NYC sem roteiro

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E então chegou setembro, e lá vai eu, novamente, atrás de alguma aventura para comemorar meu mês preferido, o começo da primavera no Brasil (e do outono, aqui nos  EUA) e claro, meu aniversário.

Confesso que depois de 30 anos morando em São Paulo, mudar para a Florida me deixa, quase que constantemente, com a sensação de que estou sempre de férias. Por isso, o meu desejo desse ano era ir algum lugar aqui nos EUA que mais me lembrasse minha home town. E lá fui eu, para NY de novo.

Clima

Essa foi minha primeira vez em NY no verão. Por ser fim da estação, a temperatura estava bem amena (entre 20 e 25 graus), sem chuva.

Como o clima oscila muito em NY, especialmente em meia estações, é sempre bom ficar atento aos aplicativos na semana da viagem!

O que fazer

Coisa para fazer é o que não falta em NYC. Como já estive lá outras vezes, pulei várias atrações do roteiro clássico. Fiz também várias pausas super necessárias e, ainda assim,  caminhei cerca de 10km por dia!

Se você tem mais tempo ou é a sua primeira vez, mudando o ritmo dá para fazer MUITO mais!

E esse foi meu itinerário:

Quinta-feira (Dia 1): CHEGADA
A ideia era chegar no fim da tarde/começo da noite, deixar as coisas no hotel e sair para jantar. Porém, uma conexão demorada e as obras no aeroporto LaGuardia mudaram meus planos. Cheguei no hotel em Midtown já perto da meia-noite, exausta. Tomei banho e dormi.

Sexta-feira (Dia 2): UPPER EAST SIDE 
Acordei morrendo de fome, e pedi room service para o café da manhã. Apesar da imensa oferta de cafeterias e restaurantes ao redor, a fome e a preguiça falaram mais alto. Já no fim da manhã, parti para a minha primeira aventura: o Guggenheim. Sou fã da coleção de arte da família e essa era a atraçao que mais queria visitar. Sendo assim, coloquei como a primeira da viagem para riscá-la logo da lista. O preço da entrada é bem amargo (US$25), mas tive uma surpresa ótima ao descobrir que o meu cartão de crédito (Chase) dava direito a um par de ingressos. Comecei o dia economizando 50 dólares, yay!

Depois de muitas horas no museu, a fome bateu e me dei conta que já passava das três. Paramos Le Pain Quotidien (clichê que eu amo!), na unidade da Madison Ave e de lá, segui para o hotel andando.

Do hotel só saí 2 horas depois para jantar e, sem destino, acabei a noite num restaurante grego maravilhoso que, por sorte, ficava na rua do hotel. O local? Kellari Taverna.

Ao contrário do dia anterior, comecei o dia cedinho. Acordei e andei até a Blue Bottle Coffee. Peguei algumas coisinhas e fui comer no Bryant Park, que fica do outro lado da rua. Uma hora depois, vendo a cidade acontecer, segui para a NY Public Library, que fica colada no Bryant. A biblioteca tem tours gratuitos diários, mas no dia que fui, já estavam lotados. Se você realmente tem interesse em fazer o o tour, recomendo chegar cedo (abre às 10).

Em seguida, foi hora de partir pro Chelsea. De todo esse roteiro, a única coisa que tinha planejado era um tour guiado nas galerias da região após o almoço, por isso, a sabia que sábado era dia de Chelsea. Comecei pelo sempre lotado Chelsea Market, onde a escolha do dia foi mediterrâneo no restaurante Miznon. Fechei o almoço com um cafezinho no Starbucks Reserve, uma cafeteria conceito da rede, que funciona também como restaurante e loja.

galleries

De lá, hora do tour. As galerias escolhidas pela guia mudam sazonalmente, mas naquela semana as escolhidas foram: David Zwirner, Tania Bonakdar, Sikkema Jenkins, Lehmann Maupin e Hauser & Wirth.

O tour teve duração de duas horas e achei mega corrido. Também achei as explicações um pouco superficiais. Fiz pelo Airbnb Experiences, mas acho que da próxima vez fecharei com uma agência mais especializada.

Ainda no Chelsea, subi no High Line e andei até o fim (ou começo?!) dele, terminando no The Vessel.

vessel
O Vessel é uma obra de arte interativa. Trata-se de uma escadaria em espiral no meio do novo complexo Hudson Yards, que conta também com um shopping, um museu, condominios de luxo e restaurantes.
É possível subir gratuitamente no The Vessel, mas confesso que depois de um dia inteiro andando, me faltou coragem para encarar 2500 degraus. Preferi sentar na próxima ao Pier 78, recuperar o fôlego e assistir ao pôr do sol.

Já de volta ao hotel e sem muita coragem de ir longe para comer, andei até a Little Brazil, rua cheia de restaurantes brasileiros e jantei no Ipanema. Coxinha, salada de palmito e estrogonofe com batata palha é luxo para quem mora fora.

Domingo (Dia 4): SOHO + WEST VILLAGE

Quando acordei, decidir combinar o West Village e o Soho no mesmo dia. Achei bem audacioso, mas possível, então fui. Como já era esperado, andei MUITO, mas também senti que fiz bastante coisa. A começar pelo Apartamento de Friends.

Em seguida, mais uma série que amo: o apartamento da Carrie Bradshaw de Sex and the City.

 

 

 

A partir daí, só andei. Fui meio que me perdendo pelas ruelas. Que delícia de dia!
Almocei já no fim da tarde no Ceci, restaurante italiano bem mais ou menos, no Midtown.
Hora de voltar pro hotel, se arrumar e ir para a Broadway. Depois de várias tentativas de conseguir ingressos com desconto (tanto pelo site da TKTS quanto pela loteria),  comprei ingresso convencional (cerca de 150 doláres/cada), para ver The Book of Mormons. Amei.
Saindo do musical, fiz uma parada para reabastecer na loja da M&M’s, que fica logo ao lado, e saí correndo da Times Square – odeio muvuca.
Já passava das 10 quando voltei de vez pro hotel, pedi pizza no room service e comi com M&M’s. Saudável.

Segunda-feira (Dia 5): DIA LIVRE
Era meu aniversário e queria ter um dia livre e devagar, assim como eu, rs. Claro que não foi difícil encontrar alguma coisa para fazer. Depois de um café rápido no Gregory’s (eles tem várias opções veganas!), voltei ao Chelsea.
Queria muito visitar a Biennal no Whitney, mas estava com um leve medo de lotação/falta de ingresso. Fui mesmo assim e para minha sorte, estava até bem vazio.

whitney

Algumas horas depois no museu, saí para um brunch em plena segunda-feira (isso sim é um luxo!). No Bubby’s, peguei uma mesa do lado de fora para curtir o NY e escapar do barulho todo que fazia do lado de dentro. De sobremesa? Fui para o Gansevoort Market pegar um sorvetinho. Amo.
Ainda pelas bandas do Chelsea, uma parada tecnológica no Samsung 837, pop-up da Samsung com vários lançamentos. Amo tecnologia e achei bem estratégico, uma vez que estou reformando minha casa e vi várias coisas que me interessaram.

brunch

Saindo da região, peguei o metrô e desci no Washington Square Park para alguns minutos sem fazer nada, seguida de uma visita rapidinha pela NYU, que não fica muito longe.
De volta ao hotel e sem coragem de sair novamente, jantei delivery do By Chloe, restaurante vegano que eu amo!

Terça-feira (Dia 6): COMPRAS 

O  voo de volta era só à noite, mas sabia que estaria suficientemente cansada para fazer algo muito complicado. Como estava hospedada super pertinho da Quinta Avenida, deixei esse dia para as compras.
Tive uma manha bem devagar, com direito a café da manhã na cama, e só deixei o hotel na hora do almoço.
Neste dia, comi tanto no café, que pulei o almoço.
Na Quinta Avenida, fui na COS, &Other Stores, Uniqlo, Saks e Muji.

EXTRA: Outras coisas que amo em NYC e não fiz

  • MOMA: meu museu preferido, estava em reforma e reabriu agora em outubro- Rooftops: Vários bares abrem seus rooftops durante o verão.
  • Brooklyn: Fiquei só em Manhattan, mas adoro atravessar a ponte, principalmente para visitar brechós.
  • Smithsonian Design Museum: fica no Upper East e quase ao lado do Guggenheim. Não conheço e cogitei visitar no primeiro dia, mas acabou não dando tempo.
  • Little Italy: Ótimo para almoçar. Durante o meu tempo na cidade estava acontecendo o Festival de São Genaro e o bairro inteiro estava lotado. Como comentei anteriormente, odeio muvuca, rs.

Onde se hospedar

A cada viagem que faço a NY fico mais certa que o deslocamento é o tópico mais complicado na cidade. Por isso, se você quer aproveitar o melhor da cidade, se hospede nas ilhas de Manhattan ou Brooklyn. Em Manhattan sempre fiquei em Midtown, pela comodidade e grande oferta de hotéis. Agora, se você não ama tanto um burburinho, talvez bairros menos turísticos, como Chelsea ou Tribeca, sejam melhores. Dessa vez, fiquei no Sofitel. A localização é imbátive, dá para fazer muita coisa andando! Outro detalhe importante: a rede faz parte do grupo Accor, perfeito para acumular uns pontinhos ou ainda se hospedar com descontos.
Por ali, também recomendo o Park Lane e o Mandarin Oriental.

Referências

Se assim como eu, você já esteve em NYC algumas vezes e misturar o turismo clássico com atividades locais, sugiro essas referências abaixo, que usei bastante enquanto estava na cidade meio que sem saber (ou como) fazer.

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PRIMEIRA VEZ EM LAS VEGAS

Quanto tempo, onde ir e o que comer na capital americana do entretenimento.

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vegas sunset

Capital americana do entretenimento ou Disney para adultos, Las Vegas é a cidade mais kitsch que já visitei. Um contraste entre a ostentação americana e a dolce vita – Onde turistas oscilam entre letreiros luminosos que dão vida às longas noites e as piscinas de luxuosos hotéis, principal refresco para a ressaca e para os dias que são, quase sempre, bem quentes.

Localizada aos pés do deserto Mojave e próxima à fronteira dos estados de Utah, Arizona e Califórnia, é cercada de paisagens naturais maravilhosas, fazendo com que seja um ótimo destino para uma roadtrip.

Como chegar

No momento, não há voos diretos do Brasil. A melhor opção é voando direto de American Airlines para Los Angeles – ótima ideia incluir as duas cidades no roteiro. Ademais, Delta voa com conexão em Atlanta, Copa conecta no Panamá, e uma opção mais longa é a com a United, descendo primeiro em Chicago.

Quanto tempo ficar

Um fim de semana longo, bem planejado é mais do que suficiente. Se for esticar para o Grand Canyon, 5 dias é o ideal.

Melhor época para visitar

Para quem vai na primavera/verão, espere o clássico de Vegas: dias de calor na piscina do hotel. Já no inverno, por estar localizada no meio do deserto, faz frio de dia e de noite, e caminhar fica menos impossível. Viajei em fevereiro, e além de não precisar lidar com uma Vegas superlotada, peguei até neve – um evento comum no inverno nas montanhas das cercanias, mas super raro na cidade, mas que se você tiver sorte, pode acontecer.

