenômeno pode elevar bastante os preços dos produtos, e na maioria das vezes a qualidade não acompanha.

Neste caso não há nada disso, prove para crer. Com rigoroso padrão de qualidade, desde os fornecedores, até o enrolar do docinho (sempre finalizados na hora, para preservar o sabor e a textura originais do brigadeiro), oferece até 20 sabores, e estes, sim, são espetaculares.

É claro que a experiência de experimentá-los nas lojas é incrível, mas também é possível comprar os produtos através da loja online.

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Foto: Maria Brigadeiro

2)  Os resquícios da colonização e imigração portuguesa são muito presentes em nossa cultura e sociedade, mas os doces da culinária lusitana não recebem muito destaque em meio à outros pratos mais populares. Simples, adocicados e geralmente bem amarelos, costumam ser delicados no sabor e textura.

O Pastel de Nata (ou Pastel de Belém, como é mais lembrado) é um dos clássicos muito bem reproduzidos pela Casa Mathilde, doçaria tradicional portuguesa.

Para muitos é o melhor Pastel de Nata do Brasil, e há quem diga que é tão bom quanto o produzido na terrinha de origem, Portugal.

O propósito dos sócios, todos portugueses, é propagar ao paladar dos consumidores brasileiros o gosto pela tradicional doçaria portuguesa. Pelo o que já pude provar, cumprem a missão. A dica é aguardar a saída de nova fornada antes de fazer o pedido e saboreá-lo ainda quentinho.

Sua unidade no Centro, bem próxima à Estação de Metrô São Bento, tem localização privilegiada e foi a única unidade por muitos anos. Se tiver oportunidade, vá até este espaço no Centro e curta também à vista para o centro antigo da cidade, mas se não foi possível, visite os demais ponto, em Moema, Santana e Paraíso.

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Foto: Casa Mathilde

3)  Sucesso nos anos 90, o bolo de coco gelado retornou às graças tão gostoso quanto sempre foi! Dentre os itens “vintage” que voltaram à moda, este é um dos meus favoritos. Não só delicioso, ele também ativa em mim memórias boas memórias nostálgicas.

Simples, mas cheia de etapas, a preparação deste bolo ultra molhadinho pode tomar um pouco do seu tempo (mas com certeza valerá à pena!). Para saborear a qualquer hora, não deixe provar a versão – super fiel – à venda na Carole Crema Doces.

Servido como deve ser, a farta fatia vem embrulhada em papel alumínio, sendo doce e gelado na medida certa.

A visita à confeitaria vale à pena pelas outras delícias expostas, mas também é possível comprar através da loja online e fazer encomendas.

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Foto: Carole Crema

Mais informações:

Maria Brigadeiro – Do Cacau ao Brigadeiro

Rua Capote Valente, 68 – Bairro Pinheiros

Das 11h às 19h

Telefone 3087-3687

Shopping JK Iguatemi

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, loja 121 Térreo

Das 10h às 22h

Telefone 3152-6120

Casa Mathilde

Praça Antonio Prado, 76 – Centro

De Segunda a Sexta, das 9h às 20h / Sábados e Feriados, das 09h30 às 16h30 / Fechados aos Domingos

Telefone 3106-9605

Avenida Ibirapuera, 2082 – Moema

De Segunda a Quinta, das 9h às 19h30 / Sextas, Sábados, Domingos e Feriados, das 09h às 22h

Telefone 5051-3204

Santana Park Shopping – Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2780

De Segunda a Sábado, das 10h às 22h / Domingos e Feriados, das 14h às 20h

Telefone 2208-2714

Shopping Pátio Paulista – Rua Treze de Maio, 1947

De Segunda a Sábado, das 10h às 22h / Domingos e Feriados, das 14h às 20h

Telefone 3171-1725

Carole Crema Doces

Rua da Consolação, 3161 – Bairro Jardins

De Segunda à Sábado, das 10h às 19h

Telefone 3088-7172

Paulista aberta: Vamos aproveitar o domingo?

Fim de semana chegando e com as temperaturas amenas de outono, a gente só quer saber de ficar perambulando por aí, ainda mais quando o fim de semana chega.

A Avenida Paulista, cartão postal de São Paulo e primeira parada de praticamente todos os turistas, está aberta desde 2015 – mesmo período que foi entregue a ciclovia que atravessa a avenida. O projeto se concretizou na gestão no antigo prefeito Fernando Haddad e só formalizou um pedido antigo de grande parte da população. Existem até alguns movimentos que seguem na luta para manter a avenida aberta aos domingos.

A ideia principal de fechar o tráfego de carros é humanizar mais a cidade, integrando a população que pode caminhar ou andar de bike e lembra um pouco o movimento que já acontece em outras cidades, como no Rio de Janeiro.

Se você tem um domingo livre mas não sabe muito bem por onde começar, aqui vão algumas sugestões.

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Como já dizia a velha piada, a Paulista começa no Paraíso e termina na Consolação. Descendo na Estação Paraíso, a primeira coisa a ser avistada é a Catedral Nossa Senhora do Paraíso, sede episcopal da Eparquia Melquita de São Paulo da Igreja Greco-Católica no Brasil.

Seguindo, a primeira parada, logo ao lado do Shopping Paulista é a Japan House. Recém inaugurado, o centro cultural traz atrações sobre a cultura japonesa e além de exposições, tem biblioteca, restaurante, café e algumas pop up stores, tudo isso num prédio lindão projetado pelo arquiteto Kengo Kuma.

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Japan House

Atravessando a rua está a Casa das Rosas, um complexo cultural com uma programação incrível – dê uma olhadinha no site para ver o que está acontecendo agora – e com um café delicioso, o Caffè Ristoro. Pegue uma mesinha externa e desfrute do dia acompanhado com um docinho da patisserie.

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Casa das Rosas

Andando ainda pelo mesmo lado da calçada, a poucos metros a frente, vê-se o Itaú Cultural.

Quer dar uma olhada em livros e eletrônicos? Só continuar andando e na mesma calçada você pode visitar a FNAC, que fica no subsolo.

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Estátua viva

Bora atravessar a rua e curtir um cineminha? No prédio da Gazeta, além do Teatro, o cine Reserva Cultural tem o melhor do cinema alternativo.

Você chegou na estação Trianon MASP! Ótimo, quer ver uma exposição ou ir passear no parque? Quer fazer os dois? Dê um pulinho no MASP e assim que acabar a exposição, não deixe de conferir a feirinha de antiguidades que acontece sempre no vão livre. Atravesse a rua e aproveite uma paz no meio da Paulista: é o Parque Trianon. Aos domingos, diversas barracas ainda vendem diversas comidas em frente ao parque!

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MASP

Achou que era o único parque na região? Se enganou! Poucos passos a frente, está o Parque Mario Covas, um pouco menor que o Trianon mas igualmente agradável para uma uma voltinha aos domingos. Essa também é uma ótima sugestão se você estiver passeando com o pet.

Está em dúvida se quer assistir um show, ir ao teatro ou a mais uma exposição? A FIESP tem tudo isso e mais um pouco! Cada domingo, uma programação musical diferente que acontece em frente ao prédio, além de exposições no primeiro andar e no subsolo, teatro e claro, um bom cafezinho, dessa vez na Patisserie Douce France.

Importante:  A Estação Paulista, não fica na Paulista como o nome sugere e sim, na Consolação. Já a Estação Consolação, essa sim, está na Paulista (na altura do número 2000).

Andando mais um pouquinho você chegará na Estação Consolação, a última da Paulista. Por lá o agito é garantido! De um lado da avenida, a Rua Augusta, point dos descolados da cidade com inumeras atrações culturais, restaurantes, bares e baladas, do outro, o Jardins. O metro quadrado mais caro da cidade, além de luxuosas residências, tem opções de restaurantes que não acaba mais. Por ali você também verá o Conjunto Nacional que abriga uma das maiores livrarias do país, a Livraria Cultura; o Instituto Cervantes, centro de ensino de língua espanhola que sempre traz alguma programação especial aberta ao público e mais ao fim da Paulista, o Caixa Belas Artes, um cinema super antigo e que é conhecido pelos eventos super originais, como o Noitão, que traz temas diversos durante a madrugada de sexta-feira.

Spotify: Passeando por São Paulo e quer uma trilha sonora? Clica aqui para ouvir a nossa playlist exclusiva 🙂

Ufa! Quanta coisa! Se você não sabe por onde começar, tem um resumão abaixo! Faça a sua listinha e boa diversão!

Resumindo…

Arte e Cultura 

Japan House – Endereço: Av. Paulista, 52 – Telefone: (11) 3090-8900

Casa das RosasGrátis – Av. Paulista, 37, Paraíso (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 3285-6986.

Reserva Cultural – Av. Paulista, 900 – Cerqueira Cesar (entre as estações Trianon e Brigadeiro do metrô) –  (11) 3287-3529

Itaú CulturalGrátis – Av. Paulista, 149 – Bela Vista (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 2168-1700.

MASP – R$ 15 (meia-entrada para estudantes) ; grátis para menores de 10 anos e idosos. – Av. Paulista, 1578 – Cerqueira César (em frente à estação Trianon-MASP do metrô) – (11) 3251-5644.

Instituto Cervantes – Avenida Paulista, 2439 – 1º Andar, Cerqueira César – (11) 3897-9600

Caixa Belas Artes  – Rua da Consolação, 2423 – Consolação (próximo à estação Paulista, da linha verde) – (11) 2894 5781.

Gastronomia

America – Av. Paulista, 2295 – Bela Vista – (11) 5644-2222

Johnny Rockets – Av. Paulista,  1.230 – 4º. Andar – (11) 3595-1493

Bella Paulista – Aberto 24h – Rua Haddock Lobo, 354 – Cerqueira Cesar (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3214-3347.

Gopala Hari – Culinária indiana por preços acessíveis e ótimo para vegetarianos – R.Antônio Carlos, 429 – Consolação – (11) 3283-1292

Jiquitaia – Culinária contemporânea feita com ingredientes brasileiros, ótimo para o almoço – R. Antônio Carlos, 268 – Consolação – (11) 3262-2366

Mestiço – Culinária tailandesa com um toque brasileiro –  R. Fernando de Albuquerque, 277 – Consolação – (11) 3256-3165

SujinhoHamburgueria super acessível e deliciosa. A Pamela Domingues tem um vídeo maravilhoso – R. da Consolação, 2078 – Consolação – (11) 3154-5207 – ATENÇÃO: Não aceita cartões, pagamento em dinheiro. 

Capim Santo – Alameda Min. Rocha Azevedo, 471 – Jardins – (11) 3089-9500

Rubayat ParaísoPara os fãs de churrasco de qualidade – Alameda Santos, 86 – Cerqueira César, São Paulo – (11) 3170-5100

Spot – Descolado, ótimo para jantar e para uns bons drinks – Alameda Ministro Rocha Azevedo, 7255 – (11) 3283-0946

Compras

Shopping  Patio Paulista – Rua Treze de Maio, 1947 – Bela Vista (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 3191-1101.

Livraria Cultura  – Av. Paulista, 2.073 – Cerqueira César (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3170-4033.

Shopping Center 3 –  Av. Paulista, 2064 – Consolação (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3285-2823.

Fnac –  Av. Paulista, 901 – Bela Vista (entre as estações Trianon e Brigadeiro do metrô) – (11) 2123-2000.

Shopping Cidade de São Paulo – Av. Paulista, 1230 – Bela Vista – (11) 3595-1230

Feira de Antiguidades do MASP – Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista

Hotéis

Tivoli São Paulo – Mofarrej – Alameda Santos, 1437, Jardins – (11) 3146-5900
L’Hotel PortoBay São Paulo – Al. Campinas 266, Jardim Paulista – (11) 2183-0500
Renaissance – Alameda Santos, 2233 – Cerqueira César – (11) 3069-2233

Meliá Paulista – Av. Paulista, 2181 – Consolação – (11) 2184-1600

 

Hotel Emiliano – Rua Oscar Freire, 384 – Jardim Paulista – (11) 3069-4369

 

Parques

Parque Mario CovasGrátis – Av. Paulista, 1853, Jardim Paulista

Parque Tenente Siqueira Campos – Trianon – Grátis – Rua Peixoto Gomide, 949, Cerqueira César (em frente à estação Trianon do metrô) – (11) 3289-2160.

 

 

 

 

 

 

[SÃO PAULO] ITAIM BIBI ALÉM DO BUSINESS

Da série dos roteiros pela cidade, vamos começar a semana no bairro que muita gente começa mesmo a semana: Itaim Bibi.

Pólo comercial em São Paulo, nove em cada dez executivos trabalham por aqui. É aqui que fica a sede de praticamente todos os bancos e empresas de tecnologia (Facebook, Google, Linkedin, Twitter…) e que passam milhares de paulistanos diariamente.  Antes que você rapidamente comece a associar tudo isso a um trânsito caótico, gente estressada e muito prédio, viemos dizer que sim, é possível agregar valor até àquele cantinho de São Paulo que faz muita gente acordar cedo na segunda de manhã.

