CHARME NA VILA OLÍMPIA: TORTA NO QUINTAL

Aprendi já faz um tempo que dicas boas vem, muitas vezes, do boca-a-boca. Mas o detalhe extraordinário desta história é que a indicação do micro restaurante especializado em um tipo de prato, nos fundos de uma casa, aconteceu em uma cidade grande (gigante!) como São Paulo.

Sim, a Torta no Quintal tem este nome porque é exatamente esta a proposta do restaurante. Nos fundos de uma loja de roupas, no bairro da Vila Olímpia, uma cozinheira de mão cheia, com alguns funcionários na cozinha, e o marido no balcão e operando o caixa, recebiam dezenas de pessoas esfomeadas e ansiosas para provar as tortas e salada oferecidas no dia.

Com cardápio ditado e opções rotativas, a casa (ou melhor, os fundos) se tornou sucesso. Com comida gostosa, muito bem executada, ingredientes de boa qualidade, bom humor na elaboração das combinações e, não posso deixar de destacar, preço junto, os clientes viraram fãs.

Abertos apenas para almoço e o no restante da tarde, todas as vezes que estive (e não foram poucas, confesso) sempre encontrei fila. Já estou acostumada a pensar em ir a “Torta”, como é mais conhecida, e programar chegar cedo ou avisar meus convidados de que aguardar por nossa vez faz parte do programa.

Sim, o espaço é pequeno e as filas são grandes, mas por mais que a matemática faça sentido nesta operação, esperar não é muito o forte da maioria das pessoas. A justificativa de quem aguarda é o fato de poder encontrar algo realmente especial neste cantinho da cidade. Com muito charme, o ambiente é uma mistura de tecidos, estampas e cores nas paredes, objetos fofos, alguns antigos outros usados de forma inusitada (ralador e jarra de plástico como lustre), flores nas mesas, placas engraçadinhas e muito do que recordamos ou desejamos encontrar nas casas de chácaras, ou de avós e tias.

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Mas é claro que não é somente o espaço que faz o público ir e voltar ao restaurante. A comida é boa demais! A combinação sugerida é sempre a salada do dia (mix de folhas, tomate cereja, cenoura ralada e um topping especial do dia, que variam muito, podendo ser algum tipo de queijo picado, chips de batata, oleaginosa, polvilho e até mesmo pipoca!) e uma fatia de torta: mantendo o estilo, os sabores serão falados e você tem a dura tarefa de escolher um (e já começar a planejar quando voltar para provar os outros!). Todas são maravilhosas e destacam-se: a opção “mix de cogumelos” é super amada, até pelos não vegetarianos, e muito saborosa; a dupla “carne seca com mandioquinha”, coberta com fatias de queijo brie, é rica em sabores bem brasileiros, inusitados para uma torta, e sucesso desde o início das vendas, anos atrás.

Para a experiência ser completa, não abra mão da etapa de sobremesa. Com uma opção melhor que a outra, as tortas doces também são vendidas em fatias (um pouco menores que a versão salgada) e acompanham muito bem um café. Todas são opções geladas, mas a favorita de muitos é a versão com banana: muito suave, o creme da fruta vem acompanhado de canela e chocolate e é realmente surpreendente no paladar. Minhas dicas são a também queridinha de paçoca com chocolate belga: a única em formato menor e redondinho é perfeita para quem gosta de sabores mais amargos; ou a versão de pêssego: com base cremosa da fruta, o creme adocicado no meio contrasta com uma generosa cobertura de chocolate belga amargo. Para os mais tradicionais, as tortas de limão e maracujá também merecem destaque. O conselho é não deixar de provar alguma delas!

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Não há como não dizer, sendo muito sincera (e fã de torta!), que nunca comi torta igual ou melhor que a produzida pela Torta. E posso afirmar, com tranquilidade, que dez entre dez pessoas que provarem irão dizer a mesma coisa. Acredito que a combinação de massa fina e recheio saboroso e farto é o que permite um resultado tão bem executado. Se você guarda na memória a ideia de massa podre e pesada e interior ressecado e sem graça, faça o favor de encontrar um tempinho na sua agenda e atualizar suas definições de torta!

