INHOTIM: SEM LIMITES PARA A ARTE

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste último post, conto como foi visitar Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo. ::

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Inhotim é um daqueles lugares que você tem que ir antes de morrer. Sério. Se você não tem ideia do que eu estou falando, trata-se APENAS do maior museu a céu aberto do mundo – e um dos maiores de arte contemporânea.

A história do lugar é magica: uma antiga fazenda, onde o seu proprietário, apaixonado por arte e com um belo acervo de arte contemporânea, resolveu dar vida a uma ideia: construir naquela propriedade, um misto de parque e museu. Pode parecer ambicioso, mas o plano deu muito certo.

Curiosidade: O nome Inhotim surge da abreviação de Timot (Tim) – um aristocrata inglês que vivia na área – e o prefixo Nhô (usado como referência a “Senhor” no dialeto local.

Como chegar 

Distante apenas 45km de nova Lima – região metropolitana de BH onde me hospedei (leia mais aqui), o jeito mais fácil de chegar é alugando um carro. A viagem dura cerca de uma hora e meia, devido à estrada bem sinuosa.

Para quem está mochilando, uma ótima opção é contratar o transfer do próprio Instituto que sai de BH (do hotel Holiday Inn ou da Rodoviária). A empresa responsável é a Saritur e custa R$66 (ida e volta).

Onde ficar 

A cidade de Brumadinho, onde Inhotim está localizado, é pequena e tem uma crescente infra-estrutura hoteleira. Na minha primeira vez por lá, fui sozinha e me hospedei no único hostel que encontrei, o Hostel 70, e fui super bem recebida (a dona foi até me buscar no Aeroporto de Confins por R$50).

Para quem viaja acompanhado e quer mais conforto, a melhor opção é se hospedar em BH. Desta vez fiquei em Nova Lima, que é distante do Centro de BH, mas mais próxima de Brumadinho.

Quem quer passar mais de um dia na cidade, pode optar por ficar em uma das pousadas parceiras na região (veja aqui).

Onde comer 

Inhotim tem dois restaurantes (Tamboril e Oiticica) e um café (Café do Teatro). Além de uns quiosques na entrada. Recomendo levar lanchinhos para fazer durante o dia (talvez até um “mini piquenique” na grama) e utilizar o serviço local apenas a refeição principal. Meu restaurante preferido é o Tamboril, um dos mais centrais, localizado no setor amarelo. O serviço funciona através de buffet e inclui sobremesa por R$79. Já o Oiticica é um restaurante self-service com um preço mais em conta: R$43/ Kg.

Dica: tente chegar no restaurante o mais cedo possível, costuma encher e as filas são desanimadoras. Sem falar que ninguém quer perder muito tempo no restaurante quando se tem toda Inhotim para conhecer

O que fazer

A visita ao Instituto pode ter um viés artístico ou botânico, isso porque além de museu, a propriedade é considerada um Jardim Botânico.

Museu de Arte Contemporânea

Não precisa ser nenhum grande conhecedor de arte para contemplar o acervo de Inhotim. Como já diz o nome, trata-se de um museu de arte contemporânea, logo esqueça todo aquele conceito de arte estática que você ouviu falar antes. Aqui, as obras são feitas não só para serem vistas, mas sentidas, cheiradas, tocadas… Há uma aproximação clara entre o público e o artista, que deixa tudo mais leve.

O acervo está disposto pelo parque e por galerias e existem inúmeros percursos a serem feitos (vide mapa abaixo). Obviamente eu sugiro que se veja tudo, mas como cada um tem seu tempo, se tiver que escolher recomendo sem pestanejar as galerias da Adriana Varejão e do Tunga.

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Primeiro piso da galeria da Adriana Varejão
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Logo na entrada: Oiticica pelo caminho
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Narcissus Garden: Obra da estrelada artista japonesa Yayoi Kusama

Jardim Botânico 

Uma coisa que pouca gente sabe é que além de Museu, Inhotim também é considerado um Jardim Botânico. Isso porque são mais de cinco mil espécies, devidamente identificadas e de maneira intencionalmente posicionadas.

O paisagismo é maravilhoso!

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Da cor da água à disposição das plantas: tudo milimetricamente pensado!

Dica: Não esqueça seu chapéu, protetor solar e garrafinha de água (há bebedouros espalhados pelo Instituto para refil).

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Mapa: Clique na imagem para ampliar

Inhotim é super democrático e recebe bem todos os públicos-alvo. Eu amo esse vídeo da Lu Ferreira que levou a filha para passear por lá:

Quanto tempo 

Para olhar tudo com bastante calma, serão necessários ao menos 3 dias. Mas, se você não tem todo esse tempo disponível, separe ao menos um dia no seu roteiro para a visita a Inhotim.

