NATAL ECONÔMICO EM NOVA YORK

5 dicas para você curtir o feriado mais iluminado do ano sem gastar muito.

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Eu já estive em Nova York algumas vezes, mas visitar a cidade em dezembro sempre me pareceu um sonho distante, especialmente quando a minha vontade era inversamente proporcional ao meu orçamento. Quando minha família veio me visitar aqui nos Estados Unidos, eles deixaram o roteiro bem aberto para fazermos o que eu achasse melhor na primeira vez deles na terra do Tio Sam, mas uma coisa, deixaram claro que não poderia ficar de fora: visitar Nova York e ver as luzes do natal. Bem, daí para frente o sonho não era só meu, rs.

thais natal

No começo fiquei meio relutante, já que o orçamento da turma não era dos maiores, mas não desisti, e estou aqui para provar que é possível aproveitar o melhor da Big Apple na época mais iluminada (e cara), sem precisar decretar falência ao voltar das férias.

Aqui vão algumas dicas como não extrapolar o orçamento enquanto aproveita o melhor da cidade!

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1) Hospedagem

Esse é, sem dúvidas, o grande encarecedor de qualquer viagem a Nova York! Sabendo que a cidade é formada por cinco regiões (Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e Staten Island), uma alternativa que encontrei – e que, com certeza, repetirei – foi ficar fora de Manhattan.  Eu sei que, especialmente para quem vai à cidade pela primeira vez, ficar em outra ilha, pode ser um pouco frustrante, já que é por lá que temos aquela imagem de filme.

nyc map

Contudo, ficar fora da área mais turística, além de “embaratecer” o roteiro, é uma ótima chance de conhecer mais o dia-a-dia dos locais.

Dessa vez, escolhi o Brooklyn, e apesar de ter sido minha primeira vez, super recomendo por inúmeras razões (além do preço):

Transporte fácil (ônibus, metrô, trem, ferry) por praticamente toda a ilha;

Distancia relativamente curta das principais atrações de Manhattan;

• A nova sensação hipster, o bairro de Williamsburg;

Barcleys Center – ginásio onde se encontra uma calendário ativo de atrações diversas;

• MUTOS restaurantes incríveis;

Próximidade com aeroporto de La Guardia;

• A Brooklyn Bridge – icone máximo da cidade.

brooklyn bridge agua

Me hospedei pelo Airbnb neste apartamento.

2) Transporte

O trânsito de NYC é sempre um caos, e se você, assim como eu, tem pavor de perder tempo dentro do carro, a melhor forma de se locomover pela cidade de é de metrô/trem. Não importa onde você se hospedará, as linhas atravessam toda a cidade e o custo-benefício é incrível, afinal, taxi em NY é uma experiência igualmente estressante e cara.

O preço do bilhete individual é US$3 com opções mais baratas para quem adquire o MetroCard.

subway nyc
Fonte: New York City Subway // clique para expandir

Outras opções de transporte entre ilhas: Bicicleta, ônibus ou  balsa.

Aplicativos de carro compartilhado: Já usei o Uber e o Lyft.

3) Alimentação

Se tem uma coisa que Nova York tem, é restaurante. Sair para comer já é, por si só, um programão para fazer na cidade. Eu, pessoalmente, não acho que substituir todas as refeições pelas famosas dollar menu (ou menu de um dólar, popular entre redes de fast food) uma boa saída. Claro, que economizar, você vai. Mas também vai perder grande parte da essência da cidade.

Se você está planejando ficar em hotel, uma coisa chata da maioria é o café da manhã quase nunca estar incluso – mais uma refeição para colocar na conta. Por outro lado, alugando um apartamento dá para se organizar com a cozinha e economizar alguns trocados com refeições simples, como o café da manhã ou aquele lanchinho da tarde.

Supermercados

Existem milhares de supermercados pela cidade para abastecer a dispensa/minibar assim que chegar. Eu amo o Whole Foods, porque além de ter várias opções mais naturebas, também serve um buffet de comida barata e super decente.

Outras redes mais em conta são k-mart, o Trade Joe, ou a loja de departamento Target. Para quem fica em New Jersey, tem o Walmart.

Por onde comi

Dessa vez, acabei elegendo como refeição principal o “almojanta” para fazer fora de casa, além de uns lanchinhos adicionais.

Blank Bistro: Esse café/bistrô no Brooklyn foi um achado incrível para quando estávamos voltando do píer. Serve desde bebidas maravilhosas com café, até comidinhas com uma pegada oriental. As opções de brunch também me pareceram ótimas para quem quer tomar uma café da manhã “mais encorpado” fora de casa.

Broccolino: Saindo do jogo de basquete no Barclay’s center, caímos em um italiano do outro lado da rua – às 22h, todo mundo morrendo de fome e frio, não houve tempo para pesquisar, rs. A comida é ok, a pizza do Adrienne’s é melhor, mas a carta de vinhos é ótima, então recomendaria mais para beber do que para jantar.

Cerveceria Havermeyer: Bom para happy hours, esse mexicano no Brooklyn tem um preço especial no fim da tarde, e mini tacos que vão bem com uma das muitas margueritas do cardápio. O lugar em si é bem simples, mas engana: nos assustamos quando vimos a conta de 100 dolares para 2 bebidas+ snacks!

Momofuku Milk Bar: Para quando aperta aquela vontade de comer um doce quentinho numa tarde de inverno, o melhor cookie da cidade fica aqui.

Friedsman’s lunch (Chelsea Market): O Chelsea Market é um mundo e opções de comida por lá não faltam. Como estava adepta do “almojanta”, parei no Friedsman’s para comer uma saladona e seguir a viagem! Uma das vantagens deste restaurante, além do menu com opções mais saudáveis, é uma área própria para os clientes – dependendo do horário, pode ser bem difícil achar uma mesa nas áreas comuns do mercado.

Adrienne’s Pizza Bar: Foi quando peguei mais frio + chuva na cidade que bateu aquela vontade de comer uma boa pizza. Amo o Roberta’s, mas estava longe demais para andar até lá e fiquei nesse pizza bar que encontrei pelo caminho. Não me arrependo em nada dessa escolha. A pizza é maravilhosa – a Old Fashioned serve bem quatro pessoas.

Ceia de natal

Está na cidade no dia 25? Alguns restaurantes como o Tavern on the Green, Nomad, Ferris e o Dirty French trazem boas opções para o feriado.

Pode extrapolar o orçamento do jantar na noite do dia 25? Se ainda tiver mesa (rs), o Per Se é uma escolha certeira!

4) Companhia Aérea

Algumas companhias locais, como a Spirit e a Southwest, são velhas conhecidas quando o assunto é voar com o orçamento apertado nos Estados Unidos. Ambas são conhecidas como low cost, pois como o próprio nome já diz, oferecem passagens por um custo reduzido.