Gastronomia

Esse tópico é polêmico e merece muitos posts, isso porque o Itaim Bibi é um dos bairros mais gastronômicos da cidade (ao lado de Moema, Jardins e Vila Madalena). A seguir meus hotspots, muitos dos quais já apareceram aqui no blog em outras oportunidades. 

Café da manhã

Mr Baker: Provavelmente o lugar que mais frequento em São Paulo. Pelo menos umas três vezes na semana tomo café por aqui e é por aqui que paro quando no caminho para casa estou de bobeira e quero um café. O lugar é pequeno, mas aconchegante, os funcionários são ótimos, os pães uma delícia e o Wi-fi é gratuito e aberto (sim, não tem nem senha!). Precisa de mais?

Octavio Café: Pra quem gosta de café de verdade, esse é um MUST GO na cidade. O espaço, além de lindo, serve uma linha de café própria com diferentes torras, tem sempre uma exposição de arte no segundo andar, wi-fi grátis e o prédio por si só, é de ficar horas admirando. O ponto negativo? Desde o ano passado, eles não funcionam mais aos finais de semana, quando o espaço é reservado apenas para eventos. Adorava ir aos finais de semana, pedir um brunch e ficar divagando…#chateada

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Café e bolinho de banana

Frutaria São Paulo: Tá empenhado na dieta ou só quer tomar um café mais levinho? Pronto, achou seu lugar! Pet-friendly, com estacionamento de bikes e sempre uma opção saudável, a Frutaria é ótima tanto para o café, quanto para qualquer outra refeição. Super recomendo o açaí frutaria, uma versão sem açúcar mas não menos maravilhosa. Aos finais de semana, tem buffet também com um preço super honesto.

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Açaí da Frutaria

Almoço

Jamie’s Italian: Primeiro restaurante do chefe-estrela, é um dos meus preferidos por motivo de: o lugar é bem espaçoso e quase nunca tenho que esperar muito e além das massas maravilhosas, eles têm a melhor sobremesa de SP: o famoso brownie com caramelo salgado, pipoca e sorvete.

jamies

Vapiano: Primeira filial brasileira da rede alemã, é ótima porque combina praticidade com comida italiana, que é uma coisa que a gente ama. As refeições são servidas em estações de acordo com o tipo de prato (entrada, salada, massas e pizzas). Tem também uma estação-bar, com vários drinks, mas eu gosto mesmo dos chás gelados que eles fazem por lá.

vapiano
Um dos cardápios do Vapiano

Coco Bambu: A famosa rede de restaurantes e frutos do mar tem uma sede linda na Avenida Juscelino Kubtischek com três andares e vista para a cidade. Funciona bem para almoços e grandes grupos. Ah, e a comida, é claro, é maravilhosa!

Jantar

Cantaloup: Lugar lindo, atendimento ótimo e comida melhor ainda: combo perfeito para ter uma ótima noite. O lugar fica meio escondido atrás de uma fachada de madeira, pode ser um pouco complicado achar, mas fica bem na frente do Limonn. Ah, eles tem mesas bem grandes, então funciona para aquela reunião com a família/amigos também.

Marakuthai: Amo, amo, amo! Culinária tailandesa com ingredientes brasileiros, o menu é o mesmo que o do Jardins, com um ambiente mais descolado. Tem opções vegetarianas e panelinha de brigadeiro para a sobremesa que deixa qualquer um suspirando.

Pomodori: Ótimo para jantares mais intimistas, que pedem uma ocasião especial. Esse restaurante italiano fica numa esquina e apesar de pequeno, é lindo tanto por dentro quanto por fora. A carta de vinhos é ótima, não deixe passar a chance de harmonizar.

Lanches rápidos

Le Pain Quotidien: Padaria que está presente nos quatro cantos desse mundinho, mas que é uma ótima opção se você tá atrás de um almoço tardio ou se só quer um lanchinho mesmo. Sempre escolho uma das tartines, a sopa do dia e de sobremesa, o docinho de pistache e um café. Aos finais de semana, tem também menu de brunch.

Madureira Sucos: Como já entrega o nome, o carro chefe são os sucos – tem todas as combinações possíveis. Para combinar, os sanduíches e as sopas são ótimos e para o café da manhã, são diversas opções que você pode comer tanto no segundo andar quanto no balcão do térreo.

Havanna Café: Rede de alfajores argentina, o café recém inaugurado fica dentro da Livraria Saraiva.

Joy Juice: Outra casa de sucos, mas o que faz sucesso aqui são os wraps. Dá para escolher um do menu ou montar o seu e o mesmo esquema é o mesmo para as saladas. Ótima opção saudável.

Pão com Carne: Essa casinha na rua Joaquim Floriano faz o maior sucesso, vive com gente pelas calçadas. A ideia é simples: um menu de hambúrguer com poucas variações, para pegar e comer rapidinho em pé, por ali mesmo. Os preços são bem atrativos, vale a pena experimentar.

Santo Grão: Mais um dos lugares que mais frequento no Itaim. Um café fofo que, além de café e brunch aos finais de semana, serve pratos deliciosos. De picadinho a moqueca, uma das coisas que mais gosto aqui é o petit gateau de doce de leite, e claro, o cafezinho. Além da loja física, o delivery é ótimo: a comida chega super rápido e vem impecavelmente embalada e bem quentinha.

Sorvetes:

Le Botteghe Di Leonardo: Minha favorita, além dos mais diversos sabores, opções gluten free e lac free, eles tem um picolé para cachorro e área para os pets. Ah, cafezinhos e docinhos estão no menu também!

Cuordi Crema: Além dos sorvetes, servem café e docinhos. Os macarrons valem a pena, sempre compro uma caixinha e trago para casa.

Gelateria Parmalat: Pequena sorveteria que fica no Brascan, tem meu sorvete de leite preferido, cremoso e bem leve.

Davvero: Premiada sorveteria, tem o meu cone preferido: fininho e crocante. Os sorvetes cremosos são meus favoritos, com destaque para os sabores como Tiramissu e Cheesecake.

E mais…

Caso você esteja passeando por aqui às terças-feiras, saiba que ainda dá para comer aquele pastelzinho exxxperto com um caldo de cana na feira, que fica na rua Prof. Tamandaré Toledo, das 6h às 13h.

feira
Feira livre

Bares

Boteco São Bento: A unidade do Itaim do Boteco São Bento fica numa movimentada esquina (Leopoldo x João Cachoeira) e vive lotada! O bar funciona diariamente do meio dia às 2 da manhã, serve almoço, buffet de feijoada aos sábados, mas é a partir de quinta a noite que a coisa começa a pegar fogo. Para quem gosta de bar com uma pegada baladinha, à noite a música alta complica a vida de quem quer ir para o bar conversar, mas soa bem interessante para quem tá afim de paquera e agito.

Peppino: Nova empreitada dos donos do Nino Cucina, restaurante italiano que abriu ano passado e já é considerado um dos melhores da cidade, o bar se destaca como sendo o primeiro bar italiano da cidade. Abre de segunda a sábado para almoço e jantar e promete fugir do menu clássico, com drinks exclusivos e quitutes diferenciados.

Banana Café: Mais um lugar para quem gosta de fervo. Localizado no meio do Itaim, faz às vezes tanto de executivos, que no fim do dia procuram um happy hour animado, quanto dos jovens que estão atrás um esquenta antes da balada. O Banana, que era famoso nos anos noventa, reabriu e além da carta de drinks, se diferencia pela programação musical, sempre com um dj aumentando o barulho, rs.

Boteco Boa Praça: Recém aberto, confesso que nunca fui. O que chama a atenção aqui é a ideia de fazer um bar aberto, como se fosse uma praça mesmo. Arvores e luzinhas dão um ar todo especial ao lugar. Sempre que passo por lá, está lotado, seja aos finais de tarde, seja bem à noite. Do cardápio, destaque para o menu de cerveja, que ajuda a reafirmar as vezes de boteco do local.

Arte

Está atrás de inspiração artística? Vale visitar a Galeria Marilia Razuk, que reune a nata dos mais diversos artistas contemporâneos num mix que sempre dá certo. As exposições são ótimas!

Diversão

Cinema Kinoplex: Procurando um cineminha? No complexo Brascan, um shopping aberto, está um dos cinemas da rede Kinoplex, sempre com todos os lançamentos e salas VIP. Ah, e se você estiver por lá e quiser beliscar uma coisinha, vale a pena passar antes na Lojas Americanas que fica na rua Joaquim Floriano, já que a lanchonete do cinema não tem muita opção.

Parque do povo: Aquele dia de sol e você aí pensando em ir ao Ibirapuera? Saiba que entre os diversos outros parques da cidade, um deles fica aqui na região do Itaim. Cheio de verde, com quadras e pista de caminhada/corrida, o Parque do povo abriu em 2008 e é um oásis no meio do caos. Vale ficar atento à programação que é diferenciada aos finais de semana e sempre tem alguma coisa legal acontecendo. Se você está vindo de trem, melhor ainda: fica do ladinho da estão Cidade Jardim.

Compras

A rua João Cachoeira é o centro comercial mais conhecido por aqui. Uma seleção de lojas de tudo – roupas, calçados, eletrônicos, acessórios, supermercados e por aí vai – tudo no mesmo lugar. Começando na avenida Nove de Julho, a rua atravessa a fronteira de bairros e continua do outro lado da Avenida JK, na Vila Nova Conceição.

Transporte

Dá pra percorrer o bairro todo andando, mas se você estiver procurando uma experiência diferente, só pegar uma bike e aproveitar a ciclovia da Faria Lima, o Parque da Cidade ou ainda, em dias mais calmos, aproveitar as ruelas da região.

Dicas: Não se conteve com as sugestões acima e quer saber mais do bairro? Siga o Instagram do @seubibi e claro, o Instagram do @meetmeinsp. E não custa nada lembrar que clicando aqui você também tem trilha sonora pronta para a sua tarde na cidade 😉

TOP 3 – GASTRONOMIA COMPLETA: COMPRAR + COMER

A diversidade paulistana é uma das características mais importantes da cidade e responsável por um de seus grandes tesouros: a gastronomia. Mas além de te alimentar, aqui encontram-se muitos produtos originais de outros regiões do país e do mundo, proporcionando a chance de se aprender e se aventurar na cozinha e cultura de outras localidades.

Se você curte também cozinhar, fique atento: neste TOP 3, vou indicar três lugares que reúnem boa comida com a oportunidade (tentadora!) de adquirir produtos diversos para incrementar suas receitas.

MERCADO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Conhecido como “Mercadão”, faz você se sentir abraçado: não importando de onde você vem, vendedores, garçons e balconistas vão te oferecer muitos petiscos, frutas e sabores.

Mas sim, um dos pontos mais turísticos da capital, costuma estar bem cheio em fins de semana e feriados. Se você preferir uma experiência mais tranquila, evite estes momentos para visita-lo, mas se não for possível, fique tranquilo… este agito também é a cara desta cidade e não te impedem de aproveitar.

O espaço enorme reúne 2 andares e mais de 300 estandes. A enorme variedade de produtos enche os olhos e a boca d´agua. No andar térreo você encontrará muitas verduras e frutas, queijos, grãos, conservas, especiarias e até mesmo embutidos, carnes e peixes. Ainda por lá, espaços para provar os famosos quitutes do Mercado, como o sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau. No mezanino superior, há restaurantes maiores e mais mesas, mas ainda com atendimento concorrido.

Aproveite sua ida para experimentar as combinações de frutas e queijos oferecidas pelos funcionários, sempre surpreendentes, e tente não levar tudo para casa! Sim, os preços podem ser mais elevados que em outros estabelecimentos (lembre-se: você está num ponto cheio de turistas!), mas faça uma pesquisa prévia e compre aqueles produtos mais diferenciados ou difíceis de encontrar.

Conhecer o espaço também vale pela arquitetura: colunas, abóbodas e vitrais são alguns dos traços que dão destaque ao prédio, restaurado na década passada e idealizado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, mesmo responsável pelo Teatro Municipal de São Paulo e Pinacoteca.

Rua da Cantareira, 306 – Centro

Aberto todos os dias: Segunda a Sábado, 6h às 18h, Domingos e Feriados, 6h às 16h.

EATALY

Dentre as minhas indicações, esta é a que se instalou mais recentemente pela cidade. Apesar de jovem por aqui, todas as vezes que estive presenciei bom movimento, atendimento cordial, diversidade de atividades e ofertas aos visitantes.

Atualmente com 29 lojas pelo mundo (quinze presentes na própria Itália, nove no Japão, duas nos Estados Unidos, uma em Dubai, uma em Istanbul e uma em São Paulo), a proposta, segundo os responsáveis, é “reunir todos os alimentos de qualidade sob o mesmo teto, um lugar onde você pode comer, comprar e aprender”.

“Cozinhamos o que vendemos e vendemos o que cozinhamos.”

São Paulo foi escolhida para receber uma das unidades por ser, nada menos, a cidade onde vive o maior número de italianos fora da Itália. Enorme responsabilidade, não é?

