PRIMEIRA VEZ EM LAS VEGAS

Quanto tempo, onde ir e o que comer na capital americana do entretenimento.

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vegas sunset

Capital americana do entretenimento ou Disney para adultos, Las Vegas é a cidade mais kitsch que já visitei. Um contraste entre a ostentação americana e a dolce vita – Onde turistas oscilam entre letreiros luminosos que dão vida às longas noites e as piscinas de luxuosos hotéis, principal refresco para a ressaca e para os dias que são, quase sempre, bem quentes.

Localizada aos pés do deserto Mojave e próxima à fronteira dos estados de Utah, Arizona e Califórnia, é cercada de paisagens naturais maravilhosas, fazendo com que seja um ótimo destino para uma roadtrip.

Como chegar

No momento, não há voos diretos do Brasil. A melhor opção é voando direto de American Airlines para Los Angeles – ótima ideia incluir as duas cidades no roteiro. Ademais, Delta voa com conexão em Atlanta, Copa conecta no Panamá, e uma opção mais longa é a com a United, descendo primeiro em Chicago.

Quanto tempo ficar

Um fim de semana longo, bem planejado é mais do que suficiente. Se for esticar para o Grand Canyon, 5 dias é o ideal.

Melhor época para visitar

Para quem vai na primavera/verão, espere o clássico de Vegas: dias de calor na piscina do hotel. Já no inverno, por estar localizada no meio do deserto, faz frio de dia e de noite, e caminhar fica menos impossível. Viajei em fevereiro, e além de não precisar lidar com uma Vegas superlotada, peguei até neve – um evento comum no inverno nas montanhas das cercanias, mas super raro na cidade, mas que se você tiver sorte, pode acontecer.

Transporte

Para curtir apenas a Strip, vale a pena caminhar ou investir em Uber. Agora, se o plano é viajar para as montanhas, ir até a Califórnia ou dar um pulinho no Arizona, aluguel de carro é a melhor e mais conveniente solução. Os preços de aluguel de carro costumam ser bem em conta – aluguei o meu por 30 dólares a diária – e a maioria dos hotéis tem uma locadora própria disponível.

Atenção: Na hora de alugar, vale a pena ficar esperto sobre a política da locadora, que em Vegas costuma ser bem restrita. Evite pagar por milhas e tente retornar o carro no mesmo lugar que ele foi alugado – eu tentei devolver no aeroporto e o preço da diária praticamente dobrou.  

O que fazer

Jogar

Sim, pode ser a sua primeira vez, mas você já deve imaginar que a coisa que os turistas mais fazem é jogar. Sinto que esse é um hábito mais americano – tanto eu quanto meus amigos brasileiros temos pavor de perder dinheiro, ainda mais com a atual cotação do dólar – porém, acho que pelo menos conhecer os cassinos é um exercício válido. Para se arrepender menos, selecione uma quantia pequena de dinheiro que esteja confortável para gastar e aproveite. Gosto bastante desse artigo da CNN que lista cada os melhores cassinos por categoria.

cassino

Conhecer hotéis

Protagonistas quando o assunto é Las Vegas, o papel dos hotéis vai muito além da hospedagem. É neles que ficam concentrados os cassinos, os melhores restaurantes e as melhores lojas. Mesmo que não se hospede em um dos hotéis clássicos (como o Bellagio, Caesar ou Wynn), eles são paradas obrigatórias. Quanto à hospedagem, orçamento, nível de barulho e localização devem ser prioridade. Quer fugir do óbvio? O jornal inglês The Guardian tem uma lista com os alternativos mais interessantes de Vegas.

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Assistir a um show

Vegas não ganhou o título de capital do entretenimento à toa. Com o cair da noite, são tantos shows que é difícil escolher um só. Em sua maioria disponíveis em hotéis, você pode escolher entre comédia, esportes, teatro, música, casas de strip tease (ótimas para dar umas risadas com as amigas na despedida de solteira), ou um dos muitos shows do Cirque du Soleil. Eu assisti o O, espetáculo aquático do Cirque du Soleil no Bellagio.

Visitar um museu inusitado

Verdade seja dita: quase ninguém vai à Las Vegas pretendendo ir ao museu. Mas, se tiver com um tempinho extra e quiser aprender mais sobre a cidade, o Neon Museum é uma ótima escolha para ir à noite. De dia, visite o Erotic Heritage Museum, e se surpreenda com as inesperadas histórias americanas.

Caminhar (e fotografar)

Você pode alugar um carro antigo ou marcar um passeio de limusine, mas nada supera andar a pé pela Strip, a rua mais famosa de Las Vegas. Prepare a sola do sapato – afinal, são mais de 6km de comprimento. Comece pela famosa placa de Welcome to Las Vegas e saia sem destino. Além da Strip, a Fremont Ave, no centro de Vegas, já foi estrela no passado e hoje continua valendo à pena a visita, em especial com um tour noturno guiado.

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Comer muito

Restaurantes não faltam em Vegas, e para todos os gostos. Se dinheiro não é uma questão, o É do chefe José Andres ou a SteakHouse do Gordom Ramsay são ótimas escolhas. Se o plano é partir para um dos famosos buffets, o Wynn tem um brunch maravilhoso no restaurante que é inspirado no clássico Alice no país das maravilhas. Quer um docinho? A rede Milk Bar (que tem os meus cookies favoritos) está no Cosmopolitan. Fora do burburinho da Strip, o Bootlegger serve comida italiana desde 1949. O orçamento está apertado? Tacos el Gordo ou o premiado Ping Pang Pong no hotel Gold Coast.

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Vegas de cima

É verdade que Vegas tem tanta informação visual que chega a ser “poluída”. Que tal dar uma pausa e ver tudo de cima? Quase todos os hotéis tem um rooftop ou restaurante que proporciona uma boa vista aérea – A Voodoo Steakhouse, por exemplo, combina churrascaria e balada. Que tal jantar na torre Eiffel? No hotel Paris você pode, sem nem precisar ir à França. Gosta de aventura? É no hotel Linq que está a maior roda gigante do mundo, a High Roller. O observatório mais clássico? O Stratosphere.

Compras

Assim como qualquer cidade americana, é fácil de encontrar grandes marcas na cidade, além de fácil acesso aos supermercados e lojas de conveniências. Se o intuito da sua viagem é aproveitar os bons preços, uma ida até o Outlet Premium pode ser uma ideia. Se o plano é curtir a região da Strip, praticamente todos os hotéis tem boas lojas. Para compras de luxo, o Bellagio e o Wynn são boas alternativas. Souvenirs estão por todas as partes, mas a ABC é um grande conglomerado de tudo o que você pode querer. Fã de vintage? Meus favoritos são Vintage Vegas Antiques, Buffalo Exchange, Patina Decor, Glam Factory Vintage e claro, a casa de penhor Gold and Silver Pawn, famosa pelo programa de TV homônimo.

pawn shop

Conhecer os arredores

Como dito na introdução desse post, uma das grandes vantagens de Vegas é a sua localização. Para quem tem alguns dias de férias, vale a pena aproveitar os Parques Nacionais americanos, super preservados e de fácil acesso. O Red Rocks, pode ser facilmente visitado em um bate e volta – fica há aproximadamente 40 minutos. Também em Nevada, separe uns minutinhos para apreciar a escultura do artista Sueco Ugo Rondidone, Seven Magic Mountains, o único ponto de cor que você enxerga na estrada. Se vier de Los Angeles, visite o Death Valley, parte do deserto Mojave considerado o lugar mais quente dos EUA. Esticadinha até Utah? O Zion National Park é um must do. Clássico combo Nevada + Arizona? Sedona, capital nacional dos spas, e o Grand Canyon, não tem erro.

red rocks

Se casar

Clichê, eu sei. Mas se você é “o diferentão” da turma, e não quer uma cerimônia qualquer, Las Vegas pode ser uma ótima escolha. Eu contei aqui como fui parar em Las Vegas e, de última hora, arranjei meu próprio casamento.

casamento

Dicas extras

  • Tips: as famosas caixinhas são tradição nos EUA e não devem ser negligenciadas. Em Las Vegas, especialmente, seja generoso com os serviços de alimentação ou spa (uma caixinha justa é 20% do valor do serviço) e turismo (guias).
  • Atrações com animais: Em muitos hotéis, há atrações que incluem animais – que vão de flamingos a golfinhos. Vale lembrar que a condição que esses animais são mantidos é, em geral, desconhecida, e que muitos dele estão totalmente fora do seu habitat natural (lembre-se: poucas espécies sobrevivem naturalmente no deserto). Eu sempre desencorajei esse tipo de atividade, então, leve tudo isso em consideração antes de montar seu roteiro.

Custo geral $$$(moderado)

Antes de viajar aos Estados Unidos, clique aqui para mais informações.

ROTEIRO EM SÃO PAULO – CENTRO

A região central de SP, conhecido como Centrão ou Centro da Cidade é uma área que engloba os bairros da Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, República, Liberdade, Sé e Santa Cecília.

Como é sabido, as distâncias em São Paulo – assim como seu trânsito – são imensas, o que muitas vezes dificulta a vida do turista inexperiente. Pensando nisso, levantei as principais atrações que podem ser visitadas as pé, sem grandes dificuldades, compreendendo basicamente a Sé e a República.

Leia mais: Conheça mais roteiros urbanos em outras cidades

A maioria dos passeios são de graça (ou muito baratos) e há opções de gastronomia para todos os bolsos. Então, por que não dar uma chance ao Centrão?