Já tinha experimentado esse modelo na Europa, mas foi a minha primeira vez nos Estados Unidos. O voo entre Orlando e New Jersey custou pouco menos que US$150, comprado uma semana antes da viagem – o que é uma bela barganha, comparado com a mesma rota em empresas convencionais durante o mês de dezembro. Apesar de não ter amado a experiência – várias coisas deixam bastante a desejar  – recomendo contanto que;

• Você tenha tem pouca bagagem: pouca mesmo, só é permitido voar sem custo extra com uma mochila;

• Não se importe em descer num aeroporto mais afastado:  eu desci em Newark e o Uber até o Brooklyn custou cerca de US$65 por trecho;

• Esteja ok com o fato de que não é possível escolher o assento previamente sem custo adicional;

• Não faça questão de algumas mordomias a bordo: como serviço de bordo, entretenimento e poltrona regulável.

Lembrando que: só compre o voo quando tiver certeza que vai voar. No caso da maioria das low coasts, em especial da Spirit, qualquer alteração/ cancelamento causa, além de um transtorno imenso, zero reembolso. 

5) Passeios

Se também não é a sua primeira vez na cidade, uma boa notícia: várias atrações natalinas são gratuitas!

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Quinta avenida lotada em dezembro
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A famosa árvore do Rockfeller Center

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• Andar pela quinta avenida: As vitrines por aqui são a coisa mais linda do mundo! Macy’s, Saks, Tiffany, tem até shows! Respire fundo, enfrente a muvuca e vá.

Pista de patinação e árvore do Rockfeller: Além da tradicional pista de patinação (a qual não tive coragem de me arriscar), a árvore do Rockfeller Center costuma ser uma das mais fotografadas! A de 2018 tinha mais de 20m de altura!

• Feiras de natal: São várias feiras espalhadas pela cidade, com destaque para a Columbus Circle, Union Square e Bryant Park

Passeios temáticos de barco pelo rio Hudson

• Radio City Christmas Spectacular: O show de natal mais tradicional da cidade no Radio City Music Hall

Decoração de natal das casas: além das vitrines e lojas decoradas na quinta avenida, centenas de casas no bairro de Dyker Heights no Brooklyn preparam uma decoração (muitas vezes profissional) de natal! Vá no começo da noite para evitar grandes aglomerações.

Reveillon na Times Square: A virada de ano mais tradicional dos Estados Unidos!

Se é a sua primeira vez, clica aqui para ler mais sobre as outras atrações.

Inspirações

Pronto para sonhar com antecendência? Se inspire!

Assista:

Esqueceram de mim II, Chris Columbus

Sex and The City, Patrick King

Outono em Nova York, Joan Chen

Manhattan, Woody Allen

Leia:

Nova Iorque para mãos de vaca, Henry Bugalho

New York, New York, Inma López Silva (em espanhol)

Nova York do Iapoque ao Chuí, Tania Menai

Nova York econômica, Laura Peruchi

De Recife para Manhattan: Os judeus na formação de Nova York, Daniela Levy

Dicas extras

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NY City Pass:  Se você também faz questão de visitar algumas atrações mais clássicas, vale a pena dar uma olhada nos city passes disponíveis – a economia de tempo e dinheiro compensam.

Clima: O fator clima está tão maluco em NY como no resto do mundo. Portanto, acompanhe a previsão nos dias que antecendem a viagem tanto para acertar na mala quanto para organizar o roteiro (acreditem: ninguém vai se sentir confortável passando o dia em atrações externas com temperaturas abaixo de zero!).

Natal atrasado: Se não der para passar o feriado em NYC, tudo bem. Você pode viajar no comecinho de janeiro e pagar mais barato ainda na passagem. As decorações ficam expostas até dia 6.

Para ler mais sobre os Estados Unidos, clique aqui

CARTAGENA, A FOTOGÊNICA

Muitos adjetivos poderiam descrever Cartagena: apaixonante, calorosa, acolhedora, turística…mas nenhum faz tanto sentido quanto fotogênica.

Precisa viver em outro planeta para nunca ter ouvido falar da minha queridinha. Cidade mais visitada da Colômbia, casa de Gabo, dona do principal porto do país e garantia de uma boa festa, Cartagena costuma estar – com frequência – nas lista de hot destinations pelo mundo.

Mochileiros, viajantes de luxo, família, casais, viajantes desacompanhados… Do momento do pouso até a triste despedida, ninguém se arrepende de passar por aqui.

E a melhor parte? Tudo isso pertinho do Brasil!

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O título já diz muito, mas reforço: Cartagena entrou definitivamente na lista das minhas cidades preferidas no mundo. Talvez seja a atmosfera cultural, o clima tropical envolto pelo mar do Caribe – ou tudo isso junto, mas a verdade é que cheguei na cidade para ficar míseros dois dias e acabei ficando oito, e já adianto: não foi suficiente.

Como chegar

A partir do Brasil:

AVIANCA: via Bogotá

LATAM: via Bogotá

COPA: via Cidade do Panamá

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Fui de LATAM e voltei de Copa e achei e o serviço da segunda imensamente melhor: voos pontuais, check-in rápido, tripulação prestativa, ótimo espaço entre as poltronas e refeições bem decentes (para classe econômica). 

O voo partindo de Bogotá dura cerca de 1h30 e a partir da Cidade do Panamá, 50 min.

Clima

QUENTE, mas quente mesmo. Durante o ano todo, a temperatura oscila entre 25 e 30 graus, mas a umidade é altíssima, fazendo que durante o dia a sensação térmica fique bem próxima aos 40 graus.

Nos meses de maio a setembro costuma chover, mas o clima é bem incerto, então esteja preparado para possíveis pancadas de chuva mesmo fora de época.

Língua

Oficialmente, espanhol. Inglês e Portunhol também são amplamente praticados.

Moeda

Na Colômbia a moeda é o Peso Colombiano. Como é relativamente difícil achá-lo em Casas de Câmbio no Brasil e, considerando que a aceitação de reais é mínima por lá, recomendo levar dólares e trocá-los na entrada do país. Optei por sacar todo o dinheiro diretamente do caixa eletrônico ainda no aeroporto, já que precisei de cash para pagar o boleto turístico para minha viagem a San Andrés.

Leia mais: Revéillon em San Andrés

Visto e Imigração   

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Colômbia, podendo, inclusive, viajar apenas com um RG válido que tenha sido expedido nos últmos 10 anos. Já a vacina de febre amarela passou a ser obrigatória em 2017 e sem o Certificado Internacional de Vacinação é banido o embarque.

Clique aqui para saber como fazer o seu certificado.

Para voos com escala no Panamá, o passaporte é obrigatório.

Transporte 

O táxi é a opção mais prática para quem se hospeda fora do circuito central, enquanto que, ficando na Cidade Amuralhada, se faz tudo a pé. Alugar um carro faz sentido para conhecer as outras cidades costeiras, como Barranquila e Santa Marta.

Para conhecer os principais pontos de turismo, o ônibus Hop on/ Hop off está disponível em toda a cidade.

Onde ficar

Dividi a minha estadia em dois hotéis:

Sofitel Santa Clara ★★★★★

Dos hotéis mais lindos que já fiquei nessa vida e cheio de história. O local que hoje é hotel cinco estrelas, costumava ser o famoso Convento de Santa Clara, que deu vida à obra Do Amor e outros demônios, do escritor Gabriel Garcia Marquéz. É o hotel mais luxuoso de Cartagena, um dos melhores em que já me hospedei e uma ótima opção para uma comemoração especial.