Por aqui, esta marcante presença já garante centenas de restaurantes e empórios com produtos e receitas originárias da terra mãe, mas o Eataly é o apogeu disto tudo: 13 pontos de alimentação e um mercado com cerca de 7 mil produtos italianos e locais.

Estando por lá, leve a sério o mandamento “A vida é muito curta para não comer e beber bem”. A oportunidade de provar receitas que seguem as tradições e são feitas com produtos de extrema qualidade é inspirador e fará você buscar as matérias-primas pelos corredores em seguida. Hortifrúti, laticínios, embutidos, queijos, açougue, “la mozzarela”, rosticceria, pasta fresca e a padaria são alguns dos setores.

Av. Presidente Juscelino Kubitscheck, 1489 – Bairro Vila Olímpia

Aberto todos os dias: Domingo a Quinta, 8h às 23h, Sexta e Sábado, 8h às 24h.

MERCADO MUNICIPAL DE PINHEIROS

Sempre nas sombras do semelhante e muito mais famoso “Mercadão”, a unidade de Pinheiros vem se transformando nos últimos anos e chamando cada vez mais atenção. Destacam-se os novos espaços gastronômicos administrados pelo Instituto ATÁ, do chef Alex Atala. Já foram inaugurados boxes que representam os cinco biomas brasileiros: Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pampas. Nestes encontram-se a venda mais de 600 produtos de vários cantos do país, oriundos de pequenos produtores: geleias, cachaças, molhos, queijos, castanhas, méis e até mesmo artesanato.

Apesar da nova fase ainda não estar completamente em operação, já pode-se mencionar a marcante presença da Comedoria Gonzales, do chef Checho Gonzales: no balcão você poder provar um dos melhores ceviches da cidade, Mocotó Café, do chef Rodrigo: com amostras das delícias oferecidas no restaurante mais nordestino (e querido) da cidade, e Napoli Centrale, que segue as regras napolitanas e produz pizzas individuais, para apreciar com as próprias mãos, com ingredientes italianos de verdade. Todos funcionam com a proposta de fazer o pedido no caixa e serviço em balcão e mesas coletivas.

Rua Pedro Cristi, 89 – Pinheiros

Mercado aberto de Segunda a Sábado, 8h às 20h. Confira os horários dos boxes.

PASSEIO POR UM DIA – BOM RETIRO

Tem um dia livre para curtir a cidade? Na minha opinião, não é preciso ser turista para se interessar por explorar uma região nova! Ainda mais em São Paulo! Por aqui, além de muitas áreas bacanas para serem conhecidas, toda hora surge algo novo ou reformulado que chama atenção.

Mas por conta do tamanho de Sampa, e para fazer render seu tempo livre, é importante mapear bem a área a ser visitada e definir os pontos a serem conhecidos levando em consideração deslocamento, horários de funcionamento e distâncias. Minha sugestão neste caso, e em demais grandes cidades que você for conhecer, é destinar um período (manhã, tarde ou noite) ou o dia inteiro para uma determinada região. Desta forma, você se descola uma única vez para o local e tira o maior proveito possível de lá.

Neste post, hoje, vou direcioná-lo a como aproveitar o Bairro Bom Retiro.

Além de ser uma das regiões comerciais mais importantes da cidade, o bairro é carregado de história. A dica é já dar início ao passeio usando o transporte público e acessando a área pela Estação da Luz. A construção, toda inspirada e com peças vindas da Inglaterra, é deslumbrante e repleto de detalhes artísticos na infraestrutura.

Logo em frente, como já mencionada algumas vezes neste blog, está localizada a Pinacoteca de São Paulo, o museu mais antigo da cidade. Aberto ao público das 10h às 18h, frequentar cedo pode garantir mais tempo e tranquilidade para circular pelas instalações.

Se desejar almoçar, você pode optar por conhecer um dos restaurantes gregos mais tradicionais da cidade. O Acrópoles, inaugurado em 1959, é uma casa pequenina e com decoração simples, mas sempre cheio de clientes apaixonados e comida autêntica e boa. Um dos charmes é fazer seu pedido direto para a equipe da cozinha: vá até aos fundos e escolha a delícia grega através de uma vitrine envidraçada. Aos fins de semana, por ter poucas mesas, a fila é grande e a espera exige um pouco de paciência.

Outro grande destaque é ceder algum tempo para conhecer as ruas de comércio de roupas: a mais famosa é a Rua José Paulino, mas nas ruas perpendiculares também são encontradas boas ofertas. Sede de muitas fábricas, as peças comercializadas por lá foram, por muitos anos, destinadas aos logistas através do atacado. Com o passar do tempo, a venda varejo começou a ganhar espaço, mas muitos ainda pensam que por lá os preços baratos representam má qualidade. Mas não vamos generalizar! Sim, como em todo comércio, a oferta é variada e é necessário atenção e bom senso ao comprar. Um ponto negativo ainda praticado em grande parte das lojas é não permitir a prova de roupas, dando como alternativa, em alguns casos, testar as peças por cima de suas próprias roupas.

Se estiver com apetite para um lanche da tarde, vale a pena conhecer a Casa Búlgara e os salgados típicos preparados pela proprietária imigrante e sua filha desde 1976. A especialidade é a bureka, uma espécie de rosquinha de massa folhada recheada (os sabores tradicionais são: queijo búlgaro – preparado na matriz, espinafre com queijo e carne com berinjela).

Para preencher seu dia com mais atrações, que tal conhecer o Sesc Bom Retiro? A dica é conferir as atrações com antecedência, muitas vezes gratuitas ou com preços camaradas, e se programar. Cinema, teatro, exposições, apresentações musicais e aulas interativas podem estar disponíveis.

Mais informações:

Pinacoteca de São Paulo

Praça da Luz, 02 – Bairro Luz

Visitas: Quarta a Segunda, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)

Ingressos: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia). Crianças até 10 anos e adultos maiores de 60 não pagam. Gratuidade aos sábados para todos.

Como chegar: Estação da Luz do Metrô e CPTM.

Telefone (11)3324-1000

Restaurante Acrópoles

Rua da Graça, 364- Bairro Bom Retiro

Aberto todos os dias, das 7h30 às 20h

Telefone (11)3223-4386

Casa Búlgara

Rua Silva Pinto, 356 – Bairro Bom Retiro

Segunda a Sexta, das 9h15 às 17h / Sábado, das 10h às 14h

Telefone (11)3222-9849

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185 – Bairro Bom Retiro

Terça a Sexta, das 9h às 20h30 / Sábado, das 10h às 18h30 / Domingo, das 10h às 17h30

Telefone (11)3332-3600

TOP 3: INSPIRAÇÃO NO NETFLIX

Fim de semana chegando e o TOP 3 dessa semana vem cheio de inspiração para viajar por lugares lindos sem sair de casa.

Maidentrip

Uma garota de catorze anos que, sozinha, comanda um barco e completa a volta ao mundo.

Você já viu algo tão inspirador? Pois é, eu também não.

 

Laura Dekker era só mais uma menina, como eu e você, mas tinha um plano: dar a volta no mundo (assim como eu, e talvez, você). Até aí, tudo bem, só que ela resolveu fazer isso sozinha, em um barco que ela mesma construiu com ajuda de seu pai.

Duvido que qualquer pai do mundo compraria essa ideia, mas Dick Dekker não só comprou como também enfrentou uma briga judicial na Holanda só para provar que a filha dele era sim capaz (e muito) de fazer essa viagem sozinha e voltar para casa viva.

Maidentrip
Foto inhabitat.com

Me deu vontade de: Por não ter a mesma habilidade com barcos, não me atreveria a sair por aí pilotando um sozinha. Mas ver esse documentário só confirmou as minha suspeitas: WE CAN! Sim, nós mulheres podemos qualquer coisa e se quisermos viajar sozinhas, podemos também. Eu mesma viajei praticamente o Brasil inteira sozinha quando era mais nova e foi maravilhoso! É uma ótima oportunidade de conhecer pessoas e passar a confiar mais na humanidade: na estrada, a gente percebe que sim, tem muita gente boa por aí.

A Kirsten Rich, tem um blog maravilhoso, que ela relata todas as viagens como female solo traveller ao redor do mundo e que também é mega inspirador!

Chasing Ice 

A história aqui é simples – pelo menos na teoria:

O fotógrafo James Balog coloca câmeras em diferentes regiões glaciais do mundo – Groelândia, Islândia e Alasca – para acompanhar, durante um período de três anos, as transformações na paisagem.

O resultado é surreal.

A expedição também dá inicio a um trabalho científico que Balog chamou de The Extreme Ice Survey, no qual seus relatos foram registrados.

chasing ice
Foto: inviteforfilm.com

Me deu vontade de: Só aumentou a minha vontade de sair desbravando geleiras, enquanto elas ainda existem. Morro de vontade de fazer uma roadtrip pelo Alasca e pela Patagônia, apesar de ser o tipo de pessoa que considera frio qualquer coisa abaixo de 25°C, rs. Além disso, o documentário tem um cunho social/político importante, que faz a gente pensar um pouquinho em como as nossas escolhas impactam diretamente no meio ambiente.

Chef’s Table

Essa não é exatamente uma série de viagens e  sim de gastronomia, mas a gente sabe que uma das coisas mais gostosas e instigantes quando viajamos é provar comidas locais, certo?

Pois bem.

Com três temporadas, cada episódio dura aproximadamente uma hora e retratada a trajetória de um chef  até chegar aos dias atuais, incluindo seu prestigiado restaurante e seu famigerado cardápio.

A produção, feita pelo David Gelb – o mesmo do Jiro, the dreams of sushi – é recheada de poesia e a fotografia dos episódios é apenas maravilhosa. ♥

Pode parecer bobo, mas além da linda fotografia, as histórias são sempre tão surreais que é aquele tipo de coisa que você assiste e no segundo seguinte já quer sair por aí dominando o mundo. Ah, e as comidas são um deleite para o estômago e para os olhos!

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Foto: Netflix

No ano passado me inspirei tanto, que depois de assistir a primeira temporada, comprei uma passagem para o Uruguai e fui viver a experiência do Francis Malmann.

Leia Também: Francis Malmann e o Uruguai

Ah, e claro, vale lembrar que o Brasil tá representadíssimo na segunda temporada com um episódio dedicado ao Alex Atala, chefe paulistano que comanda o premiadíssimo D.O.M., 16° melhor restaurante do mundo (2017)

Me deu vontade de: Sair provando tudo o que é comida por aí, começando por uma roadtrip pela Itália com a parada estratégica (e óbvia!) em Modena para provar o menu do Osteria Francescana, do chef Massimo Bottura – Episódio 1 da 1° temporada.

Leia Também: Restaurantes inesquecíveis

FRANCIS MALLMANN E O URUGUAI

Francis Malmamn é um chef argentino, que ainda pequeno se mudou de Buenos Aires para Patagônia e se especializou em culinária argentina da região, se apropriando de técnicas próprias de cozimento através do fogo.

Apesar de hoje ter restaurantes espalhados pela Argentina, Uruguay e até na Florida, eu assim como muita gente, só fui conhecê-lo depois do Netflix.

 

E é aí que começa a minha aventura.

Depois de devorar a primeira temporada de Chef’s Table, encantada pela fotografia e pelas técnicas empregadas pelo chef, ignorei meu vegetarianismo, e de curiosidade aguçada, comprei uma passagem para o Uruguai. O destino? Garzón, uma cidadezinha no meio do nada.

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Como chegar

Garzón fica exatamente no meio do nada. Saindo de Punta del Este, o melhor caminho é pela ruta 9. Digo o melhor caminho, porque quando fui, me perdi diversas vezes, tanto na ida quanto na volta. Boa parte da estrada é de terra e não há nenhuma sinalização.

bienvenido

Assim que avistar a entrada da cidade (acima), vire à direita caso queira ir para o Garzon. Se quiser visitar umas das Bodegas da região, vire à esquerda.

Spotify: Escute a nossa playlist exclusiva para embalar a sua viagem!

A cidade

A cidade é completamente… fantasma. Chegando lá, avistei umas quatro ruas, ninguém nas ruas, o restaurante e nada mais. A fama do vilarejo veio na última década com a abertura da Bodega e a fama de Francis e abertura de seu restaurante.

O restaurante

O restaurante, à la carte, funciona da seguinte forma: você escolher os pratos do menu e ter uma refeição por lá ou passar a noite e por uma tarifa de US$400 (pessoa) você tem direito a um quarto, café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar (com itens do menu), além de bebidas a vontade.

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Bar na área externa

Parece interessante no começo, mas uma coisa que me frustou um pouco é que os menus não mudam. Ou seja, o café da manhã e o chá da tarde são os mesmos, assim como o do almoço e do jantar.

A comida, claro vale a pena e apesar de ser um restaurante especializado em carnes, no meio do Uruguay, consegui boas opções vegetarianas.

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carne

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Para quem estiver interessado, além do Garzon, Francis também comanda os restaurantes: Patagonia Sur  em Buenos Aires, Francis Mallmann 1884 e o Siete Fuegos, ambos em Mendoza.