Transporte

Para curtir apenas a Strip, vale a pena caminhar ou investir em Uber. Agora, se o plano é viajar para as montanhas, ir até a Califórnia ou dar um pulinho no Arizona, aluguel de carro é a melhor e mais conveniente solução. Os preços de aluguel de carro costumam ser bem em conta – aluguei o meu por 30 dólares a diária – e a maioria dos hotéis tem uma locadora própria disponível.

Atenção: Na hora de alugar, vale a pena ficar esperto sobre a política da locadora, que em Vegas costuma ser bem restrita. Evite pagar por milhas e tente retornar o carro no mesmo lugar que ele foi alugado – eu tentei devolver no aeroporto e o preço da diária praticamente dobrou.  

O que fazer

Jogar

Sim, pode ser a sua primeira vez, mas você já deve imaginar que a coisa que os turistas mais fazem é jogar. Sinto que esse é um hábito mais americano – tanto eu quanto meus amigos brasileiros temos pavor de perder dinheiro, ainda mais com a atual cotação do dólar – porém, acho que pelo menos conhecer os cassinos é um exercício válido. Para se arrepender menos, selecione uma quantia pequena de dinheiro que esteja confortável para gastar e aproveite. Gosto bastante desse artigo da CNN que lista cada os melhores cassinos por categoria.

cassino

Conhecer hotéis

Protagonistas quando o assunto é Las Vegas, o papel dos hotéis vai muito além da hospedagem. É neles que ficam concentrados os cassinos, os melhores restaurantes e as melhores lojas. Mesmo que não se hospede em um dos hotéis clássicos (como o Bellagio, Caesar ou Wynn), eles são paradas obrigatórias. Quanto à hospedagem, orçamento, nível de barulho e localização devem ser prioridade. Quer fugir do óbvio? O jornal inglês The Guardian tem uma lista com os alternativos mais interessantes de Vegas.

venetian

Assistir a um show

Vegas não ganhou o título de capital do entretenimento à toa. Com o cair da noite, são tantos shows que é difícil escolher um só. Em sua maioria disponíveis em hotéis, você pode escolher entre comédia, esportes, teatro, música, casas de strip tease (ótimas para dar umas risadas com as amigas na despedida de solteira), ou um dos muitos shows do Cirque du Soleil. Eu assisti o O, espetáculo aquático do Cirque du Soleil no Bellagio.

Visitar um museu inusitado

Verdade seja dita: quase ninguém vai à Las Vegas pretendendo ir ao museu. Mas, se tiver com um tempinho extra e quiser aprender mais sobre a cidade, o Neon Museum é uma ótima escolha para ir à noite. De dia, visite o Erotic Heritage Museum, e se surpreenda com as inesperadas histórias americanas.

Caminhar (e fotografar)

Você pode alugar um carro antigo ou marcar um passeio de limusine, mas nada supera andar a pé pela Strip, a rua mais famosa de Las Vegas. Prepare a sola do sapato – afinal, são mais de 6km de comprimento. Comece pela famosa placa de Welcome to Las Vegas e saia sem destino. Além da Strip, a Fremont Ave, no centro de Vegas, já foi estrela no passado e hoje continua valendo à pena a visita, em especial com um tour noturno guiado.

strip

Comer muito

Restaurantes não faltam em Vegas, e para todos os gostos. Se dinheiro não é uma questão, o É do chefe José Andres ou a SteakHouse do Gordom Ramsay são ótimas escolhas. Se o plano é partir para um dos famosos buffets, o Wynn tem um brunch maravilhoso no restaurante que é inspirado no clássico Alice no país das maravilhas. Quer um docinho? A rede Milk Bar (que tem os meus cookies favoritos) está no Cosmopolitan. Fora do burburinho da Strip, o Bootlegger serve comida italiana desde 1949. O orçamento está apertado? Tacos el Gordo ou o premiado Ping Pang Pong no hotel Gold Coast.

comendo

Vegas de cima

É verdade que Vegas tem tanta informação visual que chega a ser “poluída”. Que tal dar uma pausa e ver tudo de cima? Quase todos os hotéis tem um rooftop ou restaurante que proporciona uma boa vista aérea – A Voodoo Steakhouse, por exemplo, combina churrascaria e balada. Que tal jantar na torre Eiffel? No hotel Paris você pode, sem nem precisar ir à França. Gosta de aventura? É no hotel Linq que está a maior roda gigante do mundo, a High Roller. O observatório mais clássico? O Stratosphere.

Compras

Assim como qualquer cidade americana, é fácil de encontrar grandes marcas na cidade, além de fácil acesso aos supermercados e lojas de conveniências. Se o intuito da sua viagem é aproveitar os bons preços, uma ida até o Outlet Premium pode ser uma ideia. Se o plano é curtir a região da Strip, praticamente todos os hotéis tem boas lojas. Para compras de luxo, o Bellagio e o Wynn são boas alternativas. Souvenirs estão por todas as partes, mas a ABC é um grande conglomerado de tudo o que você pode querer. Fã de vintage? Meus favoritos são Vintage Vegas Antiques, Buffalo Exchange, Patina Decor, Glam Factory Vintage e claro, a casa de penhor Gold and Silver Pawn, famosa pelo programa de TV homônimo.

pawn shop

Conhecer os arredores

Como dito na introdução desse post, uma das grandes vantagens de Vegas é a sua localização. Para quem tem alguns dias de férias, vale a pena aproveitar os Parques Nacionais americanos, super preservados e de fácil acesso. O Red Rocks, pode ser facilmente visitado em um bate e volta – fica há aproximadamente 40 minutos. Também em Nevada, separe uns minutinhos para apreciar a escultura do artista Sueco Ugo Rondidone, Seven Magic Mountains, o único ponto de cor que você enxerga na estrada. Se vier de Los Angeles, visite o Death Valley, parte do deserto Mojave considerado o lugar mais quente dos EUA. Esticadinha até Utah? O Zion National Park é um must do. Clássico combo Nevada + Arizona? Sedona, capital nacional dos spas, e o Grand Canyon, não tem erro.

red rocks

Se casar

Clichê, eu sei. Mas se você é “o diferentão” da turma, e não quer uma cerimônia qualquer, Las Vegas pode ser uma ótima escolha. Eu contei aqui como fui parar em Las Vegas e, de última hora, arranjei meu próprio casamento.

casamento

Dicas extras

  • Tips: as famosas caixinhas são tradição nos EUA e não devem ser negligenciadas. Em Las Vegas, especialmente, seja generoso com os serviços de alimentação ou spa (uma caixinha justa é 20% do valor do serviço) e turismo (guias).
  • Atrações com animais: Em muitos hotéis, há atrações que incluem animais – que vão de flamingos a golfinhos. Vale lembrar que a condição que esses animais são mantidos é, em geral, desconhecida, e que muitos dele estão totalmente fora do seu habitat natural (lembre-se: poucas espécies sobrevivem naturalmente no deserto). Eu sempre desencorajei esse tipo de atividade, então, leve tudo isso em consideração antes de montar seu roteiro.

Custo geral $$$(moderado)

Antes de viajar aos Estados Unidos, clique aqui para mais informações.

ONDE (E O QUE) COMER EM CAPE TOWN

Cape Town tem tanto restaurante bom que fica até difícil escolher onde comer. Prepare-se para a extensa lista de todos os lugares que comi enquanto estava na cidade e daqueles que gostaria de ter ido se tivesse mais tempo.

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prato cenico 2

Se gula é um pecado, prepare-se para não sair ileso de Cape Town. Uma cidade jovem e muito misturada, tem (como já era de se esperar) comida do mundo todo e com uma vantagem que supera cidades como São Paulo, NYC e Londres: é muito mais barata!

Não importa se você está indo para ficar dois dias ou um mês, com certeza sairá da cidade deixando muita coisa para traz. Uma prova de que isso é uma grande verdade, é que, enquanto eu fazia a lista dos restaurantes pelos quais passei, não pude ignorar os que não tive tempo de conhecer.

Reservas

Alguns restaurantes são bem competitivos e conseguir uma mesa pode demorar dois meses (vide Test Kitchen). Mas uma coisa é certa: a maioria dos bons restaurantes cobram pela reserva – um valor que é abatido no valor total da conta. Portanto, cheque sempre a política de cancelamento e não reserve se não tem certeza. Um bom app para baixar antes mesmo de chegar na cidade é o Dineplan, usado pela maioria dos estabelecimentos, possibilita tanto fazer uma reserva de última hora, como administrar as reservas mais complicadas (como as que exigem antecedência e pré-pagamento).

Por onde comi em Cape Town

Waterfront

Marina de Cape Town e point (ultra) turístico

Mondiall: No Waterfront tem vários restaurantes e é bem difícil de escolher, sendo que o Mondiall é provavelmente um dos mais ecléticos, ótimo para receber grandes turmas e agradar todo mundo. Tem opção de brunch, bar, jantar… e com uma culinária bem mista.

Minha escolha: Gnocchi do chefe

Vista Marina: Caro e bem mediano, achei. O menu é bem básico, para aqueles dias que a gente não está querendo nada muito diferente. Como o próprio nome sugere, o ponto alto é a vista, que acabei não aproveitando por conta de uma noite de neblina em Cape Town. Como o lugar também tem um bar externo, pode ser uma boa opção para começar a noite.

Minha escolha: Entrada mediterrânea e pizza

Mar e Sol: Um restaurante português, para quando bate aquela saudadezinha de casa. A comida é uma delícia, mas o que vale a pena aqui mesmo é a vista, bem de frente para a Marina. O restaurante não fecha entre almoço e jantar, então se puder, vá lá pelas 16h, quando o espaço está mais vazio, e peça uma mesa no piso superior.

Minha escolha: Peixe do dia

Sea Point

Mojo Market: Funcionando diariamente, é de domingo (quando tem música ao vivo) que esse mercado vira uma das atrações preferidas em Sea Point. Reune diversos stands com pratos rápidos de todas as partes do mundo e algumas lojinhas com produção local de moda e acessórios.

Minha escolha: Sanduiche de falafel no pita

Centro

The Fork: Restaurante à la espanhol de tapas, desses bons para ir com os amigos no happy hour. O menu de tapas é bem extenso e tem opção para todo mundo. A parte boa? Como elas são bem tamanho “coquetel”, dá para experimentar várias diferentes.

Minha escolha: Tapas do dia – pedi 5 tapas para 2 pessoas

Truth Coffee Roasting: Eleito a melhor cafeteria do mundo pelo Daily Telegraph, é indispensável a visita até para quem não gosta de café. O menu é completo e serve desde “padaria” até almoço/brunch. Tive a infelicidade de visitar esse lugar na minha última semana da cidade, mas tenho certeza que se tivesse ido antes, almoçaria lá todos os dias, rs.

Minha escolha: Cafés e confeitaria

Solo: Tinha alta expectativa com esse restaurante, mas confesso que saí meio decepcionada. O lugar é todo bonitinho (tem uma área externa onde é fácil esquecer o barulho do Centro), e assim como o Truth Coffee, tem boas sugestões tanto para café da manhã quanto para almoço. Fui no café e além de ter recebido uma refeição OK, muitos dos itens do cardápio não estavam disponíveis, uma pena .