Visitas guiadas: Diariamente são oferecidas visitas guiadas temáticas dentro do Instituto. Basta se informar na recepção – as vagas são limitadas.

Informações adicionais:

Horário de funcionamento:

Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

Ingressos:

Terça, quinta, sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 44,00 (inteira)
Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita*
Fechado às segundas-feiras

Para ler mais sobre Minas Gerais, clique aqui

MUSICAIS PARA TE EMBALAR

A cidade é cheia de eventos, e tantas opções, sempre frequentes, podem te deixar interessado e fazer você programar tudo rapidinho… mas também tem vezes que vamos deixando para depois e, quando realmente buscamos os ingressos, descobrimos que o espetáculo saiu de cartaz.

(Sério, preciso ter certeza de que não acontece somente comigo…)

Vou listar três opções diferentes e fazer você oficializar o programa!

LÉS MISERABLES

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imagem: Divulgação

A história clássica, baseada na obra do escritor Victor Hugo, retorna à São Paulo, desta vez em versão que segue os moldes da adaptação mais recente da peça, lançada em Londres em 2010.

Super envolvente, difícil não conhecer (ou pelo menos reconhecer) algumas canções que embalam este musical histórico. Clássico é clássico.

Tive a oportunidade de assistir recentemente e a montagem é linda, mas para mim, o mais incrível é ter uma orquestra completa tocando por 3 horas (sim, 3 horas!) no decorrer da história. De arrepiar.

RENATO RUSSO – O MUSICAL

 

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Imagem: Divulgação

Curta temporada, o espetáculo estreou no começo deste mês fica em cartaz somente até  outubro (se gostou, corre, outubro é logo ali!), e é baseado em depoimentos, reportagens, entrevistas, livros e imagens.

Paralelamente, o MIS, Museu da Imagem e do Som, iniciou a exposição Renato Russo também neste mês, e a junção destes dois eventos pode ser bem interessante para fãs do artista, de sua música, de música em geral e curiosos. Esta, por sua vez, pode ser visitada até janeiro de 2018.

CANTANDO NA CHUVA

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Imagem: Divulgação

O filme clássico é adaptado ao teatro e é uma forma de celebrar seus 65 anos de estreia. Com muitos efeitos técnicos especiais e chuva (sim, muita água), promete ser bem realizado e divertido. Em cartaz a pouco tempo, pode ser visto até novembro deste ano.

 

Mais informações:

Lès Miserables – Teatro Renault

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista

Renato Russo – O Musical – Teatro Frei Caneca

Rua Frei Caneca, 596 (Shopping Frei Caneca)

Cantando na Chuva – Teatro Santander

Avenida Juscelino Kubitschek, 2041

ROTEIRO EM SÃO PAULO – COMPRAS DE DECORAÇÃO

Leia também: TOP 3 Gastronomia completa: Comprar + Comer

Leia também: Roteiro em São Paulo – Centro

Minha formação em arquitetura não deixou escapar a paixão por bom design.

Há quem ache decorar uma ação fútil, mas não se engane, os princípios do design e da decoração de qualquer ambiente (necessário, vamos ser realistas, não se vive apenas entre quatro paredes) é proporcionar conforto, bem-estar, praticidade e atender às necessidades diárias da vida. O bom design não é apenas belo, mas também bom realizador de sua ação proposta. Se algum objeto, de qualquer porte, não executa bem a sua tarefa, gera resíduos, se desmonta, não é fácil de manusear, e outros aspectos similares, ele acaba sendo um produto ruim, por mais lindo que seja.

Nem sempre bom design é acessível, sei muito bem disto. Nos últimos anos, grandes lojas de móveis e decoração se instalaram no Brasil com a proposta de aproximar o consumidor deste setor, afirmando reunir bons preços à qualidade.

Na minha opinião, apesar de realmente construírem uma cultura que valoriza e adquire design, estas marcas também são responsáveis pela “padronização” da estética e do visual e tudo parece ter a mesma “cara”. Com o tempo, sinto que nossos espaços ficam se industrializando, se copiando, não tendo mais identidade nem personalidade.

Cada lar tem que ter o seu jeito, seguir seu estilo, e mudar junto com você e com os outros moradores. Buscar identidade na vida deve refletir também no ambiente em que vivemos, por mais que você passe boa parte do tempo fora, a casa deve ser uma extensão de quem vive nela.