O hotel

O restaurante também abriga um pequeno hotel. Certeza que Francis teve essa ideia devido à necessidade das pessoas que iam jantar por lá e não conseguiam sair depois de uns vinhos e do escuro/lama das estradas.

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O hotel funciona nos fundos do restaurante

E confesso que a ideia é muito comoda, uma vez que você paga um valor fixo por quatro refeições – almoço, lanche da tarde, jantar e café da manhã – e você come até morrer, tira um cochilo e já está por ali para comer de novo.

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O quarto é super confortável, mas não aquecimento suficiente e olhe, essa região é super fria em grande parte do ano. Fui em março e quase congelei de madrugada, apesar de terem nos provido muitas mantas.

Dica: Para reservar, o site diz que você deve enviar um email. Eu mandei quatro e nunca me responderam e advinha? Cheguei lá e não estava em nenhuma lista, nem do hotel e nem do restaurante, mas nos colocaram sem problemas – não estava nem um pouco cheio, apesar de ser um feriado. Logo, se você quiser muito ir, mas nunca responderem seus emails, sugiro que você vá assim mesmo e tente a sorte.

Recomendo?

Sim, se você estiver hospedado na região e tiver um tempo livre. Não sei se recomendaria dormir por lá, a menos que você se empolgue nos vinhos. E mais imperdível que o Garzon se você estiver em Jose Ignacio é o Parador La Huella, falei sobre aqui. Esse sim vale MUITO a pena!

Custo: $$$ (caro)

LENÇÓIS MARANHENSES: INESQUECÍVEL

Não sei você, mas para mim os lençóis maranhenses eram um daqueles lugares-sonho, que fazia meu coração palpitar toda vez que via uma foto, mas que ao mesmo tempo me desencorajava um pouco.

Apesar de incrível, o lugar tem uma logística complicada e um custo alto, e é mais um daqueles que, por essas e outras razões, atrai mais gringos do que brasileiros.

Mas viagem é viagem, né? Uma vez que você toma coragem e compra a passagem, parece que o resto vai tomando forma e quando a gente vê, já está acontecendo.

E comigo foi bem assim que tudo aconteceu. Numa dessas madrugadas de promoções malucas de companhias aéreas, consegui um voo GRU-SLZ em pleno feriado nacional por R$260. Não é o tipo de oportunidade que se pode deixar passar né?

Pois bem, lá vou eu então começar todo o planejamento e foi aí que as coisas começaram a pegar.Apesar de ser um lugar extremamente turístico, as informações por aí ou não eram completas ou simplesmente não batiam.

Aqui vai um resumão do que acho essencial e um pouquinho da experiência num roteiro de três dias no Maranhão.

Leia também: Maragogi, o Caribe brasileiro

Época da visita

Lençóis, como praticamente todo o nordeste é dividido em seca e chuva. É praticamente metade do ano para cada. Eles chamam de “inverno” a época de chuvas, que vai de março a setembro e o resto do ano é a seca.

Tá, mas qual a relevância do clima se já sabemos que verão ou inverno, vai fazer calor?

Se você sonha com as sonhadas lagoas da foto, a época chuvosa é o momento. O pico é em julho, quando além das lagoas estarem cheias, são as férias escolares.

Como chegar 

A partir de São Luís, a viagem até Barreirinhas dura cerca de 3h30min e pode ser feita de avião, carro, van ou ônibus.

Avião: Mais caro e mais confortável, algumas empresas fazem o trecho em voo particular até o Aeroporto Municipal de Barreirinhas. O trecho dura aproximadamente 45 minutos e custa R$300.

Carro: Se você estiver viajando acompanhado e está disposto a revezar a direção e ter autonomia e flexibilidade de horários, é a melhor opção. A diária para carro popular sai por menos de R$100.

Importante: A rodovia é, em geral, boa e não requer grandes habilidades no volante, mas você passará por várias cidadezinhas que são cheias de buracos e têm trechos não asfaltados. É bom averiguar exatamente onde é o seu destino final, alguns hotéis ficam em áreas não asfaltadas e talvez seja necessário um carro 4×4 para chegar em segurança.

Van: Quer comodidade, e pode  pagar um pouco mais que o ônibus e menos que o avião? Com horários pré-agendados, algumas empresas fazem esse trecho de van, buscam no hotel em São Luís ou no aeroporto de SLZ.

Ônibus: Opção mais econômica, é a mais indicada também se você estiver viajando sozinho. A empresa de ônibus responsável pelo trajeto é a Cisne Branco e os horários são São Luís/Barreirinhas: 06h, 8h45, 14h e às 19h30  e a volta Barreirinhas/São Luís – 06h, 9h, 14h e às 18h30.

Onde ficar

A primeira coisa a fazer é decidir qual será seu hub. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é cercado de pequenos povoados e existem algumas opções hoteleira nos arredores que atendem quase todo tipo de viajante. A maioria das pessoas se hospedam em Atins ou Barreirinhas, mas existem outras opções mais afastadas, como por exemplo, Caburé.

Atins: Com opções de hospedagem mais confortável, internet melhor (ouvi falar, rs) e próximo à praia, Atins é um vilarejo que fica na foz do Rio Preguiças e um pouco mais distante de São Luís. De carro a partir de Barreirinhas o trajeto pode demorar até 2h.

Barreirinhas: Maior cidade da região, com mais infra-estrutura e mais procurada por turistas, Barreirinhas foi a minha escolhida nestes dias no Maranhão.

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Porto Preguiças Resort 

Em Barreirinhas, fiquei no Porto Preguiça, melhor hospedagem na região (e também a mais cara).  O hotel não fica a uns 10 minutos do centro da cidade (precisa atravessar uma área não asfaltada que fica um caos quando chove), à beira do Rio Preguiças e tem o essencial, mas de uma forma bem confortável (para os padrões dos arredores): piscina, bar, restaurante, atividades no rio (kayak), salão de jogos, quadras e serviço de massagem.

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Os quartos são “casinhas”, que comportam a partir de três pessoas. Todos têm ar condicionado, ventilador, tv a cabo, varal de roupas, cofre e secador de cabelo.

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O wi-fi, apesar de gratuito, é péssimo. Não funcionam no quarto de jeito nenhum, e pode ser que você tenha a sorte de ter internet em algum momento nas áreas comuns do hotel.

Outra coisa que achei engraçada é que eles tem vários animais que ficam soltos , como galinhas, galos e um ganso. Às quatro da manhã já se escutam os galos que, ainda bem, passam a noite bem longe dos quartos.

Ah, e o estacionamento é gratuito.

Outras opções

Há ainda opção de ficar em destinos menos populares, como Caburé. Neste caso, para chegar no destino pode ser necessário incluir um trecho por barco.

Dica: Existe também a possibilidade de economizar na estadia e fazer um bate-volta de São Luís e eu super não recomendo. Porque além da distância (250km – aproximadamente 3h30), fiquei 3 dias em Barreirinhas e achei super pouco, visto o leque de opções maravilhosas, coisas para fazer não falta e quero voltar para, pelo menos, uma semana.

O que levar

A mala pode ajudar  ou causar muitos problemas numa viagem né?

Diferentemente de quando viajamos para uma cidade grande, algumas aventuras pedem algumas estratégias antes de fechar a mala, e aqui vão as minhas dicas do que levar para os lençóis:

  • Independentemente do tempo que você for passar, tente ser o mais compacto possível. Em tempos de precisar pagar para despachar a mala, se for possível viajar com a malinha de mão, melhor ainda. Existem vários modelos de mochilas também que, você vai comprar uma vez na vida e vai te ajudar muito em várias viagens. A Ana do divirta-se organizando tem um vídeo ótimo em que ela mostra os itens essenciais para um mochilão no nordeste.  Viaje leve sempre!

Spotify: Tá arrumando as malas e quer um empurrãozinho pra se animar? Clica aqui e escuta a nossa playlist exclusiva!

  • Não sabe viver sem maquiagem? Se não estiver com o babyliss em dia nem cogita sair de casa? Uh, vamos rever isso aí! Você passará dias em meio a muito calor e uma umidade sem fim, melhor se limitar ao essencial. O que não pode faltar de verdade nessa necessaire? Protetor solar, hidratante/pós sol, repelente, desodorante, grampos/elásticos/bandana para o cabelo, um bom pente, pasta/escova de dente, shampoo e mascara de cabelo – vale a pena usar máscara no lugar do condicionador para dar uma segurada no frizz.
  • Salto para baladinha, tênis para trekking? Esqueça tudo isso! O único calçado que você vai usar de verdade, será chinelo. Sim, para passeios de barco, para caminhada nos lençóis, para ir à praia, para pegar um forrozinho à noite e para sair para comer. Se você, assim como eu, é da turma dos friorentos, melhor levar um calçado fechado para usar no avião também. Se for muito exagerado/a, leve dois pares de havaianas.
  • Quer postar o look do dia no Instagram? Não superou ainda ter que sair para jantar de chinelo? Aqui vão as minhas sugestões para a mala: biquini (vai usar o tempo todo, leve 2 só para garantir que terá um disponível sempre que o outro estiver secando), short dry-fit, blusinhas (o mais leve possível), canga, short jeans, um vestidinho (caso queira dar uma volta) e um pijama.
  • É a doida dos acessórios?  Já poe na lista um bom chapéu e óculos de sol – vão salvar a sua vida no meio do calorão. Ah, e uma mochila (de preferência das que não molham) para carregar água e snacks nos passeios.

biquini

O que fazer

Nem só de lençóis vive a região! Infelizmente só fiquei 3 dias e vou contar um pouquinho do meu roteiro, todo executado pela Tropical Adventure.

Dia 1 –  São Luís e a chegada em Barreirinhas

Passei a metade do dia em São Luís e dormi no Centro histórico, que é uma lindeza. O hotel, Grand São Luís fica bem ao lado da sede do governo.

Segui para Barreirinhas com um carro alugado numa viagem que durou um pouco mais doe quatro horas (com parada).

mapa maranhao

Chegando em Barreirinhas, tirei o resto do dia para descansar na piscina do hotel e comer MUITO.

Dia 2 – Circuito Lagoa Azul – Lençóis Maranhenses

No segundo dia, fiz o roteiro mais clássico em Barreirinhas que é ir visitar o Parque Nacional. Por ser gigante, as empresas de turismo dividem o Parque em circuitos e cobram por cada um desses.

Visitei a lagoa azul porque me pareceu o mais bonito, e como não tinha muito tempo, precisei escolher só um roteiro.

O caminho até lá não é dos mais agradáveis. Uma Toyota atravessa o Rio Preguiças de balsa e percorre um caminho de uns 10km numa estrada péssima…Cruza pequenos lagos, lama e muito buraco no caminho. E por estarmos em época de chuva, fiz todo o caminho embaixo de uma tempestade. Achei divertido, rs.

balsa
Balsa Rio Preguiças

Chegando lá completamente encharcada e morrendo de frio, pulei na primeira lagoa, a dos Toyoteiros – que tem esse nome por ficar próxima ao estacionamento das Toyotas. Nunca vi água tão quentinha e cristalina, que delícia.

De lá, o guia segue com o grupo para mais quatro lagoas, que apesar de lindas, não superam a beleza da primeira.

dunas

lagoa azul

Durante todo o tempo que estive no Parque, a chuva deu uma trégua, e no fim, foi ótimo ter chovido, porque como não existe nenhuma sombra, imagino que deve ser bem desconfortável fazer essa caminhada no sol.

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Pôr do sol no rio Preguiças

Por volta das 17h, o grupo volta para o hotel com uma parada estratégica na próxima à balsa, onde locais vendem cafezinho e tapioca. Há também um bar para comprar bebidas.

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Tapiocas fresquinhas

Dia 3 – Rio Preguiças, Vassouras, Mandacaru e Caburé

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Esse é um daqueles passeios que ninguém leva à sério e posso que gostei tanto (ou até mais) do que a própria visita ao Parque Nacional.

Saímos às 8h da manhã do hotel em uma Toyota até o Porto da cidade no Rio Preguiças, próximo ao centro de Barreirinhas. De lá, uma lancha levou o grupo de doze pessoas para percorrer cerca de 40km pelo Rio, com paradas em Vassouras, Mandacaru e Caburé.

Vassouras, a primeira parada, também é chamada de pequenos Lençóis. Além das dunas e lagoas, tem barraquinhas para comprar comida, redes para descansar e muitos macacos para ver e alimentar (eles vendem bananas em rodelas).

macacos

vassouras
Dunas e sol em Vassouras

A próxima parada, Mandacaru é um pequeno vilarejo conhecido pelo Farol que proporciona uma vista 360° tanto do vilarejo, quanto do rio e do mar.

farol

vista farol
Vista do farol

Assim que chegar, ignore as lojinhas e a muitas sorveterias e corra para o Farol que costuma ter uma fila bem grande. Por não ter nenhuma sombra e essa parada acontecer por volta das 11h, é bem desagradável ficar esperando embaixo do sol.

Na saída, experimentei um dos milhares de sorvetes caseiros que os locais produzem com frutas regionais. Pedi coco com graviola.