Minha escolha: Ovos mexidos + smoothie do dia

True Italic: Apesar das muitas opções de restaurantes bons, foi bem difícil achar um italiano simples, desses que não precisa de reserva, para uma vontade repentina que surgiu em uma noite mais fria. Terminei no True Italic, que era o mais próximo de onde estava hospedada e tinha uma (última) mesa disponível quando cheguei, já depois das nove da noite. O ambiente e o menu são bem simples, mas o nhoque que pedi supriu levemente a minha vontade de carboidrato. Se puder se planejar, faça reserva em outro (eu sugiro o Il Leone).

Minha escolha: Nhoque clássico

Gardens

O bairro dos restaurantes/bares descolados

Black Sheep*: Queridinho dos descolados de Cape Town, vive lotado. Apesar da fama, da boa comida e da localização, é um restaurante mais tranquilo, desses que não precisa se arrumar demais para ir. O menu é semanal e bem eclético, com um pé no orgânico, e outro na culinária sul-africana.

Minha escolha: menu vegetariano da semana

Kloof Street House**: A minha escolha para provar comida local! Bem menos turístico do que o Mama África, por exemplo, tem uma decoração linda, gente descolada e um menu típico, mas bem revisitado – algumas opções não são tão apimentadas como a maioria dos pratos sul-africanos. Não importa a hora, vive lotado!

Minha escolha: Assado de lentilha e alcachofra com cenoura, puré de cumin e avocado.

Camps Bay

Roundhouse**: Meu restaurante preferido por vários motivos: serviço impecável, comida autoral e deliciosa, vista incrível e um preço tão bom, que parece não pagar tudo isso. É um restaurante fino, ou seja, tem dresscode, um garçom por mesa e o menu é degustação (com opção vegetariana). São 8 pratos e do amuse bouche até a sobremesa, só melhora. Separe um tempo – a minha experiência demorou mais de 3 horas – reserve, e vá com o coração aberto, não tem como se arrepender. Dica: a harmonização com vinho é, definitivamente, um must do.

Minha escolha: Menu Degustação vegetariano.

Der Waterkant

The Loading Bay: Queridinho dos locais, tem uma pegada meio hipster, e divide o espaço com duas lojas (uma de roupas masculinas e uma Aesop). O menu é bem saudável e faz tanto às vezes de café quanto de restaurante para um almoço rápido. O cardápio de sucos é imperdível, uma ótima opção para quem quer ter um detox no meio de tanta comilança em Cape Town.

Minha escolha: Green Goodness

Constantia

Simon’s*: Uma das vantagens de Constantia, é poder conhecer algumas boas vinícolas sem precisar sair da cidade. Aqui fica a vinícola mais antiga da Cidade do Cabo, a Groot Constantia, e seus dois restaurantes: o Johnkersuis e o Simon’s.  O último, mais casual, tem um preço mais acessível e reservas não precisam ser feitas com tanta antecedência. É bom, mas nada excepcional – uma parada estratégica para quando estiver visitando a região.

Minha escolha: Massa napolitana

Kirstenboch

The Kirstenboch Tea Room: Dentro do Jardim Botânico, este restaurante serve muito mais do que os chás que dão nome ao lugar. O menu é enorme e super eclético, com várias opções vegetarianas e veganas – uma coisa que me impressionou bastante foi como as garçonetes eram treinadas para sugerir pratos para cada dieta específica, algo bem raro, especialmente para os veganos, que quase sempre precisam explicar o que eles podem comer.

Minha escolha: Hamburguer vegetariano

Newsland

Região de vinícolas dentro da cidade

Myoga**: Dos restaurantes que fui com menu degustação, esse foi o mais barato – com certeza a melhor opção se você não quer gastar muito, mas ao mesmo tempo, quer ter uma experiência única. O restaurante fica em uma vinícola na Grande Cape Town, dá para ir tranquilamente de táxi, e está dentro de um hotel que é a coisa mais linda.

Minha escolha: Menu vegetariano de cinco passos

Não fui, mas queria ter ido

Woodstock

O bairro artsy – diversos grafites e galerias

Test Kitchen**: Considerado o melhor restaurante da cidade e premiadíssimo. As reservas devem ser feitas com muita, muita antecedência – a agenda abre 2 meses antes e vive lotada.

The Pot Luck**: Do mesmo grupo do Test Kitchen, tem um ambiente mais descontraído, um menu mais em conta e abre tanto para o almoço quanto para o jantar.

Constantia

La Colombe**: Para quem procura uma experiência única em vinícolas, essa é uma parada obrigatória. É um misto de culinária francesa e asiática bem no estilo fine dining.

Centro

Skinny Legs: Intitulado como Luxury Café, me parece ser meio café, meio bistrô, com pratos clássicos revisitados – e bastante opção vegetariana. Fiquei com bastante vontade de tomar um café por lá.

Sea Point

The Creamery: Uma coisa que fiquei ligeiramente decepcionada em Cape Town foi em relação às sorveterias: não achei tantas quanto estava esperando. A The Creamery é unanimidade quanto o assunto é sorvete: em todos os rankings ela é a líder.

Der Waterkant

Il Leone*: Um dos poucos italianos que encontrei perto do apartamento que estava e as três vezes que tentei, não consegui – vive lotado.  O lugar também nunca responde às solicitações de reserva por email, por tanto, se você for, melhor arriscar um dia durante a semana, e o quanto mais cedo possível.

Grand Daddy Rooftop: Na verdade, um hotel. A graça do lugar é o rooftop que tem uma programação especial todos os dias e um cinema ao ar livre que serve snacks e bebidas enquanto passa todos os tipos de clássicos do cinema.

Green Point

Gold*: Muitos turistas pensam no Mama Africa quando o assunto é experimentar a clássica culinária africana. Ao invés, eu recomendaria ir ao Gold, favorito entre os locais e mais autêntico.

The Crypt*: Adoro Jazz Bar e esse além de ser super central, tem esse nome porque é, literalmente, uma cripta. Ademais, a programação diária de jazz é sempre surpreendente, assim como o bom gosto do menu.

Camps Bay

Café Caprice: Camps Bay é famosinha pela agitação e muito acontece neste misto de restaurante e bar. Conhecido por estar sempre cheio de gente bonita, também é famoso por ser o point das celebridades que visitam a cidade.

* Reservas devem ser feitas com antecedência

** Reservas devem ser feitas com antecedência e são cobradas – verifique a política de cancelamento.

Clique aqui para saber mais da minha viagem à África

ÁFRICA DO SUL: 4 DIAS EM JOANESBURGO

Voos diretos, muita história e as facilidades de uma cidade grande: O porquê de não deixar Joanesburgo fora do seu roteiro na África do Sul

Leia também: ÁFRICA DO SUL – UM RESUMO

Joanesburgo – ou Joburg, como é carinhosamente chamada pelos africanos – é a maior cidade da África do Sul e possivelmente a mais (ingratamente) ignorada pelos turistas que passam pelo país. Por ser o hub das aeronaves na porção sul do continente africano, muita gente acaba ficando pelo aeroporto mesmo, sem a menor vontade de conhecer mais da cidade, afinal, por que perder tempo com um lugar tão caótico quanto São Paulo, NYC e outras capitais pelo mundo?

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Joburg vista de Soweto

Aproveitando o voo direto de São Paulo e a minha conexão entre outros destinos que viajei na África*, dei uma chance a essa metrópole onde está grande parte história do país.

*Todos os voos que peguei durante a viagem na África saíram de Joanesburgo, o que meu obrigou a passar por lá cinco vezes. No entanto, só consegui aproveitar a cidade na primeira e na última parada, quando fiquei dois dias em cada.

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Localização de Joanesburgo na África do Sul | Imagem: Google Maps

Como chegar

Há voos diretos saindo diariamente de São Paulo pela South Africa Airways e pela Latam.

O voo dura cerca de 10 horas.

Clique aqui para saber sobre visto e imigração

Quanto tempo

Eu separaria de três a quatro dias na cidade – é o tempo suficiente para visitar as principais atrações.

Clima

O clima na África do Sul é subtropical, equivalente ao do sul do Brasil. Em Joanesburgo, mais especificamente, por causa da altitude, pode fazer bastante frio no inverno (entre julho e setembro), podendo chegar bem próximo a zero graus Celsius. No verão as temperaturas são  amenas,  entre 20 e 30 graus, com bastante chuva.

Transporte

Esse é um tópico importante! A cidade é grande e você não conseguirá fazer muito à pé.

City Sightseeing: O famoso ônibus hop on / hop off de dois andares (já falei dele em outros carnavais). Se você tem poucos dias na cidade, é uma opção interessante, uma vez que as distâncias em Joburg costumam ser grandes.

Metrô: Recebe o nome de Gautrain e não tem muitas estações, mas é uma opção barata para sair do aeroporto, por exemplo, em direção aos principais bairros

Táxi: Só peguei uma vez, no trajeto Aeroporto – Sandton e custou R600.

Uber: O jeito mais fácil e barato para se locomover – funciona bem em toda a cidade.

Segurança

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Bairro de Sandton | Imagem: Divulgação Wikipedia Commons

Minha grande preocupação em Joanesburgo era com relação à segurança, afinal ouvi muitas reclamações nesse quesito. Chegando lá, vi que pode não ser o lugar mais seguro do mundo, mas não há muito para se preocupar também – nada muito diferente do que vivemos nas grandes capitais do Brasil, por exemplo. As recomendações básicas de segurança são as mesmas: evitar andar sozinho à noite, carregue objetos valiosos a mostra e mantenha os pertences sempre próximos ao corpo.

Onde ficar

Conforme mencionei o tópico segurança acima, sugiro os bairros de Sandton, Melrose e Rosebank.

The Winston Hotel ★★★★

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Divulgação: Hotel Winston

Ao chegar na África do Sul, minha primeira parada foi o Winston, um hotel boutique bem charmosinho que fica na “divisa” de Rosebank com Melrose, uma área de classe média (bem) alta, diga-se de passagem. Fiquei duas noites por lá e desses dias, passei bastante tempo no hotel, já que o voo de 11h e um belo jetlag de 5h me pegaram de jeito. Já no check-in, por volta do meio dia, fui surpreendida bem positivamente por um café da manhã cortesia à la carte, servido no quarto – acho que pela minha cara, o cansaço e a fome estavam bem claros, rs. O quarto já estava pronto (apesar do horário do check-in ser oficialmente às 15h) e depois de comer e tomar um banho puder dormir a tarde inteira.

Um dos pontos mais altos não só deste hotel, mas dos serviços na África é o bom humor e educação das pessoas, fiquei impressionada!

Quarto

Os quartos se dividem nas categorias Courtyard range, Superior range e Deluxe range e fiquei na última categoria, a mais simples de todas, no térreo, de frente para a piscina. Apesar de ter ficado num piso baixo, o silêncio era impressionante e qualidade do sono foi muito boa. Minha única queixa foi para os travesseiros, que achei um pouco alto demais (para o meu gosto), mas que foram facilmente substituídos pelo staff quando solicitei.

Lindamente decorado – como o resto do hotel – a categoria deluxe tem cama king size, ventilador de teto/ar condicionado, cofre, tv, máquina de café (com cápsulas), chaleira elétrica, frigobar, água cortesia e uma pequena área de trabalho. No banheiro, ducha potente separada da banheira e amenities L’Occitane, robe e chinelos.

Áreas comuns

Na área externa, o hotel tem uma linda piscina – que deve funcionar mais como decoração já que o tempo de Joanesburgo não costuma ser dos mais quentes – jardim, e no segundo piso, uma pequena biblioteca. Para quem estiver de carro, o estacionamento está disponível gratuitamente.