Quando ainda não conhecia o lugar, boatos diziam que até os sucos de frutas e o molho da salada eram especiais. E sim, todos estavam certos! A combinação de mostarda e mel, servida em sua mesa, à vontade, brilha. O agrado foi tanto que é possível comprar esta misturinha deliciosa em frascos no próprio balcão e ser feliz em qualquer lugar! A casa também aceita encomendas de todas as tortas que produzem, sendo necessário apenas um dia de antecedência para confirmação do pedido.

A mais ou menos dois anos, com tanto sucesso, o quintal “cresceu” e o restaurante mudou de endereço, mas ainda mesma rua, apenas 3 quadras de distância do espaço original. Com o mesmo estilo, o novo ambiente agora ocupa todo um sobrado e é maior (mas não se iluda, ainda formam-se filas!) e proporciona melhores condições de trabalho para a equipe e atendimento e acomodação para os clientes.

Img 4 - Restaurante Torta no Quintal

Abrindo no finalzinho da manhã, a Torta no Quintal é o local perfeito para almoçar, ainda mais se estiver um dia quente, mas quase certeza que estará bem ocupada entre 12 e 14 horas. Se não puder esperar, a dica é ir fora do horário de pico. Se almoçar não for possível, não desanime: o café é sempre muito elogiado e combinará muito bem com qualquer docinho servido no dia.

O balcão também sempre apresenta algumas delícias produzidas esporadicamente, como pães de mel, brownies, biscoitinhos e cookies. Fique atento e aproveite!

A Torta no Quintal também pode ser encontrada em alguns aplicativos de entrega de comida, e pode ser uma excelente opção se você mora ou trabalha na região, mas não deixe de conhecê-la pessoalmente (e se apaixonar!)… na correria da cidade, o aconchego e a fofura da Torta alimentam também a alma.

Torta no QuintalTorta no Quintal

Rua Comendador Miguel Calfat, 625

Bairro Vila Olímpia

São Paulo

Telefone 3044-2160

SÃO PAULO: GRAFITE + BECO DO BATMAN

Muitas são as teorias quanto à origem do grafite em São Paulo, mas não importa se você decide considerar a opinião dos acadêmicos ou as lendas urbanas, o fato é que esta forma de arte é vista na cidade desde os anos 80.

O debate sobre considerar o grafite arte ou vandalismo é antigo, mas constantemente presente para quem vive nos grandes centros urbanos. A pichação, comumente acompanhada de frases de protestos, insultos e assinaturas de gangues é considerada uma agressão degradante a paisagem. A distinção entre ela e o grafite é extremamente importante para a expansão do aceite e produção desta arte.

Pode-se dizer que a consolidação do grafite como produto artístico é reflexo do como cada gestão pública lida com estas intervenções urbanas. Para termos uma ideia de como o processo é longo e demorado, solicitações para realizar intervenções na avenida 23 de Maio eram feitas desde a administração de Jânio Quadros (1986-1989), mas foram somente autorizadas no fim da gestão de Fernando Haddad (2016).

Neste contexto de ilegalidades e permissões, temos que mencionar os eventos mais recentes: Em janeiro deste ano, como parte do programa “São Paulo Cidade Limpa”, o novo prefeito João Dória Jr. anunciou que seriam apagados os painéis presentes na avenida 23 de Maio. Nesta mesma ação, a Secretaria da Cultura de São Paulo afirmou que pretende criar uma área para a produção de murais, a ser chamado de “grafitódromo”. Segundo a mesma, a inspiração da proposta vem de Wynwood, um bairro em Miami que abriga diversos grafites e todo um esquema de comercialização de produtos licenciados para viabilizar o negócio.