E por fim, a última parada é Caburé. Neste local, o Rio encontra o mar, então dá tanto para ficar pelo rio ou ir para a praia.

Existem alguns poucos restaurantes, e por lá paramos para comer e aproveitamos a praia por mais ou menos 3h.

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Praia de Caburé

Há também um aluguel de quadriciclo e por R$50 (30min), você percorre a praia até o encontro com o mar – são 6km.

Dica: Agendei todos os passeios quando cheguei no hotel, já que há um quiosque da Adventure no próprio Resort, mas caso você não esteja no Porto Preguiças sugiro que as reservas sejam feitas antes da chegada no Maranhão.

Não fiz mas queria ter feito

Flutuação de Cardosa pelo Rio Formigas: O passeio dura meio período – normalmente acontece pela manhã, sendo uma hora  de flutuação e o resto em deslocamento e almoço  – e me pareceu bem divertido. Você desce o rio de boia acompanhado por um guia. O nível é fácil e recomendado para todas as idades. O Rio Formigas é conhecido pela transparência e fica no povoado de Cardosa.

Sobrevoo nos Lençóis: Cheguei a reservar esse passeio mas cancelei de última hora devido ao mau tempo. Quem faz é a AVA e custa R$300 por pessoa.

Dica: Vi muita gente com drone nos Lençóis e confesso que morri de inveja. A vista área deve ser linda. Se tiver, não esqueça de levar seu drone! É a melhor opção para ter uma vista privilegiada, evitar o incômodo que é andar de avião e ainda economizar!

Circuito Lagoa Bonita: Com uma subida íngreme de aproximadamente 30m, esse circuito tem menos lagoas e mais dunas do que o da Lagoa Azul.

Lagoa da Esperança: Diferentemente das outras lagoas, essa é perene – nunca seca! É uma ótima opção caso você esteja viajando no período de seca – entre setembro e abril.

Custo Geral: $$ (barato)

Madrid: paixão de pronto

Minha primeira vez em Madrid  foi tão rápida (2 dias) que aproveitei só um pouco de tudo que a capital espanhola tem para oferecer. Mesmo faltando muita coisa legal, o que vi foi suficiente para me encantar pela cidade! E é bom ficar com um gostinho de quero mais, porque aí você tem voltar.

Para quem quiser fazer um “intensivão” pela cidade, para dar conta de ver tudo que importa, acredito que uns 4 a 5 dias, pelo menos, são necessários.

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Mas vamos ao que interessa, as melhores atrações desse roteiro corrido.

Museu do Prado

Toda vez que eu pegava os livros de Artes ou História na escola e via aqueles lindos quadros que ilustravam as explicações, eu reparava que boa parte deles trazia na legenda a indicação “Museu do Prado, Madri, Espanha”. Eu então pensava: “esse museu deve ser o melhor do mundo, e deve ser enorme para caber todos esses quadros!”.

É por isso que o Prado foi uma das visitas programadas no roteiro. Fui na manhã do primeiro dia na cidade, e o museu foi a primeira parada. O ingresso custa 15 euros, justos, na minha opinião. O dia que fui havia pouca fila para comprar, talvez porque era inverno, uma época em que o turismo não é tão forte na cidade (mas mesmo assim tem bastante movimento!).

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Devo ter passado umas 3 horas percorrendo os corredores do museu, e não foi suficiente. Algumas salas ficaram de fora. Imagino que as pessoas fiquem muitas horas no Prado, já que há vários bancos espalhados pelo museu para você se recarregar enquanto vai de uma sala a outra.

Além de ver os mais renomados quadros dos mais renomados pintores, foi possível admirar diversos estudantes de Artes que reproduziam as pinturas em suas telas enquanto os transeuntes admiravam cada uma delas (a original, na parede, e a cópia, em desenvolvimento).

Dica: quem preferir visitar o museu de graça, pode optar pelo final do horário de funcionamento, quando não é necessário pagar nada para entrar (seg. a sexta das 18h às 20h e domingos e feriados das 17h às 19h).

Parque do Retiro

Esse é outro local em que você gasta facilmente uma infinidade de horas, principalmente nos dias em que a temperatura estiver mais agradável. Há quiosques com opções de comida e bebida, e muitíssimo espaço para um belo piquenique.

O Parque do Retiro é enorme, com muito espaço para caminhar e praticar esportes, com vários lagos (inclusive um bem grande, onde dá para passear de barquinho).

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Dentro do parque há dois museus: o belíssimo Palácio de Cristal, que abriga exposições temporárias e gratuitas, e o Palácio de Velázquez, que abriga exposições também temporárias, mas as curadas pelo Museu Reina Sofia. A entrada é gratuita.

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Palácio Cristal

Puerta del Sol

O centro de Madrid é genial! Diversos edifícios de arquitetura belíssima, muitos lugares para comer, lojas de souvenirs e todas as lojas de departamentos mais legais da Espanha, como El Corte Inglés, H&M, Zara, Primark etc.

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É nas imediações do metrô Puerta del Sol que o agito é maior, principalmente após às 20h, quando as pessoas começam a sair do trabalho. Os espanhóis têm o costume muito forte de passar no bar com os amigos, parceiros, até com os filhos, após o expediente.

Em grandes cidades, como Madrid e Barcelona, as lojas costumam ficar abertas até às 22h, principalmente no verão, e tudo contribui para um ambiente movimentado e cosmopolita.

Após as comprinhas pelas lojas do centro, vale a pena passar no Museu do Jamón, que fica por essa região. Esse é um dos poucos restaurantes originalmente espanhóis no meio de tantos estabelecimentos comandados por chineses, e nele é possível pagar barato para fazer um programa obrigatório para qualquer pessoa que visite a Espanha: comer jamón e tomar vinho!

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Museo del Jamon: parada gastronômica obrigatória!

Dica extra

Quem gosta de fazer compras e está se planejando para viajar à Espanha pode dar preferência à época das rebajas, que são as promoções (as de inverno são em jan/fev, e as de verão em agosto). Os preços diminuem de verdade e você acha roupa em loja boa por 1 euro!

 

DICAS ÚTEIS – Bilhete Único para você, turista!

Se você está programando turistar por São Paulo, esta dica é perfeita para você!

Que São Paulo é uma cidade enorme todo mundo sabe. Passear por aqui, muitas vezes, não pode ser somente à pé – principalmente se você pretende circular por regiões diversas em um único dia.

O transporte público da capital, além de te transportar para vários lugares, é também uma das formas mais interessantes de adentrar ainda mais nas tramas que envolvem uma cidade, sendo capaz de revelar segredos e hábitos da população local.

As passagens custam, neste momento (Maio/2017), R$ 3,80 e dependendo de como você planejar seus passeios, a conta pode ficar cara no fim do dia.

Um dos grandes recursos usados pelos paulistanos para se locomover entre ônibus e metrô é usar o “Bilhete Único”, um cartão recarregável que desconta o valor de cada viagem feita conforme posicionado nas catracas de acesso.

Se você pensa que, por estar de passagem por alguns dias, não poderá usar esta ferramenta, está enganado. Que bom, não é? Este cartão está disponível para retirada imediata e a DICA ÚTIL de hoje vai te ajudar a tê-lo e circular mais tranquilo pela cidade.

Podendo ser adquirido em Postos Autorizados (Encontre aqui: www.sptrans.com.br/servicos/bu-sem-cadastro.aspx), o Bilhete Único Anônimo (sem cadastro) custa R$ 3,80 + compra mínima de 5 tarifas vigentes.

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Foto: Sptrans

Além de agilizar sua entrada em ônibus e estações de metrô, usar o cartão reduz o número de vezes em que você terá que buscar por dinheiro no meio das multidões que acessam espaços coletivos.

Outras vantagens: Descontos na integração entre ônibus e metrô, possibilidade de usar até 4 linhas de ônibus no intervalo de 3 horas pelo preço de uma única passagem ou, por este mesmo valor, uma entrada no metrô e mais 3 linhas de ônibus.

Depois de saber disto, só falta traçar no mapa os pontos que você deseja conhecer, sem medo da distância!

Top 3: EXPERIÊNCIS GASTRONÔMICAS NO RJ

Conhecido mundialmente como “capital do Brasil” pelas belezas naturais, corpos bronzeados e o maior carnaval do mundo, o Rio de Janeiro merece muitos posts. Este é só o primeiro deles, e também a estréia da sessão Top 3 aqui do blog.

Injustamente rejeitado pela vizinha São Paulo – e capital sul-americana da gastronomia – o Rio também proporciona experiência incríveis em restaurantes ótimos e chefes premiados.

Uma prova disso é que, na lista anual publicada pela revista Restaurant com os 50 melhores da América Latina, três são cariocas. Das minhas três recomendações, duas entram nessa lista!

Está com viagem marcada e quer ter uma noite mais do que especial? Lá vão as dicas:

Olympe – 17° melhor restaurante da América Latina 

Restaurante carro chefe dos grupo Troisgros, oferece  menu convencional e menu degustação (que varia muito, mas que quando fui tinha 12 pratos), e mistura pratos clássicos brasileiros com um toque francês.

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Foto: Desetemperados

Encabeçado pelos irmãos Claude e Thomas Troisgros, a posição do restaurante não é a toa. O espaço pequeno e acolhedor no entorno do Jardim Botânico, point de ótimas opções alimentícias, é cheio de gringos que buscam entender um pouco mais da culinária dos chefes-estrela. Com umas dez mesas, o serviço é impecável e a comida maravilhosa, um ambiente calmo e ligeramente silencioso. O menu principial há variações, eu mesma pedi o vegetariano e provei um dos melhores nhoques que já comi nessa vida.

Definitivamente, o meu restaurante preferido no Rio.

Endereço

R. Custódio Serrão – Lagoa, Rio de Janeiro – RJ, 22470-230

Telefone: (21) 2537-8582

Aprazível – Dining with a view

Localizado no morro de Santa Tereza, cercado de natureza e com o mar ao fundo, com certeza uma das vistas mais lindas do Rio de Janeiro. Se você quer curtir um drink with a view, esse é o lugar.

A culinária é prioritariamente brasileira, mas vem de forma bem democrática. São petiscos, drinks e pratos que são servidos durante todo o dia. As estrelas do menu são, com certeza os frutos do mar, mas a minha menção de honra vai para uma entrada: o palmito assado fresco.

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Palmito assado dos deuses
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Baião de dois: sorvete de tapioca com calda de açaí

Endereço

Endereço: R. Aprazível, 62 – Santa Teresa, Rio de Janeiro – RJ, 20241-270

Telefone: (21) 2508-9174

Translado: Por estar localizado no topo de Santa Tereza, sair do restaurante pode ser bem complicado se você estiver dependente de táxi/Uber – afinal, além de estar super isolado, o acesso à internet é bem escasso. Pensando nisso, o restaurante oferece um translado. Para reservar na ida também, só clicar aqui. Na volta, embora seja sugerido também ter reserva, eu consegui um disponível na saída do restaurante.

Lasai – 18° melhor restaurante da América Latina

Imagine a seguinte situação: você acabou de aterrizar no Brasil e não tem ideia do que está fazendo aqui, como se vive, o que se come. Imaginou? Pois bem, neste caso eu recomendaria a você parar no Lasai antes de fazer qualquer outra coisa no país. Do chefe Rafa Costa e Silva, um carioca cheio de inspirações mundanas, acho que é o restaurante que mais resume a culinária brasileira, feito com ingredientes orgânicos – sim, eles têm duas hortas – e totalmente cotidianos. Sem frescura mesmo, sabe? Pão de queijo, goiabada, queijo curado…coisa que todo brasileiro, em qualquer parte do país, já comeu. E mais: conseguiram fazer isso dentro de um menu degustação, sem ficar chato e com muita, mas muita comida (eu já estava sem fôlego quando chegou a hora da sobremesa – as porções são bem fartas).

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Parte do menu: para se comer ajoelhado

Endereço

Rua Conde de Irajá, 191 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ, 22271-020

Telefone: (21) 3449-1854

Importante: Por serem sempre bem concorridos, vale lembrar que é interessante reservar com alguma antecedência, especialmente o Olympe que não tem muitas mesas.

A COWPARADE RETORNA A SÃO PAULO, COLORIDA E DIVERTIDA COMO SEMPRE

“É o maior e mais bem sucedido evento de arte pública no mundo.”

É assim que a CowParade Brasil se apresenta na página oficial. Em sua 10ª edição, ela retorna a São Paulo com a temática “Uma viagem pelo mundo” – bem coerente com a ideia de celebrar o aniversário de uma década do evento.

Desta vez, artistas convidados usam a escultura da vaca como base para homenagear uma das 45 cidades onde já aconteceu a exposição.

Tudo começou com esculturas em formato de vaca produzidas pelo artista suíço Pascal Knapp, em 1998, com a intenção de provocar o riso. Em 2000, os direitos das esculturas foram comprados e surgiu a CowParade Holdings Inc. Mais de 5 mil esculturas foram criadas desde esta nova fase.