Restaurante

Dividido em duas áreas, o restaurante propriamente dito e o bar, as refeições no hotel são um espetáculo à parte. Comida deliciosa, com muita opção de pratos locais e um atendimento para lá de especial. Além do café da manhã (incluso), usei o restaurante principal para jantar duas vezes e não me arrependo. Alias, recomendo muitíssimo o Toffee Pudding de sobremesa, um misto de pudim e bolo cheio de caramelo com sorvete de baunilha como acompanhamento: indescritível!

Um ponto negativo para o hotel é com certeza a falta de academia, que pode ser suprida com um voucher comprado por RAD30 na recepção para um day pass em uma academia que fica nas cercanias.

A internet é gratuita em todas áreas do hotel e funciona relativamente bem.

Outro hotel boutique bem legal que tive a chance de conhecer foi o Saxon, uma opção mais luxuosa, para quem procura um pouco mais de conforto.

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Diárias a partir de R$700,00

Hilton Sandton ★★★★

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Divulgação | Imagem: Hilton Sandton

Sandton é o bairro mais empresarial de Joburg. É por lá que a maioria das empresas ficam e não à toa, tem um Hilton. Confesso que só escolhi o Hilton pela localização, mas a verdade é que as instalações são ótimas, além daquele estilão de hotel americano, cheio de funcionalidades, funcionários prestativos e serviço que, dificilmente, irá decepcionar.

Quarto 

Há três categorias principais de quartos: Guest room, Suites e Executive rooms. Fiquei na primeira, a Guest room, um quarto bem básico de 32m2. O que eu normalmente gosto dos Hilton pelo mundo é a estação de trabalho no quarto, que tende a ser espaçosa e bem funcional, e com esse quarto não foi diferente. Além disso, a facilidade de ter máquina de chá e café – que parece ser uma tendência nos hotéis sul-africanos – ajuda muito quem, como eu, não acorda ou dorme sem um bom chá. O banheiro também é ótimo, com uma bancada da pia bem grande (perfeita para quem precisa dividir) e chuveiro e banheira separados. Outros itens relevantes são: cofre, frigobar e chinelos. Uma coisa que eu odeio: carpete no quarto – mas se você não tem rinite, talvez seja um detalhe a desconsiderar.

Áreas comuns

O hotel é bem amplo e tem uma estrutura ótima para viajantes a trabalho: o business center ocupa um andar praticamente inteiro! No entanto, quem está a passeio se mantem entretido com a ótima piscina no térreo, com a quadra de tênis e com a academia, supercompleta. O estacionamento também está disponível e conta com mais uma facilidade: uma locadora da Hertz. Se quiser alugar o carro, você pega e devolve no próprio hotel.

O Hilton Honors, programa de fidelidade do Hilton, permite vários upgrades além de facilidades como check-in e escolha de quarto pelo celular antes de chegar no hotel.

Restaurantes

São 4 restaurantes: o bar da piscina, Faces (restaurante para refeições rápidas no Lounge), Lotus (grill e sushi bar) e o Tradewinds (restaurante principal onde é servido o jantar e café da manhã). As refeições são boas e super bem servidas em todos eles, mas meu destaque vai mesmo para o café da manhã, que pode ser pago a parte ou incluído na hora da reserva – esses hotéis americanos têm essa coisa chata de quase nunca ter café da manhã incluso na tarifa do quarto.

A internet é ótima e funciona bem em todo o hotel.

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Diárias a partir de R$400,00

Protea Hotel by Marriot – OR Tambo Airport ★★★

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Divulgação | Imagem: Protea Hotels

Parte da rede Marriott, essa foi a principal razão para eu ter escolhido ficar duas vezes neste hotel entre as minhas conexões (hello, starwood!)*. O padrão de qualidade é o mesmo no mundo todo e o preço não é tão abusivo, como a maioria dos hotéis próximos a aeroportos. Além disso, o hospede tem à disposição o serviço de transfer de/para o aeroporto a cada meia hora, sem nenhum custo adicional. Para quem tem uma conexão mais longa e quer ficar com conforto perto do aeroporto, o Protea é a minha sugestão.

* Starwood Preferred Guests (SPG) é o programa de fidelidade que recentemente se uniu à Marriott – que até então tinha um programa próprio (Marriott Rewards) – e engloba além dos hotéis da rede Marriott mais onze marcas. 

Quarto

Há três categoria de quartos, que se distinguem basicamente pelo tamanho. São elas (do maior para o menor): Bedroom Suite, First Class Deluxe e Business Class Room. Fiquei duas vezes na First e o ponto alto do quarto com certeza foi o conforto da cama! Realmente não dava vontade de sair dali. Por outro lado, o tamanho do quarto e do banheiro deixam a desejar. Este último, me lembrou bastante os do Ibis Budget, os quais a área do chuveiro e da pia são integrados ao quarto – aqui, separados apenas por uma cortina. De resto, uma pequena estação de trabalho facilita bastante a vida de quem precisa de um cantinho para responder os e-mails e se a fome apertar no meio da noite, o frigobar do quarto está ali, bem ao lado da máquina de café/chá.

Áreas comuns

O que mais achei interessante aqui foi a arquitetura do prédio, que é toda industrial, com paredes de cimento e muito ferro nas estruturas principais. A piscina é ótima – apesar de não ser aquecida e nunca estar muito quente em Joburg e a academia, localizada no subsolo, é pequena, mas funciona bem. O ponto alto deste hotel é o restaurante, que foge bastante do menu hambúrguer/spaguetti de todos restaurantes de hotel.  Na recepção, água, chá e café são disponibilizados gratuitamente 24h por dia.

A internet é gratuita em todas áreas do hotel e funciona relativamente bem.

Importante: No Aeroporto Internacional há 2 hotéis Protea: um dentro do terminal internacional, somente para passageiros em trânsito (dentro da área de embarque) que leva o nome de Protea Hotel OR Tambo Transit e um do lado de fora do aeroporto, há 2 minutos do Terminal 2. Caso faça a reserva com antecedência, verifique qual a melhor opção: no caso do primeiro, é necessário que você esteja vindo de um destino internacional e indo para um destino internacional, apenas conectando em Joanesburgo; já o segundo, você poderá chegar por um terminal e sair por outro, inconveniências, já que ele não está dentro do aeroporto.

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Diárias a partir de R$300,00

City Lodge Hotel – OR Tambo Airport ★★★

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Divulgação| Imagem: City Lodge

Outro hotel que usei para as muitas conexões que fiz na cidade. A rede City Lodge, assim como a Protea, está presente em toda a África do Sul e passei uma noite por lá antes de ir para Seychelles – a minha conexão era de 23h.

Diferentemente do Protea, não é necessário pegar o Shuttle para chegar neste hotel que está localizado no estacionamento do desembarque.

Uma alternativa semelhante de um hotel de trânsito um pouco melhor – pelo dobro do preço – e ainda assim localizado dentro da área do aeroporto é o Intercontinental.

Quarto

Os quartos são todos padronizados, espaçosos, com cama pequena – tamanho queen – e não muito confortável. Uma estação de café e chá está à disposição para uso gratuito, mas não há frigobar.  Já no banheiro, uma vantagem em relação ao Protea: ele é amplo e fechado, dando total privacidade.

Áreas comuns

Por ser um hotel de trânsito, o serviço das áreas comuns é bem básico e só tem o necessário: academia, business center, e restaurante. Usei apenas o restaurante que achei bem mediano, mas quebra um galho. A parte boa é que como o hotel está dentro do aeroporto, facilmente você acessa qualquer outro serviço do JNB.

A internet é bem sentimental, funciona bem de vez em quando.

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Diárias a partir de R$350,00

Curiocity Hostel

Para uma experiência diferenciada de hospedagem, indico o Hostel Curiocity, que embora não tenha me hospedado, ouvi críticas bem positivas e, ao mesmo tempo que é uma opção mais econômica, está bem no centro do bairro de Maboneng, região cercada de antigos galpões de fábricas, totalmente revitalizado (e seguro), mais conhecido por ter se tornado o point hipster de Joburg.

O que fazer

Não se engane se alguém disser que não tem nada para fazer em Joanesburgo!

Compras: Para quem tem interesse em fazer compras na África do Sul, recomendaria Joanesburgo, pela grande oferta e consecutivamente, preços menores, especialmente em itens típicos ou souvenirs – o African Art Craft Market, é uma ótima pedida. Artigos de luxo e necessidades, o Rosebank Mall e o Sandton City Centre, dois grandes shoppings próximos às regiões hoteleiras, têm de sobra. Se você, como eu, é do tipo que prefere mesmo investir em comidas/bebidas locais, não esqueça de levar para casa um bom vinho ou uma garrafa de Amarula – ambos podem ser comprados em qualquer liquor shop – ou ainda parar em um dos supermercados para fazer o carregamento de Rooibos, o famoso chá sul-africano. Gosta de joalheria e tem um dinheiro extra para investir? A África do Sul é a maior produtora de diamantes do mundo, vale a pena dar uma olhada.

Museu do Apartheid: Se você tiver pouco tempo na cidade e tiver que escolher fazer apenas uma coisa, eu diria para ir ao Museu do Apartheid. É uma ótima forma de começar a sua jornada pela África do Sul entendendo melhor como foi o regime do Apartheid que existiu até pouco tempo e ainda permanece na memória do país. O museu é enorme e completíssimo, há milhares de painéis interativos, além de um restaurante, uma lojinha (com um ótimo acervo de livros) e algumas máquinas de snack, para quando uma descansada entre uma sala e outra. Recomendo pelo menos 3h para ficar por ali.

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Gold Reef City: Uma “cidade”, como sugere o nome, com parque de diversões, opera, hotel e Cassino.

Soweto: Durante o Apartheid, a população negra tinha menor acesso às terras, e por não poder se misturar com a população branca, acabou isolada em Townships, comunidades autossuficientes no subúrbio das grandes cidades. Abreviação de South Western Townships, é a maior Township da África do Sul, com aproximadamente 2 milhões de pessoas, e responsável por ter desempenhado um papel essencial na luta contra o regime segregacionista, uma vez que vários líderes políticos cresceram ali. É interessante notar o contraste que existe, desde favelas a casas de classe média alta da população que enriqueceu e permaneceu. A rua mais famosa, a Vilakazi, é ponto turístico por ser a única no mundo onde dois ganhadores do Nobel viveram – Mandela e Tutu. É seguro e você pode ir por conta própria, mas a ida com um guia será uma experiência muito mais enriquecedora. Não deixe de visitar a Casa onde Mandela passou maior parte da sua vida e o museu Hector Pieterson, uma homenagem ao estudante morto nas manifestações que buscavam igualdade no sistema educacional entre negros e brancos.

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Constitution Hill: Uma prisão por onde Mandela e Gandhi passaram durante o Apartheid. Não fui, mas também sugiro ir com um guia, porque se tem uma coisa que esse lugar deve ter, é história.

Johannesburg Art Gallery: Um dos maiores acervos de arte Africana do continente. Do prédio ao acervo, é um programa imperdível para os amantes de arte e o melhor: a entrada é gratuita.

Arts on Main: Em Maboneng, região central da cidade que foi recentemente revitalizada e agora é um reduto hipster, além de restaurantes, lojas independentes e galeria, está o Arts on Main, que é uma combinação de tudo isso em um só lugar. O espaço conta com um restaurante ótimo, o Canteen, uma livraria alternativa, a David Krut Bookshop e, aos domingos, a área externa do Arts on Main recebe o Market on Main, um mercado local que vende um pouquinho de tudo.