Para o prefeito, assim como a arte fica nos museus, o grafite também deve ficar em “lugares adequados”. Em oposição, para o artista plástico Jaime Prades, a criação deste espaço específico constitui uma visão paternalista que impõe o que considera ‘certo’, logo, o grafite torna-se errado, tendo que ser contido e controlado.

Tem-se conhecimento de que os grafites, por estarem expostos à luz, chuva e demais fatores naturais, ou até mesmo serem danificados por ações humanas, devem passar por reparos e ajustes. Mas mesmo que em condições precárias, cobrir as obras com tinta cinza não parece a resposta mais correta.

É claro – e necessário – que este assunto seja ainda muito debatido, como muito já vem sendo desde o início das ações, por políticos, artistas e população local. Encontrar o equilíbrio entre a liberdade criativa, as leis e a expectativa dos moradores será um grande aliado para a prosperidade desta arte.

Mas toda essa conversa torna importante destacar um espaço que pode até vir ser chamado de “galeria à céu aberto”, ou Beco do Batman, como é mais conhecido. De surgimento espontâneo, entre vielas do bairro da Vila Madalena, zona Oeste da cidade, muros e paredes são cobertos por diversos desenhos e chamam a atenção dos paulistanos e turistas. Com uma pegada muito semelhante à região de Wynwood mencionada anteriormente, é parada obrigatória se você curte street art de verdade!

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Ao que tudo indica, na década de 80, o desenho de um homem-morcego feito em uma das paredes incentivou estudantes de arte plásticas que moravam por lá a também registrarem seus trabalhos (Posteriormente até sendo usado como referência para o nome do local – Homem Morcego/Batman). Com influências cubistas e psicodélicas, os muros cinzas e sujos ficaram no passado.

O processo de renovação dos grafites chama a atenção e é exemplo de manutenção e ocupação de espaço público. A constante qualidade e rotatividade das obras atrai o público, que retorna com frequência para conferir as novidades. As disputadíssimas paredes são administradas pela comunidade e artistas, que sempre retocam ou renovam os desenhos, mantendo a qualidade e o charme.

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Este passeio é melhor aproveitado sendo feito a pé. Podendo ser visitado todos os dias, a dica é programar para conhecê-lo entre segunda e sexta-feira, evitando os dias mais cheios, para apreciar os murais com mais calma. E não se esqueça: faça muitas fotos… Na sua próxima visita talvez os desenhos sejam outros!

Como chegar: Beco do Batman – Acesso pelas ruas Gonçalo Afonso e Medeiros de Albuquerque, Bairro Vila Madalena – São Paulo

Fontes:BBC e Veja SP

 

SÃO PAULO: LOLLAPALOOZA 2017

No último fim de semana aconteceu em São Paulo a sexta edição do evento mais aguardado do ano, o Lollapalooza. Eu, que até então fui em todas as edições, dei um pulo no Autódromo de Interlagos e faço aqui meu balanço desta edição.

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O Lolla (para os íntimos, rs) foi idealizado pelo Pharrell Perry, o vocalista do Jane’s Addiction – que inclusive se apresentou na edição brasileira de 2012 – em 1991 numa versão itinerante. Mas foi só em 2005, que surgiu a versão que conhecemos hoje – um festival dividido em dois dias, durante o fim de semana – em Chicago, nos EUA.

Atrações musicais

Esse ano, o line-up do lolla ficou assim:

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foto: Lollapalooza

Honestamente, de todas as edições aqui do Brasil, achei esse lineup o mais confuso. Apesar de ter adorado saber que Metallica viria, achei que não “ornou” muito com o resto das atrações. Achei o segundo dia menos mainstream e mais balanceado, apesar de não concordar com o fato de terem colocado Duran Duran à luz do dia.

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O que eu assisti + opinião sincera 

Posso dizer que, claramente, esse foi o Lolla que vi menos shows e que tinha menos atrações que me interessavam.