Como o próprio artista desejava desde o princípio, o divertimento e o riso são parceiros desta arte. Não dá para evitar dizer que encontrar com estas vaquinhas pela cidade é, no mínimo, inusitado. Muitas vezes, em outras edições, me perguntei o motivo da escolha deste animal e qual a relação dele com os temas e o público. Curiosamente, a resposta pode ser encontrada no próprio site da organização:

“Por que vacas? Há algo de mágico com a vaca. Ela representa coisas diferentes para pessoas diferentes ao redor do mundo: é sagrada, é histórica, mas o sentimento comum é de carinho. Ela simplesmente faz todos sorrirem.”

As vacas podem estar em três poses: em pé, pastando e repousando. Sua forma oferece ângulos e curvas que originam uma tela tridimensional única para os artistas.

São Paulo, a cidade amante da arte de rua, das intervenções e ocupações criativas, das cores e da integração de culturas, não podia deixar de receber esta exposição divertida e popular.

Ficou curioso? Desde o dia 26 de abril, espalhadas pela cidade, você tem a chance de encontrar algumas delas pelo caminho ou, se preferir, ir até seu encontro:

Mais informações e “Mapa das vacas” disponíveis em: www.cowparade.com.br/

TEXAS E OS COWBOYS

O título, meramente irônico, serve para ilustrar como me senti quando descobri que iria para o Texas. A primeira coisa que pensei, foi de fato, nos Cowboys, e só reforcei essa ideia quando, ainda na imigração, respondi ao oficial que estava indo para San Antonio e ele, depois de um risinho soltou um “ye-haaa”.

Tinha exatos 8 dias – que não acho que foram tão bem divididos assim – para passar por 3 cidades: Austin, San Marcos e San Antonio.

Expectativa x realidade

Austin:

Com certeza uma das minhas cidades preferidos nos EUA! Minha expectativa, que já era alta, foi superada pelo pouco tempo que passei na cidade. Infelizmente, peguei um super frio, o que me desanima muito. A cidade é super arborizada e tem várias áreas abertas de lazer, como ciclovias e parques – o que me motiva muito a voltar no verão. É lá também que fica o campus da Universidade do Texas, uma das grandes Universidades americanas, e como acontece em toda cidade universitária, tem uma atmosfera super jovem e festeira. Em toda esquina você cruza algum barzinho ou restaurante, na sexta avenida (a Vila Madalena deles), vários bares agitam a vida noturna, e em qualquer buraco que você se meta, tem alguma música boa acontecendo (não importa se você tá no bar ou no mercado: a cidade é muito musical!). Não bastassem todos esses motivos, Austin também sedia o SXSW, um evento gigante que acontece todo ano em meados de março e junta tecnologia, business e cultura em diversos espaços pela cidade.

San Marcos

Passei apenas uma tarde na cidade e acabei parando por curiosidade, estava totalmente fora do meu roteiro original. Minha impressão? Até agora, melhor lugar para fazer compras nos EUA. Os outlets são tão maravilhosos e com preços tão atrativos como os da Florida, porém sem a muvuca dos arredores de Orlando. Se estiver passando por lá, pare.

San Antonio

Não sabia muito bem o que esperar de San Antonio além do Alamo, então tudo o que eu vi/fiz na cidade, foi novidade. Além de ser um lugar cheio de história, a cidade é linda e o povo, super solicito. Se tiver oportunidade de ir, vá. Acho que até 3 dias na cidade é suficiente.

Roteiro:

Dia 1 {sábado} – Chegada

Cheguei no Texas pelo Aeroporto de San Antonio, de Delta, mas saindo do Brasil existem vôos direto paras Dallas e Houston pela American. Optei descer em San Antonio porque era a cidade que ficaria mais tempo e na hora de voltar, seria mais prático. O voo atrasou super e acabei chegando pela noite e super cansada. Não deu ânimo de fazer nada além de pegar o carro e dirigir para Austin (pouco mais de uma hora de viagem). Em Austin, fiquei no Kimpton, num quarto no canto no nono andar, com uma vista mais do que privilegiada.

Dia 2 {domingo} – Austin + Lake Travis

Esse era o único dia inteiro que teria em Austin, e por isso, tentei extrair o máximo da cidade. Confesso que a temperatura tava desanimadora (que chegou a -2C). Ainda assim, acordei animada, tomei café no restaurante do próprio hotel, o Geraldine’s, e parti em rumo à primeira parada: o Graffiti Park.

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Café da manhã do Geraldine’s

Dica: Se você se hospedar no Kimpton, o restaurante à noite funciona como bar e tem música ao vivo de qualidade praticamente todos os dias – na noite anterior, uma banda de jazz tinha tocado. O atendimento é ótimo e a comida é maravilhosa. Imperdível.

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O Graffiti Park é um museu a céu aberto, onde os grafites são feitos pelos visitantes. Fica numa área meio escondidinha e apesar de ser uma visita rápida, vale a pena para tirar fotos.

Dica: Se quiser deixar sua marca nas paredes do Grafitti Park, não se esqueça de levar tinta em spray. O lugar é super democrático e qualquer um pode interagir com as paredes.

Depois da rápida parada para fotos no Grafitti Park, incluí no roteiro um passeio que não planejava, mas que é clássico e vale super a pena: o Capitólio

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O Capitólio é a sede do governo no Texas, e é o segundo maior dos EUA (perdendo somente para o de Washington!). O lugar é lindo (tanto a área externa quanto o interior do prédio) e nos primeiros andares funcionam como um museu, com imagens e história de todo mundo que passou por ali (como George W Bush, que governou o Estado de 1995 a 2000).

E já estava na sede da Universidade do Texas, por que não dar um pulinho lá?

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Foto: Universidade do Texas

Amo visitar campus e achei que seria uma boa, já que além de tudo, era fim de semana e o último das férias escolares, o que deixaria tudo bem mais calmo para a minha visita.

E por fim, um pulinho para visitar o Blantom Museum of Art (que fica dentro da Universidade) e tomar um cafezinho – já que acabei pulando o almoço.

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Foto: Blanton Museum of Art

Dica: Se você tiver um tempinho, do outro lado da rua está o Bullock, um museu da história do Texas e que parecer ser super interessante. Infelizmente não consegui ir, mas diversos amigos americanos me recomendaram esse passeio.

De lá, arrisquei fazer uma viagem para os arredores de Austin (que durou cerca de uma hora) e fui até o condado de Travis, visitar o famoso Lake Travis, um reservatório formado pelo Rio Colorado, o maior rio do Texas e o décimo oitavo maior dos EUA.

Durante o verão, acontecem várias atividades no lago, mas como neste dia estava extremamente frio, só consegui mesmo tirar umas fotos e ir embora. A entrada custou U$10.

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Lake Travis

O lugar é lindo, mas se você, assim como eu, estiver atrás apenas de um cenário bonito para as fotos, sugiro que você pare em algum restaurante ou morro da região, ao invés e de pagar para ir até o lago.

Saindo de lá, fui almoçar no The Oasis, que fica bem em cima do lago e tem uma vista maravilhosa. O restaurante é mexicano, então se você, assim como eu, não tem muita tolerância para pimenta, é bom avisá-los: pouca pimenta ainda vai ser muita pimenta, e no Texas, eles levam esse negócio de pimenta mais a sério que em qualquer outro lugar dos EUA.

Hora de pegar a estrada de volta pra Downtown e como já era noite, uma paradinha no Whole Foods. Além de ser meu supermercado preferido no mundo, a unidade que fica no Lamar Blvd (entre a 5th e a 6th avenida) foi a primeira dos EUA. Sim, o Whole Foods nasceu em Austin! O mercado é enorme e além de todas as opções naturebas, tem vários corners que funcionam como restaurantes e dá pra comer por lá ou pedir para levar. Fui no restaurante asiático e pedi um lamen para viagem e foi um dos melhores que comi na vida.

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Foto: Whole Foods Market

Já sem coragem e morrendo de frio, terminei minha noite comendo meu lamen, embaixo do cobertor no hotel.

Dia 3 {segunda} – Outlets de San Marcos

Depois de acordar e tomar uma café da manhã reforçado no Cenote’s (uns 5 minutos andando a partir do hotel), hora de fazer check-out e partir para San Antonio.

Mas antes, uma paradinha em San Marcos!

San Marcos é uma cidadezinha que fica exatamente no meio do caminho entre Austin e San Antonio e que, apesar do tamanho, aparece quase todo ano listada em alguma publicação importante como uma das melhores cidades para se viver nos EUA.

Acabei não conhecendo a cidade porque passei o dia nos Outlets (Premium Outlets e Tanger, um em frente ao outro).

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Photo: Premium Outlets

Já cheia de sacolas, segui viagem para San Antonio.

Até quinta-feira fiquei hospedada no Hyatt Regency, uma espécie de hotel fazenda, que fica a uns 20km do centro da cidade.

Dia 4 {terça-feira}, dia 5{quarta-feira}, dia 6 {quinta-feira} – Rancho em San Antonio

Interessante a experiência de ficar 4 dias em um Rancho no Texas. Nestes dias, fiquei trabalhando no hotel, onde dividi meu tempo em:  trabalho, dormir, comer e ficar no spa, haha. Fiz todos os possíveis tratamentos no spa! O lugar é uma delícia e tem parque aquático, 3 restaurantes (um deles estava em reforma quando estive lá), lojinhas, trilhas pelo hotel, quadra de golfe e…spa (rs).

Mesmo que longe do centro, a uma curta distância de carro dá para encontrar os clássicos americanos, como Walgreen’s, Target, etc. Como gastei minha cota (e paciência em compras nos Outlets), tirei esses dias para aproveitar o hotel.

Dica: No verão, as opções de diversão são muito maiores. No hotel, por exemplo, o complexo aquático estava fechado no inverno. Outra atração ali pertinho, o SeaWorld, também não abre no inverno.

Dia 6 {sexta-feira} – Downtown San Antonio

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Foto: Site Oficial

Hora de fazer as malas, deixar o rancho pra trás e conhecer San Antonio de verdade. Migrei para o Hotel Contessa, que fica na River Walk e que foi por onde comecei o passeio.

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River Walk

A River Walk é uma região que fica à margem do rio (por isso, esse nome) cheia de lojinhas, hotéis e restaurantes. Após uma curta caminhada, estávamos no Alamo.

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Alamo

O Alamo, que hoje funciona como museu, foi o local de uma das expedições missionárias que aconteceram na região e que, no século XIX presenciou uma tomada mexicana que dizimou milhares de soldados e que culminou com a independência do Texas, que até então fazia parte do México. É um passeio indispensável para entender um pouco da anexação do Texas aos Estados Unidos.

Como parte da minha adoração por arranha-céus, saindo do Alamo dei uma caminhada até o Tower of Americas.

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Tower of Americas

Não achei imperdível, mas a minha sugestão caso você queira muito fazer, é deixar para o fim da tarde, já que além de ver o pôr do sol, dá para jantar no restaurante que fica no último andar.

Voltando para a River Walk, comecei a noite no passeio de barco.

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O passeio dura mais ou menos uns quarenta minutos e custa U$10. Apesar de acompanhar um guia que faz a narração, achei bem complicado entender o que ele estava falando por causa do barulho nos arredores. De qualquer forma, super recomendo.

E por fim, já morta com farofa, fui para o restaurante do hotel comer maravilhosos nhoques (porque nhoque a gente come em qualquer lugar do mundo) e dormir.

Dia 7 {sábado}: Volta ao Brasil

Dia de correr para o Dunkin Donuts para um rápido café da manhã e preparar a volta ao Brasil. Partindo de San Antonio, tive uma conexão em Atlanta e 9h depois, cá estava em São Paulo!

Importante! 

Clima: Não se engane quando alguém falar que não faz frio no Texas. De dezembro a fevereiro faz frio sim, especialmente em Austin. Em San Antonio a temperatura esteve agradável na maior parte do tempo (entre 15 e 22 graus Celsius). Quanto ao verão, não posso afirmar, mas já ouvi que é um calor insuportavelmente quente. Se puder, assim como em qualquer lugar do mundo, tente viajar em estações amenas (primavera/outono).

Mais um detalhe que me chamou atenção foi a alta de pólen no período que estive por lá, no fim do inverno. Nunca tinha sentido isso, mas é uma alergia eterna. Se você, assim como eu também é cheio dos ites, muito provavelmente não se adaptará muito bem a esse período.

Transporte: Não pesquisei muito sobre transporte público, mas acho que ter um carro alugado é a opção mais viável, principalmente se você quiser viajar entre as cidades. Vale ficar atento que em Austin, o Uber foi suspenso. Então, o jeito vai ser pegar táxi. Em San Antonio, ficando na Downtown dá para fazer tudo a pé.

Comida: Como em todas as grandes capitais, as opções de alimentação são bem democráticas, mas vale ficar atento às opções em cidades menores do Texas que oferecem basicamente comida Tex-Mex, que para muita gente é maravilhosa, mas eu odiei, rs. Em Austin a oferta era ótima, inclusive com opções vegetarianas em quase todos os lugares.