Tem coisa mais linda que ter louças e outras peças antigas, e herdadas da família, que pertenceram a outras épocas, foram usadas em celebrações, ou até mesmo no dia-a-dia na casa da avó? Lembro-me sempre das xícaras e pratos alaranjados com desenhos geométricos (dos anos 70, eu acho) que minha avó usava para nos servir o lanche da tarde em sua casa. A licoreira rosê que ela guardava na cristaleira também nunca passou despercebida, e pouco tempo atrás fui saber que foi um presente de seu casamento celebrado nos anos 40.

Mesmo que você não tenha objetos com este valor histórico e sentimental, é uma delícia ir atrás de itens únicos, como estes que mencionei, em antiquários, feiras de antiguidades, e até mesmo comprar itens que você goste e cultivar sua própria história. É assim que tudo sempre começa, não é mesmo?

Para esta missão, resolvi ir atrás de lojas que pudessem vender itens especiais, criativos e que criassem raízes e memória. Não foi tão difícil assim, e listo aqui TRÊS lugares para você ir visitar na cidade e dar aquela “garimpada” gostosa:

COLLECTOR 55

Super descolada, a loja começou apenas online (e realiza um bom serviço neste ramo), mas pode ser deliciosamente visitada na sua unidade em Pinheiros. Uma pequena casa tem os itens expostos nas paredes, prateleiras, mesas e cestos, e aposto que a delicadeza das louças, as estampas das almofadas e mantas, e a rusticidade estilosa de outros itens vão fazer você curtir.

LOJA MOD

Também pequenina, esta loja fica no térreo de um edifício em Higienópolis, em frente a uma das laterais do Parque Buenos Aires (delícia!), e agrega, com muito jeitinho, muitos objetos e mobiliários de pequeno porte. Você roda, roda e roda a loja, querendo tudo, é sempre muito tentador.

LOJA WESTWING

A versão física da tão famosa Westwing chegou a São Paulo a um tempinho, e é uma espécie de “recorte” de tudo que a marca comercializa online. Você deve conhecer o sistema de campanhas que eles realizam no site, como uma espécie de grupo de produtos, em pequenas quantidades (meio que exclusivos), e a loja segue esta mesma linha. Tudo parece irresistível, mas nem sempre muito acessível. Em um grande espaço, a loja cria ambientes, como em uma casa, e expõe os produtos coerentes com cada canto, desde grandes móveis a objetos de cozinha e decoração.

No local também ocorrem atividades gratuitas e eventos aos clientes, como workshops e oficinas. Para participar é só ficar atento nas redes sociais.

Mais informações:

Collector 55 – Rua Mateus Grou, 503 – Pinheiros.

Loja MOD – Rua Alagoas, 503 – Higienópolis.

Westwing – Rua Simpatia, 51 – Vila Madalena.

39h EM NYC

Leia ouvindo a playlist do Spotifyclique aqui.

New York City é uma das minhas cidades preferidas no mundo. Por sua localização estratégica, muita gente passa por lá em conexão e quer aproveitar o máximo da cidade em pouco tempo.

central park II

 

empire state I

Na minha última ida à cidade em 2016 fiquei apenas dois dias – cheguei sábado às 6h e saí às 21h do domingo – e consegui fazer muita coisa (e ainda dormir bem) durante a minha estadia.

A viagem 

Voei direto de São Paulo (GRU) a NYC (JFK), numa rota que dura quase dez horas.  Como tanto a ida quanto a volta foram feitos em voos noturnos em business class, economizei com hotel e consegui dormir bem. De qualquer forma, acho importante considerar o cansaço, já que para a maioria das pessoas não é tão fácil dormir em aviões.

Clima

O clima é um fator super importante a se considerar na hora de planejar a sua ida a NYC. As temperaturas só são realmente agradáveis (acima de 20 graus) durante julho e setembro. Nos meses de inverno (dezembro a março), a sensação térmica pode chegar a -20 graus Celsius. Quando fui no começo de março, as temperaturas oscilavam entre 0 e 5 graus.

Locomoção

NYC é uma das poucas cidades dos Estados Unidos que tem um transporte público eficiente. A malha metroviária é extensa e eficiente e comprando o metrocard, você faz várias viagens por um preço bem razoável.

A Laura Peruchi tem uma série ótima de como utilizar o metrô.

Como não saí muito da região que estava, fiz praticamente tudo andando e peguei duas curtas corridas de táxi em Manhattan e uma mais longa, até o JFK na volta ao Brasil (estava super atrasada, então não quis arriscar o metrô).

Saindo do aeroporto

No JFK tem um metrô chamado AirTrain, que usei para ir a Manhattan, com direção à Jamaica Station, desembarcando na estação 57, a mais próxima do meu hotel. No vídeo abaixo, a Laura conta com mais detalhes o funcionamento:

Do aeroporto também dá para utilizar serviços de shuttle, táxi e Uber.