Sábado

Cheguei por lá quase 16h da tarde – meu recorde até então, que sempre estive plantada esperando a abertura dos portões. E a minha explicação pra essa mudança de comportamento é uma só: não tinha nada que realmente me interessasse antes das 19h30. Em outras palavras: só fui mesmo pra ver Metallica e The XX. Ponto.

Posso dizer que gostei mais do The XX do que do Metallica – não sei se porque já estava o bagaço em pessoa ou porque senti falta de alguns clássicos.

Como estava lá bem antes do XX, aproveitei também pra dar um pulo no show de Tegan&Sara, que foi morno, mas animou o pessoal que estava por lá.

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Tegan and Sara (25/3)

No sábado, minha decepção foi não ter visto todo o Chainsmokers, Como era no mesmo horário do Metallica, era inviável vê-lo inteiro, mas os últimos 20 minutinhos que consegui assistir, me deixou com um gostinho de quero mais.

Domingo

Tava mais animadinha pro domingo! Tão mais animadinha, que diferentemente do dia anterior, cheguei lá junto com a abertura dos portões: ao meio dia.

Vi Céu, Jimmy Eat World, Duran Duran, MO e um pedacinho de Melanie Martinez. Por causa do cansaço e de uma bela dor de cabeça, não consegui ver The Weeknd e, como já tinha visto Stokes outras duas vezes, não quis ficar dessa vez.

Apesar da superlotação e da dificuldade de conseguir enxergar qualquer coisa, Duran Duran valeu o dia.

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Céu (26/03)

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E você já ouviu a playlist do blog? Tem Chainsmokers (que tocou no sábado) e várias outras bandas incríveis! Clique aqui e ouça já!

O que fazer além da música

Sim, nem só de música vive um festival. Atrações radicais dignas de parque de diversões, lojinhas e muita comida estão na lista:

Espaço de Patrocinadores

Espaço Skol: Área da Skol onde dava para pegar um chopp, escrever, grafitar e ver os shows em frente ao palco Skol numa área bem privilegiada.

Espaço Chevrolet Ônix: Área com o brinquedo mais radical do festival: O kamikaze (sim, aquele que deixa você de cabeça pra baixo), além de tatuadores e desenhistas fazendo arte no rosto de quem passasse por lá e claro, exposição do Chevrolet Ônix

#FINDYOURMAGIC AXE: Próximo ao Palco AXE, outro brinquedo fez a diversão de quem adora uma aventura, o “Se joga 2.0”, uma queda livre de alguns poucos segundos, suficientes para fazer os que tem medo de altura suar litros.

 

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foto: divulgação

Outros Espaços de Apoiadores:

Fusion Shuffle:  Bar criado pela Fusion para customização dos drinks.

Ray-Ban Playback Battle: Batalha de dublagem (mediada pela Penélope Nova).

Prevent Senior Body Painting Neon Galactic Glow: Pintura (com muito glitter) feita pelos make-up artists do espaço.

Espaços Lollapalooza

Lolla Lounge: Área (mais do que exclusiva) que você pode comprar ao adquirir os ingressos, e além de transfer com meeting point exclusivo, tem bar, banheiro, comidinhas e vista privilégiada para vários palcos (também ponto fácil de encontrar todos os artistas que estiverem no Lolla).

Chef’s Stage: Espaço de alimentação, com diversas opções de comidinhas adaptadas por chefes renomados (leia mais abaixo)

Lolla Market: Esqueceu alguma coisa em casa? Quer só um souvenir? Não seja por isso, de chapéus a meias, passando por acessórios, roupas e até tatuagem, você consegue comprar quase tudo aqui.

Lolla Store: Loja oficial do Lollapalooza, com camisetas de bandas e souvenirs com a logomarca.