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Centro de São Paulo – Imagem: SP-Turismo (clique para ampliar)

Passeios

Praça da Sé + Igreja da Sé: Não se pode negar que, apesar do ambiente hostil, marcado por mendigos e não muito seguro, a Praça da Sé é um cartão postal. Nela, visitar a Igreja da Sé é um to do. Uma das principais construções góticas no Brasil, há visitas guiadas para conhecer a cripta. Em frente à Catedral, não deixe de ver o marco zero da cidade.

Caixa Cultural: Bem pertinho da Praça da Sé, o prédio mantido pela Caixa tem exposições temporárias imperdíveis e o mais importante: gratuitas.

Mosteiro de São Bento: O mosteiro em si, é lindo. Mas a minha parada é sempre para visitar a padaria do mosteiro. Ao entrar, vire à esquerda, num pequeno balcão onde são vendidos pães e bolos feitos pelos monges e o imperdível pão de mel (não deixe de levar)!

CCBB: O prédio do Centro Cultural Banco do Brasil é lindo, e merece a visita. Além do mais, a agenda cultural é extensa, e quando não gratuita, é bem barata. No primeiro andar, um café e a lojinha para a merecida pausa na visita.

Pateo do Collegio: Local onde aconteceu a primeira missão jesuítica no século 16, hoje é aberto à visitação o complexo que integra tanto a Igreja quanto o Museu Anchieta.

BM&F Bovespa: Pelo Centro também fica a bolsa de valores que comanda o Brasil. Além da visitação, são oferecidos diversos cursos gratuitos de economia doméstica e investimentos que merecem ser feitos.

Edifício Copan: Projetado por Niemeyer na década de 50 e de enorme relevância à arquitetura nacional, hoje é um dos cartões-postais da cidade.

Edifício Matarazzo: Também conhecido por Banespinha, por ter sido sede do banco Banespa, atualmente sedia a Prefeitura de São Paulo. Mediante agendamento, há visita guiada que conta a história do prédio e conduz o turista a um (inesperado) jardim suspenso no último andar.

Edificio Martinelli: O prédio mais alto da América Latina por muito tempo, continua sendo um dos mirantes de São Paulo. Infelizmente, encontra-se fechado para visitação no momento.

Teatro Municipal: Um dos prédios mais imponentes do Centro, se puder, não deixe de assistir um espetáculo. Se não, programe a sua visita guiada – ela dura uma hora e acontece diariamente de terça a sábado.

Compras

25 de Março: A rua mais famosa de São Paulo vende absolutamente de tudo! De roupa, a tapetes, passando por coisas de cozinha e eletrônicos. Eu, particularmente, amo para comprar acessórios (bijouterias, bolsas de praia e chapéus). Antes de ir, vale uma passada pelo site para ver a oferta de lojas e produtos e ir com destino certo, poupando tempo e energia.

Dica: No mês de dezembro as lojas da 25 tem o horário estendido e funcionam inclusive aos finais de semana. Porém, se possível, evite! É nessa época do ano que os arredores se tornam intransitáveis. Se não tiver jeito e precisar ir de qualquer forma, tente aproveitar as manhãs, quando está menos cheio.

Shopping 25 de Março: Para os que não gostam de bater perna ao ar livre, uma alternativa na região da 25 é o Shopping homônimo. Com duas unidades (na própria Rua 25 e na Rua Barão de Duprat), mais parece uma galeria, com corners que vendem de tudo.

Galeria Pagé Se o assunto é telefonia e eletrônicos, o lugar é aqui. Na esquina da rua 25 de Março, 170 lojas trazem todas as novidades do setor por preços bem convidativos.

Shopping Light: Ao lado da Estação Anhangabaú do metrô, o prédio histórico que ficou conhecido por ser o Mappin nos anos 90, se reconfigurou no clássico formato de shopping, com lojas e praça de alimentação. No mesmo prédio está uma das sedes da Polícia Federal e alguns outlets, como o da Nike.

Galeria do Rock: Apesar do nome, dos cinco andares + subsolo, apenas dois são, de fato, dedicados ao Rock ‘n Roll, ainda assim, não desmerecendo a visita. Trata-se, provavelmente, do maior local dedicado a objetos de rock. De roupas a CDs raríssimos, se acha de tudo, e melhor, por um preço ótimo!

Rua Santa Efigênia: Próxima à Galeria do Rock, na região da República, a Rua Santa Efigênia é o paraíso dos eletrônicos, aparelhos musicais e acessórios para vídeo games. Deve-se tomar cuidado com as lojas que não emitem/nota e garantia e sempre pedir um descontinho extra na hora da compra.

Gastronomia

Quando o assunto é comida, São Paulo nunca decepciona, e com o centro não é diferente: de italiano a peruano, passando por cafeterias e bares, tem opção para todos os gostos (e bolsos).

$(muito barato), $$(barato), $$$(moderado), $$$$(caro), $$$$$(muito caro)

Bar Brahma ($$$): o famoso que fica na tal esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João. Serve petiscos, lanches e aos sábados, uma famosa feijoada com samba toma conta do quarteirão.

Terraço Itália ($$$$$): Localizado no Edifício Itália, o segundo prédio mais alto de SP (165m), é tradicionalíssimo para comida italiana e jantares românticos com São Paulo de fundo. Reserve com antecedência.

Bar da Dona Onça ($$$): No térreo do Copan e com um cardápio de pratos e petiscos brasileiros muito bem trabalhados, tem um menu de caipirinhas de fazer inveja. Tudo isso num ambiente super descolado. Funciona do meio dia à meia noite: não poderia ser mais paulistano.

Esther Rooftop ($$$$): Mais um mirante merece atenção. No edifício Esther, na República, tem a cozinha autoral de Oliver Anquier, que dessa vez revisita pratos tipicamente brasileiros.

Paribar ($$): Bar descolado, com boas comidinhas e que funciona o dia inteiro. Tem um bônus importante: um brunch completíssimo das 10 às 17h, todos os domingos.

Café Girondino ($$$): Café, restaurante e bar – a tradicional casa que fica pertinho do Mosteiro é minha parada obrigatória para comer uma coisinha quando estou na região. Todos os pratos são deliciosos e bem servidos, mas guarde espaço para a sobremesa: o arroz doce (com toque de limão) é dos deuses!

Rinconcito Peruano ($): Tradicional casa de comida peruana com preço justo e muito visitado pelos imigrantes andinos. Para quem quer comida simples, mas bem feita.

Hamburgueria do Sujinho ($): Filial da tradicional hamburgueria da Consolação, o espaço do centro é menor, com o mesmo cardápio. Em geral, as porções são bem servidas e o hamburguer veggie é ótimo! Não deixe passar também a maionese verde e as batatinhas. Vá preparado e leve dinheiro: eles não aceitam cartão.

Casa Mathilde ($): Doceria portuguesa, como se pode imaginar, tem no longo balcão MUITAS opções de doces amanteigados e cheios de gema na composição. Para  acompanhar, a cafeteria serve cafés, chás e alguns salgados.

Mercado Municipal ($$): Comida por aqui não falta, seja nos restaurantes ou nas muitas barraquinhas de comida. Vá com fome e prove as frutas que são oferecidas enquanto caminha e para arrematar a visita, vá de sanduíche de mortadela ou pastel de bacalhau, no famoso Hocca Bar.

Leia mais: Gastronomia completa em São Paulo: comprar e comer

Vida Noturna

Sim, também tem (boas) festas no Centro.

Cambridge Hotel: Primeira casa da Gambiarra e anfitrião da famosa festa Gay, a Ursound, o Cambridge tem festas para públicos diversos em uma extensa agenda de eventos.

Club Caravaggio: a festa mais famosa aqui é a Trash 80’s, aos sábados, e que como sugere o nome, tem música retrô dançante.

Love Story: Uma das mais famosas, antigas e democráticas casas de São Paulo, tem festa eletrônica quase todos os dias e um público bem diverso.

Alberta 3: Com uma pegada mais Rock ‘n Roll e público mais descolado, aqui é ótimo para aqueles dias que você está procurando comer um petisco enquanto dança Franz Ferdinand. Da lista, é a minha favorita.

Trackers: Com festas variadas, que vão do Jazz ao Rock Progressivo, às vezes tem música ao vivo.

Dica: As agendas de balada em São Paulo oscilam bastante. Mantenha-se informado pelo site/Facebook das casas.

Transporte

O roteiro acima é todo pensado para ser feito à pé, mas não se iluda: é praticamente impossível ir a todos os lugares em um só dia. Por isso, recomendamos 3 dias (ou mais) para conseguir visitar tudo.

O Centro é muito privilegiado quanto ao acesso via transporte público: muitas linhas de ônibus vindas de praticamente todas as zonas de SP e algumas estações de metrô (Linha vermelha – Sé, Anhangabaú e República e Linha azul – Sé e São Bento).

Leia mais: Como se locomover em São Paulo

Um jeito de tornar tudo ainda muito mais fácil e barato é fazer o Bilhete Único, o cartão de transporte paulistano. Com ele, é possível integrar viagens gratuitamente ou com desconto (no caso de ônibus + metrô/ trem).

Leia mais: Bilhete Único para turistas

Uma alternativa ao transporte convencional é utilizar a Linha Turismo. Recém lançado, o ônibus de dois andares funciona como os demais disponíveis em grandes metrópoles do mundo (hop on/ hop off). Por R$40, a linha dá direito a 24h de uso, podendo entrar e sair em qualquer parada durante esse tempo, sendo o primeiro embarque na Luz, em frente ao Parque da Luz, diariamente.  Há áudio-guias em português, inglês e espanhol.

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Itinerário da Linha Turismo SP – Foto: Veja SP

Horários:

Dias úteis e sábados: saídas às 9h, 12h40 e 16h

Domingos e feriados: saídas às 10h, 13h40 e 17h

Hospedagem

Se você está querendo explorar ao máximo o Centro, uma boa opção é se hospedar por lá. Contudo, lembre-se que durante a noite, deve-se evitar a locomoção à pé, afinal a maioria dos estabelecimentos estão fechados e a as ruas ficam desertas.