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Foto: Divulgação Sofitel

Quartos

Os quartos são das categorias Classic, Superior ou Luxury e variam entre 26m2 e 34m2. Fiquei no Luxury, no último andar com vista total da piscina e parcial do mar. O quarto de 34m2 tinha frigobar, máquina de café/chá, água e frutas cortesia, dock station da Bose, TV e equipamento de vídeo. No banheiro, chuveiro sem banheira e amenities Lanvin.

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Quarto idêntico ao que fiquei no Sofitel | Foto: Divulgação Sofitel

Áreas comuns

Minha parte preferida desse hotel com certeza foi a piscina! Ela é imensa e está bem ao centro do prédio principal, circundando toda a propriedade. Além da estética, piscinas em Cartagena são um caso de sobrevivência – não à toa quase todo hotelzinho tem uma. Como faz muito calor durante o dia, é bem difícil fazer qualquer coisa que não seja ficar de pernas para o ar (ou melhor, na água) se refrescando.

A infraestrutura também favorece: o bar da piscina também fica ali à disposição para os melhores drinks e snacks, não precisando sair de lá nem para almoçar.

Restaurantes

Bar da piscina: serve drinks e snacks e funciona da abertura ao fechamento da piscina

El Claustro: Informal, serve café, almoço, jantar e chá da tarde.

1621: Requintado e um dos mais premiados de Cartagena, recomendo a visita mesmo para quem não está no hotel. Reservas são obrigatórias, faça-as com antecedência e solicite uma mesa na área externa (jardim).

O café da manhã pode ou não estar incluído na reserva, no meu caso, não estava. Mesmo assim, paguei o equivalente a 70 reais para ter o café da manhã completo no El Claustro e valeu cada centavo. O café também abre ao público externo e é uma ótima alternativa para fazer uma refeição bem completa sem precisar gastar muito.

Bem-estar

Spa e academia completa.

O wifi cobre bem toda a área do hotel e funciona super bem.

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Diárias a partir de R$1200,00

Épica House Luxury Hotel ★★★

Como mencionei anteriormente, cheguei na cidade para ficar dois dias e prolonguei a estadia para uma semana! Amei ter ficado no Santa Clara (impossível não gostar), mas em semana de Festival de Música (leia mais abaixo), o hotel estava lotado e não consegui estender meus dias por lá.

Como a cidade é cheia de hotéis boutique, escolhi dar uma chance ao Épica House, que fica super bem localizado e tem uma proposta que me pareceu bem interessante. Trata-se de três casarões antigos que foram reformados e anexados, formando uma grande casa, mas que ainda assim, podem funcionar como locações distintas. Se você estiver em um grande grupo, por exemplo, pode fechar uma casa e terá cozinha e piscina privativa.

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Área do café da manhã | Foto: Divulgação – Épica Luxury House

Caso esteja interessado em uma viagem mais “calma”, penso que considere outro hotel, já que a Épica está ao lado de um clube noturno e os hóspedes que alugam a casa inteira costumam dar festas até altas horas sem que o pessoal do hotel faça nenhuma interdição.

Quartos

Há duas categorias: a Standard e a Deluxe e acabei me hospedando nas duas.

Nas duas primeiras noites fiquei na categoria Standard na casa anexa e foi um pesadelo! O quarto era pequeno, sem janelas e com um super cheiro de mofo. Para piorar, as paredes pareciam invisíveis durante a noite, quando a casa vizinha fazia festa até de madrugada e conseguia ouvir tudo! Na terceira noite fui transferida para um quarto Deluxe na casa principal e tudo mudou! O pé direito era altíssimo, com uma janela imensa que ia quase do teto ao piso e por ser no último andar, era um silêncio reinava.

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Quarto Deluxe idêntico ao que fiquei após o upgrade | Foto: Divulgação – Épica Luxury House

Áreas comuns

Em cada casa há uma piscina e esse é basicamente o único entretenimento disponível. Como não há restaurante, o café da manhã é servido gratuitamente no último andar da casa principal.

Alerta fraude: Logo no check-in fomos informados que o café da manhã era preparado por um chefe que elaborou um menu especial. A verdade é que não há um menu prévio e o “chefe” em questão preparou ovos todos os dias como a única opção.

O wi-fi é gratuito, mas não funciona muito bem em nenhum lugar.

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No geral achei o hotel lindo, mas é um custo-benéficio que simplesmente não compensa. Reservando com antecedência, se encontra hotéis-boutique melhores e pelo mesmo valor.

Diárias a partir de R$$460,00

O que fazer

Compras

Esmeraldas: É tanta loja que acaba sendo difícil escolher. Achei o preço MUITO melhor em San Andrés, então se você também está indo para lá, é melhor se conter em Cartagena. Em Bogotá também tem um Museu de Esmeraldas com uma loja, acredito que também seja mais em conta.

Callejon de los Estribos: Extensa rua onde estão as principais lojas e um dos melhores lugares para comprar a famosa Wayu bag.

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Dica: Os preços da Wayu variam de acordo com o material, estampa, cores e tamanho, portanto, pesquise bastante! Comprei a minha por US$35, mas vi por até US$85.

Las bovedas: Uma construção toda em arco onde cada porta é uma lojinha. Tem de tudo, inclusive muitas esmeraldas.

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Carrinho de drinks de café em frente a Las Bovedas

Abaco libros: Uma pequena livraria que também é cafeteria. É uma delícia para passar as horas e comprar alguns exemplares em espanhol – Para quem gosta de Gabo, eles têm praticamente todos os títulos!

Pela cidade

City Tour: Cartagena é um lugar cheio de história e ter um guia ajuda muito entender as coisas e “ligar os pontos”. Há opções de tours em grupos e até mesmo um ônibus hop on, hop off, como em toda boa cidade turística, mas se puder, recomendo mesmo fazer com um guia particular, que além de ir no seu ritmo, pode customizar a experiência.

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Portas de Cartagena

Anualmente a prefeitura premia a varanda mais decorada do Centro Histórico. Assim, é comum encontrar as famosas e coloridas casinhas por todo o canto, o maior cenário aberto para turistas.

Igrejas: Para quem gosta de arte Sacra, as catedrais de Cartagena dão um show a parte. As principais são: São Pedro, Santo domingo e La Catedral.

Museus: um prato cheio para quem gosta de cultura, a visita aos prédios históricos é imperdível. Fora do eixo turístico do centro, o Castelo de San Felipe de Barajas construído para proteção durante as frequentes guerras no “novo mundo” é um must do. Vá bem cedinho pela manhã para evitar o calorzão e a lotação. Já na Cidade Amarulhada, se você gosta de arte, separe uma horinha para conhecer o Museu de Arte Moderno, onde a entrada é gratuita. Por fim, mas não menos importante, o Palácio da Inquisição, onde costumava funcionar o tribunal do santo oficio.

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Castillo San Felipe de Barajas

Existem alguns pequenos “museus de esmeralda” espalhados por Cartagena, mas não se engane – eles não passam de lojinhas onde na entrada, tem alguma explicação. Por curiosidade visitei o que fica em Bocagrande, o maior deles. Nele, fiz um tour guiado que mostra o processo de lapidação e as principais variedades espalhadas pelo mundo.