Onde se hospedar

Para quem não planeja ficar muito tempo, mas que dormirá na cidade, minha dica é ficar o mais central possível, evitando assim o uso de transportes e otimizando o tempo.

Passei a minha única noite no Park Central, que fica na sétima avenida com a 56, perfeito para andar até a quinta avenida ou até o Central Park.

O hotel é super confortável e apesar de não incluir café da manhã, não faltam opções de restaurantes ao redor, como o Starbucks que fica ao lado da entrada. Como não tem frigobar no quarto, sugiro que não se compre nada que necessite de refrigeração.

Diárias a partir de R$600

O que fazer 

O que não falta é coisa para fazer em NYC, principalmente quando o assunto é cultura e gastronomia. Acho importante ter em mente qual roteiro você quer fazer, pensando se é a sua primeira vez na cidade, se quer focar nos pontos turísticos, etc. No meu caso, fiz algumas coisas clássicas que ainda não tinha feito – tipo, ir a Times Square e subir no Empire States, combinadas com alguns programas mais relax, sem sair muito da região onde estava hospedada.

Se você tem mais tempo, sugiro muito dar um pulo também em Chelsea e em Williansburg, no Brooklyn.

Dia 1: Sábado

Café da manhã no Norma’s: Depois de quase dez horas de voo, metrô para chegar no hotel e um frio de zero graus (mais de trinta graus de diferença da temperatura que estava em São Paulo), merecia um café da manhã dos deuses, e o Norma não fez feio. Dentro do Le Parker Meridien, o restaurante serve café da manhã e almoço e olha, comi tanto que só fui lembrar de ter fome lá pelo fim da tarde, rs.

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Garçom, mais comida por favor? @Norma’s

MoMA: Localizado entre a quinta e a sexta avenida, e pertinho do meu hotel, o Museu de Arte Moderna de NY é um prato cheio para os admiradores de arte contemporânea. Com um acervo super bacana, sempre tem mostras interessantíssimas acontecendo e performances agendadas, além de um calendário de cursos imperdíveis.  Entre um andar e outro, aproveite para tomar um cafezinho no restaurante do segundo piso e não deixe de visitar a lojinha na saída.

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Warhol no MoMA

La Bonne Soupe: Depois de subir e descer os andares do MoMA, voltei para o hotel, tirei um cochilo e fui “almojantar” no La Bonne Soupe. O lugar, confesso que me surpreendeu. De estilo bistrô, com preços bem interessantes, achei no Foursquare enquanto procurava uma recomendação de pratos quentinhos e substanciosos. Comi sopa, salada e pãezinhos e tomei um suco por menos de US$30, ou seja, vale a pena.

Empire State Building: Começo de noite e por que não ter uma vista privilegiada de NY? Do octogésimo sexto andar, são tantas luzes e tanto prédio, que é aquela hora que a gente se toca que realmente está na Big Apple. É o observatório a céu aberto mais alto de NYC e nem preciso dizer que um dos pontos turísticos mais concorridos, né?

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Do observatório do Empire State

Quinta Avenida – Já que estava por ali, para ir ao Empire State, aproveitei para dar uma caminhada nesta que é uma das principais ruas de NYC, pegar um bagel em um dos cafés, tirar algumas fotos e visitar uma das minhas farmácias preferidas no mundo, a Duane Reade.

Times Square – E depois de tentar (sem sucesso), tickets com desconto para espetáculos na Broadway, continuei batendo mais perna, desta vez pela Times Square, tirando fotos e mais fotos e claro, dando um pulinho na loja da M&M para comprar um montão de docinhos.

times square

Dia 2: Domingo

Brunch no Boathouse: Uma vez nos EUA, uma das experiências que recomendo a todo turista, é experimentar o tradicional brunch aos finais de semana. Localizado dentro do Central Park, a vista é de tirar o fôlego, e a comida, de comer rezando. É bem mais barato que o Norma’s, porém igualmente delicioso.

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Típico brunch aos domingos  no Boathouse

Central Park: Se você está indo a NYC pela primeira ou pela décima vez, sempre acho que ir ao Central Park é imperdível. Amo ficar lá, andando, sem fazer nada. Ou comprar um café, sentar e ficar observando a movimentação… Eu nunca canso! E sem falar que é uma das poucas coisas que se pode fazer gratuitamente. Acho que só não recomendo ir ao Central Park nos meses de inverno, caso contrário, não deixe de passar por lá.