Algumas opções de hospedagem (com preços variados), são:

Novotel Centro ★★★★

Marabá Hotel ★★★

São Paulo Hostel Downtown

Para quem quer aproveitar o Centro, mas não abre mão de uma noitada, sugiro a hospedagem na Vila Madalena ou no Jardins. Ambos possuem metrô e fácil acesso ao Centro e, de noite, uma vida noturna agitadíssima.

Segurança

Parece óbvio, mas vale a lembrança: evite se locomover a pé à noite, portar objetos de valor, falar/mexer ao celular e usar mochilas. Mantenha todos os pertences junto ao corpo e evite sair pelo Centro após escurecer.

Se necessário, procure ajuda do Posto Policial mais próximo ou a Delegacia de Apoio ao Turista.

DEATUR – DELEGACIA ESPECIALIZADA EM ATENDIMENTO AO TURISTA

R. Cantareira, 390 – Centro, São Paulo – SP – Tel: (11) 3120-4417

Leia mais: O que fazer em São Paulo

 

THANKSGIVING: DESVENDANDO O FERIADO AMERICANO

 

O que significa para a história – e para os americanos – esse feriado tão aguardado.

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Natal nos Estados Unidos

Feriado nacional e dia para se agradecer o ano que passou, o Thanksgiving (ou Dia de Ação de Graças), surgiu informalmente no século 17, ainda na América Colônia, como parte do agradecimento à boa colheita que os peregrinos tiveram graças à ajuda dos índios nativos.

A celebração, não religiosa, se manteve por toda a América até que em 1863 o presidente Abraham Lincoln resolveu unificá-la e proclamar o Thanksgiving nos Estados Unidos.

Turkey Pardoning

Alguns dias antes do ThanksGiving é costume o presidente fazer o ritual de Turkey Pardoning que nada mais é do que “soltar” um peru, ao invés de usá-lo em preparações culinárias.  O ritual se iniciou após ter se tornado público o ato de Lincoln, presidente em 1863, ter recusado comer o peru que lhe foi ofertado*.

Data do começo do século 19 o costume de se presentear o presidente com um peru para o Thanksgiving.*

LEIA TAMBÉM: Presidente Donald Trump e o Turkey Pardoning 2017

Tradições

Tipicamente americano, o feriado mais importante do ano, superando até o natal,  é uma época do ano que realmente para os Estados Unidos. Cai sempre na quarta quinta-feira do mês e provavelmente é o único feriado que, de fato, a maioria das pessoas emenda – algo que estamos acostumados no Brasil, mas que é raríssimo por aqui. A maioria das famílias tiram a semana para organizar o jantar, viajar para casa dos parentes e sair às compras na Black Friday (leia mais abaixo).

Como parte da tradição, é servido um jantar tradicional que na verdade é mais um almoço tardio (aqui em casa, por exemplo, começamos às 3 da tarde).  90% das casas americanas comem peru e alguns tradicionais acompanhamentos (stuffing, purê de batata, batata doce, molho de cramberry e torta de abóbora).

Antes disso, ainda cedo pela manhã, enquanto se prepara a refeição, é comum assistir às famosas parades, desfiles com shows que acontecem pelo país, sendo o mais tradicional deles o de NYC.

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Desfile em New York

É depois do ThanksGiving também que começa a preparação para o natal, até então nula, outra coisa muito diferente para nós, que em outubro já temos casas e lojas decoradas.

Cardápio

O cardápio varia de acordo com a família, mas alguns itens são super tradicionais e preparamos por aqui*

  • Peru: item clássico e símbolo do feriado
  • Stuffing: recheio do peru que pode ser servido dentro ou fora do mesmo (como acompanhamento)
  • Sweet Potato Casserole: Batata doce que pode ser preparada de diversas formas (com nozes, refogada, em purê).
  • Purê de batata
  • Gravy: uma espécie de molho madeira que acompanha o peru
  • Molho de cramberry: molho bem doce para colocar por cima de tudo

As sobremesas costumam variar mais. Tivemos:

* Clique nos pratos para visualizar as receitas.

Black Friday

Seguinte ao Thanksgiving, o Black Friday é a sexta-feira mais esperada do ano. A maioria das lojas fazem liquidações surreais, com descontos que normalmente começam em 50% e levam os americanos à loucura.

Atualmente, algumas lojas se antecipam e já abrem às 6 da tarde da quinta-feira. A primeira coisa que a maioria das famílias fazem ao terminar o jantar, é pegar o carro e ir para a porta das lojas. Para as lojas que abrem apenas na sexta, o horário de abertura costuma ser às 6 da manhã, ou seja, para conseguir bons produtos é necessário madrugar!

Para acompanhar as ofertas, pode-se acompanhar o site Black Friday.com ou os panfletos divulgados/cupons divulgados nos jornais às vésperas.

 

Na segunda seguinte, acontece o Cyber Monday, com descontos online.

Lojas 

Acho que vale mais a pena visitar lojas de departamento, afinal dá para comprar tanto itens pessoais quanto eletrônicos e objetos mais caros, que na minha opinião são os que compensam mais.

É importante lembrar que como aqui o Black Friday é levado bem à sério, filas homéricas e gente se estapeando não são incomuns. Particularmente, penso que não compensa tanto sofrimento se não for para adquirir alguma coisa que você quer muito e que, nos modos convencionais, é pouco viável que consiga comprar.

Entre a noite de quinta e a sexta-feira, me dividi entre as seguintes lojas:

  • Walmart: Temos no Brasil, mas as opções aqui nem se comparam. Comprei uma câmera e cosméticos com o preço bem justo.
  • Bealls: Loja de departamento com foco em vestuário, mas tem coisas para casa também. Acho que foi meu melhor deal: uma torradeira, um mixer e uma blusa por US$16!
  • Best Buy: Paraíso dos eletrônicos, infelizmente cheguei tarde e todos os iPads já estavam esgotados.
  • Sephora: Normalmente os descontos aqui são moderados, mas ainda assim, dá para encontrar alguma coisa.
  • GNC: Loja de suplementos e vitaminas, tudo com 50% de desconto.
  • Walgreens: Farmácia preferida no mundo, mais parece um mercado.
  • Target: Um mercado que vende tudo, assim como o Walmart. Ótimo para comprar coisas para casa, cosméticos e até roupas.
  • Dollar Tree: Uma loja que vende de tudo, e melhor, tudo por US$1. No Black Friday, há itens por 79 centavos.

Como a maioria das lojas são próximas, não foi muito difícil visitar várias lojas ao mesmo tempo. As maiores fazem um mapa e distribuem na entrada, mostrando a localização exata da oferta. Por isso, é super importante ter uma listinha com o que comprar, economizando tempo, stress e dinheiro.

Para saber mais sobre os Estados Unidos, Clique aqui

ROTEIRO EM SÃO PAULO – COMPRAS DE DECORAÇÃO

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Leia também: Roteiro em São Paulo – Centro

Minha formação em arquitetura não deixou escapar a paixão por bom design.

Há quem ache decorar uma ação fútil, mas não se engane, os princípios do design e da decoração de qualquer ambiente (necessário, vamos ser realistas, não se vive apenas entre quatro paredes) é proporcionar conforto, bem-estar, praticidade e atender às necessidades diárias da vida. O bom design não é apenas belo, mas também bom realizador de sua ação proposta. Se algum objeto, de qualquer porte, não executa bem a sua tarefa, gera resíduos, se desmonta, não é fácil de manusear, e outros aspectos similares, ele acaba sendo um produto ruim, por mais lindo que seja.

Nem sempre bom design é acessível, sei muito bem disto. Nos últimos anos, grandes lojas de móveis e decoração se instalaram no Brasil com a proposta de aproximar o consumidor deste setor, afirmando reunir bons preços à qualidade.

Na minha opinião, apesar de realmente construírem uma cultura que valoriza e adquire design, estas marcas também são responsáveis pela “padronização” da estética e do visual e tudo parece ter a mesma “cara”. Com o tempo, sinto que nossos espaços ficam se industrializando, se copiando, não tendo mais identidade nem personalidade.

Cada lar tem que ter o seu jeito, seguir seu estilo, e mudar junto com você e com os outros moradores. Buscar identidade na vida deve refletir também no ambiente em que vivemos, por mais que você passe boa parte do tempo fora, a casa deve ser uma extensão de quem vive nela.

Tem coisa mais linda que ter louças e outras peças antigas, e herdadas da família, que pertenceram a outras épocas, foram usadas em celebrações, ou até mesmo no dia-a-dia na casa da avó? Lembro-me sempre das xícaras e pratos alaranjados com desenhos geométricos (dos anos 70, eu acho) que minha avó usava para nos servir o lanche da tarde em sua casa. A licoreira rosê que ela guardava na cristaleira também nunca passou despercebida, e pouco tempo atrás fui saber que foi um presente de seu casamento celebrado nos anos 40.

Mesmo que você não tenha objetos com este valor histórico e sentimental, é uma delícia ir atrás de itens únicos, como estes que mencionei, em antiquários, feiras de antiguidades, e até mesmo comprar itens que você goste e cultivar sua própria história. É assim que tudo sempre começa, não é mesmo?

Para esta missão, resolvi ir atrás de lojas que pudessem vender itens especiais, criativos e que criassem raízes e memória. Não foi tão difícil assim, e listo aqui TRÊS lugares para você ir visitar na cidade e dar aquela “garimpada” gostosa:

COLLECTOR 55

Super descolada, a loja começou apenas online (e realiza um bom serviço neste ramo), mas pode ser deliciosamente visitada na sua unidade em Pinheiros. Uma pequena casa tem os itens expostos nas paredes, prateleiras, mesas e cestos, e aposto que a delicadeza das louças, as estampas das almofadas e mantas, e a rusticidade estilosa de outros itens vão fazer você curtir.