Tour Gabriel Garcia Marquez: Não fiz, mas queria muito ter feito. Uma das coisas que me deixou bem chateada é que a antiga casa de Gabo é uma residência privada e não está aberta a visitação. Como uma alternativa, algumas agências oferecem um tour guiado onde são detalhados os lugares que fizeram parte da história do autor pela cidade.

Festival Internacional de Música: Anualmente, em janeiro, Cartagena recebe o Festival de Música Clássica. Os concertos estão espalhados em várias locações, e claro, os mais tradicionais (como o que acontece no Castelo de San Felipe Barajas) esgotam antes, então é bom comprar com antecedência. As vendas normalmente abrem em meados de novembro. Comprei meu ingresso logo que cheguei na cidade para Estive assistir um concerto de música mexicana e colombiana, mas quase tudo já estava esgotado.

Noite: O que não falta são atrações noturnas, a maioria funcionando de quarta a sábado a partir das 22h da noite. Recomendo o Bazurto Social Club e o Café Havanna

Bairros

Beeeem resumidamente, podemos dividir Cartagena geograficamente em três principais bairros.

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Cidade amuralhada: É o que muita gente chama de Cartagena propriamente dita: Turistica, histórica, Patrimônio da Unesco. Acho que vale muito a pena se hospedar por aqui e ter aquela magia ao acordar de manhã que só Cartagena traz. Um milhão de lojas, hotéis, restaurantes e atrações… é bem difícil ficar entediado por aqui.

Getsemaní: Famosa pela boêmia, aqui estão a maioria dos bares e alguns bons restaurantes. No passado, pertenceu à área murada, sendo hoje vizinha do que conhecemos com o Centro de Cartagena. A principal atividade aqui com certeza é a vida noturna e um ponto super positivo é que é fácil se deslocar à pé até a cidade Amarulhada.

A rede Four Seasons está construindo em Getsemaní o hotel que será o mais luxuoso de Cartagena.

Bocagrande: É a cidade nova, algo como um Porto Madero em Buenos Aires. Por aqui, estão os prédios mais modernosos e é onde fica a costa, propriamente dita. Funciona bem para viagens corporativas e/ou se você gosta de se hospedar em grandes redes, como os hotéis Hilton.

Leia mais: Buenos Aires e o Elton John que nunca aconteceu

Praias

Você pode até arriscar ir em uma das praias da cidade, não é ruim, mas também não é maravilhosa. A areia e a água escura, de origem vulcânica, passam longe do que se espera de uma região banhada pelo Mar do Caribe.

Para apreciar o clássico cartão-postal caribenho, visite uma das ilhas que formam o arquipélago.

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Isla del Rosário

Islas del Rosário: Relutei em fazer esse passeio, afinal já tinha passado 6 dias em San Andrés, mas como estendi minha estada em Cartagena, acabei indo à Praia Blanca, uma das que formam as Islas del Rosário. Ao comprar esses tours, normalmente a agência reserva um clube de praia onde você passará o dia com uma infraestrutura legal e almoço incluído. Saí do hotel na Cidade Amuralhada às 8h e voltei às 17h, ou seja, vai o dia inteiro. Vale se programar direitinho e se tiver um tempo livre, conhecer uma das ilhas.

Leia também: Cartagena – Gastronomia democrática

O que levar na mala  

Protetor Solar, repelente, roupas de banho (biquíni, sunga, etc), chapéu e roupas muito leves.

Sobre mosquitos: Não vi muita gente dando atenção aos mesmos, mas vale ressaltar a importância do repelente, especialmente para quem viajar na época das chuvas ou para os day tours às ilhas anexas.

Quanto custa

Por ser a cidade mais turística da Colômbia, não é a mais barata. Se por um lado tudo é feito a preços turísticos, por outro a cidade oferece muita opção, e baratear ou encarecer a estadia, dependerá definitivamente das escolhas que você fizer. Para quem está acostumado com Estados Unidos/Europa, diria que é uma viagem bem em conta.

Custo geral $$ (barato)

 

 

 

 

[FAMILY TRIP] RIO PARA INICIANTES

Comecei outubro viajando: durante vinte dias, eu e minha família passamos pelo Brasil, Argentina e Uruguai. Nesta série, mostro o lado mais turístico e o que não se pode passar em branco em sua primeira viagem a esses países.

Como tem muita coisa para contar da viagem, os posts virão separados. Sobre a nossa primeira parada, a cidade do Rio de Janeiro, já tem outras  informações neste link.

Verdade seja dita: muitas vezes deixamos passar boa parte das atrações turísticas clássicas quando moramos em uma cidade. Isso se explica, em partes, porque quando vivemos em algum lugar, deixamos de lado o senso de turista para tornarmos moradores. Mesmo não morando no Rio, conheço tão bem e já passei tantos dias pela cidade, que simplesmente ignoro a maioria dos lugares que os turistas lotam.

Com a vinda da família para o Brasil, fui obrigada a deixar meu comodismo de lado e me esforçar para colocar em prática uma lista de desejos talvez muito grande para apenas cinco dias.

Leia mais: O roteiro de viagem pela América do Sul com a família

Esse post é um resumo de por onde passamos e quais são as informações essenciais no quesito entretenimento carioca para turistas*.

Pão de Açúcar

O que você precisa saber: Apesar de turístico, esse é um passeio delicioso e que indico para todo mundo. A vista lá de cima é linda e ainda dá para parar no restaurante ou em alguma das lanchonetes para comer/beber alguma coisa.

Melhor horário de visita: Pôr do sol

Quanto custa: Adultos* – R$ 80,00; Moradores do RJ/ Crianças de 06 a 12 anos/ Jovens de 13 a 21 anos – R$ 40,00; Crianças menores de 06 anos – Grátis

*Meia entrada disponível

Cristo Redentor

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O que você precisa saber: Por ser o lugar mais visitado do Brasil, muito provavelmente você não conseguirá uma boa foto. Para aumentar as chances, vá pela manhã, horário que costuma ser mais vazio e mais viável de conseguir ingressos.

Para poupar tempo, compre os ingressos com antecedência pela internet.

Melhor horário de visita: Pela manhã, ao abrir.

Quanto custa: R$75 (alta temporada); R$62 (baixa temporada); R$24,50 (Idoso brasileiro), R$49 (de 5 a 11 anos).

Jardim Botânico

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O que você precisa saber: Um passeio imperdível para conhecer mais sobre a fauna e flora brasileira. Não deixe de atravessar a rua e tomar um café na deliciosa cafeteria La Bicyclette.

Melhor horário de visita: Qualquer horário

Quanto custa: R$15,00*

*Meia entrada disponível

Santa Tereza

O que você precisa saber: Se prepare para encontrar muita ladeira pelo caminho, mas chegando lá em cima terá uma das vistas mais lindas do Rio. Vários (bons) restaurantes ficam por ali também, faça reserva para o jantar ou Happy Hour e garanta o pôr do sol.