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Nelson Mandela Square: Um grande complexo de compras, com Centro de Informações turísticas, teatro e a razão pelo qual a maioria dos turistas vão até lá: uma imensa estatua do Mandela, onde todo mundo acaba tirando uma foto.

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Nos arredores

Se você tem um pouco mais tempo para um bate e volta

The Lion Park: Rola uma grande propaganda em torno desse parque, que fica em Hartbeespoort, cerca de 40km do centro de Joanesburgo. Trata-se de uma maneira viável de ver os animais africanos sem precisar ir a um safari propriamente dito, os quais costumam ser distantes e caros. Mas, na verdade, O que acontece aqui é que se trata de um zoológico, e eu não fui, simplesmente por não apoiar a prática –  ainda mais depois de ter tido a chance de passar quase 10 dias fazendo safaris e vendo animais livre, leve, soltos e felizes. De qualquer forma, se você pode não compartilhar das mesmas filosofias que eu, e esse pode ser um passeio possível estando em Joburg.

Craddle of Humankind: Que a espécie humana começou na África você deve ter aprendido na escola, mas uma coisa que provavelmente não te ensinaram é que um dos maiores sítios arqueológicos do mundo – com mais de 40% dos fósseis dos nossos ancestrais – fica a uma hora de Joanesburgo.

Pretoria: Capital administrativa da África do Sul, distante 60km de Joanesburgo, Pretoria tem alguns museus de história e o imperdível Union Buildings, sede da presidência. Agora, se você está procurando por uma boa razão mesmo, sugiro o premiado restaurante Mosaic, que fica dentro do hotel de luxo The Orient. E por falar em experiências luxuosas, é de Pretoria que sai o Blue Train em direção a Cape Town, uma viagem de um dia e meio em um dos trens mais luxuosos do mundo.

Gastronomia

Em toda a minha passagem pela África, achei Joanesburgo um dos melhores lugares para comer. Os ares de metrópole, cheia de gente ocupada, faz com que a maior diversão da população seja aproveitar as delicias da gastronomia.

Little Addis: Minha primeira refeição em Joanesburgo foi aqui. Imagina, eu tinha acabado de passar 11h acordadas em um voo noturno, sofrendo com um jetlag de 5 horas e morrendo de fome, mesmo ainda sendo hora do café da manhã no Brasil. Fui parar em Maboneng, bairro hipster, e tive que me decidir entre comida etíope ou café da manhã judeu (no Eat Your Heart Out). Escolhi a primeira opção e não me arrependo, foi uma das melhores refeições que fiz durante toda a viagem e o melhor: dois pratos e duas bebidas por 10 dólares! A comida é etíope e super temperada e além de algumas carnes, tem opções vegetarianas incríveis. Pedi a meia porção do prato vegetariano e foi mais do que suficiente, só peça o preto cheio se estiver em mais de 3 pessoas.

Marble: Tudo passa pelo Grill – esse é o conceito que define o restaurante, que claro, tem muitas carnes como carro-chefe. O que causa estranhamento, entretanto, são as (poucas, confesso) boas opções vegetarianas, especialmente na entrada, como a combinação de aspargos com avocado grelhado e as beterrabas assadas na brasa. De prato principal, o risoto – que também é a única opção vegetariana – é uma delícia. Faça reserva antes, costuma ser cheio, mas se for de última hora, o bar comporta bem os clientes.

Luke Dale Roberts: Uma das minhas tristezas em Cape Town foi não ter conseguido ir ao Test Kitchen, o restaurante mais famoso da cidade e que – pasmem – precisa reservar com pelo menos dois meses de antecedência. Quando soube que o mesmo chefe tem outros três restaurantes, não perdi tempo ao reservar o Luke Dale-Roberts, em Joanesburgo. E nossa, que experiência incrível! Mesmo recém-chegada de Seychelles e super cansada, fiquei impressionada com a cozinha autoral! O menu é degustação e pode ser de 5 ou 8 pratos, com harmonização de vinho ou chá. Pedi o menu vegetariano com harmonização de chás e estava incrível! O restaurante cobra uma (salgada) taxa de reserva, que deve ser feita pelo menos duas semanas antes da visita.

Tashas: Espalhado por várias cidades do país, esse café é daqueles lugares perfeitos para uma refeição rápida (e saudável) ou um brunch mais elaborado. Gostei bastante porque tem muitas opções de saladas funcionais e pratos vegetarianos/veganos, além de all day breakast.

Dw 11-13: Mais um da seleção de fine dining, não fui, mas ouvi tantos comentários positivos que resolvi indicar. Fica dentro do Dunkel Shopping, próximo ao bairro de Melrose, e também funciona com menu degustação. Abre tanto para o almoço quanto para o jantar.

The Restaurant: Totalmente fora do circuito turístico, é o restaurante do hotel onde passei as minhas primeiras noites na cidade, o The Winstor, em Rosebank. O bairro em si tem muitos restaurantes bacanas – os quais não consegui ir por falta de disposição – mas me surpreendi tão positivamente com a comida desse hotel boutique, que super indico para quem está passando por ali e quer provar uma comida africana, mas bem muito feita. O toffee pudding, sobremesa inglesa facilmente encontrada na África do Sul, é a melhor pedida no The Restaurant – Comi três vezes em duas noites.

Quanto custa

África do Sul tem um custo benefício maravilhoso! Não compare os custos de uma cidade grande como São Paulo com os de Joanesburgo. Além da moeda deles ser bem desvalorizada com relação à nossa, é bem fácil comer, se hospedar e se locomover com um orçamento de mochileiro. Quer luxo? Também tem e bastante 😉

Custo Geral: $$(barato)

Para saber mais sobre a minha viagem à África, clique aqui.

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CARTAGENA: GASTRONOMIA DEMOCRÁTICA

Entre cores e sabores, um dos grandes – talvez o maior – atrativo da princesinha do Caribe é a gastronomia. Aqui, uma longa (e deliciosa lista) de onde comer em Cartagena.

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Gastronomia democrática é a descrição que mais faz sentido para mim quando penso em comer em Cartagena.  Isso porque a cidade tem tanta opção de restaurante, que não é difícil agradar praticamente todo mundo. Confesso que sou chata com comida – além de ter muitas restrições alimentares, sou bem exigente com o que como – e mesmo assim, a Colômbia, e em especial Cartagena, encheram minha alma (e meu estômago) de alegrias.

Por isso, achei que falar de comida em Cartagena mereceria uma atenção especial, até porque, posso comentar cada restaurante com a propriedade de quem comeu em praticamente todos, rs.

Leia também: Cartagena, a fotogênica

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Café da manhã – Brunch

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Imagem: Divulgação | Crepes and Waffles

Crepes and Waffles: No meu primeiro dia da cidade fiquei em choque ao passar em frente desse restaurante e ver uma fila dobrando a esquina. Pouco tempo depois, entendi a razão de tamanho alvoroço em frente ao que me pareceu só mais uma lanchonete em meio a tantas outras na cidade. A rede, que na verdade está espalhada pela América do Sul (inclusive no Brasil), é um misto de sorveteria, lanchonete e café e, uma ótima opção para fazer qualquer uma das refeições durante o dia. Listei para o café da manhã porque recomendo muito os waffles que dão nome ao estabelecimento com um cafezinho, mas também estive lá para jantar e provei os sanduíches no pão pita e as sopas. Ótimo para aqueles dias que rola uma preguiça de se arrumar pra sair, mas ao mesmo tempo se quer comer algo gostoso.

La brioche: Imbatível no quesito internet rápida e gratuita, é uma opção maravilhosa para os nômades digitais, rs. O menu não fica atrás e eles fazem ótimos combos para o café da manhã, que mais uma vez, podem ser consumidos a qualquer hora do dia. A croissanterie é bem diversificada e vale a pena experimentar, assim como os smothies – mais do que essenciais no calorzão da cidade.

Ábacos libros: Um cantinho imperdível para quem ama literatura, essa livraria toda cheia de charme, tem um cafeteria, que além de bebidas quentes, serve alguns petiscos rápidos. Minha sugestão é o café gelado ou um dos chás quentes da casa nova iorquina Harney & Sons.

Se volvió Prispri: Espaço pequeno e com decoração fofa, o Prispri tem um menu especial para o café da manhã – que funciona até às 11h – e várias outras opções que também servem de almoço ou lanche, muitas delas vegetarianas. É um ótimo local para experimentar o pan de bono, o famoso pão de queijo colombiano. Ah, e diferentemente das outras sugestões dessa lista, o wifi aqui não só não está disponível, como tem uma placa bem grande desenconrajando os clientes a usar celular e proibindo o uso de laptops no estabelecimento.

Juan Valdez: Sinceramente, não achei o café imperdível, porém bons petiscos e uns drinks bem gelados valem a visita aos Starbucks Colombiano. Quer trazer uma lembrancinha em conta? Os sacos de caramelos de café são bem diferentes e com certeza agradarão quem gosta de café.

Almoço / Jantar

O prato típico da região é arroz de coco, patacones (um empanado de banana da terra) e peixe. No almoço, as famílias tradicionalmente começam a refeição com uma sopa, que costuma variar o sabor. 

Juan del Mar: Meu favorito na cidade. É um restaurante de frutos do mar e provavelmente será o melhor peixe que você experimentará por lá. As porções, mesmo individuais costumam ser grandes e ter acompanhamentos, então divida. Entre eu e meu namorado, pedimos o peixe mediterrâneo, patacones, arroz de coco, uma salada, um ceviche além do couvert e das bebidas. Sobrou comida! Ah, as limonadas (tanto a de yerbabuena quanto a de coco), são as melhores que provei na Colombia.

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Carmen: Um dos mais aclamados (e caros) restaurantes da cidade, serve pratos típicos, porém revisitados. Achei a comida maravilhosa, mas acho que só vale o investimento se for para experimentar o menu degustação, que pode ser de 5 ou 7 passos. Pedi o de 5 passos com harmonização e valeu muito a pena. No meu caso, o menu era 100% ovolacteovegetariano, e os pratos me surpreenderam muito positivamente. Minha única “reclamação” seria com relação ao tamanho dos pratos, que eram enormes… Cada porção era praticamente uma porção normal, o que me fez deixar o quarto prato, um risoto de cogumelos maravilhoso, quase inteiro. Das opções servidas, meu favorito foi o terceiro prato: um risoto de quinoa com tomates e cenoura – o molho era de comer rezando!

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Menu vegetariano de 5 passos no Carmen 

 

Maria: Em um dos dias que estava sem muita disposição, atravessei a rua e fui ao Maria, que também está entre os melhores da Colombia (só descobri essa informação chegando lá). Achei o menu decepcionante para vegetarianos, mas entre as entradas, haviam 2 opções veganas e escolhi o ceviche de quinoa enquanto que meu namorado foi de tacos e ceviche convencional. Acabamos ficando só com as entradinhas mesmo, mas o menu principal me pareceu interessante, especialmente aos que gostam de frutos do mar.

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Ceviche vegano no Maria

1621: Mais um queridinho da alta gastronomia, localizado dentro do Sofitel, hotel cheio de história que me hospedei nos primeiros dias, achei o preço justo apesar do ambiente sofisticado. Pedi uma salada de quinoa com cítricos e sobremesa, um sorbet de lulo, fruta típica com sabor que lembra laranja. Se não estiver no hotel, reserve. E se possível, tente ficar em uma das mesas do jardim, vale muito a pena.