Comida

Nesse quesito, você tem opções para todos os gostos/bolsos. A alimentação estava divida por todo o festival nas áreas próximas aos palcos, com bar e quitutes simples (hot dog, batata frita, espetinho). Havia também alguns ambulantes que passam vendendo esses mesmos quitutes (+churros, pipoca e sorvete). Na área próxima ao palco Skol, dispuseram alguns food trucks, como opções mais gourmetizadas de junk food (hamburgueres, milkshake e batatinhas), além de tapioca, temaki e suco natural. Ainda, você podia encontrar outros foodtrucks numa área próxima ao Chef’s Stage com mais opção de junk (hamburguer, pizza, etc), e algumas opções mais diferenciadas, como polenta com ragu e comida mexicana.

Chef’s Stage

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Essa é a área “gastronômica” do evento, que reúne diversas barraquinhas de chefes conceituados que levam versões compactas de seus pratos famosos.

Achei todas bem parecidas (se não, iguais), às dos anos anteriores.

Das minhas escolhas no Chef’s Stage, provei nhoque ao sugo (nos dois dias, só porque nhoque é sempre a minha comida preferida), uma “mandioca rosti”, cafezinho, brownie, strogonoff e um mix de raizes fritas.

Além disso, ainda comi na área externa uma tapioca vegana – pior experiência da vida, levou 1h20min pra ficar pronta -, milkshake de ovomaltine, um milhão de sorvetes (perdi as contas, de verdade) e o tal do suco natural adoçado com caldo de cana (esse tomei várias vezes).

Transporte 

O Lolla já aconteceu no Jockey Club (na Cidade Jardim) e agora, acontece no Autódromo (em Interlagos). Para quem não é de São Paulo, falar de localização pode ser complicado. São Paulo é GIGANTE e quanto mais central as coisas são, melhor para todo mundo! Apesar do Autódromo ter um espaço maior e ser mais afastado da cidade – o que dá aquele clima de interior de outros grandes festivais (Coachella, Glastonburry, etc), pode ser bem complicado de chegar e mais ainda: complicado de sair.

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Autódromo de Interlagos

Existem basicamente as seguintes formas de chegar por lá e vou contar a minha experiência profissional em cada uma delas:

Carro: Você pode ir de carro e deixar o carro no estacionamento (por R$100). Eu nunca fui de carro (nem dirigindo e nem de carona) por diversas razões: além de não ser super barato ter que deixar o carro no estacionamento, você fica bem limitado – não pode tomar aquela cervejinha que todo mundo gosta – e ainda pega um belo de um trânsito pra sair do estacionamento. Agora, se você não bebe, vai dar carona (dividindo o valor) e ainda mora meio longe, pode ser uma opção válida.

Transporte público: Acho que a opção mais inteligente e barata. A região do autódromo tem bastante ônibus, para diversas partes da cidade (inclusive para metrôs da linha azul) e também tem a linha esmeralda de trem, a estação autódromo. Essa sempre foi a opção que usei em todas as edições passadas, principalmente o trem – que além de ser “rapidinho”, foge do trânsito. Sempre usava táxi/uber pra ir e trem pra voltar até alguma estação bem remota, onde eu conseguisse pegar outro táxi/uber. O problema: se prepare, principalmente na volta, seja ônibus ou seja de trem, saiba que o transporte na volta vai estar LOTADO.

Táxi/UBER: É a opção mais confortável de chegar e pode ser bem em conta também (se você não morar muito longe). O problema neste caso é sair do festival. Ainda não entendi porque a organização não montou um bolsão do UBER na saída (como tem em outros milhares festivais do mundo/ aeroportos). Já tentei pegar uber pra sair, e nunca consegui. Quanto ao táxi, se você sair um pouco mais cedo, talvez seja mais fácil.