Melhor horário de visita: Fim da tarde

Quanto custa: Grátis

Lapa

O que você precisa saber: O bairro mais boêmio do Rio, é também onde fica a famosa Escadaria Selaron e os Arcos da Lapa. Se quiser visitá-los, vá no fim da tarde e emende com o Happy Hour.

Melhor horário de visita: Fim da tarde/ Noite

Quanto custa: Grátis

Centro

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O que você precisa saber: Perfeito para quem gosta de história e arquitetura. O MAR (Museu de Arte do Rio) e o Museu do Amanhã estão por ali, no Pier Mauá. Evite andar sozinho por lá à noite e cuidado com seus pertences durante todo o dia.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Aterro do Flamengo

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O que você precisa saber: Na Baía de Guanabara, conta com a Marina da Glória, o MAM (Museu de Arte Moderna), pista de skate e dança. Aos domingos fecha para carros, ótimo para passar a tarde.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Quanto custa: Grátis

Copacabana

O que você precisa saber: Diariamente, a partir das 18h, acontece a feira no canteiro central que vende quase tudo. Emende com um lanche no pôr do sol no Forte de Copacabana, na Confeitaria Colombo (aberta até às 19h).

Melhor horário de visita: Fim da tarde/ noite

Quanto custa: Grátis

Barra da Tijuca

O que você precisa saber: É longe, rs. Isso é o que mais se escuta dos próprios cariocas, já que o trânsito até lá é sempre tão caótico que pode demorar muito. Para quem está hospedado na Zona Sul ou no Centro, recomendo tirar um dia para ir para a Barra e ficar por lá. Curta o dia de praia e emende com um dos ótimos restaurantes da região.

Melhor horário de visita: Durante o dia

Quanto custa: Grátis

Ipanema

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O que você precisa saber: Um dos bairros mais populares no Rio, perfeito para quem quer ficar o dia na praia, almoçar ou jantar em um bom restaurante e ainda emendar um bar/balada durante à noite.

Melhor horário de visita: Qualquer horário

Quanto custa: Grátis

*Clique nas atrações para ver a localização

Para ler mais sobre América do Sul, clique aqui.

MUSICAIS PARA TE EMBALAR

A cidade é cheia de eventos, e tantas opções, sempre frequentes, podem te deixar interessado e fazer você programar tudo rapidinho… mas também tem vezes que vamos deixando para depois e, quando realmente buscamos os ingressos, descobrimos que o espetáculo saiu de cartaz.

(Sério, preciso ter certeza de que não acontece somente comigo…)

Vou listar três opções diferentes e fazer você oficializar o programa!

LÉS MISERABLES

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imagem: Divulgação

A história clássica, baseada na obra do escritor Victor Hugo, retorna à São Paulo, desta vez em versão que segue os moldes da adaptação mais recente da peça, lançada em Londres em 2010.

Super envolvente, difícil não conhecer (ou pelo menos reconhecer) algumas canções que embalam este musical histórico. Clássico é clássico.

Tive a oportunidade de assistir recentemente e a montagem é linda, mas para mim, o mais incrível é ter uma orquestra completa tocando por 3 horas (sim, 3 horas!) no decorrer da história. De arrepiar.

RENATO RUSSO – O MUSICAL

 

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Imagem: Divulgação

Curta temporada, o espetáculo estreou no começo deste mês fica em cartaz somente até  outubro (se gostou, corre, outubro é logo ali!), e é baseado em depoimentos, reportagens, entrevistas, livros e imagens.

Paralelamente, o MIS, Museu da Imagem e do Som, iniciou a exposição Renato Russo também neste mês, e a junção destes dois eventos pode ser bem interessante para fãs do artista, de sua música, de música em geral e curiosos. Esta, por sua vez, pode ser visitada até janeiro de 2018.

CANTANDO NA CHUVA

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Imagem: Divulgação

O filme clássico é adaptado ao teatro e é uma forma de celebrar seus 65 anos de estreia. Com muitos efeitos técnicos especiais e chuva (sim, muita água), promete ser bem realizado e divertido. Em cartaz a pouco tempo, pode ser visto até novembro deste ano.

 

Mais informações:

Lès Miserables – Teatro Renault

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista

Renato Russo – O Musical – Teatro Frei Caneca

Rua Frei Caneca, 596 (Shopping Frei Caneca)

Cantando na Chuva – Teatro Santander

Avenida Juscelino Kubitschek, 2041

UM DIA EM OURO PRETO

:: Aproveitei o último feriado e viajei a Minas Gerais para passar 5 dias e 4 noites curtindo o melhor da capital mineira e seu entorno. Neste terceiro post, conto como foi meu dia em Ouro Preto, uma das cidades históricas de MG.. ::

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Uma das mais cidades mais visitadas em Minas Gerais, Ouro Preto foi a estrela da Mineração no Brasil no século 19. Nomeada inicialmente de Vila Rica, após a independência do Brasil ganhou ares de cidades se tornando a capital de Minas Gerais até 1897, quando Belo Horizonte assumiu esse posto.

Seu nome não é à toa. No século 18, o que mais se achava por aqui era Ouro. E dos bons! E tanta preciosidade a transformou naquela época na maior cidade do Brasil. Junto a Mariana, Congonhas, Sabará e Tiradentes, Diamantina e São João Del Rei, Ouro Preto faz parte do complexo de cidades históricas de MG, que lideraram não só o Ciclo do Ouro no Brasil, mas também a Inconfidência Mineira, a arquitetura (tipicamente barroca) e seu subsequente desenvolvimento literário (o arcadismo).

Tombada pela UNESCO como Patrimônio Nacional desde 1980, atualmente é rota de todo tipo de turista, dona de um dos maiores carnavais do Brasil, festa junina e festival de inverno.

Mas não se admire com os números. Ouro Preto permanece intimista e compartilha até certo provincianismo com seus (apenas) 70 mil habitantes. Você pode passar uma tarde ou uma semana por aqui, o roteiro e a apreciação serão diferentes, mas se você é do tipo que não perde uma boa história por nada, não deixe de passar.

Dica: Recomendo fortemente que a visita a qualquer cidade histórica de MG seja feita com o acompanhamento de um guia.

 

Como chegar

Ouro Preto está localizada a 100km de Belo Horizonte. Dá para ir:

De carro: Alugando um carro a partir de Belo Horizonte, são aproximadamente duas horas de viagem.  É o jeito mais cômodo, você ganha conforto e liberdade para fazer seu próprio horário e quem sabe, combinar a viagem com outras cidades históricas.
De ônibus: a rodoviária fica um pouco afastada do centro, mas de la é bem fácil pegar um táxi e chegar ao hotel. Quem faz o trajeto saindo de Belo Horizonte é a Pássaro Verde.
De Transfer: existem diversas empresas que fazem essa visita como day tour, a partir de Belo Horizonte ou combinada com outros passeios. A UAI Turismo tem pacotes personalizados que podem atender quem tem pouco tempo ou uma necessidade específica.

Se puder, faça o Caminho Velho pela Estrada Real. São 710km (boa parte sem asfalto), saindo de BH em direção a Paraty. Esse caminho foi aberto para que os Tropeiros pudessem seguir do Rio de Janeiro em busca de ouro em Minas.