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No jardim do Sofitel provando o menu do 1621

Restaurante El Claustro: O outro restaurante do Sofitel, com menos fama e preços mais amigos. Comi por lá umas 2 vezes, afinal, estava hospedada no hotel, mas para quem vem de fora, o recomendaria para o café da manhã (um dos melhores que já comi na vida) ou para o chá da tarde, que acontece diariamente no saguão.

El Santíssimo: Outro restaurante badalado no Centro, a graça aqui é um menu todo “engraçadinho” no qual cada prato recebe um nome relacionado à santíssima Trindade. O cardápio de sobremesa, por exemplo, é composto dos sete pecados capitais. A proposta é trazer à mesa um menu caribenho, redesenhado por técnicas francesas. O espaço é imenso, lindamente decorado. Funciona bem tanto para casais quanto para grupos.

Candé: Meu segundo restaurante preferido dessa lista. O ambiente é uma graça, o atendimento é ótimo e eu fui surpreendida muito positivamente pela comida. A ideia aqui, assim como Juan del Mar é pratos típicos da culinária colombiana costeña, porém MUITO bem feitos. Como cortesia, formos recebidos com uma mini porção de yuca no açúcar, que me pareceu muito estranho quando vi, mas que me dá água na boca de lembrar. Gostei também que, além da maioria dos acompanhamentos serem vegans, um dos pratos principais é vegetariano e foi a minha escolha: quibes de lentilha, com arroz de coco e feijão preto e uma saladinha de guacamole. UMA DELÍCIA, e super farto, nem consegui terminar de comer.

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Veggie cheio de sabor no Candé

Yuca é um tubérculo bastante popular na região andina que se assemelha bastante em textura, cor e sabor à mandioca.

Andante, Allegro, Vivacce: Estava com tanta fome neste dia, que parei no primeiro restaurante italiano que vi pela frente. A surpresa, foi boa. O ambiente é bem intimista e o dono fica ali na porta a noite toda, dando as boas-vindas. Pedi o ravióli de zucca e estava uma delícia. Já meu namorado não deu tanta sorte com a massa com frutos do mar.

Vera: Localizado dentro do Hotel Tcherassi, não fui, mas vi tanta gente falando bem que resolvi coloca-lo aqui na lista. Especializado em culinária italiana, pode ser uma boa para fugir da comida local por um dia. Segundo nosso concierge, é impossível fazer reserva lá (seja por email ou telefone), mas quase sempre se consegue uma mesa arriscando a ida sem reserva prévia.

La Cocina de Socorro: Localizado em Getsemaní, foi o eleito pelo nosso guia para sermos introduzido à culinária colombiana. Verdade seja dita: já estávamos na Colômbia há 10 dias, mas trata-se dos clássicos que já comentei nos outros restaurantes. O preço é mais amigo, comparado com os bons restaurantes do Centro.

Marea by Rausch: A marca Rausch na Colombia é tão forte quanto a Atala no Brasil, quando se trata de alta gastronomia. O duo, formado pelos irmãos Jorge and Mark Rausch, vive sendo premiado e o restaurante Criterion, em Bogotá, vive por aí nas listas dos melhores do mundo. Em Cartagena, o Marea, propõe um menu cheio de frutos do mar e uma vista impagável do Centro Histórico. Fui? Não, por falta de tempo, mas fiquei com vontade.

Bons Drinks

Se tem uma coisa para não se sentir falta na cidade são de muitos e bons bares. Mesmo não sendo a pessoa mais alcoólatra que conheço, visitei alguns lugares que podem ser tanto um bom esquenta como a noitada por si só.

Quer provar algo bem típico e tem disposição para o álcool? Vá de Coco Loco, a colombiana combinação de rum, vodca, tequila, creme de coco e limão.

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Pôr do sol no Cafe del Mar

Cafe del Mar: Se tem um motivo pelo qual esse lugar é famoso, certamente não é os drinks. Sim, é aqui o pôr do sol mais bonito da cidade e essa foi a minha razão principal para conhecer. Dada a fama que lhe foi atribuída, chegue cedo para garantir uma boa vista. Vale lembrar que existe uma consumação miníma (não tenho certeza, mas acho que era 30 mil pesos) e que não é dos lugares mais baratos. Quando estive por lá, provei o drink com o nome da casa Café del Mar, a limonada de limão (MA-RA-VI-LHO-SA), uma porção de chips de banana (patacon) e uma tábua de frios que acompanha uns paezinhos. A conta fechou em 120 mil pesos.

El báron: Na praça San Pedro Claver, não poderia ser mais central. É um desses bares que tem tudo o que a gente precisa: bons drinks, bom atendimento e boa localização. Chegue no começo da noite e peça uma mesa do lado de fora – sim, o balcão é lindo mas não compensa quando dá para acompanhar o movimento da cidade.

Café Havana: O bar mais famoso da cidade fica em Getsemaní, onde a vida noturna é pra lá de anima. Muita salsa e drinks típicos embalam a noite até às 4 da manhã. É uma experiência bem turística, mas interessante.

Bazurto Social Clube: Estava na minha lista e infelizmente, não consegui ir. O bar que é meio restaurante, tem uma decoração kitsch e era um dos favoritos de García Marquez, o mais famoso escritor colombiano. Atenção na hora de planejar a sua visita: funciona de quarta a sábado, a partir das 22h.

Hard Rock Café: Sempre acabo no Hard Rock mais interessada na lojinha do que no restaurante propriamente dito. Acho a comida cara e sem graça, mas pode ser uma boa opção de happy hour com os amigos.

Alquímico: Em frente a um dos hóteis que me hospedei na Calle del Colegio, esse bar, super descolado tem música alta e gente bonita. Diria que por si só ele já faz a noitada. Para quem gosta de um ambiente mais sofisticado com drinks criativos e comida boa, recomendo.

Sorveterias

Quando bater o desespero no calor intenso de Cartagena, minhas sugestões são a La Paletería e Gelateria Paradiso. Ambas localizadas no Centro Histórico, a primeira, como o próprio nome sugere, vende picolés, enquanto a segunda, mais tradicional e eleita por muitos a melhor da cidade. Para um sorvete mais “divertido”, a Mr. Cool vende um Gelato Molecular, na Calle del Colegio.

Comidas de rua

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Las Pelanqueras: Andando pelo centro, você verá diversas vezes algumas mulheres de vestimentas super coloridas, andando para cima e para baixo com bacias de frutas na cabeça.

Mercado de Bazurto: O popular mercado de rua acontece bem cedinho e é bem similar às nossas feiras livres no Brasil. A graça aqui está em poder experimentar e conhecer um pouquinho de tudo que é produzido e comido nas mesas colombianas. Um passeio gostoso e que foge do óbvio.

Café: Não tem como fugir de café estando na Colombia né? Para uma experiência ainda mais autêntica, carrinhos gourmet vendem drinks de café (na sua maioria, gelados) pelo Centro. Recomendo: Café com Baileys!

Arepas: É o salgado tipicamente colombiano – diria que equivale à nossa coxinha, rs – feito de milho e com recheios diversos. Especialmente em Cartagena, o recheio mais tradicional é de ovos, mas o meu favorito é o de queijo. Eles são facilmente encontrados em quase todas as esquinas sendo preparadas por vendedores ambulantes.

Clique aqui para ler mais sobre a minha viagem à Colômbia 

 

RÉVEILLON EM SAN ANDRÉS

Agora sim, FELIZ ANO NOVO! Estava meio desaparecida por motivos de: curtindo demais cada cantinho da Colômbia.

E 2018 não poderia ter começado melhor: sombra e água (do Caribe) fresca, comida boa e muita mandiga para fazer esse ano vingar. San Andrés é o melhor dos dois mundos: a latinidade colombiana e a paz do Caribe.

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Leia também: Réveillon em Paradise Island, Bahamas

San Andrés, é uma das ilhas do arquipélago caribenho, junto com Providencia e Catalina, que apesar de pertencer à Colômbia desde 1803, está muito mais próxima da Nicarágua.

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Um pontinho no Mar do Caribe | Imagem: Google Maps

Como chegar

Do Brasil, se chega de:

AVIANCA: via Bogotá

LATAM: via Bogotá

COPA: via Cidade do Panamá

O voo partindo de Bogotá dura cerca de 2h00 e a partir da Cidade do Panamá, aproximadamente 1h.

Clima

Calor ameno o ano inteiro – entre 22 e 28 graus Celsius –  com período de chuvas que vai de agosto a novembro.

Porém, atenção: de acordo com os locais, essa previsão está mudando, tanto que dos 6 dias que fiquei na ilha em janeiro, quatro foram de chuvas.

Língua

Oficialmente, espanhol e crioulo inglês – herança da presença inglesa na ilha. Devido à imensa quantidade de turistas brasileiros, portunhol também é amplamente praticado.

Moeda

Na Colômbia a moeda é o Peso Colombiano. Como é relativamente difícil acha-lo em Casas de Câmbio no Brasil e, considerando que a aceitação de reais é mínima por lá, recomendo levar dólares e trocá-los na entrada do país. Optei sacar todo o dinheiro diretamente do caixa eletrônico ainda no aeroporto, já que precisei de cash para pagar o boleto turístico (leia mais abaixo).

Visto e Imigração

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Colômbia, podendo, inclusive, viajar apenas com um RG válido que tenha sido expedido em menos de 10 anos. Já a vacina de febre amarela passou a ser obrigatória em 2017 e sem o Certificado Internacional de Vacinação não te deixarão nem embarcar no voo.

Clique aqui para saber como fazer o seu certificado

Para voos com escala no Panamá, o passaporte é obrigatório.

Boleto turístico: Para entrada na ilha, deve ser adquirido o boleto turístico pelo valor de COP105.000,00. Vendido no guichê da própria companhia aérea na sala de embarque da conexão ou na entrada do país, deve ser pago integralmente em dinheiro na moeda local. Como fiz a minha conexão em Bogotá, saquei o dinheiro por lá mesmo, no caixa eletrônico. Após a imigração, uma das vias do boleto retorna ao passageiro e deve ser guardado e apresentado na saída do país.

A super população é um constante problema em San Andrés, fazendo que a permanência seja restrita: a entrada só é concedida para turistas que portem passagem de ida e de volta.

Transporte

Os meios de transporte mais convencionais para longas distância são a moto e a mula (um carrinho de golfe de alta velocidade, que funciona com combustível). Para quem se hospeda longe do centro, o táxi também é uma opção.

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Atenção: Os táxis são super velhos e, muitas vezes difíceis de identificar. Todos operam sem taxímetro, cobrando o quanto quiserem. Para evitar surpresas desagradáveis, é essencial combinar o preço antes de entrar no carro. No aeroporto, há um ponto de táxi na saída, que funciona 24h.

Onde ficar

A coisa que mais li/ouvi é que para aproveitar San Andrés tem que ficar no Centro. Particularmente, discordo. Optei por um hotel super reservado à beira-mar na Praia de Cocoplum, divisa com a Praia de Rocky Cay, na região de San Luís. Achei a praia maravilhosa, além do incomparável sossego, essencial para quem curtir um Caribe mais relax.