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MET: Um dos mais impressionantes museus do mundo, o Metropolitan tem um acervo incomparável. A ala de História Antiga, principalmente grega, é de morrer de amores. E a arquitetura do lugar não faz feio. Com certeza é um lugar que merece mais tempo, mas para quem, assim como eu, ama arte, tem que ir em algum momento da vida.

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História Antiga no MET

Per Se: E para encerrar o fim de semana em NYC, fui jantar no famoso restaurante comandando pelo chefe Thomas Keller. O Per Se é um restaurante americano que usa técnicas da cozinha francesa em um menu de nove passos (com opção vegetariana). Com três estrelas Michellin, é considerado um dos melhores do mundo e reservas são mandatórias. Com certeza, uma experiência inesquecível (US$375/ por pessoa).

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Columbus Circle, vista da janela do Per Se

Para ler mais sobre os Estados Unidos, clique aqui

CÓRDOBA [PARTE I]: A CIDADE

:: Estive em Córdoba, Argentina, semana passada e vou dividir as dicas em dois post: a cidade e as serras (hello, Eça de Queirós, haha) ::

Para ler na íntegra a segunda parte desse post, clique aqui.

A cidade

Com quase 1,5 milhões de habitantes, Córdoba é a segunda maior cidade da Argentina e capital da Província homônima. Apesar do tamanho, não espere Buenos Aires. De cunho bem mais intimista, a região foi marcada pelo domínio jesuítico a partir do fim do século XVI, mais especificamente da Ordem Religiosa Companhia de Jesus, que esteve presente também em outros pontos da América com intuito da catequização, por meio da fé e do saber.

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Igrejas por todas as partes
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Arquitetura cheia de história

Como chegar

Localizada a 700km de Buenos Aires, Córdoba fica bem no meio do caminho entre a capital da Argentina e Mendoza. É uma parada estratégica se você estiver viajando de carro pela Argentina.

Se não, saindo do Brasil você pode voar sem conexões partindo do Rio de Janeiro ou São Paulo.

Rio de Janeiro: GOL ou Aerolíneas Argentinas

São Paulo: LATAM.

Voos com conexão costumam ser mais baratos e geralmente a escala é em Buenos Aires.

Clima

Tende a ser extremo: muito quente e chuvoso no verão e muito frio e seco no inverno [com possibilidade de neve]. Por sofrer influência das correntes do Pacífico e da Antártica, venta bastante o ano inteiro.

Durante a minha estadia (começo de julho), a temperatura esteve entre 8 e 16 graus, com uma leve (e atípica) garoa.

O povo

Por ser uma cidade universitária (a Universidade mais antiga da Argentina e uma das mais antigas da América Latina – UNC – fica aqui), é uma cidade jovem. Apesar da empatia da maioria dos locais, senti deveras hostilidade dos serviços locais (garçons, staff do hotel e turismo no geral).

Transporte

Não experimentei o transporte público na cidade, mas ouvi dizer que as linhas de ônibus atendem bem a locomoção.

Taxi funciona bem, UBER ainda não chegou à cidade.

Onde ficar

Centro x Nueva Cordoba: Cordoba tem dois “centros hoteleiros” principais, que são os bairros de Nueva Cordoba e o Centro.

Apesar de ser mais bonitinho, tranquilo e com bons restaurantes, eu não recomendaria Nueva Cordoba para quem está indo pela primeira vez. Isso porque, a maioria das atrações turísticas está no centro e arredores, ou seja, se hospedando no Centro você faz quase tudo a pé e só pega táxi quando quiser ir jantar em um bairro mais afastado.

Windsor Hotel & Tower

Passei duas noites no Windsor, por ser central e ter todos os serviços de um hotel de luxo.

Localizado num casarão antigo a 200m da Plaza San Martin, marco da cidade e início do roteiro turístico clássico, o Windsor desponta (de acordo com o TripAdvisor) como uma das melhores opções de hospedagem na cidade.

Porém, ao chegarmos já nos deparamos com a primeira má-notícia em Córdoba: Após o check-in, subimos para o quarto e não conseguimos passar mais de 2 minutos lá dentro. O quarto 114 era todo de carpete e parecia que tinha morrido alguém lá dentro de tão horrível que estava o cheiro. Voltamos à recepção e trocamos nosso quarto sem problemas – apesar da antipatia do staff. Meu namorado criou a teoria que eles oferecem esse quarto a todos que chegam para ver que vai ficar no “quarto zuado” hahaha.