Custo geral: $$(barato)

SÃO PAULO E AS SEGUNDAS FEIRAS

Segunda feira é mundialmente o dia menos esperado e querido por todos, certo? As justificativas mais comuns talvez sejam: começo da semana, retorno às atividades de trabalho/estudos, preguiça, sono, saudades do fim de semana…

Mas fato é que toda semana tem que começar, e as segundas-feiras são fortes o bastante pra aguentar o tranco! Mas já parou pra pensar quantas vezes você conseguiu tornar este dia indesejado mais gostoso? Algumas vezes ele coincide com um feriado e você aproveita um dia extra de folga, outras vezes expande sua mini viagem de fim de semana para retornar para casa com mais calma, e a tal segundona se torna menos desagradável, não é mesmo?

Os mini feriados que estão acontecendo neste semestre me fez parar para pensar nos visitantes que podem estar circulando pela cidade e terem as segundas-feiras livres. Na maioria das vezes, quando programo uma viagem, fico receosa quanto ao que programar de passeios para este dia da semana. Além de universalmente rejeitado, é também comum em muitos lugares ser o dia de fechamento de restaurantes e museus.

São Paulo é uma cidade cheia de acontecimentos, mas já parou para pensar que este padrão também se repete por aqui, em muitos estabelecimentos?

Está montando seu roteiro de viagem? Fique atento: vou reunir aqui algumas atividades que podem ser incluídas na programação das segundas-feiras para quem esta de passeio pela cidade. (E se você for um morador paulistano de nascença, ou apenas de coração, que tal tentar fazer alguma destas coisas um dia desses? De vez em quando é bom sair da rotina e dar uma chance para a Segunda ser tão legal quanto a Sexta!).

PINACOTECA DE SÃO PAULO – Abre as Segundas-Feiras!

Inusitadamente, o museu de arte mais antigo da cidade, passou a funcionar de Quarta a Segunda, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h).

Com ênfase na produção brasileira de artes visuais do século XIX até a contemporaneidade, a visita vale tanto pelas exposições e significativo acerco (quase 10 mil obras!) quanto pelo edifício – construído no final do século XIX para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios, foi amplamente reformado pelo premiado arquiteto Paulo Mendes da Rocha no final dos anos de 1990.

Com audioguia gratuito, e em três idiomas (português, inglês e espanhol), o museu convida seus ouvintes a um roteiro proposto, com duração aproximada de 1h30, ou permite acompanhar livremente as obras que mais lhe interessarem.

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Fonte: Site oficial

MUSEU LASAR SEGALL – Abre as Segundas-Feiras e gratuito!

O museu, idealizado pela esposa do artista, está instalado na antiga residência e ateliê que o próprio habitou. Aberto para visitas de Quarta a Segunda, das 11h às 19h.

Em 1985 foi incorporado à Fundação Nacional Pró-Memória, integrando o IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus-Ministério da Cultura).

O espaço reúne um acervo grandioso do artista, desde obras originais do artista, mobiliários, documentos e fotografias. Além disto, atua como centro cultural, realizando visitas monitoradas, cursos de gravura, fotografia, criação literária, projeção de cinema e dispõe de uma enorme biblioteca.

Img 2 - Museu Lasar Segall
Fonte: Site Oficial

SALA SÃO PAULO – Visita monitorada (e tranquila).

Se você estiver pelo Centro, por ter ido à Pinacoteca, aproveite para visitar mais ao redor. Como disse, a Estação da Luz é linda e, apesar das obras de reconstrução da estação e do Museu da Língua Portuguesa após o incêndio, ainda há muito o que se ver e se encantar por lá. Logo ali ao lado temos a Estação de trem Júlio Prestes, ainda em funcionamento pela CPTM, e antiga Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, do período áureo do café – hoje sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

As visitas devem ser pré-agendadas por telefone ou e-mail, mas com certeza, a vantagem de ir neste dia é aproveitar o passeio com menos movimento e mais calma para conhecer e apreciar o espaço.

O acompanhamento de um guia também é maravilhoso! Aproveite para saber tudo sobre este patrimônio histórico e marco da cidade, o processo de restauro e revitalização realizado nas últimas décadas e o projeto de adequação do local para a construção da Sala de Concertos – listada entre as melhores do mundo – sua acústica e estrutura.

img 3 - Sala São Paulo
Fonte: Site Oficial

CAIXA BELAS ARTES – Preço camarada!

Até pouco tempo atrás, ao pensar em cinema visualizávamos apenas as grandes salas que se instalaram nos muitos Shoppings Centers da cidade, certo? Mas por muito tempo não foi assim: a maioria das salas estava presente em estabelecimentos térreos, nos grandes centros comerciais ou galerias.

Nos últimos anos, depois de alguns acontecimentos pontuais, pudemos observar o retorno de algumas salas quase extintas e o resgate da magia e charme de ir assistir a um filme em cinema de rua, com grandes letreiros, posters iluminados e pipoqueiro na porta.

Para muitos paulistanos, o Caixa Belas Artes é um dos primeiros pontos que vem à cabeça. Primeiramente denominado “Cine Belas Artes” foi inaugurado em 1967 e sua programação alternativa, mesclando filmes de diversas nacionalidades, desde mais artísticos, clássicos à produções contemporâneas, se consolidou como um dos pontos de encontro intelectual e artístico mais importantes da cidade.

Em 2011, ao ser fechado, o movimento popular contra o fechamento da casa foi criado e fortalecido pelas mãos de moradores da cidade, cinéfilos e clientes, coletando mais de 90 mil assinaturas e representando a maior mobilização já ocorrida no Brasil em defesa de um patrimônio cultural. Mas esta linda história não teve um final feliz tão rápido… mesmo com esta ação bem sucedida, não foi possível adiar o encerramento das atividades. Em 2013 houve o tombamento da fachada do cinema pelo Patrimônio Histórico Estadual, e apenas em 2014 a Prefeitura da Cidade de São Paulo, junto à Caixa Econômica Federal, viabilizaram a reabertura do clássico, e amado, cinema de rua.

Não tem como não querer visitar o espaço depois de saber toda esta história de amor e luta, não é mesmo?

Todas as instalações foram reformadas e atualizadas, dando origem a um espaço muito confortável e agradável. Aproveite para também tomar um café, acompanhar a passagem apressada dos pedestres pela Rua da Consolação e ser transportada para outros tempos.

Confira a programação semanal no site clicando aqui

Img 4 - Caixa Belas Artes
Fonte: Estadão

CINESALA – Preço camarada & Parceria com descontos!

A Cinesala é a primeira unidade de um projeto que busca desenvolver cinemas especiais que recuperem, valorizem e promovam o encontro de pessoas em torno de ideias e cultura.

A reforma de um tradicional cinema de rua do bairro, existente desde 1962, valorizou a escala humana e os cuidados artesanal em receber as pessoas, resgatando a sensação nostálgica de ir ao cinema nas décadas passadas.

Em 2015 foi eleita a sala de cinema mais confortável, e pode-se dizer que isto ocorreu devido a um diferencial muito especial: os assentos variam entre poltronas, e sofás (individuais ou duplos). Estes últimos poderiam ser melhor chamados de camas. Sim, com leve inclinação para a região do pescoço e cabeça, você pode assistir aos filmes na maior comodidade possível. O máximo, não é?

Confira a programação semanal, clique aqui

Img 5 - Cinesala
Fonte: Site oficial

RESTAURANTES – Menu Executivo!

São Paulo é conhecida como a “Terra da Garoa”, mas seria muito apropriado também chamá-la de “Terra da Comida Boa”, ´não é mesmo? Sabemos da variedade gastronômica que a cidade reúne, muito por conta da enorme parcela da população que é filha, neta e bisneta de imigrantes. Sem falar dos que próprios estrangeiros, mais recém-chegados aqui. Italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, libaneses, chineses, coreanos…

Mas nem sempre comer bem significa comer barato. Em uma ação que vem sendo cada vez mais praticada em outros países, e ainda mais em períodos de crise, muitos restaurantes seguem a tendência e vem investindo na proposta de Menu Executivo para o almoço nos dias úteis da semana. Na minha opinião, é uma forma muito inteligente de atrair clientes para a casa em dias de menor movimento, quando o intervalo de almoço do trabalho não nos permite fazer refeições muito elaboradas e longas, mas ainda gostaríamos de comer algo especial, conhecer um espaço novo e não deixar o dia passar batido.

No geral, a proposta dos restaurantes é oferecer uma combinação de pratos – reunindo alguns itens como couvert ou entrada, prato principal, sobremesa ou bebida – a um preço fixo. Alguns podem ter uma lista fixa de opções ou uma combinação nova todo dia. O bacana para nós clientes é ter a chance de ter uma experiência nova a um valor acessível. Já para os restaurantes, a oportunidade de se apresentar e se tornarem atrativos para outras ocasiões, conquistando novos fregueses.

Curtir a comida boa de São Paulo, novos ambientes e tudo por um custo inferior ao comum é bom demais! Seguem alguns nomes de restaurantes bem avaliados que apresentam propostas assim:

Petí Gastronomia

R$ 43,50 (Menu Completo)

R$ 39,50 (Menu Reduzido)

Rua Cotoxó, 110 – Bairro Perdizes

Jiquitaia

R$ 49,00 (Entrada + Prato Principal + Sobremesa)

Rua Antonio Carlos, 268 – Bairro Consolação

Nino Cucina & Vino

R$ 44,00 (Dois Antepastos + Prato do dia + Fruta)

Rua Jerônimo da Veiga, 30 – Bairro Itaim Bibi

Jamie’s Italian

R$ 59,00 (Entrada + Prato Principal + Sobremesa)

Avenida Horácio Lafer, 61 – Bairro Itaim

Modern Mamma Osteria

R$ 49,00 (Entrada + Prato Principal + Sobremesa do dia)

Rua Manuel Guedes, 160 – Bairro Itaim Bibi

Eataly

Pranzo Veloce: R$ 38,00 (Prato do dia + Água, suco ou refrigerante orgânico + Doce)/R$ 44,00 (com taça de vinho)

Pranzo d´Affare: R$ 52,00 (Antepasto + Prato Principal + Sobremesa)

Avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, 1489 – Bairro Vila Olímpia

L’ Entrecôte de Paris

R$ 57,80 (Salada + Prato Único: Entrecôte com fritas)

Rua Pedroso Alvarenga, 1135 – Bairro Itaim Bibi

Rua Ministro Rocha Azevedo, 1041 – Bairro Jardins

Rua Pará, 210 – Bairro Higienópolis

Avenida Magalhães de Castro, 12000, Shopping Cidade Jardim, 3º piso

Avenida Dr. Chucri Zaidan, 902, Shopping Market Place, Piso 1

Rua Engenheiro Stevenson, 10, Shopping West Plaza, Piso Térreo Bloco B

Almodovar

R$ 34,90 (Entrada + Prato Principal + Sobremesa)

Rua dos Pinheiros, 274 – Bairro Pinheiros

Tasca do Zé e da Maria

R$ 59,00 (Entrada + Prato Principal + Sobremesa)

Rua dos Pinheiros, 434 – Bairro Pinheiros

Minha dica é sempre entrar em contato previamente com o restaurante pelo qual se interessou e se informar se é necessário fazer reserva, confirmar o preço e o horário em que a o Menu Executivo é servido.

Mais informações:

Pinacoteca de São Paulo

Praça da Luz, 02 – Bairro Luz

Visitas: Quarta a Segunda, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)

Ingressos: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia). Crianças até 10 anos e adultos maiores de 60 não pagam. Gratuidade aos sábados para todos.

Como chegar: A dica é usar o transporte público: localizada logo em frente à também linda, e histórica, Estação da Luz do Metrô e CPTM.

Telefone 3324-1000

Museu Lasar Segall

Rua Berta, 111 – Bairro Vila Mariana

Visitas: Quarta a Segunda, das 11h às 19h

Ingressos: Gratuito.

Como chegar: Fácil acesso pelas Estações Santa Cruz e Vila Mariana do Metrô (Linha 1 – Azul).

Telefone 2159-0400

Sala São Paulo

Praça Júlio Preste,s 16 – Bairro Luz

Visitas: Segunda a Sexta, das 13h às 16h30.

Agendamento prévio obrigatório pelo telefone (11)3367-9573 ou visita@osesp.art.br

*Grupo com mais de 10 pessoas: agendamento obrigatório com no mínimo 5 dias úteis de antecedência.

Ingressos: R$5,00 (inteira) e R$2,50 (meia para estudantes, aposentados e maiores de 60 anos).

Como chegar: A dica é usar o transporte público: está localizada a poucas quadras da Estação da Luz do Metrô e CPTM.

Caixa Belas Artes

Rua da Consolação, 2423 – Bairro Consolação

Ingressos – Segundas-Feiras (exceto feriados): R$18,00 (inteira) e R$9,00 (meia).

*Segunda-feira do trabalhador (exceto feriados): apresentando um documento de trabalho (CTPS; holerite; comprovante de recolhimento do INSS; cartão de autônomo; carteira funcional; etc) o trabalhador paga meia-entrada.