LOJA MOD

Também pequenina, esta loja fica no térreo de um edifício em Higienópolis, em frente a uma das laterais do Parque Buenos Aires (delícia!), e agrega, com muito jeitinho, muitos objetos e mobiliários de pequeno porte. Você roda, roda e roda a loja, querendo tudo, é sempre muito tentador.

LOJA WESTWING

A versão física da tão famosa Westwing chegou a São Paulo a um tempinho, e é uma espécie de “recorte” de tudo que a marca comercializa online. Você deve conhecer o sistema de campanhas que eles realizam no site, como uma espécie de grupo de produtos, em pequenas quantidades (meio que exclusivos), e a loja segue esta mesma linha. Tudo parece irresistível, mas nem sempre muito acessível. Em um grande espaço, a loja cria ambientes, como em uma casa, e expõe os produtos coerentes com cada canto, desde grandes móveis a objetos de cozinha e decoração.

No local também ocorrem atividades gratuitas e eventos aos clientes, como workshops e oficinas. Para participar é só ficar atento nas redes sociais.

Mais informações:

Collector 55 – Rua Mateus Grou, 503 – Pinheiros.

Loja MOD – Rua Alagoas, 503 – Higienópolis.

Westwing – Rua Simpatia, 51 – Vila Madalena.

SÃO PAULO: FAVORITOS DE FÉRIAS 

Apesar de morar em São Paulo, quase não fico aqui e quando estou na cidade, estou ocupada #paulistanos haha. Nas minhas quatro semanas de férias, consegui 10 dias inteirinhos para não fazer nada na cidade. Como sou super inquieta e a capital paulista, assim como eu, não pára nunca, aproveitei para encontrar amigos, explorar novos lugares e voltar aos favoritos e claro, descansar um pouquinho.

É impossível acompanhar tudo o que acontece em São Paulo, mas vamos ao que eu consegui fazer:

Parque do Povo • Av. Henrique Chamma, 420 – Chácara Itaim • Um desses oásis no meio da Selva de Pedra. Ali entre a Marginal Pinheiros e a Avenida Cidade Jardim, ótimo para praticar esportes, levar as crianças, fazer picnic, ou deitar na grama e não fazer nada (minha atividade predileta).

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Brechós: Sou rata de brechó e amo (tanto que escrevi sobre os meus preferidos aqui). Fiz compras no Capricho à toa [Rua Heitor Penteado, 1096 – Casa 8 – Sumarezinho], Brechó Faria Lima [Av. Brg. Faria Lima, 2355 – 28 – Jardim Paulistano], no Enjoei e  no Dinossauro.

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Brechó Capricho à Toa

25 de marçoRua 25 de março – Centro • Famosa pelas lojas e barraquinhas, aqui se encontra quase tudo! Como a 25 vive lotada e eu não tenho muita paciência, gosto de ir em julho (atualizar o estoque de bijoux) e em dezembro (comprar lembrancinhas de natal, coisas de praia para as férias de verão e fantasias de carnaval). Acho imperdível passar na chapéus 25, numa loja indiana (amo as cangas e vestidos) e nas lojinhas de bijoux (não tenho uma favorita, vou andando e vendo o que me interessa). Importante lembrar que muitas lojas não aceitam cartão, então leve dinheiro em espécie.

Retrô Hair • R. Augusta, 902 – Cerqueira César • Outra coisa que não tenho muita paciência é para cuidar do meu cabelo, mas como estou em transição capilar, aproveitei para atualizar o corte. O Edu do Retrô Hair cuida do meu cabelo a mais de uma década. Super recomendo, mas se quiser ir, agende com antecedência porque ele é disputado, rs. Ah e vale lembrar que o salão também é lindo e torna aquela ida ao cabeleireiro bem mais agradável.

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Festival Fartura • Jockey Club de São Paulo: Av. Lineu de Paula Machado, 1075   No fim de semana de 15 e 16 de junho aconteceu no Jockey o Festival Fartura, um espaço com comidinhas de diversas partes do Brasil com pratos de até R$30.

Casa Cor • Jockey Club de São Paulo: Av. Lineu de Paula Machado, 1075  Entre 23 de maio e 23 de julho realizou-se, também no Jockey, a Casa Cor 2017. O espaço é uma imensa feira anual de design e decoração com espaços idealizados por renomados arquitetos e decoradores, que nos traz as principais tendências no setor. Eu que AMO decoração saí de lá de queixo caído e uma nova pasta no Pinterest repleta de inspirações.

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Um dos espaços da Casacor 2017

Restaurantes

O que não falta em São Paulo é lugar para comer – e comer bem. Confesso que esse clima de férias me deixou meio preguiçosa e não quis sair muito do meu quadrado. Mas tudo bem, porque o meu quadrado é um dos bairro que mais gastronômicos de São Paulo, o Itaim Bibi.

Nino Cucina • R. Jerônimo da Veiga, 30 – Jardim Europa • Restaurante badalado de comida italiana no Itaim, tento ir desde que abriu, sem sucesso, e só consegui uma mesa num fim de semana dessa vez porque reservei com 2 meses de antecedência. Achei os preços bons e a comida ok, mas existem milhares de outros restaurantes italianos bem mais gostosos e menos complicados.

Nattu • R. Clodomiro Amazonas, 473 – Vila Nova Conceição • Nunca tinha reparado nesse canto tão próximo de casa que o Foursquare (#ficadica) me recomendou. Um restaurante orgânico, com bastante opções veganas, sem glúten e lactose. Pedi uma sopa de cabotiá com pão sem glúten e meu namorado ficou com a moqueca veggie, ambos estavam bem gostosos. Ah, o menu de sucos e drinks também é bem atrativo.

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Jamie’s Italian • Av. Horácio Lafer, 61 – Itaim Bibi • Vou tanto nesse restaurante que nem sei o que dizer dele. Amo o spaguetti a la Norma (tão simples e tão bom) e o Brownie e Pannacota de sobremesa. Acho que define bem o que eu chamaria de Confort Food – ótimo para aqueles dias de TPM ou friozinho.

Cafés

Adoro um cafezinho e aproveitei várias tardes livres que tive esse mês para parar por alguns segundos em cafeterias, ler um livro e pensar na vida.

Leia também: Começando o dia em São Paulo

Le Pain Quotidien • Rua Pais de Araújo, 178 – Itaim Bibi • Várias vezes parei na unidade do Itaim Bibi! Amo a torta de pistache, o chá de hortelã e o cappuccino.

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Chá da tarde no Le Pain Quotidien

Urbe R. Antônio Carlos, 404 – Consolação • Misto de café e bar, na Antonio Carlos, na região do Baixo Augusta, vive lotado! Evite os horários de pico, pegue uma mesa ou sente-se no balcão e peça um drink, um café, um petisco e aproveite mais um dia de férias!

Athenas • R. Augusta, 1449 – Consolação • Na rua Augusta, encontrei um grupo de amigos para botar o papo em dia, beber um vinho e comer muitos quitutes. Eles também têm opções para almoço/lanche rápido e vários cafés.

Caffe Ristoro • Av. Paulista, 37 – Paraíso • Instalado no jardim da Casa das Rosas (leia mais aqui), é maravilhoso ficar aqui num dia de sol, tomando um cafezinho, conversando, lendo e curtindo a vida.

Mr baker • R. Pedroso Alvarenga, 655 – Itaim Bibi • Provavelmente a cafeteria que mais vou em São Paulo por ser do lado de casa e ter pães maravilhosos, sempre que tenho um pouco mais de tempo tomo café da manhã lá.

 

 

Paulista aberta: Vamos aproveitar o domingo?

Fim de semana chegando e com as temperaturas amenas de outono, a gente só quer saber de ficar perambulando por aí, ainda mais quando o fim de semana chega.

A Avenida Paulista, cartão postal de São Paulo e primeira parada de praticamente todos os turistas, está aberta desde 2015 – mesmo período que foi entregue a ciclovia que atravessa a avenida. O projeto se concretizou na gestão no antigo prefeito Fernando Haddad e só formalizou um pedido antigo de grande parte da população. Existem até alguns movimentos que seguem na luta para manter a avenida aberta aos domingos.

A ideia principal de fechar o tráfego de carros é humanizar mais a cidade, integrando a população que pode caminhar ou andar de bike e lembra um pouco o movimento que já acontece em outras cidades, como no Rio de Janeiro.

Se você tem um domingo livre mas não sabe muito bem por onde começar, aqui vão algumas sugestões.

paulista

Como já dizia a velha piada, a Paulista começa no Paraíso e termina na Consolação. Descendo na Estação Paraíso, a primeira coisa a ser avistada é a Catedral Nossa Senhora do Paraíso, sede episcopal da Eparquia Melquita de São Paulo da Igreja Greco-Católica no Brasil.

Seguindo, a primeira parada, logo ao lado do Shopping Paulista é a Japan House. Recém inaugurado, o centro cultural traz atrações sobre a cultura japonesa e além de exposições, tem biblioteca, restaurante, café e algumas pop up stores, tudo isso num prédio lindão projetado pelo arquiteto Kengo Kuma.

japan house
Japan House

Atravessando a rua está a Casa das Rosas, um complexo cultural com uma programação incrível – dê uma olhadinha no site para ver o que está acontecendo agora – e com um café delicioso, o Caffè Ristoro. Pegue uma mesinha externa e desfrute do dia acompanhado com um docinho da patisserie.

casa das rosas
Casa das Rosas

Andando ainda pelo mesmo lado da calçada, a poucos metros a frente, vê-se o Itaú Cultural.