O quarto – dessa vez o definitivo – era dividido em antessala, com mesa de jantar, frigobar e sofá-cama, banheiro e quarto. No quarto, cama confortável, armários com roupões, e um serviço até então inédito para mim: concierge de travesseiros. Sim, eles deixam na cama dois modelos de travesseiros e um menu com mais 5 tipos e, caso você não se adapte com os modelos na cama, pode ligar sem custo e solicitar um outro modelo.

quarto windsor

Quanto ao que era oferecido pelo hotel, o básico: Concierge, estacionamento, wifi, piscina, restaurante/bar e academia. Acredito que de todos os serviços do hotel, o mais interessante é o restaurante/room service.  O restaurante do hotel, o Sibaris, é considerado o melhor do Centro e um dos melhores de Córdoba. Pedi room service no dia que cheguei e na noite seguinte, jantei no restaurante e em ambas as situações a comida estava maravilhosa (e com opções para celíacos e vegetarianos – algo extremamente difícil de achar na Argentina).

Vale lembrar que o Windsor é um hotel de 4, e não 5 estrelas.

Diárias a partir de R$370,00

Quorum Hotel & SPA

Minha estadia no Quorum foi de última hora: A LATAM me fez perder o voo e precisei passar mais uma noite na cidade. Esse é o hotel mais próximo do Aeroporto (aproximadamente 1,5km) e tem uma ótima infraestrutura (diga-se de passagem, melhor que a do Windsor). Ainda que esteja localizado no meio do nada, tem um Centro Empresarial ao lado, com lanchonete, restaurante e caixa eletrônico. Dentro do hotel, além de uma área de golf e tênis, tem também academia, piscina, spa e restaurante. Usei o spa e os preços eram bem atrativos e o serviço muito bom. No restaurante, o café da manhã era bem servido e o jantar também (embora tenha pedido uma salada que estava estranha). Quanto ao quarto, apesar de localizado no térreo, o nível de ruído foi baixíssimo e a cama super confortável. O banheiro era ENORME!

Diárias a partir de R$460,00

O que fazer

Plaza San Martin: Cartão-postal da cidade, a praça leva o nome do General San Martin, um dos líderes da independência de países latinos (Argentina, Chile e Peru) contra a Espanha. Aqui você encontra também a Catedral de Córdoba, o Cabildo e ponto de partida do ônibus de turismo (leia mais abaixo).

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City Tour: Saindo da Plaza San Martin num trajeto de aproximadamente 1h30 com duas paradas curtas, o ônibus de turismo modelo inglês da década de 60 acompanha um guia com explicações durante a viagem. Infelizmente, não há audioguia ou tradução para outro idioma, inviabilizando o entendimento de estrangeiros. Também não gostei muito da parte que não se pode descer e pegar o ônibus em outro ponto, então não sei se faria de novo.

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Catedral de Córdoba: Imponente Igreja localizada na Plaza San Martin, datada do começo do século XVIII e com estilo neoclássico, carrega diversas heranças dos jesuítas à cidade.

catedral de cordoba

A presença dos jesuítas na região de Córdoba entre os séculos XVI e XVIII deixou muita história, e claro, diversas Igrejas. Não consegui visitar todas, mas existe um Circuito Jesuítico que lista todas as Instituições a serem visitas na Capital e arredores. Clique aqui para saber mais (em espanhol).

Cabildo de Córdoba: Cabildos eram prédios com iniciativas públicas e o de Córdoba funcionou como sede do Governo e como sede da Polícia. O prédio colonial do século XVII hoje funciona como museu (gratuito) e Centro de Informações Turísticas.

Calle Peatonal: Primeira rua fechada para pedestres da Argentina, atravessa o centro com diversas lojas de roupas, calçados, presentes e restaurantes. Ah, e claro, como toda boa rua do Centro: muita gente (aqui vale o aviso: cuidado com bolsa, carteira, dinheiro e celular!).

Manzana Jesuítica: Parte do Complexo Jesuítico de Córdoba, a Manzana é uma imponente construção em estilo barroco e neoclássica, datada do século XIX e declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2000.

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Mercado de la Ciudad: Mercado público no Centro com produtos locais. Ótima parada para conhecer mais de alguns produtos típicos da culinária argentina.

Casa Naranja: Centro Cultural de iniciativa privada da operadora Naranja, que realiza ampla programação gratuita de artes.

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Campus da Universidade Nacional de Córdoba: Fundada no século XV, A UNC é a Universidade mais antiga da Argentina e uma das mais antigas da América do Sul. Se pode conhecer mais da história por meio dos tours que eles disponibilizam em espanhol e em inglês.

Parque Sarmiento: Toda cidade que se preze tem um belo parque para chamar de seu, e em Córdoba não é diferente. Com muito verde, rosedais e largos artificiais, teve paisagismo assinado por Carlos Thays e é um ótimo passeio em dias mais quentes.