Lolla Transfer: Opção até então inédita pra mim, depois de muitos anos sofrendo para sair do Autódromo meia-noite, já derrotada, esse ano comprei o Lolla Transfer nos dois dias (R$75/cada dia). Os transfers saem do WTC São Paulo (na região do Brooklin, que por sinal é super perto da minha casa) e vão direto para o Autódromo. Você compra com um horário marcado e na volta, pode pegar qualquer transfer. Eles saem do WTC de meia em meia hora (a partir das 11 da manhã) e voltam em horários marcados (Sábado: 20h30, 22h30, 00h30
e domingo: 20h30, 22h30, 23h30). Para mim, funcionou super bem, além do conforto, um bônus adicional é que você passa pela segurança numa entrada exclusiva (e sem filas!).

Preço 

Entramos num assunto polêmico. Ouvi muita, mas MUITA gente reclamando no preço. Para minha surpresa, quando cheguei lá no sábado, vi o autódromo mais lotado do que nunca, e sim, essa foi a edição recorde de lotação.

Os preços estavam mais ou menos assim (dependendo do lote):

Lollapass: R$920

Lollapass estudante: R$460

Lollalounge: Valor do ingresso + R$550/dia

Meu gasto com alimentação nos dois dias R$200

No meu caso, que paguei meia entrada tive um gasto total de R$810 (comida, ingressos e lollatransfer).importante .jpg

Essa edição foi “cashless”, ou seja, dinheiro não era usado como moeda de troca. O ingresso vinha em forma de pulseira, que deveria ser recado (em casa ou em algum dos postos no dia do evento), tornando-a assim pessoal e intransferível. Caso sobrasse algum crédito na pulseira, ao fim do evento, cada pessoa seria reembolsada.

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Descanso nas redes ou nas cabanas

Vale a pena?

Sempre prefiro achar que música até quando é ruim é boa, então, na minha opinião, essa experiência de festival vale muito à pena. Por ter muuuitas opções, tem até aqueles que nem gostam tanto de música, mas vão para passear, provar uma gastronomia diferente, paquerar…Enfim, acho que todo mundo deveria ir neste tipo de evento, pelo menos uma vez na vida. Como já disse anteriormente, esse com certeza não foi meu Lolla preferido, mas mesmo assim, não me arrependo de ter ido.

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COMEÇANDO O DIA EM SÃO PAULO

Fim de semana ou a gente quer café na cama ou quer mesmo inovar, né? No último domingo, resolvi esbanjar e fazer um programa matinal famoso em SP, mas que eu ainda não conhecia: o tal Brunch do Emiliano.

Leia também: Brunch por aí

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Opção que fica entre hipster e mamãe-sou-ryca, o brunch acontece todos os finais de semana no restaurante que fica dentro do hotel Emiliano. Pra quem não conhece, o Emiliano é um tradicional e confortável (leia-se: caro) hotel que fica na famosa rua Oscar Freire,  no bairro do Jardins.O brunch, é digamos, uma opção pagável, para se ter acesso a um dos serviços do hotel.

Como funciona

Por um preço fixo, você tem acesso ao cardápio que inclui: champagne, bebidas não alcoólicas (águas e sucos), o couvert (cesta de pães e váááários acompanhamentos – que variam de manteiga a ceviche – mufins, rabanada e bolinhos fritos), prato principal e sobremesa.

Minhas escolhas

Como éramos dois, comer só o couvert já foi puxado – não sei como alguém consegue comer todos os pratos. Então, acabei optando pelo couvert, duas entradas – omelete de parmesão e sopa vichyssoise, macarrons de sobremesa, água e um suco de melancia com gengibre. Fiquei bem tentada a pedir o raviolli de bufála ao sugo, mas não cabia mais nada em mim 😦

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Quanto custa

R$179,90 (março/2017) – por pessoa.

Vale a pena?

Sim! É uma opção super gostosa, a comida é uma delícia, o serviço é ótimo e o preço, por incrível que pareça, fica bem abaixo de uma almoço completo (entrada-prato principal-sobremesa-bebida) na região dos Jardins. Acho que o passeio vale ainda mais a pena se você for com um grupo de amigos, já que 50% do menu (couvert e sobremesa) pode ser servido como degustação.