Quer dar uma olhada em livros e eletrônicos? Só continuar andando e na mesma calçada você pode visitar a FNAC, que fica no subsolo.

estatua viva
Estátua viva

Bora atravessar a rua e curtir um cineminha? No prédio da Gazeta, além do Teatro, o cine Reserva Cultural tem o melhor do cinema alternativo.

Você chegou na estação Trianon MASP! Ótimo, quer ver uma exposição ou ir passear no parque? Quer fazer os dois? Dê um pulinho no MASP e assim que acabar a exposição, não deixe de conferir a feirinha de antiguidades que acontece sempre no vão livre. Atravesse a rua e aproveite uma paz no meio da Paulista: é o Parque Trianon. Aos domingos, diversas barracas ainda vendem diversas comidas em frente ao parque!

masp
MASP

Achou que era o único parque na região? Se enganou! Poucos passos a frente, está o Parque Mario Covas, um pouco menor que o Trianon mas igualmente agradável para uma uma voltinha aos domingos. Essa também é uma ótima sugestão se você estiver passeando com o pet.

Está em dúvida se quer assistir um show, ir ao teatro ou a mais uma exposição? A FIESP tem tudo isso e mais um pouco! Cada domingo, uma programação musical diferente que acontece em frente ao prédio, além de exposições no primeiro andar e no subsolo, teatro e claro, um bom cafezinho, dessa vez na Patisserie Douce France.

Importante:  A Estação Paulista, não fica na Paulista como o nome sugere e sim, na Consolação. Já a Estação Consolação, essa sim, está na Paulista (na altura do número 2000).

Andando mais um pouquinho você chegará na Estação Consolação, a última da Paulista. Por lá o agito é garantido! De um lado da avenida, a Rua Augusta, point dos descolados da cidade com inumeras atrações culturais, restaurantes, bares e baladas, do outro, o Jardins. O metro quadrado mais caro da cidade, além de luxuosas residências, tem opções de restaurantes que não acaba mais. Por ali você também verá o Conjunto Nacional que abriga uma das maiores livrarias do país, a Livraria Cultura; o Instituto Cervantes, centro de ensino de língua espanhola que sempre traz alguma programação especial aberta ao público e mais ao fim da Paulista, o Caixa Belas Artes, um cinema super antigo e que é conhecido pelos eventos super originais, como o Noitão, que traz temas diversos durante a madrugada de sexta-feira.

Spotify: Passeando por São Paulo e quer uma trilha sonora? Clica aqui para ouvir a nossa playlist exclusiva 🙂

Ufa! Quanta coisa! Se você não sabe por onde começar, tem um resumão abaixo! Faça a sua listinha e boa diversão!

Resumindo…

Arte e Cultura 

Japan House – Endereço: Av. Paulista, 52 – Telefone: (11) 3090-8900

Casa das RosasGrátis – Av. Paulista, 37, Paraíso (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 3285-6986.

Reserva Cultural – Av. Paulista, 900 – Cerqueira Cesar (entre as estações Trianon e Brigadeiro do metrô) –  (11) 3287-3529

Itaú CulturalGrátis – Av. Paulista, 149 – Bela Vista (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 2168-1700.

MASP – R$ 15 (meia-entrada para estudantes) ; grátis para menores de 10 anos e idosos. – Av. Paulista, 1578 – Cerqueira César (em frente à estação Trianon-MASP do metrô) – (11) 3251-5644.

Instituto Cervantes – Avenida Paulista, 2439 – 1º Andar, Cerqueira César – (11) 3897-9600

Caixa Belas Artes  – Rua da Consolação, 2423 – Consolação (próximo à estação Paulista, da linha verde) – (11) 2894 5781.

Gastronomia

America – Av. Paulista, 2295 – Bela Vista – (11) 5644-2222

Johnny Rockets – Av. Paulista,  1.230 – 4º. Andar – (11) 3595-1493

Bella Paulista – Aberto 24h – Rua Haddock Lobo, 354 – Cerqueira Cesar (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3214-3347.

Gopala Hari – Culinária indiana por preços acessíveis e ótimo para vegetarianos – R.Antônio Carlos, 429 – Consolação – (11) 3283-1292

Jiquitaia – Culinária contemporânea feita com ingredientes brasileiros, ótimo para o almoço – R. Antônio Carlos, 268 – Consolação – (11) 3262-2366

Mestiço – Culinária tailandesa com um toque brasileiro –  R. Fernando de Albuquerque, 277 – Consolação – (11) 3256-3165

SujinhoHamburgueria super acessível e deliciosa. A Pamela Domingues tem um vídeo maravilhoso – R. da Consolação, 2078 – Consolação – (11) 3154-5207 – ATENÇÃO: Não aceita cartões, pagamento em dinheiro. 

Capim Santo – Alameda Min. Rocha Azevedo, 471 – Jardins – (11) 3089-9500

Rubayat ParaísoPara os fãs de churrasco de qualidade – Alameda Santos, 86 – Cerqueira César, São Paulo – (11) 3170-5100

Spot – Descolado, ótimo para jantar e para uns bons drinks – Alameda Ministro Rocha Azevedo, 7255 – (11) 3283-0946

Compras

Shopping  Patio Paulista – Rua Treze de Maio, 1947 – Bela Vista (próximo à estação Brigadeiro do metrô) – (11) 3191-1101.

Livraria Cultura  – Av. Paulista, 2.073 – Cerqueira César (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3170-4033.

Shopping Center 3 –  Av. Paulista, 2064 – Consolação (próximo à estação Consolação do metrô) – (11) 3285-2823.

Fnac –  Av. Paulista, 901 – Bela Vista (entre as estações Trianon e Brigadeiro do metrô) – (11) 2123-2000.

Shopping Cidade de São Paulo – Av. Paulista, 1230 – Bela Vista – (11) 3595-1230

Feira de Antiguidades do MASP – Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista

Hotéis

Tivoli São Paulo – Mofarrej – Alameda Santos, 1437, Jardins – (11) 3146-5900
L’Hotel PortoBay São Paulo – Al. Campinas 266, Jardim Paulista – (11) 2183-0500
Renaissance – Alameda Santos, 2233 – Cerqueira César – (11) 3069-2233

Meliá Paulista – Av. Paulista, 2181 – Consolação – (11) 2184-1600

 

Hotel Emiliano – Rua Oscar Freire, 384 – Jardim Paulista – (11) 3069-4369

 

Parques

Parque Mario CovasGrátis – Av. Paulista, 1853, Jardim Paulista

Parque Tenente Siqueira Campos – Trianon – Grátis – Rua Peixoto Gomide, 949, Cerqueira César (em frente à estação Trianon do metrô) – (11) 3289-2160.

 

 

 

 

 

 

TOP 3 – GASTRONOMIA COMPLETA: COMPRAR + COMER

A diversidade paulistana é uma das características mais importantes da cidade e responsável por um de seus grandes tesouros: a gastronomia. Mas além de te alimentar, aqui encontram-se muitos produtos originais de outros regiões do país e do mundo, proporcionando a chance de se aprender e se aventurar na cozinha e cultura de outras localidades.

Se você curte também cozinhar, fique atento: neste TOP 3, vou indicar três lugares que reúnem boa comida com a oportunidade (tentadora!) de adquirir produtos diversos para incrementar suas receitas.

MERCADO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Conhecido como “Mercadão”, faz você se sentir abraçado: não importando de onde você vem, vendedores, garçons e balconistas vão te oferecer muitos petiscos, frutas e sabores.

Mas sim, um dos pontos mais turísticos da capital, costuma estar bem cheio em fins de semana e feriados. Se você preferir uma experiência mais tranquila, evite estes momentos para visita-lo, mas se não for possível, fique tranquilo… este agito também é a cara desta cidade e não te impedem de aproveitar.

O espaço enorme reúne 2 andares e mais de 300 estandes. A enorme variedade de produtos enche os olhos e a boca d´agua. No andar térreo você encontrará muitas verduras e frutas, queijos, grãos, conservas, especiarias e até mesmo embutidos, carnes e peixes. Ainda por lá, espaços para provar os famosos quitutes do Mercado, como o sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau. No mezanino superior, há restaurantes maiores e mais mesas, mas ainda com atendimento concorrido.

Aproveite sua ida para experimentar as combinações de frutas e queijos oferecidas pelos funcionários, sempre surpreendentes, e tente não levar tudo para casa! Sim, os preços podem ser mais elevados que em outros estabelecimentos (lembre-se: você está num ponto cheio de turistas!), mas faça uma pesquisa prévia e compre aqueles produtos mais diferenciados ou difíceis de encontrar.

Conhecer o espaço também vale pela arquitetura: colunas, abóbodas e vitrais são alguns dos traços que dão destaque ao prédio, restaurado na década passada e idealizado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, mesmo responsável pelo Teatro Municipal de São Paulo e Pinacoteca.

Rua da Cantareira, 306 – Centro

Aberto todos os dias: Segunda a Sábado, 6h às 18h, Domingos e Feriados, 6h às 16h.

EATALY

Dentre as minhas indicações, esta é a que se instalou mais recentemente pela cidade. Apesar de jovem por aqui, todas as vezes que estive presenciei bom movimento, atendimento cordial, diversidade de atividades e ofertas aos visitantes.

Atualmente com 29 lojas pelo mundo (quinze presentes na própria Itália, nove no Japão, duas nos Estados Unidos, uma em Dubai, uma em Istanbul e uma em São Paulo), a proposta, segundo os responsáveis, é “reunir todos os alimentos de qualidade sob o mesmo teto, um lugar onde você pode comer, comprar e aprender”.