Nueva Cordoba: Bairro onde fica a sede da UNC e onde muitos estudantes elegeram para chamar de casa. Por ser um bairro jovem, tem muitas opções de entretenimento noturna e bons restaurantes, formando com seu vizinho, o bairro Guemes, um pólo gastronômico.

Onde comer

Como fiquei pouco tempo na cidade, acabei não visitando todos os locais que gostaria. Fiz duas refeições no próprio restaurante do hotel, em um café (que não me lembro o nome) e a última no Gran Vidreo.

Sibaris: Restaurante do hotel Windsor (onde fiquei) e eleito o melhor da região central, o cardápio é variado com muitas carnes e algumas opções de massas. A carta de vinho também é bem interessante. O preço é alto, mas vale a pena.

Gran Vidreo: Dentro de uma galeria de arte, esse restaurante tem um cardápio voltado pra alimentação saudável e com MUITA opção vegetariana. O preço é OK para quem mora em São Paulo, mas acho que acima da média em Córdoba.

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Almoço e cafezinho na Galeria Gran Vidreo

Queria ter ido:

El papagayo: Restaurante mais sofisticado em Nueva Cordoba e que dificilmente se consegue uma mesa, é protagonista na renovação do bairro e da gastronomia local. O menu é degustação e variado – dependendo da época e dos produtos da estação.

Gordó: Instalado na Galeria Barrio, o ponto alto aqui é o vinho. Extenso menu com diversas harmonizações. Como aqui em casa somos grande apreciadores da enogastronomia, ficamos bem interessados e só não fomos porque na noite que teríamos livres, o frio tomou conta da cidade e era inviável sair.

Tribeca: No bairro Guemes, uma espécie de Vila Madalena cordobesa, o Tribeca é uma destilaria que também oferece bons petiscos, música e um belo bar.

Percepção geral

Córdoba apesar de linda e cheia de história não me cativou tanto. Não sei se voltaria sem propósito, só para turistar. Por outro lado, a cidade é ponto de partida para as Serras, que são das paisagens mais lindas da Argentina e, muitas vezes, desconhecidas dos brasileiros.

Custo geral: $$(barato)

Para ler mais dicas quentes sobre a Argentina, clique aqui.

TOP 3 – PARA PASSEAR NA AVENIDA PAULISTA

A Avenida Paulista, muito mencionada sempre quando se fala da cidade de São Paulo, pode parecer muito grande e não ser bem aproveitada por quem deseja passear por lá.

Com a mistura de muito trabalho, lazer e cultura, pode-se até dizer que é um dos pontos turísticos mais paulistanos exatamente por integrar estes três elementos – que são marcos da identidade da capital – de forma tão natural e harmônica.

Em qualquer momento do dia, a Avenida, que conecta diversas regiões, estará repleta de movimento, nas calçadas, nas ruas, na ciclovia e nas lojas. A dica é curtir o agito, diurno e noturno, percorrendo à pé, admirando edifícios, parques, museus e galerias.

Apaixonada por este trecho da cidade (apesar de muitos considerarem clichê), admiro a união entre história, arquitetura, arte e espaço público que se faz tão presente no local.

Sempre com atrações especiais e novidades para serem exploradas, é um desafio definir apenas alguns pontos, mas para otimizar (e diferenciar) seu passeio, listo TRÊS DICAS de lugares que merecem estar na sua programação quando vier conhecer a Avenida Paulista:

MASP – Museu de Arte de São Paulo

Para muitos, símbolo mais marcante da Avenida por sua imponência, beleza e charme. Sua história e arquitetura se mesclam e propõem ao visitante uma experiência completa: desbravar e ocupar o espaço público, e entreter e educar pela arte exposta.

Com um acervo próprio e exposições temporárias, a visita é especial não só pelos diversos andares, mas também pela vista privilegiada e livraria.

Antes ou depois, reserve um tempinho para curtir o vão livre do Masp, um dos espaços mais democráticos da cidade, capaz de nos fazer sentir grandiosos e parte viva da cidade.

Café, restaurante e loja também podem completar seu passeio.

LIVRARIA CULTURA – Conjunto Nacional

Dentro de um edifício multifuncional, a livraria ocupa grande espaço da galeria térrea, e é um ambiente muito agradável e aconchegante. A estrutura e decoração são incríveis e nos convidam à percorrer os pavimentos e corredores em busca de muitos livros, podendo sentar em qualquer cantinho e iniciar a leitura. Fique à vontade, conheça o café e aproveita algumas horinhas gostosas por lá.