Onde ficar

Opções de pousadas e hostels não faltam por aqui. Minha sugestão é se hospedar próximo à Praça Tiradentes, que é basicamente onde tudo acontece. Acabei ficando no Solar do Rosário, um casarão lindo, com mais de um século de história, mas que fica um pouco mais afastado (1km da Praça).

O hotel, cinco estrelas, além de quartos confortáveis, conta com duas piscinas, academia, cobertura com vista panorâmica, restaurante e wi-fi (que funciona bem).

Apesar do inconveniente da distância (afinal é muita ladeira para subir, rs), não posso me queixar da infra-estrutura e atendimento do local.

Diárias a partir de R$360 (com café da manhã)

Dica: Localizada a apenas 300m da Praça Tiradentes, outra opção belíssima de hospedagem é o Grande Hotel Ouro Preto, desenhado pelo Niemeyer.

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Por ser uma das cidades mais turísticas de Minas Gerais, Ouro Preto costuma lotar nos feriados e alta temporada (férias). Se puder, evite essas datas. Eu viajei no meio de um feriado nacional e confesso que as ruas super lotadas me incomodaram um pouco.

Onde comer

Como já falei no post anterior, o que não falta são bons lugares com boa comida em Minas Gerais.

Clique aqui para saber mais sobre a culinária mineira

Restaurante Conto de Réis: Fiz duas refeições aqui! A opção no almoço é buffet, super bem servido de comidas típicas. O feijão tropeiro e o pão de queijo daqui são imperdíveis e a vista, coisa de outro mundo. O único contra são as filas: se prepare, porque costuma lotar. É inviável ir sem reserva.  

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Vista do restaurante

Chocolates Ouro Preto: Parada obrigatória para provar a produção de chocolates, e claro, levar para casa. Eles também funcionam como café, sendo uma ótima parada de frente à Praça para quando a fome aperta no meio da tarde.

Frutos de Goias: Essa foi a única sorveteria que vi, e claro que fui provar. Funciona por kilo, self service e assim como sugere o nome, tem vários sabores tipicamente brasileiros.

O que visitar

Praça Tiradentes: Como já citei anteriormente, este é um bom ponto de partida. Tudo acontece ao seu redor. Não deixe de fotografar a bela estátua Tiradentes, que dá nome à praça.

Museu da inconfidência: Um dos movimentos precursores que levariam à posterior independência do Brasil, a Inconfidência tem um papel protagonista na história da região e do país. É imprescindível a visita para entender Ouro Preto e, claro, a icônica figura de Tiradentes.

Igreja NS do Pilar: A Igreja mais central da cidade, tem uma arquitetura (e um altar) de tirar o fôlego. É possível visitar também o museu que fica na sacristia e traz representações de Arte Sacra para nenhum museólogo botar defeito.

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Igreja Sao Francisco de Assis: Mais uma criação barroca, se diferencia por ser uma das grandes obras de Aleijadinho, que escupiu toda a fachada.

Ainda que seja completamente possível visitar os pontos principais de Ouro Preto em um dia, recomendaria pelo menos um fim de semana para aproveitar a cidade com mais calma.

Compras

Para quem gosta de comprinhas, não pode perder a oportunidade de passear pelas lojinhas localizadas nos entorno da Praça Tiradentes. Além das tradicionais cachaças, a região é famosa pelos quartzo rosa e azul. Não faltam joalherias e os preços são bem em conta. Para quem quer trazer uma lembrancinha mais simples, recomendo a Rocalha Artesanatos.

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Ladeiras e mais ladeiras

Para mais dicas de Minas Gerais, clique aqui

39h EM NYC

Leia ouvindo a playlist do Spotifyclique aqui.

New York City é uma das minhas cidades preferidas no mundo. Por sua localização estratégica, muita gente passa por lá em conexão e quer aproveitar o máximo da cidade em pouco tempo.

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empire state I

Na minha última ida à cidade em 2016 fiquei apenas dois dias – cheguei sábado às 6h e saí às 21h do domingo – e consegui fazer muita coisa (e ainda dormir bem) durante a minha estadia.

A viagem 

Voei direto de São Paulo (GRU) a NYC (JFK), numa rota que dura quase dez horas.  Como tanto a ida quanto a volta foram feitos em voos noturnos em business class, economizei com hotel e consegui dormir bem. De qualquer forma, acho importante considerar o cansaço, já que para a maioria das pessoas não é tão fácil dormir em aviões.

Clima

O clima é um fator super importante a se considerar na hora de planejar a sua ida a NYC. As temperaturas só são realmente agradáveis (acima de 20 graus) durante julho e setembro. Nos meses de inverno (dezembro a março), a sensação térmica pode chegar a -20 graus Celsius. Quando fui no começo de março, as temperaturas oscilavam entre 0 e 5 graus.

Locomoção

NYC é uma das poucas cidades dos Estados Unidos que tem um transporte público eficiente. A malha metroviária é extensa e eficiente e comprando o metrocard, você faz várias viagens por um preço bem razoável.

A Laura Peruchi tem uma série ótima de como utilizar o metrô.

Como não saí muito da região que estava, fiz praticamente tudo andando e peguei duas curtas corridas de táxi em Manhattan e uma mais longa, até o JFK na volta ao Brasil (estava super atrasada, então não quis arriscar o metrô).

Saindo do aeroporto

No JFK tem um metrô chamado AirTrain, que usei para ir a Manhattan, com direção à Jamaica Station, desembarcando na estação 57, a mais próxima do meu hotel. No vídeo abaixo, a Laura conta com mais detalhes o funcionamento:

Do aeroporto também dá para utilizar serviços de shuttle, táxi e Uber.

Onde se hospedar

Para quem não planeja ficar muito tempo, mas que dormirá na cidade, minha dica é ficar o mais central possível, evitando assim o uso de transportes e otimizando o tempo.

Passei a minha única noite no Park Central, que fica na sétima avenida com a 56, perfeito para andar até a quinta avenida ou até o Central Park.

O hotel é super confortável e apesar de não incluir café da manhã, não faltam opções de restaurantes ao redor, como o Starbucks que fica ao lado da entrada. Como não tem frigobar no quarto, sugiro que não se compre nada que necessite de refrigeração.

Diárias a partir de R$600

O que fazer 

O que não falta é coisa para fazer em NYC, principalmente quando o assunto é cultura e gastronomia. Acho importante ter em mente qual roteiro você quer fazer, pensando se é a sua primeira vez na cidade, se quer focar nos pontos turísticos, etc. No meu caso, fiz algumas coisas clássicas que ainda não tinha feito – tipo, ir a Times Square e subir no Empire States, combinadas com alguns programas mais relax, sem sair muito da região onde estava hospedada.

Se você tem mais tempo, sugiro muito dar um pulo também em Chelsea e em Williansburg, no Brooklyn.

Dia 1: Sábado

Café da manhã no Norma’s: Depois de quase dez horas de voo, metrô para chegar no hotel e um frio de zero graus (mais de trinta graus de diferença da temperatura que estava em São Paulo), merecia um café da manhã dos deuses, e o Norma não fez feio. Dentro do Le Parker Meridien, o restaurante serve café da manhã e almoço e olha, comi tanto que só fui lembrar de ter fome lá pelo fim da tarde, rs.