Observações

Esse brunch tem mais carinha de almoço. Então, sugiro que você marque depois do meio dia mesmo e não vá esperando opções como cappuccino, chás e geléias. Apesar do couvert ter diversos pães, os pratos principais são, basicamente, inspirações italianas – massas e algumas carnes – que fizeram a fama do restaurante do Emiliano.

Outras opções para café da manhã em São Paulo.

Nem só de ostentação o café da manhã é feito, não é mesmo? São Paulo tá cheio de restaurante para todas as opções de gosto e bolsos. Seguem os meus preferidos:

Mr. Baker – aquele pãozinho na chapa

Disparado o lugar que eu mais tomo café da manhã em SP. Fica aqui do lado de casa e como o próprio nome diz, é uma padaria. Vira e mexe, quando bate a preguiça, passo lá e pego um paozinho, super quentinho e artesanal, mas o bom mesmo é pegar uma mesinha do lado de fora, levar os amigos e o dog (eles são pet friendly) e botar a conversa em dia. Meus preferidos: o gostozo no pão francês (pãozinho na chapa com requeijão), o cappuccino com cacau e canela, ovos mexidos com queijo branco e tomate e pão multi grãos, os bolos (favoritos da vida: cenoura com ganache de chocolate, banana sem glúten e mandioca cremoso)  e os sucos. Aos domingos, é bom ir com o coração aberto: sempre tem uma fila de espera.

R. Pedroso Alvarenga, 655 – Itaim Bibi

Octavio Café – amantes de café

A fama do Octavio se dá, principalmente, pelo café que eles mesmo produzem. A unidade-sede, localizada na Faria Lima, já foi considerada a maior cafeteria da América Latina e está em uma construção tão linda, que só a arquitetura já vale a visita. Além das famosas bebidas que levam o café na composição, minhas escolhas no menu sempre incluem a tapioca, o bolo de banana integral e o parfait de iogurte. Para quem quer saber mais sobre o mundo do café, eles oferecem diversos cursos – só ficar de olho na agenda no site.

Av. Brg. Faria Lima, 2996 – Jardim Paulistano

Tea Connection – amantes de chá

Uma opção saudável e deliciosa é a casa de chá, Tea Connection. Eles servem diversos tipos de blends e infusões, que combinado com os quitutes da casa, agradam gregos e troianos. Pra quem adora um chazinho, mas não sabe muito a respeito, é uma ótima oportunidade de conhecer mais desse mundo – os cardápios são bem explicativos. Aos domingos, a partir das 11h, também é servido um brunch, com buffet e opções de chá.

Alameda Lorena, 1271 – Jardim Paulista

Frutaria São Paulo – opção saudável

Perfeito para aquele dia que você acordou com uma ressaquinha ou que só quer mesmo manter a dieta até aos finais de semana. O menu do Frutaria tem opções sem glúten, sem lactose, vegana…tem de tudo. Aos finais de semana tem também a opção de buffet, com preço fixo, que serve um pouquinho de tudo. Não deixe de provar os sucos funcionais, água de coco – servida no coco e o açaí frutaria, mais puro e com menos açúcar.

R. Bandeira Paulista, 327 – Itaim Bibi

Padoca do Maní – sempre maravilhoso

Se você está em dúvida de onde comer em São Paulo, uma coisa é certa: você nunca vai se decepcionar com nenhum dos restaurantes da rede Maní. A Padoca é só uma versão compacta (e não menos procurada) dos restaurantes da rede. Fica na mesma rua que o Maní, em Pinheiros e tem uma varandinha que é um charme. Qualquer coisa no menu vale a pena, mas não saia se experimentar a cesta de pães e um dos diversos sucos funcionais. Aos finais de semana, não são aceitas reservas, então, chegue cedo ou se prepare para esperar pelo menos, uma horinha na porta.

R. Joaquim Antunes, 138 – Pinheiros

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