PARQUE TRIANON

Um respiro no meio da “selva de pedra”, o terreno, de quase 50 mil m² é ocupado por uma vegetação densa de Mata Atlântica e repleta de espécies exóticas e animais silvestres. Curioso saber que um lugar assim existe no meio de um espaço tão urbano, não é?

Aproveite toda esta natureza inesperada para fazer uma pausa tranquila, respirar um ar puro e relaxar um pouquinho antes de seguir seu caminho.

 

Mais informações:

MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO

Avenida Paulista, 1578

Terça-feira – Domingo 10h às 18h (Bilheteria aberta até 17h30)

Quinta-feira 10h às 20hs (Bilheteria aberta até 19h30)

Ingressos: R$ 30,00 (Gratuito às terças-feiras).

LIVRARIA CULTURA

Avenida Paulista, 2073

Segunda-feira – Sábado 9h às 22h / Domingo e Feriado 11h às 20h

PARQUE TRIANON

Avenida Paulista, altura nº 1500

Aberto todos os dias 6h30 às 17h30

Está visitando a Avenida Paulista num domingo? Tem post sobre a Paulista Aberta, uma iniciativa da Prefeitura para incentivar o pedestre e humanizar a cidade. Clique aqui e saiba mais.

UM POUCO DA ARTE EM SÃO PAULO

Não sei se você reparou, mas o início do mês de Julho trouxe muita calmaria para a cidade. Pelo o que dizem, a razão são as férias escolares. Se são, ou não, menos carros, e pessoas, circulando no dia-a-dia eu não sei, mas que qualquer passeio fica mais gostoso, isso fica. Que tal aproveitar esta maré calma e fazer alguns programas bem bacanas?

“MODOS DE VER O BRASIL”

Pavilhão OCA, Parque do Ibirapuera

“O visitante vai encontrar um panorama da arte no Brasil. Vai poder entender um pouco mais da história dos próprios brasileiros a partir da arte”, segundo Paulo Herkenhoff, curador da mostra.

A exposição reúne trabalhos de artistas modernos e contemporâneos: 750 obras foram selecionadas num acervo de mais de 15 mil pertencentes ao Instituto Itaú Cultural.

Se você não conhece o edifício, não perca esta chance! Os quatro andares podem ser percorridos e admirados junto às obras. Inaugurado em 1954, em celebração aos 400 anos da cidade de São Paulo, o Pavilhão é mais um grande projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, e retrato de seus traços curvos, suaves e harmoniosos.

“Não é uma exposição para iniciados, para entendidos, é uma exposição para curiosos, para aquele que quer entender um pouco mais da produção artística e quer compreender melhor a história da arte realizada no Brasil”, explica Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

Avenida Pedro Álvarez Cabral, Portão 3

Em cartaz até 13 de agosto/2017

Terça a Domingo, das 9h às 18h

Entrada Gratuita

 

“O IMPRESSIONISMO E O BRASIL”

MAM – Museu de Arte Moderna, Parque do Ibirapuera

Destacando 70 obras produzidas de 1860 até 1930, a exposição enfatiza o artista Renoir, um dos percursores do impressionismo na França.

Uma linha do tempo apresenta aos visitantes a trajetória desta escola de arte no Brasil e no mundo. Destacam-se o impacto do intercâmbio artístico entre Rio de Janeiro e França e a importância da comercialização de novas tintas e demais materiais, permitindo que o objetivo dos artistas impressionistas fosse melhor alcançado.

Avenida Pedro Álvarez Cabral, Portão 3

Em cartaz até 27 de agosto/2017

Terça a Domingo, das 10h às 18h

Entrada R$ 6,00 / Gratuito aos Sábados

 

“TOULOUSE LAUTREC – EM VERMELHO”

MASP – Museu de Arte de São Paulo

O museu apresenta a mais ampla exposição dedicada ao artista Henri de Toulouse Lautrec, um dos mais importantes na virada do século 19, momento marcante para a arte moderna. Reunindo toda a sua produção, estão presentes obras desde seus primeiros anos, na década de 1880, até sua morte: 75 obras e 50 documentos.

A reunião dos trabalhos dá destaque a uma grande variedade de personagens: burgueses, boêmios, trabalhadores, dançarinas e demais artistas que habitavam Paris e que fizeram parte do vínculo afetivo e artístico de Toulouse Lautrec.

(Dica esperta: No mês de Julho, o museu notificou que estará também aberto às Segundas-feiras).

Avenida Paulista, 1578

Em cartaz até 1º de outubro/2017

Terça, Quarta, Sexta, Sábado e Domingo, das 10h às 18h / Quinta, das 10h às 20h

Entrada R$ 30,00 / Gratuito às Terças-feiras