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Garçom, mais comida por favor? @Norma’s

MoMA: Localizado entre a quinta e a sexta avenida, e pertinho do meu hotel, o Museu de Arte Moderna de NY é um prato cheio para os admiradores de arte contemporânea. Com um acervo super bacana, sempre tem mostras interessantíssimas acontecendo e performances agendadas, além de um calendário de cursos imperdíveis.  Entre um andar e outro, aproveite para tomar um cafezinho no restaurante do segundo piso e não deixe de visitar a lojinha na saída.

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Warhol no MoMA

La Bonne Soupe: Depois de subir e descer os andares do MoMA, voltei para o hotel, tirei um cochilo e fui “almojantar” no La Bonne Soupe. O lugar, confesso que me surpreendeu. De estilo bistrô, com preços bem interessantes, achei no Foursquare enquanto procurava uma recomendação de pratos quentinhos e substanciosos. Comi sopa, salada e pãezinhos e tomei um suco por menos de US$30, ou seja, vale a pena.

Empire State Building: Começo de noite e por que não ter uma vista privilegiada de NY? Do octogésimo sexto andar, são tantas luzes e tanto prédio, que é aquela hora que a gente se toca que realmente está na Big Apple. É o observatório a céu aberto mais alto de NYC e nem preciso dizer que um dos pontos turísticos mais concorridos, né?

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Do observatório do Empire State

Quinta Avenida – Já que estava por ali, para ir ao Empire State, aproveitei para dar uma caminhada nesta que é uma das principais ruas de NYC, pegar um bagel em um dos cafés, tirar algumas fotos e visitar uma das minhas farmácias preferidas no mundo, a Duane Reade.

Times Square – E depois de tentar (sem sucesso), tickets com desconto para espetáculos na Broadway, continuei batendo mais perna, desta vez pela Times Square, tirando fotos e mais fotos e claro, dando um pulinho na loja da M&M para comprar um montão de docinhos.

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Dia 2: Domingo

Brunch no Boathouse: Uma vez nos EUA, uma das experiências que recomendo a todo turista, é experimentar o tradicional brunch aos finais de semana. Localizado dentro do Central Park, a vista é de tirar o fôlego, e a comida, de comer rezando. É bem mais barato que o Norma’s, porém igualmente delicioso.

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Típico brunch aos domingos  no Boathouse

Central Park: Se você está indo a NYC pela primeira ou pela décima vez, sempre acho que ir ao Central Park é imperdível. Amo ficar lá, andando, sem fazer nada. Ou comprar um café, sentar e ficar observando a movimentação… Eu nunca canso! E sem falar que é uma das poucas coisas que se pode fazer gratuitamente. Acho que só não recomendo ir ao Central Park nos meses de inverno, caso contrário, não deixe de passar por lá.

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MET: Um dos mais impressionantes museus do mundo, o Metropolitan tem um acervo incomparável. A ala de História Antiga, principalmente grega, é de morrer de amores. E a arquitetura do lugar não faz feio. Com certeza é um lugar que merece mais tempo, mas para quem, assim como eu, ama arte, tem que ir em algum momento da vida.

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História Antiga no MET

Per Se: E para encerrar o fim de semana em NYC, fui jantar no famoso restaurante comandando pelo chefe Thomas Keller. O Per Se é um restaurante americano que usa técnicas da cozinha francesa em um menu de nove passos (com opção vegetariana). Com três estrelas Michellin, é considerado um dos melhores do mundo e reservas são mandatórias. Com certeza, uma experiência inesquecível (US$375/ por pessoa).

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Columbus Circle, vista da janela do Per Se

Para ler mais sobre os Estados Unidos, clique aqui

CÓRDOBA [PARTE I]: A CIDADE

:: Estive em Córdoba, Argentina, semana passada e vou dividir as dicas em dois post: a cidade e as serras (hello, Eça de Queirós, haha) ::

Para ler na íntegra a segunda parte desse post, clique aqui.

A cidade

Com quase 1,5 milhões de habitantes, Córdoba é a segunda maior cidade da Argentina e capital da Província homônima. Apesar do tamanho, não espere Buenos Aires. De cunho bem mais intimista, a região foi marcada pelo domínio jesuítico a partir do fim do século XVI, mais especificamente da Ordem Religiosa Companhia de Jesus, que esteve presente também em outros pontos da América com intuito da catequização, por meio da fé e do saber.

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Igrejas por todas as partes
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Arquitetura cheia de história

Como chegar

Localizada a 700km de Buenos Aires, Córdoba fica bem no meio do caminho entre a capital da Argentina e Mendoza. É uma parada estratégica se você estiver viajando de carro pela Argentina.

Se não, saindo do Brasil você pode voar sem conexões partindo do Rio de Janeiro ou São Paulo.

Rio de Janeiro: GOL ou Aerolíneas Argentinas

São Paulo: LATAM.

Voos com conexão costumam ser mais baratos e geralmente a escala é em Buenos Aires.

Clima

Tende a ser extremo: muito quente e chuvoso no verão e muito frio e seco no inverno [com possibilidade de neve]. Por sofrer influência das correntes do Pacífico e da Antártica, venta bastante o ano inteiro.

Durante a minha estadia (começo de julho), a temperatura esteve entre 8 e 16 graus, com uma leve (e atípica) garoa.

O povo

Por ser uma cidade universitária (a Universidade mais antiga da Argentina e uma das mais antigas da América Latina – UNC – fica aqui), é uma cidade jovem. Apesar da empatia da maioria dos locais, senti deveras hostilidade dos serviços locais (garçons, staff do hotel e turismo no geral).

Transporte

Não experimentei o transporte público na cidade, mas ouvi dizer que as linhas de ônibus atendem bem a locomoção.

Taxi funciona bem, UBER ainda não chegou à cidade.

Onde ficar

Centro x Nueva Cordoba: Cordoba tem dois “centros hoteleiros” principais, que são os bairros de Nueva Cordoba e o Centro.

Apesar de ser mais bonitinho, tranquilo e com bons restaurantes, eu não recomendaria Nueva Cordoba para quem está indo pela primeira vez. Isso porque, a maioria das atrações turísticas está no centro e arredores, ou seja, se hospedando no Centro você faz quase tudo a pé e só pega táxi quando quiser ir jantar em um bairro mais afastado.

Windsor Hotel & Tower

Passei duas noites no Windsor, por ser central e ter todos os serviços de um hotel de luxo.

Localizado num casarão antigo a 200m da Plaza San Martin, marco da cidade e início do roteiro turístico clássico, o Windsor desponta (de acordo com o TripAdvisor) como uma das melhores opções de hospedagem na cidade.

Porém, ao chegarmos já nos deparamos com a primeira má-notícia em Córdoba: Após o check-in, subimos para o quarto e não conseguimos passar mais de 2 minutos lá dentro. O quarto 114 era todo de carpete e parecia que tinha morrido alguém lá dentro de tão horrível que estava o cheiro. Voltamos à recepção e trocamos nosso quarto sem problemas – apesar da antipatia do staff. Meu namorado criou a teoria que eles oferecem esse quarto a todos que chegam para ver que vai ficar no “quarto zuado” hahaha.