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Praia de Cocoplum 

Atenção: San Andrés é desses lugares quase sempre cheios, mas é de dezembro a março e de junho a agosto que costuma ficar pior. Caso viaje em uma dessas épocas, sugiro reservar com o máximo de antecedência. Quando fui fazer a minha reserva, três meses antes de viajar, encontrei opções limitadíssimas!

Cocoplum Hotel ★★★★

Verdade seja dita: o bom serviço não é dos pontos altos de San Andrés, e o mesmo vale para a hotelaria. A ilha é dominada pelo Decameron, rede de resorts locais que funcionam no esquema all inclusive. Confesso que fujo desse tipo de hotel e encontrar um bom hotel que não fosse de rede por lá não foi das tarefas mais facéis.

A principal razão para escolher o Cocoplum foi a localização: suficientemente distante do agito para me garantir alguns dias de paz e descanso.

No TripAdvisor, o hotel divide as opiniões: há quem ame e há quem odeie. Muitos reviews o classificam como muito ruins, falando sobre gente que foi assaltada, staff que abriu o cofre, problemas com a limpeza do quarto, chuveiro que não funcionava, e por aí vai. Sorte ou não, não tive nenhum problema com o hotel e ainda achei as instalações bem melhores que a média, com a vantagem de ser pé na areia.

Em sua área comum conta com uma pequena piscina – usada somente pelas crianças –restaurante, guarda-sol/cadeiras de praia, praia privativa com serviço de bar exclusivo, serviço de massagem e agendamento de passeios.

Economize! San Andrés não tem fonte de água doce, assim sendo, toda água é proveniente de dessalinização.

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Área externa: ruim não tava, rs 

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Os quartos se dividem nas categorias Standard, Family ou Junior. Escolhi a última categoria por ser a única disponível para reserva – que foi feita 3 meses de antecedência – e acomoda bem quatro pessoas em 46 m². São dois cômodos, o primeiro uma ante sala com uma cama de solteiro e um sofá cama, seguido por um quarto com cama queen, TV, cofre, ar condicionado, armários, frigobar e vista para o mar.

Tanto a categoria Junior quanto a Family são ótimas alternativas para quem viaja em família.

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Vista do quarto 

quarto san andres

O banheiro, bem simples, porém espaçoso, tinha uma ducha horrível – bem fraquinha -mas que felizmente operava com água quente 24h.

Atenção: Na maioria dos hotéis, a energia é obtida por placas solares. Dependendo do tempo, o abastecimento pode ser prejudicado, sendo bem comum que do fim da tarde em diante não se tenha água quente. Tomei banho apenas uma vez durante a noite e a água estava aquecida, mas na dúvida, melhor não correr o risco.

Restaurante

O café da manhã é incluso, mas eu diria que foi a única parte negativa da estadia. Há um buffet bem simples com café, leite, iogurte, cereal e pães e um cardápio fica à disposição nas mesas com outras opções, permitindo que cada hospede monte um combo com até três itens, dentre eles ovos, panquecas, queijo, presunto, misto quente, etc. Não era ruim, mas comer a mesma coisa durante seis manhãs seguidas me deixou um pouco entediada, não aguentava mais ver ovos na minha frente no último dia, rs.

Já ao contrário do café, as refeições que não estavam inclusas – almoço e jantar – eram bem gostosas. O cardápio era imenso e foi difícil enjoar, mesmo tendo jantando no hotel várias vezes.

Obs. Apenas o café da manhã estava incluso nas minhas diárias, mas sei que existe uma opção de meia pensão, incluindo também o jantar.

escala hotel san andres

Diárias a partir de R$400.

O que fazer

Compras: Assim como em outros países da América Central, o centro de San Andrés funciona como um enorme Duty Free. Os produtos são isentos de impostos, o que torna bem interessante a compra de importados, com preços bem mais convidativos do que os do aeroporto. Outros itens que valem uma olhada são protetores solar – comprei todos por lá  por um preço bem justo – e esmeraldas. Achei os preços de esmeraldas em San Andrés bem melhores do que os de Bogotá e Cartagena, então guarde um dinheirinho se tiver interesse em itens de joalheria.

Tour pela ilha: O jeito mais fácil de conhecer todos os cantinhos da ilha é alugando uma moto ou carrinho de golfe.

Atenção: Existem dois tipos de carrinhos: o carrinho de golfe e o mule, que é a versão motorizada a base de combustível. Se possível, alugue o segundo, que é mais caro, mas bem mais potente.

Se a ideia é somente dar uma volta, sem ficar muito em nenhum lugar, recomendo o aluguel por umas 3h, é mais do que suficiente. Caso tenha alguma atividade planejada, tipo, passar umas horas na West View ou almoçar/jantar, compensa alugar uma diária completa.

Os preços variam bastante, e em alta temporada, quando a demanda é alta, pode sair bem caro. No Renta Car Esmeralda, 3h saiam por COP 180.000 e a diária, COP 450.000.

Rocky Cay: Uma ilhota de 26m2 onde a principal atração é a prática de snorkel e a visita a um navio encalhado. Na maré baixa, se chega lá andando a partir da praia.

Johnny Cay, Haines Cay e El Acuario: Tour mais popular por lá, acontece diariamente, e assim como a ilhota anterior, visa a apreciação da vida marinha por meio de mergulho e/ou snorkelling. Os barcos saem do centro e levam cerca de 15 minutos para chegar na primeira ilha.

La piscinita: Um pedacinho de mar cercado por rochas que formam uma piscina natural.

West View: Uma área privada ótima com trampolim, bar e cadeiras de praia. A entrada custa COP3000,00 por dia.

Praia Spratt Bright: É a praia do centro. A mais cheia, com mais comércio e também uma das mais fáceis de se perceber os famosos 7 tons de azul.

Mergulho: Uma das principais atividades, San Andrés possui a terceira maior extensão de corais do mundo e uma água bem cristalina que favorece a observação de diversas espécies marinhas.

Snorkelling: Para os menos aventureiros, há vários locais de fácil acesso para pratica de snorkelling. É possível comprar os equipamentos no centro ou aluga-los com os guias ou na recepção da maioria dos hotéis.

Parasail: Sobrevoo no mar feito de paraquedas puxado por um barco, dura cerca de 15 minutos e depende essencialmente da condição climática para ser feito.

Visitar as outras ilhas: Providencia e Catalina, as outras ilhas do arquipélago são bem mais calmas que a big sister. Se chega de avião ou de barco.

Noite: Coco Loco é o nome do point da ilha. Fica no Centro e toca prioritariamente ritmos latinos.

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Spratt Bright 

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Reveillon na Colombia

Para quem planeja passar o réveillon na Colômbia, super recomendo a experiência. Estava um pouco apreensiva antes de marcar a viagem porque achei muito pouca informação do que acontecia na ilha durante essa temporada – além do fato que, assim como quase todos os outros lugares do mundo, estaria lotada.

Como desembarquei por lá no dia 29 à noite, não tive muito tempo de agendar nada, mas por sorte, o nosso hotel planejou uma super festa no Acqua Beach Club, um clube de praia, localizado ao lado do hotel, pés na areia na super tranquila praia de CocoPlum. Ou seja, se você, assim como eu, evita muvuca sempre que pode, essa é uma opção interessante para descansar e ao mesmo tempo aproveitar uma festança – se tem uma coisa que os colombianos, assim como nós brasileiros, sabe fazer muito bem, é festa.

A festa custava COP 150.000 para o público externo e foi gratuita para os hospedes do hotel.

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Estrutura montada no Acqua Beach Club
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Apresentação do Carnaval de Barranquilla

O Menu

O cardápio da nossa festa foi bem farto – como costuma ser nas celebrações de fim de ano na Colômbia – e com bastante frutos do mar. Entre os pratos, tivemos:

  • Polvo apaixonado
  • Ceviche Costeño
  • Ceviche de manga
  • Lombo russo
  • Salada de lagosta
  • Salada fresca
  • Arroz com amêndoa
  • Degustação de sobremesas
  • E ao fim, claro, as famosas uvas.

As tradições

Assim como nós temos por hábito vestir branco e pular ondas, eles também têm alguns costumes interessantes. Em toda mesa de fim de ano, há uvas em abundância, já que cada convidado deve comer 12 unidades (uma para cada mês do ano), para trazer sorte e fartura. Outra coisa que achei divertida/macabra é que é costurado um boneco, o qual eles chamam de año viejo, e um pouco antes da meia noite, o boneco é levado para uma área aberta, e queimado – dessa forma, toda a energia ruim do ano anterior é incinerada. E por último, ouvi locais dizendo que à meia-noite, corre-se no quarteirão, em volta de casa, com uma mala vazia. O intuito? Atrair novas viagens durante o ano que se inicia. Confesso que achei essa última interessante e pensei em fazer, não fosse a complicada logística de correr pela areia de branco, com uma mala, haha.

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Año viejo sendo queimado

Gastronomia

Fiquei completamente apaixonada pela comida colombiana, super fresca, sortida, e em muitos aspectos parecida com a nossa.

O prato típico é peixe, banana e arroz de coco.

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La Regatta: Restaurante de frutos do mar mais famoso/sofisticado. Precisa de reserva com bastante antecedência, acabei não conseguindo ir.

Perú Wok: Um misto de culinária peruana e caribenha, com uma área externa com vista para o mar. Os pratos são SUPER bem servidos, então para quem não come muito, sugiro dividir os pratos principais. O preço é justo pela qualidade/quantidade de comida.

Punta Sur: Localizado ao extremo sul da ilha, talvez seja uma boa parar por lá no dia do tour pela ilha. Mais uma vez, o ponto forte são os frutos do mar, em especial os peixes. Vale a visita pela vista.

The Grog: O restaurante que mais gostei e por sorte, era vizinho ao nosso hotel. Pé na areia, bem simples e barato, provavelmente o melhor peixe de San Andrés está aqui. Abre somente para o almoço e fecha às terças. Recomendo muito!

Mister Panino: Para aqueles dias em que se está cansada de comer frutos do mar, italiano sempre salva. Esse restaurante é o mais popular de comida mediterrânea, fica escondidinho em uma galeria e vale a visita para comer uma boa massa. Recomendo o spaguetti ao pesto que comi, mas, mais uma vez, se não estiver com muita fome, melhor dividir, vem bastante comida.

Da Vanni: Mais um italiano, dessa vez, não tão bom quanto o Mr Panini. O espaço é bem amplo e o cardápio também. A pizza que vi em outras mesas me pareceu melhor que a massa que pedi.

Pallet&Co: Quiosque de picolé em frente à praia de Spratt Bright, não tem erro. Todos são super artesanais e mega cremosos.

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Pallet & CO
Quiosque de sorvete: um retrato da felicidade, rs
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Doces típicos

O que levar na mala

Protetor solar, hidratante, repelente, roupas leves, sapatilha para mar (evita cortes em corais).

Quanto custa: $$(barato)

Leia mais: Dicas e roteiros para viajar pela América do Sul

 

 

ROTEIRO EM SÃO PAULO – CENTRO

A região central de SP, conhecido como Centrão ou Centro da Cidade é uma área que engloba os bairros da Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, República, Liberdade, Sé e Santa Cecília.

Como é sabido, as distâncias em São Paulo – assim como seu trânsito – são imensas, o que muitas vezes dificulta a vida do turista inexperiente. Pensando nisso, levantei as principais atrações que podem ser visitadas as pé, sem grandes dificuldades, compreendendo basicamente a Sé e a República.