“Cozinhamos o que vendemos e vendemos o que cozinhamos.”

São Paulo foi escolhida para receber uma das unidades por ser, nada menos, a cidade onde vive o maior número de italianos fora da Itália. Enorme responsabilidade, não é?

Por aqui, esta marcante presença já garante centenas de restaurantes e empórios com produtos e receitas originárias da terra mãe, mas o Eataly é o apogeu disto tudo: 13 pontos de alimentação e um mercado com cerca de 7 mil produtos italianos e locais.

Estando por lá, leve a sério o mandamento “A vida é muito curta para não comer e beber bem”. A oportunidade de provar receitas que seguem as tradições e são feitas com produtos de extrema qualidade é inspirador e fará você buscar as matérias-primas pelos corredores em seguida. Hortifrúti, laticínios, embutidos, queijos, açougue, “la mozzarela”, rosticceria, pasta fresca e a padaria são alguns dos setores.

Av. Presidente Juscelino Kubitscheck, 1489 – Bairro Vila Olímpia

Aberto todos os dias: Domingo a Quinta, 8h às 23h, Sexta e Sábado, 8h às 24h.

MERCADO MUNICIPAL DE PINHEIROS

Sempre nas sombras do semelhante e muito mais famoso “Mercadão”, a unidade de Pinheiros vem se transformando nos últimos anos e chamando cada vez mais atenção. Destacam-se os novos espaços gastronômicos administrados pelo Instituto ATÁ, do chef Alex Atala. Já foram inaugurados boxes que representam os cinco biomas brasileiros: Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pampas. Nestes encontram-se a venda mais de 600 produtos de vários cantos do país, oriundos de pequenos produtores: geleias, cachaças, molhos, queijos, castanhas, méis e até mesmo artesanato.

Apesar da nova fase ainda não estar completamente em operação, já pode-se mencionar a marcante presença da Comedoria Gonzales, do chef Checho Gonzales: no balcão você poder provar um dos melhores ceviches da cidade, Mocotó Café, do chef Rodrigo: com amostras das delícias oferecidas no restaurante mais nordestino (e querido) da cidade, e Napoli Centrale, que segue as regras napolitanas e produz pizzas individuais, para apreciar com as próprias mãos, com ingredientes italianos de verdade. Todos funcionam com a proposta de fazer o pedido no caixa e serviço em balcão e mesas coletivas.

Rua Pedro Cristi, 89 – Pinheiros

Mercado aberto de Segunda a Sábado, 8h às 20h. Confira os horários dos boxes.

PASSEIO POR UM DIA – BOM RETIRO

Tem um dia livre para curtir a cidade? Na minha opinião, não é preciso ser turista para se interessar por explorar uma região nova! Ainda mais em São Paulo! Por aqui, além de muitas áreas bacanas para serem conhecidas, toda hora surge algo novo ou reformulado que chama atenção.

Mas por conta do tamanho de Sampa, e para fazer render seu tempo livre, é importante mapear bem a área a ser visitada e definir os pontos a serem conhecidos levando em consideração deslocamento, horários de funcionamento e distâncias. Minha sugestão neste caso, e em demais grandes cidades que você for conhecer, é destinar um período (manhã, tarde ou noite) ou o dia inteiro para uma determinada região. Desta forma, você se descola uma única vez para o local e tira o maior proveito possível de lá.

Neste post, hoje, vou direcioná-lo a como aproveitar o Bairro Bom Retiro.

Além de ser uma das regiões comerciais mais importantes da cidade, o bairro é carregado de história. A dica é já dar início ao passeio usando o transporte público e acessando a área pela Estação da Luz. A construção, toda inspirada e com peças vindas da Inglaterra, é deslumbrante e repleto de detalhes artísticos na infraestrutura.

Logo em frente, como já mencionada algumas vezes neste blog, está localizada a Pinacoteca de São Paulo, o museu mais antigo da cidade. Aberto ao público das 10h às 18h, frequentar cedo pode garantir mais tempo e tranquilidade para circular pelas instalações.

Se desejar almoçar, você pode optar por conhecer um dos restaurantes gregos mais tradicionais da cidade. O Acrópoles, inaugurado em 1959, é uma casa pequenina e com decoração simples, mas sempre cheio de clientes apaixonados e comida autêntica e boa. Um dos charmes é fazer seu pedido direto para a equipe da cozinha: vá até aos fundos e escolha a delícia grega através de uma vitrine envidraçada. Aos fins de semana, por ter poucas mesas, a fila é grande e a espera exige um pouco de paciência.

Outro grande destaque é ceder algum tempo para conhecer as ruas de comércio de roupas: a mais famosa é a Rua José Paulino, mas nas ruas perpendiculares também são encontradas boas ofertas. Sede de muitas fábricas, as peças comercializadas por lá foram, por muitos anos, destinadas aos logistas através do atacado. Com o passar do tempo, a venda varejo começou a ganhar espaço, mas muitos ainda pensam que por lá os preços baratos representam má qualidade. Mas não vamos generalizar! Sim, como em todo comércio, a oferta é variada e é necessário atenção e bom senso ao comprar. Um ponto negativo ainda praticado em grande parte das lojas é não permitir a prova de roupas, dando como alternativa, em alguns casos, testar as peças por cima de suas próprias roupas.

Se estiver com apetite para um lanche da tarde, vale a pena conhecer a Casa Búlgara e os salgados típicos preparados pela proprietária imigrante e sua filha desde 1976. A especialidade é a bureka, uma espécie de rosquinha de massa folhada recheada (os sabores tradicionais são: queijo búlgaro – preparado na matriz, espinafre com queijo e carne com berinjela).

Para preencher seu dia com mais atrações, que tal conhecer o Sesc Bom Retiro? A dica é conferir as atrações com antecedência, muitas vezes gratuitas ou com preços camaradas, e se programar. Cinema, teatro, exposições, apresentações musicais e aulas interativas podem estar disponíveis.

Mais informações:

Pinacoteca de São Paulo

Praça da Luz, 02 – Bairro Luz

Visitas: Quarta a Segunda, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)

Ingressos: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia). Crianças até 10 anos e adultos maiores de 60 não pagam. Gratuidade aos sábados para todos.

Como chegar: Estação da Luz do Metrô e CPTM.

Telefone (11)3324-1000

Restaurante Acrópoles

Rua da Graça, 364- Bairro Bom Retiro

Aberto todos os dias, das 7h30 às 20h

Telefone (11)3223-4386

Casa Búlgara

Rua Silva Pinto, 356 – Bairro Bom Retiro

Segunda a Sexta, das 9h15 às 17h / Sábado, das 10h às 14h

Telefone (11)3222-9849

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185 – Bairro Bom Retiro

Terça a Sexta, das 9h às 20h30 / Sábado, das 10h às 18h30 / Domingo, das 10h às 17h30

Telefone (11)3332-3600

Madrid: paixão de pronto

Minha primeira vez em Madrid  foi tão rápida (2 dias) que aproveitei só um pouco de tudo que a capital espanhola tem para oferecer. Mesmo faltando muita coisa legal, o que vi foi suficiente para me encantar pela cidade! E é bom ficar com um gostinho de quero mais, porque aí você tem voltar.

Para quem quiser fazer um “intensivão” pela cidade, para dar conta de ver tudo que importa, acredito que uns 4 a 5 dias, pelo menos, são necessários.

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Mas vamos ao que interessa, as melhores atrações desse roteiro corrido.

Museu do Prado

Toda vez que eu pegava os livros de Artes ou História na escola e via aqueles lindos quadros que ilustravam as explicações, eu reparava que boa parte deles trazia na legenda a indicação “Museu do Prado, Madri, Espanha”. Eu então pensava: “esse museu deve ser o melhor do mundo, e deve ser enorme para caber todos esses quadros!”.

É por isso que o Prado foi uma das visitas programadas no roteiro. Fui na manhã do primeiro dia na cidade, e o museu foi a primeira parada. O ingresso custa 15 euros, justos, na minha opinião. O dia que fui havia pouca fila para comprar, talvez porque era inverno, uma época em que o turismo não é tão forte na cidade (mas mesmo assim tem bastante movimento!).

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Devo ter passado umas 3 horas percorrendo os corredores do museu, e não foi suficiente. Algumas salas ficaram de fora. Imagino que as pessoas fiquem muitas horas no Prado, já que há vários bancos espalhados pelo museu para você se recarregar enquanto vai de uma sala a outra.

Além de ver os mais renomados quadros dos mais renomados pintores, foi possível admirar diversos estudantes de Artes que reproduziam as pinturas em suas telas enquanto os transeuntes admiravam cada uma delas (a original, na parede, e a cópia, em desenvolvimento).

Dica: quem preferir visitar o museu de graça, pode optar pelo final do horário de funcionamento, quando não é necessário pagar nada para entrar (seg. a sexta das 18h às 20h e domingos e feriados das 17h às 19h).

Parque do Retiro

Esse é outro local em que você gasta facilmente uma infinidade de horas, principalmente nos dias em que a temperatura estiver mais agradável. Há quiosques com opções de comida e bebida, e muitíssimo espaço para um belo piquenique.

O Parque do Retiro é enorme, com muito espaço para caminhar e praticar esportes, com vários lagos (inclusive um bem grande, onde dá para passear de barquinho).

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Dentro do parque há dois museus: o belíssimo Palácio de Cristal, que abriga exposições temporárias e gratuitas, e o Palácio de Velázquez, que abriga exposições também temporárias, mas as curadas pelo Museu Reina Sofia. A entrada é gratuita.