Como chegar: Mais uma vez, use o transporte público: localizada quase na esquina da Avenida Paulista, está ao lado do acesso à Estação Paulista do Metrô (Linha 4-Amarela) e a 5 minutos à pé da Estação Consolação do Metrô (Linha 3-Verde).

Telefone 2894-5781

Cinesala

Rua Fradique Coutinho, 361 – Bairro Pinheiros

Ingressos – Segundas-Feiras (exceto feriados):

Poltrona: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)

Sofá Individual: R$32,00 (inteira) e R$16,00 (meia)

Sofá Duplo: R$62,00 (inteira) e R$31,00 (meia)

*Parceria Cinesala + Catraca Livre: Somente às Segundas-Feiras, ao comprar na bilheteria, mencione a parceria e pague preços especiais para cada uma das opções de assento (em qualquer sessão do dia).

Como chegar: Muito fácil usando o transporte público: localizada a 5 minutos à pé do acesso à Estação Fradique Coutinho do Metrô (Linha 4-Amarela).

CHARME NA VILA OLÍMPIA: TORTA NO QUINTAL

Aprendi já faz um tempo que dicas boas vem, muitas vezes, do boca-a-boca. Mas o detalhe extraordinário desta história é que a indicação do micro restaurante especializado em um tipo de prato, nos fundos de uma casa, aconteceu em uma cidade grande (gigante!) como São Paulo.

Sim, a Torta no Quintal tem este nome porque é exatamente esta a proposta do restaurante. Nos fundos de uma loja de roupas, no bairro da Vila Olímpia, uma cozinheira de mão cheia, com alguns funcionários na cozinha, e o marido no balcão e operando o caixa, recebiam dezenas de pessoas esfomeadas e ansiosas para provar as tortas e salada oferecidas no dia.

Com cardápio ditado e opções rotativas, a casa (ou melhor, os fundos) se tornou sucesso. Com comida gostosa, muito bem executada, ingredientes de boa qualidade, bom humor na elaboração das combinações e, não posso deixar de destacar, preço junto, os clientes viraram fãs.

Abertos apenas para almoço e o no restante da tarde, todas as vezes que estive (e não foram poucas, confesso) sempre encontrei fila. Já estou acostumada a pensar em ir a “Torta”, como é mais conhecida, e programar chegar cedo ou avisar meus convidados de que aguardar por nossa vez faz parte do programa.

Sim, o espaço é pequeno e as filas são grandes, mas por mais que a matemática faça sentido nesta operação, esperar não é muito o forte da maioria das pessoas. A justificativa de quem aguarda é o fato de poder encontrar algo realmente especial neste cantinho da cidade. Com muito charme, o ambiente é uma mistura de tecidos, estampas e cores nas paredes, objetos fofos, alguns antigos outros usados de forma inusitada (ralador e jarra de plástico como lustre), flores nas mesas, placas engraçadinhas e muito do que recordamos ou desejamos encontrar nas casas de chácaras, ou de avós e tias.

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Mas é claro que não é somente o espaço que faz o público ir e voltar ao restaurante. A comida é boa demais! A combinação sugerida é sempre a salada do dia (mix de folhas, tomate cereja, cenoura ralada e um topping especial do dia, que variam muito, podendo ser algum tipo de queijo picado, chips de batata, oleaginosa, polvilho e até mesmo pipoca!) e uma fatia de torta: mantendo o estilo, os sabores serão falados e você tem a dura tarefa de escolher um (e já começar a planejar quando voltar para provar os outros!). Todas são maravilhosas e destacam-se: a opção “mix de cogumelos” é super amada, até pelos não vegetarianos, e muito saborosa; a dupla “carne seca com mandioquinha”, coberta com fatias de queijo brie, é rica em sabores bem brasileiros, inusitados para uma torta, e sucesso desde o início das vendas, anos atrás.

Para a experiência ser completa, não abra mão da etapa de sobremesa. Com uma opção melhor que a outra, as tortas doces também são vendidas em fatias (um pouco menores que a versão salgada) e acompanham muito bem um café. Todas são opções geladas, mas a favorita de muitos é a versão com banana: muito suave, o creme da fruta vem acompanhado de canela e chocolate e é realmente surpreendente no paladar. Minhas dicas são a também queridinha de paçoca com chocolate belga: a única em formato menor e redondinho é perfeita para quem gosta de sabores mais amargos; ou a versão de pêssego: com base cremosa da fruta, o creme adocicado no meio contrasta com uma generosa cobertura de chocolate belga amargo. Para os mais tradicionais, as tortas de limão e maracujá também merecem destaque. O conselho é não deixar de provar alguma delas!

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Não há como não dizer, sendo muito sincera (e fã de torta!), que nunca comi torta igual ou melhor que a produzida pela Torta. E posso afirmar, com tranquilidade, que dez entre dez pessoas que provarem irão dizer a mesma coisa. Acredito que a combinação de massa fina e recheio saboroso e farto é o que permite um resultado tão bem executado. Se você guarda na memória a ideia de massa podre e pesada e interior ressecado e sem graça, faça o favor de encontrar um tempinho na sua agenda e atualizar suas definições de torta!

Quando ainda não conhecia o lugar, boatos diziam que até os sucos de frutas e o molho da salada eram especiais. E sim, todos estavam certos! A combinação de mostarda e mel, servida em sua mesa, à vontade, brilha. O agrado foi tanto que é possível comprar esta misturinha deliciosa em frascos no próprio balcão e ser feliz em qualquer lugar! A casa também aceita encomendas de todas as tortas que produzem, sendo necessário apenas um dia de antecedência para confirmação do pedido.

A mais ou menos dois anos, com tanto sucesso, o quintal “cresceu” e o restaurante mudou de endereço, mas ainda mesma rua, apenas 3 quadras de distância do espaço original. Com o mesmo estilo, o novo ambiente agora ocupa todo um sobrado e é maior (mas não se iluda, ainda formam-se filas!) e proporciona melhores condições de trabalho para a equipe e atendimento e acomodação para os clientes.

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Abrindo no finalzinho da manhã, a Torta no Quintal é o local perfeito para almoçar, ainda mais se estiver um dia quente, mas quase certeza que estará bem ocupada entre 12 e 14 horas. Se não puder esperar, a dica é ir fora do horário de pico. Se almoçar não for possível, não desanime: o café é sempre muito elogiado e combinará muito bem com qualquer docinho servido no dia.

O balcão também sempre apresenta algumas delícias produzidas esporadicamente, como pães de mel, brownies, biscoitinhos e cookies. Fique atento e aproveite!

A Torta no Quintal também pode ser encontrada em alguns aplicativos de entrega de comida, e pode ser uma excelente opção se você mora ou trabalha na região, mas não deixe de conhecê-la pessoalmente (e se apaixonar!)… na correria da cidade, o aconchego e a fofura da Torta alimentam também a alma.

Torta no QuintalTorta no Quintal

Rua Comendador Miguel Calfat, 625

Bairro Vila Olímpia

São Paulo

Telefone 3044-2160

HOSPEDAGEM EM BUENOS AIRES

Já estive em Buenos Aires algumas vezes e já vivi as mais diversas experiências de hospedagem.

Leia também: Sugestões de hospedagem mundo afora

Uma das vantagens de viajar muito para um mesmo lugar, é que além de eu poder falar da cidade com um pouco mais de propriedade, posso comentar também um ponto mais do que fundamental que é: onde dormir. Pensando nisso, nesta edição do #sleeepin vou compartilhar com vocês as  experiências que tive no último ano e dar algumas dicas essenciais para evitar cair em uma roubada.

A mais recente:

Semana passada me hospedei em Palermo para uma épica experiência de viagem, daquelas que tudo dá errado. Documentei essa epopeia aqui.

Desta vez, fiquei no hotel Mine, um hotel boutique, assim como quase todos os outros no bairro. Hotel Boutique é um conceito, que geralmente integra algumas características, como: ser um hotel menor, ter o atendimento mais personalizado, estar bem conectado com pequenos detalhes e experiências diferenciadas aos seus hospedes, além de ter um design moderno, com elementos de arte que agregue ao espaço.

Talvez por ser uma cidade que tem forte apego artístico e que preserva até hoje sua arquitetura do começo do século passado, toda inspirada nos prédios de Paris, Buenos aires é cheio desses.

Sempre prefiro passar minhas estadias mais longa em Buenos Aires em Palermo (tanto o Soho quanto o Hollywood) porque acho que se trata de um bairro jovem, alegre, com muita opção de gastronomia e entretenimento, mas que ao mesmo tempo foge do estresse das áreas comerciais, do turismo clássico (centro-san telmo) e que preserva bastante da arquitetura clássica (o que não acontece em Puerto Madero).

Sobre a minha experiência no Mine, já posso adiantar que foi super positiva:

  • O Staff bilíngue de verdade: Como sempre viajo com parte da família americana e que não fala uma palavra de espanhol, isso faz toda a diferença
  • O check-in e o check-out foram super rápidos e, inclusive, já sabiam até o nosso nome antes de passarmos pela porta (não sei como eles conseguem haha)
  • O hotel é lindo e todos os detalhes são super bem pensados
  • Como parte do atendimento personalizado, recebemos cartinha de boas vindas, chocolatinhos, welcome drinks e jornal em inglês todas as manhãs. ♥
  • A localização é maravilhosa e, ainda que longe do metrô, dá pra fazer tudo a pé. E mais importante: na mesma calçada, dois dos restaurantes mais amo (o Ninina e o Fifi)

Áreas comuns: 

  • Piscina com espreguiçadeira, protetor solar e água
  • Jardim com sofá
  • Sala de TV com mini biblioteca e DVDteca
  • Restaurante/bar
  • Wi-fi em todo o hotel
  • Guarda-chuva a disposição – que fez toda a diferença nos dias que estive em BsAs e que não parava de chover

Áreas comuns do hotel

Quarto:

quarto

O quarto era super espaçoso e tinha vista para a piscina. Só amor!

varanda
Acordar todo dia com essa vista
  • TV com DVD
  • Frigobar
  • Chaleira elétrica – para viciados em chá como eu ou para todos os outros argentinos que precisam preparar o mate, rs
  • Mesa
  • Banheiro com amenities, secador de cabelo e uma jacuzzi (sim, uma jacuzzi)
jacuzzi
Sim, uma jacuzzi

A única parte que não consigo opinar é com relação ao café da manhã, que não estava incluso na minha tarifa.

lustre
Detalhes do lustre da entrada

Diárias a partir de R$500 

Outras opções: 

No último tive algumas outras experiências. Foram elas:

Hilton Buenos Aires Hotel: O Hilton é daqueles hotéis que seguem o mesmo padrão (americano) de qualidade no mundo inteiro. Ou seja, é uma opção certeira se você gosta dos serviços. Está localizado em Puerto Madero, a área moderna (e mais cara) da cidade e é uma ótima opção se você está  na cidade a negócios ou se quer fugir um pouco do agito do centro ou do circuito Recoleta – Palermo.

Dazzler Hotel San Telmo: A rede Dazzler tem várias opções espalhadas pela América Latina, com hotéis de diversas categorias. O Dazzle San Telmo que, na verdade, fica no centro, se enquadra num quatro estrelas. É um ótimo custo benefício, porque além de quartos confortáveis e espaçosos, fica muito próximo a estações de metrô e serviços. Infelizmente, à noite, o centro não é muito seguro e fica bem morto, já que é uma área bem comercial. Por outro lado, é bem tranquilo pegar um táxi/uber e se deslocar para áreas mais boêmias como Palermo ou Recoleta.

Holiday Inn Ezeiza: Supresa boa, o Holiday Inn superou minhas expectativas. Isso porque, apesar de já ter me hospedado em outros hotéis da rede, sempre achei o preço pouco atrativo para os serviços que eles oferecem. Apesar de ter ficado por aqui por apenas uma noite, achei o atendimento (que é bilingue de verdade – coisa rara em BsAs), os serviços (room service, café da manhã e shuttle) muito bons. A localização é bem estratégica: é o hotel mais perto do aeroporto de EZE (uns 5 minutos de carro), numa área que realmente não tem nada pra fazer, o hotel é ponto de encontro de pessoas que estão em uma longa conexão ou tiveram algum cancelamento. No meu caso, passei a noite por lá porque meu voo saia as 7h da manhã e não queria madrugar para ir ate Ezeiza, que caso você não saiba, fica a uma hora (sem trânsito) do centro da capital.

L’hotel Palermo: Hotel Boutique super lindo e muito bem localizado. Os serviços são ótimos – tem chá e água saborizada a disposição 24h por dia, o café da manhã uma delícia e o staff, mega atencioso.  Talvez a minha infelicidade tenha sido o quarto que fiquei. Passei um fim de semana neste hotel e por ser uma área MUITO movimentada, não consegui dormir porque o barulho era insuportável. Tinha até gente com corneta embaixo da minha janela às 4 da manhã! JURO! Se você se hospedar por aqui, minha sugestão é ficar num quarto com vista para o jardim ou para os fundos.

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