O quarto – dessa vez o definitivo – era dividido em antessala, com mesa de jantar, frigobar e sofá-cama, banheiro e quarto. No quarto, cama confortável, armários com roupões, e um serviço até então inédito para mim: concierge de travesseiros. Sim, eles deixam na cama dois modelos de travesseiros e um menu com mais 5 tipos e, caso você não se adapte com os modelos na cama, pode ligar sem custo e solicitar um outro modelo.

quarto windsor

Quanto ao que era oferecido pelo hotel, o básico: Concierge, estacionamento, wifi, piscina, restaurante/bar e academia. Acredito que de todos os serviços do hotel, o mais interessante é o restaurante/room service.  O restaurante do hotel, o Sibaris, é considerado o melhor do Centro e um dos melhores de Córdoba. Pedi room service no dia que cheguei e na noite seguinte, jantei no restaurante e em ambas as situações a comida estava maravilhosa (e com opções para celíacos e vegetarianos – algo extremamente difícil de achar na Argentina).

Vale lembrar que o Windsor é um hotel de 4, e não 5 estrelas.

Diárias a partir de R$370,00

Quorum Hotel & SPA

Minha estadia no Quorum foi de última hora: A LATAM me fez perder o voo e precisei passar mais uma noite na cidade. Esse é o hotel mais próximo do Aeroporto (aproximadamente 1,5km) e tem uma ótima infraestrutura (diga-se de passagem, melhor que a do Windsor). Ainda que esteja localizado no meio do nada, tem um Centro Empresarial ao lado, com lanchonete, restaurante e caixa eletrônico. Dentro do hotel, além de uma área de golf e tênis, tem também academia, piscina, spa e restaurante. Usei o spa e os preços eram bem atrativos e o serviço muito bom. No restaurante, o café da manhã era bem servido e o jantar também (embora tenha pedido uma salada que estava estranha). Quanto ao quarto, apesar de localizado no térreo, o nível de ruído foi baixíssimo e a cama super confortável. O banheiro era ENORME!

Diárias a partir de R$460,00

O que fazer

Plaza San Martin: Cartão-postal da cidade, a praça leva o nome do General San Martin, um dos líderes da independência de países latinos (Argentina, Chile e Peru) contra a Espanha. Aqui você encontra também a Catedral de Córdoba, o Cabildo e ponto de partida do ônibus de turismo (leia mais abaixo).

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City Tour: Saindo da Plaza San Martin num trajeto de aproximadamente 1h30 com duas paradas curtas, o ônibus de turismo modelo inglês da década de 60 acompanha um guia com explicações durante a viagem. Infelizmente, não há audioguia ou tradução para outro idioma, inviabilizando o entendimento de estrangeiros. Também não gostei muito da parte que não se pode descer e pegar o ônibus em outro ponto, então não sei se faria de novo.

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Catedral de Córdoba: Imponente Igreja localizada na Plaza San Martin, datada do começo do século XVIII e com estilo neoclássico, carrega diversas heranças dos jesuítas à cidade.

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A presença dos jesuítas na região de Córdoba entre os séculos XVI e XVIII deixou muita história, e claro, diversas Igrejas. Não consegui visitar todas, mas existe um Circuito Jesuítico que lista todas as Instituições a serem visitas na Capital e arredores. Clique aqui para saber mais (em espanhol).

Cabildo de Córdoba: Cabildos eram prédios com iniciativas públicas e o de Córdoba funcionou como sede do Governo e como sede da Polícia. O prédio colonial do século XVII hoje funciona como museu (gratuito) e Centro de Informações Turísticas.

Calle Peatonal: Primeira rua fechada para pedestres da Argentina, atravessa o centro com diversas lojas de roupas, calçados, presentes e restaurantes. Ah, e claro, como toda boa rua do Centro: muita gente (aqui vale o aviso: cuidado com bolsa, carteira, dinheiro e celular!).

Manzana Jesuítica: Parte do Complexo Jesuítico de Córdoba, a Manzana é uma imponente construção em estilo barroco e neoclássica, datada do século XIX e declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2000.

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Mercado de la Ciudad: Mercado público no Centro com produtos locais. Ótima parada para conhecer mais de alguns produtos típicos da culinária argentina.

Casa Naranja: Centro Cultural de iniciativa privada da operadora Naranja, que realiza ampla programação gratuita de artes.

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Campus da Universidade Nacional de Córdoba: Fundada no século XV, A UNC é a Universidade mais antiga da Argentina e uma das mais antigas da América do Sul. Se pode conhecer mais da história por meio dos tours que eles disponibilizam em espanhol e em inglês.

Parque Sarmiento: Toda cidade que se preze tem um belo parque para chamar de seu, e em Córdoba não é diferente. Com muito verde, rosedais e largos artificiais, teve paisagismo assinado por Carlos Thays e é um ótimo passeio em dias mais quentes.

Nueva Cordoba: Bairro onde fica a sede da UNC e onde muitos estudantes elegeram para chamar de casa. Por ser um bairro jovem, tem muitas opções de entretenimento noturna e bons restaurantes, formando com seu vizinho, o bairro Guemes, um pólo gastronômico.

Onde comer

Como fiquei pouco tempo na cidade, acabei não visitando todos os locais que gostaria. Fiz duas refeições no próprio restaurante do hotel, em um café (que não me lembro o nome) e a última no Gran Vidreo.

Sibaris: Restaurante do hotel Windsor (onde fiquei) e eleito o melhor da região central, o cardápio é variado com muitas carnes e algumas opções de massas. A carta de vinho também é bem interessante. O preço é alto, mas vale a pena.

Gran Vidreo: Dentro de uma galeria de arte, esse restaurante tem um cardápio voltado pra alimentação saudável e com MUITA opção vegetariana. O preço é OK para quem mora em São Paulo, mas acho que acima da média em Córdoba.

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Almoço e cafezinho na Galeria Gran Vidreo

Queria ter ido:

El papagayo: Restaurante mais sofisticado em Nueva Cordoba e que dificilmente se consegue uma mesa, é protagonista na renovação do bairro e da gastronomia local. O menu é degustação e variado – dependendo da época e dos produtos da estação.

Gordó: Instalado na Galeria Barrio, o ponto alto aqui é o vinho. Extenso menu com diversas harmonizações. Como aqui em casa somos grande apreciadores da enogastronomia, ficamos bem interessados e só não fomos porque na noite que teríamos livres, o frio tomou conta da cidade e era inviável sair.

Tribeca: No bairro Guemes, uma espécie de Vila Madalena cordobesa, o Tribeca é uma destilaria que também oferece bons petiscos, música e um belo bar.

Percepção geral

Córdoba apesar de linda e cheia de história não me cativou tanto. Não sei se voltaria sem propósito, só para turistar. Por outro lado, a cidade é ponto de partida para as Serras, que são das paisagens mais lindas da Argentina e, muitas vezes, desconhecidas dos brasileiros.

Custo geral: $$(barato)

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