Leia mais: Conheça mais roteiros urbanos em outras cidades

A maioria dos passeios são de graça (ou muito baratos) e há opções de gastronomia para todos os bolsos. Então, por que não dar uma chance ao Centrão?

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Centro de São Paulo – Imagem: SP-Turismo (clique para ampliar)

Passeios

Praça da Sé + Igreja da Sé: Não se pode negar que, apesar do ambiente hostil, marcado por mendigos e não muito seguro, a Praça da Sé é um cartão postal. Nela, visitar a Igreja da Sé é um to do. Uma das principais construções góticas no Brasil, há visitas guiadas para conhecer a cripta. Em frente à Catedral, não deixe de ver o marco zero da cidade.

Caixa Cultural: Bem pertinho da Praça da Sé, o prédio mantido pela Caixa tem exposições temporárias imperdíveis e o mais importante: gratuitas.

Mosteiro de São Bento: O mosteiro em si, é lindo. Mas a minha parada é sempre para visitar a padaria do mosteiro. Ao entrar, vire à esquerda, num pequeno balcão onde são vendidos pães e bolos feitos pelos monges e o imperdível pão de mel (não deixe de levar)!

CCBB: O prédio do Centro Cultural Banco do Brasil é lindo, e merece a visita. Além do mais, a agenda cultural é extensa, e quando não gratuita, é bem barata. No primeiro andar, um café e a lojinha para a merecida pausa na visita.

Pateo do Collegio: Local onde aconteceu a primeira missão jesuítica no século 16, hoje é aberto à visitação o complexo que integra tanto a Igreja quanto o Museu Anchieta.

BM&F Bovespa: Pelo Centro também fica a bolsa de valores que comanda o Brasil. Além da visitação, são oferecidos diversos cursos gratuitos de economia doméstica e investimentos que merecem ser feitos.

Edifício Copan: Projetado por Niemeyer na década de 50 e de enorme relevância à arquitetura nacional, hoje é um dos cartões-postais da cidade.

Edifício Matarazzo: Também conhecido por Banespinha, por ter sido sede do banco Banespa, atualmente sedia a Prefeitura de São Paulo. Mediante agendamento, há visita guiada que conta a história do prédio e conduz o turista a um (inesperado) jardim suspenso no último andar.

Edificio Martinelli: O prédio mais alto da América Latina por muito tempo, continua sendo um dos mirantes de São Paulo. Infelizmente, encontra-se fechado para visitação no momento.

Teatro Municipal: Um dos prédios mais imponentes do Centro, se puder, não deixe de assistir um espetáculo. Se não, programe a sua visita guiada – ela dura uma hora e acontece diariamente de terça a sábado.

Compras

25 de Março: A rua mais famosa de São Paulo vende absolutamente de tudo! De roupa, a tapetes, passando por coisas de cozinha e eletrônicos. Eu, particularmente, amo para comprar acessórios (bijouterias, bolsas de praia e chapéus). Antes de ir, vale uma passada pelo site para ver a oferta de lojas e produtos e ir com destino certo, poupando tempo e energia.

Dica: No mês de dezembro as lojas da 25 tem o horário estendido e funcionam inclusive aos finais de semana. Porém, se possível, evite! É nessa época do ano que os arredores se tornam intransitáveis. Se não tiver jeito e precisar ir de qualquer forma, tente aproveitar as manhãs, quando está menos cheio.

Shopping 25 de Março: Para os que não gostam de bater perna ao ar livre, uma alternativa na região da 25 é o Shopping homônimo. Com duas unidades (na própria Rua 25 e na Rua Barão de Duprat), mais parece uma galeria, com corners que vendem de tudo.

Galeria Pagé Se o assunto é telefonia e eletrônicos, o lugar é aqui. Na esquina da rua 25 de Março, 170 lojas trazem todas as novidades do setor por preços bem convidativos.

Shopping Light: Ao lado da Estação Anhangabaú do metrô, o prédio histórico que ficou conhecido por ser o Mappin nos anos 90, se reconfigurou no clássico formato de shopping, com lojas e praça de alimentação. No mesmo prédio está uma das sedes da Polícia Federal e alguns outlets, como o da Nike.

Galeria do Rock: Apesar do nome, dos cinco andares + subsolo, apenas dois são, de fato, dedicados ao Rock ‘n Roll, ainda assim, não desmerecendo a visita. Trata-se, provavelmente, do maior local dedicado a objetos de rock. De roupas a CDs raríssimos, se acha de tudo, e melhor, por um preço ótimo!

Rua Santa Efigênia: Próxima à Galeria do Rock, na região da República, a Rua Santa Efigênia é o paraíso dos eletrônicos, aparelhos musicais e acessórios para vídeo games. Deve-se tomar cuidado com as lojas que não emitem/nota e garantia e sempre pedir um descontinho extra na hora da compra.

Gastronomia

Quando o assunto é comida, São Paulo nunca decepciona, e com o centro não é diferente: de italiano a peruano, passando por cafeterias e bares, tem opção para todos os gostos (e bolsos).

$(muito barato), $$(barato), $$$(moderado), $$$$(caro), $$$$$(muito caro)

Bar Brahma ($$$): o famoso que fica na tal esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João. Serve petiscos, lanches e aos sábados, uma famosa feijoada com samba toma conta do quarteirão.

Terraço Itália ($$$$$): Localizado no Edifício Itália, o segundo prédio mais alto de SP (165m), é tradicionalíssimo para comida italiana e jantares românticos com São Paulo de fundo. Reserve com antecedência.

Bar da Dona Onça ($$$): No térreo do Copan e com um cardápio de pratos e petiscos brasileiros muito bem trabalhados, tem um menu de caipirinhas de fazer inveja. Tudo isso num ambiente super descolado. Funciona do meio dia à meia noite: não poderia ser mais paulistano.

Esther Rooftop ($$$$): Mais um mirante merece atenção. No edifício Esther, na República, tem a cozinha autoral de Oliver Anquier, que dessa vez revisita pratos tipicamente brasileiros.

Paribar ($$): Bar descolado, com boas comidinhas e que funciona o dia inteiro. Tem um bônus importante: um brunch completíssimo das 10 às 17h, todos os domingos.

Café Girondino ($$$): Café, restaurante e bar – a tradicional casa que fica pertinho do Mosteiro é minha parada obrigatória para comer uma coisinha quando estou na região. Todos os pratos são deliciosos e bem servidos, mas guarde espaço para a sobremesa: o arroz doce (com toque de limão) é dos deuses!

Rinconcito Peruano ($): Tradicional casa de comida peruana com preço justo e muito visitado pelos imigrantes andinos. Para quem quer comida simples, mas bem feita.

Hamburgueria do Sujinho ($): Filial da tradicional hamburgueria da Consolação, o espaço do centro é menor, com o mesmo cardápio. Em geral, as porções são bem servidas e o hamburguer veggie é ótimo! Não deixe passar também a maionese verde e as batatinhas. Vá preparado e leve dinheiro: eles não aceitam cartão.

Casa Mathilde ($): Doceria portuguesa, como se pode imaginar, tem no longo balcão MUITAS opções de doces amanteigados e cheios de gema na composição. Para  acompanhar, a cafeteria serve cafés, chás e alguns salgados.

Mercado Municipal ($$): Comida por aqui não falta, seja nos restaurantes ou nas muitas barraquinhas de comida. Vá com fome e prove as frutas que são oferecidas enquanto caminha e para arrematar a visita, vá de sanduíche de mortadela ou pastel de bacalhau, no famoso Hocca Bar.

Leia mais: Gastronomia completa em São Paulo: comprar e comer

Vida Noturna

Sim, também tem (boas) festas no Centro.

Cambridge Hotel: Primeira casa da Gambiarra e anfitrião da famosa festa Gay, a Ursound, o Cambridge tem festas para públicos diversos em uma extensa agenda de eventos.

Club Caravaggio: a festa mais famosa aqui é a Trash 80’s, aos sábados, e que como sugere o nome, tem música retrô dançante.

Love Story: Uma das mais famosas, antigas e democráticas casas de São Paulo, tem festa eletrônica quase todos os dias e um público bem diverso.

Alberta 3: Com uma pegada mais Rock ‘n Roll e público mais descolado, aqui é ótimo para aqueles dias que você está procurando comer um petisco enquanto dança Franz Ferdinand. Da lista, é a minha favorita.

Trackers: Com festas variadas, que vão do Jazz ao Rock Progressivo, às vezes tem música ao vivo.

Dica: As agendas de balada em São Paulo oscilam bastante. Mantenha-se informado pelo site/Facebook das casas.

Transporte

O roteiro acima é todo pensado para ser feito à pé, mas não se iluda: é praticamente impossível ir a todos os lugares em um só dia. Por isso, recomendamos 3 dias (ou mais) para conseguir visitar tudo.

O Centro é muito privilegiado quanto ao acesso via transporte público: muitas linhas de ônibus vindas de praticamente todas as zonas de SP e algumas estações de metrô (Linha vermelha – Sé, Anhangabaú e República e Linha azul – Sé e São Bento).

Leia mais: Como se locomover em São Paulo

Um jeito de tornar tudo ainda muito mais fácil e barato é fazer o Bilhete Único, o cartão de transporte paulistano. Com ele, é possível integrar viagens gratuitamente ou com desconto (no caso de ônibus + metrô/ trem).

Leia mais: Bilhete Único para turistas

Uma alternativa ao transporte convencional é utilizar a Linha Turismo. Recém lançado, o ônibus de dois andares funciona como os demais disponíveis em grandes metrópoles do mundo (hop on/ hop off). Por R$40, a linha dá direito a 24h de uso, podendo entrar e sair em qualquer parada durante esse tempo, sendo o primeiro embarque na Luz, em frente ao Parque da Luz, diariamente.  Há áudio-guias em português, inglês e espanhol.

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Itinerário da Linha Turismo SP – Foto: Veja SP

Horários:

Dias úteis e sábados: saídas às 9h, 12h40 e 16h

Domingos e feriados: saídas às 10h, 13h40 e 17h

Hospedagem

Se você está querendo explorar ao máximo o Centro, uma boa opção é se hospedar por lá. Contudo, lembre-se que durante a noite, deve-se evitar a locomoção à pé, afinal a maioria dos estabelecimentos estão fechados e a as ruas ficam desertas.

Algumas opções de hospedagem (com preços variados), são:

Novotel Centro ★★★★

Marabá Hotel ★★★

São Paulo Hostel Downtown

Para quem quer aproveitar o Centro, mas não abre mão de uma noitada, sugiro a hospedagem na Vila Madalena ou no Jardins. Ambos possuem metrô e fácil acesso ao Centro e, de noite, uma vida noturna agitadíssima.

Segurança

Parece óbvio, mas vale a lembrança: evite se locomover a pé à noite, portar objetos de valor, falar/mexer ao celular e usar mochilas. Mantenha todos os pertences junto ao corpo e evite sair pelo Centro após escurecer.

Se necessário, procure ajuda do Posto Policial mais próximo ou a Delegacia de Apoio ao Turista.

DEATUR – DELEGACIA ESPECIALIZADA EM ATENDIMENTO AO TURISTA

R. Cantareira, 390 – Centro, São Paulo – SP – Tel: (11) 3120-4417

Leia mais: O que fazer em São Paulo