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Palácio Cristal

Puerta del Sol

O centro de Madrid é genial! Diversos edifícios de arquitetura belíssima, muitos lugares para comer, lojas de souvenirs e todas as lojas de departamentos mais legais da Espanha, como El Corte Inglés, H&M, Zara, Primark etc.

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É nas imediações do metrô Puerta del Sol que o agito é maior, principalmente após às 20h, quando as pessoas começam a sair do trabalho. Os espanhóis têm o costume muito forte de passar no bar com os amigos, parceiros, até com os filhos, após o expediente.

Em grandes cidades, como Madrid e Barcelona, as lojas costumam ficar abertas até às 22h, principalmente no verão, e tudo contribui para um ambiente movimentado e cosmopolita.

Após as comprinhas pelas lojas do centro, vale a pena passar no Museu do Jamón, que fica por essa região. Esse é um dos poucos restaurantes originalmente espanhóis no meio de tantos estabelecimentos comandados por chineses, e nele é possível pagar barato para fazer um programa obrigatório para qualquer pessoa que visite a Espanha: comer jamón e tomar vinho!

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Museo del Jamon: parada gastronômica obrigatória!

Dica extra

Quem gosta de fazer compras e está se planejando para viajar à Espanha pode dar preferência à época das rebajas, que são as promoções (as de inverno são em jan/fev, e as de verão em agosto). Os preços diminuem de verdade e você acha roupa em loja boa por 1 euro!

 

TEXAS E OS COWBOYS

O título, meramente irônico, serve para ilustrar como me senti quando descobri que iria para o Texas. A primeira coisa que pensei, foi de fato, nos Cowboys, e só reforcei essa ideia quando, ainda na imigração, respondi ao oficial que estava indo para San Antonio e ele, depois de um risinho soltou um “ye-haaa”.

Tinha exatos 8 dias – que não acho que foram tão bem divididos assim – para passar por 3 cidades: Austin, San Marcos e San Antonio.

Expectativa x realidade

Austin:

Com certeza uma das minhas cidades preferidos nos EUA! Minha expectativa, que já era alta, foi superada pelo pouco tempo que passei na cidade. Infelizmente, peguei um super frio, o que me desanima muito. A cidade é super arborizada e tem várias áreas abertas de lazer, como ciclovias e parques – o que me motiva muito a voltar no verão. É lá também que fica o campus da Universidade do Texas, uma das grandes Universidades americanas, e como acontece em toda cidade universitária, tem uma atmosfera super jovem e festeira. Em toda esquina você cruza algum barzinho ou restaurante, na sexta avenida (a Vila Madalena deles), vários bares agitam a vida noturna, e em qualquer buraco que você se meta, tem alguma música boa acontecendo (não importa se você tá no bar ou no mercado: a cidade é muito musical!). Não bastassem todos esses motivos, Austin também sedia o SXSW, um evento gigante que acontece todo ano em meados de março e junta tecnologia, business e cultura em diversos espaços pela cidade.

San Marcos

Passei apenas uma tarde na cidade e acabei parando por curiosidade, estava totalmente fora do meu roteiro original. Minha impressão? Até agora, melhor lugar para fazer compras nos EUA. Os outlets são tão maravilhosos e com preços tão atrativos como os da Florida, porém sem a muvuca dos arredores de Orlando. Se estiver passando por lá, pare.

San Antonio

Não sabia muito bem o que esperar de San Antonio além do Alamo, então tudo o que eu vi/fiz na cidade, foi novidade. Além de ser um lugar cheio de história, a cidade é linda e o povo, super solicito. Se tiver oportunidade de ir, vá. Acho que até 3 dias na cidade é suficiente.

Roteiro:

Dia 1 {sábado} – Chegada

Cheguei no Texas pelo Aeroporto de San Antonio, de Delta, mas saindo do Brasil existem vôos direto paras Dallas e Houston pela American. Optei descer em San Antonio porque era a cidade que ficaria mais tempo e na hora de voltar, seria mais prático. O voo atrasou super e acabei chegando pela noite e super cansada. Não deu ânimo de fazer nada além de pegar o carro e dirigir para Austin (pouco mais de uma hora de viagem). Em Austin, fiquei no Kimpton, num quarto no canto no nono andar, com uma vista mais do que privilegiada.

Dia 2 {domingo} – Austin + Lake Travis

Esse era o único dia inteiro que teria em Austin, e por isso, tentei extrair o máximo da cidade. Confesso que a temperatura tava desanimadora (que chegou a -2C). Ainda assim, acordei animada, tomei café no restaurante do próprio hotel, o Geraldine’s, e parti em rumo à primeira parada: o Graffiti Park.

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Café da manhã do Geraldine’s

Dica: Se você se hospedar no Kimpton, o restaurante à noite funciona como bar e tem música ao vivo de qualidade praticamente todos os dias – na noite anterior, uma banda de jazz tinha tocado. O atendimento é ótimo e a comida é maravilhosa. Imperdível.

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O Graffiti Park é um museu a céu aberto, onde os grafites são feitos pelos visitantes. Fica numa área meio escondidinha e apesar de ser uma visita rápida, vale a pena para tirar fotos.

Dica: Se quiser deixar sua marca nas paredes do Grafitti Park, não se esqueça de levar tinta em spray. O lugar é super democrático e qualquer um pode interagir com as paredes.

Depois da rápida parada para fotos no Grafitti Park, incluí no roteiro um passeio que não planejava, mas que é clássico e vale super a pena: o Capitólio

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O Capitólio é a sede do governo no Texas, e é o segundo maior dos EUA (perdendo somente para o de Washington!). O lugar é lindo (tanto a área externa quanto o interior do prédio) e nos primeiros andares funcionam como um museu, com imagens e história de todo mundo que passou por ali (como George W Bush, que governou o Estado de 1995 a 2000).

E já estava na sede da Universidade do Texas, por que não dar um pulinho lá?

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Foto: Universidade do Texas

Amo visitar campus e achei que seria uma boa, já que além de tudo, era fim de semana e o último das férias escolares, o que deixaria tudo bem mais calmo para a minha visita.

E por fim, um pulinho para visitar o Blantom Museum of Art (que fica dentro da Universidade) e tomar um cafezinho – já que acabei pulando o almoço.

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Foto: Blanton Museum of Art

Dica: Se você tiver um tempinho, do outro lado da rua está o Bullock, um museu da história do Texas e que parecer ser super interessante. Infelizmente não consegui ir, mas diversos amigos americanos me recomendaram esse passeio.

De lá, arrisquei fazer uma viagem para os arredores de Austin (que durou cerca de uma hora) e fui até o condado de Travis, visitar o famoso Lake Travis, um reservatório formado pelo Rio Colorado, o maior rio do Texas e o décimo oitavo maior dos EUA.

Durante o verão, acontecem várias atividades no lago, mas como neste dia estava extremamente frio, só consegui mesmo tirar umas fotos e ir embora. A entrada custou U$10.

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Lake Travis

O lugar é lindo, mas se você, assim como eu, estiver atrás apenas de um cenário bonito para as fotos, sugiro que você pare em algum restaurante ou morro da região, ao invés e de pagar para ir até o lago.

Saindo de lá, fui almoçar no The Oasis, que fica bem em cima do lago e tem uma vista maravilhosa. O restaurante é mexicano, então se você, assim como eu, não tem muita tolerância para pimenta, é bom avisá-los: pouca pimenta ainda vai ser muita pimenta, e no Texas, eles levam esse negócio de pimenta mais a sério que em qualquer outro lugar dos EUA.

Hora de pegar a estrada de volta pra Downtown e como já era noite, uma paradinha no Whole Foods. Além de ser meu supermercado preferido no mundo, a unidade que fica no Lamar Blvd (entre a 5th e a 6th avenida) foi a primeira dos EUA. Sim, o Whole Foods nasceu em Austin! O mercado é enorme e além de todas as opções naturebas, tem vários corners que funcionam como restaurantes e dá pra comer por lá ou pedir para levar. Fui no restaurante asiático e pedi um lamen para viagem e foi um dos melhores que comi na vida.

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Foto: Whole Foods Market

Já sem coragem e morrendo de frio, terminei minha noite comendo meu lamen, embaixo do cobertor no hotel.

Dia 3 {segunda} – Outlets de San Marcos

Depois de acordar e tomar uma café da manhã reforçado no Cenote’s (uns 5 minutos andando a partir do hotel), hora de fazer check-out e partir para San Antonio.

Mas antes, uma paradinha em San Marcos!

San Marcos é uma cidadezinha que fica exatamente no meio do caminho entre Austin e San Antonio e que, apesar do tamanho, aparece quase todo ano listada em alguma publicação importante como uma das melhores cidades para se viver nos EUA.

Acabei não conhecendo a cidade porque passei o dia nos Outlets (Premium Outlets e Tanger, um em frente ao outro).

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Photo: Premium Outlets

Já cheia de sacolas, segui viagem para San Antonio.

Até quinta-feira fiquei hospedada no Hyatt Regency, uma espécie de hotel fazenda, que fica a uns 20km do centro da cidade.

Dia 4 {terça-feira}, dia 5{quarta-feira}, dia 6 {quinta-feira} – Rancho em San Antonio

Interessante a experiência de ficar 4 dias em um Rancho no Texas. Nestes dias, fiquei trabalhando no hotel, onde dividi meu tempo em:  trabalho, dormir, comer e ficar no spa, haha. Fiz todos os possíveis tratamentos no spa! O lugar é uma delícia e tem parque aquático, 3 restaurantes (um deles estava em reforma quando estive lá), lojinhas, trilhas pelo hotel, quadra de golfe e…spa (rs).

Mesmo que longe do centro, a uma curta distância de carro dá para encontrar os clássicos americanos, como Walgreen’s, Target, etc. Como gastei minha cota (e paciência em compras nos Outlets), tirei esses dias para aproveitar o hotel.

Dica: No verão, as opções de diversão são muito maiores. No hotel, por exemplo, o complexo aquático estava fechado no inverno. Outra atração ali pertinho, o SeaWorld, também não abre no inverno.

Dia 6 {sexta-feira} – Downtown San Antonio

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Foto: Site Oficial

Hora de fazer as malas, deixar o rancho pra trás e conhecer San Antonio de verdade. Migrei para o Hotel Contessa, que fica na River Walk e que foi por onde comecei o passeio.

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River Walk

A River Walk é uma região que fica à margem do rio (por isso, esse nome) cheia de lojinhas, hotéis e restaurantes. Após uma curta caminhada, estávamos no Alamo.

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Alamo

O Alamo, que hoje funciona como museu, foi o local de uma das expedições missionárias que aconteceram na região e que, no século XIX presenciou uma tomada mexicana que dizimou milhares de soldados e que culminou com a independência do Texas, que até então fazia parte do México. É um passeio indispensável para entender um pouco da anexação do Texas aos Estados Unidos.

Como parte da minha adoração por arranha-céus, saindo do Alamo dei uma caminhada até o Tower of Americas.

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Tower of Americas

Não achei imperdível, mas a minha sugestão caso você queira muito fazer, é deixar para o fim da tarde, já que além de ver o pôr do sol, dá para jantar no restaurante que fica no último andar.

Voltando para a River Walk, comecei a noite no passeio de barco.

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O passeio dura mais ou menos uns quarenta minutos e custa U$10. Apesar de acompanhar um guia que faz a narração, achei bem complicado entender o que ele estava falando por causa do barulho nos arredores. De qualquer forma, super recomendo.

E por fim, já morta com farofa, fui para o restaurante do hotel comer maravilhosos nhoques (porque nhoque a gente come em qualquer lugar do mundo) e dormir.

Dia 7 {sábado}: Volta ao Brasil

Dia de correr para o Dunkin Donuts para um rápido café da manhã e preparar a volta ao Brasil. Partindo de San Antonio, tive uma conexão em Atlanta e 9h depois, cá estava em São Paulo!

Importante! 

Clima: Não se engane quando alguém falar que não faz frio no Texas. De dezembro a fevereiro faz frio sim, especialmente em Austin. Em San Antonio a temperatura esteve agradável na maior parte do tempo (entre 15 e 22 graus Celsius). Quanto ao verão, não posso afirmar, mas já ouvi que é um calor insuportavelmente quente. Se puder, assim como em qualquer lugar do mundo, tente viajar em estações amenas (primavera/outono).

Mais um detalhe que me chamou atenção foi a alta de pólen no período que estive por lá, no fim do inverno. Nunca tinha sentido isso, mas é uma alergia eterna. Se você, assim como eu também é cheio dos ites, muito provavelmente não se adaptará muito bem a esse período.

Transporte: Não pesquisei muito sobre transporte público, mas acho que ter um carro alugado é a opção mais viável, principalmente se você quiser viajar entre as cidades. Vale ficar atento que em Austin, o Uber foi suspenso. Então, o jeito vai ser pegar táxi. Em San Antonio, ficando na Downtown dá para fazer tudo a pé.

Comida: Como em todas as grandes capitais, as opções de alimentação são bem democráticas, mas vale ficar atento às opções em cidades menores do Texas que oferecem basicamente comida Tex-Mex, que para muita gente é maravilhosa, mas eu odiei, rs. Em Austin a oferta era ótima, inclusive com opções vegetarianas em quase todos os lugares.

Custo geral: $$(barato)

BUENOS AIRES E O ELTON JOHN QUE NÃO ACONTECEU

Na última sexta-feira, peguei a minha malinha e embarquei para mais uma aventura no país do doce de leite. E olha, dessa vez foi uma aventura mesmo!

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Minha Buenos Aires

Eu quase posso dizer que absolutamente tudo deu errado, mas no fim deu certo.

Vocês sabem como funciona né?

Buenos Aires para mim (e para muitos brasileiros) não é mais novidade, afinal, o turismo na capital é intenso. Uma cultura totalmente diferente, muita comida boa e câmbio quase sempre favorável, ajuda bastante nesse intercâmbio. O que acontece é que depois de repetidas idas para a capital porteña, sempre rola aquele desespero do que fazer.

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Na dúvida, melhor comer

Desta vez, tive um desafio ainda maior: o que fazer (além de comer) em Buenos na chuva. E quando eu falo chuva, não é garoa. Com planos de ficar uns 4 dias na cidade, posso dizer que 3 deles foram de chuvas intensas.

Uma das razões, inclusive, de fazer essa viagem, era assistir Elton John e James Taylor juntinhos – sim, não consegui vê-los em São Paulo – e por fim, o show foi cancelado por causa da…CHUVA.

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A maior chuva que você respeita

Abaixo, segue uma listinha de passeios clássicos e não tão óbvios para se fazer em BsAs nos dias de chuva.

Para comer

Fiquei hospedada em Palermo – que já é um adianto na hora de pensar em comida. Isso porque a região é super famosa pelos bares e restaurantes. Tem alguns cantinhos que são imperdíveis e sempre dou um pulo quando estou em Palermo. São eles:

Fifi Almacén: Meu cantinho preferido para encontrar comida saudável com MUITA opção vegana/vegetariana. Os sucos são maravilhosos! Desta vez, pedi uma arepa que estava de tirar o fôlego, super quentinha e macia. Só amor!

Full City Cafe: Café colombiano que faz você se sentir em qualquer lugar, menos na Argentina haha. O menu, os garçons e praticamente todos os clientes adotaram o inglês como primeira língua. Os cafés são deliciosos, assim como todos os acompanhamentos.

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Café para todos os gostos no Full City

Ninina Bakery: Uma das padarias mais lindas que já estive nessa vida ♥! A decoração é maravilhosa, e se isso não fosse suficiente, eles tem um dos melhores brunchs que já experimentei nos últimos meses (e olha que vou a brunchs todos os finais de semana!). Ah, uma vantagem indiscutível: eles ficam aberto até 1am! Ótimo para quando você está indo dormir mas lembra que sempre tem espaço para mais uma medialuna.

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O brunch do Ninina

 

Entre a região de Palermo e Villa Crespo fica a Plaza Armenia, região onde se instalam diversos restaurantes armênios na cidade. Buenos Aires é na América Latina a cidade que mais recebeu imigrantes armênios no século passado. Essa pode ser uma ótima oportunidade de passear pela região e comer a comida local.

Para comprar

Paul French Gallery: Uma casa conceito que, assim como uma galeria, está toda disponível à venda. Acho os utensílios para cozinha e decoração em geral, imperdíveis. Tem também uma Paul Gallery em Punta del Este (lá é a Paul Beach House) e eu desaconselho fortemente a visita: os preços são extremamente abusivos (umas 10x o valor das coisas da loja em Buenos Aires) e cobrados em dólar (como em praticamente todas as lojas de Punta).

Tealosophy: Para quem, assim como eu, ama chá, é uma visita mais que necessária. Você encontra todos os blends possíveis com uma explicação tão didática que qualquer leigo consegue aprender um pouco mais desse universo.

Kioskos: A cada esquina da cidade você encontra os famosos kioskos, que nada mais são que conveniências para você comprar um snack. Para quem adora compra alfajor, biscoitos e chocolates locais, é uma alternativa fácil e barata de trazer um docinho de souvenir para todo mundo.

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Paradinha no kiosko

Shoppings: Não sou muito fã de shoppings, mas dessa vez precisei dar um pulo em um para comprar umas coisas que tinha esquecido. Fui ao Alto Palermo e além de ser uma ótima opção por concentrar diversas marcas locais, também tem um Cinemark enorme, que é uma ótima opção para matar umas horas chuvosas e de brinde, praticar o español.

Artsy:

O bairro por si só já é pra lá de artístico. Gente tocando nas ruas, feiras e muitas (mas muitas) galerias. Dessa vez, não consegui ir em nenhuma, mas o passeio que sempre recomendo é a ida ao MALBA que por mais clichê que seja, sempre tem alguma coisa acontecendo. Dessa vez, a expo era do projeto canadense General Idea, mas o acervo está sempre à disposição com muita coisa legal de América Latina – Tarsila do Amaral, Frida, Diego Riviera, Oiticica, entre outros. A arquitetura também é linda e sempre me lembra um pouco do MOMA, em NYC.

Onde dormir

Existem diversas opções de onde passar a noite. Nas minhas experiências mais recentes (inclusive nesta última), fiquei na região de Palermo Soho, famosa pelos hotéis boutiques. Me hospedei no Mine e vou contar tudo no próximo post.

Blogs favoritos

Tem alguns blogs que sempre dou uma olhada antes de dar um pulinho ali em Buenos. São eles:

Buenos Aires para Chicas: Projeto da Amanda Mormito, brasileira que morou por uma década em Buenos Aires e conhece bem cada cantinho. O blog foi descontinuado em 2015 quando ela voltou para o Brasil. Atualmente, Amanda mora em Singapura e segue dando dicas de viagens no blog Casa que Viaja.

Aires Buenos: Blog do brasileiro Túlio Pires Bragança, que além de manter o blog super em dia, ainda tem um canal e um tour (que estou louca para fazer mas ainda não consegui)

Aquí me quedo:  Também idealizado pela comunidade brasileira em BsAs, desta vez pela brasileira Gisele Teixeira, jornalista que gerencia esse blog super completo que foi considerado de Interesse Cultural pela Legislatura Portenha em 2015. Sempre atualizado e com dicas bem completas, vale muito a pena para conhecer uma Buenos menos óbvia.

Custo geral: $$(barato)